Reavivados por Sua Palavra


MATEUS 1 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
31 de julho de 2024, 1:00
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Texto bíblico: MATEUS 1 – Primeiro leia a Bíblia

MATEUS 1 – BLOG MUNDIAL

MATEUS 1- COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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MATEUS 1 by Luís Uehara
31 de julho de 2024, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/1

Os primeiros dezessete versículos do Evangelho de Mateus geralmente são ignorados rapidamente por causa da lista de nomes. Mas o conhecido reformador Ulrich Zwingli disse: “A Genealogia de Jesus, se entendida corretamente, contém a teologia essencial ou a mensagem principal da Reforma.”

Na verdade, o primeiro sermão de Zwínglio no primeiro domingo de janeiro de 1519 na Catedral de Zurique foi sobre a “Genealogia de Jesus”. Até hoje, a porta principal da Catedral contém a imagem esculpida de quatro mulheres mencionadas na linhagem de Jesus: Raabe, Rute, Bate-Seba e Maria. A genealogia de Jesus é tão surpreendente quanto a Reforma Protestante!

Por que Mateus menciona deliberadamente essas mulheres na genealogia de Jesus? Não é difícil notar duas características principais compartilhadas por essas mulheres: (1) eram gentias ou eram casadas com gentios e (2) tinham reputação escandalosa. No entanto, elas são listadas na genealogia dos reis e, por fim, na genealogia do Rei dos Reis.

Mateus termina a genealogia contando-nos que Maria deu à luz a Jesus, o Rei, que é tão perdoador que gentios ou pessoas com reputação escandalosa são listadas entre os Seus antepassados.

Oleg Kostyuk
Docente, Advent Health University, Orlando, Flórida, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/mat/1
Tradução: Pr. Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara



MATEUS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
31 de julho de 2024, 0:50
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2433 palavras

1-17 A genealogia de Mateus (diferentemente à de Lucas, que a traça desde Adão com foco de mostrar que Jesus é o Salvador universal) busca mostrar que Jesus está na linha direta de Abraão e Davi e, portanto, é o Messias Judeu. Andrews Study Bible.

Jesus é aquele em quem se cumprem as promessas feitas ao rei Davi e a Abraão, o pai do povo escolhido. Bíblia da Família, SBB.

Ao escrever um relato da vida de Jesus dirigido primeiramente a leitores judeus de nascimento (ver p. 272, 275), Mateus começa em estilo judaico típico ao dar a linhagem familiar de Jesus. Pelo fato de que a vinda do Messias era tema de muitas profecias, ele mostra que Jesus de Nazaré é de fato aquele a respeito de quem Moisés e os profetas testemunharam. Visto que o Messias nasceria da linhagem de Abraão (Gn 22:18; Gl 3:16), o pai da nação judaica, e de Davi, fundador da linhagem real (Is 9:6, 7; 11:1; At 2:29, 30), Mateus apresenta evidência de que Jesus satisfaz as condições de descendente desses dois homens ilustres. Sem essa evidência, as afirmações de Jesus ser o Messias de nada valeriam, e todas as provas adicionais poderiam ser descartadas sem serem examinadas (cf Ed 2:62; Ne 7:64). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 278.

A genealogia, como é o costume oriental, se demora apenas nos nomes conhecidos, mencionando 42 gerações num período de cerca de 2000 anos. A divisão em três seções de 14 gerações, seria uma ajuda à memória… . Não se deve, aqui, procurar uma lista completa dos antepassados de Jesus; Esdras, por exemplo, omitiu seis gerações no seu relatório (cf Ed 7.1-5 com 1Cr 6.3-15). Bíblia Shedd.

A frase “gerou a…” pode ser também traduzida por: “foi o ancestral de…”. Life Application Study Bible.

Entre Davi e Jesus, um período de cerca de mil anos, Lucas alista 15 gerações a mais do que Mateus, o que indica mais omissões da parte do último. CBASD, vol. 5, p. 282.

1 Jesus. Do grego Iesous, equivalente ao heb. Yehoshua’, “Josué” (ver At 7:45; Hb 4:8, em que Lucas e Paulo se referem a Josué como Iesous, “Jesus”). Em geral se entende que este nome significa “Yahweh é salvação” (ver Mt 1:21). … Hoje os nomes servem apenas como identificação, mas nos tempos bíblicos o nome de um filho era escolhido com todo cuidado porque representava a fé e a esperança dos pais (ver Profetas e Reis, p. 481), as circunstâncias do nascimento da criança, suas características pessoais ou estava relacionado a sua missão na vida: principalmente quando o nome era designado por Deus. O nome Jesus está repleto de lembranças históricas e vislumbres proféticos. Assim como Josué tinha conduzido Israel à vitória na terra prometida, assim também Jesus, o capitão de nossa salvação, veio para abrir os portões da Canaã celestial. Contudo, Jesus não é só o autor de nossa salvação (Hb 2:10), Ele também é “Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão” (Hb 3:1). O sumo sacerdote que voltou do cativeiro babilônico (ver com. de Ed 2:2) se chamava Josué (Zc 3:8; 6:11-15). Assim como Oseias (nome idêntico no hebraico ao Oseias de Nm 13:16), que amou uma esposa indigna e buscou em vão ganhar suas afeições e finalmente a comprou de volta no mercado de escravos (Os 1:2; 3:1, 2), Jesus veio para libertar a raça humana da escravidão do pecado (Lc 4:18; Jo 8:36). CBASD, vol. 5, p. 278.

Cristo. Do Gr. Christos, tradução do heb. Mashiach (ver com. de Sl 2:2), “Messias”, que significa “Ungido” ou “o Ungido”. Antes da ressurreição, nos quatro evangelhos, em geral, Jesus é chamado de “o Cristo”, o que torna o termo um título, em vez de um nome próprio. Após a ressurreição, o artigo definido geralmente desaparece e “Cristo” se torna tanto nome como título. … Usados juntos, (como em Mt 1:18; 16:20; Mc 1:1, etc.), os dois nomes “Jesus” e “Cristo” constituem uma confissão de fé na união das naturezas divina e humana em uma pessoa, na crença de que Jesus de Nazaré, Filho de Maria, Filho do homem, é de fato Cristo, o Messias, o Filho de Deus. CBASD, vol. 5, p. 278, 279.

filho de Davi. Título messiânico que aparece várias vezes nesse evangelho (em 1.20 não é titulo messiânico). Filho de Abraão. Como Mateus escrevia aos judeus, era importante identificar Jesus dessa maneira. Bíblia de Estudo NVI Vida.

2 a Judá e seus irmãos. Mateus faz referência aos outros filhos de Jacó, talvez com a intenção de relembrar aos judeus de outras tribos que Jesus, da tribo de Judá, era salvador deles também. CBASD, vol. 5, p. 279.

8 Jorão gerou. Mateus apresenta Jorão como pai de Uzias, mas fica claro, em conformidade com 2Cr 21.4-26.23, que também aqui várias gerações foram subentendidas (Acazias, Joás, Amazias); subentende-se também que “gerou” é usado no sentido de “foi antepassado de”. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Essa omissão dificilmente foi acidental, pois a genealogia original, apresentada repetidas vezes no AT, era bem conhecida. CBASD, vol. 5, p. 281.

11 Josias gerou. Josias é classificado como pai de Jeconias (i.e., Joaquim), ao passo que era, na realidade, pai de Jeoiaquim e avô de Joaquim. Bíblia de Estudo NVI Vida.

16 José, marido de. Com cuidado, Mateus evita afirmar que José “gerou” a Jesus. A relação entre José e Jesus não era de pai e filho, mas de padrasto e filho de sua esposa. O termo “gerou” que une todas as gerações até esse ponto desaparece, e com isso Mateus enfatiza o nascimento virginal. CBASD, vol. 5, p. 283.

Nessa genealogia, Mateus demonstra que, embora Jesus não fosse filho físico de José, é juridicamente filho, e, portanto, descendente de Davi. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Maria. Do Gr. Maria, Mariam na LXX, do heb Miryam. Como José, Maria era da casa de Davi (DTN, 44; cf At 2:30; 3:23; Rm 1:3; 2Tm 2:8), pois só por meio dela Jesus podia ser descendente, segunda a carne, da linhagem de Davi (Rm 1:3; cf Sl 132:11). … Sem dúvida Maria foi escolhida em primeiro lugar porque, no tempo apontado (Dn 9:24-27; Mc 1:15; Gl 4:4), seu caráter refletia com mais perfeição os ideais divinos de maternidade do que a que qualquer outra filha de Davi. Ela pertencia à seleta minoria que “esperava a consolação de Israel” (Lc 2:25, 38; Mc 15:43; cf Hb 9:28). Foi essa esperança que purificou sua vida (cf 1Jo 3:3) e a qualificou para seu papel sagrado (PP, 308; PR, 245; DTN, 69). Toda mãe entre o povo de Deus hoje pode cooperar com o Céu como fez Maria (DTN 512), e pode, em certo sentido, consagrar seus filhos a Deus. CBASD, vol. 5, p. 283.

da qual. Como em português, no original grego essa expressão está no feminino singular, tornando “Maria” o antecedente e excluindo José como o pai natural de Jesus. Mas, ao se casar com Maria, José se tornou o pai legal, embora não literal, de Jesus (ver Mt 13:55). CBASD, vol. 5, p. 283.

17 catorze gerações […] catorze […] catorze. Essas divisões refletem duas características de Mateus: 1) predileção indisfarçada por números e 2) preocupação com uma disposição sistemática. O número 14 pode ter sido escolhido por representar duas vezes 7 (o número da perfeição) e/ou por ser o valor numérico do nome de Davi. Bíblia de Estudo NVI Vida.

No AT, há listas abreviadas como, por exemplo, as de Esdras (ver com. de Ed 7:1, 5). Mas é evidente que essa genealogia abreviada foi considerada prova suficiente de que Esdras era descendente de Arão, num tempo em que foi negado a outros entrar para o sacerdócio porque não poderiam dar prova aceitável de sua linhagem (Ed 2:62; Ne 7:64). … A divisão da genealogia de Jesus em três no livro de Mateus é historicamente sólida, pois cada divisão constitui um período distinto na história judaica. No primeiro, de Abraão a Davi, a nação hebraica era essencialmente patriarcal; durante o segundo, era monárquica; e no terceiro, os judeus passaram pelo domínio de nações estrangeiras. CBASD, vol. 5, p. 283, 284.

Mateus usa diferentes técnicas para convencer seus leitores (que somente as perceberiam se fossem judeus) que Jesus é o Messias-Rei na linha de Davi. Ele faz isso genealogicamente e teologicamente. Andrews Study Bible.

18 o nascimento. Mateus menciona apenas algumas circunstâncias que envolveram o nascimento de Jesus, o necessário para mostrar que Sua primeira vinda era o cumprimento das profecias do AT (ver v. 22). Em harmonia com o propósito de seu evangelho, Mateus, em contraste com Marcos e Lucas, omitiu muito do que poderia nos interessar sobre a vida de Jesus, a fim de que pudesse se concentrar nos ensinos do Mestre (ver p. 178, 179). CBASD, vol. 5, p. 284.

Maria, Sua mãe. Jesus nasceu “em semelhança de carne pecaminosa” (Rm 8:3). Maria necessitava tanto da salvação de seus pecados como qualquer outro filho ou filha de Adão (Rm 3:10, 223). Há “um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2:5). CBASD, vol. 5, p. 284.

Desposada (ARA; prometida em casamento, NVI). Isto é, noiva ou comprometida com ele. … Parece que José era viúvo quando se casou com Maria. Ele tinha pelo menos outros seis filhos (Mt 12:46; 13:55, 56; Mc 6:3; DTN 90, 321; são mencionados quatro irmãos e um número não especificado de irmãs), todos provavelmente mais velhos que Jesus (DTN, 86, 87; ver com. de Mt. 1:25). CBASD, vol. 5, p. 284.

Não havia relações sexuais durante o noivado judaico, mas era um relacionamento muito mais definitivo do que um noivado de hoje, só podendo ser rompido mediante o divórcio (cf. v. 19). Bíblia de Estudo NVI Vida.

grávida pelo Espírito Santo. O Espírito Santo é representado como o agente por meio do qual o poder divino criador e doador da vida é exercido (cf. Gn 1:2; Jó 33:4; Jo 3:3-8; Rm 8:11; etc.). O papel do Espírito Santo no nascimento de Jesus está mais claro no evangelho de Lucas do que no de Mateus (Lc 1:35). Foi por meio do Espírito Santo que “o Verbo se fez carne” (Jo 1:14) e que o Filho de Maria pôde ser chamado de “Filho de Deus” (ver com. de Lc 1:35). Numa tentativa de não aceitar Jesus como o Messias, os judeus diziam que Ele era um filho ilegítimo (Jo 8:41; 9:29). Mas é digno de nota que os maiores eruditos judeus hoje reconhecem isso como pura invenção. Joseph Klausner, por exemplo, diz que “não há fundamento histórico para a tradição de que Jesus era filho ilegítimo” (Jesus of Nazareth, 36). A encarnação de Jesus é um milagre insondável. … Porém, o mistério da encarnação não é maior que o mistério do amor que a originou (Jo 3:16; Rm 5:8; Gl 2:20; 1Jo 4:9). O “mistério da piedade” é o grande mistério de todos os tempos (1Tm 3:16; ver com. de Fp 2:7, 8; ver Nota Adicional a João 1). CBASD, vol. 5, p. 285.

19 De acordo com o costume dos judeus daquele tempo, os que iam casar firmavam primeiro um contrato de casamento, que só podia ser desmanchado pelo divórcio. Bíblia da Família. SBB.

justo. Para os judeus, significava ser zeloso na guarda da lei. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Do gr. dikaios, que pode descrever alguém correto, como observador de regras e costumes, ou justo, em harmonia com o que é certo. No NT, dikaios é usado no sentido amplo de harmonia com o padrão divino. … Do ponto de vista judaico, um homem “justo” era um observador rigoroso das leis de Moisés e das tradições rabínicas. Como resultado, José pode ter questionado se seria moralmente correto se casar com alguém que aparentava ser adúltera. CBASD, vol. 5, p. 285.

anular o casamento secretamente (NVI. ARA: deixá-la secretamente). Assinaria os documentos jurídicos necessários, mas não a submeteria ao julgamento público e ao apedrejamento (v. Dt 22.23,24). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Talvez José tenha pensado que ele tinha somente duas opções: divorciar-se secretamente de Maria ou vê-la ser apedrejada. Mas Deus tinha uma terceira opção – que ele se casasse com ela (1:20-23). À vista das circunstâncias, isto não havia ocorrido a José. Mas Deus frequentemente nos mostra que existem mais opções disponíveis do que pensamos. Life Application Study Bible.

20 não temas. Ele não devia hesitar ou questionar a virtude de Maria. Como um homem “justo” (v. 19), José não precisava temer que ao tomar para si Maria ele estivesse se desviando do que era correto. Na verdade, Deus requeria esse ato de fé. CBASD, vol. 5, p. 286.

receber Maria como sua esposa. Tinham mútua obrigação segundo a lei, mas ainda não conviviam como marido e mulher. Bíblia de Estudo NVI Vida.

e lhe porás o nome. José teria o privilégio de dar o nome a seu “Filho”, ato que em geral se considerava prerrogativa do pai (ver Lc 1:59-63). Maria também participaria (Lc 1:31). Os nomes das crianças judias eram oficialmente dados uma semana após o nascimento, no oitavo dia, quando se realizava o rito da circuncisão (Lc 2:21). CBASD, vol. 5, p. 286.

dos pecados deles. Ele veio para nos salvar de nossos pecados, não nos nossos pecados. Ele veio não só para nos salvar de pecados realmente cometidos, mas de nossas tendências em potencial que conduzem ao pecado (Rm 7:5-23; 1Jo 1:7-9). … Cristo não veio para salvar Seu povo do poder de Roma, como os judeus ansiavam, mas do poder de um inimigo muito maior. Ele não veio para restaurar o reino a Israel (At 1:6), mas para restaurar o domínio de Deus no coração humano (Lc 17:20, 21). Cristo não veio em primeiro lugar para salvar as pessoas da pobreza e injustiça social (Lc 12:13-15), como muito defensores do evangelho social afirmam, mas do pecado, a causa fundamental da pobreza e da injustiça. CBASD, vol. 5, p. 286.

22 para que se cumprisse. Doze vezes Mateus refere-se ao cumprimento do AT, i.e., de fatos dos tempos do NT profetizados no AT – testemunho poderoso da origem divina das Escrituras e da exatidão delas nos mínimos detalhes. Nos cumprimentos vemos, ainda, a intenção do autor de vincular o seu evangelho ao AT.

23 a virgem. Mateus e Lucas, ao escreverem inspiradamente, não teriam relatado a história do nascimento virginal se isso não tivesse sido verdade. Eles sabiam bem como os líderes judeus tinham zombado de Jesus por causa das circunstâncias misteriosas que envolviam Seu nascimento, e que, repetindo esta história, estavam dando aos críticos mais oportunidades para ridicularizar o fato (DTN, 715). CBASD, vol. 5, p. 287.

A primeira de no mínimo 47 citações – na maioria messiânicas – que Mateus extrai do AT. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Emanuel … Deus conosco. A transliteração grega do heb. ‘Immanu ‘El, literalmente, “Deus conosco”. O Filho de Deus não só veio para habitar entre nós, mas também para Se identificar com a família humana … “Emanuel” era mais um título que descrevia a missão de Cristo do que um nome pessoal (cf. Is 9:6, 7; 1Co 10:4). CBASD, vol. 5, p. 288

O Cristo encarnado possuía duas naturezas: Ele era tanto divino (Is 9:6; Mat 28:19; Jo 1:1,14; 8:58; 10:30; Tt 2:13,14; Hb 1:8) quanto humano (Jo 1:14; Fp 2:5-8; Hb 4:14-17). Andrews Study Bible.

24 José mudou rapidamente seus planos após saber que Maria não havia sido infiel (1:19). Ele obedeceu a Deus e levou em frente os planos de casamento. Apesar de outros poderem ter desaprovado sua decisão, José foi em frente naquilo que ele sabia que era o correto. Às vezes deixamos de fazer o correto pelo que outros podem pensar. Como José, devemos escolher obedecer a Deus em vez de buscar a aprovação dos outros. Life Application Study Bible.



MATEUS 01 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
31 de julho de 2024, 0:45
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A começar da genealogia, o livro de Mateus revela a perfeita conexão das profecias messiânicas do Antigo Testamento com a vida de Jesus desde o Seu nascimento. De Abraão a Cristo, 42 gerações se passaram até a chegada do Messias. Uma série de informações foram buscadas a fim de revelar, principalmente ao povo judeu, o cumprimento das antigas profecias em Jesus Cristo. Desde a Sua árvore genealógica até o Seu nascimento virginal, Jesus era a resposta ao clamor de um povo não para libertá-los do exílio e opróbrio das nações, mas de algo bem maior: “porque Ele salvará o Seu povo dos pecados deles” (v.21).

A análise da ascendência de Cristo, por si só, já nos revela o poder de Sua graça. Raabe havia sido uma prostituta cananeia, que além de ter se convertido ao judaísmo e ter seu nome na genealogia de Jesus, também foi elencada na galeria dos heróis da fé (Hb.11:31). Rute era moabita que se tornou devota a Deus; seu povo era extremamente idólatra e um dos piores inimigos de Israel. Davi gerou a Salomão de seu casamento com Bate-Seba, que havia sido mulher do homem que mandou matar. Como podemos notar, se fosse conosco, não seria exatamente a genealogia que gostaríamos de expor. Mas ela ali está registrada como poderoso argumento da graça e da misericórdia divinas, que são estendidas a todo pecador que se arrepende.

Maria e José ainda estavam em um período de noivado quando ela “achou-se grávida pelo Espírito Santo” (v.18). Muitos acreditam que Maria fosse ainda uma adolescente quando engravidou e José fosse um homem viúvo mais experiente. Ao guardá-la em secreto, José provou ser um homem justo, mesmo ainda não compreendendo a magnitude do que estava acontecendo. Ao lhe ser apresentada a origem da criança e como nela se cumpriria “o que fora dito por intermédio do profeta” (v.22), José assumiu a responsabilidade de receber Maria como sua mulher e a preservou pura até que ela desse à luz ao menino. Apesar de toda a revelação, José e Maria tinham apenas uma pálida ideia do que aquela criança representava, pois carregaram no colo o “Deus conosco” (v.23).

Em Sua origem terrena, Jesus nos revela a Sua graça. Em Sua origem celestial, Ele nos revela o Seu poder. Totalmente homem, mas totalmente Deus; o que Paulo denominou de o grande “mistério da piedade”, descrito nos seguintes termos: “Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória” (1Tm.3:16). O que o evangelista Mateus buscou expressar em palavras humanas será o principal tema do estudo dos salvos na eternidade: o Amor encarnado.

Prepare o seu coração para perceber a beleza do evangelho eterno através de uma perfeita combinação entre o antes e o depois de Cristo. Clame ao Pai pelo Espírito Santo, para que o conhecimento de Jesus Cristo alcance cada partícula de sua alma com a intensidade com que Mateus escreveu este livro! Aquele que veio cumprir tudo o que a Seu respeito estava escrito, é O mesmo que prometeu enviar o Espírito da verdade para nos guiar “a toda a verdade” (Jo.16:13), e ser “Deus conosco” (v.23) “todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20). Se dEle somos, também somos feitos “descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gl.3:29). Aleluia!

Querido Pai, a genealogia de Jesus nos revela a abrangente graça do Senhor para com o Teu povo. O Senhor desenhou na história deste mundo o caminho para a chegada de Emanuel, Deus conosco; de Jesus, Aquele que nos salvou de nossos pecados. Santo Deus, muitos de nós talvez não tenhamos motivos para nos orgulhar da nossa ascendência. Mas o Senhor tem o poder de transformar o improvável em algo impressionante e lindo. Ajuda-nos a aprender do nosso bom Jesus em cada fase e aspecto de Seu ministério terrestre e sermos transformados à semelhança de Seu caráter. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, filhos da promessa!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#Mateus1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 1 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
31 de julho de 2024, 0:40
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MATEUS 1 – Este capítulo apresenta a genealogia de Jesus (v. 1-17), seguido pelo relato de Seu nascimento (vs. 18-25). O texto inspirado estabelece a ligação com a linhagem de Davi, conforme profetizado no Antigo Testamento, e enfatiza Seu papel como o Messias prometido.

• A genealogia em Mateus 1:1-17 mostra a providência e o controle de Deus Pai ao longo da história para trazer o Messias ao mundo na plenitude dos tempos. Logo na introdução sublinha a promessa de Deus Pai feita a Abraão e Davi, cumprindo Sua aliança através de Jesus.

• Contudo, a presença de Deus Filho é central em Mateus 1. Jesus é o foco da genealogia e o objeto da mensagem do anjo a José. Ele é apresentado como Emanuel, que significa “Deus conosco” (Mateus 1:23), destacando a encarnação do Filho de Deus e Sua missão de salvar o Seu povo do pecado. A divindade de Jesus e Sua obra redentora são enfatizados (Mateus 1:21), revelando que Ele é o cumprimento das profecias messiânicas.

• O Espírito Santo é mencionado especificamente no contexto da concepção virginal de Jesus. A atuação do Espírito Santo é fundamental na realização do milagre da encarnação, preservando a santidade e a pureza do nascimento de Jesus. A ação do Espírito Santo em Mateus 1:18 é vital, pois garante que Jesus, embora nascido de uma mulher, seja completamente santo e sem pecado em natureza, capacitado para ser o Redentor.

Em síntese, a atuação da Trindade é claramente visível e fundamental para o plano da salvação. Deus Pai planeja e promete, Deus Filho encarna e cumpre a promessa, e Deus Espírito Santo realiza o milagre da concepção virginal. Esta interação harmoniosa das três Pessoas da Divindade revela a profundidade e a beleza do plano redentor de Deus. O texto sagrado valoriza a unidade e a cooperação dentro da Divindade para a salvação da humanidade.

Nota-se também o envolvimento divino com seres humanos na genealogia e com a participação de Maria diretamente, e José indiretamente. Deus não é indiferente ao pecador, Ele Se envolve inteiramente conosco a fim de salvar-nos de nossas mazelas.

• Ele não mede esforços para estar conosco.

• E quanto nós, estamos dispostos a fazer de tudo para estar com Ele?

Estude, reflita e compartilhe esta mensagem maravilhosa. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



O LIVRO DE MATEUS by Jeferson Quimelli
30 de julho de 2024, 12:00
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Autor

Mateus, cujo nome significa “dádiva do Senhor”, era um cobrador de impostos que deixou o seu serviço para seguir Jesus (9.9-13). Em Marcos e em Lucas, é chamado por seu outro nome, Levi. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Contexto histórico

No tempo de Cristo, a Palestina estava sob jurisdição de Roma, cujas legiões, lideradas por Pompeu, subjugaram a região e a anexaram à província romana da Síria, em 64-63 a.C. Depois de terem desfrutado independência política por cerca de 80 anos antes da chegada dos romanos, os judeus sofreram muito com a presença e a autoridade de representantes estrangeiros civis e militares. A indicação de Herodes, o Grande, pelo senado romano como monarca sobre grande parte da palestina tornou a sorte dos judeus ainda mais amarga. … A dominação dos judeus por Roma era resultado direto da desobediência às ordens divinas (ver CBASD, vol. 4, p. 17-20). Por meio de Moisés e dos profetas, Deus advertiu Seu povo dos sofrimentos que resultariam da desobediência. … Os judeus criam que as profecias messiânicas do AT prometiam um messias político que libertaria Israel da opressão estrangeira e subjugaria todas as nações. Desse modo, as aspirações políticas distorciam a esperança messiânica e, visto que Jesus de Nazaré não cumpriu essas falsas expectativas, o orgulho nacional com eficácia impediu que O reconhecessem como Aquele de quem os profetas haviam testemunhado. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 272.

Destinatários

Como o evangelho de Mateus foi escrito em grego, seus leitores eram, sem dúvida, falantes dessa língua. Segundo parece, também eram judeus. Muitos elementos deixam prever leitores de origem judaica: Mateus preocupa-se com o cumprimento do AT (faz mais citações do AT e alusões a ele que qualquer outro autor do NT); remonta a ascendência de Jesus a Abraão (1.1-17); não se detém em explicações acerca de costumes judaicos (ao contrário sobretudo de Marcos); emprega terminologia judaica (e.g., “Reino dos céus” e “Pai celestial”, em que “céus” e “celestial” revelam a relutância reverencial dos judeus em citar o nome de Deus); realça o papel de Jesus como “Filho de Davi” … . Não significa, porém, que Mateus restrinja seu evangelho aos judeus. Registra a visita dos magos (não-judeus) para adorar o menino Jesus (2.1-22) bem como a declaração de Jesus: “O campo é o mundo” (13.38). Apresenta também na íntegra a Grande Comissão (28.18-20). Esses textos revelam que, embora o evangelho de Mateus seja judaico, sua visão é universal. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Propósito

Cada evangelista, sob a influência do Espírito Santo, cuidadosamente selecionou material para compartilhar um quadro de Jesus que tinha sentido e importância para uma audiência específica. Andrews Study Bible.

O propósito principal de Mateus é comprovar aos seus leitores judeus que Jesus é o Messias por eles esperado. Seu método consiste primordialmente em demonstrar que Jesus, por sua vida e ministério, cumpriu o AT. Bíblia de Estudo NVI Vida.

… testificar que Jesus era o Messias da promessa do Antigo Testamento e que a Sua missão messiânica consistia em trazer o Reino de Deus até os homens. Bíblia Shedd.

O Evangelho de Mateus é especialmente valioso para aqueles que aguardam o Retorno de Cristo. Os sermões de Jesus, em especial o Sermão da Montanha, são instruções éticas aos cristãos que aguardam a Segunda Vinda. Muitas de suas parábolas, especialmente as do cap. 13, enfatizam o caráter misto da igreja, composto de verdadeiros e falsos crentes. Ali Jesus destaca que a separação entre estes grupos se dará ao fim dos tempos pelo Juiz divino de todas as coisas e pessoas. Enquanto isso, os cristãos deviam ser como crianças e ter espírito perdoador (cap. 18). O Evangelho de Mateus se interessa especialmente em escatologia, a doutrina das últimas coisas. … Jesus, contudo, deixou claro que ninguém sabe quando a Segunda Vinda ocorrerá (25:13). Em lugar de focar o estabelecimento de datas, Jesus conclamou Seus discípulos a vigiar e a estar prontos (24:42; 25:13). Andrews Study Bible.

Estrutura

O modo de dispor a matéria revela um toque artístico. O evangelho inteiro é narrado em torno de cinco grandes discursos: 1) caps. 5-7; 2) cap. 10; 3) cap 13; 4) cap. 18; 5) caps. 24, 25. Fica claro que essa disposição é premeditada, porque cada discurso termina com o refrão “Quando Jesus acabou de dizer essas coisas” ou palavras semelhantes (7.28; 11.1; 13.53; 19.1; 26.1). … Essa divisão em cinco partes pode deixar prever, também, que Mateus usou o Pentateuco (os cinco primeiros livros do AT) como modelo da estrutura de seu livro. É possível que esteja apresentando o evangelho como uma nova Torá, e Jesus como um novo Moisés, maior.

Os leitores de Mateus podem ver claramente que ele traça frequentes paralelos entre Moisés e Jesus. Andrews Study Bible.

Outro fato importante a se lembrar sobre o estudo do livro de Mateus é que esse evangelho apresenta a vida de Cristo numa ordem essencialmente lógica, em vez de cronológica. … seu objetivo era desenvolver um conceito da vida e da missão de Jesus que contribuiria com seu propósito primário ao escrever. Ele não é o cronista que registra os fatos à medida que ocorrem, mas o historiador que reflete sobre o significado desses eventos tendo como pano de fundo a história da nação escolhida. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 276.



MALAQUIAS 4 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
30 de julho de 2024, 1:00
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Texto bíblico: MALAQUIAS 4 – Primeiro leia a Bíblia

MALAQUIAS 4 – BLOG MUNDIAL

MALAQUIAS 4- COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



MALAQUIAS 4 by Luís Uehara
30 de julho de 2024, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ml/4

O dia do Senhor certamente está chegando, com justiça e consumação. Deus não se deixa zombar por aqueles que O acusam de inação. No entanto, Sua paciência e misericórdia duradouras vêm em primeiro lugar. “Vejam, eu enviarei a vocês o profeta Elias antes do grande e terrível dia do Senhor.” O que pode ser mais impressionante do que ver Elias, aquele poderoso profeta de Deus? No entanto, ele não foi enviado para julgar e punir, mas para trazer a misericórdia, a justiça e a cura de Deus, antes daquele dia terrível.

Quem será um parceiro mais adequado para Elias do que Moisés, através de quem Deus emitiu Suas leis e decretos? Contudo, o principal objetivo da lei é proteger os vulneráveis, restaurar os marginalizados e garantir que a justiça seja preservada. Que bela imagem ver Elias e Moisés mais tarde no Monte da Transfiguração, encorajando Jesus!

O desejo de Deus é por avivamento e restauração. Mas “ELE transformará os corações”. Não haverá mais esforços da nossa parte para reparar relacionamentos rompidos. Ele fará isso. Não haverá mais arrogância, nem más ações. Pois você honrará Seu nome. O Antigo Testamento termina com esta imagem majestosa do nosso relacionamento com Deus e uns com os outros sendo restaurado. Santa bondade, poderosa graça!

Cristian Dumitrescu
Professor e pastor que compartilha o amor de Deus entre moradores de rua nas ruas de Bucareste, Romênia

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/mal/3
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli



MALAQUIAS 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
30 de julho de 2024, 0:50
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384 palavras

1 Abrasará. As Escrituras nada falam sobre a crença popular de um inferno ardente. Os ímpios não arderão eternamente; o fogo do último dia, literalmente, “os abrasará” (ver com. de Jr 17:27; Mt 3:12; 25:41; 2Pe 3:7-13; Jd 7).

Nem raiz nem ramo. Uma figura impressionante indicando a aniquilação completa do pecado e dos pecadores impenitentes (ver com de Na 1:9). Satanás é representado como a “raiz” ou originador do mal, e seus seguidores são os ramos. Todos serão completamente destruídos (ver Sl 37:38).

2 Saltareis. Do heb. push, “saltar sobre” […] . Os remidos são ilustrados como pulando de alegria como resultado final da justiça e do amor de Deus (ver GC, 673).

4 Lembrai-vos. Malaquias termina sua profecia com uma advertência para que seu povo seja obediente a Deus. A obediência humana precede a bênção divina. É significativo que o profeta que termina o cânon do AT realce a necessidade e a importância de observar as instruções de Deus a Seu povo, a lei dada no monte “Horebe” (ver Lv 26; Dt 28). É significativo também que “a lei de Moisés” tenha desempenhado uma parte importante em auxiliar as pessoas a se prepararem para o dia do Senhor.

5 O profeta Elias. Esta profecia levou muitos dos judeus dos últimos tempos a esperar um retorno do próprio Elias à Terra (ver Jo 1:21). No entanto, esta é uma profecia de alguém que viria “no espírito e poder de Elias” (Lc 1:17), isto é, que pregaria uma mensagem semelhante à de Elias. Antes do primeiro advento de Cristo, esta obra foi cumprida por João, o Batista (Mt 17:12, 13; Lc 1:16, 17; ver com. de Ml 3:1), e antes da segunda vinda de Cristo uma obra semelhante será feita por aqueles que pregam as três mensagens angélicas ao mundo (ver com. de 1Rs 18:19-44; Mt 3:3, 4; 11:14).

Dia do SENHOR. Ver com. de Is 13:6.

6 Filhos. Literalmente, “filhos”, uma referência aos filhos literais de Israel, muitos dos quais retornariam à antiga fé de seus pais, os patriarcas (ver com. de Lc 1:16, 17).

Maldição. Do heb. cherem, “uma coisa separada para a destruição” (ver com. de Js 7:12; 1Sm 15:21). O AT termina com esta advertência solene. Os que não se arrependem verdadeiramente serão contados com os ímpios e sofrerão seu destino (Ml 4:1). Mesmo assim, Malaquias apresenta uma mensagem de esperança, porque o mesmo Deus que destrói o culpado traz “salvação” eterna (v. 2) ao arrependido.

Referência:

Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1246-1247.



MALAQUIAS 4 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
30 de julho de 2024, 0:45
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As últimas palavras do profeta antes do silêncio de 400 anos, devem ter causado muita inquietação e expectativa entre o povo de Deus. As profecias de Malaquias, contudo, não tinham apenas um teor messiânico, mas escatológico; sua aplicação estava além do alcance de Israel como nação eleita, mas se dirige também ao Israel espiritual dos últimos dias. Como vimos ontem, o povo esperava o Messias como um líder militar que destruiria o império romano e estabeleceria em Jerusalém o Seu reino eterno. Não um Messias amoroso que converteria os corações. Mas através do profeta Elias (v.5), o Senhor apontou para a plenitude de dois tempos: a primeira e a segunda vinda de Cristo.

Muitos afirmam que o ministério terrestre de Jesus teve apenas três anos e meio. Na verdade, este foi o tempo de Seu ministério público. Mas o fato de não termos maiores revelações acerca de Sua infância e juventude, além de poucos versos, indica que, desde menino, Ele aprendeu a ser submisso à vontade do Pai, aguardando pacientemente a hora de Sua revelação. Até então, Jesus estava no meio do povo como alguém comum, mas nunca como alguém que pudesse passar despercebido. Seu conhecimento aplicado das Escrituras e Seu porte nobre e cortês criavam uma atmosfera sagrada por onde passava, e isso foi profundamente percebido pelos doutores da Lei que O interrogaram no templo quando Ele tinha apenas 12 anos de idade (Lc.2:47).

O fato é que Seu ministério público seria precedido por um segundo Elias, que prepararia os corações para a Sua chegada. Falando acerca de João Batista, o próprio Jesus confirmou a profecia de Malaquias: “E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir” (Mt.11:14). O evangelista Lucas também compreendeu o cumprimento das profecias de Malaquias em seus dias, quando escreveu acerca do pregador do deserto: “E irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17). Mas acerca do dia em que “todos os que cometem perversidade serão como o restolho […], de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo” (v.1) não apontava para a destruição do jugo romano como Israel almejava, mas apontava para o final do segundo tempo, quando “nascerá o Sol da justiça trazendo salvação nas Suas asas” (v.2).

Mais de dois mil anos depois de Cristo, nossa geração, de fato, está vivendo no final do “tempo sobremodo oportuno” (2Co.6:2). Pode ser que muitos não concordem, e muitos também até ignorem esta verdade, mas assim como a obra de João Batista, o segundo Elias, preparou os corações para receberem “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29), há um terceiro Elias, hoje, não uma pessoa apenas, mas um povo, um remanescente, que “no espírito e poder de Elias”, foi chamado para preparar os corações para receberem “o Rei da Glória” (Sl.24:10). A nossa missão como último Israel de Deus é revelada nos seguintes termos proféticos: “Os que devem preparar o caminho para a segunda vinda de Cristo são representados pelo fiel Elias, assim como João Batista veio no espírito de Elias para preparar o caminho para o primeiro advento de Cristo” (EGW, Conselhos sobre Saúde, CPB, p.72).

Percebam que se trata de um ministério às famílias: “ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais” (v.6). Desde a instituição do primeiro casamento no Éden, e da primeira bênção dirigida ao recém-criado casal: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a Terra” (Gn.1:28), Deus manifestou o Seu amor pela família, estendendo este princípio até o tempo do fim. Não foram dados a Elias e a João Batista privilégios espirituais que o Senhor não quisesse ofertar a todos quantos os aceitassem. De igual forma, a longanimidade do Senhor tem sido estendida por Seu profundo desejo de “que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9).

Não compete a nós, porém, classificar as pessoas como salvos ou perdidos. Também necessitamos nos examinar a nós mesmos a fim de não classificar a nossa vida como a única que seja digna da aprovação divina. Há um único que é verdadeiramente digno, Jesus Cristo, e Ele nos chamou para pescar homens, e não para definir quem seja bom ou ruim. Para combater o veneno do orgulho, é necessário que nos apoderemos do antídoto de Cristo: “aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt.11:29).

O exemplo de Jesus, Sua vida de abnegado serviço e disposição altruísta, deve ser o objeto de nosso principal estudo; o que veremos a partir de amanhã. Olhar para Jesus nos dá uma clara visão de nosso chamado, de nossa indignidade e de nossa completa dependência dEle. Se continuarmos olhando para Ele atentamente, as Suas palavras se cumprirão em nossa vida: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt.5:16).

Senhor, nosso Deus, como agradecer por tamanha bênção de ouvir a Tua voz através dos 39 livros do Antigo Testamento? Percebemos o Teu amor, a Tua graça, a Tua justiça, a Tua bondade e o quanto és paciente. Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Teu chamado atravessou as fronteiras de Israel e nos alcançou pela ponte da cruz do Calvário. Como através de Josué ordenaste a Teu povo que estava para entrar em Canaã, que fosse fiel aos Teus mandamentos e juízos, às vésperas de entrarmos na Canaã celeste, queremos fazer parte do Teu último povo, os que guardam os Teus mandamentos e a fé de Jesus. Guarda-nos como a menina dos Teus olhos e dá-nos o Espírito Santo para nos conduzir no estudo do Novo Testamento. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, último Elias!

Rosana Garcia Barros

#Malaquias4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100