Reavivados por Sua Palavra


ZACARIAS 2 – COMENTARIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
14 de julho de 2024, 0:50
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451 palavras

Vi, e eis um homem. A terceira visão mostra o triunfo do plano de Deus. A gloriosa perspectiva apresentada neste versículo teria sido realizada por Israel se o povo tivesse cooperado com o plano celestial. O homem com o cordel de medir não é identificado, e isto não é necessário para que se compreenda a visão.

Medir Jerusalém. O ato simbólico garantiu que Jerusalém seria reconstruída.

Fugi. Ver Jr 51:6, 45. Este foi um novo chamado àqueles judeus que não haviam retornado a Jerusalém no decreto de Ciro (Ed 1:1-4) para ir a Sião a fim de “fugir” dos tempos angustiosos que aconteceriam no domínio persa. Ainda havia muitos judeus exilados em Babilônia, e não poucos viviam com tranquilidade e riqueza. A prosperidade os levou a recuar diante do futuro incerto que o retorno a Jerusalém parecia oferecer.

Terra do Norte. Babilônia geralmente é mencionada desta forma no AT porque os invasores daquele país entravam na Palestina pelo norte (ver com. de Jr 1:14, 15; 4:6).

Menina do Seu olho. Cada golpe que fere os santos, fere o Senhor deles (ver Is 63:9; At 9:1-5; cf. Mt 10:40; 25:34-46).

Agitarei. O agitar da mão significa o exercício de poder (ver Is 11:15; 19:16). O Senhor prometeu alterar as coisas, de modo que aqueles a quem Israel servia fossem um despojo para Seu povo.

Quem me enviou. As credenciais do verdadeiro profeta são o cumprimento de suas predições (ver Dt 18:21, 22).

10 Exulta. Em vista da gloriosa perspectiva, Sião é convidada a se regozijar. Se o povo tivesse ouvido as mensagens de seus profetas, a cidade teria “permanecido de pé no orgulho de sua prosperidade, rainha dos reinos” (DTN, 577). Deus teria habitado no meio dela e Jerusalém teria se tornado na diadema de glória do mundo. Com a queda de Israel e a realização do propósito de Deus na descendência espiritual, ou seja, a igreja cristã (ver p. 22-24), o motivo de regozijo é agora a Nova Jerusalém que descerá “do Céu, da parte de Deus” (Ap 21:2).

11 Muitas nações se ajuntarão. Ver Is 14:1; Mq 4:2. Deus pretendia que as pessoas de todas as nações, ao observar a prosperidade de Israel e as vantagens de servir ao verdadeiro Deus, fossem levadas a se unir ao Senhor (ver p. 15, 16). Contudo, assim como antes do exílio, Israel recusou ouvir a luz enviada pelo Céu. Assim sendo, Deus comissionou a igreja cristã para pregar o evangelho em todo o mundo, para que “muitos” de todas as terras possam crer e ser salvos (ver Mt 24:14; 28:19, 20; Mc 16:15, 16; At 1:8; Ap 14:6-12).

13 Cale-se. Em antecipação a esses eventos poderosos e gloriosos, o mundo é exortado a aguardar com o devido temor e reverência (ver Sl 76:8, 9). É assegurado que Deus Se levantará de Seu estado de aparente inatividade para castigar o ímpio e salvar Seu povo (ver Sl 44:23-26).

Referências: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1199, 1200.



ZACARIAS 2 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
14 de julho de 2024, 0:45
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Dando continuidade às visões, a terceira visão de Zacarias revela os resultados da segunda. Derrotados “os chifres” (Zc.1:19), isto é, os inimigos de Israel, a vitória seria tão grande que a cidade não precisaria mais de muros, pois o Senhor mesmo lhe seria por “muro de fogo em redor e […] no meio dela, a Sua glória” (v.5). Mas o toque de rebate deveria ser respeitado. Os filhos do Seu povo precisavam obedecer a ordem de sair de Babilônia: “Fugi, agora, da terra do Norte, diz o Senhor” (v.6). O chamado era sério e urgente.

Mediante tamanha urgência, deveria todo o povo sair imediatamente daquela terra de exílio e dirigir-se à terra da liberdade. E ai de quem tocasse “na menina do Seu olho” (v.8)! A promessa de proteção era para Israel um bálsamo diante de todo o sofrimento que havia passado devido à opressão de povos inimigos. Mas Deus prometeu algo além das expectativas de um povo que esperava a glória de um reino terrestre. Um vislumbre do celeste lhes foi concedido e, muito acima de uma cidade com fortalezas, Deus prometeu um lugar de paz, onde Ele estabelecerá a “Sua santa morada” (v.13).

“Eis que venho” (v.10) é a promessa dAquele que também prometeu urgência: “Eis que venho sem demora” (Ap.22:7). E o que ainda estamos fazendo perdendo tempo e colocando a nossa salvação em risco, comungando com os pecados da atual Babilônia? Muitos há que pensam que apenas provar das “finas iguarias” do príncipe deste mundo (Dn.1:8) não lhes tirará o direito de comer “da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus” (Ap.2:7), e se iludem com uma religião de aparências enquanto nutrem a alma com pecados que estão a ponto de tornarem-se em pecado contra o Espírito Santo (Mt.12:32).

“Eh! Salva-te” (v.7) é um clamor que chega até nós como um eco persistente de um Deus que não desiste de ninguém. Quando o justo Juiz levantar-Se “da Sua santa morada” (v.13), até o céu ficará em silêncio (Ap.8:1). A Sua justiça virá para destruir “os que destroem a terra” (Ap.11:18) e para salvar aqueles que “venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida” (Ap.12:11).

O tempo de angústia que diante de nós está é descrito pelo profeta Daniel como um “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1). O cumprimento das profecias nos mostra que este tempo já está revelando seus primeiros efeitos. E qual tem sido a nossa atitude, amados? Estamos de fato e de verdade preparados para enfrentar a grande e última fúria do Maligno? Como Daniel e seus amigos, a nossa fé tem sido fortalecida no sentido de negar com firmeza tudo aquilo que não faz parte da “boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2)?

Quer você morar na santa morada do Altíssimo? “Fugi, agora” (v.6), das práticas abomináveis deste mundo! “Canta e exulta” (v.10) ao Deus da tua salvação! Porque eis que Ele vem sem demora para buscar um povo peculiar, que não se curvou diante do deus deste século; que não se conformou com os “tempos difíceis” e que fugiu da companhia dos escarnecedores (2Tm.3:1-5). Um povo cujos princípios de vida não podem ser confundidos com a impiedade deste mundo. Um povo que “é gente sábia e inteligente” (Dt.4:6) e que, pela maravilhosa graça de Cristo, se mantém fiel “ainda que caiam os céus” (Ellen G. White).

Siga as orientações de Jesus em Mateus 6:6. Hoje, entra no teu quarto e, fechada a porta, rasgue o teu coração diante do Senhor (Jl.2:13). Faça disso uma prática constante e diária. Daniel venceu orando “três vezes por dia” (Dn.6:10). E quão pouco é diante de todo o tempo de graça que nos tem sido ofertado! Hoje, decida “firmemente” (Dn.1:8) buscar ao Senhor enquanto pode achá-Lo e invocar-Lhe o nome “enquanto está perto” (Is.55:6). “Salva-te” (v.7), enquanto há tempo!

Pai nosso que está nos Céus, santificado seja o Teu nome. Nós queremos fazer parte do Teu povo, cercados por Ti e participantes da Tua glória. Ó, Senhor, cuida de nós como a menina do Teu olho! Nosso coração desfalece de saudades de Ti! Conforta-nos com Tua constante presença. Enche-nos do Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, salvos pela graça maravilhosa de Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Zacarias2 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ZACARIAS 2 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
14 de julho de 2024, 0:40
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ZACARIAS 2 – Este texto descreve uma visão em que um homem com uma corda de medir mede Jerusalém, simbolizando a restauração e a futura prosperidade da nação; essa medição é um ato de preparação e proteção, demonstrando a intenção de Deus de estabelecer uma morada segura e gloriosa para Seu povo.

Zacarias 2:8 diz “Porque assim diz o Senhor dos Exércitos: ‘Ele me enviou para buscar a Sua glória entre as nações que saquearam vocês [judeus], porque todo o que tocar em vocês, toca na menina dos olhos dEle’”.

• O uso da expressão “menina dos olhos” indica a proteção e o cuidado amoroso de Deus por Seu povo.

O homem com a corda de medir está medindo Jerusalém para garantir sua futura segurança e prosperidade. Esta visão mostra a intenção de Deus de proteger e abençoar Seu povo. O contexto é de restauração física e espiritual após o exílio babilônico, antes da primeira vinda de Cristo.

Em Apocalipse 11:1-2, João é instruído a medir o templo de Deus, o altar e os adoradores, mas a área externa do templo é deixada fora, pois será entregue aos gentios. Esta medição simboliza proteção e separação. O contexto aqui é escatológico, apontando para o tempo após o período de opressão papal (Babilônia apocalíptica), antes da segunda vinda de Cristo.

A conexão hermenêutica entre Zacarias 2 e Apocalipse 11 reside na imagem do homem com a corda de medir e o simbolismo associado à proteção e cuidado de Deus por Seu povo. Ambas as passagens enfatizam a especial atenção que Deus dá aos judeus do passado e aos adoradores fiéis do tempo do fim, indicando que Ele vê qualquer ataque contra eles como um ataque contra Si mesmo.

Essa interpretação destaca a contínua fidelidade de Deus e Seu comprometimento em proteger e restaurar Seu povo, seja na era pós-exílica de Zacarias ou nos eventos finais, descritos nas profecias escatológicas de Apocalipse.

• Assim como Deus considerou qualquer ataque contra Israel como ataque a Si mesmo, Ele também vê qualquer ameaça aos Seus adoradores nos últimos dias com a mesma seriedade.
• A proteção e o compromisso de Deus em restaurar Seu povo mostram que Ele nunca abandona Seus seguidores, mesmo nos momentos difíceis.

Precisamos acreditar nestas verdades para, então, reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí



ZACARIAS 1 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
13 de julho de 2024, 1:00
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Texto bíblico: ZACARIAS 1 – Primeiro leia a Bíblia

ZACARIAS 1 – BLOG MUNDIAL

ZACARIAS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



ZACARIAS 1 by Luís Uehara
13 de julho de 2024, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/zc/1

Em 520 a.C. o Senhor chamou Zacarias para se juntar a Ageu a fim de despertar os judeus que haviam retornado a Jerusalém do cativeiro na Babilônia. Dezesseis anos haviam se passado desde que Zorobabel os conduzira de volta à sua terra natal prometida. Eles observaram a festa dos Tabernáculos. E em seguida, lançaram os alicerces do Templo.

Então, os povos ao redor trouxeram problemas. O trabalho foi interrompido. O profeta Ageu os levou a renovarem seus esforços para completar a missão que Deus tinha para eles – a reconstrução do Templo.

Esta lição é para nós. Nossa segurança está em Deus. Devemos acreditar em Suas palavras. A mensagem do homem no cavalo vermelho, “a terra está em repouso”, refere-se ao fato de que o conflito a respeito do reinado persa havia terminado. Dario, o novo rei, era mais favorável aos judeus. O Senhor disse: “Estou me voltando para Jerusalém com misericórdia, e ali o meu Templo será reconstruído”. Seu povo deveria cumprir a missão para a qual Ele os havia trazido de volta. Os quatro chifres são explicados como aqueles que trabalharam contra o povo de Deus. Os quatro carpinteiros-artesãos referem-se a Zorobabel, Neemias, Ageu e Zacarias.

Deus também tem uma missão para nós hoje: proclamar as três mensagens angélicas. Coloquemo-nos nas mãos do Senhor a fim de sermos usados para a salvação de muitas pessoas.

David Manzano
Pastor aposentado, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/zec/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara



ZACARIAS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS – inclui comentários gerais sobre o livro by Jeferson Quimelli
13 de julho de 2024, 0:50
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998 palavras

1. Título. O livro é intitulado segundo o nome de seu autor, Zacarias, do heb. Zekaryah, que significa “Yahweh lembra” ou “Yahweh tem lembrado”. Era um nome comum entre os judeus.

2. Autor. Zacarias foi, possivelmente, um levita ou mesmo um sacerdote (ver Ne 12:16; cf. Zc 1:1).

3. Contexto histórico. Zacarias foi contemporâneo de Ageu (Zc 1:1; ag 1:1).

4. Tema. Zacarias, assim como Ageu, foi designado por Deus para levar os judeus à ação, pois, devido à oposição inimiga sancionada pelo falso Esmérdis (522 a.C.), os judeus haviam interrompido a edificação do templo (ver vol. 3, p. 57, 58). As profecias de Zacarias “vieram num tempo de grande incerteza e ansiedade”, quando “parecia aos líderes como se a permissão dada aos judeus para reconstruir estivesse prestes a sofrer impedimento”(PR, 580). Suas mensagens, lidando com a obra de Deus e os planos divinos para a restauração, foram designadas para levar encorajamento ao debilitado zelo dos judeus. Como resultado das inspiradas mensagens e a liderança de Ageu e Zacarias, logo o templo foi concluído (Ed 6:14, 15).

As mensagens de Zacarias, expondo um glorioso futuro, eram condicionais (Zc 6:15). Devido à falha dos judeus em atender às condições espirituais sobre as quais sua prosperidade estava baseada, as profecias não foram cumpridas de acordo com o propósito original. No entanto, certas características serão cumpridas na igreja cristã (ver p. 17-23).

1 Segundo ano do rei Dario. Ou seja, 520 a.C.

3 Tornai-vos. Deus apela ao povo que se arrependa e receba o favor divino que lhes permitiria realizar, com segurança e certeza, a obra de reconstrução do templo (ver p. 1193). A necessidade de arrependimento e reforma é, com frequência, salientada por Zacarias (ver Zv 3:7; 6:15; 7:7-10; 8:16, 17).

Diz o SENHOR. A tríplice repetição desta frase é, sem dúvida, para se dar ênfase.

5. Vossos pais. Deus conclamou Seu povo a refletir sobre a conduta e o destino de seus antepassados, como uma lição para o presente.

Vivem para sempre? Os profetas eram mortais como aqueles a quem pregavam. Todavia, suas palavras eram de Deus.

7 Mês undécimo. A data apresentada neste versículo é, aproximadamente, 15 de fevereiro de 519 a.C., pelo cálculo Juliano (ver vol. 3, p. 89). Cerca de três meses antes, Zacarias começara seu ministério profético (Zc 1:1). As oito visões registradas em Zacarias 1:8 a 6:8 foram dadas no intervalo.

8 Uma visão. A primeira visão foi designada para inspirar confiança no bondoso propósito de Deus para restaurar Seu povo. Ela assegurou que as nações gentílicas seriam derrubadas e que, a despeito do atual estado de Israel, o misericordioso propósito de Deus seria realizado desde que o povo fizesse a parte que lhe cabia (ver Zc 6:15). … A série de oito visões registrada em Zacarias 1:7 a 6:8 apresenta uma narrativa profética conectada, que expõe o propósito de Deus para os judeus sobre o retorno deles do cativeiro babilônico e culmina na vinda do Messias e o estabelecimento de Seu reino (ver p. 13-18). Zacarias recebeu esta série de visões numa época de grande desânimo, quando parecia que os inimigos do povo de Deus estavam prestes a fazer a restauração parar completamente (ver PR, 582). Essas mensagens foram designadas a encorajar os exilados que retornaram e inspirá-los a prosseguir com fé em sua obra.

A primeira visão (Zc 1:7-17) revela o plano de Deus para o Israel paralisado. As nações pagãs da terra estavam “tranquilas”, mas Deus anunciou Seu propósito de restaurar o templo como Sua “casa”e “escolher Jerusalém” como o agente por meio do qual Seu propósito para a salvação dos seres humanos seria realizado.

18-21 A segunda visão (Zc 1:18-21) ilustra a danificada nação de Israel como tendo sofrido em resultado do cativeiro, mas a visão também apresenta a intenção de Deus de reparar todo o estrago causado a ela.

Cavalo vermelho. O profeta não explica o significado da cor, e a especulação é inútil.

Murteiras. Uma árvore sempre-verde que ostenta flores brancas e um fruto aromático do qual são feitos os perfumes. A árvore é comum na Palestina.

10 Percorrerem a terra. Estes mensageiros são representados como prestando um relatório ao grande Governante do universo a respeito dos assuntos terrestres, especialmente com relação a Israel, o povo escolhido de Deus, por estar passando pelo cativeiro por meio da opressão de nações pagãs vizinhas. Eles já haviam realizado sua missão e estavam prontos a prestar o relatório.

11 Repousada. O programa de Deus parece estar paralisado. As nações não estão fazendo nada para proporcionar alívio e auxílio ao povo de Deus. Na verdade, parece que a permissão para a reconstrução estava cancelada (ver p. 1181, 1182; PR, 579, 580).

12. Não terás compaixão. O povo de Deus estava em situação de insegurança e desalento. O templo permanecia em desolação, e Jerusalém, em ruínas.

13 Palavras consoladoras. A visão foi designada para levar encorajamento e conforto ao povo.

14 Sião. Neste versículo, a palavra é usada como sinônimo para toda a cidade de Jerusalém (ver com. de Sl 48:2).

15 Vivem confiantes. Ver com. do v. 11. Embora Deus tenha castigado os israelitas por causa de seus pecados, Ele estava apenas “um pouco indignado e planejou restringir os juízos. Por outro lado, os “gentios”, indo além do que Deus pretendia, intentavam colocar os israelitas em sujeição permanente (ver Is 10:5-19).

16 Será edificada. Os v. 16 e 17 revelam os bons desígnios de Deus para o remanescente. As predições foram cumpridas parcialmente. O templo foi reconstruído, e Jerusalém, restaurada. Mas a prosperidade indicada neste versículo nunca ocorreu completamente. O povo falhou em cumprir as condições espirituais sobre as quais estava baseada sua prosperidade temporal. Ainda assim, a oportunidade era deles. A visão foi designada a encorajá-los e apresentar um forte incentivo para usufruir seus privilégios negligenciados (ver p. 17-20). O plano de Deus para Israel, temporariamente interrompido pelo cativeiro, seria retomado novamente. A Israel seriam restaurados os privilégios e as responsabilidades da relação de aliança (ver p. 18).

18 Quatro chifres. Os chifres são claramente definidos como os poderes que “dispersaram a Judá, a Israel e a Jerusalém”(v. 19; ver PR, 581). O número “quatro” pode denotar universalidade, como sugerido pelos quatro pontos cardeais (ver Dn 8:8; 11:4) para onde Israel fora espalhado (Zc 1:212; cf. 2:6; ver com. de Zc 1:8).

20 Ferreiros. Do heb. charasim, “artesãos”. A palavra denota os que trabalham com pedra (Êx 28:11), madeira (2Sm 5:11), metal (1Sm 13:19), etc. … Os artesãos representavam “os agentes usados pelo Senhor na restauração de Seu povo e da casa do Seu culto”(PR, 581).

Referências: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1193 – 1198.



ZACARIAS 1 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
13 de julho de 2024, 0:45
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Contemporâneo de Ageu, o profeta Zacarias recebeu do Senhor uma série de visões em sucessão. Era um tempo sobremodo difícil e solene. O povo havia acabado de retornar do exílio e ainda enfrentava muita retaliação por parte dos pagãos que ali viviam. Daqueles que voltaram, uma grande parte havia nascido e crescido em Babilônia, trazendo consigo os costumes de seu antigo lar. Ao trazer-lhes à memória a desobediência de seus pais e as consequências de tal atitude, era desígnio de Deus chamá-los para assumir uma postura diferente, a fim de que pudessem desfrutar das bênçãos advindas da obediência. “Tornai-vos para Mim” (v.3) e “Convertei-vos” (v.4) eram declarações de amor do Pai, que desejava reatar com Israel o elo do relacionamento que se havia rompido.

Acompanhado de um anjo, Zacarias teve visões em sequência, a começar pelos cavalos. Em uma visão da noite, ele viu num vale “um homem montado num cavalo vermelho” e vários cavalos atrás dele (v.8). Após cumprirem o seu propósito de “percorrerem a Terra” (v.10), eles apresentaram a seguinte conclusão: “Nós já percorremos a Terra, e eis que toda a Terra está, agora, repousada e tranquila” (v.11). Considerando a expectativa humana, esta seria uma conclusão positiva acerca da condição da Terra. Mas sob o ponto de vista divino, pior não poderia estar. Ainda que, de muitas formas, as nações tivessem testemunhado as manifestações de Deus, escolheram adormecer no sono letal da indiferença e andar por sobre o solo instável da autoconfiança: “E, com grande indignação, estou irado contra as nações que vivem confiantes […], e elas agravaram o mal” (v.15).

Na segunda visão, o profeta viu quatro chifres e quatro ferreiros como símbolos da soberania de Deus sobre os poderes terrestres. Chifre em profecia simboliza poder ou reino. Os quatro chifres, portanto, são uma referência aos reinos que dispersaram o povo de Deus e o oprimiu em períodos diferentes da história de Israel. Mas apesar das tentativas de destruir os filhos de Israel e de frustrar os propósitos de Deus, essas visões revelam que, mesmo na letargia ou nas circunstâncias mais adversas, ninguém pode malograr a perfeita agenda dAquele que planejou a nossa salvação antes da fundação do mundo.

Há um relatório sendo apresentado ao Senhor sobre a situação da Terra hoje. Há um clamor sendo erguido com grande urgência: “Tornai-vos para Mim, diz o Senhor dos Exércitos, e Eu Me tornarei para vós outros, diz o Senhor dos Exércitos” (v.3). “Convertei-vos, agora, dos vossos maus caminhos e das vossas más obras” (v.4). Em um clima de contagem regressiva, a Terra convulsiona como prestes a revelar os efeitos do mal em sua totalidade. As doenças malignas, os desastres naturais, a falta de amor são sintomas cada vez mais graves de um mundo em ebulição. Contudo, não há pior condição do que aquela que afeta a nossa razão e nos condiciona ao estado de repouso fatal; aquele em que o homem se torna cuidador de si mesmo, deixando de depender de Deus.

Como o mundo antediluviano sucumbiu pela água, os ímpios sucumbirão no juízo final pelo fogo. Noé teve de enfrentar uma geração “repousada e tranquila” (v.11) certa de que as palavras do velho pregador não se cumpririam. Ao perceber, porém, que logo entraria na arca, sua voz ergueu um alto clamor com palavras de apreço e consideração mesmo por aqueles que constantemente o escarneciam. A fim de nos livrar da condenação do pecado, Jesus Cristo nos falou “com palavras boas, palavras consoladoras” (v.13): “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt.4:17). “Com grande empenho” (v.14), o Espírito Santo está zelando por todos os mansos da Terra e congregando-os para a arca da salvação, para o seguro Refúgio durante a última grande batalha.

Que neste tempo de decisiva sacudidura, o Senhor nos encontre “seguindo a verdade em amor” (Ef.4:15), “na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos” (Tt.1:2).

Querido Pai do Céu, nunca necessitamos tanto da Tua armadura como agora! Reveste-nos da Tua armadura, e a Tua armadura é Cristo! Ele é a Verdade. Ele é a nossa Justiça. Ele é o Príncipe da Paz. A nossa fé é a fé de Jesus. Ele é o nosso Salvador. Ele é a Palavra. Senhor, concede-nos Teu Espírito de amor! Desperta a Tua igreja! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, despertos para a última grande batalha!

Rosana Garcia Barros

#Zacarias1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ZACARIAS 1 – Comentário Pr Heber Toth Armí – atualizado 16h36 by Jeferson Quimelli
13 de julho de 2024, 0:40
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ZACARIAS 1 – Quem era Zacarias?

Foi “profeta, filho de Baraquias e neto de Ido (Ed 5:1; Zc 1:1)… Sua primeira mensagem registrada foi dada no segundo ano de reinado (520/519 a.C.) de Dario (Zc 1:1). É possível que ele tenha nascido na Babilônia. Assim como Jeremias e Ezequiel, ele era tanto profeta como sacerdote. Chega-se a essa conclusão porque ele pertencia à casa de Ido, e um importante sacerdote chamado Ido retornou com Zorobabel (Ne 12:1, 4)… O livro de Zacarias contém mensagens dirigidas a Zorobabel, líder político da nação, Josué, o sumo sacerdote, e ao povo como um todo… Com o profeta Ageu, Zacarias foi fundamental no estímulo aos judeus que retomaram as atividades de restauração do templo e de conclusão do edifício (Ed 5:1, 2)”, esclarece o Dicionário Bíblico Adventista.

Zacarias 1 inicia com um chamado à restauração e esperança para os judeus após o exílio na Babilônia. É um chamado ao arrependimento e retorno a Deus (vs. 1-6).

• Deus anseia por um relacionamento genuíno com Seu povo.

Após esse chamado inicial, o profeta apresenta duas visões: Dos cavalos (Zacarias 1:7-17) e dos quatro chifres e os artesões (Zacarias 1:18-21). Estas visões visam frisar que Deus está no controle das nações da Terra, e Ele vencerá as forças do mal e implantará Seus planos.

• Mas, nenhuma restauração fará sentido sem reconciliação com Deus.

Luter Boyd diz que o papel duplo de Zacarias “como sacerdote e profeta não é único no Antigo Testamento (veja Samuel, Jeremias e Ezequiel)”, isso “explica o seu interesse incomum pelas questões sacerdotais (veja Zc 3:1-5; 4:1-6, 11-14; 6:9-15; 8:18-19; 14:16-21)… Proporcionalmente ao seu tamanho, Zacarias é o livro do Antigo Testamento citado com mais frequência no Novo Testamento. É especialmente rico em alusões messiânicas (Zc 9:9 – Mt 21:5; Jo 12:15; Zc 9:11 – Mt 26:28; Mc 14:24; Lc 22:20; 1Co 11:25; Hb 13:20; Zc 11:12 – Mt 26:15; 27:9; Zc 12:10 – Jo 19:37; Zc 13:7 – Mt 26:31; Mc 14:27), o que indica sua importância para a primitiva comunidade cristã. Seu lugar quase ao término do cânon dos profetas do Antigo Testamento dá a esse livro um senso de antecipação, como se já observasse a obra salvadora de Deus em Cristo”.

Jesus é fundamental para nossa restauração. Portanto, reavivemo-nos nEle diariamente! – Heber Toth Armí.



AGEU 2 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
12 de julho de 2024, 1:00
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Texto bíblico: AGEU 2 – Primeiro leia a Bíblia

AGEU 2 – BLOG MUNDIAL

AGEU 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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AGEU 2 by Luís Uehara
12 de julho de 2024, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ag/2

“Meu espírito habita entre vocês; não tenham medo.” (Ag 2:5)

Imagine que você obedeceu a Deus, mas a destruição ainda está se aproximando.

O que poderia ser mais reconfortante do que saber que o Espírito de Deus ainda está entre nós? Na mensagem profética dada a Ageu, Deus lhe diz que mesmo que tudo ao redor do povo fiel de Deus desmorone, Ele não os abandonará. Esta é uma mensagem para os fiéis. Ele permanecerá com eles – com o Seu Espírito. São boas noticias. E vale a pena lembrar, ainda hoje, que as pessoas podem ter medo de ficar sozinhas no julgamento. O Espírito de Deus está com Seu povo fiel.

Além disso, de uma forma bela e pessoal, Deus também tranquiliza Zorobabel, o governador de Judá. Deus estará com ele. Para um profeta como Ageu, que ouviu a voz de Deus falar com ele? Bem, ele sabe que a promessa de Deus se cumprirá. Mas e quanto o governador? Ele deveria confiar na mensagem de Ageu.

Assim é conosco hoje. Devemos confiar nas mensagens proféticas, que nós mesmos não ouvimos. Mas pela fé, podemos saber que Ele estará conosco – mesmo que tudo ao nosso redor desmorone.

Thomas Rasmussen
Pastor, Igrejas Adventistas de Odense e Lille Nørlund, Dinamarca

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/hag/2
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli