Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/sf/1
O livro de Sofonias é a descrição mais eletrizante do “dia do Senhor”. Da perspectiva do profeta, este é um dia único, quando o Messias finalmente chega. Do nosso ponto de vista, sabemos que se refere ao dia do julgamento. Mas embora o profeta não conseguisse diferenciar os dois eventos, ele descreveu perfeitamente o que viu em visão: a segunda vinda de Cristo.
Somente neste capítulo aprendemos que a vinda de Cristo será universal (1:2); envolverá o desfazer da criação (1:3), o que sugere um refazer; será um dia de ira (1:15); e significará a aniquilação dos ímpios (1:18) em vez do seu tormento eterno e consciente. Sofonias convida o povo de Deus a considerar: “O grande dia do Senhor está próximo; está próximo e logo vem.” (1:14, NVI). Isto é ainda mais verdadeiro hoje. Todos os tempos proféticos foram cumpridos, as forças das trevas crescem a cada dia e o evangelho é espalhado por todo o mundo. Ele está bem à porta! Embora isso seja uma notícia assustadora para os ímpios, é a “bendita esperança” dos justos. E para você? Essa é uma boa notícia?
“Busquem o Senhor, todos vocês humildes do país, vocês que fazem o que ele ordena. Busquem a justiça, busquem a humildade; talvez vocês tenham abrigo no dia da ira do Senhor.” (2:3, NVI).
Kenneth Martinez
Pastor, Conferência de Washington, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/zep/1
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
Filed under: Sem categoria
874 palavras
1 Palavra de Sofonias. A mensagem não era de Sofonias, mas de Deus (ver 2Sm 23:1, 2; 2Tm 3:16, 17; 2Pe 1:21).
Ezequias. O fato de se nomearem os ancestrais de Sofonias até a quarta geração, ao passo que em geral só se menciona o pai de um profeta, isso quando é mencionado um antepassado, confere peso ao ponto de vista de que esse “Ezequias”eera alguém notável, muito provavelmente o rei de Judá que teve esse nome. Além disso, o intervalo entre esses dois personagens torna possível que Sofonias fosse um trineto do rei Ezequias.
2 Sobre a face da terra. Esta expressão, especialmente quando considerada com a primeira parte do versículo, indica a severidade dos juízos então iminentes.
3 Os homens e os animais. A maldição resultante do pecado repousa não só sobre o ser humano, mas também sobre o restante da criação (Gn 3:17; Rm 8:19-22).
Ofensas. Todos os ídolos, todas as maquinações ímpias, os erros, os enganos e os “frutos”da iniquidade serão destruídos juntamente com os próprios pecadores (ver Jr 17:10; Mt 7:17-19; Rm 6:21).
4 A mão. Esta é símbolo de poder, pois é o instrumento pelo qual a pessoa exerce poder (ver Js 4:24).
O resto. Tudo o que resta de Baal. A LXX diz nesta frase: “Removerei os nomes de Baal” (ver com. de Os 2:17).
Ministrantes dos ídolos. Oficiantes idólatras nomeados pelos reis de Judá para conduzir a adoração nos lugares altos (ver com. de Os 10:5).
5 Eirados. Nos telhados planos, as famílias faziam altares para adorar os corpos celestes, ofereciam sacrifícios de animais e queimavam incenso (ver com. de Jr 19:13).
Exército do céu. Desde os tempos antigos, o Sol, A Lua e as estrelas têm sido adorados como representantes dos poderes da natureza e principais causadores dos eventos terrestres (ver Jr 8:2; 19:13; ver com. de Dt 4:19).
Milcom. O deus amonita mencionado em vários documentos antigos (ver com. de 1Rs 11:7).
6 Deixam de seguir. Aqui o profeta denuncia os apóstatas consumados, que rejeitaram a adoração ao Deus verdadeiro.
7 Dia do SENHOR. O profeta se refere à punição iminente que acompanharia a invasão babilônica (ver com. de Is 13:6). Contudo, é preciso lembrar que as “profecias de juízo impendente sobre Judá [pronunciadas por Sofonias] se aplicam com igual força aos juízos a sobrevirem ao mundo impenitente por ocasião da segunda vinda de Cristo” (PR, 389; sobre os princípios ao se fazerem aplicações para os últimos dias, ver p. 17-25).
Santificou os Seus convidados. Isto é, os babilônios são apresentados como se tivessem sido separados, de acordo com o propósito de Deus, para executar a punição dos transgressores (ver com. de Is 13:3).
8 Os filhos do rei. Os membros da família real. É muito provável que o rei Josias não tenha sido mencionado aqui porque fora leal ao Senhor (ver 2Cr 34:1, 2, 26-28).
Estrangeiras. Do heb. nakri. Talves as vestes estrangeiras indicassem a presença de hábitos e costumes pagãos entre o povo (ver Is 3:16-24). Os filhos de Israel deviam ser lembrados, por meio de seu vestuário, de que eram um povo especial, dedicado ao serviço de Deus (ver Nm 15:37-41).
10 Grito. Os babilônios são então retratados como se estivessem invadindo os lugares onde ficavam os mercadores e os agiotas.
Porta do Peixe. Esta porta provavelmente ficava na metade do muro norte da cidade. Tinha este nome porque havia ali um mercado de peixes onde os tírios vendiam essa mercadoria (ver com. de Ne 3:3).
11 Mactés. Literalmente, “o pilão”, “o moedor”, ou “o [dente]”. Muitos eruditos creem que maktesh é aqui o nome de um setor de Jerusalém. O contexto (ver v. 10) parece favorecer este ponto de vista.
12 Jerusalém. A capital e a representante de toda a nação.
Com lanternas. Uma figura que mostra a intensidade da busca que os inimigos de Judá fariam para matar ou capturar o maior número possível de pessoas.
À borra do vinho. Isto é, o povo estava endurecido em seus caminhos iníquos. os professos seguidores do Senhor nos dias de Sofonias não perceberam, como muitos cristãos não percebem hoje, que não pode haver descanso na luta espiritual neste mundo. Ninguém deve ficar satisfeito com suas atuais conquistas espirituais. Somente mostrando contínuo progresso é que se vive à altura das oportunidades concedidas por Deus. A complacência é o maior inimigo de uma viva experiência cristã.
Dizem no seu coração: O SENHOR não faz bem, nem faz mal. Um falso conceito de Deus sempre resulta em padrão errado de conduta. As pessoas aqui mencionadas era praticamente deístas. Concordavam que havia um Deus, mas O concebiam como um governante ausente que pouco se importava com Seus filhos e que prestava pouca atenção a eles. Para elas, as promessas de bênçãos e as advertências quanto a punições eram igualmente sem sentido; e Deus não era diferente dos deuses dos pagãos.
13 Mas não habitarão. Os que eram contínuos agressores da lei de Deus receberiam uma punição que seria o posto da recompensa aos fiéis ao Senhor (ver Is 65:21).
15 Aquele dia. O profeta descreve vividamente os terríveis efeitos deste dia: a ardência da “ira” de Deus (ver Is 9:19), “angústia da ira” de Deus (ver Is 9:19), “angústia e alvoroço” por parte dos seres humanos (ver Jó 15:23, 24) e dia de “escuridão e negrume” (ver Jl 2:2; Am 5:18, 20).
18 Nem a sua prata nem o seu ouro. A riqueza das pessoas não poderia comprar segurança contra a destruição (ver Is 13:17; Ez 7:19). De pouco valor são as riquezas em momentos de profunda angústia.
Filed under: Sem categoria
“Está perto o grande Dia do Senhor; está perto e muito se apressa. Atenção! O Dia do Senhor é amargo, e nele clama até o homem poderoso” (v.14).
Em um tempo consideravelmente próspero, quando o rei Josias promovia uma significativa reforma espiritual em Judá, Deus levantou Sofonias após um período de silêncio profético. Da linhagem real de Ezequias (v.1), o profeta estava familiarizado com a apostasia dentre aqueles que deveriam liderar a nação com o temor do Senhor. Vestindo-se da cultura pagã e idólatra dos povos vizinhos, Judá havia perdido sua identidade assemelhando-se a eles. A reforma nos dias de Josias “purificou a Judá e a Jerusalém” (2Cr.34:5). E, encontrado “o Livro da Lei na Casa do Senhor” (2Cr.34:15), Josias cuidou em lê-lo perante todo o povo e em renovar a “aliança ante o Senhor” (2Cr.34:31).
Tal reavivamento e reforma causou um grande impacto na nação e deu início a um período de paz. No entanto, a fidelidade do povo só durou o tempo de vida de Josias, e era dever de Sofonias indicar-lhes o futuro tempestuoso que os aguardava. Com linguagem apocalíptica, suas palavras apontavam para o cativeiro babilônico e possuem uma íntima relação com o juízo final: “De fato, consumirei todas as coisas sobre a face da Terra, diz o Senhor” (v.2). Primariamente, quanto ao reino de Judá, a profecia era uma ameaça contra os idólatras, contra os adoradores divididos (v.5) e contra os indiferentes (v.6). O que não deixa de ser uma clara advertência de Deus quanto à aplicação de Seu último juízo sobre a Terra.
A Bíblia apresenta o Dia do Senhor sob dois pontos de vista: o dos perdidos e o dos salvos. Para os salvos representa libertação e salvação. Dia de alegria e de encontro com o seu Deus (Is.25:9). Para os perdidos “é dia de indignação, dia de angústia e dia de alvoroço e desolação, dia de escuridade e negrume, dia de nuvens e densas trevas” (v.15). É certo que “o grande Dia do Senhor” (v.14), portanto, revelará o maior contraste que este mundo já viu, quando a maturação do mal terá seus efeitos aniquilados enquanto os salvos serão como um troféu perante o Universo dAquele que os comprou a preço de sangue.
Nesses últimos dias muitos falsos “profetas” têm se levantado alegando ser detentores de revelações divinas e usando da mídia para supervalorizar seus pontos de vista. Muitos destes são responsáveis pela instalação do pânico e do medo no coração “dos que não buscam o Senhor” (v.6), alardeando mensagens totalmente divergentes do “assim diz o Senhor”. As palavras de Sofonias não tinham a intenção de causar medo, mas de promover a perseverança necessária a fim de que os fiéis soubessem que haveriam de enfrentar um tempo sobremodo difícil e os ímpios fossem avisados e tivessem a oportunidade de se converter dos seus maus caminhos.
Há um juízo iminente que precisa ser anunciado tanto quanto um amor que precisa ser revelado. O amor de Deus não vela a Sua justiça, e vice e versa. Ambos são igualmente manifestados na pessoa de Jesus Cristo, que, por Sua justiça, foi o protagonista do maior ato de amor de todos os tempos. Diante de uma época de tantas incertezas, precisamos definir de que lado estamos independentemente da força espiritual alheia. A morte de Josias marcou uma nova fase de apostasia entre o povo. Não podemos apoiar a nossa fé na fé de outros. As virgens néscias farão isso (Mt.25:8) e descobrirão tarde demais que o Espírito Santo não é dado no último momento, mas outorgado é a todos os que O tem buscado diariamente.
Que, cheios do Espírito Santo, proclamemos ao mundo “o evangelho eterno” (Ap.14:6), com a nossa voz e com a nossa vida. Que temperada com amor, a mensagem do juízo divino abale toda a Terra: “Está perto o grande Dia do Senhor; está perto e muito se apressa. Atenção!”.
Querido Deus e Pai, a cada livro profético percebemos a voz do Espírito Santo falando conosco e aumentando o seu volume em palavras cada vez mais apelativas. Dá-nos a mente de Cristo, Senhor, pois queremos entender com clareza a Tua vontade e colocá-la em prática. Não temos condições de Te obedecer e fazer a Tua vontade por nós mesmos, mas confiamos em Tua Palavra quando diz: “Tudo posso nAquele que me fortalece”. Se Cristo for a nossa força, certamente seremos vitoriosos com Ele a cada dia até aquele grande Dia. Veste-nos com as vestiduras da Tua justiça, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, testemunhas de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Sofonias1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
SOFONIAS 1 – Pouco valor temos dado ao livro do Profeta Sofonias. Porém, ele é tão importante, relevante e interessante quanto qualquer outro livro inspirado das Sagradas Escrituras.
Russell Champlin faz a seguinte análise, que merece nossa atenção:
“Sofonias predisse a queda de Judá e de Jerusalém como acontecimentos inevitáveis (1.4-13), em face da degeneração religiosa que ali reinava. Todavia, esse julgamento local é visto pelo profeta contra o pano de fundo do quadro maior dos últimos dias, que as Escrituras também chamam de Dia do Senhor (1.4-18; 2:4-15). Por conseguinte, o propósito central do autor sagrado foi, principalmente, despertar os piedosos para que se voltassem de todo o coração ao Senhor, a fim de escaparem da condenação quando do futuro dia do juízo (2.1-3), tornando-se parte do remanescente que haverá de desfrutar as bênçãos do reino de Deus (3.8-20). Isso significa que o livro não é obsoleto para nós; antes, à medida que se aproximarem os últimos dias, mais e mais o livro terá aplicação e utilidade para nossa meditação e orientação”.
O profeta Sofonias, descendente do rei Ezequias, profetizou durante o reinado de Josias (Sofonias 1:1), porém, suas mensagens alcançam aos habitantes do mundo que vivem nos últimos dias da história humana. Considere:
• Há uma declaração de uma destruição universal, revelando a seriedade do pecado e a abrangência do julgamento de Deus tanto para os incrédulos quanto para os crentes hipócritas (Sofonias 1:2-6). Fica evidente a responsabilidade do povo de Deus em manter a pureza da adoração e a fidelidade ao Deus verdadeiro.
• Há um convite à reflexão através do silêncio. O que implica em referência diante do Senhor, pois o Dia do Senhor está próximo (Sofonias 1:7-13). Essa mensagem coincide com a primeira mensagem angélica em Apocalipse 14:6-7, que convida a humanidade, antes de terminar o tempo do fim, a temer a Deus e dar-Lhe glória, pois chegou a hora do juízo.
• Há uma descrição do grande dia do Senhor. Sendo que esse dia se aproxima, é de suma urgência a prática do arrependimento e a preparação espiritual, pois será um dia de angústia, tribulação, devastação e escuridão (Sofonias 1:14-17). O texto revela a realidade das consequências do pecado e a necessidade de buscar a misericórdia de Deus.
Diante dessas verdades, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
Querido apreciador da Palavra, você que está estudando neste trimestre o livro de Marcos poderá apreciar os comentários publicados nos links abaixo:
MARCOS 1
MARCOS 2
MARCOS 3
MARCOS 4
MARCOS 5
MARCOS 6
MARCOS 7
MARCOS 8
MARCOS 9
MARCOS 10
MARCOS 11
MARCOS 12
MARCOS 13
MARCOS 14
MARCOS 15
MARCOS 16
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: HABACUQUE 3 – Primeiro leia a Bíblia
HABACUQUE 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/hc/3
A passagem de hoje mostra Habacuque agindo em parte como salmista de louvor e em parte como amigo de Jó. Suas primeiras palavras são de louvor. Ele relembra atos poderosos de Seu Deus do passado: “Sua glória cobriu os céus e seu louvor encheu a terra. Seu esplendor era como a luz do sol…” (vv. 3-4 NVI). Verdadeiramente, o profeta não pode deixar de reconhecer: seu Deus é incrível. Grande e poderoso é o seu nome. Aleluia!
Mas então as perguntas do profeta vão direto ao centro da questão: Por que o Senhor ficou com raiva do rio? Por que o Senhor se enfureceu com o mar? Por que o Senhor parou o sol e a lua… ? Habacuque não ouve resposta. Finalmente, ele deixa escapar: “O Senhor não vai repetir esses atos poderosos, uma vez mais, em nosso favor?”
Mas as coisas nem sempre acontecem como esperamos. “Mesmo não florescendo a figueira, e não havendo uvas nas videiras, mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegra reino Deus da minha salvação. O Senhor, o Soberano, é a minha força.” (Hc 3:17-19, NVI)
Uma fé tão pura, tão enraizada, raramente é experimentada pelos filhos de Deus, mas aqui é expressada livremente.
Joe Galusha
Professor Emérito de Biologia, Walla Walla University, Washington, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/hab/3
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli//
Gisele Quimelli/Luís Uehara
Filed under: Sem categoria
551 palavras
2 Alarmado. O profeta que, anteriormente questionava, reconhece ser sábia a maneira de Deus tratar os seres humanos (ver com. de Hc 1:2, 12; 2:1) e humildemente admite seu erro.
Aviva. O profeta sabe que o Deus, embora fosse punir seu próprio povo por causa da apostasia, haveria de exercer seguros juízos sobre os inimigos deles. Também compreende que, no fim, Israel será redimido e toda a Terra “se encherá do conhecimento da glória do SENHOR” (Hc 2:14). Por isso, ele solicita fervorosamente a Deus que essa boa “obra”de restauração seja avivada. Com o espírito corrigido, ele não deseja de maneira menos fervorosa o sucesso do plano de Deus para Israel (ver p. 13-17) do que desejava a princípio (ver com. de Hc 1:2).
3 Deus vem. Os v. 3 a 16 apresentam um quadro sublime da vinda do Senhor em juízo para o livramento de Seu povo. O quadro é apresentado no contexto do livramento do Israel literal, mas descreve também a vinda de Cristo para inaugurar o reino de justiça (ver GC, 300; …). Numa figura impressionante, ele descreve o efeit odessa vinda sobre a natureza e sobre os ímpios. Habacuque usa exemplos do trato passado de Deus para com Seu povo a fim de ilustrar esses eventos finais da história (ver com. do v. 11).
4 Ali está velado o Seu poder. Quando o Salvador Se manifestar, as feridas do Calvário, os sinais de Sua humilhação, serão vistos como Sua mais elevada honra; ali estará Sua glória, “o esconderijo de Sua força”(ARC; ver GC, 674; ver com. do v. 3).
8 Irado. Para enfatizar o poder divino sobre toda a criação. Habacuque pergunta retoricamente se Deus estava irado com a natureza inanimada quando exibiu Seu poder.
9 Tiras a descoberto. O significado é deixar pronto para a ação. O profeta retrata o Senhor como um guerreiro (ver Êx 15:3), que prepara Seu arco para usá-lo.
10 E se contorcem. Literalmente, “se contorcem de dor”; a linguagem figurada indica um terremoto (ver Êx 19:18; Sl 114:6, 7; ver com. de Sl 114).
11 O sol e a lua. Aqui o profeta usa o evento de quando o sol e a lua se detiveram nos dias de Josué (Js 10:11-14; ver PP, 508) como ilustração da vinda do Senhor (ver com. de Hc 3:3).
13 Tu sais. O propósito da vinda do Senhor é salvar Seu povo, Seu “ungido”(ver Sl 20:5, 6; 28:8, 9).
17 Figueira. Neste versículo são previstos os efeitos da invasão babilônica: a destruição da “figueira” e da “oliveira”, tão prezadas na Palestina , junto com o igualmente necessária “vide”, com os cereais e o gado. O mesmo ocorrerá durante as cenas finais da história da Terra, quando esta será igualmente desolada (ver DTN, 122; GC, 629).
18 Eu me alegro. Por mais terríveis que sejam os eventos que este capítulo prenuncia, ele se encerra com uma consoladora e reconfortante nota de alegria e de esperança da salvação “no SENHOR”. O profeta assegura a si mesmo que, no fim, tudo ficará bem, por causa da fidelidade de Deus (ver Sl 13:5, 6; 31:19, 20; Mq 7:7). Uma vez resolvido o problema (ver p. 1153, o profeta alegremente submete sua própria vontade à de Deus.
19 Altaneiramente. O povo de Deus triunfará sobre toda oposição e habitará seguro sobre os altos da salvação (ver Dt 32:13; 33:29; Is 58:13, 14; Am 4:13). Todas as perguntas do profeta são respondidas pela fé em Deus, e Habacuque descansa satisfeito, sabendo que, por fim, o direito e a verdade triunfarão para sempre.
Referências: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1163-1165
Filed under: Sem categoria
“Tenho ouvido, ó Senhor, as Tuas declarações, e me sinto alarmado; aviva a Tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida; na Tua ira, lembra-te da misericórdia” (v.2).
O livro que iniciou com uma oração em forma de lamentação, termina com uma oração “sob a forma de canto” (v.1). Alarmado diante das circunstâncias que abateriam o povo de Judá, o profeta iniciou o seu louvor com dois pedidos: 1º “aviva a Tua obra, ó Senhor” e “faze-a conhecida” e 2º “na Tua ira, lembra-Te da misericórdia”.
O desejo do profeta não era apenas para a sua geração, mas para as gerações que surgiriam “no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos” (v.2). De uma maneira linda e plena, Deus transformou o Habacuque perplexo em um homem de fé. Por mais que as circunstâncias pareçam ser um indicativo de fracasso, ele aprendeu que Deus é Deus independentemente de estarmos enfrentando boas ou más situações. As circunstâncias não afetam as promessas de Deus e nem devem abalar a nossa fé. Tudo está sob o controle dAquele cuja “glória cobre os céus” (v.3). De geração em geração, o Senhor revela o Seu poder “para salvamento” (v.13) do Seu povo e a Sua contínua misericórdia para com aqueles que O amam.
O avivamento da obra de que o profeta se referiu não tem que ver com obras laborais ou com rituais religiosos, mas com o verdadeiro conhecimento de Deus. Após ouvir a resposta do Senhor, ele compreendeu a parte que lhe cabia: “pois, em silêncio, devo esperar” (v.16). Habacuque aprendeu a confiar em Deus apesar das circunstâncias. O inimigo poderia lhe tirar todo o sustento (v.17), “todavia” (v.18), a sua alegria no Deus em quem confiava não mudaria. Isso é viver pela fé, uma fé viva e inteligente, a fé de Jesus.
Viver pela fé não é simplesmente professar um credo religioso, mas perseverar na confiança em Cristo “ainda que” falte o alimento; “ainda que” haja desemprego; “ainda que” morra alguém que amamos; “ainda que” pessoas nos decepcionem; “ainda que” tudo nos falte. Viver pela fé é confiar nAquele que jamais nos faltará (Sl.23:1). Pois quando Deus é suficiente em nossa vida, aprendemos a viver contentes “em toda e qualquer situação” (Fp.4:11).
Precisamos buscar viver o que Habacuque viveu e o que o apóstolo Paulo viveu e declarou: “entristecidos, mas sempre alegres; […] nada tendo, mas possuindo tudo” (2Co.6:10). Eis que a Bíblia nos apresenta a verdadeira alegria! Tal comunhão e intimidade com o Senhor redunda em sublime e incomparável felicidade. Quando escolhemos derramar nossas lágrimas e expor nossas aflições no altar do Senhor, Ele converte a nossa tristeza em gozo, o nosso pesar em alegria perene. Porque “os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (Sl.126:5-6).
Amados, se tem algo que entristece o coração de Deus e que tirará muitos do reino dos céus é a incredulidade. A falta de fé é um bloqueio à voz do Espírito Santo. A revelação dada a Habacuque de que o justo viverá por sua fé (Hc.2:4), nos diz que a fé é indispensável na vida do cristão. Necessitamos de uma vida de constante confiança em Deus se queremos viver em Sua presença para sempre. E a fé é fortalecida justamente pelo estudo da Palavra de Deus. “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Rm.10:17, ARC). Portanto: “Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo” (Hb.3:12).
Permita que o Espírito Santo frutifique em seu coração a verdadeira alegria (Gl.5:22). Persevere em estudar a Bíblia, “orando em todo tempo no Espírito” (Ef.6:18). Desprenda-se das encostas de risco deste mundo e que seja “o Senhor Deus” a sua fortaleza (v.19). Então, ainda que as dificuldades deste mundo de pecado tirem o sorriso de seus lábios, jamais conseguirão tirar a alegria do seu coração, porque ela provém de uma fé viva e segura em Cristo Jesus, o nosso Deus vivo.
Pai amoroso e misericordioso, fazemos das palavras do profeta a nossa oração neste dia: “aviva a Tua obra, ó Senhor […] e, no decurso dos anos, faze-a conhecida; na Tua ira, lembra-te da misericórdia”, para que o Teu evangelho eterno seja pregado e nosso Redentor venha nos buscar. Dá-nos a fé viva e segura de que tanto necessitamos! Dá-nos o Espírito Santo em grande medida a fim de que façamos parte da geração que iluminará a Terra com a Tua glória, com o caráter de Cristo refletindo em nós. Eis-nos aqui, Senhor! Purifica os nossos lábios e o nosso coração e faze da nossa vida a morada do Teu Espírito. Ó, Pai, nesse tempo de exaustão, dá-nos um pouco mais do Teu fôlego de vida para ajudarmos nossos pequeninos irmãos! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, alegres e confiantes no Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Habacuque3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
HABACUQUE 3 – Até aqui ficou claro que a forma de Deus agir é bem superior à nossa forma de entender e, quando não compreendemos a justiça divina passamos a questioná-la; por fim, entendemos que a paciência divina contrasta com nossa intolerância, mas somos nós que devemos ser transformados, não Deus.
A jornada de Habacuque do desespero à esperança nos ensina lições valiosas sobre fé e resiliência em tempos de crise. Quando enfrentamos as dificuldades da vida, podemos ser tentados a nos afundar na angústia, mas a contemplação do maravilhoso caráter imutável de Deus nos oferece uma perspectiva renovada.
Quando as circunstâncias ao nosso redor parecem caóticas, lembrar-nos de que Deus está no controle traz paz ao nosso coração. Sua teofania, descrita de forma majestosa em Habacuque 3, nos lembra que Ele é poderoso para intervir na história mundial, trazendo justiça e redenção. Esta confiança é um chamado para que, em meio às trevas, elevemos nossos olhos e vejamos além do presente, aguardando com esperança a manifestação do Seu propósito.
A esperança escatológica expressa por Habacuque não é uma mera expectativa passiva, mas um convite à perseverança ativa. Num mundo cheio de incertezas, somos desafiados a viver com os olhos fixos nas grandiosas profecias/promessas da Bíblia, confiando que, assim como Deus agiu no passado, Ele continuará a agir no futuro, levando a história ao clímax: A gloriosa segunda vinda de Cristo. Esta perspectiva nos encoraja a enfrentar as dificuldades com uma fé inabalável, sabendo que nossa esperança não é em vão. A certeza de que Deus julgará o mal e restaurará a justiça nos dá força para perseverar, mesmo quando as circunstâncias parecem insuportáveis.
O cântico de Habacuque nos estimula a transformar nossa dor em louvor. Ao final do capítulo 3 de seu livro, vemos o profeta declarando que, mesmo sem recursos e alimentos, ele ainda se alegrará no Senhor. O justo certamente vive pela fé. Este é um poderoso lembrete de que a verdadeira alegria não depende das circunstâncias, mas da nossa relação com Deus. Essa postura de louvor em meio à adversidade não apenas transforma nosso coração, mas também serve de testemunho para os que nos observam, demonstrando que nossa fé é genuína e viva – esse é o segredo do reavivamento!
Então, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.