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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/sf/3
“Busquem o Senhor, todos vocês humildes do país, vocês que fazem o que ele ordena. Busquem a justiça, busquem a humildade; talvez vocês tenham abrigo no dia da ira do Senhor”. (Sof 2:3)
Sofonias traz uma mensagem de julgamento sobre o “suposto” povo de Deus e sobre as nações vizinhas. Agora, para aqueles que não ouvem mais a voz de Deus, julgamento significa destruição. Mas Sofonias lembra-nos – no meio de sofrimento e ilegalidade inimagináveis – que Deus ainda está conosco. Ele está com Seus filhos. Não temos nada a temer.
É por isso que o final do capítulo é um cântico de alegria. E não é nosso, mas de Deus – sobre nós – assim como as crianças podem ser abençoadas por crescerem com os pais cantando para elas dormirem à noite, assegurando-lhes o seu amor.
Nesta mensagem de julgamento as notícias são boas para aqueles que permanecem fiéis. Significa resgate, paz e liberdade. Isso significa que não haverá mais sofrimento e ilegalidade. E como o Pai mais maravilhoso que você poderia imaginar, Deus agora canta sobre nós uma canção de Seu amor infalível.
“O Senhor, o seu Deus, está em seu meio, poderoso para salvar. Ele se regozijará em você, com o seu amor a renovará, ele se regozijará em você com brados de alegria”. (Sof 3:17)
Thomas Rasmussen
Pastor, Igrejas Adventistas de Odense e Lille Nørlund, Dinamarca
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/zep/3
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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625 palavras
1 Ai. Passando a falar a Jerusalém, Sofonias a adverte de que a punição de Deus para os ímpios incluiria também os pecadores impenitentes de Judá (v. 1-5).
3. Leões rugidores. Os líderes de Judá devoravam o povo como presa (ver Pv 28:15). Durante a minoridade do rei Josias tal procedimento seria comparativamente fácil.
4 Profetas. Isto é, os falsos profetas (ver Mq 2:11; 3:5).
Levianos. Literalmente, “insolentes” ou “dissolutos.
Profanam o santuário. Os sacerdotes ímpios não faziam diferença entre o sagrado e o profano (ver Ez 22:26).
Lei. Do heb. Torah (ver com. de Dt 31:9; Pv 3:1). Os sacerdotes deviam ser os guardiões dos ensinos de Deus e os disseminadores da luz da verdade divina (ver com. de 2Cr 15:3); mas, em vez disso, eram precisamente eles que desviavam o povo da lei de Deus.
5 No meio. Os transgressores recebem um severo lembrete de que Deus sempre está entre eles, testemunhando de Sua justiça através do templo, de seus serviços e de seus verdadeiros adoradores, removendo assim qualquer desculpa para a desobediência à Sua vontade.
6 Exterminei. Os transgressores sabiam que, no passado, o Senhor havia exterminado nações ímpias, como os cananeus, quando os israelitas tomaram posse da terra prometida e, também o reino do norte de Israel, que foi destruído pela Assíria. Assim Judá, juntamente com outras nações, é aqui advertida da punição de Deus como resultado do pecado.
Ninguém que as habite. Esta profecia se cumpriu durante o cerco final a Jerusalém, mesmo antes de a cidade cair (vem com. de Jr 32:43). A linguagem empregada simplesmente significava que Judá seria assolada.
7 Eles se levantaram de madrugada. Um idiomatismo hebraico que significava fazer algo com intenso desejo ou determinação (ver com. de Jr 7:13).
8 Esperai-me, pois. Como os pecadores não queriam se arrepender, o castigo divino seria certo.
Os massoretas (ver vol. 1, p. 10-12) notaram que este é o único versículo em todo o AT que contém todas as 22 letras do alfabeto hebraico.
9 Então. Esta passagem claramente indica um tempo de restauração para Israel.
10 Etiópia. Do heb. Kush (ver com. de Sf 2:12).
Sacrifícios. Do heb. minchah, aqui usado como um presente ofertado a Deus (ver com de Lv 2:1).
11 Naquele dia. O profeta indica um tempo futuro quando as pessoas servirão ao Senhor com sinceridade e de todo o coração.
Tirarei. Naquele dia, serão destruídos os que de forma soberba e autossuficiente andaram em seus próprios caminhos e confiaram no que é material e secular, em vez de confiar em Deus (ver Is 2:12-22).
12 Modesto. Do heb. ‘ani, traduzido como “humilde” (Zc 9:9) e “aflitos” (Sl 9:12). O profeta está descrevendo as qualificações de caráter dos remanescentes. Era propósito de Deus que não se encontrasse entre Seus filhos nenhum indivíduo que exaltasse a si mesmo ou que fosse autossuficiente e vaidoso.
14 Filha de Sião. Isto é, Jerusalém (ver com. de Is 1:8).
16 Afrouxem. Do heb. rafah, “afundar”, “deixar cair”, ou “baixar”. “Afrouxar os braços” é uma expressão idiomática que significa “desanimar-se” ou “perder a coragem”.
17 Com júbilo. A NTLH diz: “Ele cantará”. A medida do amor e da alegria que Deus terá em relação a Seu povo é tal que Deus é apresentado como se estivesse cantando.
18 Entristecidos. Enquanto estavam no exílio, os fiéis de Deus foram privados de frequentar as festas sagradas (ver Os 2:11). Pela fé, o profeta espera o tempo em que os verdadeiros filhos de Deus estarão reunidos para adorá-Lo, sem ser perturbados por qualquer “opróbrio”.
19 Salvarei os que coxeiam. A obra do Senhor sempre é ajudar os que necessitam, aqueles que talvez estejam tropeçando ao longo do caminho da vida. Deus espera que cooperemos com Ele ao estendermos essa ajuda a outros (ver T6, 458).
20 Eu vos farei voltar. O profeta encerra seu livro com um glorioso quadro de promessa, enfatizando a futura restauração do cativeiro babilônico (ver p. 18, 19).
Referências: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1176-1178.
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“Mas deixarei, no meio de ti, um povo modesto e humilde, que confia em o nome do Senhor” (v.12).
A condição espiritual dos moradores de Jerusalém era degradante, não obstante ostentassem uma postura religiosa. Seus príncipes e juízes eram cruéis, seus profetas, levianos, seus sacerdotes, profanos. “Manhã após manhã” (v.5) o Senhor revelava a Sua justiça, enquanto eles se levantavam de madrugada para praticar a corrupção (v.7). Os juízos divinos sobre as nações impenitentes deveriam ter sido levados em consideração pelo povo, como claras advertências contra o que é mau. Contudo, ele escolheu o caminho da obstinação: “Não atende a ninguém, não aceita disciplina, não confia no Senhor, nem se aproxima do seu Deus” (v.2). Perante Deus, Jerusalém tornou-se uma cidade pior do que as cidades ímpias que “foram destruídas” (v.6).
Mas no meio das ruínas espirituais de Jerusalém Deus enxergou algo precioso. É descrito aqui um reforço ao conceito da sacudidura do povo de Deus: “tirarei do meio de ti os que exultam na sua soberba […]. Mas deixarei, no meio de ti, um povo modesto e humilde, que confia em o nome do Senhor” (v.11, 12). Ou seja, a escória é tirada e o ouro é deixado; a palha sai e o grão fica. O Senhor não suscitaria uma nova nação, mas renovaria a nação existente retirando os soberbos e confirmando os humildes. “Dalém dos rios da Etiópia” (v.10), Deus congregaria os Seus adoradores de todas as nações como um só povo sob a segurança da fiel promessa: “Eu os congregarei” (v.18). “Os restantes de Israel” (v.13) constituiriam um povo peculiar que anda na verdade, uma revelação do caráter de Cristo.
Se o Senhor tivesse sido fielmente representado por Israel no passado, com Seu amor, alegria e poder para salvar (v.17), certamente o nascimento de Cristo teria sido uma celebração ouvida pelas nações ao redor e Seu ministério terrestre, completamente desimpedido de corações obstinados e soberbos. Cristo veio, porém, para revelar o verdadeiro caráter do Pai, que Israel “religiosamente” distorceu. Ao contrário do cântico da filha de Sião, fruto de um louvor sincero “de todo o coração” (v.14), a respeito daqueles que diziam representá-Lo, Cristo declarou: “Este povo honra-Me com os lábios, mas seu coração está longe de Mim” (Mt.15:8).
Como aqueles que professam crer em Jesus e aguardar a Sua segunda vinda, estamos, de fato e de verdade, buscando a semelhança de Cristo? Enoque foi tão fiel e perseverante em sua busca, ainda que no meio de uma geração continuamente má, que Deus o tomou para Si (Gn.5:24). Elias almejou tanto a companhia de Deus diante da apostasia de Israel, que também foi levado ao Céu sem passar pela morte (2Rs.2:11). Ainda que habitando na capital da idolatria e da imoralidade, Daniel se manteve puro, e seus olhos viram o próprio Cristo. A respeito do “povo modesto e humilde” (v.12) dos últimos dias, aqueles que apesar de viverem no momento mais escuro da Terra, “suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela” (Ez.9:4), eis o que Cristo promete: “voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:3).
Você aceita fazer parte da nação santa de Deus? É simples. Escolha Jesus Cristo. NEle encontramos as respostas para uma vida modesta e humilde. Ser um seguidor e representante de Cristo não significa aparecer mais do que os outros, mas ser semelhante a Ele tanto diante dos outros quanto a sós com Deus. Não fomos chamados para agradar a homens, mas para agradar a Deus. E mesmo que nesse processo sejamos incompreendidos, o Senhor nos diz: “Não temas […]. O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para salvar-te; Ele Se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no Seu amor, regozijar-Se-á em ti com júbilo” (v.17).
As promessas contidas no capítulo de hoje são um verdadeiro bálsamo para todos os que amam a Jesus e “amam a Sua vinda” (2Tm.4:8). Oh, preciosa redenção! Preciosas promessas que revelam o amor do Pai por nós! Cada vez mais o coração de Seus filhos tem sido machucado por este século sombrio. Mas nossa momentânea tristeza logo será convertida em eterna alegria. Nossas lágrimas darão lugar ao cântico de louvor celestial. Todas as nossas angústias e provações terão ficado para trás. A constante contemplação do semblante amoroso e sereno de nosso Redentor despertará em nós uma alegria arrebatadora e desejo sublime em render-Lhe graças por toda a eternidade.
Quer você participar do que “Deus tem preparado para aqueles que O amam” (1Co.2:9)? Permita que a Terceira Pessoa da Trindade, o Consolador, o Espírito Santo, lave a sua vida com Seu lavar regenerador e renovador. Então, seremos, pela graça de Jesus e pelo poder do Espírito Santo, o motivo do sorriso de Deus.
Ó Pai de misericórdias, almejamos estar entre os que terão lábios puros, um povo modesto e humilde que anda na verdade! Queremos Te louvar e Te amar de todo o nosso coração e ser o motivo de Tua alegria por toda a eternidade! Salva-nos para o Teu reino, pois Tu és poderoso para nos salvar! Aguardamos novos céus e nova terra, onde não se cometerá iniquidade, nem haverá mentira; lugar onde seremos apascentados por Jesus, nosso bom Pastor, e não teremos mais medo nem veremos mal algum. Mas podemos, hoje, viver um vislumbre da eternidade se aqui andarmos Contigo. Nosso Pai, toma-nos pela mão e nos ensina a andar Contigo como andou Enoque. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo modesto e humilde!
Rosana Garcia Barros
#Sofonias3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SOFONIAS 3 – Apesar de pequeno, o livro de Sofonias contém uma grande mensagem, poderosa e relevante para os dias atuais.
Em Sofonias 3 somos confrontados tanto com a severidade do julgamento divino quanto com a esperança de restauração e redenção. Note estes dois aspectos:
• Um quadro sombrio do julgamento divino: Sofonias 3 começa com uma denúncia veemente contra Jerusalém, a “cidade rebelde, impura e opressora”. A corrupção e a injustiça permeavam todos os níveis da sociedade. Os líderes eram como “leões que rugem”, os juízes “lobos vespertinos” que nada deixavam para o amanhecer. Os profetas eram “irresponsáveis… homens traiçoeiros” e, os sacerdotes profanavam “o santuário” e faziam “violência à lei” (Sofonias 3:1-4).
Esta descrição de uma sociedade corrompida e injusta é tristemente familiar no contexto atual. Em muitos lugares do mundo, vemos líderes políticos que abusam do poder, sistemas judiciais que falham em garantir a justiça, e líderes religiosos que traem a confiança de seus seguidores. A mensagem de Sofonias é um lembrete severo de que tais comportamentos não passam despercebidos aos olhos de Deus.
O julgamento divino será inevitável àqueles que persistem na injustiça e na corrupção. Sofonias 3:7 destaca a paciência de Deus e Sua disposição de perdoar e restaurar, mas Sua justiça não pode ser eternamente adiada. Porquanto, Deus declara: “O mundo inteiro será consumido pelo fogo da minha zelosa ira” (Sofonias 3:8).
• Um quadro brilhante de esperança provida por Deus: Sofonias 3 não termina com a condenação. Deus promete restaurar os povos, purificar os lábios para que todos possam invocar o Seu nome e servi-Lo de comum acordo (Sofonias 3:9). Tais palavras de purificação e unidade são raios brilhantes em meio às trevas do julgamento.
A restauração vai além de Israel, envolve todas as nações. Os que se dispuserem a servir a Deus lhe “trarão ofertas”. Os “mansos e humildes”, refletindo a Cristo (Mateus 11:29), serão preservados, pois permitiram ser transformados de seu orgulho e altivez (Sofonias 3:10-12). Sofonias 3:13 refere-se ao remanescente fiel, fazendo eco aos 144.000 que não se achou engano em sua boca (Apocalipse 14:1-5).
Sofonias conclui com uma celebração da alegria e amor de Deus pelo Seu povo; com uma das mais belas imagens bíblicas de Deus como Salvador amoroso e jubiloso!
Alegremo-nos com Deus! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: SOFONIAS 2 – Primeiro leia a Bíblia
SOFONIAS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/sf/2
O profeta implora ferventemente a seu povo que se una. Ele enfatiza que o dia do Senhor está bem próximo deles, então ele exorta as pessoas a se voltarem para o Senhor, porque do contrário eles iriam sofrer todas as consequências de Sua ira.
Em seguida, três vezes, o profeta convida o povo a BUSCAR o Senhor. “Busquem o Senhor, todos vocês, os humildes da terra, vocês que fazem o que ele ordena. Busquem a justiça, busquem a humildade” (v. 3, NVI).
Junto com essas palavras fortes do profeta há sinais de esperança. No versículo 7 e 9, o profeta apresenta um remanescente que será o proprietário da terra e experimentará a paz de ter Deus cuidando deles. A característica deste remanescente é a sua humildade e a sua obediência. Esta humildade está em oposição com a arrogância das nações mencionadas previamente por Sofonias.
A humildade é uma característica dos grandes personagens da Bíblia. Ao relacionar humildade com justiça, Sofonias deixa claro que a verdadeira humildade está sempre ligada à justiça social.
A cura de igrejas, comunidades e sociedades só é possível através da humildade perante Deus (2 Cr. 7:14) e de uns para com os outros. Portanto, busquemos ao Senhor com humildade e retidão, para que possamos estar protegidos quando Ele vier.
Norbert Zens
Tesoureiro da Divisão Inter-Européia, Bern, Suiça
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/zep/2
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli//
Gisele Quimelli/Luís Uehara
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445 palavras
1 Concentra-te. Uma vez que a união das pessoas aumenta a força por meio de um mesmo parecer, da confissão conjunta e da súplica a Deus, o profeta admoesta o povo a se congregar (ver Hb 10:24, 25; cf. Jl 1:14; 2:16-18).
Que não tens pudor. Se a nação não “se envergonhava”, isso significa que o povo não tinha o devido senso de culpa por seus pecados (ver Is 29:22).
3 Buscai. Dirigindo-se aos que afirmavam servir a Deus e obedecer à Sua lei, o profeta os encoraja a se apegarem firmemente a Deus.
Mansos. Os que têm caráter oposto aos orgulhosos, autossuficientes e impudentes (ver com. do v. 1; sobre o espírito de orgulho, ver com. de Mt 5:5).
Cumpris. Embora Judá tivesse se tornado um povo apóstata e degenerado, ainda havia quem permanecia leal a Deus.
Porventura. do heb. ‘ulay, “talvez”; uma expressão de esperança, súplica ou medo.
4 Gaza. Quatro cidades principais dos filisteus são mencionadas aqui para representar a totalidade daquele país (ver Am 1:6-8).
Ao meio-dia. Uma vez que esta era a hora mais quente do dia, quando seria menos provável que o inimigo atacasse, a expressão “ao meio-dia”evidentemente “inesperadamente” ou “repentinamente” (ver Jr 15:8).
7 Atentará para eles. O profeta expressa uma firme confiança de que seu povo será restaurado do cativeiro babilônico e, evidentemente, considera a derrota da Filístia como parte do preparo para esse evento.
8 O escárnio de Moabe. Os descendentes de Ló (os moabitas e amonitas) eram inimigos implacáveis dos israelitas, embora tivessem com eles parentesco de sangue (ver com. de Am 1:13; 2:1).
11 Aniquilará. Do heb. razah, “diminuir”. O profeta ansiava pelo tempo em que Deus faria com que “todos os deuses da Terra” diminuíssem, quando eles não teriam mais adoradores para lhes oferecer sacrifícios.
Ilhas. Ou, “terras costeiras”. Uma referência a países distantes aos quais se chegava por mar.
13 Assíria. Embora a Assíria parecesse próspera e florescente, o profeta predisse que ela também sofreria a ira divina (ver Is 10:12; Ez 31:3-12; o livro de Naum).
Terra seca como um deserto. A abundante fertilidade de Nínive era devida à irrigação. Quando o sistema de irrigação foi destruído, não levou muito tempo para que Nínive se tornasse uma região árida.
14 Rebanhos. É dada aqui uma descrição detalhada da “desolação” que sobreviria a Nínive (ver v. 3). Em linguagem vívida, o profeta retrata a ausência de habitantes humanos nas ruínas da cidade.
15 Confiante. Ou, literalmente, “de maneira segura” ou “tranquila”. A cidade é retratada como se não tivesse medo de ataques. Em seu orgulho, Nínive atribuía a si mesma as características de divindade: “Eu sou a única, e não há outra além de mim” (cf. Is 14:13, 14; Is 47:7; Ap 18:7).
Assobiará. Para mostrar escárnio ou desprezo (ver Jr 19:8; Mq 6:16).
Agitará a mão. Um gesto de repúdio.
REFERÊNCIA: Comentário Adventista do Sétimo Dia, vol. 1174, 1175.
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“Buscai o Senhor, vós todos os mansos da terra, que cumpris o Seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura, lograreis esconder-vos no dia da ira do Senhor” (v.3).
As ameaças contra as cinco nações inimigas do povo de Deus anunciavam o livramento dos “restantes da casa de Judá” (v.7) e a destruição dos perversos, “até que não haja um morador sequer” (v.5). Em contraste com a abordagem violenta e orgulhosa daquelas nações, o Senhor convocou “todos os mansos da terra” (v.3) a se aproximarem dEle. A palavra hebraica usada para designar a mansidão significa “se inclinar”, “se submeter”. Ou seja, biblicamente falando, ser manso é muito mais do que manifestar tranquilidade; ser manso é ser submisso à vontade de Deus, estar conformado com ela. Nesse sentido, podemos compreender melhor o convite do Salvador: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mt.11:28-29).
A vida de Jesus foi de perfeita e completa obediência. Sua submissão ao Pai era constante e nada fazia por vontade própria. Em cada madrugada despertava na certeza de que Seu Pai O aguardava para com Ele entreter preciosos momentos de comunhão. Ali, Jesus recebia as instruções do dia e o vigor espiritual para combater “o bom combate” (2Tm.4:7). Sua mansidão era claramente percebida em Suas palavras e vista em Suas ações. Não se tratava apenas de um Homem gentil, mas dAquele que revelou ao mundo a verdadeira mansidão, que é andar humildemente com Deus em atitude de submissão. O conselho dado através do profeta: “Buscai o Senhor […], buscai a mansidão” (v.3), rasga as cortinas do tempo e nos diz, hoje: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo.2:5).
Conhecido como o homem mais manso da Terra (Nm.12:3), Moisés recebia diariamente do Senhor as instruções e o poder para liderar a nação eleita. Era um homem submisso à vontade divina. No episódio das águas de Meribá não foi a manifestação de sua ira que o privou de entrar em Canaã, e sim seu ato de incredulidade e de rebeldia ao descumprir uma ordem de Deus (Nm.20:12). Portanto, a mansidão não é algo que se conquista e se torna inerente ao homem, mas um dom do Espírito que precisa ser buscado a cada dia na escola de Cristo. Precisamos encarar as adversidades como oportunidades de avanço e não como inibidoras dele. É nesse processo que, qual Moisés, o nosso encontro diário com Deus transparecerá em nossa face (Êx.34:29).
Semelhante aos juízos que sobreviriam às nações impenitentes, a Terra está prestes a ser atingida pelos “sete flagelos dos sete anjos” (Ap.15:8). E o chamado do Senhor a “todos os mansos da terra” (v.3) que ainda estão na Babilônia espiritual é este: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4). Existem multidões de mansos que ainda não ouviram o último chamado de Deus. Pessoas que, mesmo não conhecendo toda a verdade, são muito sinceras e fiéis no que acreditam ser o correto. Mas o Senhor “atentará para eles e lhes mudará a sorte” (v.7). A todos, porém, que “escarneceram e se gabaram contra o povo do Senhor dos Exércitos” (v.10), serão “como Sodoma” e “como Gomorra” (v.9) “no dia da ira do Senhor” (v.3).
Olhemos para Jesus, amados, e busquemos nEle a mansidão e a humildade que necessitamos a fim de que sejamos participantes de Sua vida vitoriosa.
Querido Senhor, bendito seja o Teu nome! Pai, para termos um coração disposto e voluntário para fazer a Tua vontade necessitamos do Teu Espírito. Enche-nos do Espírito Santo! Sabemos que logo haverá um juízo final e queremos estar escondidos no esconderijo do Altíssimo. Fortalece a nossa fé em Ti e que a Tua Palavra continue iluminando o nosso caminho a cada dia. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, mansos da Terra!
Rosana Garcia Barros
#Sofonias2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SOFONIAS 2 – O foco profético de Sofonias é exortar quem tem acesso às suas mensagens a examinar a própria vida, a arrepender-se de seus pecados e, a viver em fidelidade a Deus, confiando em Sua misericórdia e graça.
Sofonias 2 contém uma série de advertências e juízos contra várias nações, bem como um chamado ao arrependimento ao povo de Deus. Analisando o texto à luz do contexto atual, várias aplicações podem ser extraídas para os habitantes do século 21:
Sofonias inicia com chamado ao arrependimento. Para os leitores contemporâneos, isso é um lembrete da importância de reconhecer os próprios erros, buscar a reconciliação e voltar-se para Deus, ou para os valores e princípios divinos que devem guiar a vida de cada ser moralmente criado por Deus (Sofonias 2:1-3).
O texto enfatiza a necessidade de buscar a justiça, a retidão e a humildade. No século 21, podemos entender isso como um chamado para agir com integridade, lutar contra a corrupção em nossa própria vida, promover a equidade na sociedade e defender os direitos dos vulneráveis.
A profecia aponta para as consequências de nossas ações. As revelações de juízo contra as nações vizinhas de Judá (Sofonias 2:4-15) lembram que todas as ações têm consequências. No contexto atual, isso é uma chamada à responsabilidade individual e coletiva, destacando que atos de injustiça, opressão e imoralidade trarão consequências negativas, indesejadas.
Embora o texto contenha muitas mensagens de juízo, também há uma nota de esperança àqueles que buscam a justiça e a retidão (Sofonias 2:7, 9, 11). Para os últimos dias, podemos entender a mensagem de Sofonias como um incentivo a fazer o que é certo, a praticar o bem, mesmo diante das adversidades escatológicas (Apocalipse 13:1-18). Sofonias 2:1-3 fala sobre reunir-se e unir-se com propósito nobre. Num mundo muitas vezes divido por conflitos e polarizações, essa mensagem pode ser vista como um apelo à unidade, cooperação e esforço conjunto para enfrentar os desafios que antecedem à segunda vinda dAquele que orou por unidade de Sua igreja (João 17:20-23).
Examine sua vida, arrependa-se e viva em fidelidade a Deus, confiando em Sua misericórdia e graça.
Mesmo em meio ao juízo divino, há esperança para aqueles que buscam a justiça e a retidão. Mantenha a fé e pratique o bem! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: SOFONIAS 1 – Primeiro leia a Bíblia
SOFONIAS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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