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Texto bíblico: JEREMIAS 18 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 18 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jr/18
Neste capítulo vemos:
– Jeremias aprendendo lições práticas na casa do oleiro.
– Como Deus lida com Seu povo.
– Um chamado à conversão, ao arrependimento e à reforma à luz da misericórdia de Deus e do chamado à santidade.
Aqui estão os comentários dos versículos 8 e 10 no comentário bíblico adventista:
8. Afaste-se do mal deles. A verdade profunda é ensinada aqui: este é um universo moral e que as nações permanecem ou caem de acordo com sua relação com a lei moral. Se uma nação conduzir seus negócios com retidão, seguindo os preceitos de justiça e misericórdia, ela “prosperará” (Salmo 1:3). Se, por outro lado, se tornar tirânico, se entregar totalmente aos valores materiais e seculares da vida, e desconsiderar as normas do relacionamento honesto nacional e internacional, “perecerá” (ver Salmo 1:6). Ainda havia tempo para Judá se arrepender.
10. Do bem. Os judeus não deviam pensar que o seu papel como povo escolhido de Deus lhes assegurava o contínuo favor divino, independentemente de agirem ou não em harmonia com a vontade divina.
Lembremo-nos de João 10:27-28 – “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão.”
Christopher Hufnagel
Pastor, Igrejas Adventistas de Brunswick/Camden, Geórgia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jer/18
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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587 palavras
3 Rodas. A roda que estava embaixo tinha o propósito de impelir a máquina com os pés; a roda que estava em cima segurava o pedaço de barro que as mãos do oleiro modelavam enquanto a revolvia. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 460
6 Não poderei Eu fazer de vós … ? Neste versículo, Deus fala a Israel, não a indivíduos, nem com respeito à salvação pessoal, mas como uma nação e em termos de seu relacionamento de aliança e em termos de aliança com Ele (ver v. 7). Todos os relacionamentos com Israel em tempos passados foram baseados no chamado da nação para servir como guardiã de Sua vontade revelada (Rm 3:1, 2) e para ser Seu instrumento especial para a salvação do mundo (Gn 12:1-3; Dt 4:6-9, 20; 7:6-14; ver p. 13, 14). CBASD, vol. 4, p. 460, 461.
Como o barro. Deus, como o mestre oleiro, estaria justificado ao descartá-los como nação. Contudo, Ele desejava recuperar o inútil vaso de barro e “fazer dele outro vaso” (v. 4). CBASD, vol. 4, p. 461.
10 Do bem. Os judeus não deveriam pensar que o papel deles como povo escolhido do Senhor lhes assegurava a continuidade do favor divino, independentemente de agirem em harmonia com a vontade divina. CBASD, vol. 4, p. 461.
12 Não há esperança. Uma representação do Senhor do que as pessoas estavam dizendo em seu íntimo e nas ações … expressando … uma atitude que desafiadoramente rejeita a proposta de misericórdia de Deus expressa no versículo anterior [“mau proceder”]. É como se os apóstatas dissessem: “Não adianta! Eu amo os deuses estrangeiros, e continuarei a ir atrás deles” (ver Jr 2:25, NVI). CBASD, vol. 4, p. 461.
13 Perguntai agora. Ver Jr 2:10, 11. Tragicamente, enquanto os gentios eram leais à sua falsa adoração, os israelitas eram infiéis a Deus. CBASD, vol. 4, p. 461.
Virgem. Do heb. bethulah (ver com. De Is 7:14). Esta palavra apresenta de modo surpreendente a vergonha do adultério espiritual de Israel (Jr 14:17; Ez 16). CBASD, vol. 4, p. 461, 462.
14 A neve deixará. A força do Senhor, na qual o Seu povo deveria ter confiado, é como a inabalável neve do Líbano. CBASD, vol. 4, p. 462.
Faltarão. Os fluxos de tão desejada água fria que fluíam de alturas distantes ou estrangeiras nunca secaram. CBASD, vol. 4, p. 462.
15 Que os fizeram tropeçar. Referência aos falsos profetas e professores que desviaram o povo (ver Jr 14:13-18). CBASD, vol. 4, p. 462.
Nas veredas antigas. Referindo-se à fé dos patriarcas (ver com. De Jr 6:16). Deixando as largas “veredas” ou caminhos, para andar nas “trilhas” …, como Judá poderia esperar outra coisa senão “tropeçar”? CBASD, vol. 4, p. 462.
16 Um espanto. A invasão vindoura causaria despovoamento extremo. … A palavra é melhor traduzida por “horrorizado”. CBASD, vol. 4, p. 462.
Perpétuo assobio. Expressão idiomática de escárnio constante. CBASD, vol. 4, p. 462.
Meneará a cabeça. “Balançarão a cabeça” (NVI); não com desprezo, mas se condoendo em relação à desolada condição da terra. CBASD, vol. 4, p. 462.
17 Vento oriental. Vento abrasador, terrível, opressivo, cheio de pó que vinha do deserto [ao leste] (ver com. DeJr 4:11; cf. Sl 48:7; Jn 4:8). CBASD, vol. 4, p. 462.
Mostrar-lhes-ei as costas. Assim como a luz do “rosto” de Deus foi a plenitude da alegria e da paz (ver Nm 6:25, 26). virar Seu rosto significaria deixá-los nas sombras da miséria. Desta maneira, se faria a justa retribuição aos que viraram as costas ao Senhor (ver Jr 2:27). CBASD, vol. 4, p. 462.
18 Vinde. As mensagens dadas pelo profeta despertaram a hostilidade do povo, que eclodiu em ódio aberto e tentou matar Jeremias (ver Jr 11:21). CBASD, vol. 4, p. 462.
20 Abriram uma cova para minha alma. Uma imagem gráfica que representa os inimigos do profeta como tão hostis a ele que o prenderam em uma cova, como se fosse um animal selvagem. CBASD, vol. 4, p. 462.
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“Olha para mim, Senhor, e ouve a voz dos que contendem comigo” (v.19).
A arte de transformar barro ou argila em objetos é um dos mais antigos ofícios e um método utilizado para diversos fins desde então. Tijolos, cerâmicas, vasos e esculturas são cuidadosamente modelados pelas mãos do oleiro e uma série de etapas precisam ser realizadas a fim de se obter um bom resultado final, incluindo o cozimento da peça em forno. Enquanto observava o trabalho do oleiro, Jeremias ouvia as palavras do Senhor e percebia em cada processo o cumprimento dessas palavras no contexto em que estava vivendo.
Como o barro que havia se estragado na mão daquele artesão foi reaproveitado para “fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu” (v.4), diz o Senhor: “eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na Minha mão, ó casa de Israel” (v.6). Todos os esforços do Senhor e tudo o que permitia acontecer “a uma nação ou […] um reino” (v.7) possuía a finalidade não de os destruir, mas de salvá-los, como a peça que o oleiro cozinha em alta temperatura para torná-la forte e preparada para o uso. Na mensagem profética “aos homens de Judá e aos moradores de Jerusalém” (v.11) isso fica bem claro: “se a tal nação se converter da maldade contra a qual Eu falei, também Eu Me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe” (v.8). “Convertei-vos, pois, agora, cada um do seu mau proceder e emendai os vossos caminhos e as vossas ações” (v.11).
Um coração endurecido é aquele que rejeita os planos de Deus a fim de andar consoante os próprios projetos (v.12). Sua ambição, egoísmo e orgulho não permitem a modelagem das mãos do supremo Oleiro. Como “a virgem de Israel” (v.13), cometem a vileza de esquecer-se do Senhor e apegar-se aos ídolos deste mundo. Enquanto isso, também cometem o desatino de perseguir e ferir aqueles que intercedem “pelo seu bem-estar, para desviar deles” a indignação de Deus (v.20). “Olha para mim, Senhor, e ouve a voz dos que contendem comigo” (v.19), foi o clamor de Jeremias diante da profunda tristeza de ser maltratado pelo seu próprio povo.
Exposta a fraqueza do profeta através de suas lágrimas e rogos, seus inimigos descobriram a forma mais eficaz de atingi-lo: “firamo-lo com a língua e não atendamos a nenhuma das suas palavras” (v.18). Certamente, Jeremias era constantemente afrontado e humilhado com palavras de maldição e com o descaso daqueles que o ouviam. “Coisa sobremaneira horrenda cometeu” (v.13) aquele povo, bem como tem cometido a geração atual. Notem que o Senhor chamava os Seus profetas em tempos críticos; quando as pessoas haviam rejeitado os Seus ensinos. Ou seja, se tão-somente a humanidade houvesse dado ouvidos às leis estabelecidas por Deus para reger o mundo não haveria necessidade de levantar profetas para corrigi-la.
Mas por Sua bondade e misericórdia, o Senhor abençoou o mundo com homens e mulheres que permitiram ser vasos de honra e suportar o calor das perseguições e sofrimentos. No momento mais crítico da história deste mundo, Deus não nos deixou sem a orientação profética. Através de uma mulher frágil e humanamente incapaz de suportar os revezes de um chamado tão grandioso, as palavras de Paulo se cumpriram: “Deus escolheu […] as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes […] a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus” (1Co.1:27 e 29).
Faça um estudo sério e sincero sobre a vida e os escritos de Ellen G. White e você vai descobrir que há uma orientação profética para o povo de Deus hoje; há um processo a ser obedecido para que sejamos vasos de honra. Rogo que deixe de lado qualquer discriminação ou opinião humana e perceba, por si mesmo, que os escritos da irmã White não se tratam de um acréscimo à Bíblia, e sim de palavras que apontam para a Bíblia como a nossa única regra de fé e prática e que nos ajudam a compreendê-la e amá-la como a Palavra viva e eficaz do nosso Deus.
Lembremos que a última Igreja de Deus na Terra é aquela que tem “o testemunho de Jesus” (Ap.12:17), e “o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Ap.19:10). Ou seja, é uma igreja profética e com uma mensagem profética. Em nome de Jesus, não rejeite as verdades do Senhor, “porque é chegada a ceifa” (Mc.4:29).
Pai de amor, de bondade e de misericórdia, nós louvamos o Teu nome por Teu cuidado e proteção! Como barro nas mãos do oleiro, assim nos colocamos em Tuas santas mãos e clamamos para que o Teu Espírito nos refaça segundo o molde divino! Livra-nos do pecado da língua e de rejeitar a Tua Palavra através dos Teus profetas! Santifica-nos na verdade, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, barro nas mãos do supremo Oleiro!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias18 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JEREMIAS 18 – Encenações e dramatizações são fundamentais no livro de Jeremias tanto quanto sua autobiografia. Deus é especialista em recursos visuais; Ele que instituiu o Tabernáculo para encenar o plano da redenção, foi além do sistema sacerdotal e sacrifical, como nota-se claramente em Jeremias.
Os relatos biográficos de Jeremias não são irrelevantes à teologia; Paul House salienta que “a biografia é, para o desenvolvimento da teologia, tão importante quanto sermões em poesia ou em prosa”.
A cena de Jeremias 18 em que o profeta foi ao oleiro, “lembra as pessoas de que, como qualquer vaso feito por um oleiro, elas são criação de Deus à disposição de Deus (18:1-12) e condena a amnésia espiritual delas (18:13-17). Para seu sofrimento, sua vida sofre nova ameaça. O povo decide continuar a dar ouvidos a seus profetas, sacerdotes e conselheiros (18:18), os próprios líderes que estão conduzindo-os à derrota (v. 14-17), de maneira que o efeito” do lamento de Jeremias é ajudá-lo a ficar do lado de Deus. “Parte do propósito do sofrimento é forçar o profeta, o remanescente, a depender só de Deus, na verdade a única defesa dos fiéis (1:17-19)” (House).
Merrill Unger, considerando que Deus anseia moldar Seu povo, demonstrou a Jeremias que “o mau desígnio poderia ser substituído pelo bom desígnio se Seu povo se arrependesse [Jeremias 18:1-11]. Mas o Senhor constatou sua pétrea impenitência [vs. 12-17], que foi demonstrada pelas ímpias tramas do povo contra Jeremias [v. 18], e lamentada pela oração imprecatória do profeta [vs. 19-23]”.
Diante de Jeremias 18, aprendemos que…
• …Dramatização e a autobiografia proféticas permitem que as pessoas visualizem as verdades espirituais de uma maneira vívida e tangível, facilitando a compreensão e a absorção das mensagens.
• …Encenações tocam as emoções dos espectadores, criando uma conexão emocional poderosa que pode impactar o coração e levar indivíduos a mudar o comportamento.
• …Mensagens transmitidas através de dramatizações tendem a ser mais memoráveis, pois envolvem múltiplos sentidos e experiências sensoriais.
• …Através de representações visuais e narrativas, as mensagens espirituais podem ser comunicadas de forma clara e concisa, evitando mal-entendidos e interpretações equivocadas.
• …As encenações podem retratar situações da vida cotidiana, tornando mais fácil ao povo relacionar as mensagens espirituais com a própria vida.
Como responderemos às encenações do livro de Jeremias? Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JEREMIAS 17 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 17 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jr/17
O que está escrito em nossos corações? É um impulso passageiro ou é algo que está cauterizado, cinzelado com uma ferramenta afiada, indelével? Para que se preocupar a respeito, se os outros não podem ver? Nossos corações podem parecer lugares privados, protegidos dos olhos curiosos ou críticos dos outros, mas nossos corações não são privados. Os segredos obscuros escondidos lá não são realmente secretos. Nossa condição é conhecida por nosso Criador. Nossas falhas não são apenas marcadas profundamente em nossos corações, mas também nas pontas do altar, aguardando o sacrifício que é o único remédio para nossa condição desesperadora. Sem a aplicação desse sacrifício em nosso favor, as gloriosas promessas são vãs. Sim, há algo que devemos fazer. Devemos nos curvar em arrependimento, admitindo nossas falhas diante do Senhor dos Exércitos, transferindo nossa confiança para Ele.
Precisamos que nossos corações sejam reiniciados, tenham um novo começo com o ar puro da salvação, com a água pura e refrescante da regeneração. Podemos escolher isso. Se o fizermos, Deus está pronto para nos recriar, para substituir nossos fardos por paz, alegria e regozijo na bondade de Deus. “Cura-me, Senhor, e serei curado; salva-me, e serei salvo. (v.14, NVI)
Art Kharns
Diretor de Música, Igreja Adventista de Simi Valley, Califórnia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jer/17
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1028 palavras
1 Ponteiro de ferro. Um estilete (NVI, BJ) ou uma ferramenta para esculpir (ver Jó 19:24). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 456.
Diamante. Pedra afiada colocada no ferro para gravura em metal. … empregada neste versículo para mostrar que “o pecado de Judá” estava profundo e endelevelmente gravado “nas tábuas do coração” (ver 2Co 3:3). CBASD, vol. 4, p. 456.
Nas pontas. Muito provavelmente as pontas dos altares de culto idólatra. CBASD, vol. 4, p. 456.
2 Seus filhos se lembram. Educadas em um ambiente de idolatria, as crianças estariam inclinadas a adotar o mesmo caminho perverso. CBASD, vol. 4, p. 456.
Postes-ídolos. Do heb. ‘asherim. Aserá era o nome de uma deusa cananeia adorada com ritos licenciosos, cujo símbolo era uma árvore ou um poste de madeira (ver com de Jz 3:7; ver vol. 2, p. 21, 22). CBASD, vol. 4, p. 456.
Árvores frondosas.Embora Aserá não fosse um bosque, o santuário dessa deusa pagã geralmente estava ligado a um bosque, assim como os “altos montes” foram associados a altares pagãos (ver Dt 12:2, 3; Is 57:7). CBASD, vol. 4, p. 456, 457.
3 Ó monte do campo. Local onde as idolatrias eram realizadas, ou seja, nas montanhas. CBASD, vol. 4, p. 457.
Teus tesouros darei. Uma alusão aos despojos que os babilônios invasores levariam de Jerusalém, especialmente, do templo (ver 2Rs 24:10-16). CBASD, vol. 4, p. 457.
4 Te privarás da herança que Te dei. Rendição da “herança” de Judá aos caldeus … deixar a terra sem ser cultivada, ou permitindo que ela “descanse” (ver Êx 23:10, 11). O país de Judá, por causa de seu cativeiro próximo, “descansaria” e “desfrutaria seus sábados” (ver Lv 26:32-34; 2Cr 36:21). CBASD, vol. 4, p. 457.
5 Maldito o homem que confia no homem. Percebendo que boa parte dos problemas experimentados pela nação foram causadas por suas alianças com a Assíria e o Egito, o que indicava uma transferência da confiança no Senhor para o “braço” do homem, o profeta subitamente denuncia os responsáveis por essa confiança enganosa. … As nações das quais os israelitas dependiam de ajuda não eram mais do que um conjunto de seres humanos sujeitos às fraquezas comuns a toda a humanidade. A mensagem do profeta tem significado para os dias atuais. Como é fácil para as pessoas procurarem fontes humanas de ajuda e orientação, em vez de confiar no que Deus prometeu! CBASD, vol. 4, p. 457.
6 Confia no homem. Uma forte imagem de desolação e esterilidade. Nesta triste e desamparada condição, totalmente á parte das bênçãos que poderiam ter sido suas, a pessoa que confia no homem “não virá quando vier o bem”. CBASD, vol. 4, p. 457.
Terra salgada. Esta surpreendente imagem imediatamente chamaria a atenção para as costas desoladas do Mar Morto, estéril por causa do conteúdo salgado da água e do solo. CBASD, vol. 4, p. 457.
8 Árvore plantada junto ás águas … não receia. Recebendo muita umidade, esta árvore florescente não é ameaçada pela chegada de uma seca. Assim é com os justos, que recebem força para cada aflição por causa de sua confiança em Deus. CBASD, vol. 4, p. 457.
10 Coração. Literalmente, “rins” (BJ), como representação do interior do ser humano, dos motivos escondidos (ver com. de Sl 7:9). Deus julgará “a cada um conforme as suas obras” (ver Mt 16:27; Rm 14:12; 2Co 5:10; Ap 22:12). [Aos salvos serão atribuídas as obras e méritos perfeitos de Jesus.] O juízo não lidará apenas com as obras dos seres humanos, mas também levará em consideração o “fruto” e a influência dessas obras sobre os outros, tanto na vida como na morte. CBASD, vol. 4, p. 457, 458.
11 Como a perdiz. Experiência da pessoa gananciosa, cuja cobiça a levava a amontoar riquezas alheias e que, cedo ou tarde, elas fariam “para si asas” e desapareceriam (ver Pv 23:5). CBASD, vol. 4, p. 458.
14 Cura-me. Ver Jr 3:22; 30:17; 33:6. O profeta conhece o único que pode curar seu coração pecaminoso (ver Sl 6:2; 30:2; 103:1-3). CBASD, vol. 4, p. 458.
15 Que se cumpra! Estas são as palavras irônicas e debochadas de israelitas não arrependidos, em resposta ás advertências de juízo feitas por Jeremias. CBASD, vol. 4, p. 458.
16 Eu não me recusei a ser pastor. A frase foi traduzida na AA como: “não instei contigo para enviares sobre eles o mal”. CBASD, vol. 4, p. 458.
Nem tampouco desejei. O profeta protesta que, por não desejar ver “o dia da aflição” do juízo divino que ele predisse contra seu povo, ele não estava ansioso para ser o porta-voz de Deus. CBASD, vol. 4, p. 458.
19 Assim me disse o SENHOR. A partir daqui se inicia uma nova linha de profecias sem ligação direta com as anteriores. Esta mensagem foi enviada, possivelmente, depois das registradas em Jeremias 14 a 17:18, e algum tempo antes do discurso do templo (ver com. de Jr 7:1; ver também PR|, 411). CBASD, vol. 4, p. 458.
21 Assim diz o SENHOR. Este versículo e os seguintes mostram que a profanação do sábado continuava em Jerusalém, principalmente nas “portas” da cidade (ver com. de Gn 19:1; Js 8:29). CBASD, vol. 4, p. 458.
Cargas. Pode ser visto um registro semelhante a respeito da quebra do sábado em Neemias 13:15 a 22. Estas cargas incluíam grãos, vinho, frutas, peixe e outros artigos comerciais trazidos de outros reinos para dentro da cidade, por meio daqueles que vinham ao templo para adorar [principalmente para serem comercializadas no domingo]. … Desta forma, a ilustração apresentada é da negligente observância do sábado, uma prática muito desagradável a Deus (ver Is 56:2-6; cf. Jr 58:13, 14). CBASD, vol. 4, p. 458.
25 Pelas portas desta cidade entrarão reis e príncipes. Seria difícil encontrar alguma passagem bíblica que relate mais acertadamente a grande importância da observância do sábado. Se os judeus tivessem sido leais às leis de Deus, e especialmente ao mandamento do sábado, bênçãos sem medida teriam sido deles. CBASD, vol. 4, p. 459.
Andando em carros e montados em cavalos. Símbolos de pompa real (1Rs 426; Zc 9:9, 10). CBASD, vol. 4, p. 459.
Será para sempre habitada. Promessa de um destino glorioso que poderia ter sido de Jerusalém (ver DTN, 577; cf. PR, 46, 46, 564; ver também p. 16, 17). CBASD, vol. 4, p. 459.
27 Não me ouvirdes. A falha dos israelenses em observar o sábado provocaria trágico resultado (ver 2Rs 25:9). CBASD, vol. 4, p. 459.
Não se apagará. Isto não indica que o fogo arderia sem cessar, mas que o “fogo” da justiça retributiva de Deus não se extinguiria até que Seu propósito estivesse completo. Jerusalém foi destruída com fogo pelos babilônios, em 586 a.C., e pelos romanos, em 70 a.D. em ambos os casos, nenhum esforço humano conseguiu interromper a deflagração, até que a obra de destruição a eles atribuída estivesse completa. CBASD, vol. 4, p. 459.
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“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (v.9).
A ilustração acerca do “pecado de Judá” (v.1) revela a dimensão da rebelião daquele povo. E a diferença entre os versos 5 e 7, o motivo de sua destruição. Escolheram a maldição (v.5) e rejeitaram a bênção (v.7). Atentem para os resultados da maldição contidos no verso 6 e para os resultados da bênção no verso 8. O conteúdo deste último verso como uma continuação do verso 7, é praticamente uma repetição do Salmo inaugural: “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios […] Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido” (Sl.1:1 e 3).
Deixar de confiar em Deus para confiar em palavras humanas não é somente uma escolha errada, mas uma maldição. Deixar de seguir a voz de Deus para seguir a voz de nosso enganoso coração é, no mínimo, “insensato” (v.11). “Ouça a voz do seu coração” tornou-se uma frase ovacionada em um mundo cada vez mais destituído de princípios. E a vida é transformada em uma “roleta-russa” cujo desfecho termina em tragédia, trocando o vital pelo fatal. Pelo menos três princípios fundamentais estão contidos neste capítulo. Primeiro deles: “Bendito o homem que confia no Senhor” (v.7). Esta bem-aventurança é a garantia da vitória sobre o mal: “e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1Jo.5:4). A confiança nos leva a ter um relacionamento pessoal com o nosso Salvador e, nEle, somos justificados.
O segundo princípio está contido no verso 10: “Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, Eu provo os pensamentos”. Deus sonda cada coração humano. Jesus revelou a importância deste princípio ao colocar uma “lupa” sobre os mandamentos no sermão da montanha. Ele ampliou a observância da lei e a tornou gloriosa (Is.42:21) ao deixar bem claro as obras que o Senhor leva em conta: “Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura NO CORAÇÃO, já adulterou com ela” (Mt.5:28, grifo nosso). Quando Ele voltar, todos “conhecerão”, diz Jesus, “que Eu sou Aquele que sonda mentes e corações, e vos darei a cada um segundo as vossas obras” (Ap.2:23). Ou seja, Deus não olha para o que fazemos, mas se o que fazemos é obra do Espírito Santo em nós, ou não.
E o terceiro e último princípio que gostaria de destacar está no versículo 21: “Assim diz o Senhor: Guardai-vos por amor da vossa alma”. A santificação do sábado, quarto mandamento do Decálogo, faz parte não apenas de um conjunto de regras estabelecidas por Deus, mas da “lei da liberdade” (Tg.2:12) que nos guarda pelo amor de um Pai que criou o sétimo dia (Gn.2:1-3) para o nosso próprio bem (Mc.2:27). A obediência aos mandamentos do Senhor não consiste em uma fé cega, mas em uma confiança pré-estabelecida através de um relacionamento de amor com o Senhor dos mandamentos.
Pois “o cumprimento da lei é o amor” (Rm.13:10). Bem observa George Knight: “É normal para o cristão guardar a lei, pois o próprio princípio da lei, que é amor a Deus e ao próximo, se acha escrito nas ‘tábuas de carne’ do coração (2Co.3:3). Assim, o cristão está mais próximo da lei de Deus do que o legalista, pois os verdadeiros cristãos ‘nasceram do alto’ (Jo.3:3,7) e tiveram a mente e o coração transformados (Rm.8:4-7)” (Pecado e Salvação, CPB, p.70-71).
“Ouvi a palavra do Senhor” (v.20), amados! Ele nos chama com grande urgência para uma entrega completa e genuína do coração. Aqueles que ouvem à voz angélica: “adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7), certamente têm compreendido que é impossível crer nesta mensagem sem associá-la com a observância do quarto mandamento: “porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou” (Êx.20:11).
Os sinais mostram o cumprimento das profecias para o tempo do fim, e a nossa maior necessidade hoje é do batismo do Espírito Santo nos conduzindo “a toda a verdade” (Jo.16:13), tornando-nos “santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Que à semelhança de Jeremias, possamos clamar a cada dia, de todo o nosso coração: “Cura-me, Senhor, e serei curado, salva-me, e serei salvo; porque Tu és o meu louvor” (v.14). Seja esta a nossa oração neste dia, amados. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, aqueles cuja esperança é o Senhor!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Jeremias17 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JEREMIAS 17 – Ao nos depararmos com este capítulo, somos confrontados com uma mensagem profunda e relevante para os dias atuais. Nele, encontramos uma série de advertências e promessas divinas, todas envoltas numa reflexão sobre a confiança do indivíduo em si mesmo versus a confiança em Deus.
Jeremias é instrumento de Deus para transmitir as palavras divinas a um povo que se desviou dos caminhos corretos, perdendo-se em suas próprias práticas e crenças. Os pecados surgem pela confiança nas próprias opiniões, em vez de confiar no Deus que ama e transmite Sua revelação.
Analisando Jeremias 17:10, John MacArthur declara que, “para os pecados das pessoas (vs. 1-4), para uma pessoa estéril (vs. 5-6) ou para uma pessoa abençoada (vs. 7-8), Deus é o Juiz final e dará a Sua sentença pelas Suas obras (cf. Ap 20:11-15). Ele pesará na balança todas as ações deles (1Sm 2:3)”.
MacArthur ainda observa que em Jeremias 17:14-18, o profeta cercado por pessoas descrentes (vs. 1-6, 11, 13), apresentou qualidades de uma pessoa temente a Deus:
• Deus era a razão e a motivação do seu louvor (Jeremias 17:14).
• O fiel tem coração de pastor, para seguir a Deus (Jeremias 17:16).
• A pessoa piedosa deve ser dedicada à oração, aberta à investigação de Deus.
• Deus deve ser a base da esperança do fiel (Jeremias 17:17).
• O crente confia na fidelidade de Deus para libertar, mesmo no castigo (Jeremias 17:18).
Ainda, em Jeremias 17, “o mandamento do sábado é destacado para receber atenção especial [vs. 19-27]. Embora todos os mandamentos tivessem sido transgredidos (ver 7:9), o sábado tinha importância especial como sinal de aliança (ver Êx 31:12-17)”. Interessante que, “as bênçãos da aliança são condicionais à obediência. A fiel observância do sábado representa, neste texto, a obediência fiel a toda a lei”. E, esta bênção não é exclusiva para Israel/judeus. Pois, no plano de Deus, “Jerusalém se tornaria um centro de adoração para todos” (Bíblia Andrews).
Enfim, Deus cura, restaura e protege àqueles que depositam sua confiança nEle. Essas promessas não são apenas para o povo da época de Jeremias, elas estão disponíveis a todos nós que buscamos viver em íntima comunhão com o Deus Criador e Seu Filho – o Senhor do sábado (Marcos 2:27-28). Portanto, reavivemos nossa confiança totalmente em Deus! – Heber Toth Armí