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Texto bíblico: JÓ 35 – Primeiro leia a Bíblia
JÓ 35 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jó/35
Este capítulo começa com uma resposta de Eliú. Ele está criticando a ideologia de Jó e tentando argumentar com ele e seus amigos que é errado propor que Deus está errado e colocar nossa bússola moral e senso de justiça acima de Deus. Eliú começa este capítulo sugerindo que nossas transgressões não afetam diretamente a Deus, mas sim que nossos pecados afetam outros seres humanos ao nosso redor. Acho interessante que ele frequentemente demonstra seus pontos fazendo perguntas diretas, em vez de fazer declarações simples.
“A sua impiedade só afeta aos homens, seus semelhantes, e a sua justiça, aos filhos dos homens.” Isso me lembra muito Isaías 64:6: “Todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo.” É lisonjeiro pensar que nossos atos justos, assim como nossas transgressões, afetariam significativamente o Deus do céu, mas Eliú está tentando dizer a mesma coisa. Acho interessante quando ele diz no versículo 14: “Pois muito menos escutará quando você disser que não O vê”. Esta declaração de peso atinge perfeitamente o público de Eliú. A incredulidade manifesta fantasia e autoengano. Escolher confiar em Deus e em Seu plano é infalível.
Anna Drozdov
Aluno, Academia Adventista dos Grandes Lagos, Michigan, EUA
Texto original:
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645 palavras
Jó 35 Resumo: 1 O homem não pode comparar-se a Deus, porque nossa bondade ou maldade não O afeta. 9 Muitos clamam em suas aflições, mas não são ouvidos por falta de fé. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 666.
Eliú tinha atribuído a Jó o argumento de que a justiça não traz mais vantagem para o homem do que a prática do pecado (34.9, cf 21.15, onde Jó atribui tal atitude ao ímpio); agora [Eliú] mostra que o Deus transcendente não é afetado pelo comportamento humano, e que só outros homens ficam prejudicados ou ajudados pelos vícios da humanidade (5-8). Se alguém ora a Deus e não recebe resposta; isto é mais uma prova da sua própria impiedade do que uma indicação de que Deus não considera os justos (9-13). Jó podia escolher o caminho da confiança em Deus, para o perdão, ou rebeldia, para então merecer mais castigo; portanto, não é justiça do domínio de Deus que deve ser impugnada (14-16). Bíblia Shedd.
Às vezes nos perguntamos se ser fiel às nossas convicções realmente alguma diferença. Eliú tocou neste ponto. Sua conclusão foi que Deus ainda se preocupa conosco, mesmo embora não intervenha imediatamente em cada situação. No amplo escopo do tempo Deus executa a justiça. Temos a sua promessa sobre isso. Não perca a esperança. Espere em Deus. Ele vê o seu justo viver e sua fé. Life Application Study Bible Kingsway.
2 absolvido. Eliú acha que Jó é injusto e incoerente ao esperar vindicação da parte de Deus e, ao mesmo tempo, deixar subentendido que Deus não se importa se somos justos (cf. v. 3). Deve, porém, ser levada em conta a liberdade da pessoa para expressar seus sentimentos. O salmista, que tinha sede de Deus (Sl 42.1, 2), também perguntava por que Deus se esquecera dele (Sl 42.9) e o rejeitara (Sl. 43.2). Bíblia de Estudo NVI Vida.
5 Olhe para os céus e veja. Eliú assevera que Deus fica tão acima do homem, que realmente não há nada que este possa fazer de bom e de mau que influa na natureza essencial daquEle (cf. v. 6). Bíblia de Estudo NVI Vida.
6 Se as tuas transgressões se multiplicam, que Lhe fazes? O argumento é de que o Deus que criou os céus não é influenciado nem intimidado pelo pecado do ser humano: Seu poder não é diminuído, Ele não é prejudicado, nem Sua dignidade, ferida. CBASD, vol. 3, p. 667.
7 Que Lhe dás […]? Por outro lado, defende Eliú, a justiça humana não pode beneficiar a Deus, nem colocá-Lo sob obrigação para com o homem. CBASD, vol 3, p. 667.
8 A tua impiedade só pode fazer mal ao homem. Segundo o raciocínio de Eliú, os resultados da iniquidade ou da justiça são sentidos, não por Deus, mas pelo próprio ser humano. Deus está tão afastado dos efeitos do pecado ou da justiça humana que não há motivo para Ele não ser estritamente justo. Desta forma, onde deve haver recompensa, haverá, e onde deve haver castigo, haverá. Portanto, há vantagem em ser justo. Deus é exaltado demais para modificar a lei da causa e do efeito quer, na estimativa de Eliú, exige a recompensa para o justo e a punição para o malfeitor. Em outras palavras, a impiedade ou a justiça de um homem afeta somente a ele, não a Deus. A filosofia de Eliú, neste particular, deixa de reconhecer o estrito vínculo que existe entre Deus e Suas criaturas. Eliú vê a transcendência de Deus, mas deixa de ver Sua proximidade daqueles que criou. O evangelho apresenta um Deus amoroso, que é afetado pelo que Suas criaturas fazem e que Se relaciona com elas de maneira pessoal (ver Hb 4:15). CBASD, vol 3, p. 667, 668.
9 Os homens se lamentam.. imploram que os libertem. Eliú declara que os que como Jó oram pedindo ajuda quando sofrem como inocentes parecem nunca chegar a confiar na justiça e na bondade do Criador, também autor da sabedoria e da alegria (cf. v. 10, 11). Bíblia de Estudo NVI Vida.
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“Só gritos vazios Deus não ouvirá, nem atentará para eles o Todo-Poderoso” (v.13).
A forma com que Eliú abordou a questão do sofrimento não se tratava de uma ideia dele mesmo, mas da falta de compreensão que havia quanto ao conflito cósmico no qual todos nós estamos envolvidos. Se ele e os demais amigos de Jó pudessem enxergar o sobrenatural, ficariam emudecidos, pois cada vida humana é alvo da ira do inimigo e do amor de Deus. Um duelo cujo desfecho depende da minha e da sua decisão.
Eliú descreveu um Deus muito distante e denominou o clamor dos aflitos de “gritos vazios” (v.13). Mas nós servimos ao “Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem nome de Santo”, e que também habita “com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Is.57:15). Deus Se preocupa com cada dor que sentimos, recolhe cada lágrima que derramamos, e ouve cada súplica que Lhe é dirigida.
A condição de Jó era considerada como uma auto condenação. Já não bastasse o luto, as enfermidades e as acusações, nem mesmo o seu clamor pôde escapar da mira insaciável dos “juízes” de sua causa. Diante deste cenário onde, aparentemente, Jó sucumbiria, o Senhor suscitou livramento. Nós somos tão importantes para Deus, amados, que Ele nos proveu o melhor e tudo o que o Céu poderia nos dar: Cristo Jesus.
Lembremos da angústia de Jacó e da terrível aflição de Jesus no Getsêmani. Assim como Jacó foi considerado vitorioso e seu nome de vexame foi mudado para um nome de honra; semelhante a Cristo que foi consolado por anjos e fortalecido para a cruz, o Senhor não desampara nenhum dos Seus filhos que O buscam em procura de auxílio. Algo te entristece? Vá até Jesus. Suplique por Seu favor. “Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á” (Mt.7:8). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, filhos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Jó35 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JÓ 35 – Aquele que repreende aos outros precisa ter ciência e consciência que pode estar absurdamente mais equivocado quanto àqueles a quem intenta repreender.
• Eliú repreende Elifaz, Bildade e Zofar por não persuadirem a Jó com seus argumentos.
• Eliú repreende Jó por declarar inocência perante Deus, diante das tragédias vivenciadas.
“O discurso de Eliú abrange seis capítulo do livro de Jó (32-37). É o mais longo discurso ininterrupto de todo o livro. Começa após o término da fala de Jó (31:40) e é motivado por uma declaração quádrupla sobre a ira de Eliú. Essa manifestação se encontra na introdução prosaica do discurso dele (32:1-5) e merece um comentário: Eliú entendia a declaração de inocência de Jó como uma tentativa de autojustificação arrogante. Ele também estava irado com os três amigos, pois eles não haviam conseguido convencer Jó de sua culpa. Todo o seu discurso surgiu da ira, que não é um bom ponto de partida para nenhuma discussão, mesmo se apresentada como santa e justa” (Clifford Goldstein).
• A ira motivou Eliú a preocupar-se mais em provar estar certo do que oferecer consolo/ajuda a Jó.
• A irritabilidade levou Eliú a introduzir seu discurso em Jó 35 com perguntas retóricas bastante agressivas, insinuando que Jó era presunçoso ao falar a Deus como falava.
• A fúria de Eliú o fez discursar com autoritarismo e arrogância, repreendendo Jó por suas acusações “injustas” diante de Deus (Jó 35:4-16).
A acusação dele a Jó é que “abre a sua boca para dizer palavras vãs; em sua ignorância multiplica palavras” (Jó 35:16). Isto é uma autoacusação projetada em Jó! A projeção é um conceito psicológico que descreve um mecanismo de defesa em que uma pessoa atribui a outra seus próprios sentimentos, desejos, impulsos ou pensamentos indesejados ou não reconhecidos.
Nesse sentido, quando Eliú emitiu tal acusação estava projetando a si mesmo na pessoa de Jó. Seu discurso foi o mais longo (multiplicou palavras), não conseguia definir o assunto do sofrimento como gostaria, e falava palavras vãs porque desconhecia fatos além de sua compreensão (Jó 1-2).
A projeção faz o acusado sentir-se injustiçado e incompreendido. Assim, supondo ser sábio, Eliú agia como tolo, ferindo ainda mais o pobre, miserável, sofredor e coitado Jó.
Cuidemos para não projetar nossas falhas aos outros! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.