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Texto bíblico: SALMO 78 – Primeiro leia a Bíblia
SALMO 78 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/sl/78
Este capítulo é uma reapresentação da história de Israel, do Egito até Davi. Você gosta de ser lembrado pela sua história? Não seria bom se sempre falassem de você apenas com descrições positivas? Algum de nós gosta de ouvir sobre as escolhas negativas que fizemos? Podemos aprender com nossas experiências e escolhas negativas?
Sim, nós podemos. Aprender com nossos erros, para não repeti-los depois, é o objetivo. Podemos fazer isso sozinhos? Absolutamente não! Nós precisamos da ajuda de Deus. Com Sua ajuda e orientação, podemos fazer melhores escolhas e decidir não repetir o negativo.
Assim como Deus não desistiu dos israelitas, Ele não desistiu de nós! Não importa a nossa história; é como permitimos que Deus nos corrija e nos forme para a eternidade que importa.
Kirsten Machado
Professora da Escola Adventista Americana de Taipei, Taiwan
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/78
Tradução: Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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774 palavras
O Salmo 78 é o mais longo dos hinos nacionais de Israel (ver Sl 105, 106). Ele narra a história de Israel desde o Egito até o estabelecimento do reino sob o governo de Davi. O salmista recorda o passado com suas repetidas rebeliões e consequente sofrimento e punição, como propósito de advertir a nação a ser fiel a Deus no presente e no futuro. O salmo é basicamente didático: busca instruir de forma correta. Como tal, não segue o curso histórico com exatidão cronológica. O salmista dispõe dos acontecimentos conforme sejam mais apropriados para seu propósito, para mostrar a bondade de Deus a despeito da rebeldia da Israel. CBASD, vol. 3, p. 916.
2 Parábolas. Do heb. mashal (ver com. de Sl 49:4; cf. Mt 13:34; 35). Uma parábola requer atenção e raciocínio para que possa ser compreendida. CBASD, vol. 3, p. 916.
4 Vindoura geração. Indica-se o curso da tradição. É uma responsabilidade sagrada de toda geração transmitir à seguinte o relato da providência divina. CBASD, vol. 3, p. 916.
9 Efraim. É provável que esta tribo seja nomeada porque foi por um período a mais numerosa e agressiva de todas. Josué era da tribo de Efraim (Nm 13:8, 16). Se, por acaso, refere-se a alguma ocasião específica, não se sabe qual. Nesta passagem, Efraim pode significar todo o reino. CBASD, vol. 3, p. 916.
17 Deserto.Do heb. tsiyyah, que designa uma região seca. CBASD, vol. 3, p. 916.
19 Preparar-nos mesa. Ver Sl 23:5. As perguntas poéticas dos v. 19 e 20, colocadas de forma poética na boca dos murmuradores, tornam mais vívidas a narrativa histórica. Suas queixas eram “contra Deus”, que lhes tinha dado todos os motivos para que confiassem nEle. CBASD, vol. 3, p. 916.
20 Pão também. De acordo com a narrativa histórica, a ordem desses milagres foi inversa (ver Êx 16:8, 12, 17:6; Nm 11:31, 32; 20:8-11). O salmista não se atém a uma estrita ordem cronológica. CBASD, vol. 3, p. 917.
23 As portas dos céus. Comparar com 2Rs 7:2, 19; Ml 3:10. O Salmo 17:23 a 25 é uma belíssima descrição poética do maná. CBASD, vol. 3, p. 917.
24 Cereal. Do heb. dagam, “grão” ou cereal para fazer pão (ver Êx 16:4; Sl 105:40; cf Jo 6:31). O maná era parecido com “semente de coentro” (Êx 16:31). CBASD, vol. 3, p. 917.
25 Pão dos anjos. Literalmente, “pão de poderosos”. Os poderosos de Deus são os anjos (Sl 103:20). A LXX traz “pão dos anjos”. Com esta declaração, não devemos deduzir que o maná seja o alimento dos anjos. A frase simplesmente significa “alimento que lhes foi provido pelos anjos” (PP, 297). CBASD, vol. 3, p. 917.
36 Mentiam. O arrependimento deles não era aborrecimento do pecado, mas medo do castigo (ver com. de Sl 32:6). CBASD, vol. 3, p. 917.
43 Seus sinais. Retorna-se à narrativa das pragas. O salmista parece mencionar apenas seis das dez pragas. ele começa com a primeira, continua com a quarta, depois com a segunda, a oitava e a sétima, nesta ordem, e termina seu relato com a décima. O salmo não é um tratado científico, mas um poema inspirado em que se escolhe apenas os fatos suficientes do registro histórico para criar a impressão desejada. CBASD, vol. 3, p. 917.
51 Tendas de Cam. Cam era o pai de Misraim, ancestral dos egípcios (ver com. de Gn 10:6; cf. Sl 105; 23, 27). CBASD, vol. 3, p. 918.
57 Um arco enganoso. Um arco que não lança a flecha diretamente ao alvo, e que, portanto, frustra o arqueiro (ve Os 7:16). CBASD, vol. 3, p. 918.
60 Siló. Por cerca de 300 anos, o tabernáculo e a arca ficaram em Siló, um lugar situado a mais ou menos 16 km ao norte de Betel (ver Js 18:10; Jz 18:31; 1Sm 4:3). Depois que foi tomada pelos filisteus (1Sm 4) e recuperada, a arca nunca mais retornou a Siló. em vez disso, foi levada diretamente a Jerusalém (ver PP, 514; cf. Jr 7:12, 14). CBASD, vol. 3, p. 918.
63 O fogo devorou. Um quadro de desolação: jovens mortos na batalha, mulheres sem se casar, sacerdotes assassinados (ver 1Sm 4:11), ninguém para lamentar pelos mortos (ver Jó 27:15). Quão grande é a desolação de um país quando não existem cerimônias de casamento ou funerais dignos! CBASD, vol. 3, p. 918.
65 Despertou como de um sono. Com esta metáfora, o salmista representa Deus como completamente indiferente a Seu povo, até que Se levanta para ajudá-lo. O uso desta metáfora estranha e da figura do valente que grita estimulado pelo vinho parece anormal para o modo de pensar ocidental, mas não é incomum para a mente oriental. CBASD, vol. 3, p. 918.
70 Escolheu a Davi. O salmo termina com um belo quadro de um pastor do rebanho tornando-se o pastor de Israel, por indicação divina (ver 1Sm 16:11-13; 2Sm 3:18; 7:5, 8). CBASD, vol. 3, p. 918.
71 As ovelhas e suas crias. O pastor não só guia as ovelhas, como também segue as fêmeas do rebanho para que possa atender, quando necessário, aos cordeiros recém-nascidos. CBASD, vol. 3, p. 918.
72 Ele os apascentou. Um belo tributo ao pastor-rei de Israel: ele governou com integridade e habilidade (ver 1Rs 9:4). CBASD, vol. 3, p. 918.
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“Escutai, povo Meu, a Minha lei; prestai ouvidos às palavras da Minha boca” (v.1).
Um Salmo que inicia com palavras proferidas pelo próprio Deus merece uma atenção especial, vocês não acham? Ao estudar o livro de Êxodo, nós vimos que cada detalhe da história de Israel possui um significado maior, que aponta para Cristo. Por exemplo:
– O maná (v.24) representava a Cristo, “o pão vivo que desceu do céu” (Jo.6:51);
– A rocha que jorrava água (v.16), também era uma representação de Cristo, “a pedra angular” (1Pe.2:4) e a água da vida (Jo.4:14);
– O santuário terrestre (v.69) era uma ilustração acerca do plano da salvação em Cristo Jesus e do verdadeiro santuário, o celeste (Hb.8:2).
Portanto, como tudo em Israel era usado por Deus como uma ilustração a fim de educar o Seu povo, não é de se estranhar que Jesus tenha Se comunicado através de parábolas (v.2; Mt.13:35).
Em nosso estudo da jornada dos hebreus, percebemos também que a ideia de um Deus tirano foi lançada por terra. O cuidado do Senhor para com o Seu povo não era guiado por Sua ira, mas por Sua rica misericórdia (v.38). Vez após outra, o povo O tentava com suas rebeliões e murmurações (v.8). Apesar de terem sido testemunhas oculares de sinais e prodígios jamais vistos (v.11, 12), ainda assim endureciam o coração cada vez que sentiam falta de algo que possuíam no Egito. Não conseguiram avançar para a terra prometida, enquanto não pararam de olhar para a terra que deveria ser esquecida.
Meus amados, o Senhor não elegeu Israel para ser o único povo a ser salvo, mas como o Seu representante da única mensagem de salvação. A primeira declaração de Cristo na tentação do deserto é um chamado de Deus para todos. Ele não disse: “Nem só de pão viverá o judeu […]”. Não, amados! Ele disse: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt.4:4). Portanto, obedecer às palavras que saem da boca de Deus não é o dever só do judeu, mas “é o dever de todo homem” (Ec.12:13).
Infelizmente, Israel não deu ouvidos ao que Deus ordenou (v.5). As novas gerações foram surgindo e os propósitos do Senhor foram sendo esquecidos (v.7). A ordem de Deuteronômio 6:4-9 foi ignorada, e seus filhos “tornaram atrás […] desviaram-se como um arco enganoso” (v.57). Notem a preocupação de Deus para com a educação dos filhos. Não era importante apenas o conhecimento da Palavra de Deus, mas o conhecimento de Deus através da Palavra. A vida espiritual dos pais deveria ser refletida na dos filhos e assim por diante. Como bem sintetizou Sutherland: “ […] um professor tem poder na proporção em que vive o que deseja ensinar” (E. A. Sutherland, Fontes Vivas ou Cisternas Rotas, p.38).
Ao ver toda a Escritura se cumprir na vida de Jesus, a geração que O contemplou deveria tê-Lo adorado e não O rejeitado. Não corremos nós o mesmo risco? Nunca se falou tanto em Deus como hoje. Nunca houve no mundo tantas igrejas cristãs. Mas também nunca houve uma geração tão ignorante com relação às verdades da Bíblia e tantos lares destruídos. E quanto mais o mundo busca a paz e a fraternidade, tanto mais o caos se instala. Porque com a boca lisonjeiam a Deus (v.36), mas o coração não é firme para com Ele e não são “fiéis à Sua aliança” (v.37).
O homem busca o próprio infortúnio ao dar as costas para as palavras da vida eterna. Assim como os filhos de Israel “não reprimiram o apetite” (v.30), o apetite deste mundo pelo mal não tem limites. Se, como Daniel, rejeitarmos “as finas iguarias e o vinho” do príncipe deste mundo (Dn.1:8), o Senhor nos dará o “cereal do Céu” (v.24), “o pão dos anjos” (v.25). Se tivéssemos noção do que isso significa, jamais trocaríamos o estudo da Palavra por horas e horas na mediocridade das redes sociais.
Onde estão vocês, pais e mães que decidem iluminar este mundo com uma descendência que verdadeiramente teme a Deus? A maior herança que podemos deixar aos nossos filhos é uma vida espiritual sólida e fiel. O Senhor nos deu filhos para isto. Eles não são nossos, são a “herança do Senhor” (Sl.127:3). Somos chamados a educar uma geração de verdadeiros adoradores (Jo.4:23), e, para isso, a mudança deve começar em nós.
Se assim fizermos, meus irmãos, pela graça e misericórdia do Senhor, nossa casa cumprirá o propósito divino: “A primeira obra dos cristãos é manter a unidade da família. Quanto mais intimamente forem unidos os membros da família em sua obra no lar, tanto maior será a influência que pais e mães exercerão fora dele” (Ellen G. White, Fundamentos do Lar Cristão, CPB, p. 20).
Querido Pai que está nos céus, queremos responder ao Teu chamado em nossa vida e em nosso lar. Dá-nos o Espírito Santo, a fim de que estejamos sempre satisfeitos com a Tua provisão e com nossos olhos iluminados pela luz da Tua Palavra! Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Feliz semana, lares de esperança!
Rosana Garcia Barros
#Salmos78 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SALMO 78 – Ellen White atesta que: “Como educador, não têm rival as Escrituras Sagradas. A Bíblia é a história mais antiga e mais compreensiva que os homens possuem. Procede diretamente da Fonte da Verdade Eterna; e através dos séculos a mão divina lhe preservou a pureza. Ela ilumina o remoto passado, onde a pesquisa humana em vão procura penetrar… Ali, unicamente, se apresenta, não contaminada pelo orgulho e preconceito humano, a história de nossa espécie” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 52).
• Visto pela ótica cronológica, o Salmo 78 divide-se em seções que acompanham a sequência dos eventos históricos. Começa com a narrativa da libertação do Egito, seguida pelos milagres e maravilhas de Deus durante a jornada de Israel no deserto, a entrada na Terra Prometida, os períodos de desobediência e rebeldia do povo; e, finalizando, com a restauração e a fidelidade do Deus que nunca falha. Deste modo, destaca-se a história do povo de Deus como uma linha do tempo e demonstra a mão de Deus agindo em diferentes momentos.
• Outra forma de observar o Salmo 78 é pelo contraste, destacando a contraposição entre as ações de Deus e as atitudes do povo de Israel. As seções alternam entre os atos poderosos de Deus em favor de Seu povo e a desobediência e a incredulidade do povo. Assim, acentua o caráter de Deus caracterizado pela fidelidade e misericórdia, contrastado com o caráter dos religiosos caracterizado pela infidelidade e ingratidão.
• Ainda, é possível analisar de forma temática a mensagem do Salmo 78. Há vários temos centrais em seus 72 versículos, tais como a importância do ensino e da transmissão da história para as novas gerações, as terríveis consequências da desobediência, as maravilhas da graça e da fidelidade de Deus, entre outros.
Ellen White também afirma que “a Bíblia revela a verdadeira filosofia da história” (Educação, p. 173). Com isso em mente, observe a seguinte síntese:
• Precisamos ouvir as instruções e os ensinamentos divinos e transmiti-los às próximas gerações (Salmo 78:1-8).
• Devemos ver a infidelidade a Deus e suas consequências como falta de confiança nEle e em Sua disciplina (Salmo 78:9-55).
• Nossa rebeldia e infidelidade requer a intervenção sobrenatural de Deus baseada em Sua misericórdia para prover-nos restauração (Salmo 78:56-72).
Graças a Deus, temos esperança! Contudo, precisamos de prontidão para responder ao Seu plano! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: SALMO 77 – Primeiro leia a Bíblia
SALMO 77 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/sl/77
Há muitas coisas tristes acerca da autopiedade. Uma delas é que ninguém mais sabe o que está acontecendo. A autopiedade nos devora silenciosamente. Se não detectada, ela pode nos causar grave dano, muito mais do que os eventos que a originaram. O problema com a autopiedade é que ela nunca melhora a nossa situação. Na verdade, ela pode prejudicar a nossa saúde causando depressão e stress.
Consideremos a vida de Elias, por exemplo. Deus tinha demonstrado um grande apoio ao profeta quando juntos acabaram com o culto a Baal e exterminaram todos os falsos profetas, trazendo a nação de Israel de volta para Deus. Parecia que nada era impossível para Deus. No entanto, horas depois, o valente profeta fugiu de uma única mulher. Imagine o efeito que o conhecimento disso causou sobre as milhares de pessoas que tinham acabado de voltar a adorar o poderoso Deus de Elias!
Durante os primeiros dez versos, nosso salmista se demora na autopiedade referindo-se a si mesmo e aos seus questionamentos, mais de dez vezes. Felizmente ele tomou uma decisão muito importante nos versos 11 e 12: “Recordarei os feitos do Senhor; recordarei os Teus antigos milagres. Meditarei em todas as Tuas obras e considerarei todos os Teus feitos”.
Ao demorar-se em Deus e Seu poder, o abatimento do salmista termina. Ao meditar nas obras de Deus, ele é erguido acima de seus próprios problemas.
Gordon Christo
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/77
Tradução: Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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527 palavras
O Salmo 77 é o registro poético de uma alma que tenta encontrar uma razão para o aparente abandono de Deus e descobrir uma saída da escuridão. Finalmente supera sua tristeza ao relembrar as misericórdias de Deus para com Israel no passado. O salmo se divide em duas partes. O v. 11 marca a transição do pesar e do protesto para a esperança e a confiança. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 912.
2 No dia da minha angústia. Os v. 2 e 3 expressam a realidade e a intensidade da oração. Tudo o que o salmista fazia, até meditar em Deus, parecia apenas intensificar sua dor. CBASD, vol. 3, p. 912.
Recusa. A experiência do salmista deve confortar aqueles que não conseguem encontrar uma resposta imediata aos questionamentos sinceros da alma (ver Gn 37:35; Jr 31:15). CBASD, vol. 3, p. 912.
3 Passo a gemer. Quanto mais o salmista meditava sobre a administração incompreensível do governo de Deus, mais triste ele ficava e mais inclinado a se rebelar. CBASD, vol. 3, p. 912.
4. Não me deixas pregar os olhos. Literalmente, “Tu sustentas as vigílias dos meus olhos”. Na maneira de ver do salmista, Deus o mantém acordado para que medite a noite toda. CBASD, vol. 3, p. 912.
6 De noite. O salmista mostra preferência por meditar e orar na quietude da noite (ver Sl 16:7; 17:3). CBASD, vol. 3, p. 912.
8 Graça. Ou, “amor”, do heb. chesed (ver nota adicional ao Salmo 36). CBASD, vol. 3, p. 912.
9 Benigno. O salmista parece sentir que Deus esqueceu-se de um dos principais atributos de Seu caráter (Ver Êx 34:6). CBASD, vol. 3, p. 912.
10 Minha aflição. O salmista não encontra falta em Deus, mas reconhece sua própria fraqueza de espírito e sua capacidade de entender os caminhos de Deus. CBASD, vol. 3, p. 912.
11 Recordo. Este verso marca a transição do pesar e do protesto, da primeira seção do poema, para a esperança e a confiança da segunda seção. CBASD, vol. 3, p. 912.
13 De santidade. Embora o ser humano não possa compreendê-lo, o caminho de Deus é sempre santo, justo e bom (ver Gn 18:25). CBASD, vol. 3, p. 913.
15 Com o Teu braço. O braço é símbolo de força (ver Êx 6:6; Sl 10:15; 98:1). CBASD, vol. 3, p. 913.
16-20 Os v. 16 a 20 são uma descrição bem compacta e, contudo, dramática do milagre da libertação no Mar Vermelho. Esses versículos fornecem valiosos adicionais à narrativa do êxodo (ver PP, 287; comparar com a narrativa em Êx 14:27-29). CBASD, vol. 3, p. 913.
16 Viram-Te as águas. É sublime o recurso de personificação utilizado pelo salmista, que representa as águas como que reconhecendo a presença do Senhor e fugindo de medo dEle, para abrir caminho a Seu povo. CBASD, vol. 3, p. 913.
16 Temeram. Literalmente, “eles se contorciam em dor”, como dores de parto. CBASD, vol. 3, p. 913.
19 O Teu caminho. Embora invisível, Deus estava com Seu povo ao atravessar o leito seco do mar (ver Êx 15:13; Sl 78:52, 53). Deus está sempre com Seus filhos quando estes seguem Sua direção.. CBASD, vol. 3, p. 913.
20 De Moisés e de Arão. Deus era o verdadeiro Líder. Moisés e Arão eram Seus instrumentos (ver Nm 33:1). Assim como Deus libertou Israel no Mar Vermelho, libertará Seu povo em tempos de perigo. Esta percepção deve nos ajudar a sempre depositar a confiança nEle. O salmista termina expressando confiança no poder redentor de Deus. CBASD, vol. 3, p. 913
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“Recordo os feitos do Senhor, pois me lembro das Tuas maravilhas da antiguidade” (v.11).
O mundo tem vivido dias escuros e de insegurança. Conflitos, doenças, violência, degradação moral, desamor, crises econômicas. Não há registros na História sobre algo que tenha atingido todo o mundo de forma tão avassaladora e tão rápida quanto o foi com a última pandemia. A célere propagação de um vírus microscópico mudou drasticamente o ritmo do planeta. E o que antes considerávamos coisas simples, como a liberdade de ir e vir, ou viajar nas férias, tornou-se para muitos lembranças de um passado feliz. Foram dias bem difíceis. Olhando para o passado com saudosismo e para o futuro com pessimismo, a alegria deu lugar à angústia e a esperança, ao desânimo.
Asafe estava passando por um momento de forte tribulação. Em uma súplica sincera, o salmista abriu o coração através de questionamentos sobre a ação e a presença de Deus em seus dias de aflição. Relembrando as obras do Senhor em favor de Seu povo, ele reconheceu que se deixou levar pela tristeza, ao declarar: “Então, disse eu: isto é a minha aflição” (v.10). Deus sempre está à nossa disposição, amados. Ainda que seja para ouvir nossas lamentações e pesares. Mas precisamos ter cuidado para não sobrepor as nossas aflições em detrimento do que verdadeiramente é remédio para a alma: a confiança em Deus.
Foi quando caiu em si, que Asafe mudou completamente o seu discurso, exaltando a Deus e as Suas obras. Olhou para o passado com alegria e vislumbrou o futuro com esperança. Disse ele: “O Teu caminho, ó Deus, é de santidade. Que deus é tão grande como o nosso Deus?” (v.13). Assistindo a um documentário sobre a dimensão do Universo e a grandeza das obras de Deus (https://youtu.be/Zk_Ne2dJxYk), meus olhos foram ainda mais abertos para o Seu amor por um planeta que não passa de uma “poeira cósmica” entre galáxias incontáveis. E se Ele Se importa conosco a ponto de tornar-Se semelhante a nós e dar-Se em sacrifício para nos salvar, podemos, como o salmista, exclamar em louvor e adoração: “Tu és o Deus que opera maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o Teu poder” (v.14). Louvado seja o nome do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!
O nosso Deus deseja nos conduzir como Seu rebanho (v.20). Somos as ovelhas do Seu aprisco. Ainda que tenhamos que enfrentar dificuldades e angústias, como Davi, confiemos no nosso bom Pastor: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque Tu estás comigo” (Sl.23:4). Como escreveu Ellen G. White: “Nada temos que recear quanto ao futuro, a menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado, e os ensinos que nos ministrou no passado” (Testemunhos Seletos, CPB, v.3, p. 443).
“O Teu caminho, ó Deus, é de santidade”. Segura-nos com Tua forte mão direita e guia-nos em Teu caminho eterno. Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, guiados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Salmos77 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SALMO 77 – Ao mergulharmos profundamente no conteúdo deste Salmo sagrado, somos conduzidos a um mundo de emoções intensas e questionamentos sinceros, abrindo o coração para uma corajosa jornada de auto descoberta espiritual.
As palavras deste Salmo permitem-nos explorar a experiência do desespero e dúvida que inúmeras vezes trazem momentos de grandes aflições; ao mesmo tempo, a motivação do salmista encoraja-nos a busca pela presença divina e a encontrar esperança, mesmo quando as evidências apontam na direção contrária.
“O versículo 10 é o pivô desse Salmo, passando da descrição de uma experiência de escuridão e tristeza para a descrição de alegria e louvor. A primeira relata uma tristeza que está esmagando a alma. A segunda descreve um cântico que é resultado de uma visão que apagou a origem da tristeza. Na primeira parte, uma grande enfermidade ou debilidade obscurece o céu, e não se ouve cântico. Na segunda parte, vemos o irromper de um grande cântico, e a tristeza é esquecida. A diferença está entre um [indivíduo] que se preocupa com as dificuldades e um [indivíduo] que vê Deus entronizado lá no alto”, analisa criteriosamente Campbell Morgan.
Após isso, ele destaca: “Na primeira parte [do Salmo], o ego predomina. Na segunda, Deus é visto em Sua glória. Um aspecto muito simples desse Salmo deixa isso perfeitamente claro. Nos versículos 1 a 9, o pronome pessoal da primeira pessoa ocorre 22 vezes, e há referências a Deus por nome, título e pronome. Na segunda parte, há apenas 3 referências pessoais e 24 menções a Deus”.
Então, Morgan conclui com maestria numa aplicação impactante: “A mensagem do Salmo é que focar na tristeza deixa a pessoa quebrada e desanimada, enquanto olhar para Deus faz com que a pessoa cante mesmo no dia mais escuro. Quando nos conscientizamos de que nossos anos estão nas mãos dEle, encontramos luz por toda parte e nosso cântico se eleva”.
Considere:
• A mudança do pronome pessoal da primeira pessoa para as menções a Deus reflete uma importante mudança de perspectiva.
• Ao invés de nos concentrarmos apenas em nossos problemas e dificuldades para reclamar, devemos ser redirecionados ao poder da glória de Deus.
• Desta forma, encontramos uma fonte de esperança que transcende nossas circunstâncias e nos capacita a cantar, mesmo em dias nebulosos!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.