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548 palavras
1 A palavra do SENHOR. Os v. 1 a 8 descrevem a promessa de Deus de estar com Seu povo numa Jerusalém completamente restaurada e habitada.
3 Monte santo. Usado neste versículo como sinônimo para Jerusalém (ver Is 27:13; 66:20).
4 Ainda. Os v. 4 a 15 descrevem como Jerusalém teria sido ao longo dos séculos (ver p. 14-17). Era desígnio de Deus que o Israel restaurado aceitasse o glorioso destino planejado para ela havia muito tempo. Se eles estivessem dispostos a trabalhar em harmonia com os propósitos celestiais, a prosperidade temporal e o poder espiritual, descritos neste versículo, teriam sido para eles uma realidade. Jerusalém “teria permanecido de pé no orgulho de sua prosperidade, rainha dos reinos, livre na força do poder dado por seu Deus” (DTN, 577). No entanto, as promessas estavam “condicionadas à obediência” (PR, 704), e Israel falhou em cumprir o propósito divino (ver p. 17-20).
Por causa da sua muita idade. Literalmente, “com uma infinidade de dias”. A longevidade teria sido a recompensa pela obediência (ver Gn 15:15; Êx 20:12; Dt 4:40; Sl 91:16; ver com. de Is 65:20; ver também p. 14). A morte prematura era considerada um castigo pelo pecado (ver Sl 55:23).
5 Meninos e meninas. Um sinal de crescimento populacional saudável e do restabelecimento da segurança (ver Os 1:10).
7 Salvarei. Deus salvaria Seu povo disperso e o levaria (v. 8) novamente à sua própria terra. Uma vez mais eles habitariam em paz e segurança e seriam “Meu [do Senhor] povo”(v. 8).
Da terra do Oriente e da terra do Ocidente. As duas direções mencionadas neste versículo simbolizam extensão universal (ver Sl 50:1; Ml 1:11; Mt 8:11).
8 Meu povo. Uma garantia de que a aliança seria renovada (ver Jr 31:33).
9 Sejam fortes as mãos. Uma ordem para serem corajosos (ver Jz 7:11; Is 35:3).
Nestes dias. Aquele tempo contrastava com o tempo dos “profetas que nos precederam” (Zc 7:7). Os profetas mencionados neste versículo, Ageu e Zacarias, exortaram os exilados que haviam retornado a lançar a “fundação” do templo e reconstruí-lo (Ed 6:14; PR, 573-578, 596).
10 Antes daqueles dias. Uma alusão ao tempo de inação (ver Ed 4) que se seguiu ao lançamento da primeira fundação do templo, depois do retorno do cativeiro. Não havia “aluguel” (ARC), isto é, não havia “salário” (ARA), porque a terra não produzia e prevalecia a pobreza extrema (ver Ag 1:11; 2:17).
11 Não serei. Devido ao novo empenho na obra de restauração, a atitude de Deus com respeito ao “restante” mudou (ver Ag 2:18, 19). “Como nos primeiros dias”se refere ao período de inatividade mencionado no v. 10.
12 Haverá sementeira. As colheitas estariam a salvo da apropriação do inimigo (ver Lv 26:16) e prosperariam (ver ARC; ver Lv 26:4-6).
13 Casa de Judá. O fato de tanto a casa de Judá quanto a de Israel serem mencionadas mostra que a nação restaurada seria composta de descendentes das 12 tribos (ver Jr 50:17-20, 33, 34). Parece claro que retornaram alguns de cada uma das 12 tribos (ver com. de Ed 6:17).
Maldição. Ver Jr 24:9.
19 Jejum. Referindo-se novamente à questão original (ver Zc 7:3, 5), Deus declara que estes jejuns em memória das calamidades passadas seriam transformados em ocasiões jubilosas. Os jejuns do “quarto” e do “quinto” mês (tamuz e abibe) seriam [provavelmente eram] memoriais da tomada e destruição de Jerusalém pelos babilônios (ver 2Rs 25:1-9; Jr 52:12-16); o do “sétimo” mês (tisri) talvez fosse do assassinato de Gedalias e da fuga para o Egito (ver 2Rs 25:22-26; Jr 41:1, 2; cf. Zc 7:5); e o do “décimo”mês (tebete), possivelmente, seria memorial do tempo quando Nabucodonosor iniciou o cerco a Jerusalém (ver 2Rs 25:1, 2; Jr 52:4).
20 Povos. A excelente condição de Israel seria uma demonstração a todas as nações dos benefícios e resultados da adoração sincera a Yahweh. Em consequência da demonstração, muitas dessas nações seriam levadas a adorar ao Senhor.
22 Buscar … ao SENHOR. Maravilhosos teriam sido os resultados caso os israelitas, em seu retorno do exílio, tivessem cumprido seu glorioso destino. Toda a terra teria sido preparada para o primeiro advento de Cristo (ver p. 16, 17; PR, 704).
23 Todas as línguas das nações. Representando um movimento universal.
Pegarão. Uma ilustração adicional enfatizando a extensão do movimento missionário. É trágico que os israelitas tenham desistido de seu “glorioso destino e que, de modo egoísta, tenham conservado para si aquilo que teria levado cura e vida espiritual a incontáveis multidões” (PR, 705).
A lição é para o “Israel de Deus” (Gl 6:16). Deus agora cumpre Seus propósitos por meio do novo Israel (ver p. 21, 23). Seus filhos disseminarão a luz da verdade a todas as nações (Ap 14:6). Eles devem tornar a religião de Jesus Cristo tão atrativa na vida pessoal que outros sejam atraídos a render a vida ao Salvador. A igreja de Deus deve agora ser uma bênção ao mundo (Zc 8:13).
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“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis que salvarei o Meu povo…” (v.7).
Após uma dura e necessária repreensão, Zacarias declarou uma mensagem de restauração e de salvação à nação teimosa. Os “grandes zelos” (v.2) do Senhor por Seu povo fariam de Jerusalém “a cidade fiel” (v.3), morada do Senhor dos Exércitos. Então, há uma descrição sobre as praças da cidade, que seriam tanto de repouso para “velhos e velhas” (v.4), como lugares de brincadeiras cheios de “meninos e meninas” (v.5). Ou seja, seria um lugar abundante de paz e de alegria, um lugar seguro e “maravilhoso” (v.6) de se viver.
Por várias vezes o sonoro e poderoso “Assim diz o Senhor”, foi dito pela boca do profeta como um sinal indicativo de que cada promessa de restauração continha a inconfundível assinatura do Deus de Israel. E em Seu profundo amor por Seu povo, o bom Pastor prometeu salvá-lo e trazer de volta todas as Suas ovelhas, “da terra do Oriente e da terra do Ocidente” (v.7), reunindo um só povo sobre o qual reinaria “em verdade e em justiça” (v.8).
A bênção e a provisão de Deus na reconstrução do templo deveria ser motivo para lhes fortalecer a fé. A força das mãos era uma referência ao trabalho. O labor penoso e escravo de antes (v.10) daria lugar à abundante colheita “de paz” (v.12). A maldição se tornaria em bênção (v.13). O exílio acabaria de uma vez por todas. Não haveria mais o que temer (v.15). Entretanto, após estas notícias sobremodo maravilhosas e a promessa de uma terra restaurada, segue-se uma pequena lista de condições. Vejamos:
1. “Falai a verdade cada um com o seu próximo” (v.16);
2. “Executai juízo nas vossas portas, segundo a verdade, em favor da paz” (v.16);
3. “Nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu próximo” (v.17);
4. Não “ame o juramento falso” (v.17);
5. “Amai, pois, a verdade e a paz” (v.19).
Que listinha mais intrigante, não é mesmo? Dá para notar qual era o principal pecado entre o povo de Deus: a maledicência. E só para não restar dúvida alguma acerca do que Deus pensa sobre este pecado, ainda terminou, dizendo: “porque a todas estas coisas Eu aborreço, diz o Senhor” (v.17). Ou seja, são atitudes que Ele abomina e que não admite no meio do Seu povo. O Senhor estabeleceu critérios de comportamento para que, por meio de relacionamentos saudáveis e pacíficos, Jerusalém fosse uma bênção não somente para seus habitantes, mas para outros “povos e habitantes de muitas cidades” (v.20), que, tomando conhecimento do amor que dali transbordaria, fossem buscar a Deus e “suplicar o favor do Senhor” (v.22).
Sobre o pecado da língua, Tiago escreveu: “Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade […] e contamina o corpo inteiro” (Tg.3:6). Se lermos a lista de pecados que Paulo elencou como a causa dos “tempos difíceis”, “nos últimos dias” (2Tm.3:1), veremos que praticamente todos, senão todos eles, estão relacionados com a forma com a qual lidamos uns com os outros. Foi por meio deste instrumento diabólico que Satanás causou divisão entre os seres celestiais e fez cair terça parte dos anjos com ele (Ap.12:4 e 9). E tem sido através desta mesma estratégia que ele tem destruído casamentos, famílias e até mesmo igrejas.
O chamado do Senhor para o Seu povo continua sendo o mesmo, amados. Se Israel tão somente cumprisse com o dever do amor mútuo, o dever se tornaria em prazer e, onde houvesse um judeu, haveria “dez homens, de todas as línguas das nações”, lhe dizendo: “Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco” (v.23). Nestes últimos dias, Deus têm preparado um povo peculiar que, despertado do sono e cheio do Espírito Santo, têm compreendido que, de nada vale uma vida religiosa se esta não for o modelo estabelecido por Seu Mestre e supremo Exemplo: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35). Fora disto, não há restauração e muito menos salvação.
Não é fácil refrear o que Bíblia chama de “mal incontido” (Tg.3:8). E quão difícil é dominar os nossos pensamentos críticos e a nossa mente repleta de julgamentos e desconfianças. Por isso a importância da oração e do contato diário com as Escrituras Sagradas. O íntimo relacionamento constante com Deus resulta em um amor pelo próximo, “sem hipocrisia” (Rm.12:9). Precisamos pedir sempre, em atitude de vigilância, que o Espírito Santo derrame em nosso coração “o amor de Deus” (Rm.5:5), e faremos parte de um povo que não pode ser confundido.
Como Daniel, oremos amados: “Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa, ó Senhor, atende-nos e age. Não Te retardes, por amor de Ti mesmo, ó Deus meu. Porque a Tua [igreja] e o Teu povo são chamados pelo Teu nome” (Dn.9:19). Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, discípulos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Zacarias8 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ZACARIAS 8 – Este capítulo é uma profecia de restauração e bênção para o povo de Deus. Ele é dividido em várias partes:
• O zelo de Deus por Sião e Sua indignação contra aqueles que a oprimem (Zacarias 8:1-2).
• Deus promete retornar a Jerusalém, fazer dela uma cidade fiel e reunir Seu povo; segurança e prosperidade serão restauradas (Zacarias 8:3-8).
• O povo é exortado a ser forte e cumprir os mandamentos de justiça, verdade e paz (Zacarias 8:9-17).
• Na restauração provida por Deus, os jejuns de tristeza se transformarão em ocasiões de alegria e festividade (Zacarias 8:18-19).
• O auge da atuação divina será quando as nações forem a Jerusalém buscar ao Senhor e reconhecer Sua presença entre o povo (Zacarias 8:20-23).
Salientamos sistematicamente os resultados da futura restauração prometida por Deus ao Seu povo:
• Sua presença em Jerusalém: Deus habitará nessa cidade novamente, tornando-a uma cidade santa (Zacarias 8:3)
• Prosperidade e segurança: As ruas de Jerusalém estarão cheias de idosos e crianças, simbolizando prosperidade e segurança (Zacarias 8:4-5).
• Reunião do povo disperso: Deus trará Seu povo de volta das terras do Oriente e do Ocidente (Zacarias 8:7-8).
• Transformação de jejuns em festas: Os jejuns originários da babilônia pela destruição do templo se transformarão em tempos de alegria e celebração (Zacarias 8:19).
• Paz e verdade: O povo será incentivado a viver em paz e justiça, e a verdade será exaltada (Zacarias 8:16-17).
• Atração das nações: As nações e povos poderosos virão a Jerusalém para buscar a Deus (Zacarias 8:22-23).
O capítulo revela razões para o desânimo religioso e também fornece antídotos para combatê-lo:
• A destruição da obra de Deus, dos monumentos sagrados e das nossas moradias causam desânimo e desconfiança de restauração; resistência e hostilidade de inimigos vizinhos minam a confiança do povo de Deus frente a investidas em prol da restauração; e, a lentidão da reconstrução física e espiritual ou as dificuldades geram frustrações.
• Porém, Deus está atento e apresenta o antídoto para o desamino. 1) Confiança em Suas promessas de restauração e bênçãos (Zacarias 8:13-15); 2) Fidelidade aos princípios de justiça (Zacarias 8:16-17); 3) Permitir que Deus transforme tristezas em alegrias com Sua presença e promessas (Zacarias 8:19); e, manter a esperança de restauração mundial gloriosa (Zacarias 8:22-23).
Então, troquemos o desânimo pela reavivamento! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ZACARIAS 7 – Primeiro leia a Bíblia
ZACARIAS 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/zc/7
A palavra de Deus tem poder para revelar o próprio Deus a nós. Tem o poder de elevar nossos pensamentos, encorajar e confortar-nos quando estamos deprimidos. A palavra de Deus tem poder para mostrar como realmente somos e nos inspirar a sermos diferentes.
No entanto, se endurecermos nossos corações como uma pedra, eventualmente a palavra da Torá (a Lei, os escritos de Moisés) não poderá penetrar em nós. Esse era o problema do antigo Israel. Se recusarmos a valorizar a lei de Deus e ouvir aos Profetas, que nos foram dados pelo Espírito do Senhor, seremos responsáveis pelas consequências (Zc 7: 11-12).
Zacarias traz a mente daquelas pessoas de volta à condição que resultou na destruição do Templo e fez com que fossem levados cativos. Eles eram injustos em seus julgamentos, não mostravam benevolência e compaixão para com as pessoas do seu povo e oprimiam aos necessitados.
Estamos bem perto da segunda vinda de Jesus. Ao ouvirmos a voz do profeta hoje, é hora de retornarmos a Deus com um espírito contrito.
Sook-Young Kim
Universidade Nacional de Kyungpook
Sangju, Coreia do Sul
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/zec/7
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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556 palavras
1 Aconteceu, pois (ARC). Os v. 1 a 3 falam de uma delegação proveniente de Betel (ver com. do v. 2) para perguntar se o jejum comemorativo da calamidade de Jerusalém ainda devia ser mantido.
Quarto ano. A data apresentada neste versículo pode ser calculada como 7 de dezembro de 518 a.C. (ver vol. 3, p. 89), aproximadamente dois anos depois das visões anteriores terem sido dadas (Zc 1:1, 7). Já que em mais dois anos o templo estaria terminado (ver Ed 6:15), a obra de reedificação estava bem avançada. Os sacerdotes já estavam “na Casa do SENHOR”(ver Zc 7:3). Devido a essas perspectivas otimistas, a pergunta surge, naturalmente, para se descobrir se o jejum instituído sob condições aflitivas ainda deveria ser observado.
2 Sarezer. Um nome babilônico… . O nome estrangeiro indica que Sarezer nasceu no exílio.
Suplicarem. … suavizar, afagando o rosto, colocando-o numa posição gentil; e daí resulta o significado “tornar alguém agradável”.
3 Sacerdotes. Estes deveriam ser os intérpretes da lei (ver Ag 2:11).
Continuaremos nós a chorar, com jejum … ? O jejum (ver v. 5) mencionado neste versículo servia como memorial da destruição de Jerusalém por Nabucodonosor no quinto mês, de 586 a.C. (2Rs 25:8, 9; Jr 52:12-14; ver com. de Zc 8:19).
Com jejum. Isto é, abster-se do alimento e das diversões.
5 Todo o povo. A resposta era do interesse de todos, não apenas dos de Betel.
Sétimo mês. De acordo com a tradição, este jejum era um memorial ao assassinato de Gedalias (ver 2Rs 25:22-26).
Setenta anos. Desde 586 a.C., o ano da destruição de Jerusalém (2Rs 25:1-4), até aquele presente momento (ver com. de Zc 7:1) passaram-se aproximadamente 70 anos (ver vol. 3, p. 89-91). Isto é, se contado de outono a outono, seria de 587/586 a 518/517, 70 anos inclusivos (ver vol. 3, p. 89).
Para Mim. Os jejuns eram invenções humanas e não cumpriam nenhuma ordem divina. Eles não eram motivados por verdadeiro arrependimento pelos pecados que levaram à destruição da cidade e do país.
6 Para vós mesmos. Isto é, sem considerar a Deus (ver 1Co 11:17-22).
7 Não ouvistes vós … ? Várias vezes, os “profetas que nos precederam”advertiram a não confiar apenas na observância de cerimônias externas (1Sm 15:22; Pv 21:3; etc.).
Em paz. O contraste entre a prosperidade anterior e a humilhação presente dos israelitas era uma triste recordação do que perderam por causa da desobediência.
Campina. Sefelá (ver com. de Js 15:33). Neguebe [ou Neguev, deserto ao sul] e Sefelá formavam duas das três regiões da Judéia, sendo a terceira, a região “montanhosa”ao redor de Jerusalém (ver com. de Jz 1:9).
9 Executai juízo verdadeiro. O profeta enumera vários aspectos da justiça moral como tinham sido ordenados com frequência (ver Êx 23:6-8; Is 32:7; Jr 22:3; Mq 2:1, 2).
10 Não oprimais. Ver Êx 22:22-24; Dt 10:18, 19; Is 58:5-7; Jr 7:5, 6. [NC: Os versículos 9 e 10 merecem atenta consideração do leitor].
11 Não quiseram me atender. Como um boi que se esquiva do jugo que está sendo colocado sobre seu pescoço (ver Ne 9:29; Os 4:16).
Ensurdeceram. Eles foram completamente indiferentes à vontade de Deus.
12 Diamante. Um coração de pedra não é facilmente influenciável. Os mais fortes apelos não despertam qualquer resposta. A ação foi deliberada, uma ação da vontade.
13 Eu clamei. isto é, o Senhor. Os severos castigos que sobrevieram ao povo poderiam ter sido evitados. Quando ficou evidente que a disciplina do exílio seria necessária a fim de realizar uma reforma moral, o clamor para a remoção do castigo foi ignorado (ver PR, 292; Is 65:12-14; 66:4).
14 Espalhei-os. A desobediência e apostasia resultaram no cativeiro babilônico.
Eles não conheceram. Ver Dt 28:33, 49; Jr 16:13.
Assolada. Ver Jr 9:9-16.
Terra desejável. Ver Dt 8:7-10; Sl 106:24; Jr 3:19; Ez 20:6.
Referência: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1210-1212
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“Assim falara o Senhor dos Exércitos: Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e misericórdia, cada um a seu irmão” (v.9).
Durante os anos de exílio, alguns do povo “foram enviados […] para suplicarem o favor do Senhor” (v.2). Até que, após os setenta anos, eles questionaram aos sacerdotes até quando continuariam com aquela prática. O Senhor falou por intermédio de Zacarias, e disse: “Quando jejuastes e pranteastes […] acaso foi para Mim que jejuastes, com efeito, para Mim?” (v.5). Em tempos de paz, Deus enviou os Seus profetas para anunciar a Sua vontade, “porém, não quiseram atender e, rebeldes, […] deram as costas” ao Senhor “e ensurdeceram os ouvidos, para que não ouvissem” (v.11).
Não foi a prática do jejum que foi desconsiderada por Deus, mas a intenção em praticá-lo. Mesmo afastados do Senhor, a observância de alguns rituais religiosos não cessou e, de contínuo, ainda jejuavam. No entanto, apesar de julgarem ter “prazer em se chegar a Deus” (Is.58:2), suas atitudes não tinham qualquer harmonia com sua religião. O jejum havia perdido totalmente a sua finalidade e foi transformado em aparência de santidade. Era um jejum orgulhoso. Erguiam suas orações com polida oratória enquanto seus corações tramavam o mal “contra o seu próximo” (v.10).
Era comum o jejum realizado no sábado, mas não como um sinal de arrependimento e contrição, e sim como um mostruário de “santos” que jejuavam “para contendas e rixas” (Is.58:4). Certa vez ouvi uma frase que me impactou profundamente: “Nós [cristãos] somos o único exército em que os soldados lutam entre si”. Vocês percebem a seriedade disso? O Senhor nos diz: “Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e misericórdia, cada um a seu irmão” (v.9). Temos realmente praticado o “assim diz o Senhor”? Temos verdadeiramente jejuado para a glória de Deus e benefício de nossos semelhantes?
O grande e maior perigo que nos cerca não está associado às catástrofes naturais, nem tampouco à violência humana, mas ao que Cristo mesmo nos alertou: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24:12). A prática de qualquer dos mandamentos de Deus consiste em amar. Vejamos o que o apóstolo Paulo escreveu em Romanos 13:10: “O amor não pratica o mal contra o próximo, de sorte que o cumprimento da lei é o amor”. Se o que fazemos o fazemos com o fim de sermos vistos pelos outros, não receberemos o galardão de Deus (Mt.6:1).
Entendem, amados? Jesus manifestou o amor ao praticar cada um dos mandamentos de Seu Pai (Jo.15:10). Ele não veio revogar (Mt.5:17-18) o que Ele mesmo instituiu, mas veio para nos dar o exemplo de como cumprir com o nosso dever (Ec.12:13). Jesus não escolheu o templo para jejuar diante de todos, mas foi “levado pelo Espírito ao deserto” (Mt.4:1). Ele não disse para divulgarmos nossas boas obras, mas que a nossa ajuda ao próximo “fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt.6:4). Até sobre a prática da oração, Ele nos diz: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt.6:6).
Há recompensa para aqueles que ouvem as palavras de Deus e as praticam. Mas o “coração duro como diamante” (v.12) não é humilde para reconhecer os seus erros e pedir perdão; só jejua e ora pelo que julga ser importante aos próprios olhos. Notem que aquele grupo de judeus não apenas jejuava, mas também chorava (v.3). Muito em breve, Jesus enxugará “dos olhos toda lágrima” (Ap.21:4), mas não as lágrimas derramadas por motivos egoístas. Há bênçãos sem igual reservadas não para os frios legalistas, mas para os verdadeiros adoradores de Deus, que é o próprio amor (1Jo.4:8). Jejuar para interceder e observar a lei do Senhor executando “juízo verdadeiro” com “bondade e misericórdia” (v.9), é a maior declaração e demonstração de amor que podemos dar a Deus e ao nosso próximo. E é exatamente isso que o Senhor espera de Seu povo nestes últimos dias. Mas devemos fazê-lo da forma que Ele nos orienta em Sua Palavra.
Quantos anos ainda perderemos derramando lágrimas e erguendo clamores que o Senhor não ouve (v.13)? Quando o remanescente do Senhor se levantar como um genuíno povo de oração e quando o amor for a essência de sua religião, haverá um reavivamento tal que, semelhante a Estêvão, o mundo não poderá resistir “à sabedoria e ao Espírito” pelo qual falaremos (At.6:10). Que a nossa oração hoje, e a cada dia, seja por um coração semelhante ao de Cristo: “manso e humilde” (Mt.11:29).
Santo Deus, nós reconhecemos que só há amor em Ti, só há justiça em Ti, só há humildade em Ti. Concede-nos um coração manso e humilde como o de Jesus! Que perseveremos em dEle aprender, olhando para Ele, buscando nEle tudo o que precisamos para andar Contigo e permanecer em Tua santa presença. Livra-nos de uma vida de hipocrisia, Senhor! Queremos Te adorar em espírito e em verdade, na beleza da Tua santidade. Ajuda-nos a Te amar e amar o nosso próximo como está escrito, segundo Cristo nos deixou exemplo. Que o jejum e a oração sejam atos de amor em nossa vida. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, povo que ora, jejua e ama!
Rosana Garcia Barros
#Zacarias7 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ZACARIAS 7 – Quando se estuda correta e profundamente a Bíblia como revelação autorizada de Deus aos seres humanos percebe-se que a verdadeira religião está no coração submisso, não em rituais vazios. Além disso, a justiça e a misericórdia são marcas de um coração alinhado com Deus.
Na verdade, é claro na Bíblia que Deus rejeita o culto sem a prática da piedade e da compaixão. Zacarias 7 é um capítulo que veementemente alerta contra a prática de rituais religiosos sem uma verdadeira transformação de caráter e ações justas.
Segundo o profeta Zacarias, poademos concluir que jejuar religiosamente sem promover justiça e amor ao próximo não é meramente perca de tempo, é hipocrisia – ritual vazio que Deus abomina.
• Deus sempre chama Seu povo a uma vida de integridade e compaixão.
• A vida piedosa é marcada por honestidade e cuidado aos outros.
Zacarias alerta para o perigo de ignorar as necessidades e dores alheias, o que desagrada a Deus. Isso está bem claro desde o início, quando Caim questiona a Deus revelando sua indiferença: “Sou eu o responsável por meu irmão?” (Gênesis 4:9). A religião de Caim promove a injustiça, a indiferença, a crueldade, a imoralidade e a rebeldia (I João 3:12; Judas 11). Muitos são os que trilhavam essa religião após o cativeiro babilônico no contexto de Zacarias, e hoje não é diferente – infelizmente!
Zacarias mostra que a indiferença ao sofrimento dos outros é uma ofensa a Deus. Por isso, a narrativa sagrada encoraja os crentes a demonstrarem sua fé através de atos tangíveis de justiça e bondade para com os outros (Miqueias 6:8; Tiago 1:27).
A adoração genuína, segundo Zacarias 7, é demonstrada através de ações que refletem o caráter de Deus: justiça, misericórdia e compaixão. Deus não deseja meramente louvor e adoração externa, mas um coração inteiramente comprometido com Seus princípios e valores. Os sistemáticos dizimistas da época de Cristo receberam a seguinte advertência de Cristo: “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês dão o dízimo da hortelã, do entro e do cominho, mas têm negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vocês devem praticar estas coisas, sem omitir aquelas” (Mateus 23:23).
Sendo assim, há muitos religiosos hipócritas. Reavivemo-nos para não sermos também! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ZACARIAS 6 – Primeiro leia a Bíblia
ZACARIAS 6 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/zc/6
Muita coisa aconteceu nos cinco anos necessários para reconstruir o templo. Satanás fez tudo o que pôde para evitar que o trabalho fosse concluído. Então, o que os cavalos de várias cores têm a ver com isso? Esses cavalos e carruagens simbolizam as inteligências celestiais que trabalham a favor daqueles que se entregam para realizar a obra de Deus. O novo decreto do rei Dario reforçou o decreto original dado por Ciro. Além de fornecer dinheiro e materiais, este decreto ameaçava aqueles que se opunham à obra de Deus.
Além disso, Heldai, Tobias e Jedaías vieram da parte dos judeus que haviam permanecido na Babilônia e trouxeram presentes. Não sabemos mais nada a respeito desses três homens que trouxeram o ouro e a prata. Deus tem muitas pessoas fiéis a respeito das quais nada sabemos. Elas brilham em seus lugares e seus nomes estão no livro da vida.
Somos informados de que o sacerdote-rei, “construirá o Seu templo”. Sim, estamos sendo construídos como um templo espiritual no Senhor. O último versículo de Zacarias 6 termina com as palavras: “Isto só acontecerá se obedecerem fielmente à voz do Senhor, o seu Deus”.
Minha oração é: “Senhor, reivindicando a Tua promessa, escolho obedecer à Tua palavra e ser um participante do Teu templo espiritual. Amém!”
David Manzano
Pastor aposentado, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/zec/6
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara