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Texto bíblico: JOÃO 2 – Primeiro leia a Bíblia
JOÃO 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jo/2
No livro de Gênesis (cap. 1 e 2), Deus estabelece o casamento como a primeira instituição a ser uma bênção para a raça humana. No Evangelho de João (cap 2), Jesus inicia Seu ministério realizando Seu primeiro milagre em um casamento, em Caná da Galiléia. Eu não sei quanto a vocês, mas para mim isso me diz que o casamento é importante para Deus e deve ser tratado com seriedade e respeito por aqueles que afirmam ser Seus discípulos.
O drama na festa de casamento é mais profundo do que parece ser: “A água representa o batismo em Sua morte; o vinho, o derramamento de Seu sangue pelos pecados do mundo. A água para encher as talhas foi levada por mãos humanas, mas unicamente a palavra de Cristo podia comunicar-lhe a virtude doadora de vida” (O Desejado de Todas as Nações, pp. 148-149).
Este capítulo termina com Jesus purificando o templo de seu mau uso, pouco antes do início da Páscoa. A lição espiritual é inconfundível. Quando levamos a sério honrar a Deus, não podemos continuar com os hábitos que não estão em harmonia com o Seu reino. Devemos pedir a Jesus “para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 Jo 1:9 NVI).
A ligação entre as duas histórias é evidente. Em nossa lamentável fragilidade humana, nunca temos recursos espirituais suficientes. Não obstante, quando convidamos Jesus para nossas vidas Ele os fornece em abundância, muito além do que possamos imaginar.
Willie Oliver
Diretor Mundial do Departamento dos Ministérios da Família da IASD
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jhn/2
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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994 palavras
3 Tendo acabado o vinho. Literalmente, “o vinho falhou”. Tendo ajudado nos preparativos do casamento (ver DTN, 146), Maria se sentiu responsável por suprir a falta e procurou evitar o embaraço que, de outra forma, ocorreria. É digno de nota a confiança de Maria ao ir a Jesus com o problema. Como bom filho, Jesus estivera atento às expectativas da mãe e sempre encontrava uma solução apropriada. A narrativa do evangelho não deixa claro se Maria esperava que Jesus realizasse um milagre, o que Ele nunca havia feito antes (cf. DTN, 145, 146). Possivelmente a presença de Jesus e dos discípulos havia atraído uma multidão [que consumiu mais rapidamente os recursos]. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1018.
4 Mulher. Esse é um modo respeitoso de dirigir-se a uma mulher, naquela cultura, e é como Jesus normalmente se dirige às mulheres (4.21; 8.10).Bíblia de Genebra.
Uma maneira respeitosa de se dirigir à uma mãe no mundo antigo. Ver 19:25-27. Andrews Study Bible.
Aquele que havia ordenado que os seres humanos honrassem seus pais (Êx 20:12; cf PP, 366) foi, Ele próprio, um vivo exemplo desse princípio. Durante 30 anos Jesus havia sido um filho amoroso e prestativo. CBASD, vol. 5, p. 1018.
O que tendes comigo? (NKJV). i.e., “que é que nós temos em comum?”.Bíblia Shedd.
Jesus rejeita o encorajamento, por parte de Sua mãe, para Se promover prematuramente. Andrews Study Bible.
Que tenho Eu contigo? (ARA). Literalmente, “o que para ti e para mim”? A expressão indica que o interlocutor excedeu os limites do que lhe diz respeito (ver Jz 11:12; 2Sm 16:10; 1Rs 17:18; 2Rs 3:13; 2Cr 35:21; Mt 8:29; Mc 1:24; Lc 8:28; etc.). A forma como Maria instruiu os serventes evidencia que ela não interpretou a resposta de Jesus como uma recusa (ver Jo 2:5). Ela ficou convencida de que Jesus supriria a necessidade no tempo e da maneira que achasse melhor. Ao longo de Sua vida privada em Nazaré, Jesus havia honrado a autoridade de Sua mãe; na verdade, sempre fora um filho solícito dentro do círculo de ação do lar, onde prevalecia essa relação (ver Jo 19:26, 27). Porém, Jesus havia assumido uma vida pública, e Maria não compreendia plenamente o quanto isso limitava sua autoridade sobre Cristo. Talvez ela achasse que tinha, pelo menos em certo grau, o direito de dirigi-Lo em Sua missão (ver com. de Mt 12:46-20). Assim, nessas palavras inequívocas, porém corteses, Jesus procurou deixar clara a distinção entre Sua relação para com ela como Filho do Homem e como Filho de Deus (DTN, 147). O amor dEle para com ela não havia mudado, mas dali em diante Ele precisaria trabalhar dia a dia sob a direção de Seu Pai celestial (ver DTN, 208; ver com. de Lc 2:49). Como ocorreu no caso de Maria e Jesus, os pais hoje, muitas vezes, acham difícil afrouxar, aos poucos, a autoridade que exercem sobre os filhos, até abdicarem dela totalmente, a fim de que estes ganhem experiência ao enfrentar os problemas da vida por si mesmos e aprendam a aceitar a responsabilidade por suas decisões. Sábios são os pais e afortunados são os filhos quando essa transição de autoridade ocorre naturalmente e sem atritos. CBASD, vol. 5, p. 1018
Jesus atende ao pedido de Maria, não por ser ela Sua mãe, mas o faz como parte de Sua obra messiânica. Isto indica que o papel especial de Maria, como mãe de Jesus, não lhe dá autoridade para intervir na carreira de Cristo – este é um forte argumento contra fazer-se oração a Maria. Bíblia de Genebra.
hora. Uma expressão em João para o sofrimento e morte de Jesus. Jesus evitou ações que abreviariam o tempo de Seu sofrimento final. Ver nota em 12:27-28. Ver tb 7:30; 8:20; 12:23-24; 17:1. A experiência de Jesus em Caná foi uma antecipação da cruz (note as referências a hora, mulher, terceiro dia, vinho (sangue). Andrews Study Bible.
Minha hora. Ver Jo 7:6, 8, 30; 8:20; etc. Maria, aparentemente, esperava que Jesus, nessa ocasião, Se proclamasse o Messias (ver DTN, 145), mas ainda não havia chegado a hora de Ele anunciar isso (ver com. de Mc 1:25). Havia um momento marcado para cada acontecimento de Sua vida (DTN, 451; ver com. de Lc 2:49). Foi só perto do final de Seu ministério que Jesus afirmou publicamente ser o Messias … e, por causa disso, Ele foi crucificado (Mt 26:63-65; Lc 23:2; Jo 19:7; ver com. de Mt 27:63-66).CBASD, vol. 5, p. 1018, 1019.
Na crucificação e na ressurreição, de fato chegou a hora de Jesus (12.23, 27; 13:1; 16:32; 17:1). Bíblia de Estudo NVI Vida.
5 serventes. Do gr diakonoi, de onde vem a palavra “diácono”. Os serventes aparentemente recorreram a Maria como a pessoa responsável por fornecer mais vinho, pois nem mesmo o “mestre-sala” sabia ainda que este havia acabado (ver DTN, 148). CBASD, vol. 5, p. 1019.
6 seis talhas. Vasos em que se guardava água para as lavagens cerimoniais, obrigatórias para judeus religiosos, antes de comer (Mc 7.3-4). … Nas seis talhas houve cerca de uns 500 litros. Bíblia Shedd.
11 sinais. João usa o termo “sinais” para os milagres porque apontam para a morte e ressurreição de Jesus e a salvação vinda por Ele. Bíblia Shedd.
glória. A glória de Jesus é o Seu divino caráter. Em João, isto é mais claramente manifestado na cruz. Ver 22:23-24, 37-41. Andrews Study Bible.
19 destruí este santuário. A analogia entre o templo literal e o corpo de Cristo não é tão remota quanto a princípio parece. O santuário, e mais tarde o templo, cumpriam o propósito de ser a habitação terrena de Deus (ver com. de Êx 25:8, 9). Ali, acima do propiciatório, aparecia a shekinah, o glorioso símbolo da sagrada e permanente presença de Deus (ver com. de Gn 3:24; Êx 25:17). Mas, como João já havia salientado (ver com. de Jo 1:14), essa mesma glória divina habitou em carne humana na pessoa do Senhor (cf. 1Co 3:16). CBASD, vol. 5, p. 1019.
24 não Se confiava a eles. Isto é, aos que professavam crer nEle (v. 23). Ele sabia que muitos daqueles que se mostravam tão ansiosos para aclamá-Lo iriam, como o povo da Galileia dois anos mais tarde, abandoná-Lo (cf. Jo 6:66). Ele conhecia a inconstância do coração humano e sabia que muitos conversos nos tempos de bonança são superficiais ou hipócritas (ver Jo 6:64; ver com. de Jo 7:2-9). CBASD, vol. 5, p. 1022.
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“Então, ela falou aos serventes: Fazei tudo o que Ele vos disser” (v.5).
Meu marido e eu temos vinte anos de casados. Deus tinha um plano muito especial quando nos uniu, de forma que podemos perceber que Ele tem transformado a nossa união, a cada ano que passa, em “bom vinho” (v.10). Interessante é que Jesus encerrou a criação do mundo com um casamento, realizou o Seu primeiro milagre num casamento e comparou a Sua segunda vinda com a celebração de um casamento. Certamente, a união entre um homem e uma mulher é de grande importância aos olhos de Deus e o Seu desejo é que seja uma bênção desde o primeiro momento e que se torne ainda melhor conforme o tempo avance.
Compreendendo de forma mais clara a missão de Jesus, Maria não encarou a falta de vinho como um problema sem solução, mas, imediatamente, foi até o Único que poderia solucioná-lo. No livro de Gênesis encontramos outra situação semelhante a esta. Quando os sete anos de fome atingiram o Egito, o povo clamou “a Faraó por pão; e Faraó dizia a todos os egípcios: Ide a José; o que ele vos disser fazei” (Gn.41:55). Semelhante a Faraó, Maria reconheceu que estava fora de seu alcance resolver aquela questão. E aos que serviam, coube desempenhar sua parte consoante ao que Jesus lhes ordenasse fazer. “Eles o fizeram” (v.8), e puderam ser testemunhas oculares do poder de Deus.
No entanto, havia algo de muito errado no lugar que deveria representar o matrimônio entre Cristo e Sua igreja. O pátio do templo era um lugar reservado ao povo, onde deveriam fazer suas orações e ofertas. O que Jesus viu, contudo, foi uma balbúrdia de cambistas que levantavam a voz a fim de vender suas mercadorias, “bois, ovelhas e pombas” (v.14), cujo excremento tornava a casa de Deus em ambiente fétido, enquanto muito dinheiro era arrecadado com fins de lucro desonesto. A casa que era para ser “Casa de Oração para todos os povos” (Is.56:7), tornou-se em “casa de negócio” (v.16). E após fazer uma “limpeza” no templo, Jesus permaneceu em Jerusalém, “durante a Festa da Páscoa” (v.23).
Três ocasiões são mencionadas no capítulo de hoje e em cada uma delas há uma reação em comum, mas que, ao mesmo tempo, se diferem uma da outra. Após o milagre da água transformada em vinho, a Bíblia diz que “os Seus discípulos creram nEle” (v.11). Após Jesus purificar o templo, os discípulos não compreenderam o real sentido de Suas palavras, mas, depois que Ele “ressuscitou dentre os mortos, lembraram-se” do que Ele tinha dito e “creram na Escritura e na palavra de Jesus” (v.22). E, “vendo os sinais que Ele fazia”, em Jerusalém, muitos “creram no Seu nome” (v.23). O nosso entendimento muitas vezes está condicionado a acontecimentos e não às pessoas envolvidas ou ao que elas dizem. Foi após o milagre que acreditaram em Jesus. Só após a ressurreição que acreditaram em Suas palavras. Foi por ver sinais que “creram no Seu nome”. Percebem, amados?
“Mas o próprio Jesus não Se confiava a eles, porque os conhecia a todos” (v.24). Nem todos estavam realmente dispostos a segui-Lo. Sua fé era condicionada aos milagres e sinais e não na fidelidade das Escrituras e das palavras de Cristo. A Bíblia é como um contrato de casamento. Nela estão contidas todas as cláusulas irrevogáveis de um Deus que não muda (Ml.3:6). Assumir um compromisso com o Senhor requer uma confiança que não dependa das circunstâncias, mas que esteja firmada na verdade absoluta de que Ele é fiel e Sua Palavra é verdadeira, independentemente de nós mesmos ou do que aconteça.
Nós somos como aquelas talhas cheias de água à espera de uma transformação. Jesus promete nos transformar em “bom vinho” (v.10) a fim de manifestar “a Sua glória” (v.11). Está você disposto a aceitar este milagre? Então faça “tudo o que Ele vos disser” (v.5). Continue sendo reavivado por Sua Palavra e sua vida será transformada “de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18). Estamos quase nas bodas, meus irmãos! Que a nossa vida seja um milagre atual de Jesus.
Senhor, nosso Deus, necessitamos ser como aqueles servos, fazer tudo o que o Senhor nos manda. A fé foi provada ao encher as talhas com água e em levar uma amostra ao mestre-sala. Talvez, Pai, ainda não tenhamos alcançado muitos milagres porque simplesmente não faz sentido o que o Senhor nos pede para fazer. Oh, Deus amado, ajuda-nos em nossa falta de fé! Sonda o nosso coração em seus recônditos mais profundos e nos ensina a andar Contigo em completa dependência e confiança. Faze de nossa vida um verdadeiro milagre da fé. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, milagres atuais!
Rosana Garcia Barros
#João2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JOÃO 2 – Em João 1:19 a 2:25 encontramos um dos momentos mais ricos para compreender Jesus como Filho de Deus e, simultaneamente, como ser humano real e presente.
João apresenta não apenas o testemunho inicial sobre Jesus, mas também os primeiros eventos de Seu ministério público. Nota-se como a divindade e a humanidade de Cristo são reveladas em equilíbrio, oferecendo um fundamento sólido à fé cristã.
Ao ser interrogado sobre sua identidade, João Batista nega ser o Cristo, Elias ou o Profeta esperado (João 1:19-21), mas aponta para “Aquele que vem depois” dele (v. 27). João descreve Jesus como Alguém de quem não era “digno de desamarrar as correias de Suas sandálias” – um reconhecimento explícito da superioridade de Jesus em relação a ele, Alguém mais que uma distinção entre os mestres terrenos: Indicava a divindade de Jesus.
Quando João Batista finalmente viu Jesus, exclamou: “Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29). A metáfora do “Cordeiro de Deus” é o auge das práticas sacrificais judaicas (Êxodo 12, Levítico 16); refere-se ao sacrifício expiatório de Cristo pela humanidade.
O batismo de Jesus indica o início de Seu ministério público – rito tipicamente humano, associando o Divino Jesus com os pecadores que Ele veio salvar, apesar de Sua própria natureza sem mancha de pecado, confirmado pelo descer do Espírito Santo sobre Ele (João 1:29-34).
Na sequência, Jesus interage com pessoas, convida alguns indivíduos a segui-lO (João 1:35-42) e faz brilhar Sua divindade demonstrando onisciência ao identificar Natanael antes mesmo dele falar. Surpreso, Natanael pergunta como Jesus o conhece. Este ato de conhecimento sobrenatural leva Natanael a uma confissão de fé: “Mestre, Tu És o Filho de Deus, Tu És o Rei de Israel” (João 1:43-41).
• Depois disso, num contexto cotidiano de núpcias Jesus revela pela primeira vez Seu poder divino publicamente ao transformar a água em vinho (João 2:1-11).
• Logo após, no episódio do Templo Jesus demonstrou não apenas Sua humanidade, agindo com indignação justa, mas também Sua autoridade divina sobre o Templo (João 2:12-25).
Desta forma, a fé cristã repousa na confissão de que Jesus é o Verbo que Se fez carne e habitou entre nós (João 1:14), o Deus que veio para redimir e restaurar a humanidade. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.