Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: ECLESIASTES 5 – Primeiro leia a Bíblia
ECLESIASTES 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ec/5
Tentamos arduamente obter o pão de cada dia, cumprir obrigações, alcançar metas dignas, nos preparar para a aposentadoria. São ruins essas coisas? Não, mas elas não podem nos salvar. Se achamos que sim, ainda não aprendemos o que significa Deus ser o Senhor da nossa vida.
Buscamos riqueza para termos segurança, respeito, influência, oportunidades, acesso a pessoas influentes e bem-sucedidas, conforto (casa, carro, roupas, brinquedos, etc.), prazeres e hobbies.
A busca pela riqueza, entretanto, vem acompanhada de algumas armadilhas em potencial: estresse, preocupações, problemas de saúde, esforço infrutífero, falsa segurança, vazio, egocentrismo e distração de coisas mais dignas.
Veja alguns bons conselhos de Salomão e seus colegas bíblicos:
- Não faça da riqueza o seu foco. Invista o seu amor e paixão em áreas com valor duradouro. Onde estiver o seu tesouro, também estará o seu coração. Mateus 6:21
- Não deixe a riqueza, ou a falta dela, definir seus relacionamentos. Não fique com inveja das pessoas porque elas têm mais nem menospreze as pessoas que têm menos.
- Esteja disposto a deixar a riqueza ir embora. Nada é garantido, mesmo que seus investimentos e ativos pareçam os melhores. Aproveite o presente enquanto durar.
- Seja generoso e compassivo. Faça coisas positivas com a riqueza que você tem. Assim como Paulo, esteja contente com ou sem as riquezas. Troque suas preocupações por oração, gratidão e paz que ultrapassam o entendimento.
Art Kharns
Diretor de Música
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Simi Valley, Califórnia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ecc54
Tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
Filed under: Sem categoria
1. Guarda o pé… equivale à expressão coloquial “olhe por onde anda” e é usada aqui em sentido figurado (comparar com Gn 17:1; Sl 119:101)…
Sacrifícios de tolos… Aquele em cuja presença estão (v. 2), seus pensamentos se concentram em coisas terrenas, como resultado, suas palavras são imprudentes, precipitadas e demasiadas. Os que vão à igreja, inconscientes da presença de Deus, que continuamente pensam e conversam sobre assuntos triviais, são aqui classificados pelos sábios como “tolos”. A adoração deles é externa e formal.
Fazem mal. Ignorantes dos requerimentos espirituais, eles não rendem culto a Deus com sinceridade e inteligência (ver Jo 4:24). Pecam em sua ignorância voluntária e, como resultado, Deus não aceita seu culto nem suas ofertas.
2. Precipites… Palavras apressadas, descuidadas e precipitadas, seja em conversação, petição ou oração, são perigosas…
Diante de Deus. deus deve ser tratado com respeito reverente (ver 1Rs 8:43). Não se pode aproximar-se dEle como se aproxima de seres humanos.
8… Opressão. É comum a exploração por meio de governantes corrompidos. Sistemas políticos raramente beneficiam os pobres. O próprio Salomão era culpado de oprimir os pobres a fim de executar seus grandiosos planos (1Rs 12:4).
10. Ama o dinheiro. A vida devotada à aquisição de riquezas raramente é satisfeita com o que é acumulado…
Abundância. O avarento, não importa quanto aumentem suas posses, ele as julga insuficientes e deseja mais.
11. Também se multiplicam… Com o aumento da riqueza, o rico amplia seu círculo de relações. Ele é convidado a se divertir profusamente. Assessores, servos e dependentes se multiplicam e parentes pedem ajuda financeira.
Que mais proveito […]?… O acúmulo, investimento e a proteção da riqueza podem ser a causa de grande ansiedade e levar ao colapso nervoso. os ricos deste mundo não dispõe de passaporte para a imortalidade.
12. Trabalhador… Um dia de trabalho físico é uma preparação excelente para uma boa noite de repouso.
Não o deixa dormir. A responsabilidade de cuidar das riquezas geralmente acarreta problemas e rouba o descanso da pessoa, a ponto de prejudicar a saúde e ocasionar um colapso nervoso.
13… Para o próprio dano. Perda de sono devido à ansiedade sobre o investimento e a vigilância sobre a riqueza aflige com frequência o seu possuidor (ver v. 12)… Ficam também preocupados em pensar que seus herdeiros esbanjarão os frutos de seus árduos labores. Porém o caráter do possuidor é que sofre mais pelo acúmulo de riquezas (ver Pv 11:24; Lc 12: 16-21).
14. Má aventura. Melhor seria “uma aventura ruim” (RSV), ou seja, um mau investimento, ‘mau negócio” (NVI) que resulta em séria perda. A especulação imprudente pode acabar com as economias de toda uma vida do dia para a noite. É essencial o cuidado constante para que o negociante mantenha o capital e obtenha o lucro.
15… Nada poderá levar consigo. Somente a “riqueza” espiritual que a pessoa tiver acumulado na vida é que poderá ser levada para além do túmulo (ver Jo 3: 36; cf Ap 22:14). O caráter é o único tesouro que se pode levar deste mundo para o mundo futuro (PJ, 332).
16… Trabalhado para o vento. Esta é uma figura que denota absoluta futilidade (ver Jó 15:2; Pv 11:29). O vento é insubstancial, invisível e não pode ser agarrado e segurado. Assim são os bens deste mundo.
17. Nas trevas comeu. Uma metáfora que descreve o fato de que uma pessoa que vive exclusivamente para acumular riquezas materiais nunca alcança a satisfação que espera. Contrasta com a perspectiva de alguém cuja esperança está nas coisas eternas (Mq 7:8), que suporta os desconfortos materiais do presente mundo com vistas a realidades que são vistas apenas com os olhos da fé (Hb 11:27).
18. Eu vi. Nos v. 12 a 17, Salomão demonstrou claramente a loucura de acumular bens para benefício próprio. Então, a partir do cenário de sua própria experiência, ele observa que a riqueza tem valor somente quando é empregada para suprir as necessidades e alegrias da vida.
19. Comer. Aqui é utilizado no sentido figurado de empregar as “riquezas e bens” em lugar de acumulá-los (ver v. 13).
Dom de Deus. a habilidade de adquirir riquezas vem de Deus (Dt 8:18; Tg 1:16, 17). Todas as faculdades que o ser humano possui são dons de Deus. Tudo que se adquiriu em virtude destas habilidades deve ser motivo de gratidão a Deus.
Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.
Filed under: Sem categoria
“Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu, na terra; portanto, sejam poucas as tuas palavras” (v.2).
No santuário, tanto o móvel no deserto, quanto o suntuoso templo de Jerusalém, havia o pátio e dois compartimentos: o lugar Santo e o lugar Santíssimo. O acesso ao lugar Santo era permitido apenas aos sacerdotes e ao sumo sacerdote. No lugar Santíssimo só poderia entrar o sumo sacerdote, uma vez ao ano. O pátio, porém, também era um lugar de extrema solenidade, onde eram oferecidos os sacrifícios e um lugar também reservado à oração (Is.56:7). Por isso que Jesus reagiu energicamente quando viu o lugar de oração transformado em “um covil de salteadores” (Mt.21:13). A reverência descrita no versículo 1 diz respeito não apenas à forma de adoração, mas à intenção: “chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos”. Não é o sacrifício que agrada a Deus, e sim se há por trás do sacrifício um coração que agrada ao Senhor.
Quando Saul descumpriu as ordens de Deus e usou os sacrifícios como desculpa, a resposta do profeta Samuel lançou por terra as suas obras: “Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender a Deus, melhor do que a gordura de carneiros” (1Sm.15:22). Apesar de não termos mais a prática de sacrificar animais, pois o verdadeiro Cordeiro de Deus pagou o preço de forma perfeita e completa (Hb.10:14), os “sacrifícios” ganharam uma nova roupagem, e muitas vezes têm tirado o foco do principal: fazer a vontade de Deus.
Jesus está sempre à porta do nosso coração, porém, Ele não entra se não for convidado. Ele diz que está à porta e bate (Ap.3:20). Mas se a nossa atenção estiver voltada para “sacrifícios de tolos” (v.1) ou “palavras néscias” (v.3), abafamos a Sua voz com os ecos de uma adoração vazia. Então, não sentindo preenchido o coração com o Único capaz de saciá-lo, fazemos votos na tentativa de angariar pontos com Deus. E diante de um deslize quanto ao voto feito, nós mesmos nos sentenciamos culpados. Lembre-se de Pedro. Tão impetuoso e tão rápido com as palavras. Diante da possibilidade de ver o seu Salvador sentenciado à morte, prontamente Lhe fez um voto: “Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo Te negarei” (Mt.26:35). Porém, na prática, as suas palavras não se consumaram, e após negar a Jesus por três vezes, caindo em si, “saindo dali, chorou amargamente” (Mt.26:75).
A conclusão do versículo 7 resume em uma frase qual deve ser a minha e a sua atitude: “Tu, porém, teme a Deus”. Toda a Bíblia confirma o fato de que usar mais os ouvidos e menos a boca é sinônimo de sabedoria e de discernimento espiritual. Pois está escrito:
“Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor” (Dt.6:4).
“Amando o Senhor, teu Deus, dando ouvidos à Sua voz” (Dt.30:20).
“[…] e todo o povo tinha os ouvidos atentos ao Livro da Lei” (Ne.8:3).
“Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o coração” (Sl.95:7).
“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mc.4:9).
“Bem-aventurados aqueles […] que ouvem as palavras da profecia” (Ap.1:3).
De Gênesis a Apocalipse encontramos a confirmação das Escrituras a este respeito. Precisamos nos calar mais e permitir que o Senhor fale. É quando calamos o nosso eu, que percebemos com clareza a voz de Deus. Sejamos, pois, prudentes no falar. Se tivermos de falar, que sigamos o conselho do próprio Pedro, após compreender esta verdade: “Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus” (1Pe.4:11) “[…] a fim de proclamardes as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9).
Querido Deus e Pai amado, clamamos a Ti que nos conceda a sabedoria de Cristo para falar e também para calar, e um coração quieto para discernir a voz do Teu Espírito. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, ouvintes do Senhor e proclamadores das Suas virtudes!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Eclesiastes5 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
ECLESIASTES 5 – A festa dos tabernáculos duravam 7 dias no Antigo Testamento; cujo objetivo era comemorar a peregrinação dos israelitas no deserto após a libertação egípcia. Vivendo em cabanas, os judeus relembravam a proteção de Deus e a dependência dEle durante a jornada no deserto.
Nós fomos libertos da escravidão do pecado não por meio de Moisés, mas através do Messias. Estamos numa jornada árida neste mundo aguardando adentrar à “Canaã Celestial” (João 14:1-3). Sendo que Eclesiastes era lido durante a festa dos tabernáculos, devemos considerar seus ensinamentos; pois, em breve Jesus nos levará para a maior de todas as festas (Apocalipse 7:9).
Eclesiastes 5 oferece paralelos simbólicos com os temas da festa dos tabernáculos, ambos destacam a transitoriedade da vida e a importância de depender de Deus em vez de confiar nas riquezas materiais ou nas realizações humanas.
O instinto religioso do ser humano é importante, mas pode ser manipulado, a religiosidade pode ser adulterada e a espiritualidade pode ficar comprometida; por exemplo, “a religiosidade pode impedir as pessoas de perceber a necessidade da salvação como dom gratuito da graça de Deus. Além disso, a religiosidade humana talvez seja apenas uma manifestação exterior sem nenhuma solidez interna. Como em qualquer outra área humana, a vaidade também pode se infiltrar na vida religiosa até mesmo com mais profundidade. Portanto, no capítulo 5, Salomão apresenta alguns conselhos para o leitor se precaver contra o formalismo e a exterioridade no relacionamento com o Criador”, analisa William MacDonald.
Alegar crer em Deus mas confiar nas realizações humanas e nos bens materiais é hipocrisia. Segundo Merril Unger, Eclesiastes 5 apresenta o desenvolvimento do tema do vazio da vida em vista da insinceridade religiosa e da riqueza. Isso porque o mesmo orgulho que um rico pode ter de suas riquezas, pode ser do religioso que exibe sua opulenta espiritualidade.
A hipocrisia no relacionamento com Deus (Eclesiastes 5:1-8), nas relações sociais e econômicas (Eclesiastes 5:8-14), a ilusão de confiar nas posses materiais (Eclesiastes 5:15-20) precisam ser libertas pela sincera busca por Deus.
As fragilidades das cabanas na festa dos tabernáculos deveriam ensinar a necessidade de total dependência de Deus para tudo e a integração dos fieis na jornada da vida; deste modo, precisamos hoje destas mesmas lições de vida! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.