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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/rm/8
Gênesis 3:17 apresenta uma frase interessante da conversa entre Deus e Adão e Eva após a queda: “maldita é a terra para o seu bem” [New King James Version] – para benefício da humanidade. O próprio homem e a mulher não são amaldiçoados! Deus o filho, Cristo, fala sobre o surgimento de espinhos e abrolhos, e a “difícil labuta” para o homem que trabalha a terra a fim de obter alimento – equivalente a “difícil labuta” para a mulher ao ter filhos.
Romanos 8 nos convida a refletir acerca dessa “maldição” sobre a terra: “Contra a sua vontade, toda a criação foi submetida à maldição de Deus” (v. 20 New Living Translation). Como será que aconteceram essas mudanças na natureza? Foi então que os predadores adquiriram suas presas e garras? Foi então que a “cadeia alimentar” ecológica começou, com animais menores sendo comidos por animais maiores?
Certamente, porém, nem todas as mudanças no mundo natural resultaram da maldição de Deus. O diabo não pode criar como Deus pode, mas ele perverte a obra de Deus – por meio de parasitas, venenos e doenças. E nós, humanos, também temos danificado a Criação.
No entanto, em toda essa confusão, ainda permanece a promessa de que Deus trabalha “para benefício da humanidade”, mesmo quando não entendemos claramente de que modo isso acontece. “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam” (Romanos 8:28 NVI).
Virginia Davidson
Artista – projetista e construtora de vitrais,
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Spokane Valley, Washington, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/rom/8
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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2135 palavras
1 nenhuma condenação. Pelo Espírito somos libertados da prisão do pecado. Bíblia Shedd.
Mesmo que sucumbamos ao pecado, vez ou outra. Andrews Study Bible.
“Inocente; libertem-no!” O que estas palavras significariam pra você se estivesse na cela dos condenados? O fato é que toda a raça humana está condenada – por quebrar repetidamente a santa lei de Deus. Sem Jesus não teríamos qualquer esperança. Mas graças a Deus! Ele nos declarou inocentes e nos ofereceu liberdade do pecado e poder para fazer a Sua vontade. Life Application Study Bible.
A boa notícia do evangelho é que Cristo veio para condenar o pecado, não os pecadores (Jo 3:17; Rm 8:3). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 615.
Em Cristo Jesus. Esta frequente expressão do NT sugere a proximidade da relação pessoal entre o cristão e Cristo. Isso significa mais do que ser dependente de Deus ou simplesmente ser Seu seguidor ou discípulo. Inclui uma união viva e diária com Cristo (Jo 14:20; 15:4-7). … Jesus enfatizou a proximidade dessa união na parábola da videira e dos ramos (Jo 15:1-7). CBASD, vol. 6, p. 615.
2 O Espírito de vida é o Espírito Santo. Life Application Study Bible.
3 incapaz de fazer. Paulo não está criticando a lei moral, mas observa uma vez mais que, por causa da pecaminosidade da humanidade, a lei não pode dar a salvação ao ser humano. Bíblia de Genebra.
no tocante ao pecado (ARA). Como uma oferta pelo pecado [NVI]. Denota a transferência de pecado do pecador para a oferenda sacrificial. Andrews Study Bible.
oferta pelo pecado (NVI). Jesus ofereceu-Se como um sacrifício (“oferta pelo pecado”) por nossos pecados. … o sangue dos animais não realmente removiam pecados (Hb 10:4). Os sacrifícios podiam somente apontar para o sacrifício de Jesus, que pagou a penalidade de todos os pecados. Life Application Study Bible.
4 justas exigências da lei (NVI; ARA: “o preceito da lei”). A lei continua desempenhando um papel na vida do crente – não, porém, como meio de salvação, mas como orientação ética e moral, obedecida por amor a Deus, mediante o poder que o Espírito outorga. Bíblia de Estudo NVI Vida.
segundo o Espírito. De acordo com os novos desejos criados [em nós] pelo Espírito. Andrews Study Bible.
5-8 Duas mentalidades são apresentadas aqui: a da natureza pecaminosa e a do Espírito. Aquela leva à morte, e esta à vida e paz. (v. 8). Bíblia de Estudo NVI Vida.
5,6 Paulo divide as pessoas em duas categorias – aquelas que se deixam controlar por suas naturezas pecaminosas e aquelas que seguem o Espírito. … Diariamente devemos conscientemente escolher centrar nossas vidas em Deus. Use a Bíblia para descobrir as orientações e, então, as siga. Em cada situação de perplexidade pergunte a si mesmo: “O que Jesus quer que eu faça?” Quando o Espírito Santo lhe mostrar o que é o correto, faça isto sem duvidar. Life Application Study Bible.
5 Segundo a carne. Inclinar-se “segundo a carne” significa a carne como princípio governante do ser. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 618.
6 Vida e paz. Ter a mente voltada para as coisas do Espírito e os pensamentos e desejos regidos pelo Espírito resulta naquela harmonia saudável e vivificante de todas as funções espirituais e é uma garantia e é uma garantia e antecipação da vida futura (cf. Ef 1:13, 14). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 619.
7 inimizade contra Deus. Pura hostilidade contra Deus, incapaz de outra atitude qualquer, é a real atitude mental de todos aqueles que ainda não foram renovados pelo Espírito (3.9-18).
9 habita. Você já se preocupou se você é ou não realmente um cristão? Um cristão é alguém que tem o Espírito Santo vivendo nele. Se você sinceramente confiou em Jesus pela sua salvação e o reconheceu como Senhor, então o Espírito Santo veio à sua vida e você é um cristão. Não é a presença de determinado sentimento que faz você saber que o Espírito Santo chegou; você sabe isso porque Jesus prometeu que Ele viria. Quando o Espírito Santo está trabalhando em você, você acreditará que Jesus Cristo é o Filho de Deus e que a vida eterna vem através dEle (1Jo 5:5); você começará a agir como Cristo mandou (Rm 8:5; Gl 5:22, 23); você encontrará auxílio nos seus problemas diários e em suas orações (Rm 8:26, 27); você receberá poder para servir a Deus e fazer a Sua vontade (At 1:8; Rm 12:6ss); e você se tornará parte do plano de Deus para edificar a Sua igreja (Ef 4:12, 13). Life Application Study Bible.
11 Um relato trinitariano da realização da salvação, pressupondo a unidade entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, em Seu ser essencial, da mesma maneira que eles estão unidos na complexa obra da redenção. Bíblia de Genebra.
A garantia da nossa ressurreição é a habitação do Espírito dentro de nós (Ef 1.13, 14; 2Co 5.5). Bíblia Shedd.
14-17 A ideia de adoção não aparece no sistema legal do Antigo Testamento, e Paulo parece ter tomado por empréstimo esse conceito próprio da lei romana, preenchendo-o com a teologia bíblica da paternidade de Deus sobre o seu povo. Bíblia de Genebra.
14 guiados pelo Espírito. O Espírito se torna a força dominante na vida, que agora exibe os frutos do Espírito. Ver Gl 5:22. Andrews Study Bible.
filhos de Deus. Deus é o Pai de todos, no sentido de que criou a todos, sendo Seu amor e cuidados providenciais outorgados a todos (ver Mt 5:45). Nem todos, porém, são Seus filhos. … (Jo 8.44). As pessoas passam a ser filhos de Deus mediante a fé no Filho unigênito (e incomparável) de Deus (ver Jo 1.12, 13), e ser guiado pelo Espírito de Deus e´a marca registrada desse relacionamento. Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 Aba, Pai. “Abba” expressa um senso de afeto e profundo respeito e significa “papai” em aramaico, a língua de Jesus. Jesus usou “Abba” em Suas orações para Se dirigir a Deus (Mc 14:36). Andrews Study Bible.
17 Existe um preço por se identificar com Jesus. Junto com os grandes tesouros, Paulo menciona os sofrimentos que os cristãos devem enfrentar.
19 aguarda a revelação dos filhos de Deus. A futura ressurreição dos crentes. Andrews Study Bible.
20 vaidade (ARA; NVI: inutilidade; NKJV: futilidade). Vazio de existência. Andrews Study Bible.
22 dores de parto (NVI; ARA: angústias). Turbulência na natureza, como terremotos, furacões, fome e outras catástrofes. Andrews Study Bible.
A atual condição da criação não é sua condição final; é antes como uma mãe que geme com as dores de parto. A criação inteira tem um destino planejado por Deus, e deseja ardentemente que seja cumprido, tal como se sucede com os próprios crentes (vs 23, 26). Bíblia de Genebra.
23 primeiros frutos do Espírito Nós temos os “primeiros frutos” [ARA: primícias]), a primeira parcela ou pagamento, o dom do Espírito Santo como uma garantia de nossa vida ressurreta (ver 2Co 1:22; 5:5; Ef 1:14). Life Application Study Bible.
24, 25 Em Romanos, Paulo apresenta a ideia da salvação se processando no passado, no presente e no futuro. É passada porque somos salvos no momento em que cremos em Jesus Cristo como Salvador (3:21-26; 5:1-11; 6:1-11, 22, 23); nossa nova vida (vida eterna) se inicia neste momento. E é presente porque nós estamos sendo salvos; este é o processo da santificação. Mas, ao mesmo tempo, nós não recebemos ainda todos os benefícios e bênçãos da salvação que serão nossos quando o novo reino de Cristo se estabelecer. Esta é a nossa salvação futura, para a qual olhamos à frente com esperança e confiança que mudará nossos corpos e personalidades, quando seremos como Cristo (1Jo 3:2). Life Application Study Bible.
26, 27 Como crente, você não foi deixado a lutar com seus próprios recursos, sozinho, com os problemas.mesmo quando você não sabe as palavras adequadas para orar, o Espírito Santo ora com e por você e Deus responde. Com o próprio Deus ajudando você a orar, você não precisa temer se achegar perante Ele. Peça ao Espírito Santo que interceda por você “de acordo com a vontade de Deus”. Então, quando você trouxer seus pedidos a Deus, creia que Ele sempre fará o que é melhor. Life Application Study Bible.
26 o Espírito … nos assiste. O Espírito Santo nos fortalece em nosso estado de fraqueza…. Bíblia de Genebra.
28 Todas as coisas. Deus opera em “todas as coisas” – não somente em incidentes isolados – para o nosso bem. Isto não significa que tudo que acontecer conosco será bom. O mal prevalece em nosso mundo caído, mas Deus é hábil em mudar todas as circunstâncias ao nosso redor para o nosso bem. Note que Deus não está operando para nos fazer felizes, mas para cumprir o Seu propósito. Note também que esta promessa não é para todos. Ela pode ser reclamada somente por aqueles que amam a Deus e são chamados de acordo com o Seu propósito. Life Application Study Bible.
Para o bem. Nada pode tocar o cristão sem a permissão do Senhor (ver Jó 1:12; 2-6), … Se Deus permite que o sofrimento e a perplexidade caiam sobre o cristão, não é para o destruir, mas para o refinar e santificar … Os problemas e decepções tiram a afeição do mundo e levam a olhar para o Céu, para o lar. Eles ensinam a verdade sobre a condição frágil e mortal e levam a confiar em Deus em busca de apoio e salvação.Também formam um espírito mais humilde e manso, com disposição mais paciente. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 630, 631.
Daqueles que amam a Deus. No texto grego, esta frase é enfatizada. As palavras descrevem os verdadeiros seguidores de Deus, os que tem fé e confiam na direção divina. Seu amor a Deus é uma resposta ao amor de Deus a eles e à Sua obra divina para a salvação. Antes que a pessoa, por sua vez, ame a Deus, o amor de Deus deve estar em seu coração (1Jo 4:19), assim como o Espírito Santo deve primeiro esclarecer a pessoa para que saiba orar como convém (Rm 8:26). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 631.
29 Conhecer subentende uma relação pessoal íntima, e não meramente a consciência de fatos e circunstâncias (Gn 4.1; Am 3.2; Mt 1.25). Bíblia de Genebra.
O objetivo final de Deus é nos fazer semelhantes a Cristo (1Jo3:2). Ao nos tornarmos mais e mais como Ele, descobriremos nossa própria essência, as pessoas que deveríamos ser. Como podemos nos transformados à semelhança de Jesus? Lendo e ouvindo a Palavra, estudando a Sua vida nos Evangelhos, sendo cheios com o Espírito e fazendo a Sua vontade neste mundo. Life Application Study Bible.
29 Predestinou. Ele “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2:4), “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (2Pe 3:9). … A salvação é oferecida a todos. Mas nem todos aceitam o convite do evangelho…
31-34 Você já chegou a pensar que pelo fato de que você não é bom o suficiente para Deus, que Ele não te salvará? Você já sentiu que a salvação é para qualquer outro, menos para você? Então estes versos são especialmente para você. Se Deus deu o Seu Filho para você, iria Ele reter o dom [dádiva, presente] da salvação? Se Cristo deu a Sua vida por você, Ele não voltará atrás e te condenará. Ele não reterá nada que você precise para viver para Ele. O livro de Romanos é mais que uma explanação da graça redentora de Deus – é uma carta de conforto e confiança endereçada a você. Life Application Study Bible.
31 Que diremos, pois, à vista destas coisas. “Estas coisas” é uma frase que abarca a inteira exibição da graça divina gratuita, estendida a pecadores perdidos, nesta epístola, até este ponto. Bíblia de Genebra.
34 intercede. Ministério do Sumo Sacerdote. Ver Ef 1:20; Cl 3:1; Hb 1:3.
Paulo diz que Jesus está intercedendo por nós no Céu. Deus nos absolveu e removeu os nosso pecados e culpa. Então, é Satanás – não Deus – quem nos acusa. Quando ele assim o faz, Jesus, nosso advogado de defesa, permanece à direita de Deus para apresentar nosso caso. Life Application Study Bible.
36 O Salmo 44.22 é citado para demonstrar que o sofrimento sempre fazia parte da experiência do povo de Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
35-39 Estes versos contém uma das mais confortantes promessas em toda a Escritura. Crentes tem sempre enfrentado dificuldades em várias formas: perseguição, doenças, aprisionamento e até mesmo a morte. Estas coisas poderiam fazê-los temer que haviam sido abandonados por Deus. Mas Paulo exclama ser impossível sermos separados de Cristo. Sua morte por nós é a prova deste amor irreprimível. Nada pode impedir a constante presença de Cristo conosco. Life Application Study Bible.
35, 36 Estas palavras foram escritas a uma igreja que logo iria sofrer terrível perseguição. Em poucos anos, a situação hipotética de Paulo se tornaria em dolorosa realidade. Esta passagem reafirma o profundo amor de Deus por Seu povo. Não interessa o que acontece conosco, nunca poderemos nos perder deste amor. O sofrimento não nos afastará de Deus, mas nos ajudará a nos identificar mais com Ele ainda mais e permitirá que o Seu amor nos alcance e nos cure. Life Application Study Bible.
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“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis” (v.26).
A palavra “conversão” significa transformação, mudança de caminho ou direção. E estar em Cristo requer uma conversão. Não se trata, porém, de uma mudança instantânea, mas progressiva e constante. A genuína conversão promove um grande impacto na vida do novo convertido, mas não significa dizer que todos os aspectos negativos foram vencidos, e sim que, em Cristo, um a um pode ser vencido pela atuação do Espírito Santo na vida. Inicia-se, então, uma batalha espiritual, a qual Paulo chamou de “bom combate” (2Tm.4:7). Bom porque “já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (v.1). Jesus Se torna o Comandante que luta as batalhas do crente e o coloca na “trincheira” infalível do Espírito Santo.
A função da lei de Deus e o entendimento acerca da lei moral, sobre a qual o próprio Deus cunhou com especial consideração, nunca foram tão questionados. Paulo era um doutor da lei, então é fato de que suas epístolas não são tão fáceis de ser compreendidas, como bem nos alertou o Senhor através de Pedro (2Pe.3:15-16). Contudo, jamais Deus deixou e nem deixará um sincero estudante das Escrituras no escuro de opiniões humanas e destituídas da sabedoria do alto. A salvação é pela graça por meio da fé em Cristo. Mas nunca uma vida salva andará “segundo a carne, mas segundo o Espírito” (v.4). “Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte” (v.2).
Percebam a diferença entre o pendor da carne e o pendor do Espírito. O pendor da carne: se ocupa com as “coisas da carne” (v.5), acaba em morte (v.6), “é inimizade contra Deus” (v.7), “não está sujeito à lei de Deus” (v.7), não pode “agradar a Deus” (v.8), “não tem o Espírito de Cristo” e “não é dEle” (v.9). Já o pendor do Espírito: se ocupa com as “coisas do Espírito” (v.5), cumpre “o preceito da lei” (v.4), redunda em “vida e paz” (v.6), torna o crente em habitação do Espírito Santo (v.9), “é vida, por causa da justiça” (v.10), vivificará o corpo mortal (v.11) e nos torna “filhos de Deus” (v.14). O conflito entre as duas naturezas – carnal e espiritual – será justamente a razão da maior angústia que sobrevirá ao povo de Deus antes do advento. Cumprir-se-á a revelação profética: “Convertei-vos a Mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade, e Se arrepende do mal” (Jl.2:12-13).
Que privilégio o nosso de podermos nos dirigir a Deus como nosso Pai (v.15)! Um Pai que nos deixou escrito um Manual de sobrevivência para suportarmos “os sofrimentos do tempo presente” até que a Sua glória seja “revelada em nós” (v.18). Sabemos que “toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora” (v.22), e que isso tem aumentado em proporções alarmantes, mas expectativa maior deve ser a nossa, “que temos as primícias do Espírito”, a ponto de gemermos “em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo” (v.23). A maravilhosa promessa que na casa do Pai “há muitas moradas” (Jo.14:2) deve encher o nosso coração de esperança de que muito em breve Deus cumprirá a Sua palavra e nos levará para casa. Mas assim como a missão de João Batista foi a de “habilitar para o Senhor um povo preparado” para a primeira vinda de Cristo (Lc.1:17), Cristo voltará segunda vez para buscar os vencedores (v.37), “os chamados, eleitos e fiéis que se acham com Ele” (Ap.17:14).
“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito” (v.28). Fomos chamados para sermos “conformes à imagem de Seu Filho” (v.29), justificados para a salvação (v.30). Isso inclui uma vida de obediência, assim como Cristo “foi obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8). Deus não pede de nós nada que Cristo já não tenha realizado com perfeição. O povo de Deus encontra-se no mesmo Caminho (Jo.14:6), mas enquanto alguns avançam bem a frente, outros ainda se encontram no início do trajeto. Isso só nos diz que o nosso Pai tem filhinhos que estão enfrentando fases diferentes. Deixem-me ilustrar com uma citação que me ajudou muito a compreender isto:
“Uma criança de um ano é perfeita para sua idade se pode dar uns poucos passos antes de cair. Quando tiver três anos, poderá correr sem cair, e, quando tiver 16 ou 17 anos, poderá ser um atleta. Em cada uma destas três etapas, ele é perfeito. O filho de Deus pode ser maduro em qualquer nível de sua experiência progressiva, e a cada passo do caminho ele pode não apenas estar certo de sua salvação mediante o manto de justiça imputada por Cristo, como também pode possuir a maturidade espiritual própria de sua idade, em virtude da obra do Espírito Santo e o processo de santificação e crescimento” (Fernando Chaij, A Vitória da Igreja na Crise Final, CPB, p.20).
Quando entregamos a nossa vida nas mãos de Deus e nEle confiamos, a necessidade de um vínculo diário e constante gera relacionamento, e o relacionamento, conhecimento, e o conhecimento, sabedoria, e a sabedoria, paz; paz em saber que há um Pai do Céu que Se preocupa conosco e que nos liga a Ele com as inquebráveis correntes de Seu amor, “que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (v.39). Enquanto o mundo reverbera o primeiro engano: “É certo que não morrereis” (Gn.3:4), que a nossa voz e a nossa vida sejam atalaias da verdade a repercutir as palavras de Jesus: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo.14:15).
Ó, Pai, nada pode nos separar do Teu amor! Que promessa grandiosa pra cada um de nós! É nessa promessa que nos firmamos e permanecemos, mantendo os nossos olhos em Jesus e buscando no Senhor o batismo do Espírito Santo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos do Pai do Céu!
Rosana Garcia Barros
#Romanos8 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ROMANOS 8 – A luta descrita por Paulo em Romanos 7, não é o fim da história; ela aponta para a vitória em Cristo, uma esperança que nos sustenta enquanto aguardamos Seu retorno. Romanos 8 continua seu raciocínio: “Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus, porque por meio de Cristo e a lei do Espírito de vida me libertou da lei do pecado e da morte”.
• “Ninguém que crê em Jesus Cristo está sob a escravidão da Lei de Deus; pois Sua Lei é uma Lei de vida, não de morte, para aqueles que obedecem aos seus preceitos. Todos os que compreendem a espiritualidade da Lei, todos os que compreendem Seu poder como detector do pecado estão numa condição tão desesperadora como o próprio Satanás, a menos que aceitem a expiação provida para eles no sacrifício curativo de Cristo, que é nossa expiação – ou reconciliação – com Deus” (Ellen White).
Romanos 8 é um dos capítulos mais elevados e triunfantes da Bíblia. Paulo nos conduz a uma visão clara da vitória em Cristo, da obra do Espírito Santo e da certeza da salvação. A condenação que antes recaía sobre o crente em virtude de sua incapacidade de obedecer a Lei foi removida em Cristo.
A libertação não significa que a Lei foi abolida, mas que a condenação da Lei foi superada pelo sacrifício de Cristo. Paulo enfatiza a obra do Espírito Santo como o agente transformador na vida cristã. Ele liberta da lei do pecado e da morte (Romanos 8:2), habita nos crentes (Romanos 8:9) e os capacita a viver segundo a vontade divina, não mais na carne (Romanos 8:3-13).
• “Deus nos comprou, e reivindica um trono em cada coração. Nossa mente e corpo devem estar subordinados a Ele, e os hábitos e apetites naturais devem ser subservientes às mais elevadas necessidades da alma. Mas não devemos pôr nossa confiança em nós mesmos nesta obra. Não podemos com segurança seguir nossa própria orientação. O Espírito Santo precisa renovar-nos e santificar-nos” (Ellen White).
Paulo apresenta nossa adoção por Deus – uma das mais belas realidades do evangelho. Essa adoção confere ao cristão não apenas uma nova identidade, mas também uma herança gloriosa (Romanos 8:14-39). Em Cristo, somos mais que vencedores! Quantos privilégios! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: Romanos 7 – Primeiro leia a Bíblia
Romanos 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/rm/7
Em Romanos 7, Paulo lista os prós e contras da lei. O interessante é que ele diz que devemos morrer para a lei para que possamos guardá-la.
O objetivo é guardar a lei, mas alcançamos essa experiência permitindo que o Espírito Santo nos controle. A lei é limitada. Ela pode revelar nossas falhas, transgressões e pecados, mas a lei não pode mudar nossos corações, fazendo-nos querer fazer o certo e realmente fazer o certo. Se pregarmos a lei sem Cristo, nunca poderemos produzir cristãos equilibrados.
Essa verdade sobre pregar Cristo é revelada em todo o livro de Romanos. Romanos 1 e 2 falam sobre os pecados dos judeus e gentios. Mesmo os judeus que tinham a lei não a guardavam, exceto talvez por uma observância cerimonial superficial de requisitos externos.
Neste capítulo, fica evidente que a lei é boa, mas não para a salvação da alma. Se tudo o que temos são os mandamentos, somos um povo miserável, sem poder salvador real – acabamos fazendo o que não queremos e não conseguimos fazer o que desejamos fazer. Somente em Cristo e no poder regenerador do Espírito Santo temos salvação, o que veremos em Romanos 8.
Chris Hufnagel
Capelão, centro de detenção juvenil, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/rom/7
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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1687 palavras
1-6 Em 7.1-6, a liberdade da lei é ilustrada em termos da relação entre a esposa e seu marido. A comparação é simples: assim como a morte dissolve o vínculo entre o marido e esposa, a morte do crente com Cristo rompe o jugo da lei. ele está livre para unir-se com Cristo. Bíblia Shedd.
Nós agora servimos não pela obediência a um conjunto de regras, mas a partir de corações renovados e mentes que transbordam com o amor de Deus. Life Application Study Bible.
2,3 A morte altera decisivamente o relacionamento que a pessoa tem com a lei. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 corpo de Cristo. A referência aqui é à morte física de Jesus Cristo. Bíblia de Genebra.
5 A tendência do homem é desejar o proibido. Bíblia de Estudo NVI Vida.
6 “Espírito” refere-se às novas relações e forças produzidas em Cristo pelo Espírito Santo. Bíblia Shedd.
em novidade de espírito. Algumas pessoas tentam ganhar acesso a Deus pela observância de um conjunto de regras (obedecer aos Dez Mandamentos, servir à igreja fielmente, fazendo boas obras), mas tudo o que conseguem com seus esforços é frustração e desânimo. Contudo, por causa do sacrifício de Cristo, o acesso a Deus já está aberto e podemos nos tornar Seus filhos simplesmente como colocarmos nEle a nossa fé. Não mais tentando alcançar a Deus através da observância de regras, nós nos tornamos mais e mais semelhantes a Jesus à medida que vivermos com Ele, dia após dia. Permita que o Espírito Santo mova a sua atenção de sua performance para Jesus. Ele te libertará para que você possa servi-Lo com amor e gratidão. Isto é o que significa viver “em novidade de espírito”. Life Application Study Bible.
não na caducidade da letra. Literalmente, na velhice da letra”. Isso descreve a obediência legalista dos que tentam assegura r a salvação pelas obras da lei. Era assim o serviço dos fariseus, que tinham o cuidado de “dar o dízimo da hortelã , do endro e do cominho”, mas, ao mesmo tempo, omitiam as coisas mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé” (ver com. de Mt 23:23). Essas “coisas mais importantes” eram os assuntos do coração e do espírito. O serviço “na caducidade da letra” só pode conduzir ao pecado e à morte (Rm 7:5). Mas o evangelho traz o oferecimento de Deus para capacitar as pessoas a prestar serviço espiritual de coração. O novo nascimento do Espírito Santo significa a criação de um coração puro e a renovação de um espírito reto (ver SI 51:10), de modo que, a partir de então, o crente não mais serve a Deus por um sentimento de escravidão legal e por medo, mas em um novo espírito de liberdade e amor (cf. Jo 4:23; 6:63; 2Co 3:6). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol 5, p. 602.
7-25 É melhor tomar esta passagem como uma autobiografia, ainda que seja a biografia de todo homem. Ainda que Paulo pudesse afirmar que era “irrepreensível quanto à justiça que há na lei” (Fp 3.6) na sua vida antes de conhecer o Senhor, sem dúvida ele se refere aos atos externos e não á cobiça. … Pior ainda, a própria proibição do mandamento aumentou o desejo (vv 8-11). Bíblia Shedd.
estava morto. Permanecia escondido, como uma serpente adormecida. Andrews Study Bible.
9 reviveu o pecado. Na verdade, o pecado tinha estado sem oposição no controle de sua vida (v. 5). Mas a vinda do “mandamento” desafiou a presença do pecado e de seu direito de controlar a vida. Então, o pecado se ergueu para manter sua autoridade contestada. Em toda a sua malignidade e força, ele surgiu em seu verdadeiro caráter, como um enganador, inimigo e assassino. CBASD, vol 5, p. 605.
morri. Paulo veio a reconhecer que estava condenado à morte, porque a lei revela o pecado, e o salário do pecado é a morte (6.23). Bíblia de Estudo NVI Vida.
11, 12 o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou. O pecado nos parece atraente exatamente porque Deus nos falou para não o fazermos. Em vez de prestarmos atenção às Suas advertências, nós as usamos como uma lista “a fazer”. Quando formos tentados a sermos rebeldes, devemos olhar para a lei de uma perspectiva mais ampla – à luz da graça e da misericórdia de Deus. Se focarmos o Seu grande amor por nós, entenderemos que Ele apenas nos restringe de ações e atitudes que, na verdade, nos trariam dano. Life Application Study Bible.
12 a Lei é santa. A despeito do uso desprezível que o pecado fazia da lei, a lei não era culpada disso. A lei é de Deus e, por isso mesmo, é santa, justa e boa. Bíblia de Estudo NVI Vida.
13 acaso o bom se me tornou em morte? A resposta de Paulo à sua própria pergunta é um “não”. O pecado em mim foi que se tornou a causa de minha morte espiritual, impelindo-me a quebrar a boa lei de Deus. O pecado, pois, é visto como “sobremaneira iníquo”. Bíblia de Genebra.
O pecado usou uma coisa santa (a lei) para uma finalidade ímpia (a morte). Esse fato revela quão desprezível é o pecado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Não foi a lei que causou o pecado e sim ao pecado. Andrews Study Bible.
14 a lei é espiritual em sua origem, pois foi dada por Deus, e “Deus é espírito” (Jo 4:24). É de natureza espiritual, no sentido de que é “santa, e justa e boa”, e na medida em que exige obediência que pode ser prestada apenas por aqueles que são espirituais e têm o fruto do Espírito (Mt 22:37-39; Jo 15:2; Rm 13:8, 10; Gl 5:22, 23 ; Ef 3:9). CBASD, vol 5, p. 609.
fui vendido como escravo ao pecado. Forma vívida de mostrar o fracasso dos próprios cristãos diante das exigências éticas e morais do evangelho. Até mesmo ressalta a natureza persistente do pecado.13 O pecado usou uma coisa santa (a lei) para uma finalidade ímpia (a morte). Esse fato revela quão desprezível é o pecado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 Não entendo. A luta no íntimo cria tensão, ambivalência e confusão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Isto é mais do que o grito de um homem desesperado – descreve a experiência de todo cristão a lutar contra o pecado ou tentando agradar a Deus observando regras e leis seu o auxílio do Espírito. Nunca devemos subestimar o poder do pecado. Nunca devemos tentar lutar com nossas próprias forças. Temos um inimigo diligente e, por outro lado, temos uma surpreendente capacidade de apresentar desculpas.Em vez de tentar vencer o pecado com o poder humano, devemos nos apropriar do tremendo poder de Cristo que está disponível a nós. Esta é a provisão de Deus para a vitória sobre o pecado: Ele envia o Espírito Santo para morar em nós e nos dar poder. E quando caímos, Ele se achega amorosamente e nos ajuda a levantar. Life Application Study Bible.
16 admito que a Lei é boa. Mesmo quando Paulo é rebelde e desobediente, o Espírito Santo lhe revela a essencial bondade da lei. Bíblia de Estudo NVI Vida.
17 não sou mais eu quem o faz. Não uma tentativa de escapar da responsabilidade moral, mas uma declaração do forte controle que o pecado pode manter sobre a vida do cristão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Paulo, na verdade estava descrevendo um profundo conflito que todo crente encontra inerente em sua vida em Cristo. Cristo habita nele (Gl 2.20) e, no entanto, o pecado também habita nele (vs. 17, 20). Uma perfeita conformidade com a vontade de Deus, no presente, estava fora de seu alcance. Bíblia de Genebra.
em minha carne. Nos meus membros infectados com o pecado. Andrews Study Bible.
20 O cristão vive em dois mundo ao mesmo tempo. Esta é a razão por que a carne “milita contra o Espírito, e o Espírito contra a carne, porque são opostos entre si” (Gl 5.17). A vitória contra este inimigo (o pecado que reside em nós) não vem sem luta ou num minuto. Graças a deus a vitória virá por Cristo! Bíblia Shedd.
23-35 A luta interna contra o pecado era tão real para Paulo o quanto é para nós. De Paulo aprendemos como tratar disto. Sempre que paulo se sentia perdido, ele retornava ao início de sua vida espiritual, lembrando que ele já havia sido liberto por Jesus Cristo. Quando você se sentir confuso e esmagado pela sedução do pecado, siga o exemplo de Paulo: agradeça a Deus pela liberdade através de Jesus Cristo. Deixe a realidade do poder de Cristo levar você à real vitória sobre o pecado. Life Application Study Bible.
24 Quem me livrará. Esse não é um grito de desespero, porquanto Paulo sabe a resposta e a fornece no versículo seguinte. Bíblia de Genebra.
do corpo sujeito a esta morte? Expressão figurada do corpo do pecado (6.6), que pesava sobre ele como um cadáver e do qual não conseguia libertar-se. Bíblia de Estudo NVI Vida.
25 Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. O livramento vem, não esforço legalístico, mas mediante Cristo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O que a lei, a consciência e a força humana desajudada não podem fazer, pode ser feito pelo plano do evangelho. A libertação completa está disponível por meio de Jesus Cristo e por meio dEle apenas (comparar com “graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo ” [1Co 15:57]). Este é o clímax para o qual aponta o raciocínio de Paulo neste capítulo. Não é suficiente ser convencido da excelência da lei ou reconhecer a sabedoria e a justiça de suas reivindicações. Não é suficiente consentir que ela é boa ou até mesmo deliciar-se com seus preceitos. Nenhum esforço sério de obediência vale contra a lei do pecado nos membros, até que o pecador em batalha se entregue à fé em Cristo. Então, a entrega a uma Pessoa toma o lugar da obediência legalista a uma lei. E visto que é um a submissão a uma Pessoa muito amada, ela é percebida com o perfeita liberdade (ver CC, 19; CBV, 131; DTN, 466). CBASD, vol. 6, p. 613.
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“Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (v.19).
Fazendo uma analogia com o casamento, Paulo procurou atrair a atenção dos romanos à aliança renovada através de Cristo. Ainda escravos das tradições e do regime da lei, os novos conversos precisavam compreender a verdadeira função da lei. Empenhados em segui-la com zelo, ergueram-na em um pedestal sobre o qual não convinha estar. A lei que deveria ser um instrumento de justiça, tornou-se-lhes uma pedra de tropeço pela sua observância com a intenção de obter a salvação. A obediência à lei de Deus tornou-se um fardo, não um prazer (Sl.1:2).
De fato, a lei aponta para a inevitável verdade de que somos pecadores e, por isso, condenados à morte; que ninguém, por mais que se esforce, pode alcançar mérito algum por intermédio da lei. Quando Jesus ampliou a extensão dos mandamentos no sermão do monte, atingiu em cheio o coração de Seus ouvintes no sentido de que a simples intenção de adulterar, por exemplo, já qualifica o pecador como adúltero e, portanto, “morto” pela quebra do sétimo mandamento do Decálogo. As nossas iniquidades, porém, não descaracterizam em nada o caráter da lei do Senhor, pois “a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom” (v.12).
Por meio da lei, ou seja, “por meio de uma coisa boa”, conseguimos enxergar a verdadeira face do pecado, que é “sobremaneira maligno” (v.13). Através de um instrumento espiritual, a nossa carnalidade é evidenciada e percebemos o quanto o pecado nos escraviza (v.14). Inicia-se, então, um grande conflito entre o bem e o mal. Porque quanto mais nos aproximamos de Deus, quanto mais buscamos a Sua presença e o Seu conhecimento, mais evidente se torna a nossa débil condição. Por diversas vezes, Paulo expõe a sua luta interior pelas seguintes confissões: “o pecado que habita em mim” (v.17); “na minha carne, não habita bem nenhum” (v.18); “o mal que não quero, esse faço” (v.19); “o pecado que habita em mim” (v.20); “prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros” (v.23); “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (v.24).
Se naquela época houvesse a tecnologia que temos hoje, imagino o quanto seria compartilhada nas redes sociais a “publicação” de Paulo. Um homem que abriu mão de tudo para pregar o evangelho; que por tantas vezes correu risco de morte; um homem cujas mãos eram instrumentos de cura; que não dava um passo sequer sem a permissão do Espírito Santo. Agora, expondo a sua fragilidade, de um ser humano passível de erros como qualquer outro, que apesar de desejar com todas as forças fazer apenas a vontade de Deus, acaba fazendo o mal que sua consciência condena. Paulo simplesmente indicou, através de sua experiência, o endereço do pecado: “o mal reside em mim” (v.21).
Um dos maiores enganos de Satanás é o de nos fazer pensar que já fomos derrotados e que não temos mais jeito. Que acreditemos no ditado de que ‘pau que nasce torto, morre torto’, aprisionando-nos à “lei do pecado” (v.23). Cuidado com a aplicação dessa expressão, pois ela não tem nada a ver com a lei dos mandamentos. Paulo usa a expressão “lei” referindo-se, em diferentes casos, à lei dos mandamentos, à lei das ordenanças (ou lei cerimonial) e à lei do pecado. Mas o que seria um discurso desprovido de esperança e totalmente desanimador, termina com a bendita esperança: “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (v.25).
O supremo amor de Deus pela raça caída rompe as barreiras do pecado que reside em nós, através da graça de Cristo, e nos transforma em “santuário do Espírito Santo” (1Co.6:19). Eis um mistério inexplicável. É por isso que “esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1Jo.5:4). Que, pela fé, nos apeguemos à maravilhosa promessa da salvação em Cristo Jesus e que a nossa obediência seja tão-somente o resultado de nossa entrega, a ação do Espírito Santo em nós. Então, como Paulo, logo nosso discurso mudará de “o pecado que habita em mim” (v.20) para “já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl.2:20).
Pai de infinita misericórdia, diante da Tua face prostramos o nosso coração, reconhecendo nossa pecaminosidade e clamando pelo Teu perdão e pela ação do Teu Espírito em nós! Senhor, estamos vivendo em meio a tempos tão difíceis! Tão difíceis, Pai! Clamamos a Ti pela paciência de Jó, pela fé de Abraão, pela vida de oração de Daniel, pela sabedoria de Paulo, pelo caráter de Cristo, Senhor! Cria em nós um coração puro e renova dentro de nós um espírito inabalável! Apressa o Teu Dia, Senhor! Apressa! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, vitoriosos pela fé em Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Romanos7 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ROMANOS 7 – Há uma tensão entre a Lei de Deus, o pecado, e a experiência humana. Em Romanos 7 temos uma visão rica da condição do ser humano caído e o papel da graça.
Paulo começa com uma analogia do casamento ilustrando a relação do pecador convertido com a Lei. Ele declara que a Lei tem domínio sobre uma pessoa enquanto ela vive, mas que a morte traz liberdade dessa jurisdição. Para o convertido, morrer com Cristo significa ser liberto da condenação da Lei, mas não da sua relevância moral (Romanos 7:1-6).
Romanos 7:12 afirma, “de fato a Lei é santa, e o mandamento é santo, justo e bom”. A Lei reflete o caráter divino. Desta forma, a Lei divina é imutável e serve como espelho, revelando o pecado (Romanos 7:7). Contudo, ela não é um meio de salvação, mas aponta para a necessidade da graça.
• A função da Lei é diagnosticar a condição pecaminosa do ser humano, mas somente Cristo pode prover o remédio.
A partir de Romanos 7:14, o apóstolo descreve uma luta intensa: “Sabemos que a Lei é espiritual; eu, contudo, não o sou, pois fui vendido como escravo ao pecado”. Paulo retrata uma guerra interna entre a vontade de Deus e a inclinação natural para o pecado. “Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer esse eu continuo fazendo” (Romanos 7:19). Essa luta é uma realidade na jornada da santificação – uma obra contínua do Espírito Santo, levando o fiel a refletir cada vez mais o caráter de Cristo.
• A vitória só é possível somente através da entrega completa ao poder de Cristo (Romanos 7:25).
A angústia do cristão culmina na expressão de Paulo: “Miserável homem que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte?” Essa pergunta retórica aponta para a única resposta: “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!” (Romanos 7:20-25). Essa libertação em Cristo é o coração do evangelho.
• A liberdade em Cristo não é uma licença para pecar, mas um poder sobrenatural para vencer o pecado.
• Na teologia bíblica, a Lei não foi abolida. Romanos 7 mostra que ela continua sendo um guia moral aos cristãos, enquanto a graça os capacita à obediência.
Diante disso, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.