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Texto bíblico: JEREMIAS 42 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 42 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jr/42
Muitas vezes pedimos orientação a Deus, mas nos recusamos a obedecer ao que Ele nos diz. Tal como os peticionários no antigo Judá, prometemos que faremos tudo o que Deus nos mandar fazer. Mas quando Ele revela Seu plano, fugimos, temendo que o caminho de Deus seja muito arriscado.
Através de Jeremias, Deus advertiu o povo a não fugir para o Egito. Ele prometeu mostrar-lhes compaixão, se permanecessem onde estavam. A fuga levaria à destruição; permanecer onde estava levaria à proteção e restauração. Mas o Egipto parecia mais seguro, por isso tomaram a decisão de fugir, baseada no medo.
O que parece mais seguro é muitas vezes mais perigoso! Procurando evitar a fome, as doenças e a guerra, encontraram no Egito exatamente as coisas que temiam. Se ao menos eles tivessem obedecido a Deus!
O que é espiritualmente seguro pode parecer perigoso para nós. E o que nos parece seguro pode ser espiritualmente perigoso.
Procurando evitar o sofrimento, muitas vezes fugimos em vez de enfrentar os nossos desafios. Quando evitamos o que tememos, muitas vezes o encontramos de alguma outra forma. Além disso, quanto mais evitamos, mais fracos nos tornamos.
Deus quer que sejamos movidos pela confiança obediente, não pelo medo. Evite decisões baseadas no medo; faça escolhas movidas pela fé.
Lori Engel
Capelã, Eugene, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jer/42
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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514 palavras
Este capítulo dá início a uma nova seção do livro de Jeremias (Jr 46-51), com declarações proféticas acerca de várias nações e tribos.
Na primeira seção, Jeremias prediz a derrota do exército egípcio por Nabucodonosor junto ao rio Eufrates. A partir destes versos descobrimos que o exército egípcio incluía tropas mercenárias de Etíopes, Líbios e Lídios (v. 9). O exército era tão numeroso que parecia a inundação do rio Nilo sobre a terra (v. 8). Então o verso 10 afirma que o próprio Deus iria intervir e ajudaria Nabucodonosor a derrotar o exército egípcio. Haveria tristeza na terra do Egito, porque os poderosos soldados egípcios seriam derrotados e falhariam em sua campanha militar (v. 11, 12). Essa profecia cumpriu-se no quarto ano de Jeoaquim, rei de Judá.
Na segunda seção, temos uma mensagem de Deus para os judeus que viviam no norte do Egito em lugares como Migdol, Mênfis e Tafnes. O texto original hebraico do verso 15 pode ser traduzido assim: “Por que o deus Ápis fugiu?” (NVI). O significado é: “Por que o deus-touro egípcio fugiu sem ajudar o exército egípcio?” A seção refere-se ao exército da Babilônia como sendo tão poderoso quanto os montes de Tabor e Carmelo na terra de Israel (v. 18); e se refere ao Egito como uma bezerra que não consegue nem mesmo afugentar moscas que a picam (v. 20). Menciona ainda que o exército babilônico viria contra o Egito com machados, como cortadores de lenha (v. 22, 23).
A terceira seção é uma profecia e um encorajamento aos Judeus que viviam no Egito e aos cativos na Babilônia para que retornassem à sua pátria Israel. Deus diz: “Eu o salvarei de um lugar distante, e os seus descendentes, da terra do seu exílio. Jacó voltará e ficará em paz e em segurança; ninguém o inquietará” (verso 27, NVI).
Deus é verdadeiramente o Restaurador da relação de aliança que Ele tem com Seu povo. E como Ele agiu no passado, assim Ele agirá para com o povo de Deus hoje, quando o Senhor voltar e nos levar para casa. Yoshitaka Kobayashi, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2017/09/09/
2 Rogues ao SENHOR. Visto que Jeremias tinha ido a Mispa (Jr 40:6), sem dúvida ele estava entre os que foram levados por Ismael e que foram resgatados por Joanã em Gibeão (Jr 41:10, 13, 14). CBASD, vol. 4, p. 541.
Humilde súplica. Jeremias começa a ser ouvido só depois de haver um cumprimento visível das suas palavras. A fé age sem exigir provas (Jo 20.25-29). Bíblia Shedd.
Camindo, direção, curso. Esperavam que o Senhor confirmasse o plano de fuga para o Egito, que haviam traçado. Poucos imaginavam que o Senhor não mostraria um caminho ou direção preferível, mas antes diria “ficai onde estais”, na Terra Prometida. A resposta foi uma surpresa para eles, mas, na realidade, não estavam preparados para seguir o conselho de Deus, apesar de seu juramento de fidelidade (vv. 5 e 6; Lc 22.31-34, 63-65). Bíblia Shedd.
5 Então, eles disseram. Completamente humilhados por causa dos sofrimentos provocados eles pela invasão babilônica, os judeus fervorosamente declararam sua completa submissão ao que Deus tivesse em mente para eles. CBASD, vol. 4, p. 541.
10 Então, vos edificarei. Uma reafirmação da intenção de Deus para com Seu povo (ver Jr 1:10; 18:7-10; 24:4-6; ver com. de Jr 32:41). CBASD, vol. 4, p. 541.
estou arrependido. Mudei minha conduta para convosco. A punição foi suficiente; agora rege a compaixão. Bíblia Shedd.
Ver com. de Nm 23:19. Isto não significa tristeza pelo que foi feito no passado, como é verdade com relação aos seres humanos em suas transgressões, mas uma mudança no propósito de Deus de julgar com misericórdia, por causa da mudança de propósito e ação dos seres humanos (ver Jr 18:8; 26:3; ver com. de Jl 2:13). CBASD, vol. 4, p. 541.
11 A fuga seria compreendida pelos babilônios como confissão de culpa no assassinato de Gedalias e dos “caldeus, homens de guerra”. Bíblia Shedd.
13 A nação foi destruída por causa da desobediência à vontade de Deus, mas o remanescente ainda debatia se devia obedecer! Bíblia Shedd.
14 A terra do Egito. A terra do Egito parecia oferecer um local seguro e pacífico no qual habitar. Ele era o celeiro do Oriente, e suas colheitas abundantes forneciam um contraste agradável e muito desejável à condição de fome que o remanescente (o “resto”, v. 2) tinha experimentado por causa da invasão babilônica. A resposta do profeta evidenciou ao povo que fora inspirada por Deus. As secretas intenções, vontades ou esperanças do povo de ir ao Egito (ver v. 14-20), a despeito de sua professa disposição em seguir o conselho do Senhor, qualquer que fosse …, foram agora desvendadas por Deus nesta mensagem dada por meio de Jeremias. CBASD, vol. 4, p. 542.
16 Acontecerá, então. Uma vez mais, Jeremias alerta contra a procura do Egito como auxílio em lugar da submissão aos babilônios (ver Jr 2:36; 37:7-10). CBASD, vol. 4, p. 542.
Quem, ao fugir do perigo, fome, ou espada, sai fora do caminho que Deus lhe prepara, cai em situação pior… (Am 5.19 comp Rm 8.37-39). Bíblia Shedd.
20 Enganastes. O fervor da declarada intenção do povo em seguir a vontade de Deus era apenas uma simulação. Como Balaão, em tempos passados (ver com. de Nm 22:20), o povo esperava que o Senhor aprovasse o rumo que desejava buscar. Devemos vigiar sempre para não cometer o mesmo erro nas grandes decisões da vida. CBASD, vol. 4, p. 542.
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“Então, eles disseram a Jeremias: Seja o Senhor testemunha verdadeira e fiel contra nós, se não fizermos segundo toda a palavra com que o Senhor, teu Deus, te enviar a nós outros” (v.5).
Livres das mãos de Ismael, Joanã e o resto de Judá procuraram a Jeremias a fim de apresentar a sua súplica. Pareciam dispostos a finalmente dar ouvidos às palavras do Senhor por intermédio de Seu profeta. No entanto, esta suposta sinceridade logo revelaria ser nada mais do que o desejo humano de receber o aval de Deus em seus planos falíveis. Eles não queriam ouvir o “assim diz o Senhor”, e sim que o “assim diz o Senhor” estivesse de comum acordo com o que já haviam decidido fazer.
Jeremias atendeu ao pedido do povo e, após “dez dias” (v.7), munido da resposta divina, a tornou conhecida. Porém, sua experiência como mensageiro de Deus no meio de um povo incrédulo e rebelde o fez perceber que nada do que falasse seria recebido como a soberana vontade de Deus: “mas, tendo-vos declarado isso hoje, não destes ouvidos à voz do Senhor, vosso Deus, em coisa alguma pela qual Ele me enviou a vós outros” (v.21). Aqueles mesmos que haviam jurado solenemente obedecer à Palavra de Deus, fosse ela boa ou má (v.6), deram as costas à sua última oportunidade de salvação.
Da mesma forma, muitos têm se apresentado como sinceros cristãos em busca do conhecimento das Escrituras. Reconhecem nos fieis servos de Deus pessoas que podem ensiná-los as veredas da vida. Desejam ouvir as verdades do Senhor, mas percebendo o abismo existente entre a vontade de Deus e suas próprias vontades e inclinações, logo revelam seu verdadeiro caráter tão incrédulo e rebelde quanto o do antigo Israel. Ignoram as advertências do Senhor e aos Seus mensageiros declaram: “É mentira isso que dizes” (Jr.43:2).
O Espírito Santo, porém, vê aqueles que, com o coração contrito e humilde, têm buscado o verdadeiro conhecimento de Deus. E assim como enviou Filipe ao encontro do etíope eunuco (At.8:29) a fim de anunciar-lhe a Jesus (At.8:35), Ele tem enviado Seus atalaias ao encontro dos verdadeiros adoradores, que constrangidos pelo amor dAquele que os encontrou e salvou, estão dispostos a ouvir a Sua voz: “Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21), e estão dispostos a obedecê-la.
Não sabemos em que dia virá o nosso Senhor. Mas Ele nos confiou uma obra sagrada que necessita ser cumprida com diligência e urgência. “Bem-aventurado aquele servo a quem seu Senhor, quando vier, achar fazendo assim” (Mt.24:46). O Senhor, nosso Deus, nos deixou claras e solenes advertências: “Não apagueis o Espírito. Não desprezeis as profecias” (1Ts.5:19-20). “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15).
Diante de um mundo em contagem regressiva, escolha ser um instrumento de resgate nas mãos de Deus, sabendo “que aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá multidão de pecados” (Tg.5:20).
Pai Celestial, muitos têm se rebelado contra a Tua vontade e buscado a realização de suas próprias concupiscências. Não possuem a fé para crer em Tua Palavra e obedecê-la. Há uma luta acontecendo no meio do professo povo de Deus, mas a nossa luta não é contra pessoas, Senhor. A nossa luta é contra os principados e potestades que estão à nossa volta tentando nos destruir. Por isso que, diante de inimigos que são mais fortes do que nós, pela fé, nós clamamos: Senhor dos Exércitos, luta por nós, pois só Tu podes vencer esta batalha! Livra-nos de dar as costas à Tua vontade, ainda que esta não faça sentido para as demais pessoas. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, fieis atalaias do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias42 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JEREMIAS 42 – A estrutura deste capítulo auxilia-nos na compreensão de seu conteúdo:
• O povo que restou em Judá faz súplica a Jeremias; queriam que intercedesse por eles pois estavam dispostos a obedecer a Deus (Jeremias 42:1-3).
• Jeremias prontamente aceita o pedido, e assegura que transmitiria fielmente a mensagem de Deus, seja ela favorável ou não (Jeremias 42:4-6).
• Deus responde a súplica de Jeremias: Deveriam permanecer na terra de Judá e não buscar refúgio no Egito. Deus prometeu bênçãos na obediência, mas advertiu severamente contra optarem por fugir ao Egito.
“Joanã e os demais respeitavam Jeremias e, por essa razão, pediram suas orações, mas eles não confiaram em Deus o suficiente para seguir o conselho do profeta. Estavam cansados de viver pela fé e decidiram ir para o Egito. Um dos motivos foi medo. Tinham receio da represália da Babilônia pelo assassinato de Gedalias, cometido por Ismael. Entretanto, a grande razão foi a recusa em viver pela fé. Eles não queriam aceitar os riscos e perigos de depender de um Deus invisível. Almejavam a segurança e a estabilidade de uma economia sólida. O povo não queria assumir a árdua tarefa de reconstruir uma vida de fé em Deus. Ansiavam pela vida tranquila que, segundo imaginavam, os aguardava no Egito: ‘Não; antes, iremos à terra do Egito, onde não veremos guerra, nem ouviremos som de trombeta, nem teremos fome de pão, e ali ficaremos’ (Jr 42:14). Eles buscavam uma saída fácil”, expõe Eugene Peterson.
Reflita:
• Escolher o Egito hoje é buscar segurança nas ilusões do mundo, em vez de confiar nas provisões de Deus.
• Quando optamos pelo Egito, trocamos a liberdade espiritual pela escravidão das convenções mundanas.
• Ir para o Egito nos dias de hoje é deixar de lado a fé para abraçar o conforto temporário, ignorando as terríveis consequências eternas resultantes da desobediência a Deus.
• Optar pelo Egito significa recusar convites divinos para uma vida consagrada e escolher viver aquém do propósito para o qual fomos chamados.
• Ao escolhermos o Egito, trocamos a segurança da presença divina pela incerteza das soluções humanas.
Assim como os conterrâneos de Jeremias, podemos ser tentados a escolher o Egito da vida quando a jornada da fé parece árdua; porém, é na perseverança que encontramos a verdadeira força. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JEREMIAS 41 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 41 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jr/41
É tentador pensar que se fizermos bem o nosso trabalho, receberemos o bem em troca. Precisamos ter em mente nossa incapacidade de ser ou fazer o bem porque somos todos humanos caídos. Precisamos também considerar a incapacidade dos outros de retribuir gentileza com gentileza, porque seus corações estão totalmente fixados no mal. Às vezes, as pessoas são odiadas apenas porque estão tentando fazer um bom trabalho.
Gedalias fora nomeado pelos babilônios para governar o remanescente do povo de Deus. Ele estava apenas procurando fazer bem o seu trabalho quando Ismael e seus comparsas decidiram terminar sua refeição com Gedalias assassinando-o e todos aqueles que cooperavam com ele.
Ismael pensou que estaria ajudando a Deus matando Gedalias. Ele pensou que essa seria uma boa maneira de se vingar de Babilônia por ter conquistado a sua nação, mas o que ele fez levou a mais derramamento de sangue até que o próprio Ismael acabou sendo expulso do país. Jesus alerta contra esse tipo de pensamento quando diz: “Guarde a espada! Pois todos os que empunham a espada, pela espada morrerão” (Mateus 26:52, NVI). Deus quer mudar nossos corações.
Karen D. Lifshay
Secretária de Comunicação da igreja de Hermiston
Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jer/41
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1115 palavras
1 Sucedeu … no sétimo mês. Aproximadamente dois ou três meses depois que Jerusalém fora tomada pelos babilônios (Jr 39:1, 2). CBASD, vol. 4, p. 539.
Esta baixa, bárbara e sangrenta obra é feita aqui por homens que, devido ao seu bom nascimento deveriam ser homens de honra e justos por sua fé … Deus o tornou [ a Gedalias] um bom homem e uma grande bênção a seu país, , e seu trabalho pelo bem comum foi como vida para os mortos. Bíblia de Estudo Matthew Henry.
e ali comeram pão juntos (ARA). Esta hospitalidade enfatiza a traição de Ismael, filho de Netanias. Bíblia de Genebra.
Enquanto comiam juntos (NVI). O costume antigo no tocante à hospitalidade provavelmente levou Gedalias a tomar por certo que seus hóspedes em nada o lesariam, muito menos o matariam. Bíblia de Estudo NVI Vida.
… esse assassinato ocorreu dois meses após a destruição de Jerusalém, ou em setembro de 582 a.C. (5 anos depois) quando, por alguma razão, Nabucodonosor fez uma terceira deportação de muitos hebreus. A morte de Gedalias, portanto, tornou-se causa de uma deportação para a Babilônia. Bíblia Shedd.
Ismael. Era, ou o filho do secretário de Estado, em 36.12, ou, mais provavelmente, um descendente direto de Davi por meio de seu filho Elisama. Em tal caso, Ismael seria um senhor real (2 SAm 5.6; 1 Cr 3.8; 14.7). Bíblia Shedd.
3 matou … homens de guerra. O controle que Ismael obteve pode ser explicado pelo fato de que os outros, de boa-fé, não estavam armados enquanto comiam juntos. Bíblia de Estudo Andrews.
Os judeus, em seu regresso do exílio, costumavam observar o terceiro dia do sétimo mês como um jejum, em memória do assassinato de Gedalias por Ismael (Zc 7.5; 8.19). Bíblia Shedd.
41:4-9 Os 80 homens vinham de três cidades do reino do norte para adorar em Jerusalém… Sem um rei, sem lei e sem lealdade a Deus, Judá estava sujeita a completa anarquia. Life Application Study Bible Kingsway.
4 Sem ninguém o saber. O massacre foi tão eficiente que ninguém escapou para relatá-lo. CBASD, vol. 4, p. 539.
Ninguém sabia disso. Os que trabalhavam na vinha e no campo estavam ocupados, e ninguém sabia nada sobre este sangrento massacre tão habilmente mascarado. Bíblia de Estudo Matthew Henry.
5 Siquém … Silo … Samaria. Três cidades de Efraim. Assim sendo, os 80 peregrinos eram descendentes e remanescentes do reino do norte. Remanescentes do norte haviam ajudado Josias a reparar o templo (2 Cr 34.9). Bíblia Shedd.
Estas cidades eram importantes centros religiosos no antigo reino do Norte, que caiu em 722 a.C. Os homens s”ao um remanescente da população de Israel que tinham feito peregrinações a Jerusalém nas grandes festas (em consonância com Ëx 23.14-17). O tempo do ano (“sétimo mês”, ver o v. 1) era a Festa dos Tabernáculos [ou “das Cabanas”]. Bíblia de Genebra.
Jerusalém … permanecera, ou voltara a ser, depois da reforma de Josias (2Rs 23, 19-20), o grande santuário para muitos israelitas do Norte. Apesar do desastre, ali se dava continuidade ao culto. Bíblia de Jerusalém.
Barba rapada … vestes rasgadas. Sinais de lamentação por causa da destruição do templo. Bíblia Shedd.
Corpo retalhado, uma forma pagã de lamentação proibida ao povo de Deus (Lv 19.28). Bíblia Shedd.
Estes atos são sinais de lamentação pela queda de Jerusalém. Bíblia de Genebra.
Ofertas de manjares (ARA). Sacrifícios de animais não podiam mais ser efetuados no templo arruinado (Dt 12.13-18), embora o local continuasse aberto como lugar para trazer presentes. Bíblia Shedd.
ofertas de cereal e incenso (NVI). Ofertas sem sangue, visto que o altar do templo em Jerusalém tinha sido destruído. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Casa do SENHOR. Embora o templo tivesse sido destruído, o monte do templo ainda era considerado santo. Bíblia de Genebra.
6 Ia chorando. A LXX … apresenta os peregrinos chorando, e não Ismael. CBASD, vol. 4, p. 539.
7 O motivo do assassínio não aparece claramente: talvez o roubo (cf. v. 8), ou o desejo de ocultar os últimos acontecimentos. Bíblia de Jerusalém.
8 Depósitos. Referência a grandes covas subterrâneas, usadas para guardar cereais. Bíblia Shedd.
trigo e cevada, azeite e mel. Suprimentos que Ismael talvez tivesse levado consigo quando posteriormente fugiu para Amom (cf. v. 15). Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 O poço … é o mesmo que fez o rei Asa. Provavelmente como parte das fortificações que Asa construíra em Mispá (v. 1Rs 15.22), visto que as cisternas eram essenciais para armazenar água em tempos de cerco. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O que os bons fazem para o bem do povo, os maus empregam para o crime. Bíblia Shedd.
10 As filhas do rei. Os filhos de Zedequias foram mortos em Ribla (Jr 39:6). As filhas foram poupadas e entregues a Gedalias para que as protegesse. Ao tomá-las sob sua custódia e proteção, Ismael estava declarando ser o dirigente e representante da casa real, de acordo com o costume oriental. CBASD, vol. 4, p. 539.
Mulheres que fizeram parte da corte do rei Zedequias, não necessariamente filhas do rei. Bíblia de Estudo NVI Vida.
41.11 – 44.30 Jeremias é levado para o Egito pelos sobreviventes judeus, que fugiam de possíveis represálias dos babilônios. Bíblia de Genebra.
12 Grande águas… Gibeão. A vingança desses crimes covardes ocorreu no grande tanque de Gibeão, atualmente ej-Jib, 9,2 km a noroeste de Jerusalém. CBASD, vol. 4, p. 540.
A menos de 2 quilômetros ao norte de Mispa. Bíblia Shedd.
Joanã perseguiu Ismael e o capturou ao pé do grande tanque de Gibeão, citado em 2 Samuel 2.13. Ao se deparar com o tamanho do exército, a coragem de Ismael falhou, e ele não ousou resistir. Bíblia de Estudo Matthew Henry.
15 Ismael … escapou. Ismael abandonou sua presa para salvar sua vida e escapou com oito homens. … Ele foi até os amonitas, e não se ouviu mais falar dele. Bíblia de Estudo Matthew Henry.
Com oito homens. Evidentemente, dois dos “dez homens” de Ismael (v. 1) tinham sido mortos em algum dos encontros anteriores (v. 2, 3, 11, 12). CBASD, vol. 4, p. 540.
17 entrarem no Egito. A decisão de Joanã e dos príncipes foi muito ousada. Entrariam no Egito, e, para fazer isso, acamparam por um tempo em Gerute-Quimã, perto de Belém, a cidade de Davi. Lá, Joanã montou seu quartel-general. Bíblia de Estudo Matthew Henry.
Gerute. Do heb. geruth, “um local de hospedagem”, isto é, uma pousada para viajantes.
Lugar em que se abrigavam os peregrinos, caravançará [estalagem pública, no Oriente Médio, para hospedar gratuitamente as caravanas que viajam por regiões desérticas]. Quimã era filho de Barzilai, o gileadita que deu apoio a Davi (2 Sm 19.31-40), e possivelmente recebeu um trecho de terra da parte de Davi, perto de Belém. Bíblia Shedd.
Davi instruiu Salomão a tratar seu filho Quimã com cortesia e cuidado (ver com. de 1Rs 2:7). CBASD, vol. 4, p. 540.
Eles se mantiveram firmes em seu curso rumo ao Egito, tanto por uma afeição pessoal pelo país como por uma antiga confiança nos egípcios. Bíblia de Estudo Matthew Henry.
18 por causa dos caldeus, porque os temiam.Pensando que poderiam ser prejudicados pelo assassinato de Gedalias. Bíblia de Estudo Andrews.
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“Saindo-lhes ao encontro Ismael, filho de Netanias, de Mispa, ia chorando […]” (v.6).
Dissimulado, Ismael arquitetou a sua trama maligna sem qualquer empecilho. Gedalias conheceria os resultados de sua imprudência. Passado algum tempo, o algoz voltou levando consigo mais “dez homens, capitães do rei” ao encontro de Gedalias e “comeram pão juntos” (v.1). Ao que tudo indica, ali mesmo, “sem ninguém o saber” (v.4), Ismael e seus companheiros mataram não somente Gedalias, mas “a todos os judeus que estavam com Gedalias, em Mispa, como também aos caldeus, homens de guerra, que se achavam ali” (v.3). E, não bastasse tudo isso, oitenta homens que peregrinavam para as terras de Judá a fim de cumprir algum tipo de voto sagrado, também foram vítimas de Ismael, que terrivelmente fingido, “ia chorando” (v.6) ao encontro deles.
Como um antítipo de salvador, Joanã, acompanhado dos príncipes dos exércitos e seus homens, “foram pelejar contra Ismael” (v.12). Ao avistarem a Joanã, “todo o povo que estava com Ismael se alegrou” (v.13), “virou as costas, voltou e foi para Joanã” (v.14). Ismael, porém, conseguiu fugir. “Como vaso de barro coberto de escórias de prata, assim são os lábios amorosos e o coração maligno” (Pv.26:23). O caráter de Ismael se encaixa perfeitamente neste provérbio. Comia e bebia, se alegrava e chorava, mas depois descobria a sua maldade deixando o seu rastro de vítimas. Era o típico caso de alguém que se deixa ser guiado pelo governo do próprio coração maligno.
O Senhor mesmo falou por intermédio de Jeremias: “Maldito o homem que confia no homem” (Jr.17:5). Isto não significa que devemos desconfiar de tudo e de todos, mas que precisamos ser cuidadosos em nossos relacionamentos e não nos precipitarmos em nossas relações de amizade. Ismael cobiçou a posição de Gedalias e aproveitou-se de sua boa vontade e ingenuidade. E não é preciso ser um assassino para isso. Basta permitir que a cobiça e o descontentamento dominem o coração e, à semelhança de Lúcifer quando se rebelou contra o governo divino, os maus sentimentos provocam divisões destrutivas entre os homens assim como houve divisão entre os anjos.
Já vimos que Jesus, o nosso divino Mestre, nos deixou a lição da cautela. Lição que foi reforçada pelo apóstolo Paulo: “Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais” (1Co.5:11). Cuidado, amados! Ser cauteloso não é ser juiz, porque “aos corações prova o Senhor” (Pv.17:3). Peça a Deus sabedoria nos relacionamentos. Se você for amigo de Jesus, certamente as suas amizades também refletirão isso e serás um verdadeiro amigo para os teus semelhantes.
Querido Pai Celestial, que antes de qualquer outro relacionamento, sejamos Teus amigos. Perdoe-nos se temos negligenciado pedir o Teu auxílio nesse sentido! Dá-nos o discernimento necessário para sermos prudentes e para, no que depender de nós, sermos amigos verdadeiros e leais que buscam viver a atmosfera do Céu na Terra. Dá-nos Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, amigos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias41 #RPSP
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JEREMIAS 41 – Após a queda de Jerusalém, Nabucodonosor permitiu que alguns judeus permanecessem em Judá sob o governo de Gedalias. Todavia, Ismael, junto com alguns outros conspiradores, assassinou traiçoeiramente a Gedalias e sua comitiva babilônica. Isso resultou num massacre subsequente dos judeus que estavam com Gedalias, bem como na captura e escravidão de muitos outros.
• Ismael aqui era “Filho de Netanias (2Rs 25:23-25). Ele tinha sangue real e era oficial do exército sob Zedequias, rei de Judá… Ismael não foi levado cativo quando Nabucodonosor dissolveu o reino de Judá e conquistou a Jerusalém (v. 23)” (Dicionário Bíblico Adventista).
• Ele era “um dos oficiais do exército que se uniram a Gedalias em Mispa, perto de Jerusalém, quando este foi nomeado governador de Judá, após os judeus irem para o exílio na Babilônia (2Rs 25:23-25). Gedalias tentou convencer esses oficiais a permanecer na terra e não temer os caldeus (v. 24). Alguns meses mais tarde Ismael voltou a Mispa com dez homens e assassinou Gedalias, outros judeus que estavam com ele, bem como alguns caldeus (v. 25)”, observou Paul Gardner.
• “Após alguns outros assassinatos (Jr 41:4-8)”, Ismael “ levou o restante do povo, incluindo as filhas do rei e, presumivelmente, Jeremias. Então se preparou para unir-se aos amonitas (v. 10-12). Contudo, Joanã, filho de Careá, e seus seguidores, encontraram Ismael em Gibeão. Eles recuperaram os cativos, mas Ismael e oito de seus seguidores conseguiram escapar de Joanã e se uniram aos amonitas (v. 13-15)” (Dicionário Bíblico Adventista).
O relato de Ismael mostra a confusão e a desintegração da ordem social e política em Judá após a destruição de Jerusalém. Ele revela como os próprios judeus estavam envolvidos em conflitos e traições, o que levou ao aumento do sofrimento e da desgraça do povo de Deus. Esse tipo de traição e instabilidade política contribuiu para o desespero e a desolação enfrentados pelos judeus durante o exílio.
Jeremias 41 ensina-nos que…
• Se todos buscassem orientação divina em vez de confiar nos próprios planos, evitaríamos muitos desastres.
• Se os sofredores se unissem em vez de conspirarem uns contra os outros, poderiam resistir às adversidades com maior êxito.
• Se cada um buscasse o bem-estar alheio acima dos próprios interesses, teríamos sociedades mais coesas e estruturadas.
Temos muito a aprender. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.