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Texto bíblico: JOÃO 16 – Primeiro leia a Bíblia
JOÃO 16 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jo/16
À medida que se aproximava o tempo de Jesus morrer pelos nossos pecados, Ele fez o melhor que pôde para preparar Seus discípulos. Ele os alertou sobre os problemas que eles enfrentariam, dizendo que seriam expulsos das sinagogas e até mesmo que estava chegando a hora em que quem os matassem pensariam que eles estavam oferecendo serviço a Deus. Nós também enfrentaremos provações em nossas vidas. Pode ser zombaria de amigos, pode ser perda de emprego ou pode ser algo tão extremo quanto prisão e morte.
Mas apesar do que enfrentamos neste mundo cheio de pecado, nunca enfrentaremos nada sozinhos, pois Jesus nos chama de Seus amigos. Apenas um capítulo antes, em João 15:14, Ele nos chamou de Seus amigos se fizermos o que Ele nos ordena fazer. Jesus nunca nos deixará nem nos abandonará.
João 16:22, Ele promete que, embora tenhamos tristeza agora, veremos Jesus novamente e nossos corações se alegrarão e ninguém tirará nossa alegria! Ninguém!!! Louvado seja Deus! Nunca devemos abandonar nosso Salvador, pois Ele certamente nunca nos deixará!
Susan Menzmer
Dona de casa, Collegedale, Tennessee, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jhn/16
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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521 palavras
1 Escandalizeis. Antes Jesus fizera admoestações a respeito da perseguição a fim de evitar o desânimo dos discípulos. CBASD, vol. 5, p. 1164.
2 Tributar culto a Deus. Os judeus que perseguiram os apóstolos argumentavam que esses evangelistas eram blasfemos e pretendiam derrubar a religião que Deus havia estabelecido. CBASD, vol. 5, p. 1164.
4 Eu estava convosco. Não houve necessidade de dizer isso antes, se a perseguição tivesse vindo Jesus estaria com eles para incentivá-los. De fato, enquanto Jesus estava na Terra, a perseguição foi dirigida contra Ele; mas, depois de Sua partida, recairia sobre Seus representantes. CBASD, vol. 5, p. 1165.
5 Nenhum de vós Me pergunta. Eles estavam absortos em pensamentos egoístas e não pensavam na alegria do Mestre de voltar para o Pai e completar o plano da Salvação. CBASD, vol. 5, p. 1165.
7 Eu vo-lo enviarei. De acordo com o plano de Deus, Jesus deveria completar Sua obra na Terra e ascender ao trono do Pai antes que o Espírito pudesse vir. CBASD, vol. 5, p. 1165.
8 Convencerá. Do verbo gr. elegchõ, “para condenar”, “convencer”. O verbo também é traduzido por “reprovar”, “repreender” e “corrigir”. CBASD, vol. 5, p. 1165.
Do pecado. Uma das primeiras evidências da operação do Espírito Santo é a profunda convicção de ser um pecador. CBASD, vol. 5, p. 1165.
Da justiça. O Espírito exorta o ser humano a aceitar a justiça de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 1165.
Do juízo. O temor do julgamento não deve ser o motivo principal para se fazer o que é correto. O Espírito convence os crentes de seus pecados, guia-os à salvação e à justiça, que é Jesus, e os adverte das consequências da permanência no pecado e de se negligenciar a salvação pela graça. CBASD, vol. 5, p. 1165.
9. Não crê em Mim. Deus proporcionou apenas um meio de salvação, a saber, a fé em Jesus Cristo. CBASD, vol. 5, p. 1166.
16. Um pouco, e não Me vereis. O primeiro “um pouco” é geralmente compreendido como referência ao curto espaço de tempo até a cruz, e o segundo “um pouco”, ao período entre a crucifixão e a ressurreição. CBASD, vol. 5, p. 1166.
20 O mundo se alegrará. Os inimigos de Jesus se alegraram quando Ele morreu. Contudo, o regozijo deles durou pouco, o que também ocorreu em relação à tristeza dos amigos de Jesus. CBASD, vol. 5, p. 1167.
22 Ninguém. Do gr. oudeis, “nenhum”, inclusive o diabo e seus anjos. A alegria dos discípulos seria completa e permanente na comunhão espiritual com o Senhor ressuscitado, que estaria com eles “todos os dias até à consumação do século” (Mt 28:20). CBASD, vol. 5, p. 1167.
31 Credes agora? Cristo não nega que eles haviam crido. Ele simplesmente sugere que a fé manifestada por eles era ainda imperfeita. CBASD, vol. 5, p. 1168.
32 E Me deixareis só. Todos eles, “deixando-O, fugiram” (Mt 26:56). CBASD, vol. 5, p. 1168.
Não estou só. A comunhão de Cristo com o Pai nunca falhara. CBASD, vol. 5, p. 1168.
33 Tende bom ânimo. Do gr. tharseõ, “para ter bom ânimo”, “estar cheio de coragem”. CBASD, vol. 5, p. 1168.
Eu venci o mundo. Jesus olhou à frente, em direção à cruz com confiança, plenamente seguro de que triunfaria sobre os poderes das trevas (ver Cl 2:15). O príncipe deste mundo seria derrotado e os discípulos não tinham nada a temer. CBASD, vol. 5, p. 1168.
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“Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em Mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (v.33).
As últimas palavras de Cristo a Seus discípulos foram cheias de brandura e de terna compaixão. Mesmo relatando o que os aguardava num futuro bem próximo, quando muitos deles seriam perseguidos e até mortos por sua fé, uma arrebatadora sensação de paz e certeza do cuidado divino lhes enchia o coração ao som de cada palavra que saía da boca de Jesus. A promessa do Consolador foi o mais confortante bálsamo àqueles que sentiriam a profunda dor da perda de seu Mestre, ainda que a princípio não tivessem uma clara compreensão de tudo.
Nos momentos finais que antecederam a cruz, os discípulos foram tomados de grande tristeza. Jesus não lhes ocultou as dificuldades que teriam de enfrentar no conflito entre o bem e o mal. Pelo contrário, expôs diante deles a árdua estrada que teriam de percorrer e foi bem claro ao afirmar: “Em verdade, em verdade vos digo que chorareis e vos lamentareis […] vós ficareis tristes”. Porém, a continuação do verso é o que podemos chamar de esperança viva: “mas a vossa tristeza se converterá em alegria” (v.20). Ele prometeu aos Seus seguidores que chegará a hora em que “ninguém poderá tirar” a nossa alegria (v.22).
Quanto almejo este momento! Mas, até lá, Jesus nos motivou a pedir ao Pai em Seu nome, “para que a [nossa] alegria seja completa” (v.24). E disse isso dentro do contexto da missão do Consolador. Percebam nas palavras de Jesus, em Lucas 11:13, o que devemos pedir a Deus com insistência: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedirem?”. O papel do Espírito Santo consiste em convencer “o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (v.8), nos guiar “a toda a verdade” (v.13) e nos conduzir a Cristo (v.14). Mas o Seu título de Consolador também revela o Seu poder de confortar os corações aflitos. É por isso que a aparente confusa confissão de Paulo passa a fazer todo sentido na vida daquele que, diariamente, clama pelo batismo do Espírito: “entristecidos, mas sempre alegres” (2Co.6:10).
“Eis que vem a hora e já é chegada” (v.32) em que nos sentiremos tão tristes quanto os discípulos e seremos covardemente afligidos pela fúria do inimigo. Devemos e necessitamos segurar firme no braço da Onipotência e, à semelhança de Jacó, não deixá-Lo ir enquanto não nos abençoar (Gn.32:26). Ellen White escreveu o seguinte: “O Espírito Santo procura habitar em cada alma. Caso seja Ele bem-vindo como hóspede honrado, os que O receberem se tornarão completos em Cristo. A boa obra começada será terminada; os pensamentos santos, as celestiais afeições e os atos semelhantes aos de Cristo tomarão o lugar dos pensamentos impuros, dos sentimentos perversos e dos atos obstinados” (Cristo em Seu Santuário, CPB, p.561).
Por meio de fervorosa e insistente oração, clamemos ao Pai, todos os dias, pelo dom do Espírito Santo! E aguardemos com bom ânimo o retorno do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, Aquele que venceu o mundo!
Nosso Pai Celestial, rogamos a Ti pelo batismo do Espírito Santo! Acredito que muitos de nós podemos estar como os discípulos, tristes e sem entender algumas coisas referentes à Tua Palavra. Mas assim como Jesus foi tão paciente e amoroso com eles, sabemos que Ele tem agido do mesmo modo conosco. Por isso, confiamos que, ainda que não compreendamos muitas coisas agora, pela fé cremos que tens o controle de tudo e que o Teu Espírito está nos ajudando a cada instante e nos preparando para o que há de vir. Em nossas aflições, toma-nos em Teus braços, nosso Deus vencedor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, consolados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#João16 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JOÃO 16 – João possuía intimidade com Jesus e maturidade espiritual, evidente em seus escritos inspirados. Ele continua aqui o discurso de Cristo aos discípulos antes de Sua paixão, revelando verdades profundas e essenciais sobre o Espírito Santo e Seu papel, evidenciando Sua pessoalidade de forma contundente.
João havia experimentado grandes desafios devido à oposição ao testemunho de Cristo. Ele escreveu seu evangelho depois da experiência do azeite fervente e da terribilíssima ilha de Patmos. Ele viveu na pele as palavras de Jesus em João 16:1-4 e a presença do Espírito Santo em Sua vida como Jesus falara em João 16:5-33.
Para João, Jesus não havia prometido uma mera influência ou poder sobrenatural, mas a vinda de uma pessoa real: O Consolador. A palavra grega usada para Consolador é “parakletos”, que significa “Aquele que é chamado para ajudar” ou “Advogado”. O termo já implica que o Espírito Santo possui função relacional, caracterizada por orientação, intercessão e defesa, algo que só pode ser atribuído a uma pessoa, não a uma força inanimada ou uma abstração.
Se o Espírito Santo fosse uma energia ou uma força impessoal, a ideia de ser enviado para os discípulos com tal propósito relacional e interativo não faria qualquer sentido. Somente um Ser pessoal pode consolar, interceder e agir como Advogado.
Jesus foi claro ao declarar: “Quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (João 16:8). Isso indica uma ação direta e deliberada. Para convencer, é necessário ter discernimento, entendimento, e a capacidade de interagir com a mente e o coração das pessoas. Uma força impessoal não pode exercer julgamento moral nem convencer indivíduos de seu precário estado espiritual.
Desta forma, Jesus retrata o Espírito Santo como Alguém possuindo vontade, mente e autoridade para lidar com questões espirituais e morais.
Em João 16:13-15 somos apresentados à obra da Trindade mediante a atuação do Espírito Santo:
• O Espírito Santo guia, instrui e ensina os crentes em toda a verdade.
• O Espírito Santo ouve do Pai e do Filho e comunica isso aos crentes.
• O Espírito Santo glorifica a Cristo em Sua obra nos seres humanos.
Pai, Filho e Espírito Santo são três Seres distintos, mas da mesma essência, agindo de forma harmoniosa na redenção da humanidade. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.