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Texto bíblico: ECLESIASTES 1 – Primeiro leia a Bíblia
ECLESIASTES 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/ec/1
Sentimentos de desesperança. Tudo parece pesado. Difícil sair da cama, sorrir, cumprir com as obrigações da vida. Um fardo esmagador. Digo para mim mesmo: “estou sendo muito emocional. Acalme-se, respire fundo, pense melhor. Uma boa solução racional, baseada na melhor sabedoria, deve me tirar dessa situação”. Pode ajudar, talvez não.
Algumas coisas na vida realmente não podem ser explicadas. Algumas injustiças são difíceis de suportar. Nosso coração fica quebrantado ao ver as coisas que a vida muitas vezes joga em cima de nós, nos desgastando.
Precisamos de uma sabedoria melhor. Uma sabedoria que seja a mais gentil possível, mas honesta o suficiente para que consigamos enfrentar os problemas com coragem. Deus concedeu a Salomão uma sabedoria excepcional, a sabedoria do Pai, da Palavra, da Verdade, e ele aceitou o desafio de tentar encontrar sentido para a complexidade da vida.
Deus nos convida a ir a Ele com nossas dúvidas, nosso desespero, nossa necessidade desesperada por respostas. Deus incentiva nossa busca honesta. Eclesiastes 1 apresenta uma declaração clara do problema. No entanto, não para por aí. Fique ligado. Deus o atrairá, passo a passo, para a Sua perfeita vontade. Deus o encorajará a praticar ações que lhe farão prosperar. Se você sente que está num beco sem saída, não se desespere. O Pai ainda não terminou o trabalho dEle em sua vida.
Art Kharns
Diretor de música
Igreja Adventista do Sétimo Dia em Simi Valley, Califórnia, EUA.
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/ecc/1
Tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
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1. Palavra … O termo hebraico traduzido como “palavra” também significa “notícia”, “relatório”, “mensagem”, “história”ou “encargo”.
Pregador… Alguns escritores judeus têm explicado que Qoheleth significa “alguém que reúne uma congregação e expõe o ensino”. Outros o apresentam como “Pregador” porque é dito que Salomão proferia esses discursos diante de uma congregação. Isto é similar à raiz arábica diversas vezes traduzida como “grande colecionador” e “sincero investigador” (ver PR, 85; ver também a introdução a Eclesiastes).
Filho de Davi. Ou seja, Salomão. Quem seria mais qualificado que ele para expor as profundas verdades registradas neste livro? Deus o dotou com uma capacidade genial (IRs 3: 9-13), mas ele desperdiçou sua herança numa busca frenética pela felicidade.
Rei de Jerusalém… Sem dúvida esta expressão é uma referência direta ao rei Salomão, apesar de seu nome não ocorrer no livro. Outras expressões que indicam que se trata de Salomão são as referências à sua sabedoria e a ele como autor de vários provérbios (ver Ec 1:12, 13, 16; 2:15; 12:9; CF. IRs 3:12; 4;32).
2. Vaidade de vaidades [ARA; NVI: “Que grande inutilidade!”]. Do heb. habel habalim… O Pregador diz que é “vaidade” qualquer coisa que o ser humano busque em lugar de Deus e da obediência a Ele… literalmente “sopro dos sopros”, Salomão destaca o final inútil e insatisfatório da vida e do esforço humanos, a menos que sejam direcionados para Deus.
Tudo é vaidade… o mundo, incluindo a vida, não é mais do que apenas um sopro, sem oferecer qualquer promessa de esperança.
3. …A interrogação “que?” solicita uma resposta negativa enfática. Pode ser comparada com as palavras de Mateus 16:26, em que, literalmente, o Mestre pergunta: “Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” A resposta antecipada pelo Pregador é: “Nada”…
[Debaixo do sol. Outra expressão fundamental (empregada 29 vezes), que se refere a este mundo presente e às limitações que ele oferece. Bíblia de Estudo NVI Vida.]
4. … Permanece. Do heb. ‘amad, palavra com o sentido comum de “ficar”. Transmite a ideia de continuidade e durabilidade.
6. O vento. Do heb. ruach, “vento”, uma palavra que sempre indica atividade. É utilizada várias vezes em ligação às atividades de Deus na condição do plano da salvação.
8. … Canseiras… A aparente esterilidade da atividade humana e os desapontamentos que a acompanham são os pontos enfatizados aqui…
Não se fartam. A experiência exterior não pode satisfazer os desejos do coração. As coisas, isto é, as bênçãos materiais, não satisfazem a pessoa pensante. Aproximar-se verdadeiramente de Deus não é algo que se concretiza apenas pelos órgãos dos sentidos, pelos quais conhecemos Sua palavra e a revelação como um todo. Mais do que isso, é necessária uma experiência interior. “Deus é espírito” (Jo 4:24), portanto, o ser humano deve e aproximar dEle de maneira espiritual.
9. … Nada há, pois, novo. Não há variação no contínuo ciclo da natureza. Tendo testemunhado um ciclo, o ser humano já viu a todos. Cada um se mistura com o outro de modo tão imperceptível que não se nota diferença entre eles. Os ciclos parecem não ter outro propósito a não ser a perpetuação.
10. … Já foi… O contexto evidencia que as observações de Salomão nos v. 9 e 10 se aplicam aos vários fenômenos naturais e também ao ciclo da vida humana.
13. Apliquei o coração… Entre os hebreus, o coração era considerado como a sede dos sentimentos e da inteligência. Assim, “apliquei o coração” seria o mesmo que “apliquei minha mente” (ver ICr 22:19; Jó 7:17)…
Para nelas os exercitar (ARC). Deus implantou no coração da humanidade a necessidade de estudo e investigação. Esta é uma tarefa árdua, que requer esforço da mente e do corpo.
14. … Obras. Ou seja, projetos e atividades humanas, muitos dos quais se mostram sem valor ou benefício.
15. Torto. Esta expressão deriva de uma raiz que significa “dobrar”, “torcer”. Não se refere a algo que é inerentemente torto, mas àquilo que foi levado a ficar assim…
Endireitar… A ênfase está sobre a inabilidade humana para lidar na sua própria força com as situações que se apresentam constantemente.
16. … Larga experiência da sabedoria… A LXX interpreta “sabedoria” com uma palavra que denota valores éticos e morais, e, :conhecimento”, por uma palavra que significa o lado especulativo do esforço mental.
18. Enfado. A palavra assim traduzida é de uma raiz que significa “ser afligido”, “ser provocado”. Estudo excessivo leva a insônia, nervos desgastados e a outros problemas de saúde. No entanto, não se deve concluir que Salomão endossava a ideia de que a ignorância é felicidade (ver Pv 4:7).
Tristeza. Literalmente, “dor”física e mental. Se alguém deseja a sabedoria, deve investigar a fundo (ver Pv 2:4). Pesquisa constante e intensa cobra seu preço das forças e da saúde. Também é verdadeiro que elevado conhecimento não é sinal de caráter. A justiça de Cristo, recebida pela fé, abre as portas do reino celestial, o que o conhecimento por si só não pode alcançar.
Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.
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“Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (v.2).
Apesar de não haver a citação específica da autoria deste livro, ele próprio contribui para atribuir a Salomão o título de autor: “filho de Davi, rei de Jerusalém” (v.1). O título hebraico do livro significa “O Pregador” e define bem o seu objetivo: uma pregação que não possui prazo de validade. Salomão iniciou a sua tese pela conclusão da experiência de sua vida: “vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (v.2). Por mais que avancemos no tempo e que a história nos confirme de que a cada geração o mundo se torna palco de novas descobertas e de novas conquistas, o sábio rei afirmou que “geração vai e geração vem” (v.4) e “nada há, pois, novo debaixo do sol” (v.9). Ou seja, o homem pode criar inovações tecnológicas, pode avançar em descobertas científicas, pode até inventar coisas que as gerações passadas nunca imaginaram que pudessem existir, porém, como o vento, tudo isso um dia passa.
A palavra hebraica usada para vaidade é “hebel” que quer dizer “vapor ou sopro”. O que tanto valorizamos ontem, amanhã pode não ter mais utilidade e assim sucessivamente. Um dia, quando o meu filho mais velho tinha por volta dos sete anos de idade, eu estava fazendo uma arrumação em meu guarda-roupas e encontrei uma fita cassete. Imediatamente ele começou a puxar a fita enquanto perguntava: “Mãe, o que é isso?” Eu ri muito na hora e percebi que aquele “estranho” objeto que já havia sido uma sensação na minha infância, agora não passa de uma peça de museu sem serventia.
A nossa vida não tem sentido se for resumida apenas aos louros desta Terra. Como a fita K7, “Já não há lembrança das coisas que precederam” (v.11). Tudo aqui passa. E com o passado foram as conquistas, as derrotas e todas as vaidades que fizeram de algumas pessoas nomes que marcaram a história. Famosos se vão e outros ocupam suas cadeiras. O que era novidade hoje, amanhã já será ultrapassado. Enquanto as “novidades” desta Terra ocuparem o espaço que só Deus pode preencher, as pessoas continuarão enfadadas e iludidas por algo cujos resultados só faz aumentar a tristeza (v.18). Quem entende que a “novidade de vida” (Rm.6:4) só pode vir por meio de Cristo, viverá aplicando “o coração a esquadrinhar” (v.13) como caminhar até encontrá-Lo face a face.
Creio que jamais houve uma geração tão sedenta por novidades e exposição como essa; tão consumista, mas ao mesmo tempo tão vazia; tão aplicada na tentativa de ser feliz, mas tão frustrada e depressiva. Portanto, amados, não apliquemos o coração em coisas que têm prazo de vencimento, “onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no Céu […] porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt.6:19-21). Cristo em breve voltará! Seja esta bendita esperança a riqueza que, todos os dias, ocupe o nosso coração!
Senhor, queremos estar prontos para o Dia do Senhor! Não permita que as distrações deste século nos tire a atenção do que realmente importa, que é olhar fixamente para o Autor e Consumador da nossa fé, Jesus Cristo. Em nome dEle nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, herdeiros dos tesouros celestes!
Rosana Garcia Barros
#Eclesiastes1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ECLESIASTES 1 – Sem aprofundar-se na verdadeira sabedoria será impossível entender o conteúdo das páginas de Eclesiastes. Prezar pela superficialidade no estudo não leva à interpretação correta deste material inspirado.
A pessoa que foi divinamente inspirada a escrever Eclesiastes foi Salomão, rei do povo de Deus graciosamente dotado de sabedoria singular. Ele apresenta-se como o “mestre”, o “filho de Davi”, que reinou “em Jerusalém” (Eclesiastes 1:1). Várias referências no texto indicam profundas experiências desse sábio na busca de sentido para a existência:
• Salomão, apesar de grande sabedoria e riqueza, expressa sentimentos de vaidade e futilidade. Ele viveu uma vida opulenta e experimentou muitos prazeres mundanos, mas percebeu que tais coisas eram passageiras e vazias (Eclesiastes 1:2).
• Salomão, durante seu longo reinado, realizou muitas obras titânicas, incluindo a construção do templo de Jerusalém e a expansão do reino de Israel. Contudo, ele pondera a inutilidade de todo esse trabalho em relação à busca de significado na vida (Eclesiastes 1:3-11).
• Salomão era reconhecido por sua sabedoria e, de fato, foi o mais sábio de todos os reis da antiguidade. Todavia, ele reflete sobre o valor da sabedoria em relação à busca de significado na vida (Eclesiastes 1:12-16).
• Salomão busca o conhecimento, porém, observa a futilidade de buscá-lo sem considerar a natureza passageira da vida em relação a Deus (Eclesiastes 1:17-18; 12:13-14).
“A autobiografia de Salomão é lamentável. Ele nos dá a história de sua busca pela felicidade: Dedicou-se a investigações intelectuais; gratificou seu amor ao prazer; executou seus planos e empreendimentos comerciais. Estava rodeado pelo fascinante esplendor da vida cortesã. Tudo o que o coração carnal pudesse desejar estava à sua disposição; mas ele resume sua experiência neste triste relato de Eclesiastes 1:14-2:11”, salienta Ellen White.
Fica evidente em Eclesiastes 1 que:
• Nossos dias, como o vento que sopra, são passageiros.
• Todas as buscas humanas são como sombras fugazes.
• A vaidade pode levar-nos a grandes realizações, mas não a satisfação plena.
Sendo rei majestoso, extremamente rico, profundamente sábio, trabalhador incansável, profusamente famoso e poderosamente influente… nada disso livrou Salomão das preocupações da vida. Ficando evidente que sem Deus, não importa o nível que atingirmos, a vida não terá pleno sentido. Só Deus dá real e verdadeiro sentido à vida!
Diante disso tudo, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí