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“Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens procurar instrução, porque ele é mensageiro do Senhor dos Exércitos” (v.7).
Como uma confirmação da eleição profética de Malaquias e do objetivo de sua missão, os sacerdotes do Senhor foram chamados por seu nome: Malaquias, que quer dizer, “mensageiro do Senhor”. Apesar de ser um livro escrito para todo o povo, e conter profecias para os últimos dias, a mensagem de Malaquias foi dirigida primeiramente aos líderes espirituais de Israel. Sobre os sacerdotes, descendentes de Levi (v.4), pesava a responsabilidade de conduzir o povo a Deus e ensinar-lhe como andar com Ele em fidelidade; uma obra que deveria ser vista neles mesmos: “A verdadeira instrução esteve na sua boca, e a injustiça não se achou nos seus lábios; andou Comigo em paz e em retidão e da iniquidade apartou a muitos” (v.6).
A realidade, porém, era a de sacerdotes que não corresponderam ao chamado de Deus. E a razão foi exposta de forma bem clara: “Agora, ó sacerdotes, para vós outros é este mandamento. Se O não ouvirdes e não propuserdes no vosso coração dar honra ao Meu nome, diz o Senhor dos Exércitos […] porque vós não propondes isso no coração” (v.1-2). Não havia amor em suas obras. Seus corações movidos pelo egoísmo aceitavam no templo as piores ofertas porque eles mesmos prestavam a Deus um culto desprezível.
A começar pelos líderes espirituais, havia quebra da aliança matrimonial, quando muitos abandonavam “a mulher da sua mocidade” (v.15) para unir-se “com adoradora de deus estranho” (v.11). A ameaça do Senhor de eliminar de Israel quem cometesse tal abominação foi dirigida a “seja quem for” (v.12). A posição de liderança, portanto, não livraria os sacerdotes do mesmo castigo imposto sobre o povo comum. Muito pelo contrário, quanto maior a responsabilidade, maior o juízo.
Quão sério é o encargo dos ministros do Senhor e de todos os que assumem cargos de liderança à frente de Seu povo! Como precursores, Deus nos deixou em evidência em Sua Palavra excelentes referências: Noé, Abraão, Moisés, Arão, Josué. Homens que temiam e tremiam por causa do nome do Senhor (v.5). Homens que eram sujeitos “aos mesmos sentimentos” que nós (Tg.5:17), mas que aprenderam a guardar no coração o mandamento de Deus e descansar em Sua aliança “de vida e de paz” (v.5). Homens que, por seu testemunho pessoal, influenciaram gerações a amar a Deus e adorá-Lo em espírito e em verdade. São exatamente estes que o Pai procura como Seus adoradores e como “sacerdócio real” de Seu reino eterno (1Pe.2:9).
O casamento é um símbolo da união entre Deus e Seu povo. O apóstolo Paulo também usou a mesma analogia entre Cristo e Sua igreja, deixando uma mensagem direcionada não somente para o corpo eclesiástico, mas como a forma mais plena de definir a importância do matrimônio entre um homem e uma mulher aos olhos de Deus. O marido deve amar a sua esposa como Cristo amou a igreja a ponto de dar a Sua vida por ela. Da mesma forma, a esposa deve se submeter ao seu marido assim como deve honrar ao Senhor (Leia Ef.5:22-28). É certo que este não é um mandamento popular no que se refere aos relacionamentos atuais, mas o Senhor não nos chamou para sermos parciais no tocante à aplicação de Suas leis (v.9), mas para as praticarmos pela fé, ainda que sejamos desacreditados e rejeitados pela maioria. Ele ainda nos diz hoje: “cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis” (v.16).
“Onde está o Deus do juízo?” (v.17). A resposta precisa estar bem evidente na igreja que Cristo elegeu como Sua testemunha (At.1:8). Ao Seu último povo Ele conferiu a solene responsabilidade de pregar ao mundo as três mensagens angélicas que precederão o Seu segundo advento. E o lar e a igreja precisam da liderança espiritual de homens que assumam o posto de seu dever, sendo fiéis “para com a mulher da sua mocidade” (v.15) e amando o Senhor de todo o coração, alma e força, nele retendo os mandamentos de Deus a fim de praticarem as “boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef.2:10).
Precisamos calar o nosso enganoso coração a fim de o preenchermos com as palavras que saem da boca de Deus. Se permitirmos que esse milagre aconteça diariamente em nossa vida, por Seu Espírito, o Senhor nos concederá o poder para sermos as testemunhas que encerrarão a obra de Cristo na Terra. O Deus do juízo está encerrando a Sua obra redentora e logo virá para executar “a Sua obra estranha” (Is.28:21). Portanto, amados, “cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis” (v.16).
Senhor, nosso Deus, há infidelidade em nosso meio e uma sacudidura acontecendo que logo cumprirá com seu propósito de purificar a Tua igreja. Até quando continuaremos como o antigo Israel, com desculpas que não fazem sentido diante da iminência do fim do tempo da graça? Ó, Senhor, purifica-nos como Tua igreja pura e sem mácula! Perdoa-nos e que os pastores e líderes do Teu povo sejam cheios do Espírito Santo, do conhecimento do Eterno e que ajudem as Tuas ovelhinhas a caminhar Contigo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, sacerdócio real de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Malaquias2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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MALAQUIAS 2 – As profecias de Malaquias tinham como alvo preparar o povo de Deus para a vinda do Messias; a mensagem a Laodiceia visa preparar o povo para o segundo advento de Cristo.
Laodiceia significa povo que julga, em Malaquias o povo está julgando a Deus, e enquanto Deus é julgado, Ele julga Seu povo.
Os líderes espirituais não estavam sendo responsáveis em sua missão, mas achavam que estava tudo bem (Malaquias 2:1-9).
O povo e, inclusive os sacerdotes, se divorciavam por questões banais para casarem-se com mulheres estrangeiras, pagãs e idólatras; pelo fato de manterem os rituais do culto, achavam que estava tudo bem (Malaquias 2:10-16).
• A fidelidade/infidelidade nos relacionamentos é um reflexo de nosso relacionamento com Deus.
Os formalistas religiosos criavam seus conceitos e preconceitos sobre Deus, e achavam que estava tudo bem (Malaquias 2:17).
• O formalismo religioso nos leva a uma espiritualidade superficial.
• Deus deseja um relacionamento profundo e autêntico conosco.
Zdravko Stefanovic nos chama a atenção ao escrever: “Considere as perguntas do povo no livro de Malaquias e pense sobre a razão pela qual as pessoas fizeram essas perguntas. Em seguida, explique as respostas que Deus deu a cada questão, ou a algumas delas. Aqui estão as oito perguntas do povo, introduzidas pelas palavras de Deus ‘vocês perguntam’”:
1. “De que maneira nos amaste?” (Malaquias 1:2).
2. “De que maneira temos desprezado o Teu nome?” (Malaquias 1:6).
3. “De que maneira Te desonramos?” (Malaquias 1:7).
4. “Por que Tu não olhas para as nossas ofertas e nem as aceitas com prazer das nossas mãos?” (Malaquias 2:13-14).
5. “Como O temos cansado?” e… “Onde está o Deus da justiça?” (Malaquias 2:17).
6. “Em que havemos de tornar” a Ti? (Malaquias 3:7).
7. “Em que Te roubamos?” (Malaquias 3:8).
8. “O que temos falado contra Ti?” (Malaquias 3:13).
Os contemporâneos de Malaquias não se enxergavam como Deus os viam; o mesmo acontece com os laodiceanos que achavam estarem bem e de nada terem falta, até Cristo dar Seu diagnóstico: “Não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego, e que está nu” (Apocalipse 3:17).
Profeticamente, o período de Laodiceia iniciou em 1844, quando Jesus adentrou o Lugar Santíssimo do Santuário Celestial assumindo a função de Juiz (Daniel 8:13-14).
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: MALAQUIAS 1 – Primeiro leia a Bíblia
MALAQUIAS 1- COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ml/1
“A palavra do Senhor contra Israel, por meio de Malaquias.” (v.1).
Este livro inicia um diálogo entre Israel e Deus. Não se sabe se as pessoas fazem as perguntas ou se Malaquias usa a conversa como um apelo. Obviamente o profeta sente o fardo de uma responsabilidade. Ele se sente compelido a implorar a Seu povo que retorne para Deus.
Malaquias relembra o povo a respeito do seu passado, como foram escolhidos por Deus. Eles são lembrados acerca do fracasso deles em seguir os desejos de Deus, inserindo seu interesse próprio e corrupção no lugar do desígnio divino.
O fardo de Malaquias é pesado e urgente. O que ele escreve para Israel não são apenas palavras. Você, como Malaquias, sente o fardo de uma responsabilidade? Deveria!
Este não é um peso carregado em seus braços, mas em seu coração. É o fardo de desejar o bem para aqueles em sua família, bairro ou igreja. Nós também temos uma responsabilidade, uma mensagem encontrada em Apocalipse 14. Três anjos voando pelo céu clamando em grande voz: O julgamento chegou; Adore seu Criador; Permaneça fiel a Deus, o Único que deve ser adorado.
“Eu sempre os amei”, diz o Senhor (v. 2). Aqueles que compreendem o amor de Deus podem escolher retribuir. Amar a Deus inclui amar a Seu povo e compartilhar Sua mensagem de amor e salvação.
Seu coração sente o fardo de uma responsabilidade? Espero que sim!
Merle Poirier
Gerente de Operações, Adventist Review Ministries, Silver Spring, Maryland, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/mal/1
Tradução: Pr. Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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894 palavras
1 Sentença. A “sentença” de Malaquias era para que Israel não esquecesse as lições do passado. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1236.
Em que nos tens amado? Esforçando-Se para despertar o povo para a percepção de sua ingratidão, o Senhor faz perguntas específicas. O Seu amor os constituiu como nação (Dt 7:6-9; ver p. 1233, 1234). CBASD, vol. 4, p. 1236.
Todavia, amei. Referindo-se aos irmãos gêmeos (Gn 25:24-26), que tiveram a mesma hereditariedade e o mesmo ambiente, o Senhor deixou claro aos judeus que o favor divino não veio a Israel por causa de nascimento, mas por causa do caráter, Jacó foi o único que, embora tendo cometido erros dolorosos, por fim, devotou a vida ao serviço de Deus. CBASD, vol. 4, p. 1236.
3 Aborreci a Esaú. O contexto sugere que Edom, a nação dos descendentes d Esaú, é primariamente mencionada neste versículo, em vez do próprio Esaú como pessoa. O verbo “aborreci”é uma típica hipérbole [exagero] oriental (ver Gn 29:33; Dt 21:15; ver com. de Sl 119:136) e não deve ser tomado em seu sentido literal. Neste versículo, o Senhor indica claramente Sua preferência por Jacó seus descendentes. Essa preferência, naturalmente, é fruto do relacionamento dos dois irmãos com Deus. Uma vez que Jacó era espiritualmente orientado e possuía a fé que salva, amando as coisas de Deus, seus pecados foram perdoados e ele desfrutou o companheirismo e o favor divino. Esaú, por outro lado, era uma “pessoa profana” e mundana, sem amor pelas coisas e, assim, punha a si mesmo fora do favor de Deus (Hb 12:16, 17). CBASD, vol. 4, p. 1236, 1237.
A frase não se refere a uma hostilidade pessoal em relação a Esaú. Na verdade, Deus proibiu que esse tipo de ódio fosse dirigido aos edomitas (Dt 23:7). Bíblia de Estudo Andrews.
Dei. Considerando que, após o retorno do cativeiro, os israelitas tomaram posse da sua terra e a cultivaram, restaurando Jerusalém e seu templo, os edomitas não parecem ter-se recuperado da desolação e destruição impostas sobre eles pelos babilônios. CBASD, vol. 4, p. 1237.
3, 4 Esta declaração de derrota e juízo perpétuo contra os edomitas foi cumprida durante o período de 550 a 400 a.C., quando os nabateus derrotaram os edomitas aos poucos e os perseguiram desde o sul da Palestina até uma região posteriormente chamada de Idumeia. Bíblia de Estudo Andrews.
5 Vossos olhos. Isto é, os de Judá. Quando o povo sentisse a realidade do amor de Deus, a queixa e murmuração dariam lugar ao louvor e gratidão por Sua bondade. CBASD, vol. 4, p. 1237.
Dos limites de Israel. … possivelmente seja uma expressão que indica o mundo todo. CBASD, vol. 4, p. 1237.
7 Pão. Do heb. lechem, palavra às vezes usada para alimentos em geral (ver Gn 3:19; 43:32; Êx 2:20). “Pão” não poderia se referir aos pães da proposição, porque eles não eram ofertados no altar. Possivelmente “pão”, neste versículo, se referira à carne das vítimas sacrificiais (ver Lv 3:9-11, 15, 16). Este é, possivelmente, um dos exemplos que poderiam ser dados acerca da negligência deles em seguir a lei ritual. CBASD, vol. 4, p. 1237.
Que pensais. Eles possivelmente não expressavam abertamente desprezo pelo altar do Senhor, mas por meio de ações. CBASD, vol. 4, p. 1237.
A mesa do SENHOR. Uma referência ao altar de sacrifício. CBASD, vol. 4, p. 1237.
8 Animal cego para o sacrificardes. Uma vez que a lei exigia que as vítimas sacrificais fossem “sem defeito” (Lv 22:19), os sacrifícios mencionados neste versículo eram uma ofensa a Deus. O povo argumentava que não fazia diferença se as vítimas sacrificadas eram perfeitas ou não. Eles queriam se livrar das ovelhas e do gado deformados e manter os animais perfeitos para si mesmos. Deus designou que as pessoas apresentassem a Ele o melhor. Reservar o melhor para algum outro propósito é evidência de que Deus não está em primeiro lugar. Oferecer a Deus menos que o melhor é, na verdade, não oferecer nada. CBASD, vol. 4, p. 1237.
Governador. Do heb. pachah, “um governador provincial” (ver com. de Ag 1:1). Oferecer a um dignatário o que era defeituoso seria insulto. Se isso era verdade no que diz respeito ao ser humano, quanto mais o seria com respeito ao grande e exaltado “SENHOR dos Exércitos” (ver com. de Jr 7:3). CBASD, vol. 4, p. 1237.
10 feche as portas. Uma provável referência às portas da entrada do átrio dos sacerdotes, no complexo do templo. Caso essas portas estivessem fechadas, seria impossível oferecer sacrifícios. Isso seria melhor do que os sacrifícios defeituosos que o povo apresentava. Bíblia de Estudo Andrews.
A oferta. Do heb. minchah, normalmente a oferta de “farinha” ou “cereal” (ver com. de Lv 2:1). Talvez o profeta, neste versículo, queira dizer que essas ofertas alimentícias, que naturalmente não eram imundas, eram inaceitáveis a Deus por causa do espírito errado com que eram oferecidas. CBASD, vol. 4, p. 1238.
11 Desde o nascente. Era propósito de Deus que a verdadeira adoração fosse espalhada por toda a Terra (ver p. 12-25). CBASD, vol. 4, p. 1238.
Malaquias enfatiza um tema universal muito presente no NT, unindo-se a outros profetas que também previram um momento em que os povos de todas as portas do mundo adorarão o Deus verdadeiro (Is 45:22-24; 49:6; Sf 2:11; 3:8-10; Zc 14:16). Bíblia de Estudo Andrews.
13 Que canseira! Uma alusão ao tédio e desdém dos sacerdotes ao realizar os serviços do templo. CBASD, vol. 4, p. 1238.
O dilacerado. Literalmente, “aquilo que foi pego pela violência”, isto é, coisas roubadas ou tomadas erradamente. CBASD, vol. 4, p. 1238.
Aceitaria Eu … ? Eles bem sabiam que nenhum ser humano se agradaria com tais presentes (ver v. 8). Por que pensavam que Deus Se agradaria? CBASD, vol. 4, p. 1238.
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“O filho honra o pai, e o servo, ao seu senhor. Se Eu sou Pai, onde está a Minha honra? E, se Eu sou Senhor, onde está o respeito para Comigo? — diz o Senhor dos Exércitos a vós outros […]” (v.6).
Do meio de Israel foram surgindo alguns grupos religiosos, conhecidos por suas próprias tradições e crenças. Dentre eles, por exemplo, havia aqueles que aceitavam apenas os cinco primeiros livros de Moisés como a Palavra de Deus inspirada, desconsiderando os demais livros, inclusive os profetas. Muitos foram privados, portanto, de todo o conhecimento e sabedoria contidos nos demais livros que compõem o Antigo Testamento. Malaquias foi a última voz profética antes do nascimento de Cristo. Sua voz advogou a sentença do Senhor contra Israel, começando com as seguintes palavras: “Eu vos tenho amado, diz o Senhor” (v.2). Por Seu eterno amor, Deus levantou um último profeta antes do silêncio de aproximadamente 400 anos.
O nome Malaquias significa “meu mensageiro”; um livro onde a vida do mensageiro se esconde atrás da sublime e solene mensagem. Apesar de não haver citação acerca da vida de Malaquias em nenhum outro lugar na Bíblia, e do significado do seu nome indicar que talvez este não fosse de fato o seu nome e sim uma espécie de título, é certo de que este homem de Deus cumpriu com fidelidade o chamado divino proclamando exatamente o que o Senhor lhe havia revelado.
A comparação feita entre Jacó e Esaú não mostra uma acepção por parte de Deus, mas o resultado de diferentes escolhas. Esaú era alvo do amor de Deus assim como Jacó, mas Jacó escolheu o caminho do arrependimento. Já Esaú, “querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado” (Hb.12:17). Quantos não estão tentando fazer o mesmo, amados? Querem a bênção do Senhor, choram pela bênção do Senhor, buscam por ela, mas não reconhecem que precisam se arrepender de seus pecados. Chamam a Deus de Pai e de Senhor, mas não O honram e não O temem, pois suas vidas não têm coerência com o que professam (v.6).
E nem os sacerdotes escaparam da repreensão divina. Na verdade, os líderes geralmente são os primeiros a receber tanto a repreensão quanto o juízo do Senhor. Enquanto ofereciam ofertas imundas e desprezíveis, e acendiam fogo estranho no altar do Senhor, Ele dizia: “Tomara houvesse entre vós quem feche as portas” (v.10). Ele estava dizendo ao povo: “Eu prefiro um templo fechado do que um templo que Me desonre”! Vocês compreendem a seriedade desta mensagem? Deus estava falando com um povo que dizia honrá-Lo e adorá-Lo, enquanto oferecia ao Senhor o que Ele mesmo chamou de “pão imundo” (v.7). E a estes são dirigidas as duras palavras: “Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos Exércitos, nem aceitarei da vossa mão a oferta” (v.10). Que coisa mais triste!
O que temos ofertado ao Senhor, meus irmãos? O que realmente temos ofertado? E quando Ele se refere a ofertas não está falando em quantidade, mas na qualidade do que ofertamos. Também não se refere apenas a dinheiro, mas à nossa resposta a tudo o que Deus tem colocado em nossas mãos. Até quando o Senhor terá de suportar a nossa arrogância em pensar que somos alguma coisa? Até quando a Sua longanimidade se estenderá por um povo que insiste em rejeitar a cura da enfermidade mortal que não admite ter? Não há união entre o santo e o profano, amados. E isso precisa ficar muito evidente dentro da igreja que recebeu a solene missão de dar ao mundo a última mensagem de advertência.
Não é agradável ser repreendido, porém, o Senhor nos diz: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap.3:19). Experimente Deus! Não vá ao Seu encontro com propósitos egoístas, porque Ele sonda o seu coração. “Suplicai o favor de Deus” (v.9) com a oferta de um “coração compungido e contrito” (Sl.51:17). Permita-se ser governado pelo Espírito Santo. Esta é a oferta pura (v.11) que o Senhor aceita. Esta é a Sua maior alegria! Que você e eu, pela graça de Cristo, sejamos o motivo da alegria de Deus.
Pai Santo, como o Senhor iniciou as Tuas palavras a Malaquias com uma declaração de amor pelo Teu povo, também fomos alcançados por esse amor quando aceitamos a Jesus como o nosso Salvador pessoal. Mas também incorremos no mesmo erro de Israel, se rejeitamos a Tua repreensão e a Tua disciplina. Arranca de nós o coração de pedra e coloca no lugar um coração de carne, disposto a fazer a Tua vontade e sensível para ouvir a Tua voz. Ó, Deus eterno, se como Israel, temos perdido a nossa identidade; se temos oferecido ao Senhor uma oferta manca e desprezível, um pão bolorento, ó Pai, purifica a Tua igreja, para que o mundo veja em Teu povo um mensageiro da esperança, uma igreja pura e sem mácula que Te adora em espírito e em verdade. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, amados pelo Pai Celestial!
Rosana Garcia Barros
#Malaquias1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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MALAQUIAS 1 – O último livro do Antigo Testamento conecta-se tematicamente com a mensagem de Cristo à última das sete igrejas do Apocalipse. O povo de Israel na época do profeta Malaquias viveu uma religiosidade tão morna quanto os crentes da cidade de Laodiceia (Apocalipse 3:14-22).
Malaquias foi escrito no século V a.C., após o retorno dos judeus do exílio babilônico; a carta à igreja de Laodiceia representa o último período da história da igreja no mundo, após a prisão do Papa Pio VI em 1798, por Bethier – evento que trouxe liberdade novamente à Igreja Cristã.
O propósito do livro de Malaquias era confrontar os judeus e seus líderes religiosos por sua infidelidade e desleixo no culto a Deus; o propósito do profeta João escrever a mensagem a Laodiceia visa admoestar o líder e o povo devido à mornidão espiritual, autossuficiência e falta de fervor.
“A mensagem de Malaquias é especialmente apropriada para o Israel de hoje, e é comparável à mensagem de Laodiceia (Ap 3:14-22). Como os laodiceanos, os judeus dos dias de Malaquias estavam completamente insensíveis à sua verdadeira condição espiritual e pensavam que ‘não precisavam de nada’ (cf. Ap 3:17). Eles eram ‘pobres’ no tesouro celestial, ‘cegos’ a seus erros e ‘nus’ ou despidos do perfeito caráter de Jesus Cristo (v. 17). Como o homem sem vestimenta nupcial, na parábola (Mt 22:11-13), eles estavam diante do Rei do Universo, despidos de vestimenta de Sua justiça e plenamente satisfeitos com seus trapos morais”, destaca o Comentário Bíblico Adventista.
Malaquias 1 convoca a líderes e liderados a honrar a Deus e a retornar à verdadeira adoração; Apocalipse 3:14-22 o convite é para o líder e os membros adquirirem de Cristo a verdadeira riqueza espiritual e restabelecerem a comunhão com Ele.
• Em ambos os contextos, há uma declaração contundente do amor de Deus visando convencer os ouvintes que duvidavam dele (Malaquias 1:1-5; Apocalipse 3:19).
• Ambos os textos revelam que a verdadeira condição espiritual contrasta com a percepção própria, requerendo um exame sincero à luz da Palavra de Deus (Malaquias 1:6-9; Apocalipse 3:15-17).
• Tanto Malaquias quanto João condenam veementemente a hipocrisia, atitude que devemos repugnar em nossa vida hoje também caso queiramos ser verdadeiros adoradores (Malaquias 1:10-14; Apocalipse 3:15-16).
Portanto, reavivemo-nos com Malaquias; fujamos da mornidão espiritual! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ZACARIAS 14 – Primeiro leia a Bíblia
ZACARIAS 14 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/zc/14
Zacarias traz grande encorajamento para nós que estamos vivendo no tempo do fim.
Os primeiros dois versículos parecem descrever a situação pouco antes de a porta da graça se fechar. A questão final será econômica. Aqueles fiéis aos mandamentos de Deus terão seus bens tomados e divididos, não importa onde morem no mundo. Por causa de uma crise econômica, a compra e venda ficará restrita àqueles que receberem a marca da besta (Ap 13:16-18).
No final do milênio, os pés de Cristo pisarão sobre o Monte das Oliveiras. Então, a cidade Nova Jerusalém descerá do céu. A montanha se dividirá para o norte e para o sul, formando uma grande planície para a cidade repousar (v. 4). Que pensamento glorioso!
A última parte de Zc 14 nos concede uma visão graciosa. Os remanescentes de todas as nações adorarão ao Senhor dos Exércitos. Apesar de não sermos judeus por sangue, se permanecermos fiéis pela Sua graça, seremos contados entre os remanescentes, tendo o privilégio de adorar ao nosso Deus eternamente! Venham todos aqueles que têm sede!
Ajuda-nos, Senhor, a fazer parte dessa cena gloriosa! Bendito seja o nome do Senhor para sempre! Amém!
Sook-Young Kim
Universidade Nacional de Kyungpook, Sangju, Coreia do Sul
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/zec/14
Tradução: Pr. Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1. Eis que. Este cap. 14 é uma descrição dos eventos ligados à segunda vinda do Messias em termos de como esse evento espetacular teria ocorrido se os israelitas que retornaram do cativeiro tivessem cumprido seu destino (ver p. 17). Visto que se afastaram várias vezes de seus altos privilégios e, finalmente, rejeitaram o Messias (At 3:13-15), Deus Se afastou deles e está agora realizando Seus propósitos por meio do novo Israel (ver p. 21-23). Deve-se ter cuidado ao aplicar as profecias de Zacarias 14 ao tempo atual. Os princípios destacados nas p. 12 a 25 devem ser observados na interpretação deste capítulo, do contrário pode-se chegar a conclusões indevidas (ver também com. de Ez 38:1).
2 Ajuntarei todas as nações. Ver p. 17. A ilustração, neste versículo, é similar àquela apresentada pr Joel (ver com. de Jl 3:1, 2). A prosperidade de Israel teria provocado a inimizade das nações que são representadas aqui como reunidas por Deus contra Jerusalém (ver Ez 38:16). No entanto, Zacarias chama a atenção para uma característica desta batalha que não é mencionada por outros profetas: a invasão de Judá e Jerusalém teria êxito parcial.
Não será expulso. O restante não será expulso, sem dúvida, são os justos, os que passaram “pelo fogo” e foram refinados “como prata” (Zc 13:9). O propósito de permitir que o ataque tivesse sucesso parcial parece ser o de eliminar os pecadores de Sião (cf. Zc 13:7-9).
3. Então. Isto é, depois do êxito parcial do inimigo e da remoção dos pecadores. Há uma ilustração paralela em Joel 3:16 e Ezequiel 38:18 a 23.
4. Monte das Oliveiras. Ver com. de Mt 2:11.
Será fendido. Os v. 4 e 5 descrevem as violentas transformações físicas na superfície terrestre que acompanham a intervenção divina para destruir as nações inimigas. A ilustração sugere como esses eventos teriam ocorrido caso Jerusalém tivesse permanecido para sempre (ver PR, 46, 564; DTN, 577. ver com. do v. 1). Determinadas características serão cumpridas quando a nova Jerusalém descer no final do milênio. No entanto, nem todos os detalhes devem ser aplicados dessa maneira (ver GC, 663).
5. Virá. A vida de Cristo é predita neste versículo em termos das circunstâncias mencionadas nos com. do v. 1. Alguns aplicam esta profecia à descida da nova Jerusalém após o milênio (ver Ap 21:2; cf. GC, 663).
8. Mar oriental, […] mar ocidental. Isto é, o Mar Vermelho e o Mediterrâneo, respectivamente (ver com. de Nm 3:23).
10. Rimon. Certamente En-Rimon, 14,4 km ao norte pelo leste de Berseba, a atual Khirbet Umm er-Ramamin. Neste versículo, o local é usado para designar a extremidade sul de Judá. Geba e Berseba são usados para designar as fronteiras ao norte e ao sul (ver 2Rs 23:8).
11. Já não haverá maldição. Se a nação tivesse cumprido seu destino divino, a cidade teria permanecido para sempre (ver p. 17; GC, 19; cf. DTN, 577.
12. A praga. O profeta volta ao tema do destino das nações que atacaram a Jerusalém. Os invasores sofreriam o flagelo de uma praga, muito rápida em sua destruição. A praga criaria um estado de frenesi e pânico, resultando em extermínio mútuo (v. 13).
16. Subirão. O objetivo da bênção divina sobre Israel era demonstrar o que Deus estava disposto a fazer por todas as nações. Intimidados pelos acontecimentos então recentes e certos da disposição de Deus em aceitar a adoração de todos, os sobreviventes das nações invasoras buscariam ao Deus de Israel e subiriam para adorar em Jerusalém anualmente (ver p. 17).
18. Egípcios. Eles estavam entre as nações que atacaram Jerusalém (v. 2) e, entre seus sobreviventes, havia adoradores de Yahweh (v. 16). A terra do Egito dependia no Nilo para a irrigação. A escassez de chuva nas nascentes do rio significava completo desastre econômico para a nação.
20. Campainhas dos cavalos. Estes cavalos, possivelmente, sejam dos viajantes que iam a Jerusalém, saindo de todas as regiões. Naquele tempo, cavalos de outras nações aproximando-se de Jerusalém eram, com frequência, sinal de guerra. Agora o som produzido pelo tilintar dos ornamentos dos cavalos era uma música agradável, porque anunciava os grupos de adoradores a caminho de Jerusalém. A inscrição “Santidade ao SENHOR”, antes usada na mitra do sumo sacerdote (Êx 28:36, 37), seria então o lema dos adoradores.
As panelas. A menção das panelas e vasilhas, nos v. 20 e 21, parece se referir à necessidade de consagrar uma grande quantidade de utensílios devido aos muitos adoradores que iriam a Jerusalém.
21. Mercador. Numa situação em que pessoas de todas as nações eram bem-vindas, ninguém poderia ser excluído por causa da nacionalidade. No entanto, mercadores do estilo que Jesus expulsou do templo (Mt 21:12) não seriam tolerados.
Referência: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1227-1230,