Reavivados por Sua Palavra


ATOS 23 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
19 de novembro de 2024, 0:40
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ATOS 23 – Mesmo diante da injustiça e perseguição, Deus permanece no controle, usando diferentes caminhos para conduzir Seus filhos. As experiências de Paulo exemplificam essa verdade.

Continuando os eventos do capítulo anterior, Atos 23 apresenta Paulo submetido ao julgamento do Sinédrio. “O comandante convocou os principais sacerdotes e todo o Sinédrio para saber o motivo das acusações contra Paulo. Mandou que lhe tirassem as cadeias e o fez comparecer perante o Sinédrio. O Grande Sinédrio era também chamado de Concílio, a Suprema Corte Judaica que, ao mesmo tempo, era tribunal de justiça, corpo legislativo e órgão diretivo em assuntos religiosos e políticos. Nessa época, era integrado de 71 membros, uma mescla de fariseus e saduceus. Seu presidente era o sumo sacerdote. Suas decisões podiam ser finais, com exceção da pena de morte, que o Império Romano reservava unicamente para suas próprias autoridades” (Mario Veloso).

Diante do Sinédrio, Paulo afirma ter vivido com uma consciência pura diante de Deus. Por conta disso, o sumo sacerdote pediu que o ferissem na boca. Então, Paulo o repreendeu chamando-o de “parede branqueada”, que era “uma metáfora adequada para o hipócrita sumo sacerdote que violou a lei judaica ao mandar açoitar Paulo mesmo antes que se provasse sua culpa. A metáfora sugeria uma parece rachada, cujo estado precário fora disfarçado com uma generosa camada de cal. Por causa dessa conduta Paulo não reconheceu o sumo sacerdote (vs. 4-5, cf. sua citação de Êx 22:28). Mesmo muito pressionado, Paulo lançou mão de espirituosidade e humor (vs. 6-10). Os saduceus eram críticos racionalistas que negavam a ressurreição” (Merrill Unger).

Paulo declara ser julgado por sua crença na ressurreição dos mortos – uma verdade central ao evangelho. Esta afirmação provocou uma divisão entre os saduceus, que negavam a ressurreição.

Contudo, Paulo continuou preso. Na prisão, o Senhor lhe apareceu, encorajando-o e prometendo que ele testemunhará em Roma (Atos 23:11).

• Esta visão reafirma o cuidado soberano de Deus sobre o destino de Seus servos, guiando-os e protegendo-os em meio aos desafios.

A providência divina se manifesta ainda mais quando Paulo descobre um plano para matá-lo e é resgatado por intervenção de seu sobrinho e da guarda romana (Atos 23:12-35).

• A presença de Deus é o melhor conforto em meio às agruras da vida!

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



ATOS 22 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
18 de novembro de 2024, 1:00
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Texto bíblico: ATOS 22 – Primeiro leia a Bíblia

ATOS 22 – BLOG MUNDIAL

ATOS 22 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



ATOS 22 by Luís Uehara
18 de novembro de 2024, 0:55
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/at/22

Paulo foi ensinado pelo famoso rabino Gamaliel e havia sido membro do Sinédrio. Ele lhes contou como era zeloso e que havia perseguido os cristãos em todos os lugares. Até que um dia encontrou Jesus no caminho de Damasco (Atos 26:14,15).

Considere um outro fator que contribuiu para a conversão de Saulo, o perseguidor, para o apóstolo Paulo. Jesus disse a seus discípulos: “Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem” (Mt 5:44 NVI). Parece-me que isto foi exatamente o que a igreja primitiva fez. Eles oraram por Saulo, um homem que tinha tanto ódio contra eles, e o Senhor Jesus ouviu suas orações. Então, o que Jesus fez? Ele retribuiu o perseguidor com uma visita pessoal.

Algum tempo atrás, ouvi de um missionário que fez duas visitas a cristãos que estavam sendo perseguidos e mortos por um grupo terrorista. Algumas mulheres compartilharam histórias de tanta dor que a única resposta do missionário foi o silêncio. Em seguida, uma das mulheres começou a orar pelos perseguidores. Quantos inimigos da cruz poderiam se tornar seus campeões se orássemos por eles?

Ron E. M. Clouzet
Pastor Ministerial
Divisão Norte da Asia-Pacífico

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/act/22
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara



ATOS 22 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
18 de novembro de 2024, 0:50
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1143 palavras

1 Irmãos e pais. Forma cortês de vocativo. Paulo tinha o objetivo de apaziguar a multidão turbulenta. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 438.

2 Maior silêncio. O gesto com as mãos, a fala em aramaico e o vocabulário educado garantiram plena atenção do público turbulento. A maré de emoções humanas baixou de repente para dar espaço a uma calma expectante. CBASD, vol. 6, p. 438.

3 Tarso. Capital da Cilícia [ao norte da Síria, sudeste da atual Turquia] e cidade natal de Paulo (9:11, 30; 11.25; 21:39). Estava estrategicamente situada próxima às Portas da Cilícia, uma importante passagem [um estreito desfiladeiro entre as montanhas] e na convergência do rio Cidnus e importantes estradas. Andrews Study Bible.

Gamaliel. O rabino mais honrado do século. É possível que fosse neto de Hilel (v. tb 5.34-40). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Ele [Gamaliel] era bem conhecido e respeitado como especialista em leis religiosas e como uma voz de moderação (5:34). Paulo estava mostrando suas credenciais como um homem bem educado, tendo sido treinado pelo mais respeitado rabino judeu. Life Application Study Bible.

Como todos vós o sois. Paulo garante aos ouvintes judeus que tinham elementos em comum para chegar a um acordo. De certo modo, o apóstolo os elogia por seu desejo de conservar o templo sagrado e íntegro. CBASD, vol. 6, p. 438.

Até à morte. Paulo já fora tão “zeloso” quanto aquelas pessoas demonstravam ser. CBASD, vol. 6, p. 438.

Em cárceres. O plural sugere que a perseguição encabeçada por Paulo ocorreu em várias cidades (ver At 26:11). CBASD, vol. 6, p. 438.

5 sumo sacerdote. Caifás, sumo sacerdote mais de 20 anos atrás, já morrera, sendo Ananias o então sumo sacerdote (v. 23.2); seus registros, porém, demonstrariam a veracidade do testemunho de Paulo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

6 Por volta do meio-dia. Pormenor ausente no relato anterior (9.1-22). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Grande luz. Brilho muito acima daquele do sol ao meio dia, não se explicaria senão pela glória celestial irradiada. Bíblia Shedd.

8 Nazareno. Nome de desprezo que os judeus deram a Jesus. Bíblia Shedd.

10 Senhor. Empregar este termo para Jesus mostra mudança radical. Bíblia Shedd.

12 Ananias, piedoso segundo a lei. Importante para esse auditório (cf nota em Lc 1.6). Bíblia de Estudo NVI Vida.

15 Ser Sua testemunha. Assim como os doze, Paulo também vira o Senhor, ouvira Sua voz e conhecera Sua vontade. Da mesma forma que eles, fora comissionado a proclamar o evangelho. Suas credenciais e sua autoridade não eram inferiores à dos discípulos. CBASD, vol. 6, p. 439.

Visto e ouvido. O poder para testemunhar vem da experiência pessoal. Paulo havia se encontrado com o Salvador vivo e recebera dEle um conhecimento sistemático, claro e íntimo da verdade, assim como os doze. CBASD, vol. 6, p. 439.

16 lave os seus pecados. O batismo é o sinal externo de uma obra interior da graça. A realidade e o símbolo estão estreitamente associados entre si no NT (ver 2.38; Tt 3.5; 1Pe 3.21). O rito externo, no entanto, não produz a graça interior (cf. Rm 2.28, 29; Fp 3.4-9). Bíblia de Estudo NVI Vida.

O batismo no Novo Testamento é o sinal exterior de uma limpeza interior. Como tal, é correspondente à circuncisão no Antigo Testamento (Dt 10.16; 30.6; Ez 44.7). Bíblia de Genebra.

17 orando no templo. Tendo em vista que o templo era, para Paulo, um lugar de oração, ele não poderia ser acusado de profaná-lo (21:28). Andrews Study Bible.

18 Apressa-te. Em Atos 9:29 e 30 relata-se apenas que os discípulos o fizeram partir. A conspiração contra a vida de Paulo os convenceu de que ele deveria sair da cidade imediatamente. CBASD, vol. 6, p. 440.

19, 10 Paulo argumenta que ele seria a pessoa mais indicada para convencer os judeus. Bíblia Shedd.

20 Testemunha. Do gr. martus, “testemunha”. Na época do NT, a palavra martus ainda não havia adquirido o significado hoje ligado ao termo “mártir”, que deriva dela. No entanto, à medida que os cristãos passaram a ser chamados cada vez mais a dar o testemunho final de entregar a própria vida, tais testemunhas passaram a ser conhecidas de maneira especial como mártires. CBASD, vol. 6, p. 440.

21 Gentios. O trabalho de Paulo se destinaria primariamente aos não judeus (At 9:15). CBASD, vol. 6, p. 441.

22 Até essa palavra. Ou, “até esta declaração”. Silenciosos em sua curiosidade enfurecida até então, os judeus não puderam mais se conter. A ideia de que a salvação podia se estender aos gentios os enraiveceu. Logo, clamaram pela morte de Paulo, mesmo sem a formalidade de um julgamento. Em sua mente fechada, Paulo era um apóstata do judaísmo. CBASD, vol. 6, p. 441.

23 Arrojando de si as suas capas. Tirar a capa folgada que ficava por cima das outras vestes refletia grande agitação. A turba estava pronta para agir. CBASD, vol. 6, p. 441.

Atirando poeira. Gesto de ódio e repúdio. CBASD, vol. 6, p. 441.

24 Sob açoite. Não com o propósito de castigar, mas de conseguir uma confissão. CBASD, vol. 6, p. 441.

Açoite (gr mastixin; latim flagellum). Terrível instrumento de tortura, muitas vezes fatal usado para arrancar a verdade. A Lex Porcia proibiu o flagellum para os romanos. Bíblia Shedd.

Açoitado. Não com a vara, como aconteceu em Filipos (16.22-24), mas com o flagelo, instrumento de impiedosa tortura. Era lícito usá-lo para arrancar uma confissão de um escravo ou de um estrangeiro, mas nunca de um cidadão romano. O flagelo consistia num açoite de tiras de couro, com pedaços de osso ou de metal fixados nas extremidades. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Jesus foi açoitado com tal chicote (Jo 19.1). Bíblia de Genebra.

25 Um cidadão romano. Paulo estaria cometendo uma grave ofensa se alegasse falsamente ser cidadão romano. O centurião percebeu, de imediato, que tinha em mãos mais do que um perturbador judeu. A cidadania romana era algo muito valorizado, pois assegurava muitos privilégios ao seu possuidor. Em diversas ocasiões, esse título foi uma proteção para Paulo. CBASD, vol. 6, p. 441.

26 este homem é cidadão romano. Paulo apelou novamente para sua cidadania romana, sabendo que iria ser punido sem julgamento (16.37). Bíblia de Genebra.

28 pagar um elevado preço. Ninguém sabe como o pai de Paulo, ou algum antepassado dele, conquistara essa cidadania. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Título de cidadão. Do gr. politeia; neste caso, significando “cidadania”. A referência tem sentido semelhante aos privilégios que uma cidade concedia a um convidado de honra ou herói. CBASD, vol. 6, p. 441.

De nascimento. Literalmente, “assim nascido’, isto é, nascido cidadão romano. CBASD, vol. 6, p. 441.

29 Inquirir. Eufemismo para a tortura a que Paulo estava prestes a ser submetido. CBASD, vol. 6, p. 441.

Receoso. O temor do “comandante” não se devia a ter algemado Paulo. O apóstolo recebera esse tratamento várias vezes, pois os cidadãos romanos podiam ser presos. Paulo continuou encarcerado. O medo do oficial era de ter colocado o apóstolo em vias de um açoitamento. CBASD, vol. 6, p. 442.

Mandara amarrar. Refere-se às cadeias pesadas que feriam. Paulo continua preso (algemas leves?) durante mais quatro ou cinco anos. Bíblia Shedd.

30 Querendo certificar-se. Ou, “desejava saber”. Por ser um oficial romano cuidadoso, o comandante estava determinado a chegar à raiz do problema e descobrir por que os judeus estavam tão obstinados para tirar a vida de Paulo. CBASD, vol. 6, p. 442. Sinédrio. Se o Sinédrio tivesse passado um veredicto favorável, Paulo estaria livre. Bíblia Shedd. 

Todo o Sinédrio. Lísias percebeu que era um assunto referente à religião judaica. Em relação à câmara onde o Sinédrio se reunia. CBASD, vol. 6, p. 442.

Mandando trazer Paulo. Isto é, da torre da fortaleza Antônia. A presença da guarda romana garantia a segurança pessoal de Paulo. CBASD, vol. 6, p. 442.

Compilação: Tatiana W/JefersonQ



ATOS 22 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
18 de novembro de 2024, 0:45
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Toda a Bíblia foi escrita apontando para o plano da redenção. Desde a entrada do pecado no mundo, foi revelado ao ser humano a obra salvífica do Descendente da mulher e a derrota da antiga serpente (Gn.3:15). O perfeito sacrifício de Cristo garantiu ao homem o resgate de sua condição pecadora, cobrindo todo penitente com Seu manto de justiça. A Bíblia, porém, apresenta um único pecado como sendo imperdoável; uma verdade que saiu dos lábios do próprio Jesus, quando afirmou: “Em verdade vos digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem. Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno” (Mc.3:28-29).

O pecado contra o Espírito Santo não se trata apenas de difamar o Seu nome, mas de rejeitar a Sua obra no coração a tal ponto de não mais ouvir a Sua voz. A mulher de Ló, por exemplo, cometeu este pecado selando o seu destino eterno. Em Gênesis 19 percebemos que, atendendo à intercessão de Abraão, dois mensageiros celestiais foram enviados a fim de salvar Ló e sua família. Mas a escolha insensata de Ló em fixar residência em Sodoma lhe custou a perdição de toda a sua casa. Ao lermos a história, percebemos que Deus, em Sua infinita bondade e misericórdia, fez de tudo para salvar aquela família. Mas o escárnio dos genros de Ló, a morte de sua esposa e o plano incestuoso de suas filhas são provas irrefutáveis de que quando ultrapassamos os limites estabelecidos por Deus a nossa queda pode ser fatal e irreversível.

Paulo apelou a suas três origens: religiosa, cristã e de nascimento. Religiosa, a fim de deixar bem claro que o zelo pela lei que havia aprendido desde a infância permanecia intocável. Cristã, porque, ao conhecer Jesus, tudo o que havia aprendido ganhou novo significado. E de nascimento, a fim de ser poupado de um sofrimento desnecessário e que traria graves consequências para seus algozes. Quando o apóstolo disse a seus irmãos que estava disposto até mesmo a morrer pelo nome de Jesus, não significa que não faria de tudo para conservar a sua integridade física. Dar as costas ao açoite sabendo haver a possibilidade de se ver livre do opróbrio não seria um ato de coragem, mas de estupidez.

O poderoso testemunho de Paulo, suas palavras ditas com reverente autoridade e cheias do poder do Espírito Santo não foram suficientes para alcançar os corações obstinados que o interromperam, gritando: “Tira tal homem da terra, porque não convém que ele viva!” (v.22). Como o foi com Jesus, Paulo experimentou o desprezo de seu próprio povo e estava prestes a passar por semelhante sessão de açoites não fosse o escape de sua cidadania romana. Interessante, amados, que os carrascos de Paulo baixaram seus instrumentos de tortura e deram para trás ao saberem que Paulo era cidadão romano, mas aqueles que surraram o nosso Salvador e O crucificaram não tiveram esta reação diante da declaração da cidadania de Cristo: “O Meu reino não é deste mundo” (Jo.18:36). Observem que era questão extremamente grave punir um cidadão romano sem um justo julgamento. Mas aqueles que se orgulhavam de fazer parte da nação eleita de Deus não faziam caso de matar seus próprios irmãos usando de seus injustos critérios.

Nos últimos instantes deste mundo, se levantará, do meio do povo de Deus, uma classe que perseguirá os santos do Altíssimo com tanto furor quanto os de fora. “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios” (1Tm.4:1). Estes serão precisamente os piores inimigos do povo de Deus, conforme está escrito: “Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros” (Mt.24:10). O pecado contra o Espírito Santo os tornará finalmente réus de pecado eterno. Sobre este tempo, revela a palavra profética:

“Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona sua posição, passando para as fileiras do adversário. Unindo-se ao mundo e participando de seu espírito, chegaram a ver as coisas quase sob a mesma luz; e, em vindo a prova, estão prontos a escolher o lado fácil, popular. Homens de talento e maneiras agradáveis, que se haviam já regozijado na verdade, empregam sua capacidade em enganar e transviar as almas. Tornam-se os piores inimigos de seus antigos irmãos. Quando os observadores do sábado forem levados perante os tribunais para responder por sua fé, estes apóstatas serão os mais ativos agentes de Satanás para representá-los falsamente e os acusar e, por meio de falsos boatos e insinuações, incitar os governantes contra eles” (EGW, O Grande Conflito, CPB, p.608).

O álibi da cidadania usado por Paulo não valerá de nada quando o mundo for agitado pela última tempestade. Pelo contrário, ao declararmos a nossa cidadania celestial e a firme esperança de que muito em breve, “de um sábado a outro” (Is.66:23), estaremos adorando ao Senhor pelos séculos eternos, despertaremos a derradeira fúria de Satanás e seus agentes que tentarão destruir a nossa fé. Portanto, amados, hoje, agora, é tempo de buscarmos ao Senhor enquanto podemos achá-Lo e invocá-Lo enquanto ainda está perto (Is.55:6). Logo, o Espírito Santo encerrará a Sua obra e somente os “que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem” na Terra (Ez.9:4), receberão o selo que lhes abrirá os portais eternos.

Então, “porque te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome” de Jesus (v.16)! E se você já é batizado, renove o seu compromisso com Cristo e, dia após dia, clame pelo poder do Espírito Santo a fim de fazer a vontade de Deus. Como alguém que necessita desta mesma obra salvífica diária, eu imploro: Não perca mais tempo! Pode ser a sua última chance!

Pai de amor, bondade e misericórdia, graças Te damos porque mesmo em meio a situações de injustiça, o Teu Espírito nos concede a sabedoria no momento em que mais precisamos. O Senhor nos chama a proclamar a Tua verdade a todos, ainda que a maioria a rejeite. A obra é Tua e nós somos Teus. Que se faça a Tua vontade em nós e por meio de nós. Usa-nos em Teu serviço e, como foi com Paulo, concede-nos a ousadia e o discernimento necessários a fim de que nossa vida Te glorifique e o Senhor volte logo. Queremos ir para casa, Senhor! Volta logo! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, cidadãos do Reino dos Céus!

Rosana Garcia Barros

#Atos22 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ATOS 22 – COMENTÁRIO PR. HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
18 de novembro de 2024, 0:40
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ATOS 22 – Há vários discursos (sermões) em Atos:

• Quatro sermões de Pedro: No Pentecostes (2:14-36), no templo (3:12-26), dois deles perante o Sinédrio (4:8-12; 5:29-32).
• Um sermão de Estevão sobre a teimosia de Israel (7:1-56).
• Sete sermões de Paulo: Na sinagoga de Antioquia da Pisídia (13:16-41), contra a adoração grego-romana (14:15-18), aos atenienses no Areópago (17:21-23), aos líderes da igreja de Éfeso (20:17-35), diante da multidão judaica em Jerusalém (22:1-21), diante de Félix (24:10-21), e diante de Agripa (26:1-29).

Esses sermões têm como propósito central testemunhar sobre Jesus Cristo, Sua ressurreição, e o chamado ao arrependimento e à fé para a salvação. Os principais pregadores em Atos, proclamam corajosamente a nova aliança tanto para judeus quanto para gentios, em diversas ocasiões e para audiências diferentes. Cada sermão se adapta ao contexto e ao público específico, mas compartilham uma mensagem fundamental: Jesus.

Em Atos 22, o sermão de Paulo ocorre em Jerusalém, diante de uma multidão judaica hostil que o acusa falsamente de profanar o templo e desrespeitar a Lei. Foi-lhe permitido falar ao povo e aproveitou a oportunidade para contar seu testemunho pessoal em defesa de sua fé em Cristo. Ele estrutura seu discurso em torno de três tópicos principais:

• Sua identidade judaica e formação: Paulo inicia identificando-se como judeu, criado em Jerusalém e instruído por Gamaliel, um dos rabinos mais respeitados da época. Salienta seu zelo pelas tradições judaicas e sua perseguição anterior aos cristãos. Assim, estabelece conexão com seus ouvintes, demonstrando compartilhar a mesma herança e fervor religioso (Atos 22:1-5).

• Sua conversão dramática: Em seguida, Paulo narra seu encontro sobrenatural com Jesus, apontando para a autenticidade de sua experiência de conversão e chamado de Cristo (Atos 22:6-20).

• Sua missão aos gentios: Finalmente, Paulo fala sobre sua vocação específica de levar o evangelho aos gentios (Atos 22:21). Ao iniciar esse ponto, Paulo foi interrompido, sem poder concluir seu sermão.

Ao mencionar a missão aos gentios, a multidão enfureceu-se, pedindo que Paulo fosse retirado e morto. Porém, a cidadania romana de Paulo favoreceu-o a ser levado sob custódia romana para sua proteção (Atos 22:22-29).

Não devemos titubear em nosso testemunho:

• Quando testemunhamos, damos voz à graça de Deus que age em nossa história!
• Nossa conversão é o sermão mais poderoso que podemos pregar!

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



ATOS 21 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
17 de novembro de 2024, 1:34
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Texto bíblico: ATOS 21 – Primeiro leia a Bíblia

ATOS 21 – BLOG MUNDIAL

ATOS 21 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



ATOS 21 by Luís Uehara
17 de novembro de 2024, 0:55
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/at/21

Quando Paulo chegou a Jerusalém, teve uma reunião com Tiago, o equivalente ao líder máximo da igreja naquele momento “e todos os anciãos” (v.18). Embora tenham dado glória a Deus pelo trabalho que Paulo havia feito entre os gentios, ao longo dos últimos cinco anos, alguns desses líderes “não conheciam pessoalmente as circunstâncias e necessidades peculiares encontradas pelos missionários em campos distantes.” Eles achavam que tinham autoridade para “direcionar seus irmãos nesses campos” (Atos dos Apóstolos, p. 223).

Paulo concordou em participar de um rito de purificação judaica no templo, e que erro isso mostrou ter sido! No último dia do festival, alguns dos “judeus da província da Ásia” (v. 27), seus antigos inimigos, o viram e criaram um grande alvoroço. Eles arrastaram Paulo para fora do Templo e procuraram matá-lo (vv. 30, 31). Paulo foi preso pelos romanos e sua tentativa de apaziguar os judeus “só precipitou a crise, apressando a predição de seus sofrimentos, privando a igreja de um dos seus pilares mais fortes.” (Atos dos Apóstolos, p. 226).

Grandes homens de Deus também podem cometer erros. Mas, quando eles voltam seu coração a Deus, Ele usa esses erros para o bem do Seu trabalho. No final, Paulo acabaria em Roma e traria muitas pessoas ao conhecimento da salvação.

Ron E. M. Clouzet
Pastor, IASD de East Ridge, Tennessee

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/act/21
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara



ATOS 21 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
17 de novembro de 2024, 0:50
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1635 palavras

1 Depois de nos apartarmos. O verbo grego sugere separar-se com esforço, e a expressão poderia ser traduzida como “depois de termos nos desgrudado deles”. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 425.

Rodes. A cidade principal da ilha de Rodes, célebre no passado por um colosso no porto, uma das sete maravilhas do mundo antigo (demolido, porém, mais de dois séculos antes da chegada de Paulo ali). Bíblia de Estudo NVI Vida.

4 Encontrando os discípulos. Literalmente, “tendo olhado os discípulos”. Não se trata de uma referência a discípulos que estavam lá por acaso, mas a uma agregação de cristãos de Tiro. Portanto, esta é a primeira menção específica à existência de uma igreja em Tiro, embora seja provável que ela já existisse ali por muitos anos. CBASD, vol. 6, p. 426.

movidos pelo Espírito. Paulo não era desobediente ao Espírito; o Espírito Santo o estava compelindo a ir a Jerusalém (20.22, nota). Foi através do Espírito que os amigos de Paulo entenderam que logo ele iria sofrer prisões e aflições (20.23) e, em resposta a esta revelação, eles tentaram persuadir paulo para “que não subisse a Jerusalém” (cf vs. 11-12). Bíblia de Genebra.

5 Acompanhados por todos. Toda a igreja de Tiro, inclusive mulheres e crianças, acompanharam Paulo e seus companheiros da cidade até a praia. CBASD, vol. 6, p. 426.

7 Ptolemaida. A atual cidade de Aco [ou Acre], ao norte do monte Carmelo, do outro lado da baía. Ficava a um dia de viagem para o sul, depois de Tiro, e para a Cesaréia faltavam ainda mais 56 km para o sul. Bíblia de Estudo NVI Vida.

8 Cesaréia. Um porto de mar, construído por Herodes, o Grande [em homenagem a César], era a capital provincial da Judeia. Bíblia de Genebra.

Filipe, um dos sete. Um dos sete escolhidos para tomar conta da distribuição de comida (6.1-6). Ele havia pregado aos samaritanos, ao eunuco etíope e ao povo da costa palestina (cap. 8). Bíblia de Genebra.

9 Quatro filhas. Estas mulheres tinham o dom de profecia. O verbo “profetizar” significa “anunciar”, isto é, em nome de Deus (Gn 20:7). Um profeta pode ou não prever acontecimentos. A Bíblia apresenta uma série de casos em que mulheres receberam o mais desejavel dos dons do Espírito (ICo 14:1). Miriã, a irmã de Moisés, era profetisa (Ex 15:20), assim como Débora, cujo auxílio inspirado ajudou Baraque a conquistar os cananeus (Jz 4:4). A mulher de Isaías era profetisa (Is 8:3) e também Hulda, que auxiliou o sacerdote Hilquias nas reformas de Josias, rei de Judá (2Cr 34:22). A profetisa Ana reconheceu seu Senhor ainda bebê (Lc 2:36-38). CBASD, vol. 6, p. 427.

10-14 Ágabo. A viagem final e determinada de Paulo lembra a viagem final de Jesus (Lc 9:21-22, 43-44; 18:31-33). Andrews Study Bible.

11 Gentios. Os romanos em cujas mãos Paulo foi parar quando a profecia de Agabo se cumpriu controlavam a administração civil militar da Palestina conquistada. O apóstolo não se intimidou diante da advertência, nem se deteve pelo perigo. CBASD, vol. 6, p. 428.

13 Estou pronto. No grego, o pronome “eu” é enfático. Indica a determinação inflexível de Paulo de fazer o que ele achava correto e de considerar válido o custo do sofrimento, a mesma atitude de Jesus. CBASD, vol. 6, p. 428.

14 Seja feita a vontade do Senhor. Deve significar que eles finalmente reconheceram que era a vontade do Senhor que Paulo fosse a Jerusalém. Bíblia de Estudo NVI Vida.

15 preparativos. O gr indica que levaram cavalos. Bíblia Shedd.

17 Receberam com alegria. Não se sabe porque não há referência à contribuição para os santos. Bíblia Shedd. 

18 Tiago. Irmão do Senhor, autor da epístola de Tiago e líder da igreja de Jerusalém (v. Gl 1.19; 2.9). É chamado apóstolo, mas não um dos Doze. Bíblia de Estudo NVI Vida.

todos os presbíteros se reuniram. A omissão dos “apóstolos” (veja 15.4, 6, 22, 23) indica que tinham-se espalhado no trabalho missionário. Bíblia Shedd.

21 Ensinas […] a apostatarem de Moisés. Literalmente, “você está ensinando a apostasia de Moisés”. Esta era a acusação que circulava contra Paulo e não poderia haver nada mais sério contra um judeu zeloso. Despertava ressentimento por questões de patriotismo, partidarismo, tradição histórica, relações sociais e lei pública, bem como os mais profundos sentimentos religiosos. CBASD, vol. 6, p. 431.

23 Faze, portanto, o que te vamos dizer. Os líderes de Jerusalém criam que o conselho que estavam dando era o melhor. Não havia intenção de envolver Paulo em problemas, mas de neutralizar o preconceito contra ele, pois parece que pensavam que o apóstolo tinha alguma culpa. Em vez disso, deveriam ter reconhecido que Deus agia por intermédio de Paulo. Também deveriam tentar, por si próprios, eliminar a oposição a ele. CBASD, vol. 6, p. 432.

24 ritos de purificação. Em alguns casos, os rituais incluíam a oferta de sacrifícios. Bíblia de Estudo NVI Vida.

O voto de nazireu requeria sacrifícios dispendiosos. Bíblia Shedd.

Saberão todos. A participação de Paulo nas cerimônias do voto deveria convencer os judeus de que o apóstolo não era um apóstata de Moisés e que as coisas que diziam contra ele não eram “verdade”. CBASD, vol. 6, p. 433.

26 Paulo, tomando aqueles homens. Paulo pensou que estava sendo sábio ao agir como judeu entre os judeus (ICo 9:19-23). Na verdade, porém, foi inconsistente, pois participou não para revelar a própria crença, mas para satisfazer a outros que eram “zelosos da lei”. CBASD, vol. 6, p. 433.

27 Judeus vindos da Ásia. Paulo ficou muito bem conhecido em Éfeso. Judeus de lá provocaram o tumulto com a séria acusação que o templo fora profanado. Bíblia Shedd.

A pregação do evangelho por Paulo em Éfeso e região havia incomodado os judeus. Alguns deles, que estavam em Jerusalém para a festa, reconheceram o apóstolo no templo e incitaram o povo contra ele. Agarraram-no, com as marcas do processo de purificação sobre si, enquanto aguardava que chegasse o último dos sete dias. CBASD, vol. 6, p. 433.

28 fez entrar gregos no templo. Expressamente proibido, como se vê nas inscrições em blocos de pedra (ainda existentes). Qualquer gentio achado dentro dos limites do átrio de Israel seria morto. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Entre o pátio externo (dos gentios) e o pátio interno havia uma barreira (cf Ef 2.14) e colunas com advertência em grego e latim da pena de morte para qualquer gentio que a transpusesse. Bíblia Shedd. 

30 as portas foram fechadas. Por ordens do oficial do templo, para evitar mais distúrbios dentro do recinto sagrado. Bíblia de Estudo NVI Vida.

31 Procurando eles matá-lo. Os homens que agarraram Paulo tinham a intenção de tirar sua vida, assim como fizeram com Estêvão (At 7:54-60). Enquanto isso não acontecia, espancavam-no. CBASD, vol. 6, p. 434.

32 oficiais. Sendo empregado o plural, é provável que houvesse, no mínimo, dois centuriões com 200 soldados. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Cessaram de espancar Paulo. Ou, “de repente, pararam de espancar Paulo”. A presença dos soldados romanos acovardou os judeus captores do apóstolo. O episódio não valia uma revolta. Até os judeus descontrolados perceberam isso. CBASD, vol. 6, p. 435.

33 Apoderou-se. Ou, “prendeu-o”, “levou-o para a prisão”. A ideia não era resgatar Paulo, mas descobrir o motivo da confusão e impedir que um dos principais envolvidos fosse morto antes de se realizar uma investigação adequada. Para Paulo, porém, foi um resgate, como em Corinto (At 18:14-17). CBASD, vol. 6, p. 435.

35 Os soldados o carregassem. Os guardas precisaram carregar Paulo, a fim de livrá-lo das mãos dos judeus furiosos, que tinham a óbvia intenção de matá-lo. CBASD, vol. 6, p. 435.

37 fortaleza. A Fortaleza de Antônia se ligava à extremidade norte da área do templo por dois lanços de escadas. A torre dava vista para a área do templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

sabes o grego? O tribuno estava surpreso por ouvir Paulo falar grego. Bíblia de Genebra.

38 O egípcio. A estrutura grega da pergunta antecipa um “sim” como resposta. O homem aqui mencionado, conhecido das autoridades romanas, era um judeu egípcio, suposto profeta que, logo depois de Félix se tornar procurador, conduziu uma multidão de 30 mil homens (caso o número da tradição seja verdadeiro) até o monte das Oliveiras para ver os muros de Jerusalém cair, a fim de poderem entrar triunfantes (Josefo, Antiguidades, xx.8.6; Guerra dos Judeus, ii.13.5 [261-263]). Os soldados de Félix os expulsaram, infligindo grandes perdas, mas o líder conseguiu escapar. CBASD, vol. 6, p. 435.

Quatro mil. Este número deve ser substituído pelos 30 mil de Josefo, ou então, seria o total dos que escaparam e voltaram a se unir a seu líder. CBASD, vol. 6, p. 435.

Sicários. Do gr. sikarioi, literalmente, “homens-punhais”, isto é, matadores, assassinos). Eram membros de uma organização extremista dos judeus, os assassinos dentre os zelotes, que dizimavam pequenas tropas romanas onde conseguiam fazer ataques noturnos de surpresa e assassinavam os judeus que se recusavam a apoiá-los. Em meio às multidões que se reuniam para as festas, cometiam muitos assassinatos em plena luz do dia. O cerco posterior a Jerusalém intensificou os horrores daquele período amargo, por meio de suas atrocidades e feitos sanguinários. CBASD, vol. 6, p. 436.

39 Que me permitas falar ao povo. Paulo ainda tinha esperança, certamente mais para o bem do evangelho e da igreja do que para si próprio, de levar os judeus a compreenderem suas verdadeiras atitudes e atividades. CBASD, vol. 6, p. 436.

40 Na escada. Posição acima da multidão e relativamente segura, caso as pessoas tivessem uma reação desfavorável, o que acabou acontecendo. CBASD, vol. 6, p. 436.

Provavelmente, as escadas que levavam da área do templo à Torre de Antônia (reconstruída por Herodes, o Grande, e assim chamada por causa de Marco Antonio), na beirada norte da plataforma do templo. Bíblia de Genebra.

Fez com a mão sinal. Gesto com o propósito de silenciar a multidão, subentendendo que Paulo desejava falar. CBASD, vol. 6, p. 436.

Em língua hebraica. Isto é, em aramaico, literalmente, “dialeto”. Paulo estava prestes a fazer uma breve defesa da qual dependiam sua liberdade de pregar o evangelho e até mesmo a própria vida. Sua calma se destaca em contraste com a turbulência da multidão abaixo. CBASD, vol. 6, p. 436.

A história prendeu a atenção da turba até que Paulo mencionou a comissão divina aos gentiosAndrews Study Bible. 

Compilação: Tatiana W / Jeferson Q



ATOS 21 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
17 de novembro de 2024, 0:45
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A terceira viagem missionária de Paulo foi cheia de expectativa e de forte comoção entre os irmãos. Sabendo que Paulo estava seguindo para Jerusalém, temeram por sua vida, de forma que, por mais de uma vez, alguns irmãos foram usados pelo Espírito Santo para alertar a Paulo acerca do perigo que o aguardava naquela cidade. Decidido, porém, a prosseguir viagem, tomado de um ânimo e uma confiança sobrenaturais, Paulo procurou confortar os irmãos com a coragem de quem estava disposto a dar a vida se preciso fosse “pelo nome do Senhor Jesus” (v.13).

A chegada do apóstolo em Jerusalém causou uma alegria geral entre os irmãos e após seu minucioso discurso sobre “o que Deus fizera entre os gentios por seu ministério” (v.19), deram todos glória a Deus, mas também demonstraram sincera preocupação com a sua segurança. A notícia de que Paulo e os demais apóstolos não exigiam dos gentios a circuncisão se espalhou em falsos boatos, de tal forma que os zelosos judeus esperavam apenas uma oportunidade para lançar mão de Paulo e matá-lo. Na cerimônia de purificação, porém, pensaram os irmãos ser a chance de Paulo demonstrar a seus patrícios que ele respeitava sim “os costumes da lei” (v.21).

No entanto, quase no findar dos sete dias de purificação, alguns judeus da Ásia, reconhecendo a Paulo no templo, causaram grande tumulto entre o povo, acusando o apóstolo de apostasia. Agarrado pela multidão, Paulo foi arrastado “para fora do templo, e imediatamente foram fechadas as portas” (v.30). Acho que os judeus tinham uma forma bem estranha de zelar por seus costumes. Pensavam que das portas para fora do templo podiam usar de violência contra seus semelhantes se estes não andassem conforme seus próprios critérios. Não foi a favor das leis escritas por Moisés que tão covardemente agrediram a Paulo, este foi apenas mais uma vítima do zelo infundado de um povo que vendo não via e ouvindo não ouvia.

A violência é a manifestação mais eficaz da covardia. É o grito de quem não está disposto a ouvir. Sem nenhum direito de defesa, Paulo teria morrido espancado não fosse a intervenção de Deus através “do comandante da força” (v.31). Carregado escada acima pelos soldados, o apóstolo chegou a um ponto em que pediu a palavra ao comandante. Gravemente ferido, aquele fiel servo de Cristo pediu permissão para falar aos seus agressores. Interessante observar que, ao fazer sinal com a mão, logo cessou o tumulto e “fez-se grande silêncio” (v.40). Falando na língua dos hebreus, Paulo apresentaria sua defesa com vibrante e audível voz como quem estivesse em perfeito estado físico, sendo que as marcas da violência eram bem aparentes a todos que, espantados, pararam para ouvi-lo.

Temos uma ideia muito rasa quanto ao valor de sermos chamados de cristãos. Os cristãos primitivos não tinham uma vida livre de problemas, pelo contrário, diante da sociedade da época, eles eram o problema. Perseguidos, desprezados e maltratados, muitos, como Paulo, arriscavam a própria vida por amor a Jesus a fim de salvar nem que fosse uma pessoa. Cheios do Espírito Santo, suas palavras e atitudes incomodavam os intolerantes que, movidos de inveja, só possuíam a “linguagem” da violência. Este cenário tem se repetido ao longo da história e está prestes a alcançar o seu clímax, cumprindo-se a profecia dada por Cristo: “Então, sereis atribulados, e vos matarão: Sereis odiados de todas as nações, por causa do Meu nome” (Mt.24:9).

Estamos vivendo em tempos tempestuosos, quando as notícias mais parecem uma descrição das profecias do fim dos tempos. A natureza em ebulição, as ameaças de novas pandemias, crise econômica, rebaixamento moral, o aumento significativo de conflitos civis e do número de refugiados, compõem a lista das mazelas que têm transtornado o mundo. Cidades litorâneas inteiras estão sob ameaça de ficarem embaixo d’água daqui a poucos anos. Enquanto isso, nos “bastidores” de Satanás, há um rápido avanço para que tudo isso aconteça nesta geração distraída e alheia aos últimos apelos do Espírito Santo, quando o ativismo tem tomado o lugar do evangelismo.

Eu não sei que parte das profecias escatológicas não são suficientemente claras para percebermos que estamos às portas do segundo advento de Cristo. Para os sábios do Oriente bastou um sinal! E diante de tantos sinais que nos foram dados, como podemos duvidar de que Jesus em breve voltará? O apóstolo Paulo e “Filipe, o evangelista” (v.8), viveram como se Jesus fosse voltar em seus dias. Eles entenderam que não era uma questão de quanto tempo faltava para Jesus voltar, mas quanto tempo suas vidas durariam a fim de serem servos fiéis e diligentes na obra da pregação do evangelho. Sim, Jesus está muito perto de voltar. Quanto tempo? Não sabemos. Mas de uma coisa sabemos: Ele vem buscar um povo preparado. Alguns, como Paulo, terão de enfrentar a prisão ou até mesmo a morte. Outros acharão refúgio nos lugares remotos da Terra. E ainda outros serão poupados, “cada um com sua mulher e filhos” (v.5), com o propósito de fazer parte do grupo de salvos que estarão vivos no grande Dia do Senhor.

Percebam o princípio ativo no caráter dos discípulos de Paulo: o amor. Como fiel servo de Cristo, ele não maquiava a mensagem a fim de agradar a todos, mas com sincero desejo pela salvação de todos sua pregação tinha sempre um viés de urgência, como o apelo de um pai a seus filhos que ama. Nesse sentido, suas palavras soavam como uma bênção aos sinceros e humildes de espírito, mas como blasfêmias e insultos aos ouvidos dos rebeldes e negligentes. Quando as fogueiras forem reacendidas e os tribunais de inquisição novamente mostrarem sua força, será revelado ao mundo quem são os verdadeiros adoradores. Esta terra será como o campo de Dura, e os fiéis, como os três jovens hebreus que diante de uma multidão que se curvará em adoração à besta e à sua imagem (Ap.14:9), permanecerão em pé mesmo em face da morte (Dn.3).

A preparação para este tempo deve ser feita hoje, agora! E quando a grande controvérsia for finalmente decidida, cumprir-se-á em nossa vida o mesmo que aconteceu com Sadraque, Mesaque e Abede-Nego: “quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Is.43:2), porque o Senhor da Glória estará conosco.

Pai Santo, nós Te louvamos pelas fiéis promessas da Tua Palavra! Como os três jovens hebreus, queremos permanecer em pé quando o mundo se curvar diante do último grande engano. Enche-nos tanto de Jesus até que não reste mais nada de nós! E essa é uma obra que não conseguimos realizar. Só mediante o Teu Espírito nossa vida pode ser transformada à semelhança de Cristo. Batiza-nos com o Espírito Santo e nos ensina a andar Contigo todos os dias. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, remanescente fiel!

Rosana Garcia Barros

#Atos21 #RPSP

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