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Texto bíblico: JEREMIAS 24 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 24 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jr/24
Jeremias 24 contém lições valiosas para o povo de Deus hoje. Primeiro, ilustra que o melhor lugar para estar é onde Deus quer que você esteja, mesmo que seja difícil. Através da visão dos figos, aqueles que obedeceram à ordem de Deus de ir para a Babilónia são considerados os “figos bons”, experimentando a proteção de Deus e a promessa de restauração, apesar dos desafios do exílio. Em contraste, aqueles que desobedeceram e procuraram refúgio no Egito enfrentaram julgamento e calamidade. Esta passagem destaca a importância da obediência e da confiança na orientação de Deus, mesmo quando envolve dificuldades.
Além disso, Jeremias 24 serve como um lembrete vívido de quão longânimo Deus é. Embora o povo de Judá não merecesse outra chance, Deus estendeu Sua misericórdia. Que Deus incrível que servimos! Apesar da infidelidade do povo, Deus permanece fiel às promessas da Sua aliança, disposto a perdoar e restaurar aqueles que O buscam com sinceridade.
Finalmente, Deus exige devoção de todo o coração, desejando que as pessoas se arrependam dos seus pecados e retornem a uma posição de total obediência e devoção ao Senhor. Amá-Lo e dedicar-nos a Ele com tudo o que temos – coração, alma, mente e força – é o que Deus deseja. Que Deus nos capacite a retornar a Ele com devoção de todo o coração!
Mwaba Chibwe
Estudante de Teologia (originalmente da Zâmbia), Hartland College, Rapidan, Virginia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jer/24
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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624 palavras
1 Fez-me ver. Isto é, em visão (ver Jr. 1:11-13;Zc 1:8). CBASD, vol. 4, p. 480.
Jeconias. O contexto sugere que a visão ocorreu pouco tempo depois de Jeoaquim ter sido levado cativo (597 a.C.), provavelmente antes do final do ano. CBASD, vol. 4, p. 480.
Os artífices, e os ferreiros. Ver 2Rs 24:14. A remoção desses trabalhadores restringia a possibilidade de fabricação de armas ou de defesa (ver com. de 1Sm 13:10). CBASD, vol. 4, p. 480.
2 Temporão. O fruto “que amadurece antes do verão” (Is 28:4), era considerado iguaria seleta. CBASD, vol. 4, p. 480.
5 Favorecerei. Os que fossem levado cativos estavam destinados a se sair melhor dos que os que permanecessem na terra … Eles pareciam estar dispostos a aceitar a liderança do Deus, mesmo que isso significasse um cativeiro pessoal. CBASD, vol. 4, p. 480.
6 Favoravelmente. A condição material e econômica dos judeus na Babilônia na época do retorno do cativeiro estava muito acima da situação de escravos ou prisioneiros (ver Jr 29:4-7, 28; cf. Ed 2:1, 64-70). Os livros de Esdras e Neemias indicam o favor que os cativos e Judá desfrutavam sob os imperadores persas. A experiência de Daniel e seus companheiros prova quão alto os judeus subiram nos círculos governamentais. Na verdade, foi por causa dessa situação satisfatória que muitos judeus do cativeiro não retornaram à terra natal quando tiveram oportunidade. No entanto, o benefício real que Deus tinha em mente era o restabelecimento deles na Palestina e a completa restauração aos privilégios da aliança. CBASD, vol. 4, p. 480, 481.
8 Aos que ficaram nesta terra. A história subsequente revelou que os que foram deixados saíram-se muito pior do que aqueles levados cativos. CBASD, vol. 4, p. 481.
10 Consumam de sobre a terra. Muitos dos judeus que permaneceram na Judeia após a terceira deportação para Babilônia, em 586 a.C., voluntariamente fugiram para o Egito após o assassinato de Gedalias poucos meses mais tarde. Agiram assim a despeito da advertência de Jeremias de que tal plano de ação anularia o objetivo que os conduziu para lá: medo de mais sofrimento nas mãos de Nabucodonosor (ver Jr 42). Não admira que Deus represente essas pessoas obstinadas como “figos ruins”. CBASD, vol. 4, p. 481.
Comentário adicional: A mensagem de Jeremias deve ter sido decepcionante para as pessoas boas. Enquanto aqueles retratados pelos figos ruins ficariam na terra, as pessoas retratadas pelos bons figos teriam que ir para o cativeiro babilônico! E Deus disse que isso era para o próprio bem deles! Como aceitar isto? … Tudo se resume em como vemos as coisas. Nossa perspectiva cobre apenas os poucos dias que temos nesta terra. A perspectiva de Deus é muito mais ampla. … Essa perspectiva é encontrada em dois lugares. Primeiro, nos versos 8 a 10. Deus limpará a terra. O rei e o restante que ficar na terra e aqueles que fugiram em busca da segurança no Egito experimentarão espada, fome e peste. Em segundo lugar, em 2 Crônicas 36, a Escritura registra que os líderes e o povo transgrediram mais e mais. Deus insistiu com eles através de seus profetas até que não houvesse mais nenhum remédio. Então, o juízo veio em ondas. Aqueles que sobreviveram à destruição (os figos bons) foram levados para a Babilônia como servos. Observe um ponto muito importante aqui. O povo de Deus deveria permanecer na terra do seu cativeiro até que a terra agrícola gozasse seus sábados, para cumprir os 70 anos em que a terra pôde descansar. Deus havia orientado Seu povo a deixar a terra descansar a cada sete anos, mas o povo decidiu que não era economicamente viável fazer isso! Agora, Ele vai deixar a terra descansar para compensar todos esses anos em que sua Palavra tinha sido ignorada. Mas este capítulo também tem uma boa notícia! Todos nós precisamos de uma boa notícia para o dia de hoje! Deus promete a restauração de Seu povo e um novo coração! (v. 5-7). Dan Houghton em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/05/25/
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“Dar-lhes-ei coração para que Me conheçam que Eu sou o Senhor; eles serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus; porque se voltarão para Mim de todo o seu coração” (v.7).
A visão dos dois cestos de figo representava a situação dos filhos de Judá no período do início do exílio babilônico. O fato de os figos terem sido recolhidos em cestos, indica que o Senhor mesmo separaria os frutos bons dos frutos ruins. A rendição daqueles que foram levados como exilados os favoreceu em terra estranha, de forma que Deus os conservou e os conduziu à verdadeira adoração. Já os que insistiram em permanecer em Jerusalém ou em fugir para as terras do Egito, sofreram as consequências da desobediência, sendo privados da bênção do Senhor.
Diferente da atitude do grande patriarca de Israel, a maioria escolheu não dar ouvidos ao Senhor e permanecer na terra natal ou voltar à terra onde outrora havia sido liberta da escravidão. Quando Deus disse a Abraão: “Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei” (Gn.12:1), o resultado foi obediência. Abraão não questionou a ordem de Deus, mas prontamente obedeceu. Simplesmente porque ele fez uma coisa: ele confiou nas palavras de Deus.
A descrença dos filhos de Judá os levou à triste realidade de frutos “ruins, que, de ruins que eram, não se podiam comer” (v.2). Ou seja, que não prestavam para mais nada, senão para serem lançados fora. E essa mesma realidade incrédula pode ser percebida em nossos dias. Notem bem que as advertências que temos estudado não foram dadas a povos pagãos, mas ao povo escolhido de Deus. Judá tornou-se uma nação arrogante e, cheios de si, seus líderes transmitiam “ao restante de Jerusalém” (v.8) uma religião repleta de rituais, mas vazia de Deus.
Nossa geração de cristãos, chamada por Deus de Laodiceia, nos coloca diante da mesma visão dada a Jeremias centenas de anos atrás. Estamos no cesto dos frutos bons ou no cesto dos frutos ruins? Os laodiceanos são aqueles que não rejeitam a Deus totalmente, mas que também não O servem por completo. Ou seja, se intitulam cristãos, vivem como cristãos, se orgulham de ser chamados cristãos, mas não se gloriam em conhecer a Deus e sim em seus próprios méritos: “Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma”, porém, não sabem que são figos “muito ruins” (v.3), infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus (Ap.3:17).
O fato de fazermos parte desta geração não nos condiciona a vivermos a realidade de Laodiceia. Podemos, pela graça maravilhosa de Jesus Cristo, fazer parte da cesta dos “figos temporãos” (v.2), se tão-somente buscarmos nEle tudo o que precisamos para a nossa subsistência espiritual: “Aconselho-te que de Mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas” (Ap.3:18). Ou seja, Jesus nos oferece o Seu caráter.
A declaração de Cristo “Venho sem demora” (Ap.3:11) nunca esteve tão perto de seu cumprimento. O mundo geme e grita as dores de parto de um planeta que não suportará mais tanto tempo as consequências advindas das ações dos “que destroem a Terra” (Ap.11:18). O Senhor está separando os frutos bons dos frutos ruins e tem clamado com a linguagem da súplica e das lágrimas de amor para que todos tenham a oportunidade de ouvir o Seu último convite.
Volte-se para o Senhor “de todo o seu coração” (v.7)! Permita que Deus lhe conceda um coração que O conheça e que seja completamente conduzido por Ele. Então, recolhido no cesto divino dos bons frutos, terás o olhar do Pai a seu favor e Ele lhe conduzirá ao “Reino do Filho do Seu amor” (Cl.1:13), onde Jesus verá “o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito” (Is.53:11).
Oh, Deus amado, queremos ser Teus frutos bons, que Te amam, Te conhecem e Te seguem! Para isso, necessitamos do lavar renovador e regenerador do Teu Espírito. Enche-nos de Ti até que possamos dizer de todo o nosso coração: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive e mim”. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, figos muito bons!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Jeremias24 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JEREMIAS 24 – Aqui encontramos um chamado à reflexão sobre nossa relação com Deus e nosso compromisso com Sua vontade. Permita que Deus fale profundamente ao teu coração; para isso, dedique-se à oração por compreensão.
“O contexto sugere que a visão ocorreu pouco depois de Jeoaquim ter sido levado cativo (597 a.C.)”, indica o Comentário Bíblico Adventista. O texto profético informa que Jeremias viu dois cestos de figos postos diante do Templo. Assim, Deus usou o símbolo dos figos bons e maus numa profecia visando comunicar uma mensagem visualmente poderosa e acessível ao povo. Os figos representavam os judeus da época de Jeremias:
• Os figos bons simbolizavam aqueles que foram exilados para a Babilônia, enquanto os figos ruins representaram aqueles que permaneceram na terra de Judá. Desta forma, os símbolos serviram para ilustrar a distinção entre os fiéis que Deus preservariam e os ímpios que sofreriam o julgamento divino.
• O cativeiro babilônico foi representado pelos figos bons, pois mesmo no exílio, o povo poderia ser restaurado e renovado espiritualmente. Por outro lado, os figos ruins representam aqueles que permaneceram na terra e enfrentaram a devastação e a destruição.
“Os que fossem levados cativos estavam destinados a se sair melhor do que os que permanecessem na terra. Eles pareciam dispostos a aceitar a liderança de Deus, mesmo que isso significasse um cativeiro pessoal” (CBASD).
O símbolo profético desta visão de Jeremias ensina-nos atualmente sobre a justiça de Deus e Sua fidelidade em distinguir os justos e os ímpios. Desta forma, somos incentivados a considerar nossas escolhas e ações, reconhecendo que elas têm resultados tanto a curto quanto a longo prazo (Apocalipse 22:11-15).
Aprofundando, é possível perceber que Deus não tolera o pecado, por isso o exílio; mas, também demonstra Sua misericórdia ao disciplinar Seu povo objetivando levar pessoas ao arrependimento e à redenção. Para isso, carecemos de discernimento espiritual para conhecer as intenções divinas e os propósitos sublimes em nossa vida!
Num mundo marcado por buscas incessantes de conforto e prazer, a ideia de submeter-se à disciplina pode parecer contraintuitiva e inclusive objetável. Contudo, quando rendemo-nos à vontade de Deus, arrependidos de nossos pecados, encontramos reavivamento espiritual, renovação e crescimento, e a promessa da preservação divina mesmo em meio às dificuldades (Jeremias 24:4-7; Apocalipse 3:19-21).
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JEREMIAS 23 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 23 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jr/23
Este capítulo de Jeremias fala aos líderes espirituais. Deus está falando a respeito de pastores, os líderes espirituais que tinham influência sobre o seu povo, ou pastores de igrejas. O que está envolvido quando uma pessoa representa Deus perante o povo? O que significa falar em nome de Deus? É possível perverter as Palavras de Deus, representá-Lo mal e profetizar mentiras em Seu nome? É possível usar o nome de Deus de maneira casual e descuidada para dar credibilidade aos nossos propósitos?
Deus pronuncia uma desgraça contra os pastores que dispersaram o Seu povo. Em meio à escassez de liderança espiritual, o Espírito Santo, por meio de Jeremias, derrama um raio de luz brilhante em um mundo escuro. Ao profetizar que o próprio Deus estabelecerá novos pastores que cuidarão de Seu povo, ele irrompe em uma bela profecia messiânica!
“Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com que será chamado: SENHOR, Justiça Nossa.” (23:5, 6, NVI)
Os ouvintes de Jeremias precisavam desesperadamente de Sua justiça, e nós também.
Dan Houghton
Hart Research Center
Califórnia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jer/23
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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255 palavras
5 . Rei que é, reinará. Ou, “Ele reinará como Rei”, referindo-se ao Renovo, Cristo, que governará o reino dos redimidos com “o juízo e a justiça” (ver Is 9:6, 7; Dn 7:13, 14; Ap 11:15). CBASD, vol. 4, p. 477.
14 Coisa horrenda. A ousada hipocrisia dos falsos profetas, que os levava a profetizar em nome do Senhor enquanto transgrediam Suas mandamentos era mais horrenda a Jeremias do que a aberta adoração a Baal. Devido à natureza do pecado da falsidade, havia mais esperança para o apóstata declarado do que para os hipócritas (ver T5, 144). CBASD, vol. 4, p. 478.
16 E vos enchem de vãs esperanças. Isso revela a diferença entre os verdadeiros e os falsos profetas. Os primeiros reprovavam o povo pelos pecados, pronunciando o juízo de Deus sobre eles caso não se arrependessem. Os últimos abrandavam e acalmavam o povo com enganosas garantias de paz, que não saíam “da boca do Senhor” (ver com. de Jr 14:13). CBASD, vol. 4, p. 478.
20 Nos últimos dias. O povo de Deus compreenderia, depois do cativeiro babilônico, que o desastre ocorrera como castigo e disciplina para eles (ver Ez 14:22, 23). CBASD, vol. 4, p. 478.
30 Furtam as Minhas palavras. Os falsos profetas revestiam suas mensagens emprestadas com a linguagem dos verdadeiros profetas para garantir o grande engano. CBASD, vol. 4, p. 479.
33 Qual é a sentença pesada … ? Evidentemente, os falsos profetas arrogantemente perguntavam qual era a mensagem divina que Jeremias tinha para eles. A repetição da questão transmite uma sensação de ironia. A LXX e a Vulgata traduzem: “Vós sois o peso”, isto é, a mensagem é sobre vocês e para vocês. CBASD, vol. 4, p. 479.
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“Não é a Minha palavra fogo, diz o Senhor, e martelo que esmiúça a penha?” (v.29).
Todas as manhãs eu olho para o céu e contemplo um cenário diferente. O formato, tamanho e disposição das nuvens fazem do firmamento uma tela em constante mudança. Nunca conseguiremos contemplar o céu exatamente igual ao que já vimos, mas isso não muda o fato de que estamos olhando para o mesmo céu que no princípio foi criado. Assim também o mundo está em constante transformação. Cada dia é uma caixinha de surpresas. Olhe para o contexto mundial há apenas dez anos e você perceberá a grande diferença para o contexto atual. Mas apesar das diferenças entre as gerações, o mundo continua sendo o alvo do imutável amor: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16).
Munido com a arma forjada, que é a Palavra de Deus, Jeremias teve que lidar com pastores que dispersavam e destruíam as ovelhas do Senhor (v.1) e profetas que cometiam adultérios, andavam com falsidade e fortaleciam as mãos dos malfeitores (v.14). Cada dia, o profeta de Deus contemplava um cenário diferente de degradação enquanto tentava desesperadamente advertir o povo sobre os resultados de sua maldade. Mas apesar da corrupção nacional, e mundial, porque “a Terra está cheia de adúlteros e chora por causa da maldição divina” (v.10), como o Seu amor, a fidelidade de Deus também é imutável. Em um tempo sobremodo escuro, Deus cumpriu as “Suas santas palavras” (v.9), e levantou “a Davi um Renovo Justo” (v.5).
Jesus veio, “trazendo salvação nas Suas asas” (Ml.4:2) e sendo o “Senhor, Justiça Nossa” (v.6). Desde a Sua concepção até à Sua morte e ressurreição, tudo aconteceu conforme estava escrito sobre Ele por intermédio dos profetas. A indiferença de Seu povo, os dias de duras provas e a rejeição final da nação eleita não mudou o fiel cumprimento de cada sagrada palavra escrita a Seu respeito. Por preceito e por exemplo Jesus executou “o juízo e a justiça na Terra” (v.5). E, como bom Pastor, tem recolhido o restante das Suas ovelhas, “de todas as terras” e as feito “voltar aos seus apriscos” (v.3). Ele tem provado o Seu amor para com a humanidade caída ainda que a condição do mundo se mostre cada vez pior.
“Eis a tempestade do Senhor!” (v.19). “Eis que vêm dias” (v.5) em que este mundo estará completamente envolto por grossas e densas nuvens de corrupção. E, como Sodoma e Gomorra (v.14), quase todos andarão “segundo a dureza do seu coração”, dando ouvidos aos falsos profetas que os enchem de “vãs esperanças” (v.16), dizendo: “Não virá mal sobre vós” (v.17). Como profetizou Daniel, assim sucederá: “os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão” (Dn.12:10). Se buscarmos a verdadeira sabedoria, que só há nas Escrituras; se a Palavra de Deus estiver em nós e a falarmos “com verdade” (v.28), então, “nos últimos dias, entendereis isso claramente” (v.20).
Amados, assim como Jesus foi fiel aos reclamos da Palavra do Senhor, mesmo em um cenário completamente desfavorável, “tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8), Ele venceu para que sejamos vitoriosos com Ele. Ser obediente e puro em meio a um mundo cada vez mais desobediente e corrupto é possível se estivermos dispostos a ouvir e praticar as “santas palavras” (v.9) do nosso Senhor. Qual casa edificada sobre a rocha, em que “caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha” (Mt.7:25), olhemos para Cristo, nosso supremo Modelo, e tomemos também “por modelo no sofrimento e na paciência os profetas, os quais falaram em nome do Senhor” (Tg.5:10).
Há uma palavra de forte advertência aos pastores e líderes no capítulo de hoje. Palavra esta que deve levar cada um a questionar: “Que respondeu o Senhor? Que falou o Senhor?” (v.35). Leiamos com atenção alguns dos conselhos dados aos pastores pelo pastor Charles Finney:
“Cuide em ter o revestimento especial de poder do alto, pelo batismo do Espírito Santo. Seja cordial e intensamente inclinado a buscar a salvação de almas como a grande missão da sua vida. […] Mantenha constantemente a comunhão íntima com Deus. Faça da Bíblia o seu Livro dos livros. Estude-a muito, de joelhos, esperando iluminação divina. […] Guarde-se puro – em propósito, em pensamento, em sentimento, em palavras e ações. […] Creia na afirmação de Cristo, de que Ele está com você nessa obra sempre e em todo lugar, para dar-lhe todo o auxílio necessário. […] Evite toda a afetação e fingimento. Seja aquilo que professa ser, e não será tentado a ‘fazer de conta’. […] Não deixe nunca que a sua popularidade com o povo tenha influência sobre a sua pregação. […] Evite toda aparência de vaidade. […] Jamais bajule os ricos. […] Seja o exemplo do rebanho, e que a sua vida ilustre o seu ensino. […] Cuide em conhecer pessoalmente e viver diariamente a pessoa de Cristo” (Uma Vida Cheia do Espírito, p.66 a 71).
Que a Bíblia seja para nós qual fogo que nos purifica de nossos pecados, e qual martelo, que nos quebra e nos refaz como um vaso novo. Que façamos parte do “restante” (v.3) que o Senhor recolherá e muito em breve levará para a casa do Pai.
Nosso bom Pastor, guia-nos pelas veredas da justiça por amor do Teu nome! Livra-nos de uma religião superficial e de sermos enganados por doutrinas e teorias que diferem da Tua Palavra. Como Tuas últimas testemunhas, queremos Te servir movidos e guiados pelo Teu Santo Espírito. Em Tuas mãos entregamos os pastores e líderes da Tua igreja, a fim de que tenham o temor do Senhor, conduzindo o Teu rebanho para o encontro de Cristo nos ares. Enche-nos do Teu amor, Pai! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, praticantes das “santas palavras” do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Jeremias23 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JEREMIAS 23 – Antes de abordar a questão dos falsos pastores e profetas, o profeta Jeremias profetizou a restauração do povo de Deus disperso. O capítulo apresenta a salvação, julgamento e o reinado do Messias, nisso consiste a esperança do verdadeiro crente.
Embora seja importante o vislumbre messiânico nesta profecia (Jeremias 23:1-8), sua relevância destaca-se pela existência de falsos profetas que intentam ruir a espiritualidade do povo de Deus. Jeremias lamenta a existência desses falsos pregadores, mas Deus revela-lhe o resultado vergonhoso que terão (Jeremias 23:9-40).
Em Jeremias 23, pelo menos cinco características destacam-se nos falsos pregadores:
• Destroem e dispersam as pessoas do povo de Deus (Jeremias 23:1), pois em vez de serem coerentes com suas funções espirituais/eclesiásticas de guiar o povo para a justiça e retidão, eles praticam ações más e promovem a impiedade entre o povo (Jeremias 23:9-14).
• Enganam e iludem seus ouvintes propagando suas próprias visões e suas previsões vazias; são pregações apresentadas com convicção e ousadia, porém originam-se da própria mente deles – não vêm do trono de Deus, mas dos caldeirões do inferno. Portanto, suas palavras não têm poder para edificar ou transformar a vida de ninguém, apenas de transtornar (Jeremias 23:1, 16).
• Agem conforme a própria vontade, desta forma desobedecem a Deus e desprezam Seus preciosos mandamentos (Jeremias 23:17-18). Por isso, quando prometem paz, seus seguidores e apoiadores encontrarão a ruína – suas esperanças falsas enganam o povo.
• Embora aparentam ser dedicados religiosos, eles não foram enviados por Deus – consequentemente, não possuem qualquer autoridade divina de falar em Seu nome (Jeremias 23:21); seus sonhos e profecias são contra a Palavra de Deus e serão sentenciados por essa Palavra (Jeremias 23:25-29, 33-36).
• Em vez de cuidar do povo, eles cuidam de si mesmos; a motivação deles é egoísta; são movidos por ganância, status e prestígios – por isso, exploram o povo, ignoram a verdade e desprezam a Deus (Jeremias 23:22-24, 30-32). Isso explica por que Deus os condena (Jeremias 23:37-40).
Nosso foco precisa ser a pessoa e obra do Messias, Ele é nossa única esperança; contudo, precisamos ficar bem atentos para não envolver-nos num emaranhado de opiniões humanas que nos enredam em conceitos errados e desviam-nos da verdade e do Salvador!
A Bíblia alerta-nos que precisamos tomar cuidado para não sermos enganados! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.