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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/23
Fazer desaparecer uma má reputação é difícil se você realmente não mudar. E quanto tempo pode levar para isso acontecer? De acordo com Isaías 23:15, leva mais de uma geração: “Durante setenta anos, o tempo de vida de um rei, Tiro ficará esquecida. Depois disso, porém, a cidade voltará à vida… Depois de setenta anos, o Senhor fará Tiro renascer. Contudo, não será diferente do que era antes. Voltará a ser prostituta de todos os reinos do mundo”. Isaías 23:15 e 17
Tenho a impressão de que, embora Tiro possa ter se comportado bem por toda uma geração, a nação não mudou a sua natureza. Assim que houve uma mudança na liderança, Tiro voltou aos seus velhos hábitos e à sua antiga reputação de prostituta.
Isso me diz que não é suficiente parar temporariamente de fazer coisas ruins porque você não quer que os outros pensem mal de você. Você não pode manter as aparências para sempre. O que você precisa, e o que Tiro precisava, é de transformação. Jesus nos promete: “Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”. 2 Coríntios 5:17. Jesus nos dá um novo coração, a vida eterna e uma nova reputação. Ele nos dá “um novo nome”, Apocalipse 2:17.
Karen D. Lifshay
Coralista
Igreja Adventista de Hermiston, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/23
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
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1077 palavras
1-18 A fama de Tiro, grande cidade portuária, remonta à antiguidade. Os fenícios também eram marinheiros, célebres e construtores da conhecida cidade norte-africana de Cartago. Tiro recebeu uma profecia de 70 anos, diferente da encontrada em Dn 9 (ver Is 23:15). A cidade também sucumbiu ao orgulho. Até Alexandre, o Grande, devastar Tiro em 332 a.C., todas as potências da época de Isaías em diante (assíria, Babilônia) infligiram pesados golpes sobre a cidade. Bíblia de Estudo Andrews.
1 Sentença contra Tiro. …Tiro e Sidom eram as principais cidades da grande nação marítima da Fenícia (ver vol. 2 [CBASD], p. 52-54), e, portanto, esta mensagem é do juízo contra a Fenícia. Tiro e Sidom eram com frequência alvo de ataque de grandes nações do antigo Oriente Médio, incluindo Assíria e Babilônia e, mais tarde, de Alexandre o Grande. A qual desses ataques se refere Isaías? Provavelmente a todos. Certamente o Senhor tinha uma mensagem para a Fenícia na época de Isaías, e a profecia, ou “sentença”, incluiria medidas contra Tiro, tomadas por Tiglate-Pileser III, Sargão II e Senaqueribe. Mas, sem dúvida, a profecia é de natureza mais abarcante e se refere também a tempos posteriores, quando o juízo predito se tornaria ainda mais completo, como nos dias de Nabucodonosor e Alexandre o Grande (sobre a profecia paralela de Ezequiel, ver Ez 26-28, …).
Navios de Társis. Em geral, acredita-se que Társis era uma colônia fenícia da Espanha [não confundir com Tarso, sul da Ásia Menor, atual Turquia] (ver com. [CBASD] de Gn 10:4). … A profecia de Isaías retrata os grandes navios de Társis carregados de riquezas, navegando pelo Mediterrâneo até o porto de origem em Tiro, os quais, pouco antes de ali chegarem, ficam sabendo que a cidade foi conquistada.
Nem ancoradouro. Os navios não tinham mais porto aonde ir.
Chipre. Ver com [CBASD] de Nm 24:24. Esta seria a última escala na viagem da Espanha a Tiro, quando a tripulação ficaria sabendo do desastre sobrevindo a seu porto natal.
2 Sidom. O termo Sidom com frequência representa toda a Fenícia. Os gregos dos tempos homéricos e os assírios, às vezes, usavam o termo Sidom nesse sentido.
3 A fenícia importava cereais do Egito, e navios fenícios, sem dúvida, os transportavam.
4 Envergonha-te Não ter descendência era considerado grande desgraça… retrata-se Sidom lamentando o fato de não ter filhos. Ela está só, desolada e abandonada, pranteando seu desamparo e impotência (ver Is 47:7-9; Ap 18:7).
5 Quando a notícia. Ao saber da destruição da Fenícia, o Egito ficaria angustiado. Visto que os assírios tinham se vingado de Tiro e Sidom, estavam em posição de atacar o Egito. Nos dias de Nabucodonosor e Alexandre o Grande, a conquista de Tiro antecedeu a invasão do Egito (ver Ez 29:18-20).
6 Uivai. A destruição de Tiro traria angústia a toda a costa da Fenícia (ver com. do v. 2) e a outras áreas que dependiam do comércio fenício.
7 Cujos pés a levaram até longe. Havia colônias fenícias espalhadas pelas margens do Mediterrâneo, do Mar Negro e da costa atlântica da Europa.
8 Quem formou este desígnio … ? Quem é o responsável pela destruição que humilhará Tiro?
9 O SENHOR dos Exércitos. Isaías responde à pergunta do v. 8. Tiro se opõe arrogantemente ao Deus do Céu, supondo ser maior do que Ele (Ez 28:2-8), mas o Senhor a reduzirá a humilhação e vergonha (ver Is 13:11; 14:24, 26, 27). A destruição de Tiro seria uma demonstração a todos de como o Senhor humilha o orgulho e a arrogância humana.
10 Percorre livremente o Nilo a tua terra. A terra mencionada é a “filha de Társis”, isto é, a própria Társis, ou seus habitantes. Eles deixarão sua cidade como um rio que transborda e irão aonde puderem.
Já não há quem te restrinja. Isto é, estão livre para fazer o que quiserem, e Tiro não pode mais restringi-los. Depois da queda de Tiro, as colônias fenícias dependeriam de si mesmas. Algumas (como Cartago) se tornaram ainda mais poderosas que Tiro.
11 Turbou os reinos. No sentido figurado, Deus estava turbando o mundo todo, a sim de cumprir Sua vontade (ver Is 2:19; cf. Ag 2:6, 7; Hb 12:26, 27). Nesse processo, muitas nações seriam removidas e outras estabelecidas.
Canaã. Do heb. Kena’an, Canaã, nome com o qual os fenícios se autodenominavam.
12 Nunca mais exultarás. Retrata-se a destruição final dos fenícios. O que quer que fizessem, não teriam êxito. … Se os fenícios fugissem para Chipre (ver com. do v. 1) não encontrariam descanso, pois ali também cairiam nas mãos do inimigo. Não haveria como escapar.
13 Não era povo. … Na época de Isaías, A Assíria marchou contra Tiro, mas não a conquistou. mais tarde, Nabucodonosor a sitiou por 13 anos terríveis (ver Ez 28:18). Talvez aqui se profetize essa campanha de Nabucodonosor.
14 Uivai. Ver com. do v. 1. A profecia da destruição de Tiro termina do mesmo modo como começa. Os “navios de Társis”, dos fenícios, lamentariam que Tiro, sua fortaleza, estaria em ruínas.
15 Setenta anos. … Alguns creem que o período corresponda aos 70 anos do cativeiro judaico em Babilônia (2Cr 36:21; Jr 25:11; 29:10; Dn 9:2; Zc 1:12; 7:5), que começaram com a primeira conquista de Jerusalém por Nabucodonosor e terminaram com o retorno dos judeus sob ordens de Ciro e Dario e Dario, da Pérsia. Nabucodonosor começou o cerco de 13 anos a Tiro pouco depois de conquistar Jerusalém em 586 a.C.
Segundo os dias de um rei. É provável que a palavra “rei”seja usada com referência a “reino”, como em Daniel 2:44; 7:17; e 8:21. Portanto, essa expressão pode indicar o período da ocupação babilônica.
Dar-se-á com Tiro o que consta na canção da meretriz. Tiro desejava a supremacia comercial e faria qualquer coisa pelo lucro. Quanto a isso, ela era como a prostituta Babilônia, que se vendeu para obter ganho (Is 47:15; Ap 17:2; 18:3).
16 Toma a harpa. Uma lira. Tiro recorreria mais uma vez a seus exitoso ardis para seduzir os mercadores a negociar com ela a fim de lucrar às suas custas. ela é comparada a uma prostituta que toca e canta, e usa essas habilidades para seduzir homens desprevenidos (ver Pv 7:7-21). Babilônia também fez uso de “encantamentos”para estender sua influência (Is 47:9, 12; Ap 17:4; 18:3).
17 E se prostituirá. Isto é, as relações ilícitas que Tiro mantinha com outras nações visando ao lucro. Honras, direito, justiça e decência foram esquecidos para se obter lucro. Emprega-se a mesma expressão no caso da Babilônia mística (Ap 17:2; 18:3). O mundo não era diferente naquela época. A maldição de Babilônia e Tiro será a mesma da era moderna.
18 Serão dedicados ao SENHOR. Prediz-se a destruição final de Tiro e o triunfo final de Sião. Apesar de seus ardis, Tiro não continuaria para sempre enganando e defraudando as pessoas. Ela cairia, mas Jerusalém triunfaria.
Fonte principal: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.
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“O Senhor dos Exércitos formou este desígnio para denegrir a soberba de toda beleza e envilecer os mais nobres da terra” (v.9).
Tiro e Sidom eram as principais cidades da Fenícia e ali se encontravam grandes portos marítimos de onde eram comercializados diversos produtos com outras nações. Os fenícios tinham muito orgulho de seu próspero comércio, ostentando muitas riquezas. Mas o seu império estava prestes a ruir e seus navios às vésperas de realizar a última viagem.
Fazendo referência à “terra dos caldeus” (v.13), ou seja, Babilônia, o profeta relatou um dos juízos que sobreviria à Fenícia por meio desta nação. Sobre o período de setenta anos relatado pelo profeta, temos a seguinte citação: “Não é possível especificar quando os 70 anos começaram nem quando terminaram. Alguns creem que o período corresponda aos 70 anos do cativeiro judaico em Babilônia” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 196). Uma coisa é certa: O juízo aconteceu e conforme o desígnio do Senhor, o soberbo império foi aviltado.
Quando, em maio de 1911, o famoso “Titanic” foi lançado ao mar como a mais inovadora, luxuosa e segura embarcação que já haviam construído, ninguém poderia imaginar que ao subir naquela grande e imponente construção estaria a bordo do navio que não encontraria “ancoradouro” (v.1). O supostamente “inafundável” não completaria nem a sua primeira viagem. Algumas curiosidades me chamaram atenção neste episódio:
- O capitão da embarcação havia marcado um treinamento de emergência para os passageiros, mas este foi cancelado. Se tivesse acontecido, muitas vidas teriam sido poupadas;
- A maioria dos botes salva-vidas não estavam com a sua capacidade total preenchida e o navio tinha capacidade de levar praticamente o triplo de botes, mas só levava 20. Ou seja, a maioria das pessoas ou mesmo todas poderiam ter sido salvas;
- A embarcação manteve a sua velocidade máxima mesmo sabendo que estava numa região de icebergs;
- Se houvesse recebido o sinal de que aquele iceberg estava à frente 30 segundos antes, o navio não teria afundado;
Amados, na embarcação de nossa vida só existe espaço para um capitão: Jesus Cristo, ou Satanás. Assim como eram os portos de Tiro e Sidom, ou como o “Titanic”, o inimigo das almas promete fazer de nossa vida uma embarcação luxuosa, supostamente segura e repleta de atrativos. Entretanto, como passageiros de uma viagem fatal, seus adeptos navegam para no fim perceber que não há um porto os esperando. Não há um “ancoradouro” (v.1).
Porém, sendo Cristo o Capitão de nossa vida, podemos nos valer de todos os procedimentos de segurança que Ele nos deixou em Sua Palavra, a fim de que não venhamos a naufragar. Não há possibilidade de superlotação quando Cristo está no comando. Os Seus desígnios são perfeitos e Ele não permite que Seus filhos sejam colocados em situação de perigo que não possam suportar. Ele nos deixou escrito todas as advertências que precisamos saber para que alcancemos o único porto seguro.
Continue estudando a Bíblia, ela é o seu guia de instruções para que você faça uma viagem segura, mesmo em meio aos “icebergs” do mar da vida. Permita que Jesus lhe conduza e certamente encontrarás o “ancoradouro” da eternidade!
Nosso Deus e Senhor, aquelas nações antigas deram as costas a Ti e não quiseram dar ouvidos à Tua Palavra. Israel também não cumpriu com a sua missão de iluminar o mundo com a luz da verdade. Oh Pai, livra-nos de agir da mesma forma! Enche-nos do Teu Espírito de maneira tal que o nosso viver seja tão somente a revelação do Teu caráter! Livra-nos da presunção e da soberba e dá-nos um coração manso e humilde como o de Cristo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, tripulantes da embarcação de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Isaías23 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ISAÍAS 23 – A soberba e a arrogância podem levar uma cidade à destruição. Tudo o que temos e somos pertence a Deus, e daremos contas a Ele do que fazemos em nossa existência. Não podemos ser irresponsáveis diante dEle, que é nosso Criador e Mantenedor.
• A irresponsabilidade tem terríveis consequências!
A mentalidade de uma sociedade egoísta leva, mais cedo ou mais tarde, a consequências negativas. Na profecia de Isaías 23, Tiro é condenada por explorar os recursos de outras nações de maneira egoísta.
Além disso, somos alertados quanto ao ego inflado e o perigo da ambição, o que promovem comportamentos destrutivos. A condenação de Tiro deve servir-nos como lembrete dos riscos de buscar o ganho pessoal a qualquer custo.
Acumular riquezas de forma injusta implica em falta de justiça social; por isso, quando Deus faz justiça, Suas ações atingem o orgulho e a vaidade. Os “muitos parceiros comerciais de Tiro foram instados a lamentar, pois o Senhor estava a humilhar a cidade orgulhosa”, analisa Robert B. Chisholm.
Estão presentes na profecia de Tiro princípios gerais de mordomia cristã, a qual inclui a preocupação com a justiça e a ética na prosperidade. As nossas escolhas individuais e coletivas impactam a saúde mental e o bem- estar emocional; mais preocupante ainda é que muitos ignoram que nossas escolhas erradas atraem o julgamento divino.
Diante do relato inspirado de Isaías 23, destaco os seguintes pontos:
• Prestaremos contas de nosso viver, diante do Criador; disto jamais devemos nos esquecer!
• Egoísmo é um veneno que a sociedade traz; portanto, colhe-se o mal do egoísmo que não se desfaz.
• Ego inflado e ganância são laços, os quais nos atam para conduzir-nos a caminhos escassos.
Felizmente, o texto apresenta um aspecto positivo diante de uma previsão negativa. Chisholm diz que, “por fim, a cidade seria restaurada à sua condição anterior, mas naquele dia sua riqueza seria enviada como tributo ao Senhor”.
Mais do que restaurar nossa vida e situação financeira, Deus pretende transformar nossa cosmovisão; Suas atitudes diante de nossa petulância visam arrancar nossa ganância. Estas estratégias pedagógicas estão presentes a nossa volta diariamente. Cabe a nós aprendermos a lição para desfrutarmos das grandes bênçãos reservadas a nós.
• Tiro foi alvo da restauração divina, assim como todos nós também somos!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/22
Saber que estamos vivendo nos últimos dias deste mundo afeta seus pensamentos e suas ações de que modo? Você é uma daquelas pessoas que vive como se não fosse haver amanhã? Você vê a situação mundial como uma oportunidade de ser auto-indulgente e sua atitude é: “Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos!”? Isaías 22:13 NV.
Aqueles que sentem que o fim está próximo, mas não tão perto, procuram realizar sua “lista de desejos”, aquelas coisas que desejam fazer antes de morrer ou antes que o Senhor Jesus venha. Essa é a atitude de quem está perdido, de quem vive para si e acha que a segunda vinda vai estragar tudo.
Isaías nos pede para ouvirmos o Senhor nos convidando, “a chorar e a prantear. . . e a vestir-nos de pano de saco”, não porque morreremos em breve, mas porque esta é a última oportunidade de nos arrependermos de nossos pecados e de ajudarmos outros a se reconciliarem com Deus (Isaías 22:12). Compreendendo quantos estão prestes a perder a eternidade, nossas duas preocupações devem ser: não sermos um dos perdidos e ajudarmos ao máximo para que outros também não se percam.
“Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus”. 2 Coríntios 5:20 NVI
Karen D. Lifshay
Coralista
Igreja Adventista de Hermiston, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/22
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
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1590 palavras
1-14 o vale da Visão. Referência a Jerusalém (ver v. 10). Jerusalém não buscava a Deus em todas as suas aflições (ver v. 11). Bíblia de Estudo Andrews.
1 Que tens agora … ? … ou seja, “o que aconteceu que ages assim?”
Todo o teu povo. Literalmente, “todos vós”.
Aos telhados. Os telhados plano das casas da Palestina eram locais de várias atividades (Jz 16:27; Ne 8:16). Em época de grande perigo, o povo se reunia nos telhados, despreocupadamente, comendo e bebendo (ver v. 13).
2 Aclamações. Literalmente, “ruído”.
Não foram mortos à espada. Enquanto o país de Judá era devastado pelos exércitos assírios e multidões morriam, os habitantes de Jerusalém não estavam arriscando a vida no campo de batalha, ajudando seus compatriotas. Em vez disso, estavam envolvidos numa estranha e tumultuada busca por prazer. Era um pecado agir assim num tempo quando tantos de seus irmãos estavam sofrendo a morte e a pobreza (v. 4-11), principalmente visto que Deus proclamou luto (v. 12).
3 Todos os teus príncipes fogem. Talvez Isaías se refira a uma trégua no sítio de Jerusalém, causado pela aproximação de Tiraca com seu exército etíope (ver Is 37:8, 9), o que deu a alguns dos príncipes de Jerusalém uma oportunidade de fugir da cidade. Essa interrupção do sítio, embora temporária, pode ter sido considerada pelo povo de Jerusalém como marco do fim do perigo assírio, o que pode ter levado à alegria geral.
4 Desviai de mim a vista. Isaías é profundamente afetado com a triste situação de Jerusalém, e pede que o deixem só. Mais tarde, Jeremias também chorou amargamente pelo destino da cidade, a qual chamou de “filha de meu povo” (Lm 3:48; cf. Jr 8:19).
5 Dia de alvoroço. Isaías descreve um dia de angústia e desespero quando o inimigo cerca a cidade e derruba seus muros com máquinas de guerra, e o povo clama aos montes (ver Is 2:19, 21; Os 10:8; cf. Lc 23:30; Ap 6:16).
6 Elão tomou a aljava. Entre as forças assírias que invadiram a Judeia estavam arqueiros habilidosos de Elão [Pérsia].
Quir. Em 2 Reis 16:9 é mencionada como o lugar ao qual Tiglate-Pileser levou cativo o povo de Damasco (ver Am 1:5).
Descobre os escudos. Isto é, se prepara para a batalha.
7 Os teus mais formosos vales. Havia muitos vales ao redor de Jerusalém, incluindo os de Hinom e Cedrom. Estes se encheriam de forças hostis atacando a cidade.
8 Tira-se a proteção. Isto é, revelam-se as defesas secretas de Judá, tornando possível vencer a nação.
Casa do Bosque. O arsenal real. Os escudos de ouro (mais tarde, bronze) da guarda real eram guardados na Casa do Bosque do Líbano (ver com. [CBASD] de 1Rs 10:17; 14:27). Retrata-se o povo buscando suas armas de defesa.
9 As brechas. Diante da ameaça de ataque, o povo de Jerusalém percebeu várias partes do muro da cidade de Davi que precisavam de reparo urgente (2Cr 32:5).
Açude inferior. Ver com. [CBASD] de 2Cr 32:4. Um reservatório construído especialmente para suprir a cidade com água durante um cerco e também para privar de água o inimigo de fora da cidade.
10 Contareis as casas. Fez-se uma lista das casas de Jerusalém, algumas das quais foram selecionadas para serem demolidas, a fim de prover material para consertar os muros da cidade.
11 Um reservatório entre os dois muros. É provável que este “reservatório”fosse o túnel construído por Ezequias para levar água da antiga fonte em Giom, a uma distância de 533 m ao sudoeste, a outro reservatório, conhecido como tanque de Siloé (ver vol. 2 [CBASD], p. 71). Do lado de fora do muro anterior, e também mais além do aqueduto de Ezequias e do tanque de Siloé, se construiu um segundo muro (ver com. [CBASD] de 2Cr 32:5. Todo o suprimento de água de Giom estava disponível aos habitantes de Jerusalém, mas era completamente inacessível ao inimigo fora da cidade. Os muros protegiam o sistema de fornecimento de água.
Que há muito as formou. Muitos em Jerusalém já não buscavam a proteção de Deus, mas dependiam de seus próprios recursos e invenções. Eles se esqueceram de que o Senhor era o verdadeiro construtor da cidade, e só Ele podia dar o auxílio necessário em tempo de angústia.
12 O Senhor … vos convida naquele dia a chorar. O perigo que assolava a cidade deveria levar o povo ao arrependimento e à oração. Isso ocorreu com Ezequias (Is 37:1-4, 15-20). Tendo em vista a aproximação do dia do Senhor, Joel da mesma forma convidou o povo a se voltar a Deus com jejum e pranto, para que Ele fosse misericordioso (Jl 2:12-17).
13 É só gozo e alegria que se veem. A despeito da situação desesperadora, o povo não se voltou para Deus, mas continuou em bebedeiras e banquetes. Eles tinham se entregado à sensualidade desenfreada, da qual nada poderia dissuadi-los (comparar com o que Paulo diz sobre a filosofia de Epicuro, em 1Co 15:32).
14 Esta maldade. O povo recusou se voltar para o Senhor, e a iniquidade não pôde ser perdoada. Isso não foi um decreto arbitrário da parte de Deus. Enquanto persistiam na perversidade, o Senhor não podia salvá-los.
15-25 Isaías profetiza que um alto oficial, Sebna, seria deposto, mandado para o exílio e para a morte por causa de corrupção, ao passo que Eliaquim, cujo nome quer dizer “Deus estabelecerá”, seria promovido e ocuparia seu lugar. Eliaquim é retratado como um pai para os moradores de Jerusalém (v. 21). Alguns consideram que esta passagem está ligada ao relato dos cap. 36 e 37 e foi cumprida parcialmente nessa ocasião (36:3, 11, 22; 37:2). “Escrivão” é uma posição inferior a “mordomo”(22:15). Não há registro da morte de Sebna. A chave é um símbolo de autoridade. A lista de suas tarefas é retomada em Apocalipse e aplicada ao Cristo ressurreto (Ap 3:7). Bíblia de Estudo Andrews.
15 Com Sebna. A posição de Sebna como tesoureiro era uma das mais importantes do reino. Talvez fosse o vizir real, agindo em favor do rei em todas as questões importantes do país, o que podia incluir finanças nacionais, questões internas e responsabilidade pela casa real.
16 Uma sepultura. Isaías se indignou com a arrogância de Sebna. Parecia ter subido ao poder havia pouco tempo, se enriquecido e ainda não possuía uma sepultura familiar onde enterrar seus antepassados. Portanto, decidiu construir uma majestosa sepultura para honrar-se em sua posição de importância e assegurar um lugar na memória das gerações futuras. Em vez de devotar esforços para salvar a nação no tempo de perigo, seu principal objetivo era promover seus interesses pessoais. Sepulcros talhados na rocha, do tipo que Sebna estava construindo para si, são comuns nos arredores de Jerusalém. Nahman Avigad identificou a tumba de Sebna com uma que se encontra nas ladeiras do Monte das Oliveiras, descoberta há muitos anos, e da qual se levou uma inscrição ao Museu Britânico. Essa inscrição diz: “Este é o [sepulcro de Sebna], que está sobre a casa. Não há prata nem ouro, mas [seus ossos] e os ossos de sua serva esposa. Amaldiçoado seja quer o abrir!” (Os colchetes indicam uma restauração conjectural de porções incompletas e ilegíveis da inscrição no seu estado atual.
17 O SENHOR te arrojará violentamente. Sebna não ocuparia o sepulcro, mas morreria num país estrangeiro.
18 E te fará rolar. Isaías predisse vividamente o destino de Sebna.
Os carros. O orgulho foi a fraqueza de Sebna. Ele adquiriu um carro esplêndido, que o acompanharia ao cativeiro.
19 Eu te lançarei fora. O Senhor removeria Sebna de sua posição de honra. Quando os mensageiros de Senaqueribe chegaram a Jerusalém, outro já estava em seu lugar sobre a casa (ver com. do v. 21), enquanto ele assumiu a posição inferior de escravidão (Is 36:22).
20 Meu servo Eliaquim. Ele não é mencionado antes, e nada se sabe de seu passado.
21 Vesti-lo-ei. Eliaquim deveria assumir a posição de Sebna, junto com as vestes e o cinto, insígnias da função. Esta predição logo se cumpriu (Is 36:22; cf. Pv 16:18; Dn 4:37; Lc 14:11).
Ele será como pai. Diferente de Sebna, Eliaquim exerceria a função com sabedoria, governando para o bem do povo e sendo como “pai”para ele quando necessário. Nada se sabe de suas atividades posteriores a não ser o fato de que estava à frente da delegação que atendeu os enviados de Senaqueribe que foram exigir a rendição de Jerusalém (Iz 36:11, 22).
22 A chave. Como mordomo real, Eliaquim tinha as chaves do palácio.
23 Como estaca. Ou, “como uma cavilha”, fosse para firmar uma tenda ao chão ou para pendurar artigos domésticos. Aqui se usa no último sentido, com o símbolo de algo seguro e no qual se pode confiar.
estaca em lugar firme. O radical da palavra hebraica “amém” é usado para descrever uma estaca de tenda presa a um lugar seguro e confiável. Dizer “amém”é equivalente a afirmar: “Prendo a minha vida a isto porque é firme, verdadeiro e confiável”. No hebraico, o verbo crer significa, em essência, algo ou alguém confiável, fidedigno, que inspira segurança. A declaração de que a estaca pode ser retirada é uma advertência ao próprio Eliaquim. Caso ele traísse a confiança do Senhor, também seria removido. Bíblia de Estudo Andrews.
Um trono de honra. Eliaquim seria uma honra para a casa de seu pai, humilde até então. É o Senhor que exalta o pobre e o humilde a posições de confiança e honra (1Sm 2:7, 8; ver com. [CBASD] de Lc 14:11).
24 Toda a responsabilidade. Literalmente, “todo o peso [ou honra]”. Continua o emprego do símbolo de uma cavilha onde se penduram objetos.
25 Será arrancada e cairá. Esta parte pode se referir à nação em geral, e não a Eliaquim como indivíduo. Essa cavilha seria arrancada, o que ali estivesse pendurado, cairia, e o fim seria desgraça e ruína. Foi esse o destino de Jerusalém e Judá, e daqueles contra quem se dirigiu essa “sentença”.
Fonte principal, quando não citada: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.
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“Mas o Senhor dos Exércitos Se declara aos meus ouvidos, dizendo: Certamente, esta maldade não será perdoada, até que morrais, diz o Senhor, o Senhor dos Exércitos” (v.14).
A situação do povo de Jerusalém era de completo descaso para com Deus e com a missão que Ele lhe havia confiado. O profeta sentiu-se tão desolado com aquela situação, que preferiu ficar sozinho e chorar amargamente (v.4). A atitude de Isaías indica que o que viria pela frente seria terrível e somente mediante genuíno arrependimento poderia haver livramento. Entretanto, o povo ao invés de “chorar, prantear, rapar a cabeça e cingir o cilício” (v.12), era “só gozo e alegria”, comendo e bebendo, e dizendo: “Comamos e bebamos, que amanhã morreremos” (v.13). Não cogitaram “de olhar para cima” (v.11).
As muitas brechas nos muros fizeram com que muitas casas fossem demolidas para que o material fosse usado “para fortalecer os muros” (v.10). Um reservatório de água também foi construído (v.11). Mas, apesar de todo o trabalho, o principal não foi feito: “olhar para cima”. Os muitos afazeres os fizeram esquecer do que realmente importava e acomodar-se em sua zona de conforto. Tudo era motivo de festa. E o pior: pensavam que isso era o melhor. Em tempo de contrição e profundo exame de consciência, havia festas e banquetes. Em tempo de choro, havia risos. Em tempo de súplicas, havia indiferença.
Uma vez ao ano, o sumo sacerdote entrava no terceiro compartimento do santuário, o lugar Santíssimo. Era o dia da expiação, “Yom Kippur”. Nesse dia, aquele que não afligisse a alma, ou seja, que não buscasse se arrepender, que não olhasse para cima a fim de obter perdão e purificação, seria eliminado do meio o povo (Lv.23:26-32). Sabemos que hoje temos o nosso Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, intercedendo por nós no lugar Santíssimo do santuário celestial. Deveríamos, pois, considerar de pequena importância o tempo solene em que estamos vivendo? Será que não estamos repetindo o mesmo procedimento dos habitantes de Jerusalém?
Existem muitas brechas hoje no meio do povo de Deus. E muitas casas têm sido destruídas por pensar que podem consertar as coisas por conta própria. Não é a nossa mão de obra o principal material para consertar o que necessita de reparos, mas a nossa dependência de Deus. O grande “Arquiteto e Edificador” (Hb.11:10) só espera a nossa aprovação para que possa realizar a maior obra em nossa vida. Ele deseja nos dar a chave que abre e ninguém fecha e que fecha e ninguém abre (v.22). A não ser que morramos para o nosso “eu” e para este mundo, a nossa “maldade não será perdoada” (v.14).
Jesus declarou: “Quem quiser, pois, salvar a sua vida, perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de Mim e do evangelho salvá-la-á. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mc.8:35-36). É tempo de santa convocação! É tempo de se preparar para a fornalha de fogo que se aproxima e permitir que Deus remova de nós toda escória do pecado, porque “o restante de Jacó estará entre as nações, no meio de muitos povos” (Mq.5:8) e o que os diferenciará dos demais será o testemunho de um viver santificado e aperfeiçoado em Cristo.
Em nome de Jesus, precisamos de uma real conversão e atender, “agora mesmo […]”, às palavras do Senhor: “[…] Convertei-vos a Mim de todo o vosso coração; isso com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade, e Se arrepende do mal” (Jl.2:12-13). Clamemos, agora mesmo, pelo batismo do Espírito Santo!
Santo Deus, sabemos e cremos que não são as nossas obras, o que fazemos ou deixamos de fazer que nos abrirá os portais da santa cidade. Mas é o que Cristo fez por nós (justificação) e o que Ele faz em nós (santificação). Tudo provém dEle pelo agir do Espírito Santo. A nossa parte é crer e permitir que o Teu Espírito realize essa mudança em nossa vida. Por isso, Senhor, nos ensina a andar no Espírito e descansar em Ti, sabendo que temos um amigo em Jesus. Em nome de Jesus e pelos méritos dEle nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, povo de coração contrito!
Rosana Garcia Barros
#Isaías22 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ISAÍAS 22 – Quando cometemos erros, implica que não sabemos fazer as coisas corretas. Deus envia advertências e disciplinas, porém infelizmente também reagimos de forma incorreta. Somos tão imperfeitos, que aprovamos nossos defeitos e condenamos as advertências divinas, como evidencia a atitude do povo de Isaías.
Sobre Isaías 22:1-4, Robert B. Chisholm escreveu:
“O Senhor denunciou o povo pela reação inadequada à crise. Em vez de confiar nAquele que fundou a cidade de Davi, o povo se apoiou nos próprios esforços, o que incluía a fortificação dos muros da cidade e a construção de um novo sistema hídrico. Recusando o convite do Senhor ao arrependimento, as pessoas festejavam, abandonando, de maneira fatal, toda esperança de livramento, subentendendo assim que o Senhor não estava no controle do destino da cidade. Para tais pessoas, o julgamento era inevitável. Embora o arrependimento de Ezequias (Is 37-38; Jr 26:17-19) e a decisão divina de demonstrar soberania sobre os orgulhosos assírios (10:5-34) adiassem a queda de Jerusalém, o julgamento divino acabou recaindo sobre a cidade”.
Sebna, mordomo de Ezequias, ilustra a atitude do povo (Isaías 22:15-25). Um alto oficial da realeza atuando na corte de Judá exibiu uma atitude de arrogância e confiança em suas próprias habilidades, em vez de confiar em Deus.
Sua história nos ensina alguns preciosos princípios práticos para nossa vida, tais como:
• Arrogância e confiança na própria esperteza significa dizer “não” para a dependência de Deus em todas as áreas da vida; o resultado sempre será catastrófico, principalmente perderá o privilégio de participar do Reino de Deus.
• Confiar na própria sabedoria e habilidades para adquirir bens e proteger-se revela ignorância quando há desprezo pela revelação divina; qualquer rejeição às orientações celestiais resulta em tragédias indesejadas.
• Persistir na arrogância quando confrontado por Deus é o cúmulo da ignorância. Sempre que não estamos dispostos a arrepender-nos e mudar o curso de nossa vida, o que tememos acontecer certamente acontecerá.
• Estar mais preocupado com as próprias realizações do que honrar a Deus é o segredo do fracasso. Buscar a glória de Deus e a promoção de Seu Reino deve ser nossa prioridade, caso queiramos ser mordomos íntegros.
Além dos recursos que Deus nos confiou, somos responsáveis pela administração da posição que Deus nos conduziu! Portanto, reavivemo-nos: Sejamos mordomos fieis! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/21
No capítulo anterior, o Senhor falou por intermédio de Isaías (v. 6) sobre pessoas fugindo do rei da Assíria quando de sua invasão do Egito, na época governado pelos etíopes. Assim, de fato, houve deportações em massa tanto de egípcios quanto de etíopes. Quando os assírios tomaram Samaria também deportaram israelitas. Esta é a razão porque Isaías no capítulo anterior fala das pessoas buscando por segurança e um lugar seguro.
Em Isaías 21, na visão contra Edom [Dumá e Seir são oásis e cidade de Edom] Isaías ouve alguém gritando: “Guarda, quanto ainda falta para acabar a noite?” A questão real aqui é: Quanto tempo teremos ainda que esperar até a chegada dos exércitos? O vigia responde que a manhã está chegando e também a noite, o que significa que o perigo potencial ainda não está no horizonte imediato, mas certamente acontecerá (vv. 11-12). Em sua última visão, contra a Arábia (vv. 13-15), Isaías exorta os habitantes de Temá para cuidarem dos refugiados que fugiram da guerra.
Querido Deus, ajude-nos a fazermos tudo que estiver ao nosso alcance para ajudar os refugiados e migrantes de guerra onde estiverem, especialmente aqueles que vieram para onde vivemos. Pedimos em nome de Jesus. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/21
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
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926 palavras
1-10 A queda de Babilônia é descrita com imagens vívidas: uma mulher em trabalho de parto, aflita, consternada e assustada [v. 3]. A idolatria de Babilônia é mencionada. A nação foi conquistada enquanto seus líderes faziam um banquete (v. 5; Dn 5; ver outros importantes anúncios da queda de Babilônia em Jr 51:8; Ap 14:8). Bíblia de Estudo Andrews.
1 O deserto do mar. A nação contra a qual de dirige esta mensagem solene, embora o título não contenha o seu nome, é evidentemente Babilônia… Alguns traduzem esta expressão como “deserto arenoso”.
Ele virá. Não está claro se o que vem é a “sentença”ou a invasão medo-persa a Babilônia (v. 2). O último parece mais provável, pois o v. 2 diz que os elamitas e médios devem subir e sitiar. Neste caso, essa invasão é comparada a um tufão que vem do sul (do heb. negeb; ver com. [CBASD] de Gn 12:9), e a terra da Média seria a “horrível terra”à qual Isaías se refere.
2 Dura visão. O profeta tem uma visão dura e terrível de um poder saqueador, traidor, violento e destruidor. Esse era Babilônia (ver Is 14:4, 6), “o opressor”. Elão e Média foram chamados a subir contra ela para pôr fim ao gemido e miséria que causava.
3 Desfaleço-me. A cena de destruição apresentada ao profeta é tão horrível que ele fica completamente desfalecido.
4 O meu coração cambaleia. Isto é, “minha mente está confusa”.
A noite que eu desejava. O temor do profeta reflete o de Belsazar e dos babilônios na noite do banquete (ver v. 5), a qual Isaías previu nessa “dura visão” (v. 2; ver PR, 531).
5 Põe-se a mesa. Ver Dn 5:1-4; Jr 51:39. Uma festividade desenfreada marcou a noite da queda de Babilônia nas mãos dos exércitos da Média e da Pérsia.
Estendem-se os tapetes. … isto é, arrumem-se os tapetes ou sofás nos quais os convidados se reclinariam durante o banquete.
6 Põe-se o atalaia. Primeiro, mostrou-se a Isaías a aproximação do exército elamita e médio (v. 2), depois, os festivos babilônios (v. 4, 5) e, então, a entrada das forças invasoras na cidade (v. 6-9). O profeta se identifica como um atalaia nos muros de Babilônia antes de sua queda, e como tal relata o que vê.
7 Uma tropa de cavaleiros de dois a dois. Provavelmente, “cavaleiros a par” (ARC). Isaías vê o inimigo avançando para o ataque.
9 Ergueu ele a voz e disse. O atalaia ainda está falando.
Caiu Babilônia. Este é o clímax da cena que o profeta relata (ver com. do v. 6). Os ídolos de Babilônia foram humilhados até ao pó; eles não conseguiram proteger a orgulhosa cidade (Jr 50:2; 51:17, 18, 47, 52; cf. Is 47:13-15; comparar com Jr 51:8; Ap 14:8; 18:2).
10 Debulhado. … Na Bíblia, com frequência, o juízo é comparado a uma colheita.
11, 12 Edom recebe o nome simbólico de “Dumá”, que significa silêncio. Dumá também era uma cidade de Edom. Em Isaías, há várias acusações contra Edom (11:14; 34:1-17; 63:1-6). Bíblia de Estudo Andrews.
11 Sentença contra Dumá. … A LXX diz “Edom”em vez de “Dumá”.
A que hora estamos da noite? Literalmente, “o que da noite?”, talvez significando “que hora é da noite?”(ver T6, 407). Alguns em Edom perguntam com urgência e insistência ao profeta quais são as novas. A hora é de escuridão e perigo, e eles estão ansiosos para saber quando a manhã virá, trazendo alívio da ansiedade e do medo.
12 Vem a manhã. A resposta do atalaia é misteriosa e prevê coisas ruins. Ele não dá nenhuma resposta definitiva, simplesmente diz que, embora a manhã possa vir, haverá noite outra vez. Há pouca luz ou esperança no porvir. As horas adiante são escuras, lúgubres e incertas. Assim seria o futuro de Edom: ser pisado sob os pés por uma sucessão de conquistadores e, finalmente, reduzido à completa desolação. O atalaia de Deus sobre os muros de Sião hoje deve estar pronto para responder àqueles que perguntam que hora é da longa noite da Terra, e para quando se pode aguardar o alvorecer do dia eterno (ver GC, 632).
13-17 O povo e os lugares mencionados nesta profecia [v. 13-17] estão todos ligados à Arábia ou aos árabes: dedanitas (ver Ez 27:15), a terra de Tema, Quedar.
13 Sentença contra a Arábia. Ver com. [CBASD] de Is 13:1. Esta é outra profecia difícil de compreender. Caravanas de dedanitas passariam a noite no deserto Árabe. …
14 Traga-se água. As palavras indicam o pedido dos dedanitas (v. 13), que foram forçados a fugir do inimigo sem provisões. Seus vizinhos, os temanitas, foram chamados a se compadecer de sua sede e fome.
Terra de Tema. Tema e Dumá são alistadas como descendentes de Ismael (ver Gn 25:13-15; 1Cr 1:29, 30). Tema está situada no deserto Árabe, 264 km a sudoeste de Dumá, e 480 km a leste da ponta da península do Sinai.
16 Tal como o de jornaleiro. Ver com. de Is 16:14. Um jornaleiro trabalharia apenas o tempo pelo qual foi contratado. O significado é que a queda de Quedar não seria adiada. Dentro de um ano, o juízo certamente cairia.
Quedar. Isaías proclama um longo juízo que cairia dentro de um ano sobre toda a região desértica do norte da Arábia. Tiglate-Pileser III declara que impôs duro castigo sobre Samsi, uma rainha árabe. Afirma ter matado 1,1 mil de seu povo e tomado 30 mil camelos e 20 mil cabeças de gado. Da mesma forma, Sargão declara ter recebido tributo de uma rainha árabe na forma de pó de ouro, marfim, cavalos e camelos, e declara também ter dominado outras tribos árabes que nunca tinham pagado tributo. Contudo, não se sabe o ano exato em que isso ocorreu.
17 restante. Do heb. she’ar, “remanescente” (ver Is 10:20, 21, 22; 11:11, 16; 14:22; 16:14; 17:3). Sargão declara que, ao derrotar as tribos árabes de Tamud, Ibadidi, Marsimanu e Haiapa, deportou os restantes e os estabeleceu em Samaria.
Fonte principal: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.