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677 palavras
1-8 A oitava visão (Zc 6:1-8) representa Deus supervisionando os negócios da terra para a realização de Seu propósito divino, como estabelecido nas visões anteriores, e garantindo a Israel o sucesso em sua missão.
5 Ventos. Do heb. ruchoth, singular ruach.
Saem. Essa passagem pode ser traduzida como na RSV: “Eles saem para os quatro ventos do céu”.
6 Terra do Norte. Devido às rotas invasoras de Babilônia entrarem na Palestina pelo norte, os babilônios tinham sido designados como um poder do norte (ver com. de Jr 1:14, 15). O termo poderia, apropriadamente, ser [também] aplicado aos persas, que tomaram os territórios de Babilônia. … A delegação para a terra do norte, possivelmente, simbolizava a influência exercida sobre os governantes do império persa para promover a obra de Deus. … A visão deve ter levado grande encorajamento aos desalentados construtores, pois deu-lhes a certeza de que a missão para a terra do norte seria bem-sucedida. … Dario emitiu um decreto logo depois, permitindo que a obra avançasse, encorajando a iniciativa com recursos públicos e ameaçando qualquer um que se opusesse (Ed 6:7-12).
7 Cavalos fortes. … a impaciência e avidez de todos os cavalos pode ter sido a intenção da representação, mostrando assim, a rapidez com que o Céu interviria para dissipar a angústia e insegurança vigentes (ver com. do v. 6).
8 Fazem repousar o Meu Espírito. “Espírito” (do heb. ruach) pode ser usado neste versículo no sentido de “vontade” ou “volição” (ver com. de Ec 12:7). A expressão pode se referir ao cumprimento da vontade de Deus na Pérsia; ou seja, a emissão de um decreto favorável aos judeus (ver com. de Zc 6:6; ver também 1:11, 15).
9 Palavra do SENHOR. Nos v. 9 a 15 é retratado um notável simbolismo da obra do Messias.
10 Recebe dos que. Nas oito visões (1:7 a 6:8), Zacarias foi apenas um observador. Pode ser que as instruções dadas ao profeta neste versículo deveriam ser realizadas como parte da cerimônia inaugural do sumo sacerdócio de Josué, no tempo em que os serviços do templo foram reiniciados.
Dos que foram levados cativos. Alguns têm sugerido que os três homens eram representantes dos judeus que ainda estavam em Babilônia e tinham voltado com ofertas para o templo.
11 Josué. Neste versículo, o sumo sacerdote representa o Messias, assim como Zacarias 3:1 a 4 ele representa o povo.
12 Renovo. Do heb. tsemach (ver com. de Zc 3:8). Uma clara profecia messiânica reconhecida como tal pelos judeus.
Brotará. Do heb. tsamach, “brotar”, “germinar”. De tsamach, é derivada tsemach, a palavra traduzida por “Renovo”.
Edificará o templo. Neste versículo, é anunciada mais do que a conclusão física do templo por Zorobabel (Ed 6:14, 15). O profeta vislumbra a casa espiritual (ver com. de Zc 6:15; cf. 1Co 3:16, 17; Ef 2:19-22; 1Pe 2:3-5; GC, 416).
13 Depois da oitava visão, o profeta apresenta uma ilustração inspirada da vinda do Messias, um “sacerdote no Seu trono” (Zc 6:13), e o ajuntamento das nações da Terra ao verdadeiro Deus (v. 15). Tudo isto [as oito visões], como explicado em 1:7 a 6:15, certamente ocorreria caso Israel diligentemente obedecesse à voz do Senhor (Zc 6:15; cf. Dt 28:1, 14; ver p. 17-21).
Sacerdote. Como Melquisedeque, que exercia o duplo ofício de sacerdote e rei (Lc 1:32, 33; Hb 5:5, 6, 10; 7:1, 2, 15-17; 8:1, 2), Cristo seria sacerdote e subiria ao “trono de Seu pai Davi”(ver Sl 110:1-4). Na época de Seu primeiro advento, Cristo Se qualificou para servir como sumo sacerdote no santuário celestial (Hb 2:17), para remover o pecado do ser humano e lhe transformar o caráter. Em Seu segundo advento, Ele virá como Rei, para reinar (ver com. de Mt 25:31).
Perfeita união. Assim se descreve a harmonia entre o Pai e o Filho para a salvação do ser humano (ver T8, 269; GC, 416, 417).
14 Coroas. Ou, “coroa”.
15 Que estão longe. Estes são os gentios que se juntariam aos judeus no reino messiânico (ver Is 11:9; 57:13). Deus está agora realizando Seus propósitos por meio do Israel espiritual (ver Ef 2:19-22; 1Pe 2:3-5; AA, 595; ver p. 15-23).
Se. Os judeus poderiam ter formado o núcleo da casa espiritual de Deus. No entanto, as promessas feitas a eles eram condicionais, como claramente indicado neste versículo. Mesmo assim, a despeito da falha humana, os propósitos da vontade de Deus avançarão continuamente e serão realizados por meio daqueles que, em cada nação, constituem Sua casa espiritual hoje (ver p. 21-23).
Referência: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1207-1209.
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“Aqueles que estão longe virão e ajudarão no edificar o templo do Senhor, e sabereis que o Senhor dos Exércitos me enviou a vós outros. Isto sucederá se diligentemente ouvirdes a voz do Senhor, vosso Deus” (v.15).
Em praticamente todas as visões de Zacarias, há uma espécie de ritual inicial, em que o profeta levanta os olhos e vê. Os seus olhos eram chamados a desviar-se da perspectiva terrestre e contemplar a celeste: “levantei os olhos e vi” (v.1). E apesar do contexto profético e da profundidade da mensagem não só para Israel, mas para a humanidade de todas as épocas, o privilégio dado a Zacarias nos é ofertado pelo exercício da fé. O desejo de Deus é que todo o Seu povo ouça a Sua voz (v.15). E para isso não precisamos ser profetas, mas homens e mulheres que, como Zacarias, apreciem levantar os olhos para contemplar as coisas do alto. O apóstolo Paulo reforça este pensamento: “Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra” (Cl.3:2).
Apesar de ser incerto o significado da oitava visão, ela começa com um detalhe que faz toda a diferença. Os quatro carros saíram “dentre dois montes” (v.1). E o verso cinco diz que os quatro carros “são os quatro ventos do céu, que saem donde estava perante o Senhor de toda a terra”. Ou seja, eles saíram da morada do Altíssimo. João também teve uma visão parecida acerca de cavalos de cores diferentes e dos quatro ventos que são contidos por quatro anjos. Interessante é que a visão de João dos quatro cavaleiros (Ap.6:1-8) é seguida da visão dos quatro ventos (Ap.7:1), indicando uma ligação entre ambas, assim como na visão de Zacarias.
A ordem dada de percorrerem “a terra” (v.7), culmina na ordem de fazer repousar o Espírito Santo “na terra do Norte” (v.8). Recém-chegados de um regime opressor, os remanescentes de Judá encontraram a oposição e a resistência daqueles que tentavam atrapalhar a reconstrução de Jerusalém e do templo. Mas Deus enviou o Seu Espírito para trabalhar no coração de Dario (“na terra do Norte”) a não somente autorizar a reconstrução, como também enviar tudo o que fosse necessário para que a obra fosse concluída (Ed.6:1-12).
A seguir, o profeta recebeu ordens divinas acerca de alguns do povo. Mesmo sendo desconhecida a genealogia destes três personagens, Heldai, Tobias e Jedaías representavam muito mais do que simples cativos judeus, mas o significado de seus nomes indicava a forma como Deus sempre teve o controle sobre o Seu povo: “os principais”, “os úteis” e “os que têm entendido” (CBASD, v. 4, p.1208). Já o nome de Josué é a forma hebraica para o nome Jesus. A coroação do sumo sacerdote Josué é um símbolo do ministério sacerdotal de Cristo e de Seu reino eterno. O Renovo (v.12) é o nosso Sumo Sacerdote, o nosso único Mediador diante de Deus (1Tm.2:5) e também é o “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap.19:16), havendo “perfeita união entre ambos os ofícios” (v.13).
O ministério aos gentios é descrito como “aqueles que estão longe” (v.15). O Messias veio para unir judeus e gentios num só propósito, o de fazer parte da “igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15). Olhar para o alto requer a coragem de aceitar as verdades eternas e perseverar com fé em defendê-las, ainda que demande a nossa própria vida. “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap.2:10) é uma promessa, mas também é um desafio; o desafio de permanecer fiel mesmo que todos ao seu redor não concordem com a sua fé. Noé aceitou este desafio e foi salvo, ele e a sua casa. Não foi sem razão que Cristo nos alertou de que os dias que antecedem a Sua vinda serão “como […] nos dias de Noé” (Mt.24:37). As pessoas “comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento” (Mt.24:38), isto é, estavam tão envolvidas com as coisas deste mundo que nem perceberam que a porta da arca já havia sido fechada.
Amados, é tempo de erguer os olhos aos céus e clamar por nossa vida! “Fugi do meio da Babilônia, e cada um salve a sua vida” (Jr.51:6). Deus está prestes a dar a ordem para que os quatro ventos sejam soltos e precisamos, hoje, estar com os olhos no Céu. Mas “isto sucederá se diligentemente” buscarmos ouvir a voz do Senhor, nosso Deus (v.15). É uma promessa condicional, que depende da sua e da minha decisão. Todo o Céu trabalha para que olhemos na direção certa. “As coroas serão” (v.14) para “os principais” aos olhos de Deus, que foram úteis em Sua obra de salvação e que entenderam que ainda não chegaram em casa. Pela graça de Deus, decida, “agora” (2Co.6:2), fazer parte do remanescente que olha para o Céu com o ardente desejo de para lá subir.
Querido Pai Celestial, nós Te louvamos pela obra de salvação através do sacrifício do Teu Filho! Pelos méritos do sangue do Cordeiro, queremos muito em breve receber a coroa da vida. Pai, que a Tua misericórdia nos alcance, que a Tua bondade nos conduza ao arrependimento e que o Teu Espírito nos transforme de glória em glória à semelhança do Teu Filho. Abre os nossos olhos para que possamos Te ver e os nossos ouvidos para Te ouvir. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, remanescente rumo ao Lar!
Rosana Garcia Barros
#Zacarias6 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ZACARIAS 6 – As visões de Zacarias e as visões de João na Ilha de Patmos possuem diversas relações, tanto temáticas quanto simbólicas, refletindo a continuidade e o desenvolvimento da revelação divina ao longo das Escrituras; por exemplo:
• Zacarias foca na reconstrução do templo e na restauração de Jerusalém após o exílio babilônico. No Apocalipse, João descreve a redenção final sobre a escravidão do pecado e a vitória de Deus sobre o mal, culminando na Nova Jerusalém.
• Em Zacarias há uma luta entre as forças divinas e as malignas na figura de Satanás opondo-se ao sumo sacerdote Josué (Zacarias 3). No Apocalipse, a batalha entre o Cordeiro e o Dragão é central (Apocalipse 12).
• Zacarias tem visões de cavalos de diferentes cores (Zacarias 1:8; 6:1-8) que representam os espíritos do Céu patrulhando a Terra. No Apocalipse, os quatro cavaleiros (Apocalipse 6:1-8) simbolizam diferentes forças influenciadoras e julgamento da terra.
• Zacarias 4 descreve um candeeiro de ouro com duas oliveiras ao lado, simbolizando a presença do Espírito Santo e os líderes de Deus – Zorobabel e Josué. No Apocalipse, João vê dois candeeiros e duas oliveiras (Apocalipse 11:4), representando as duas testemunhas de Deus.
• Zacarias 2 fala sobre a medição de Jerusalém, simbolizando sua futura proteção e glória. No Apocalipse, João vê a Nova Jerusalém descendo do Céu, uma cidade perfeita e gloriosa preparada por Deus para Seu povo (Apocalipse 21).
• Zacarias fala de Josué, o sumo sacerdote, e Zorobabel, o governador, como líderes escolhidos de Deus. Em Apocalipse, Jesus Cristo é descrito como o Sumo Sacerdote e Rei dos reis, liderando Seu povo à vitória final (Apocalipse 19).
• Zacarias dá grande ênfase na reconstrução do templo em Jerusalém como símbolo da presença e da adoração a Deus (Zacarias 6:9-15). No Apocalipse, o Templo celestial é um tema recorrente; e, no final do livro, é dito que não haverá templo na Nova Jerusalém, porque Deus e o Cordeiro estarão literalmente presentes recebendo adoração (Apocalipse 21:1-22:5).
Em Zacarias 6:12 faz-se referência ao “Renovo”, simbolizando a continuidade e a renovação da promessa divina, que será realizada plenamente no estabelecimento do reino milenar de Cristo, quando após o Milênio estabelecerá Seu Reino eterno.
Temos uma maravilhosa esperança real para ver sua concretização, a qual é um motivo especial para reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ZACARIAS 5 – Primeiro leia a Bíblia
ZACARIAS 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Zacarias 5 usa ilustrações que não fazem muito sentido para os que vivem no desenvolvido mundo moderno. Eu também não tenho certeza de quanto sentido elas fizeram para Zacarias, pois ele perguntou ao anjo “O que é isso?” (Zc 5:6). Essas visões me dizem duas coisas. Em primeiro lugar, Deus sabe que nos confundimos facilmente e quer que entendamos o que está acontecendo, tanto que ele enviou um anjo para explicar a visão a Zacarias.
Lembro-me de ensinar Provérbios 3:5,6 aos nossos filhos: “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas.” e perguntando a nossos filhos o que eles achavam que isso significava. Nosso filho mais novo respondeu: “Significa que muitas coisas confusas vão acontecer com você, mas não se preocupe com isso.” Deus promete que vai deixar claro o que Ele quer que façamos.
A outra coisa que este capítulo me diz é que Deus vai colocar uma restrição sobre o mal, assim como colocou uma tampa pesada de chumbo sobre a boca do cesto em que a mulher iníqua se assentou (ver Zacarias 5:8). Algum dia, a maldade não terá mais rédea solta.
Karen D. Lifshay
Hermiston SDA Secretário de Comunicações da Igreja, Oregon, EUA
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450 palavras
1 Tornei. Na sexta visão (v. 1-4), por meio de um rolo voante, a Zacarias é mostrado como Deus lidaria com os israelitas que se recusavam a, simbolicamente, trocar as vestes (Zc 3:4) e que se rebelavam contra a liderança do Espírito Santo (Zc 4:6; ver com. de 1:8). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1205.
Rolo. O rolo que Zacarias viu, possivelmente, era feito de couro. CBASD, vol. 4, p. 1205.
2 Comprimento. Como Zacarias conseguia estimar as dimensões, o rolo parecia estar totalmente aberto. Pela medição moderna, o rolo tinha entre cinco e dez metros. CBASD, vol. 4, p. 1205.
3 Furtar. O furto representa ofensas contra pessoas e o jurar falsamente, uma ofensa contra Deus (ver com. de Mt 5:33-37). Esses dois males foram largamente praticados contra os judeus que retornaram do exílio e, por isso, foram apontados como exemplos de um declínio geral da moralidade. CBASD, vol. 4, p. 1205.
Expulso. A fim de realizar os planos de Deus, era necessário que o Israel da restauração fosse puro. CBASD, vol. 4, p. 1206.
4 Entrar. Não há escapatória ao pecador. A maldição entrará na casa do ladrão e daquele que jura falsamente e “pernoitará” ali até que tenha realizado o seu propósito, inclusive a destruição dos ocupantes da casa. CBASD, vol. 4, p. 1206.
5 E vê que é isto que sai. A sétima visão (v. 5-11) simboliza a remoção da iniquidade da terra (ver com. de Zc 1:8). CBASD, vol. 4, p. 1206.
6 efa (ARA; NVI: “vasilha”). Referência a uma cesta, um barril comum usado como medida, cujo volume geralmente equivale a 22 l. Bíblia de Estudo Andrews.
Uma medida de volume para secos, equivalente a 22 litros. Já que um recipiente deste tamanho não seria suficiente para conter uma mulher (v. 7), alguns têm sugerido que a intenção da descrição seja a forma e não o volume. CBASD, vol. 4, p. 1206.
8 Impiedade. Esta mulher personificava a iniquidade do Israel apóstata, que Deus procurava remover. Desta forma, a visão está relacionada à anterior (ver com. dos v. 1-4). CBASD, vol. 4, p. 1206.
E a lançou. Aparentemente, a mulher tentou sair do efa [vasilha, caixa] quando a tampa foi erguida, mas o anjo a lançou de volta. CBASD, vol. 4, p. 1206.
Peso de chumbo. Isto é, a tampa de chumbo. A tampa era pesada, pois a finalidade era manter a mulher confinada dentro do efa. CBASD, vol. 4, p. 1206.
11 Sinar. Babilônia (ver com. de Dn 1:2) é representada como o local onde habitava a iniquidade. Aqueles que saíram de Babilônia deveriam deixar suas iniquidades ali. No entanto, ainda hoje há provisão para o pecado (ver Zc 3:1-5; ver com. de Zc 5:3). Assim como o povo de Deus foi ajuntado fora de Babilônia, os que estavam entre Seu povo e recusavam permitir a transformação do caráter deveriam ser ajuntados fora de Israel e retirados para Babilônia. CBASD, vol. 4, p. 1206.
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“Então me disse: Esta é a maldição que sai pela face de toda a Terra, porque qualquer que furtar será expulso segundo a maldição, e qualquer que jurar falsamente será expulso também segundo a mesma” (v.3).
Semelhante ao tempo em que Israel saiu do Egito, levando consigo os costumes e práticas pagãs daquele reino, os hebreus retornaram para Canaã com Babilônia no coração. Havia a necessidade urgente de uma reforma espiritual entre o povo, segundo o que estava escrito nas Escrituras Sagradas. Aquele rolo voante de tamanho incomum contendo uma maldição, simbolizava a urgência e a abrangência da mensagem. Ao cometerem ofensas uns contra os outros (furtar) e contra Deus (jurar falsamente), estavam transgredindo a Lei de Deus e trazendo sobre si mesmos a maldição da desobediência. Como uma continuação da anterior, a sétima visão esclarece melhor a razão da maldição e o desejo de Deus de remover a iniquidade e a impiedade do meio de Seu povo.
A primeira maldição foi proferida contra Caim após assassinar o seu irmão (Gn.4:11). Em direta oposição à Lei de Deus, Caim rejeitou o apelo divino e seu ato criminoso deixou bem claro de que o caráter do Senhor revelado nos dez mandamentos sempre foi conhecido até mesmo pela primeira família da Terra. Zacarias viu a maldição proveniente da quebra da Lei divina, algo que precisava ser visto por todos antes que suas obras testificassem o mesmo teor do primeiro homicida. Existe uma medida limite para a iniquidade, e o Senhor põe sobre ela uma “tampa de chumbo” (v.7), segurando os ventos da impiedade “entre a terra e o céu” (v.9), até que se complete “o número dos que foram selados” (Ap.7:4).
O caráter santo de Deus manifestado em Sua santa Lei foi por séculos transmitido de geração em geração pelos lábios de Adão. Foi quando Enoque experimentou a paternidade pela primeira vez, quando seu coração ficou enternecido pelo amor de seu filho e por seu filho, que pôde melhor compreender o amor de Deus contido em Suas palavras. Tornou-se fácil para ele rejeitar a impiedade que já se instalava na geração antediluviana a fim de desfrutar da constante companhia de seu Pai do Céu. A obediência era tão-somente fruto de um relacionamento baseado no amor e na confiança. Enoque experimentou, mesmo em uma terra já manchada pelo pecado, o gozo que Adão e Eva sentiram quando caminhavam lado a lado com o Criador no Éden.
Por algum motivo as gerações após Noé foram abandonando a antiga educação das primeiras gerações de Adão, esquecendo-se do Criador e do propósito de replicar as Suas leis. Mesmo pela renovação da aliança com Abraão, Israel se deixou corromper com os pecados do Egito e houve a necessidade de gravar em tábuas de pedra o que haviam apagado de seus corações. Através da manifestação gloriosa de Deus, os dez mandamentos foram entregues a Moisés contendo os princípios que devem nortear a vida do cristão, e o povo foi instruído novamente a retornar ao método de ensino da família de Adão (Dt.6:4-9). Como Enoque olhou para seu filho e nele viu um símbolo do amor de Deus, precisamos olhar para o Filho de Deus a fim de compreendermos o amor divino contido em Sua Lei. Precisamos trazer à lembrança que foi por nossos pecados, ou seja, a quebra da Lei de Deus (1Jo.3:4), que “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-Se Ele próprio maldição em nosso lugar” (Gl.3:13).
Não haverá desculpas para os transgressores no Dia do Senhor. Antecipando a Sua aparição, Cristo revelará diante de toda a Terra as tábuas de Sua Lei em tamanho que todos possam ler, e não haverá um impenitente sequer que olhando para si não admita: “Isto é a impiedade” (v.8). As mesmas vestes de pureza com que Josué foi vestido lhes foram oferecidas com constantes rogos, e todas as oportunidades rejeitadas passarão como um filme em suas mentes perturbadas pela certeza da iminente maldição. Não se arrependeram nem confessaram a Jesus as suas iniquidades e terão de suportar por um tempo a terrível angústia que palavra alguma pode descrever. Mas este tempo ainda não chegou, amados. Louvado seja Deus por Sua longanimidade que espera, quem sabe, pela minha e pela sua inteira entrega! Existem três mensagens angélicas sendo erguidas bem alto com palavras que possam “ler até quem passa correndo” (Hc.2:2).
Qual tem sido a nossa resposta frente a este tempo estendido de graça? Que pelo poder do Espírito Santo, sejamos encontrados por Jesus como Enoque, andando com Ele porque O amamos. E disse Jesus: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo.14:15).
Nosso Pai amado, quantas advertências mais terás que nos dar, e quanto tempo mais a impiedade se prolongará por causa de nossa demora em entender que precisamos entregar o nosso coração por inteiro ao Senhor? Ajuda-nos a levantar nossos olhos e contemplar o Teu Filho, e, por Seu amor, sermos transformados! O andar de Enoque Contigo é tudo o que precisamos; um andar guiado pelo Espírito Santo! Continua iluminando a nossa vida com a Tua Palavra. Dá-nos a perseverança dos santos! Dá-nos a mente de Cristo! Nós Te amamos, nosso Pai! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, aqueles que amam a Deus!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Zacarias5 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ZACARIAS 5 – O contexto histórico de Zacarias é crucial para compreender suas mensagens. O profeta é contemporâneo de Ageu, e ambos enfrentam o desafio de revitalizar a comunidade no processo da reconstrução do Templo e na restauração espiritual, após o retorno dos judeus do cativeiro babilônico. As visões de Zacarias servem tanto como advertências quanto como mensagens de esperança, incentivando o povo a afastar-se do pecado e a confiar na intervenção divina para sua restauração.
“Algo particularmente interessante nos escritos de Zacarias é o registro das oito visões, cheias de imagens dramáticas (Zc 1:7-21; 2:1-13; 3:1-10; 4:1-14; 5:1-11; 6:1-15). Essas imagens e outros aspectos da obra do profeta, tanto nas visões como nos oráculos que se seguem (Zc 9:1-11:17; 12:1-14:21), são elementos de um tipo especial de profecia, descrita tecnicamente como ‘apocalíptica’. Esses elementos incluem o uso abundante de animais simbólicos, intervenções dramáticas e impressionantes de Yahweh na história humana, cenas bizarras de vasos e rolos voadores etc. Essa linguagem apocalíptica já fora empregada antes por Ezequiel e até mesmo por Isaías, mas nenhum profeta supera Zacarias no uso desse método de revelação” (Luter Boyd).
As visões de Zacarias 5 são complexas e ricas em simbolismos, que refletem tanto o contexto histórico de seu tempo quanto temas teológicos profundos:
• A primeira visão do pergaminho voador (vs. 1-4) destaca a condenação do pecado, especificamente o perjúrio e o roubo, indicando um julgamento iminente e abrangente sobre os pecadores.
• A segunda visão da mulher dentro de um cesto (vs. 5-11) simboliza a iniquidade sendo retirada de Israel, enfatizando a purificação e restauração da comunidade.
Teologicamente, Zacarias 5 confronta-nos com a seriedade do pecado e a inevitabilidade do julgamento divino, mas também nos oferece uma visão da graça purificadora de Deus. O rolo/pergaminho voador é um lembrete de que a Lei de Deus ainda é a norma válida pela qual a humanidade é medida, e que a violação desta Lei tem sérias consequências. A mulher no cesto, por outro lado, ilustra a remoção do pecado do povo de Deus, apontando para a promessa divina de purificar o povo e restaurar a justiça.
Assim, Zacarias 5 nos desafia a refletir sobre a santidade e a justiça de Deus, bem como Seu compromisso contínuo em nos redimir! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: ZACARIAS 4 – Primeiro leia a Bíblia
ZACARIAS 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/zc/4
O profeta é despertado. De fato, Israel estava num sono profundo. Em vez de cumprir o seu chamado de apresentar ao Senhor as nações vizinhas, Israel dormiu na certeza de que foram escolhidos por Deus. Eles pensaram que estavam seguros e fortes porque o Senhor estava ao seu lado. Eles se consideravam poderosos o suficiente para reconstruir o templo como sinal de seu orgulho e glória.
Às perguntas do profeta a respeito do candelabro e das duas oliveiras, o Senhor respondeu: “Não sabeis o que são estas?” Esta é a luz que você deveria deixar brilhar ao seu redor. Uma luz para as nações. A luz que vem do Espírito Santo. Para você pode parecer uma coisa pequena que as nações retornem para Mim, comparado aos seus sonhos de glória nacional refletidos na reconstrução do templo.
Você quer poder? Há poder nas duas fontes ungidas que alimentam o candelabro. Se você permanecer conectado a eles, você brilhará. Minha glória será a sua glória. Sua honra se tornará minha honra. Você verá o fruto do seu esforço, como um sinal de que estou com você. Conecte-se à Fonte! Hoje!
Cristian Dumitrescu
Professor de Estudos Interculturais, Missiologia e Pesquisa.
Editor do Journal of Asia Adventist Seminary (JAAS).
Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados (AIIAS) Filipinas
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/zec/4
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli