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Texto bíblico: JEREMIAS 20 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jr/20
Jeremias 20 nos apresenta Pasur, o filho do presidente da Casa do Senhor. Ele tinha família, posição e autoridade. Poderíamos pensar que ele deveria ser aquele que ouvia diretamente de Deus. Mas neste caso, havia um profeta e a sua mensagem que aqueles com poder não gostavam e não queriam ouvir.
O remanescente pode errar? Pode um líder escolhido do remanescente errar? Absolutamente! Nós, como povo de Deus, precisamos estar atentos e prontos para ouvir Deus falar conosco e nos guiar para que não caiamos na mesma armadilha de Pasur, que perseguiu o mensageiro de Deus.
Se você é um líder que está lendo isto, oro para que desempenhe humildemente seu papel como servo do Senhor. Se o Senhor fala com você através das pessoas ao seu redor, mesmo aquelas com uma mensagem que você não quer ouvir, receba-a com o coração aberto.
Se você é um membro que está lendo isto, oro para que dê uma medida de graça aos líderes que possam estar servindo você, sabendo que, embora tenham as mesmas falhas que toda a humanidade, eles procuram ser como Cristo e desejam a Sua vontade.
Justin Boyd
Pastor de Jovens e Capelão, Conferência da Grande Sydney, Austrália
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jer/20
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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699 palavras
1 Filho do sacerdote Imer. O filho de Imer [Pasur], possivelmente tenha sido o pai de “Gedalias”, mencionado em Jeremias 38:1 a 4, um dos príncipes que, mais tarde, se opuseram aos esforços de Jeremias. CBASD, vol. 4, p. 466.
Presidente. Isto é, “líder adjunto”, evidentemente próximo em classificação ao sumo sacerdote. Sua alta posição no templo seria responsável por sua liderança nas agressivas ações contra Jeremias (v. 2, 3), particularmente desde que o profeta entregou sua mensagem ao povo “no átrio da casa do SENHOR” (ver Jr 19:14, 15). Os acontecimentos do cap. 20, aparentemente, seguem imediatamente, aos do cap. 19 (ver com. De Jr 19:1). CBASD, vol. 4, p. 466.
2 Profeta Jeremias. Esta é a primeira vez que o nome e o título aparecem juntos. Sem dúvida, a razão é realçar a afronta e o insulto sofridos por Jeremias. CBASD, vol. 4, p. 466.
Tronco. Do heb. Mahpeketh, “algo que compele a uma postura torta”, isto é, um instrumento de punição que colocava o corpo em posição muito desconfortável e dolorosa. Em sofrimento e nesta condição humilhante, Jeremias passou a noite num dos lugares mais importantes em Jerusalém, “a porta superior de Benjamim”, possivelmente, a Porta das Ovelhas (ver Jr 37:13). CBASD, vol. 4, p. 466.
3 No dia seguinte. O profeta foi solto da tortura do tronco depois de uma noite, o que não significa que foi libertado da prisão neste período. CBASD, vol. 4, p. 467.
Terror-Por-Todos-Os-Lados. Ou “Magor-Missabibe” (ARC). As mesmas palavras hebraicas são traduzidas como “terror por todos os lados” (Sl 31:13; Jr 6:25; 20:10) …. (ver Sl 31:9-16). CBASD, vol. 4, p. 467.
6 E tu … irás à Babilônia. Todos os israelitas foram levados ao exílio, exceto “o povo pobre da terra” (2Rs 24:14; 25:12; Jr 40:7). CBASD, vol. 4, p. 467.
Profetizaste falsamente. Isto claramente indica que Pasur afirmou ser um profeta e que ele era membro do partido anticaldeu que instou o povo a lutar contra os exércitos de Nabucodonosor, partido este que rejeitou os avisos de Jeremias para não colocar a segurança nacional sobre uma aliança com o Egito (ver Jr 2:18, 36; 14:13-15; 37:5-10). CBASD, vol. 4, p. 467.
7 Persuadiste. Ver com de Jr 4:10. As queixas eram uma reação à noite angustiante do profeta no tronco (ver v. 2, 3). Em seu estado depressivo Jeremias parece ter considerado sua obra um fracasso; um fracasso mais amargo pelo temor de que Deus não cumprisse Suas promessas (ver Jr 1:8-10; cf. 15:10, 17; Jn 4:1-4). CBASD, vol. 4, p. 467.
Mais forte do que eu. Em sua amarga queixa, Jeremias sugere que o Senhor empregou Seu poder para forçá-lo contra o próprio desejo e a vontade, a assumir uma missão na qual ele seria diminuído. CBASD, vol. 4, p. 467.
Não posso mais. Ou melhor: ”não posso mais aguentar”. CBASD, vol. 4, p. 467.
10 Murmuração. “Uma informação má” (ver Sl 31:13). A passagem significa que Jeremias ouviu muitos relatos a seu respeito. CBASD, vol. 4, p. 467.
Terror por todos os lados! Do heb. Magor missabibe, o nome dado [por Jeremias] a Pasur. CBASD, vol. 4, p. 467.
Denunciai. Os perseguidores do profeta esperavam conseguir evidências da deslealdade de Jeremias para com a nação. CBASD, vol. 4, p. 467.
Persuadir. Ou, “enganar” (AA; ver v. 7). Os inimigos esperavam que em seu zelo profético, Jeremias fosse apanhado ao dizer algo que trouxesse condenação sobre ele e resultasse em sua morte. CBASD, vol. 4, p. 467.
11 O SENHOR está comigo. Apesar de ansioso e perplexo, Jeremias não cedeu ao desespero; sua confiança continuou firme em Deus (ver Sl 23; 27; 2Co 4:1, 8, 9). As águas da aflição não fizeram submergir sua confiança, nem o fogo da perseguição consumir sua fé (ver Is 43:1, 2). CBASD, vol. 4, p. 467.
13 Cantai ao SENHOR. A angústia do profeta se rendeu à esperança. A tristeza deu lugar à alegria (ver Sl 30:5). CBASD, vol. 4, p. 468.
14 Maldito o dia. O restante do capítulo retrata Jeremias em profundo desespero, lembrando-nos do patriarca Jó (ver com. De Jó 3:1-6). Devemos lembrar que, embora esses personagens bíblicos fossem homens de Deus, eles eram seres humanos “semelhantes a nós”, sujeitos aos mesmos sentimentos” (Tg 5:17). CBASD, vol. 4, p. 468.
15 Alegrando-o com isso grandemente. O pensamento deste deleite paterno aumentava a agonia do profeta (ver Jr 15:10). CBASD, vol. 4, p. 468.
16 Seja … como as cidades. Referência às “cidades da campina” (Gn 19:29) destruídas pelo fogo de Deus. Sua destruição se tornou um exemplo do castigo divino resultante da maldade humana (ver Dt 32:32; Is 1:9, 10; Jd 7). CBASD, vol. 4, p. 468.
17 Não me matou. O capítulo termina no auge da linguagem altamente emocional. O profeta lamenta profundamente sua existência. CBASD, vol. 4, p. 468.
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“Mas o Senhor está comigo como um poderoso guerreiro […]” (v.11).
Pela primeira vez, o livro de Jeremias relata uma violência física contra o profeta. Pasur, “presidente na Casa do Senhor” (v.1), feriu o homem de Deus “e o meteu no tronco” (v.2). Atentem bem para dois detalhes muito importantes: Pasur era líder religioso e feriu e prendeu o profeta “na Casa do Senhor” (v.2). Ou seja, a mensagem de advertência que deveria ser aceita em primeiro lugar pelos líderes da igreja, além de ter sido rejeitada, ainda foi motivo de uma violência contra Jeremias com o propósito de que em algum momento ele se deixasse persuadir (v.10). Só que existe uma coisa que ímpio algum consegue entender, e é esta:
Quando um cristão assume um compromisso genuíno de fidelidade a Deus e nEle confia de todo o coração, um “tronco” não o impede de avançar, mas o impulsiona para o alvo!
Pasur receberia exatamente o preço de seu ato maligno. Ele, bem como todos os seus amigos que seguiram as suas falsas profecias, receberiam a mesma punição e, pela primeira vez, algo na sua vida seria uma profecia verdadeira: o seu novo nome, “Terror-Por-Todos-Os-Lados” (v.3). A saga do mal teria fim com Jeremias ainda em vida. O profeta seria testemunha ocular da destruição de seus inimigos pelos exércitos de Babilônia (v.5). E em meio a este completo caos, “todo o dia” (v.8), Jeremias tinha que enfrentar escárnios e zombarias (v.7) do povo pelo qual tinha “de gritar e clamar: Violência e destruição!” (v.8). Era uma mensagem de juízo, mas também de redenção. Contudo, até os “íntimos amigos” (v.10) do profeta planejavam a sua queda. Que cenário desesperador! Jeremias não podia contar com absolutamente ninguém! Sua família o perseguia, seus amigos conspiravam contra ele e os líderes religiosos desejavam matá-lo. O que fazer diante de tão aterradora realidade?
“Ó Senhor” (v.7), manifesta o nome do único em quem o profeta podia confiar. E foi a Ele a quem Jeremias recorreu. Fazer a vontade de Deus estava muito além de suas forças. E negar fazer a vontade de Deus, muito aquém do desejo ardente de seu coração. O Poderoso Guerreiro estava a postos em favor de Seu profeta e o livraria “das mãos dos malfeitores” (v.13). O mesmo Deus que disse: “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada” (Mt.10:34), também estava com seu servo Jeremias a lhe confortar pelo desprezo dos “da sua própria casa” (Mt.10:36).
Ao aceitar o desafio de caminhar na contramão do mundo e na direção de Deus, todo discípulo de Cristo assume o compromisso de andar nas pisaduras de seu Mestre. E este compromisso tanto requer fidelidade quanto exige humildade. Humildade para reconhecer que a sua natureza pecaminosa precisa constantemente do toque restaurador e purificador de Cristo; que como uma criança de colo, depende totalmente dos cuidados do Pai; e que, como Filipe, deve obedecer prontamente à voz do Espírito Santo (At.8:29).
Os sofrimentos do profeta eram muitos, porém, passageiros. Semelhante a Jó, considerou mais vantajoso o não nascer do que prosseguir contemplando a dureza do coração humano e os resultados de tal mal. Ainda assim, conseguia encontrar forças para erguer louvores ao Deus que, certamente, lhe faria justiça (v.13). A Bíblia não é um conto de fadas com fábulas que te iludem e te levam a suspirar por coisas banais. A Bíblia é a Palavra do Senhor Deus Todo-Poderoso, que te fala a verdade, ainda que esta verdade não reflita o que você deseja ouvir. Erguer a bandeira da verdade, portanto, é estar envolvido em uma batalha e, onde há batalha, há inimigos. Mas Jesus nos orienta com as seguintes palavras: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma” (Mt.10:28).
Assim como Jeremias confiou no Senhor, confie a sua causa a Ele (v.12), e diga, “todo o dia” (v.8): “Mas o Senhor está comigo como um poderoso guerreiro”! “Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Ef.6:12). Sigamos os passos de Jesus e sempre poderemos desfrutar da tão preciosa promessa: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20).
Ó, Senhor, não tem sido fácil viver a Tua vontade e declarar a Tua verdade. Isso implica andar na contramão do mundo e sofrer perseguição e rejeição, muitas vezes, por parte de familiares e amigos. Sabemos que tempos mais difíceis ainda estão diante de nós. Fortalece-nos, pelo poder do Teu Espírito, para sermos Tuas testemunhas com fidelidade e humildade, entregando por completo nossa vida em Tuas mãos e confiando plenamente de que o Senhor está conosco como um poderoso guerreiro! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, discípulos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias20 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JEREMIAS 20 – Jeremias mantinha íntima comunhão com Deus e dEle recebia instruções e revelações verdadeiras. Assim, podia discernir a atitude errada de Pasur pela orientação e discernimento divinos.
Opondo-se e prendendo o profeta de Deus, colocando-o em um tronco por causa do que proclamava Jeremias, Pasur intentava reprimir a Palavra de Deus. Jeremias enfrentou oposição e perseguição por parte da liderança do povo de Deus por causa de sua fidelidade à mensagem que recebera. Pasur era sacerdote, e mandou espancar o enviado de Deus. Jeremias proferiu uma profecia direta e assustadora ao sacerdote (Jeremias 20:1-6).
Na sequência há uma lamentação do profeta Jeremias: “Senhor, Tu me enganaste, e eu fui enganado; foste mais forte do que eu e prevaleceste. Sou ridicularizado o dia inteiro; todos zombam de mim… a Palavra do Senhor trouxe-me insulto e censura o tempo todo… Todos os meus amigos estão esperando que eu tropece, e dizem: ‘Talvez ele se deixe enganar; então nós o venceremos e nos vingaremos dele’… Por que saí do ventre materno? Só para ver dificuldades e tristezas, e terminar os meus dias na maior decepção?” (Jeremias 20:7-18). Sobre isso Ellen White comenta:
“Com que desprezo a nação judaica tratou a mensagem que o Senhor lhe enviou através de seu profeta Jeremias!… A oposição contra a mensagem de Jeremias era tão forte, tantas vezes sofreu ele escárnio e zombaria, que disse: ‘Não me lembrarei dEle e já não falarei no Seu nome’ [Jr 20:9]. Sempre foi assim. Por causa da hostilidade, do ódio e da oposição manifestada contra a Palavra de Deus que veio como reprovação, muitos outros mensageiros de Deus decidiram tomar a mesma decisão que Jeremias. Mas o que este profeta do Senhor fez após essa decisão? Por mais que tentasse, não conseguiu ficar em paz. Logo que chegou às assembleias do povo, descobriu que o Espírito do Senhor era mais forte do que ele [ver Jeremias 20:9-10]”.
“Nesta geração, quando os servos de Deus falam a Palavra do Senhor para reprovar os malfeitores, para repreender os que introduzem princípios errôneos, não tem uma experiência semelhante à de Jeremias?”, indaga White.
Religiosos que pensam estarem certos confrontam os servos de Deus; devemos ficar atentos a isso para não rejeitar a Deus desprezando Seu enviado! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JEREMIAS 19 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 19 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jr/19
Em Jeremias, capítulo 19, vemos ainda outra lição prática – a quebra da cerâmica no Leste ou Portão dos Cacos, que previu os julgamentos vindouros que quebrariam Israel porque ele continuava na impenitência.
O Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia traz insights do v.11 deste capítulo, como segue:
11. Que não pode ser mais restaurado. O Senhor advertiu repetidamente Seu povo de que Ele estava trazendo o mal sobre eles por causa de todos os seus pecados (4:6, 7; 18:11; etc.). Por meio de uma promulgação impressionante, o profeta deveria agora gravar esta verdade em suas mentes. A quebra da botija ilustrou dramaticamente quais seriam os efeitos da invasão babilônica. No entanto, a ameaça era condicional. Ainda não era tarde demais para evitar a destruição da cidade e da nação. Deus havia declarado: “Se em algum momento eu decretar que uma nação ou um reino seja arrancado, despedaçado e arruinado e, se essa nação que eu adverti se converter da sua perversidade, então me arrependerei e não trarei sobre ela a desgraça que eu tinha planejado.” (18:7, 8).
Somente quando os judeus rejeitaram a Cristo é que eles foram finalmente rejeitados como povo de Deus (Mateus 21:33-43).
Christopher Hufnagel
Pastor, Igrejas Adventistas de Brunswick/Camden, Geórgia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jer/19
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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294 palavras
1 Anciãos. Isto é, os representantes de alto nível dentre os líderes civis e eclesiásticos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, 464.
2 Vale. O vale de Hinom foi localizado ao sul de Jerusalém (ver mapa, p. 534 [CBASD]; ver com. de Jr 7:31). … O vale pode ter recebido o nome de seu primeiro proprietário ou de alguém que acampou ali (ver com. de 2Rs 23:10; M7 5:22). CBASD, vol. 4, p. 464. [Ver tb. com. de Jr 7:31.]
4 Sangue de inocentes. Evidentemente, uma referência aos cruéis sacrifícios de crianças ao deus Moloque (ver com. de Jr 7:31). CBASD, vol. 4, p. 464.
6 O vale da Matança. Em justa retribuição à adoração idólatra e cruel de Judá, este abominável local se tornaria um lugar de “matança” quando Jerusalém fosse tomada pelos babilônios (ver 2Rs 25:1-9). CBASD, vol. 4, p. 464.
9 Fá-los-ei comer. Ver Dt 28:49-57; Lm 2:20. Josefo registra um caso … durante o cerco de Tito, em 70 a.D. (Guerra dos Judeus, vi.3.4). CBASD, vol. 4, p. 464.
12 Farei desta cidade um Tofete. O desprezo sugerido pelo nome Tofete seria lançado sobre toda cidade de Jerusalém (ver com. de Jr 7:31). … Alguns consideram que a palavra é derivada do heb. tuf, … e afirmam que o nome foi dado a esse lugar por causa do costume de usar tambores para abafar os gritos das crianças enquanto eram sacrificadas. CBASD, vol. 4, p. 465, 418.
13 Sobre cujos terraços. Os terraços planos das casas antigas eram lugares oportunos para a adoração dos corpos celestes (ver Jr 32:29; Sf 7:31). CBASD, vol. 4, p. 465.
14 Casa do SENHOR. Do vale de Hinom, onde ele encenou sua mensagem aos líderes do povo (ver v. 1, 2), o profeta prosseguiu para o templo, a fim de anunciar o juízo divino ao povo como um todo. CBASD, vol. 4, p. 465.
15 Assim diz o SENHOR. Evidentemente, Jeremias repetiu o discurso feito aos líderes no vale de Hinom; sendo assim, este versículo contém um breve resumo da mensagem. CBASD, vol. 4, p. 465.
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“Então, quebrarás a botija à vista dos homens que foram contigo” (v.10).
A tolerância do Senhor para com a maldade dos moradores de Jerusalém e de Judá estava prestes a encerrar. O Seu terno convite de torná-los um vaso novo foi rejeitado e, confiantes em “outros deuses, que nunca conheceram” (v.4), terminariam da mesma forma como suas imagens: despedaçados. Ao comprar “uma botija de oleiro” na presença de “alguns dos anciãos do povo e dos anciãos dos sacerdotes” (v.1), e dirigindo-se “ao vale do filho de Hinom, que está à entrada da Porta do Oleiro” (v.2), de forma didática e significativa Jeremias proclamou as palavras do Senhor aos habitantes de Jerusalém e a sentença que sobre eles recairia “porque endureceram a cerviz, para não ouvirem” (v.15) as palavras do Senhor por intermédio do Seu profeta.
A descrição dos resultados da desobediência é de uma nação completamente destruída e destituída de amor ou piedade, onde cada um comeria “a carne do seu próximo” (v.9). A ilustração realizada sob o olhar “dos anciãos do povo e dos anciãos dos sacerdotes” (v.1) foi mais um apelo de Deus para que aqueles líderes caíssem em si e dirigissem o povo a um genuíno arrependimento. Só que, ao invés de encontrar nos experientes líderes compreensão e contrição, Jeremias se deparou com corações endurecidos que se negavam a ouvir a voz de Deus (v.15). Diante de um quadro tão desanimador, cumpria ao profeta mostrar a alegoria do resultado de suas ações: uma botija quebrada.
Enquanto Jeremias ia “para onde o Senhor o enviara a profetizar” (v.14), o povo insistia em praticar as abominações que Deus nunca lhes ordenou, nem falou e muito menos pensou (v.5). Tofete era um lugar de sacrifícios humanos e de abomináveis cultos pagãos. Era como “o vale da Matança” (v.6) das famílias. A “herança do Senhor” (Sl.127:3) era sacrificada e, à semelhança daquele lugar, “as casas de Jerusalém e as casas de Judá” tornaram-se imundas (v.13) por suas práticas perversas. Foi com lágrimas nos olhos e com voz embargada que Jeremias proferiu a triste sentença da parte do Senhor: “Eis que trarei sobre esta cidade e sobre todas as suas vilas todo o mal que pronunciei contra ela, porque endureceram a cerviz, para não ouvirem as Minhas palavras” (v.15).
O pior inimigo do homem tem sido o próprio homem. E quanto mais o tempo passa, mais comprovado fica que esta triste realidade começa dentro de casa. A maioria esmagadora das famílias têm sido verdadeiras bombas-relógio prestes a explodir. Os filhos são entregues no altar do “deus” internet e abandonados à própria sorte, enquanto os pais “queimam incenso” perante suas ocupações. Hoje, amados, o Senhor conclama a cada pai: “Porque Eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo” (Gn.18:19). E a cada mãe é dito: “Todavia, será preservada através de sua missão de mãe, se ela permanecer em fé, e amor, e santificação, com bom senso” (1Tm.2:15).
Pois, “eis que vêm dias” (v.6), meus irmãos, em que o mundo se fechará completamente para ouvir os reclamos do Espírito Santo. Estamos caminhando a passos largos para que isso finalmente aconteça e, como Tofete, as piores atrocidades têm sido realizadas enchendo a terra “de sangue de inocentes” (v.4). Mas por mais que a maldade humana se multiplique, chegará o Grande Dia do Senhor que quebrará todos os vasos que não foram por Ele moldados. O povo de Deus tem uma sagrada obra a cumprir e ela deve começar em casa. E todo aquele que, à semelhança de Caim, negligenciar essa obra sob o maligno pensamento: “Acaso, sou eu tutor de meu irmão?” (Gn.4:9), colherá os terríveis resultados de sua insensatez.
“Ouvi a palavra do Senhor” (v.3), amados! Restaure o altar da família em sua casa “enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (Jo.9:4). Não permita que a imundície do pecado invada o lugar onde, primariamente, Deus nos chama a proclamar e praticar as Escrituras. Deus nos molde e capacite para esta grande e sagrada obra!
Senhor, nosso Deus, nós necessitamos da Tua presença e atuação em nosso lar! Sabemos que cada um terá de responder de forma individual no juízo, mas o Senhor confiou a responsabilidade aos pais de ensinar seus filhos no caminho em que devem andar. Dá-nos a sabedoria do alto, Pai, para que mesmo em meio a uma geração tão distante dos Teus propósitos, possamos ter a alegria de ver a nossa casa servindo ao Senhor até que Cristo volte. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, famílias moldadas pelo Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias19 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JEREMIAS 19 – No capítulo anterior, o profeta foi até um oleiro. Agora, a dramatização tem a ver com a encenação de uma botija de barro quebrada. Assim, Deus intentava impactar o coração duro e resistente de Seu povo impenitente.
“Até aqui Jeremias lamentou a prosperidade dos ímpios, a aparente relutância divina em diminuir a dor do profeta, seu pecado e as claras conspirações contra sua vida. Todas essas preocupações fundem-se no lamento final. Como nos três lamentos anteriores, Jeremias encena um ato simbólico e prega ao povo. Cada ato procurou afastá-los da catástrofe, contudo o auto-engano que tanto valorizam impede-os de obedecer. Cada ato também piora a situação deles, pois no início são um objeto em péssimas condições, em seguida um povo de quem o remanescente deve se separar, então, um vaso nas mãos de Deus e finalmente um vaso despedaçado [Jeremias 19:1-15]. De novo o profeta explica que a idolatria será a causa da queda deles [vs. 4-6]. A paciência de Deus é evidente, embora aqui é Sua paciência que revela pecadores endurecidos em vez de crentes arrependidos”, explica Paul House.
“Porta do Oleiro” poderia ser “a porta dos cacos”, provavelmente “chamada assim porque levava ao local onde eram lançadas as peças de cerâmica quebradas. Se este for o caso, todo o cenário proveu Jeremias uma ilustração gráfica do que estava prestes a acontecer aos judeus devido a sua apostasia”. Desta forma, “por meio de uma encenação impressionante, o profeta deveria gravar essa verdade na mente do povo. A quebra da botija ilustrava dramaticamente os efeitos da invasão babilônica. No entanto, a ameaça era condicional. Ainda não era tarde demais para evitar a desgraça sobre a cidade e a nação (ver Jr 18:7-8). A frase ‘que não pode mais refazer-se’ não pretendia indicar que Deus havia retirado Suas promessas acerca de um retorno e reintegração na terra prometida após o cativeiro babilônico” (Comentário Bíblico Adventista).
Quais as lições de Jeremias 19?
• Os prazeres do pecado nos levam à destruição, se não nos arrependermos e voltarmo-nos para Deus.
• A paciência divina não é sinal de aprovação, mas oportunidade de arrependermo-nos e mudarmos de direção.
• Deus sabe que uma imagem vale mais que mil palavras, então usa encenações para atrair-nos à verdade.
Como reagiremos? Reavivar-nos-emos? – Heber Toth Armí.