Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: MATEUS 3 – Primeiro leia a Bíblia
MATEUS 3- COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/3
Deus disse a Jesus: “Tu és meu Filho. Eu te amo e estou satisfeito com você” uma vez no batismo de Cristo e depois novamente no Monte da Transfiguração, pouco antes de Sua crucificação.
Enquanto Jesus enfrentava anos de ódio e perseguição, seguidos de sofrimento e morte insuportáveis, deve ter sido imensamente reconfortante ter a Sua identidade proclamada publicamente, ter a certeza de que Ele era profundamente amado e saber que a Sua vida agradou ao Seu pai. Ter a aprovação de Deus – não uma, mas duas vezes – certamente deu-Lhe uma maior determinação e resiliência, não importando o quanto Ele foi mal compreendido e abusado pelas pessoas.
Nós, seres humanos, também precisamos ouvir Deus dizer: “Você é meu filho. Eu te amo e estou satisfeito com você.”
Saber que você é filho de Deus pode lhe dar uma identidade segura e um sentimento de pertencimento. Se acreditarmos que Deus nos ama profundamente, desenvolvemos uma melhor estabilidade emocional; O amor de Deus regula o nosso sistema nervoso, mesmo quando os humanos nos rejeitam. Se sabemos que Ele está satisfeito conosco, internalizamos a confiança, evitando assim o perfeccionismo e o agradar às pessoas.
Você acredita de todo o coração que Deus o ama e que Ele está satisfeito com você? Se não, por que não?
Lori Engel
Capelã, Eugene, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/mat/3
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
Filed under: Sem categoria
1178 palavras
1 João Batista. “João”, heb Yohãnãn, “Deus teve misericórdia”. A palavra “Batista” refere-se à sua vocação especial de batizar, assinalando arrependimento em preparação para a aceitação de Cristo. Bíblia Shedd.
A influência que João exercia sobre o povo se tornou tão grande que Herodes Antipas, em princípio, hesitou em fazer-lhe dano (Mt 14:1, 5; Mc 11:32), e os líderes judeus não ousavam falar abertamente sobre ele (Mt 21:26; Lc 20:6). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 300.
Deserto da Judéia. Esta expressão em geral se refere aos montes áridos e escarpados entre o mar Morto e as montanhas do centro da Palestina, uma região de pouca chuva e de poucos habitantes. CBASD, vol. 5, p. 301.
2 Arrependei-vos. Operar uma mudança radical na vida como um todo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Do gr metanoeo, literalmente, “pensar de forma diferente depois”, “mudar de idéia”, “mudar de propósito”. Inclui muito mais que a confissão de pecados, embora isso certamente estivesse incluído na pregação de João (v. 6). No sentido teológico, a palavra envolve não só mudança de pensamento, mas nova direção da vontade, uma mudança de propósito e atitude. CBASD, vol. 5, p. 301.
O reino dos céus. Mateus prefere usar “céus” ao invés de “Deus”, em deferência à prática judaica de evitar dizer o nome divino. Marcos e Lucas, que estavam escrevendo para uma audiência majoritariamente não judia, usam “reino de Deus” mais frequentemente. CBASD, vol. 5, p. 301.
A expressão significa a maneira de vida dos que se deixam dirigir por Deus em tudo. É o reino dos céus porque sua origem, seus propósitos, e seu rei, são celestiais. Bíblia Shedd.
O reino dos céus é a soberania de Deus, tanto uma realidade presente quanto uma esperança futura. A ideia do reino de Deus é fundamental nos ensinos de Jesus, sendo mencionada 50 vezes só em Mt. Bíblia de Estudo NVI Vida.
3 Voz. Mateus cita Is 40:3. Assim como João Batista foi a voz que conclamava a “preparar o caminho ao Senhor” na primeira vinda de Jesus, os seguidores de Deus, hoje, devem trabalhar para preparar Sua Segunda Vinda (ver Mat 28:19-20). Andrews Study Bible.
João representava apenas uma voz, mas ela ecoou através dos séculos, até os nossos dias. Como profeta, João foi a voz de Deus à sua geração. CBASD, vol. 5, p. 301.
A figura de linguagem usada representa os preparativos que devem ser feitos antes da vinda do rei. Quando um monarca oriental queria visitar partes de seu reino ele enviava mensageiros aos lugares a serem visitados, anunciando sua visita e ordenando aos habitantes a se prepararem para sua chegada. Os habitantes de cada distrito deviam preparar o caminho pelo qual ele passaria, visto que pouco se fazia para conservar as estradas. CBASD, vol. 5, p. 301, 302.
A preparação deveria ser moral e espiritual. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 vestes … cinto … mel silvestre. Os alimentos, as roupas e o modo de vida singelos de João eram um protesto visual conta a vida regalada. Bíblia de Estudo NVI Vida.
João era nazireu de nascimento (DTN, 102), e sua vida simples e sóbria estava de acordo com as exigências desse voto sagrado. … Contudo, não se deve concluir que ele era essênio. … Os essênios se separaram da sociedade e se tornaram ascetas. João passou tempo considerável sozinho no deserto, mas ele não era um asceta, pois de tempos em tempos se misturava com o povo, mesmo antes do início de seu período oficial de ministério (ver DTN, 102). … não há evidência histórica de que João estivesse associado a essa seita rígida. Entretanto, observam-se notáveis semelhanças entre João e os essênios. CBASD, vol. 5, p. 302.
pelos de camelo. Não pele de camelo, como imaginavam alguns, mas uma vestimenta de pelo tecida em tear. CBASD, vol. 5, p. 302.
5 Saíam a ter com ele. João se estabelece num vau natural do Jordão conhecido como “Betabara” ou “Betânia do outro lado do Jordão” (Jo 1.28), por onde tinha de passar todo israelita que demandava Jerusalém. Bíblia Shedd.
A forma do verbo grego [saíam] indica ação continuada: o povo continuava saindo. As multidões continuavam indo ao Jordão para ver e ouvir João e para serem batizadas por ele. … O fato de eles estarem dispostos a deixar seu trabalho e caminharem quilômetros pelo deserto testemunha do poderoso magnetismo da mensagem que João proclamava. CBASD, vol. 5, p. 302, 303.
7 fariseus e saduceus. Os fariseus eram um grupo legalista e separatista que guardava de modo rigoroso, porém de modo também hipócrita, a lei de Moisés e a “tradição dos anciãos” não registrada por escrito (15.2). Os saduceus eram mais mundanos e dados à política e, além disso, não eram teologicamente ortodoxos – entre outras coisas, negavam a ressurreição, os anjos e os espíritos (At 23.8) [influências helenizantes, do tempo da ocupação greco-macedônica]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 por pai a Abrão. João adverte à sua audiência e Mateus aos seus leitores que passado familiar religioso não assegura salvação. Não é um direito de nascimento. Andrews Study Bible.
A salvação não ocorre por direito de nascença (nem sequer para os judeus), mas mediante a fé em Cristo (Rm 2.28, 29; Gl 3.7,9,29). Bíblia de Estudo NVI Vida.
10 Já está posto o machado à raiz das árvores. O juízo está próximo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
11 batizo com água. Também traduzido “batizo na água”. O batismo por imersão era uma prática comum no judaísmo para não-judeus que se convertiam à religião judaica. Os Essênios, uma seita judaica, praticavam este rito como um ato simbólico através do qual as impurezas eram lavadas. Andrews Study Bible.
mais poderoso do que eu. A pregação de João era tão cheia de poder que muitos criam que ele era o Messias. Até mesmo os líderes da nação foram forçados a considerar seriamente essa possibilidade (Jo 1:19, 20). CBASD, vol. 5, p. 306.
12 A sua pá. Do gr. ptuon, uma “peneira” com a qual se levantava o grão da eira e o lançava contra o vento para tirar a palha (ver com. de Rt 3:2). O grão caía no chão e a palha era levada pelo vento e, depois, queimada. CBASD, vol. 5, p. 307.
Essa pá é para joeirar. Aqui serve de figura do dia do juízo, na segunda vinda de Cristo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
fogo inextinguível. Um fogo que não se apaga até que queime todo o combustível. Para mais sobre inferno e o fogo do inferno, ver 13:42; 25:41; Mc 9:43; Judas 7. Andrews Study Bible.
13-17 O batismo de Jesus não era para arrependimento. Era apenas um sinal de que Jesus se colocava do lado da minoria dos fiéis e que dava apoio à obra de João. Além disso, era a unção sacerdotal de Jesus, o cumprimento da cerimônia descrita em Ex 29.4-7. Bíblia Shedd.
15. Assim, nos convém. Isto é, “é adequado”, “é apropriado”. CBASD, vol. 5, p. 309.
16,17 saiu logo da água. Note que todas as pessoas da Trindade estão presentes no batismo (Jesus, sendo batizado; o Pai fala; o Espírito desce). Mateus conclui o seu evangelho com uma ênfase similar na presença dos três membros da Trindade no batismo de todos os crentes (ver 28:19). Andrews Study Bible.
17 me comprazo (ARA; me agrado, NVI). A forma verbal grega aqui empregada passa a ideia de algo interminável. Deus sempre Se agradou do Seu Filho e sempre Se agradará. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Filed under: Sem categoria
“Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judeia e dizia: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (v.1).
Após a visita dos magos em Jerusalém e a morte dos inocentes em Belém, era difícil ignorar o fato de que algo novo estava acontecendo. Apesar da indiferença dos sacerdotes e escribas e da ignorância do povo, entre muitos houve um despertamento, uma necessidade de algo maior e mais profundo; uma fome e sede daquilo que ainda não conheciam, mas que no íntimo sabiam que precisavam. Surge, então, João Batista. Um pregador “no deserto da Judeia” (v.1). Um homem diferente no que falava (v.1), no que vestia e no que comia (v.4). Sua pregação era consistente e corajosa. Havia a mais firme convicção em suas palavras, de forma que “saíam a ter com ele Jerusalém, toda a Judeia e toda a circunvizinhança do Jordão; e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados” (v.5-6).
O ministério de João consistia em preparar os corações para o ministério de Cristo. Sua obra antecedeu a revelação pública do Messias. E ainda que não revelasse isso de forma clara, sua vida era uma constante declaração de que algo grandioso estava para acontecer, mas só estariam preparados aqueles que, arrependidos, confessassem seus pecados sendo lavados pelo batismo, passando a produzir “frutos dignos de arrependimento” (v.8). Por isso que ao avistar os fariseus e saduceus, homens orgulhosos por sua posição e aparência de santidade, João não os poupou da necessária repreensão. O batista havia se tornado para eles uma nota dissonante em Israel e uma ameaça à autoridade que impunham sobre os leigos. A trama tecida em seus corações endurecidos não era outra senão calar aquela incômoda voz.
Mas o pregador messiânico sabia que ninguém poderia interferir em sua obra até que ela fosse completada. E ninguém mais do que ele desejava ver cumprido o objetivo final de sua vida na Terra. Não foram suas vestes e sua alimentação diferentes que atraíram as multidões. Mas a coerência de suas palavras com sua vida. Havia fervor e amor no que dizia e fazia. Ele olhava para o alto sempre com grande expectativa. Ele esperava Alguém divino, mas que sabia se tratar também de Alguém que calçaria as “sandálias” (v.11) da humanidade. Ao avistar Jesus, ao deparar-Se com Sua perfeita dignidade, João sentiu o peso de sua própria indignidade: “Eu é que preciso ser batizado por Ti, e Tu vens a mim?” (v.14). E as primeiras palavras de Jesus nas Escrituras revelam a base sólida do governo de Deus: “assim nos convém cumprir toda a justiça” (v.15).
O batismo de Jesus, e registro do que ali aconteceu, revela o objetivo deste símbolo: a salvação mediante a justiça de Cristo, o amor de Deus e a descida do Espírito Santo na vida. O “Espírito Santo descendo como pomba” (v.16) aponta para a Sua obra que purifica como a prata e prova como o ouro, como escreveu o salmista: “As asas da pomba são cobertas de prata, cujas penas maiores têm o brilho flavo do ouro” (Sl.68:13). No batismo, Jesus confirmou a Sua nova aliança como sinal da presença “do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt.28:20), com todo aquele que aceita ser Seu discípulo. E Ele está reunindo um povo, hoje, diferente não somente pelo que veste e pelo que come, mas por viver o evangelho em sua essência. Pessoas que, qual Filipe, são guiadas pelo Espírito Santo (At.8:29) e, qual o eunuco etíope, entendem que não podem adiar a sua entrega a Cristo: “Eis aqui água; que impede que seja eu batizado?” (At.8:36).
Amados, andar com Jesus não significa apenas pregar o evangelho e mostrar piedade. João se considerou indigno de levar as sandálias de Cristo (v.11), mas descobriria mais a frente que não apenas as levaria, mas as experimentaria. Muitos têm indagado acerca da validade e importância do batismo por imersão. Não há nada de especial nas águas do batismo. Não há uma mudança instantânea do caráter daquele que é batizado. Mas uma coisa é certa: Jesus, que não tinha pecado, foi batizado e ordenou que sejamos batizados também. Essa já deveria ser razão mais do que suficiente para todo Aquele que O ama e deseja segui-Lo.
Olhemos para as multidões no Jordão, para o eunuco etíope, para os milhares batizados no Pentecostes, para Cornélio, que foi tido por “piedoso e temente a Deus” mesmo antes de ser batizado (At.10:2). O batismo, portanto, não é um atestado de piedade, mas deve ser a confirmação de nosso compromisso com Jesus porque Ele assim nos ordenou; bem como a circuncisão na antiga aliança não era garantia de salvação, mas um símbolo de pertencimento e identidade. O batismo é a nossa certidão de nascimento no reino de Deus, que devemos conservar a cada dia mediante “o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que Ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador” (Tt.3:5). Todo aquele que se batiza, “confessando os seus pecados” (v.6), por meio da justiça de Jesus Deus lhe confere a sagrada filiação: “Este é Meu filho amado, em quem Me alegro” (v.17).
Pai Querido, como o Senhor levantou uma voz profética a fim de habilitar um povo preparado para a primeira visitação de Cristo, hoje tens uma igreja na Terra, um movimento profético, a fim de proclamar ao mundo o Teu evangelho eterno preparando o Teu remanescente para a segunda vinda de Cristo. Queremos fazer parte da Tua obra e do Teu povo. Enche-nos do Espírito Santo e capacita-nos para a missão nestes últimos dias de oportunidade. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, filhos amados do Pai!
Rosana Garcia Barros
#Mateus3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
MATEUS 3 – O livro de Mateus é distintamente judaico em seu enfoque; o escritor tinha os judeus como público-alvo. Isso se reflete nas muitas referências e menções da Torá, estabelecendo uma conexão com as Escrituras Hebraicas que os leitores tinham familiaridade.
Mateus 1 inicia com a genealogia de Jesus, prática comum no Antigo Testamento. Esta genealogia, que traça a linhagem de Jesus desde Abraão até Davi, e de Davi até o exílio na Babilônia e, finalmente, até José, o esposo de Maria, é uma forma de estabelecer a legitimidade messiânica de Jesus. Ao conectar Jesus diretamente a Abraão e Davi, Mateus está fazendo uma declaração teológica poderosa sobre a identidade de Jesus como cumprimento das promessas feitas a Abraão (Genesis 12:3) e Davi (II Samuel 7:12-16).
• Há um propósito duplo em Mateus 1: primeiro, estabelecer a conexão de Jesus com a história e a fé judaica; segundo, demonstrar que Jesus é o herdeiro legítimo das promessas messiânicas.
Mateus 2 continua a estabelecer a identidade messiânica de Jesus, agora através de eventos que cumprem profecias específicas da Torá. A narrativa do Seu nascimento em Belém ecoa a profecia de Miquéias 5:2, que Mateus cita diretamente (Mateus 2:6). A fuga ao Egito e o subsequente retorno após ouvir sobre a morte de Herodes também são apresentados como cumprimento das Escrituras, referenciando Oseias 11:1 – “Do Egito chamei o Meu Filho”. Além disso, Mateus relaciona a matança dos inocentes por Herodes, a Raquel chorando por seus filhos (Mateus 2:18; Jeremias 31:15).
• Com estas conexões, Mateus está revelando aos judeus que os eventos ao redor do nascimento de Jesus não são apenas históricos, eles estão enraizados na revelação divina.
Mateus 3 introduz João Batista, cuja missão é preparar o caminho ao Messias. Ele é apresentado como cumprimento de Isaías 40:3 – “Voz do que clama no deserto: ‘Preparem o caminho para o Senhor…” (Mateus 3:3). Tal citação valida a autoridade do Batista, como também contextualiza o ministério de Cristo profetizado. Além disso, a voz dos Céus, no batismo de Jesus, declarando: “Este é o Meu Filho Amado, de Quem Me agrado” ecoa Salmo 2:7 e Isaías 42:1, garantido que Jesus é o Messias prometido.
Mateus estabelece um fundamento sólido que une a Antiga e a Nova Aliança. Reavivemo-nos nas Escrituras! – Heber Toth Armí.