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Texto bíblico: JOÃO 18 – Primeiro leia a Bíblia
JOÃO 18 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jo/18
O que é a verdade?
Hoje, a pergunta cínica de Pilatos corre solta em todo o mundo. A verdade objetiva não é mais vista como desejável ou mesmo possível. Pelo contrário, a verdade é definida como aquilo que funciona para qualquer indivíduo em particular. Valores que antes eram valorizados têm sido considerados antiquados. Não mais ancorada firmemente à âncoras espirituais ou éticas, a cultura está à deriva nas ondas do relativismo.
No meio desse caos, Jesus ainda insiste que Ele é a Verdade encarnada – a verdade sobre o coração de Deus, a verdade sobre a natureza humana e a verdade sobre a vida eterna. Ele insiste que, se você quer descobrir a verdade, deve ouvi-lo. Ouvir atentamente a Cristo demonstra que você está do lado da verdade.
Nem sempre é fácil ouvir a Cristo. Você ouvirá verdades essenciais que lhe atingem no âmago da alma e viram seu mundo de cabeça para baixo. Você O ouvirá pedindo-lhe para abrir mão de falsas crenças e comportamentos que lhe trouxeram segurança e conforto. O eu será crucificado e nascerá de novo. Ouvir a Cristo sempre envolve investigar os motivos do coração.
No entanto, se você ouvir e se render à verdade, você a reconhecerá e será reconhecido por Aquele que é a Verdade, quando estiver diante dEle.
Lori Engel
Capelã, Eugene, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jhn/18
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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Palavras: 1246
1 Saiu. Jesus e os discípulos tinham deixado a sala superior antes disso (Jo 14:31) e, nesse momento, estavam percorrendo o caminho até o jardim do Getsêmani. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1175.
3 dos principais sacerdotes e dos fariseus, alguns guardas. Estes eram, provavelmente, os mesmos guardas do templo referidos em 7.32, 45. Eles, obviamente, esperavam resistência à prisão, tanto por parte de Jesus como dos discípulos. Bíblia de Genebra.
4 Adiantou-Se. Sua hora havia chegado. Ele saiu sem medo ao encontro do traidor.CBASD, vol. 5, p. 1176.
A quem buscais? Jesus estava no controle completo da situação. Ele toma a ofensiva e questiona os opositores. CBASD, vol. 5, p. 1176.
5 Sou Eu. … a resposta de Jesus coincide com o nome solene de Deus (EU SOU), usado na tradução grega do Antigo Testamento [LXX], em Êx 3.14. Bíblia de Genebra.
6 Caíram por terra. Este incidente não é mencionado pelos demais evangelhos. O recuo e a queda da multidão sugerem uma manifestação da divindade. O milagre deu mais provas para a turba assassina da divindade dAquele a quem eles procuravam prender. A relutância foi momentânea, pois, logo mais, eles executaram seus planos (v. 12). CBASD, vol. 5, p. 1176.
Todas as forças sob o príncipe deste mundo (12.31; 14:30) recuam e se prostram diante daquEle que que recebeu toda autoridade do Pai (17.2). Outra vez João observa que Jesus se entrega voluntariamente. Bíblia Shedd.
7 Jesus, de novo, lhes perguntou. Jesus ainda estava no comando. Esse deve ser o momento em que Judas se adianta e Lhe dá o beijo traidor (ver com. de Mt 26:49), o qual, entretanto, João não menciona. CBASD, vol. 5, p. 1176.
8 Deixai ir estes. O pedido revela a preocupação de Jesus com os discípulos. Pouco tempo depois, “deixando-O, todos fugiram”. (Mc 14:50). CBASD, vol. 5, p. 1176.
10 Malco. João conhecia o nome deste escravo (gr doulos) porque ele conhecia pessoalmente o sumo sacerdote (15)… Alguém sugeriu que Zebedeu e seus filhos, Tiago e João, forneceram peixe salgado do mar da Galileia à casa de Anás e Caifás (16n). Bíblia Shedd.
Só João registra que Pedro carregava uma espada e que Malco era o nome do servo; somente Lucas registra que Jesus o curou (Lc 22.51). Bíblia de Genebra.
11 Mete a espada na bainha. A repreensão de Jesus nada tem a ver com a possibilidade da autodefesa ou da resistência civil; a questão é que Jesus veio dar a Sua vida em resgate de muitos e Ele não devia ser dissuadido desta tarefa (cf. Mt 16.21-23). Bíblia de Genebra.
não beberei… o cálice. Esse “cálice” é o cálice do vinho da ira de Deus (Sl 75.8; Is 51.17; Jr 25.15-17, 27-38). O “cálice” que Jesus escolheu beber não é meramente a morte, mas a ira de Deus sobre o pecado (cf Mt 20.22; Mc 10.38). Bíblia de Genebra.
12 Comandante (gr chiliarcos) com a escolta ali presente mostra a participação dos romanos. Bíblia Shedd.
Manietaram-No. Provavelmente por amarrar as mãos atrás das costas. A submissão voluntária de Jesus é evidente em toda a narrativa. CBASD, vol. 5, p. 1176.
15 Simão Pedro. Pedro nega a Jesus. (Mt 26:69-75, Mc 14:66-72) CBASD, vol. 5, p. 1176.
Outro discípulo. Ou seja, João, filho de Zebedeu, o autor do evangelho. Ele não se identifica pelo nome, como em João 13:23. CBASD, vol. 5, p. 1176.
É provável que este fosse João, uma vez que, dos três mais chegados a Jesus (Pedro, Tiago e João), ele é o único que não é mencionado pelo nome no Evangelho. Bíblia de Genebra.
Conhecido. Do gr. gnõstos. Não é possível definir o grau de familiaridade ou associação através desta palavra. CBASD, vol. 5, p. 1176.
17 Não sou. Notável entre os evangelhos é a maneira branda em que João descreve a negação tríplice de Pedro (17, 25, 26). Pedro aqui não jura nem amaldiçoa. Bíblia Shedd.
18 Tendo acendido um braseiro. Jerusalém estava a uma altitude de 800m, e as manhãs de primavera eram frias. CBASD, vol. 5, p. 1176.
20 Falado francamente … nada disse em oculto. Jesus pregou publicamente, mas ensinou também em particular. Aqui, Ele nega a acusação implícita de planejar uma sedição secretamente. Sua resposta foi uma censura aos meios desonestos pelos quais os judeus tentavam incriminá-Lo. CBASD, vol. 5, p. 1177.
O ministério culminante de Jesus foi sobre a cruz (12.32). Bíblia Shedd.
21 Por que Me interrogas? Era ilícito forçar o réu a se condenar a si mesmo. Bíblia Shedd.
22 Deu uma bofetada em Jesus. Provavelmente um tapa no rosto, como sugere o texto grego. CBASD, vol. 5, p. 1177.
Isto, obviamente era altamente irregular, especialmente quando o prisioneiro estava amarrado (v. 24). Bíblia de Genebra.
Jesus sofre esta violência porque fez Anás parecer estúpido, não porque o insultou. Bíblia Shedd.
26 Um dos servos… parente daquele a quem Pedro tinha decepado a orelha. Uma pergunta feita por este colocou Pedro em maior perigo do que as perguntas anteriores, uma vez que o interlocutor podia estar querendo vingar Malco. Bíblia de Genebra.
27 Pedro O negou. A queda de Pedro, ocorrendo três vezes, mostra a inerente fraqueza da carne quando privada da assistência sobrenatural do Espírito (Gl 5.16). Bíblia Shedd.
28 Pretório. Residência de Pilatos, o governador romano. Bíblia Shedd.
Cedo. Do gr. prõi, um termo geral para início da manhã. O julgamento começou, provavelmente, às seis horas. CBASD, vol. 5, p. 1177.
Não entraram no pretório para não se contaminarem. O pretório romano era um lugar de hostilidade entre os romanos e os judeus, e um lugar imundo para os judeus. Bíblia de Genebra.
Para um judeu entrar numa casa pagã significava contaminação ritual, o que devia ser evitado a todo custo (cf Mt 7.2-4). Bíblia Shedd.
30 Se Este não fosse malfeitor, não to entregaríamos. As autoridades judias não queriam qualquer investigação da parte do romanos. Bíblia Shedd.
31 Julgai-O segundo a vossa lei. Pilatos manda que os judeus julguem a Jesus, uma vez que o mal de que O acusavam era uma infração religiosa de que os romanos não podiam tomar conhecimento. Bíblia Shedd.
A nós não nos é lícito matar ninguém. Acredita-se que o direito de executar a pena de morte teria sido tirado dos tribunais judaicos no tempo em que a Judeia se tornou uma província, em 6 d.C. CBASD, vol. 5, p. 1178.
Os judeus nem sempre eram tão obedientes: veja-se a morte de Estêvão (At 7.57-60). Bíblia de Genebra.
32 O modo por que havia de morrer. Jesus havia predito a morte por crucifixão Se tivesse morrido pelas mãos dos judeus, sem dúvida, teria sido morto por apedrejamento. CBASD, vol. 5, p. 1178.
33 És Tu o rei dos judeus? Alguém informara a Pilatos nesta altura que Jesus era um pretendente ao trono de Israel (Lc 23.2, 3). Bíblia Shedd.
35 Sou judeu? … Que fizeste? O orgulho impediu Pilatos de confessar qualquer interesse sincero em saber sobre a missão de Jesus. CBASD, vol. 5, p. 1178.
37 Logo, Tu és rei? A pergunta de Pilatos enseja a maravilhosa resposta de Jesus, cujo reino e missão são fundados na verdade (1.8, 14, 17; 8.32; 14:6). Bíblia de Genebra.
38 Que é a verdade? Pilatos levantou cinicamente a maior dúvida da filosofia. Pilatos indaga, “Que”; Jesus já declarara que Ele é a verdade (“Quem”). Bíblia Shedd.
Pilatos ficou impressionado com as palavras de Jesus e teria ouvido mais ensinamentos. No entanto, a multidão do lado de fora clamava por uma decisão, e Pilatos não esperou por uma resposta. Assim, ele deixou passar uma oportunidade áurea. CBASD, vol. 5, p. 1178.
A verdade não importa para aqueles que, como Pilatos, são motivados por oportunismo. Do mesmo modo, a verdade não importa para os céticos, que perderam a esperança de conhecê-la. Bíblia de Genebra.
Crime algum. Pilatos se convenceu da inocência de Jesus e deveria ter determinado a liberação dEle imediatamente. CBASD, vol. 5, p. 1179.
Pilatos não encontra crime em Jesus e está relutante em condenar Jesus à morte. Ironicamente, é um governador romano pagão que tenta soltar Jesus, enquanto “os Seus” (1.11) querem matá-Lo. Bíblia de Genebra.
Compilação: Tatiana Wernenburg
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“Quando, pois, Jesus lhes disse: Sou Eu, recuaram e caíram por terra” (v.6).
Finda a ceia e concluídas as últimas palavras de Cristo a Seus discípulos, antes de Sua morte, eles seguiram para o jardim chamado Getsêmani. Aquele jardim havia se tornado cenário de muitos momentos entre Jesus e Seus discípulos. Em meio à tranquilidade do campo e à beleza daquela pequena parcela da criação, Jesus também deleitava-Se em ali Se demorar sozinho em comunhão com Seu Pai. Foi para Ele um lugar tão especial que não considerou nenhum outro que pudesse Lhe servir de refúgio, nem mesmo o templo. Foi ali que o nosso Salvador suou gotas de sangue e fez Suas súplicas em agonizante sofrimento. Seu cantinho de oração tornou-se em campo da batalha mais cruel já registrada nas páginas da história deste mundo. Enquanto o inimigo de Deus tentava convencê-Lo de que não valia a pena tanto esforço por quem não merece, Deus enviou o Seu anjo para O confortar e fortalecer.
De repente, luzes são vistas aproximando-se rapidamente do local de oração. Eram as tochas daqueles que marchavam sob as ordens de Satanás. Mas Jesus, divinamente instruído, adiantou-Se e lhes perguntou: “A quem buscais?” (v.4). Eles, por sua vez, tentando desmerecer a pessoa de Cristo, logo incluíram a desprezada Nazaré como sendo a Sua original procedência, ao Lhe responder: “A Jesus, o Nazareno”. Aquela resposta não poderia ficar sem a divina réplica. Estava em jogo não qualquer nome, mas o nome sobre todos os nomes. Iluminado pela glória de Deus e com voz “como voz de muitas águas” (Ap.1:16), Jesus declarou: “Sou Eu”. A cena que se seguiu foi a de Judas e aquela multidão recuando e caindo no chão como mortos.
Após aquele acontecimento sobrenatural, quando finalmente conseguiram colocar as mãos em Jesus para prendê-Lo, Pedro pensou que chegada era a hora de provar a Jesus a sua lealdade e, puxando “da espada que trazia […] feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita” (v.10). Aquele ato de bravura, no entanto, foi logo reprovado como ato de covardia. Não era por espadas e armas humanas que aquela batalha seria vencida, mas pela morte de “um Homem pelo povo” (v.14). Mesmo que pela motivação errada, Caifás declarou a solução correta. E ao ver o Seu Mestre sendo levado como um malfeitor, sem que apresentasse nenhuma resistência, o coração de Pedro se encheu de incertezas.
A bravura e suposta lealdade de Pedro logo se tornou em medo e desconfiança. E aquele que havia dito daria a vida por Jesus, não hesitou em negá-Lo três vezes seguidas, e O negaria muito mais se não fosse interrompido pelo canto da culpa e pelo olhar do amor: “E logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo. Então, voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro” (Lc.22:60-61). Muitos também têm afirmado estar dispostos a ir presos ou mesmo dar a vida por amor a Jesus. E podem até possuir sinceridade em suas palavras e intenções. Nenhum mártir, porém, foi levado à morte sem antes entregar-se à constante e fervorosa oração. A fé tornou-se mais valiosa que a vida. Mas a maioria que professa tamanha lealdade só pode conhecer sua reação quando diante da prova. Por isso que o preparo requer um relacionamento pessoal e diário com Jesus. A nossa única segurança é que Ele habite em nós.
Jesus foi então levado ao governador romano, acusado de ser réu de morte. Pilatos, porém, reconheceu não ser aquele caso como tantos outros que comumente julgava. E, aproveitando a tradição dos anciãos (v.28), fez Jesus entrar sozinho no pretório para um interrogatório privado. Ele não era de todo ignorante quanto a Jesus. Tinha ouvido de Seus milagres, de como recebia publicanos e pecadores e como ressuscitou a Lázaro. Nada poderia estar oculto ao juiz de Roma. Finalmente estava diante de Jesus, e a primeira coisa que achou pertinente perguntar foi: “És Tu o rei dos judeus?” (v.33). Ora, fosse verdade tudo o que tinha ouvido falar a respeito dEle, pensou, então Ele seria uma ameaça ao Império Romano.
Jesus bem sabia as reais intenções por trás daquela pergunta e revelou isto com outra pergunta: “Vem de ti mesmo esta pergunta ou to disseram outros a Meu respeito?” (v.34). O diálogo que se seguiu foi um intrigante interrogatório sobre a provável monarquia de Cristo. Contudo, a última pergunta feita por Pilatos não tem registro de resposta: “Que é a verdade?” (v.38). Eu creio que a resposta não foi registrada porque ela não foi audível, mas visível. Aquele cético governador percebeu que a verdade não é uma simples resposta convincente, ela é uma Pessoa: Jesus Cristo. E voltando para os judeus acusadores, “lhes disse: Eu não acho nEle crime algum” (v.38).
Jesus é a verdade que liberta, amados! Diante de tão maravilhosa certeza e dos relatos sagrados que testificam desta verdade, como duvidar do Único que nos ama com amor eterno (Jr.31:3)? Tantos têm se demorado a interrogar e colocar em dúvida as palavras de Jesus pregadas por Suas testemunhas, enquanto Ele pergunta: “Porque Me interrogas?” (v.21). E muitos maltratam Seus seguidores e procuram feri-los, e novamente Cristo pergunta: “Porque Me feres?” (v.23). Diante de um mundo secularizado e descrente que pergunta: “Que é a verdade?” (v.38), a nossa vida precisa dar testemunho da fiel e única resposta: Jesus Cristo é a verdade!
O cenário profético se avoluma para o fim da história deste mundo de pecado. O exemplo de oração de nosso Salvador precisa impactar a nossa vida e nos despertar para o tempo que está bem diante de nós. Vigiar e orar não é um chavão, mas um guia de sobrevivência em meio a uma geração hipnotizada pelas distrações deste século. Ou passamos tempo diário de qualidade em comunhão com Deus ou não suportaremos o que há de vir. Os últimos acontecimentos não serão cenas de mais um filme de Hollywood, mas a realidade que revelará definitivamente em que lado cada um de nós estará no grande conflito. Hoje é o tempo que temos de preparo. Não prorrogue a sua entrega. Jesus te chama agora!
Senhor Deus, almejamos permanecer em pé ainda que a nossa fé seja severamente provada. Mas só o Senhor conhece a nossa estrutura e sabe até que ponto podemos suportar a prova. Por isso, Pai, fortalece a nossa fé mediante o perseverante estudo da Tua Palavra. Como crianças, desejamos a cada dia nos assentar aos Teus pés e aprender de Ti, nosso Pai Celestial. O nosso Salvador revelou o Teu caráter, e esse caráter precisa ser gravado em nós, pois queremos habitar em Tua casa para sempre. Dá-nos Teu Espírito e que Ele possa pleitear em nosso favor, pois não sabemos orar como convém. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, testemunhas de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#João18 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JOÃO 18 – João 18 não é meramente um relato histórico da prisão e julgamento do Jesus. Este capítulo contém uma profunda reflexão sobre fé: Como ela é testada, como pode vacilar e como se revela diante de crises.
• Jesus, ao entregar-Se voluntariamente e mantendo-Se firme na verdade, ensina-nos que a fé verdadeira é imutável, mesmo enfrentando grandes adversidades (João 18:1-9).
• Por outro lado, vemos a fragilidade humana diante das figuras de Judas e Pedro, a indiferença de Pilatos e a incredulidade das multidões. Para os crentes, o desafio é claro: Seguir a Cristo de verdade, manter a fé e não se deixar influenciar pelos poderes e circunstâncias deste mundo (João 18:2-5, 10-38).
• A escolha entre Jesus e Barrabás é, em última análise, a escolha entre a vida pela fé ou a rejeição da verdade divina (João 18:39-40).
Desta forma, João apresenta-nos um confronto de fé e poder, verdade e mentira, luz e trevas, Reino divino e Império do mal.
Muitas aplicações podem ser extraídas deste capítulo, tais como:
Jesus, sabendo tudo o que Lhe aconteceria, voluntariamente aproxima-Se dos soldados e Se entrega (João 18:4-12). Essa ação ecoa Sua confiança absoluta no plano do Pai e Sua disposição para Se entregar, contrastando com a confusão e medo dos discípulos.
• Para os crentes, este momento é uma lição de fé: Crer em Deus inclui confiar plenamente em Seus planos, mesmo em face de traição e sofrimento iminente.
A familiaridade de Judas com o lugar que Jesus estaria torna a traição bem chocante, mostrando que Judas, apesar de ter andado com Jesus e testemunhado Seus sinais miraculosos, nunca desenvolveu uma fé verdadeira (João 18:1-2). Também, Pedro que corajosamente tentou defender Jesus com uma espada, sucumbiu ao medo diante de uma simples pergunta de uma criada (João 18:15-27). A negação de Pedro demonstra que até mesmo os que parecem mais firmes podem ter lapsos em sua fé sob pressão.
• Nos episódios de Judas e Pedro, a mensagem é clara: Sem uma fé sólida e consistente em Jesus, os momentos de crise podem levar-nos à traição ou à negação.
No confronto de Jesus com Anás, Caifás e Pilatos (João 18:12-37) fica evidente que a fé em Cristo é um reconhecimento de que a verdade transcende realidades políticas e terrenas.
Heber Toth Armí.