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Texto bíblico: ECLESIASTES 2 – Primeiro leia a Bíblia
ECLESIASTES 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ec/2
Houve uma época em que meu relacionamento com Deus e com a igreja não andou bem. Eu havia passado por um divórcio horrível e senti que precisava reavaliar o que era mais importante na vida, assim como Salomão.
Este capítulo me faz lembrar de muitos sentimentos e pensamentos que tive naquele tempo e espero que muitas pessoas relacionem este capítulo com o seu passado também. Muitos de nós passamos por esta desafiadora estação seca de querer desistir, ir embora, viver nossa própria vida à parte de Deus.
Deus me abençoou ricamente, no meio da estação seca, com tudo o que eu poderia sonhar, pelo qual sou muito grata. Ao mesmo tempo também Ele me deu a percepção de que posso ter todas essas coisas bonitas, incluindo a casa dos meus sonhos, mas que tudo isso sem Ele é nada.
Durante a “estação seca”, havia uma sede por Deus em meu coração que nunca desapareceu. Passei por muitas dificuldades, me afastei de Deus muitas vezes … mas Ele nunca desistiu de mim.
Salomão está certo ao afirmar, no final do capítulo, que “a vida sem Deus não faz sentido, é como correr atrás do vento”.
A princípio eu não tinha nada, me preocupava em como iria alimentar meus filhos no dia seguinte. Agora tenho em abundância … mas mesmo essa abundância não vale nada sem a união com Cristo e o desejo de agradá-lo em todas as coisas.
Jill Simpson Marier
Lincolnton, Geórgia, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ecc/2
Tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
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1. Disse comigo. Aqui a parte racional da mente de Salomão fala com a parte que representa o desejo físico e a satisfação…
Eu te provarei. Ou seja, “fazer um teste” ou “experimentar” para descobrir os resultados de determinado modo de agir.
Alegria. Ou “prazer”. A palavra hebraica tem significado amplo: “felicidade”, “prazer”, “júbilo”, todas elas denotando satisfação física. Aqui, seu uso está limitado às emoções e apetites despertados ao participar dos prazeres terrenos, embora em outros lugares a palavra possa denotar alegria e felicidade religiosas.
Goza, pois, a felicidade. Literalmente, “pareça bem”, isto é, “aproveite bem as boas coisas da vida”. Um moderno idiomatismo equivalente seria “divirta-se”. Salomão se propôs sorver os prazeres que o mundo oferece até se saciar, na busca de satisfação duradoura.
3. Dar-me ao vinho. Ou melhor, “refrescar meu corpo com vinho”…
Regendo-me […] pela sabedoria… Salomão pretendia que o bom senso lhe permitisse satisfazer o apetite e a paixão com moderação. Em outras palavras, ao iniciar a experiência (…), ele se propôs a não ser tão imprudente, nem se exceder. Essa, naturalmente, é a intenção da maioria das pessoas que cedem aos prazeres sensuais. Porém, a ideia de que é possível utilizar moderadamente as coisas erradas, é um engano fatal.
Loucura. Talvez, nesse caso, signifique “o que pode levar ao pecado” sem ser algo pecaminoso em si mesmo. Parece que Salomão procurou estas experiências para tirar o máximo proveito delas, visando aprender pela experiência o que a satisfação tinha a lhe oferecer, porém, sem permitir que ela o dominasse.
Até ver. Aqui Salomão declara explicitamente seu propósito. Ninguém o obrigou a se portar de forma tão arriscada e insensata. Deus não podia elogiá-lo por essa conduta.
Homens. Do heb. ‘adam, o termo genérico que inclui homens e mulheres …
4. … Vinhas. Comparar com Ct 8:11. A condição econômica do povo comum nos dias de Salomão é sugerida em I Reis 4:25: “cada um debaixo da sua videira e debaixo de sua figueira”.
5. Jardins. Literalmente, “cercos”, do verbo “encerrar”, “cercar”. Devido ao fato de cabras, asnos e outros animais no Oriente Médio pastarem sem restrições, é impossível ter um jardim sem uma cerca forte e bem conservada.
Pomares. Do heb. pardes … era um parque ou área real preservada e cercada…
6. Açudes. As chuvas da palestina não fornecem água suficiente (…). A irrigação já era necessária nos tempos antigos, quando os agricultores escavavam cisternas e reservatórios…
7. Servos e servas. Uma grande comitiva de servos e trabalhadores seria necessária para manter os vastos projetos de Salomão. A rainha de Sabá ficou admirada com a quantidade de empregados nas suas obras (IRs 10:5). Ele utilizou escravos não hebreus (IRs 9:21; 2Cr 8;8) bem como um grande número de servos hebreus submetidos a um tipo de escravidão mais branda…
8. … Cantores. Salomão deve ter feito muitas festas e recebido visitantes de vários países. Isso requeria grande grupo de artistas profissionais (ver 2Sm 19:35; Am 6:5).
9. … Preservou também comigo a minha sabedoria … A expressão pode significar que a sua sabedoria se manteve com ele no sentido de ajudá-lo a adquirir todas as suas posses e também guardá-lo de praticar excessos…
11. … Correr atrás do vento. Banquetes, festividades, música e prazer sensual não fornecem satisfação duradoura. De acordo com João 4:24, literalmente, “Deus é espírito” e não “um espírito” no sentido de ser um espírito entre muitos, mas essencial e absolutamente espírito. O ser humano deve se aproximar de Deus mediante seu próprio espírito. Somente nesse tipo de união o ser humano pode encontrar perfeita satisfação e contentamento. Salomão observou que todos os prazeres do mundo eram como o “vento”, “sopro” ou “correr atrás do vento”…
12. Passei a considerar… Salomão havia experimentado e tomado nota das alegrias materiais da vida. Então, ele começou a examinar a sabedoria e a tolice de forma realista…
strong>Já fizeram. A pessoa inferior que viria “depois do rei” dificilmente poderia esperar fazer mais do que Salomão já tinha realizado. Ele havia comprovado o vazio e a futilidade dosa prazeres deste mundo, portanto, o assunto podia ser considerado resolvido.
13. Luz traz mais proveito do que as trevas... Nesta figura de linguagem se compara “a luz” com o desenvolvimento espiritual e mental e “as trevas”, com a depravação moral e mental…
15. … Também isso era vaidade. Salomão raciocinava que a ambição e o esforço para progredir na vida não têm valor, são um mero e fugaz alento. Na verdade, à parte de Deus, não há resposta para os enigmas da vida. A verdadeira finalidade da existência somente se encontra quando o ser humano cresce em sabedoria divina e organiza sua vida em harmonia com a vontade de Deus (ver Mt 6:33).
16. A memória não durará para sempre. Tanto o tolo quanto o sábio são rapidamente esquecidos poe seus semelhantes. Esta afirmação é verdadeira no que se refere a este mundo, mas uma pessoa que organiza sua vida de acordo com a sabedoria divina é lembrada para sempre (Sl 112:6; Pv 10:7) e pode se alegrar com confiança porque seu nome está escrito no Céu (Lc 10:20; Fp 4:3).
21. Destreza… o pensamento de Salomão era: mesmo que uma pessoa tenha sido habilidosa e bem-sucedida, ela ainda deixa os frutos de seu trabalho a alguém que não contribuiu na sua edificação e que, portanto, é incapaz de valorizá-los
23. Dias. Em contraste com “noite”. As horas de trabalho foram plenas de atividade, e a “noite”, para examinar as labutas do dia. Salomão parece não ter compreendido completamente as bênçãos da disciplina do esforço, tristeza e desapontamento (ver Jó 35:10; cf Rm 8:35; 2Co 12:9; Hb 12:11; Ap 3:19).
24. Comer, beber. Salomão apresenta suas conclusões baseadas nas experiências vividas. Ele sente que o ganho final é nulo, portanto, por que não comer e beber e se alegrar com as coisas que a vida oferece?…
Da mão de Deus. É da vontade de deus que o ser humano não apenas desfrute os frutos de seu trabalho, mas que também encontre prazer em realizar suas tarefas. Esta expressão também sugere que Salomão reconhecia o soberano poder de Deus, e o desenlace feliz que Ele reserva para Seus filhos a despeito de sofrimentos e desapontamentos.
26. Porque Deus dá… Salomão confessa a onipotência e a vigilância onipresente de Deus, que não abandona o ser humano…
Ajunte. O pecador desperdiça a vida em trabalhos que não o levam ao reino eterno. Tudo o que ele acumula é apenas para esta vida. Ele labuta para ajuntar riquezas e as acumula, mas não com um propósito eterno (ver Mt 13:12; 25:28; Lc 12:20)…
Correr atrás do vento… A ênfase está no fato fundamental de que Deus dispõe como Lhe apraz.
Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.
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“Então, vi que a sabedoria é mais proveitosa do que a estultícia, quanto a luz traz mais proveito do que as trevas” (v.13).
Um discurso negativo e nada atraente ou a visão da realidade. Salomão traçou um cenário nada promissor envolvendo contrastes entre os principais elementos pelos quais o homem mais ocupa a vida. Grandes empreendimentos, prósperas reservas de suprimentos, uma equipe multidisciplinar a seu serviço, “prata e ouro e tesouros de reis e de províncias”, “cantores e cantoras”, “mulheres e mulheres” (v.8), compunham o quinhão de Salomão. Tudo o que um homem pudesse ter em seu tempo, Salomão possuía, para no fim concluir “que tudo era vaidade e correr atrás do vento” (v.11).
Tudo o que havia conquistado a custo de muito trabalho, “havia de deixar a quem viesse depois” dele (v.18). E quem poderia garantir que seu herdeiro seria “sábio ou estulto”? (v.19). Todo o trabalho, por mais que seja “feito com sabedoria, ciência e destreza” (v.21) geralmente é deixado “como porção a quem por ele não se esforçou; também isto é vaidade e grande mal” (v.21). Ainda que não tivesse a intenção, Salomão deixou registrada a realidade da maioria das famílias. Enquanto os pais trabalham incessantemente para obter possessões e garantir o sustento e bem-estar da família, os filhos são acostumados à facilidade e inutilidade. E o contentamento em usufruir do “que vem da mão de Deus” (v.24) é trocado pela “vaidade e correr atrás do vento” (v.26) de uma herança ganha sem esforço algum.
Salomão estava vivendo uma grande angústia de espírito quando escreveu este livro. Ao olhar para trás e para o que havia se tornado, despertou do sono da ilusão para contemplar o triste resultado de suas más escolhas. Diante disso, ele não poderia ficar calado. Precisava deixar registrado à humanidade as terríveis consequências de uma vida afastada dos propósitos de Deus. De tudo o que possuiu, ele reconheceu o valor da sabedoria que o Senhor lhe concedeu, assim como a luz é mais proveitosa do que as trevas (v.13). Se houvesse vivido a sabedoria, quão diferente teria sido a sua pregação! Se houvesse aceitado viver os planos de Deus, quão diferente seria o desfecho de sua vida! “Porque Deus dá sabedoria, conhecimento e prazer ao homem que Lhe agrada” (v.26).
Mas, amados, as advertências aqui contidas não significam que devemos jogar tudo para o alto, e sim, que devemos repensar a nossa vida olhando para o alto. Deus é a fonte de toda sabedoria, de todo conhecimento e de toda felicidade. Ele é o nosso Provedor. Precisamos aplicar o nosso coração à realização da Sua vontade, que é boa, agradável e perfeita (Rm.12:2). Problemas virão. Tempestades tentarão abater a nossa vida. Satanás apontará em nossa direção as suas flechas envenenadas. É nesse momento que o Senhor nos convida a sermos fortalecidos nEle “e na força do Seu poder” (Ef.6:10). “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis” (Ef.6:13).
Cristo venceu todas as vaidades deste mundo para que sejamos vencedores com Ele. Ele brilhou a luz da Sua sabedoria sobre as trevas do pecado. Não julgue ser tarde demais para você! Não desanime! Tenha fé! Lembre-se: “O justo viverá por fé” (Rm.1:17). Nisso não há vaidade!
Nosso Deus e Pai amado, necessitamos da Tua sabedoria a fim de vivermos os Teus propósitos. Por vezes estamos tão envolvidos em nossa rotina diária, que negligenciamos o principal, que é a comunhão Contigo. Enche-nos do Teu Espírito, Senhor! Pois só assim seremos sábios para a salvação. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, cheios do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Eclesiastes2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ECLESIASTES 2 – Nossa existência é marcada pela busca de sentido. Sem esse sentido, sentimos um tremendo vazio na alma. Foi para resolver esse problema que Deus nos deixou Eclesiastes.
• O texto sagrado nos deixa claro que nossas buscas incessantes por prazeres passageiros são como tentar capturar o vento (Eclesiastes 2:1-11).
• Construir nossa vida sem os alicerces sólidos dos valores divinos, sincera compaixão e empatia nos fará submergir em prazeres momentâneos, levando-nos a experimentar frustrações, depressão e insatisfação indescritíveis (Eclesiastes 2:12-23).
• Inclusive desfrutar das bênçãos de Deus sem viver os princípios de vida descritos em Sua palavra, se torna sem sentido (Eclesiastes 2:24-25).
Aprofundando na mensagem de Eclesiastes 2, algumas aplicações devem impactar nosso coração. Note estas lições de vida extraídas deste texto sagrado:
• Acumular riquezas é como tentar encher um poço sem fundo. As muitas riquezas jamais satisfarão nosso coração vaidoso e ambicioso.
• No frenesi da busca pelo sucesso, perderemos de vista a verdadeira essência da vida, trazendo uma sensação frustrante pior que o sentimento resultante do fracasso.
• A sabedoria não está meramente no acumulo de obras e no aumento do conhecimento, mas na capacidade de discernir o que realmente é relevante e importante.
• A obsessão pelo trabalho incessante em vez de levar-nos ao verdadeiro propósito da vida, nos distanciará desse propósito.
• Sem dependência completa de Deus podemos até construir nossa vida como grandes castelos, mas estarão alicerçados na areia e serão levados pelas marés da vida.
Ellen White escreveu:
“Salomão possuía grande erudição; mas essa sabedoria era loucura, pois não soube permanecer na independência moral, livre de pecado, na força de um caráter moldado segundo a semelhança divina. Salomão conta o resultado de suas pesquisas, seus esforços penosos e suas perseverantes indagações. Declara ter sido vaidade sua sabedoria”.
“O livro de Eclesiastes foi escrito por Salomão em idade avançada, depois de haver provado plenamente que todos os prazeres que a Terra pode oferecer são vazios e insatisfatórios. Ele mostra quão impossível é que as vaidades do mundo satisfaçam os anseios da alma. Sua conclusão é que sabedoria consiste em desfrutar com gratidão as boas dádivas de Deus e fazer o que é certo, pois todas as nossas obras serão trazidas a julgamento”.
Portanto, reavivemo-nos: Só Deus dá sentido à vida! – Heber Toth Armí.