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Texto bíblico: JÓ 22 – Primeiro leia a Bíblia
JÓ 22 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jó/22
“Apenas confesse seus pecados e Deus lhe trará paz e prosperidade.” Conselhos semelhantes são comercializados hoje como teologia da prosperidade e distorcem o caráter de Deus.
“Você deve acreditar para receber” soa atraente, mas e quando você está confiando em Deus enquanto sofre por uma doença ou perda? Você acredita que Deus ainda é bom e fiel em tempos difíceis? Ou você tem um pouco da teologia de Elifaz em seu coração? Devemos ter a fé de Jó. “Embora ele me mate, ainda assim esperarei nEle.” Jó 13:15.
Estamos chegando a um momento da história em que devemos acreditar que Deus é justo e verdadeiro, mesmo diante da perseguição e da morte. O próprio Cristo afirmou que Deus “Porque Ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos.” Mateus 5:45
O amigo de Jó considera que a única razão para o sofrimento é o castigo de Deus. Mas a Bíblia fala sobre outras razões para o sofrimento. Ela pode ser usada para provar nossa fé. (1 Pedro 1:6-7).
Três meninos na Babilônia permaneceram firmes por Deus e Ele estava com eles na fornalha ardente. Eles confiaram em Deus, mas eles não foram impedidos de enfrentar a ira de um rei.
Entregue todas as suas preocupações e cuidados a Deus, pois Ele se preocupa com você. 1 Pedro 5:7.
Cheri Holmes
Enfermeira de pronto-socorro, Lynden, Washington, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/job/22
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1222 palavras
Começa aqui o terceiro ciclo de discursos, que vai até o fim do cap 31. Pouco tem de novo; só em Jó se nota um progresso, lento, embora, mas seguro no entendimento. Elifaz continua o ciclo com as mais injustas acusações, citando precisamente as coisas más que Jó não fizera e omitindo todo o bem que praticara, o bem de outrem (Bíblia Shedd).
Este é o terceiro e último discurso de Elifaz a Jó. Quando ele falou pela primeira vez com Jó (capítulos 4 e 5), ele elogiou as boas ações de Jó e gentilmente sugeriu que Jó precisasse se arrepender de algum pecado. Embora ele não tenha dito nada de novo neste discurso, ele foi mais específico. Ele não conseguia abalar sua crença de que o sofrimento é o castigo de Deus por atos malignos, então ele sugeriu vários possíveis pecados que Jó poderia ter cometido. Elifaz não estava tentando destruir Jó; no final de seu discurso, ele prometeu que Jó receberia paz e restauração se ele apenas admitisse seu pecado e se arrependesse. Life Application Study Bible Kingsway.
A característica distintiva deste terceiro discurso de Elifaz é o fato de que ele acusa Jó de pecados específicos contra o próximo. Embora Elifaz seja o mais gentil dos amigos, ele parece, neste discurso, estar fazendo um esforço desesperado para defender sua posição. Ele encerra este discurso da mesma forma que o primeiro, isto é, com um apelo a Jó para que mude seus caminhos a fim de ser liberto do sofrimento (CBASD, vol. 3, p. 626).
1-5 Elifaz passa a demonstrar que deve existir uma razão para as aflições humanas: a causa não pode estar em Deus, visto que a moralidade humana não pode afetar a onipotência divina. A explicação deve estar no próprio homem: Jó sofre por sua própria maldade (Bíblia Shedd).
2 de algum proveito. Elifaz admite que um sábio pode buscar vantagem para si próprio, mas nega que alguém possa fazer favores a Deus. Elifaz infere [supõe] que Jó considera que Deus tenha alguma obrigação para com ele, o que Elifaz crê ser injustificado (CBASD, vol. 3, p. 626).
3 tem o Todo-Poderoso interesse […]? Elifaz apresenta Deus como alguém extremamente impessoal. Ele declara que a justiça ou a perfeição do ser humano não traz nem prazer nem lucro para Deus. Parece estar se esforçando para demonstrar que os motivos que impelem Deus a infligir sofrimento não são egoístas nem arbitrários. Contudo, no esforço para provar sua ideia, Elifaz deixa de fazer justiça ao caráter divino. O salmista, porém, tinha uma concepção mais adequada de Deus (Sl 147:11; 19:4) (CBASD, vol. 3, p. 626).
4 temor. A ideia do verso seria: certamente Deus não aflige um homem porque ele é piedoso! (CBASD, vol. 3, p. 626).
Juízo. Jó repetidamente expressou o desejo de apresentar seu caso diretamente a Deus (ver Jó 13:3). Elifaz considera isso um absurdo (CBASD, vol. 3, p. 626).
5 grande a tua malícia. Com esta declaração Elifaz inicia uma enumeração do que ele considera que sejam os pecados de Jó (CBASD, vol. 3, p. 626).
6-20 Nestes versículos, Elifaz ataca a Jó, especificando as suas acusações. Diz que Jó é violento, de personalidade contraditória, um homem que pratica o duplo jogo (6-9). É por causa disto que está sofrendo (10-11) (Bíblia Shedd).
6 tomaste penhores. Um “penhor” é o bem dado por um devedor ao credor como garantia. O crime atribuído a Jó era o de exigir tais penhores sem justa razão, isto é, quando não havia dívida, quando a dívida já estava paga, ou que o penhor ia muito além da dívida (ver Ne 5:2-11) [ver Êx 22.26,27; Dt 24:6]. […]Tirar vantagem do pobre injustamente tem sido uma falha comum da humanidade em todas as eras. […] A maioria dos verbos hebraicos nos v. 6 a 9 está num tempo que sugere a ideia de frequência, indicando que Elifaz representava esses pecados como o modo de vida habitual de Jó. Tanto quanto de saiba, a única evidência que ele tinha de Jó ter cometido esses pecados era o sofrimento dele (CBASD, vol. 3, p. 626).
8 Elifaz não tem evidência alguma, mas supõe que Jó teria praticado as injustiças que eram possíveis para um homem de sua posição. No terceiro ciclo, os amigos abandonaram o estilo de insinuação indireta, para lançar acusações abertas contra Jó (Bíblia Shedd).
Elifaz quis dizer que Jó havia desapossado os pobres e ocupado a terra à força (CBASD, vol. 3, p. 627).
9 às viúvas despediste. A opressão destas classes de pessoas é considerada na Bíblia como crime grave (Dt 27:19; Jr 7:6; 22:3). Jó não podia deixar passar esta acusação sem refutá-la (29:13; 31:21,22) (CBASD, vol. 3, p. 627).
10 por isso. Elifaz […] enfatiza que os infortúnios de Jó resultam diretamente dos maus-tratos por ele infligidos aos fracos e necessitados (CBASD, vol. 3, p. 627).
12-14 Elifaz declarou que a visão de Jó sobre Deus era muito pequena e criticou Jó por pensar que Deus estava muito longe da terra para se importar com ele. Se Jó soubesse do intenso interesse pessoal de Deus por ele, disse Elifaz, não ousaria levar seus pecados tão levianamente. Elifaz tinha razão – algumas pessoas levam o pecado levianamente porque pensam que Deus está longe e não percebe tudo o que fazemos. Mas este ponto não se aplica a Jó. Life Application Study Bible Kingsway.
12 nas alturas. Elifaz chama a atenção para a transcendência e a onipotência de Deus. Essa é meramente mais uma repetição do argumento dos amigos de Jó. Eles colocavam grande ênfase na soberania de Deus. Até certo ponto, muitas de suas declarações estavam corretas. Mas, no final, o próprio Deus, que eles descreviam em palavras tão exaltadas, os repreendeu pelo que disseram (Jó 42:7). Não é suficiente a declaração de fatos abstratos; é essencial a aplicação correta de tais fatos. […] o ser humano envereda por caminho perigoso quando presume poder sondar aquilo que Deus não achou por bem revelar. Nesse sentido, muitos se extraviaram e naufragaram espiritualmente. Portanto, é preciso contentar-se com o que Deus revelou, mas ser diligente em buscar compreender o máximo possível à mente finita (CBASD, vol. 3, p. 627).
15 queres seguir a rota antiga […]? Ou, “Você vai continuar no velho caminho que os perversos palmilharam?” (NVI) (CBASD, vol. 3, p. 628).
21-30 Elifaz traz uma maravilhosa mensagem de reconciliação com Deus, o que não pode ajudar a Jó, pois é baseada na suposição da sua grande maldade (5-11) (Bíblia Shedd).
Várias vezes os amigos de Job mostraram um conhecimento parcial da verdade e do caráter de Deus, mas tiveram dificuldade em aplicar com precisão essa verdade à vida. Tal foi o caso de Elifaz, que fez um belo resumo do que é arrependimento. Ele estava correto ao dizer que devemos pedir o perdão de Deus quando pecamos, mas sua afirmação não se aplica a Jó, que já havia buscado o perdão de Deus (7:20, 21; 9:20; 13:23) e vivia próximo a Deus o tempo todo. Life Application Study Bible Kingsway.
22 instrução. Do heb. torah. Esta é a única ocorrência da palavra no livro de Jó. Parte da experiência de permanecer junto a Deus consiste em receber Sua instrução e prezar Suas palavras (CBASD, vol. 3, p. 628).
24, 25 Elifaz convida Jó a desapegar-se dos bens materiais, para então deleitar-se com a suprema riqueza da comunhão com Deus (Bíblia Shedd).
27 pagarás os teus votos. Como sinal de que as orações foram atendidas (Bíblia Shedd).
30 ao que não é. A LXX [versão grega do VT] dá um sentido oposto, ao traduzir a frase como: “Ele livrará o inocente.” Neste caso, Elifaz estaria apenas afirmando uma de suas premissas básicas, isto é, que Deus faz prosperar os justos (CBASD, vol. 3, p. 629).
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“Porventura, não é grande a tua malícia, e sem termo, as tuas iniquidades?” (v.5).
Muitos já passaram pela dura prova de enfrentar uma prisão por engano. Condenados injustamente, tiveram de enfrentar os piores dias de sua vida, até que se provasse a sua inocência. E por mais que tivessem o direito de ser indenizados e assistidos juridicamente, nenhum valor pode trazer de volta o tempo perdido, a reputação manchada, nem tampouco apagar os traumas sofridos. Jó estava cercado de homens que se diziam seus amigos, mas que não acreditavam em sua inocência. Em uma espécie de prisão humana, Jó recebeu sua cruel sentença: Culpado! (v.10). E, sob o manto do que acreditava ser religião, Elifaz apelou ao “réu”: “Reconcilia-te, pois, com [Deus] e tem paz, e assim te sobrevirá o bem” (v.21).
A ideia de Elifaz e de seus companheiros de acusação é a mesma que predomina na maioria das religiões cristãs de hoje: se você aceitar a Jesus, sua vida será perfeita; você terá prosperidade, uma família feliz e saúde em abundância. Se Jesus não fizer prosperar, se Jesus não curar, se Jesus não atender aos desejos do coração humano, então, para quê segui-Lo?
Quando Ele realizou o milagre da primeira multiplicação dos pães e peixes, houve uma grande comoção. As pessoas esqueceram suas casas e seus negócios, e se apressaram para segui-Lo. Mas no encontro seguinte se depararam com o que julgaram ser um duro discurso: “Eu sou o pão da vida” (Jo.6:35). E diante das expectativas frustradas, “muitos dos Seus discípulos O abandonaram e já não andavam com Ele” (Jo.6:66).
Como nos dias de Jesus, “uma geração má e adúltera pede um sinal” (Mt.16:4). Muitos desejam assistir a espetáculos, e não participar de um culto de adoração a Deus. Assim como os milagres faziam parte do ministério de Cristo, eles têm o seu lugar hoje. O maior milagre, porém, é um coração contrito e agradecido, ainda que as coisas não aconteçam da maneira que se espera.
Os exemplos de fé relatados no capítulo onze do livro de Hebreus nos apresentam provas inequívocas disso. Homens e mulheres que permaneceram fiéis ao Senhor mesmo em face da morte. Pessoas que “passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra” (Hb.11:36-38).
É, amados, acho que nenhuma igreja permaneceria aberta se colocasse esse texto de Hebreus como marketing. No fim de seu sofrimento, a maior vitória de Jó não foi a cura de sua enfermidade, nem tampouco as riquezas que recebeu em dobro. Mas os seus olhos contemplaram o maior tesouro que alguém pode ter na vida: Deus. Ele não nos prometeu que não passaríamos pelo vale da sombra da morte, mas que, ainda ali, Ele estaria conosco (Sl.23:4).
Se o que você mais deseja é estar na presença do Senhor, Ele deseja mais do que estar ao seu lado. Ele quer habitar em você! Abra agora o seu coração a Deus! “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, O qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar; mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Is.57:15). Vivifica-nos, Senhor, e habita em nós! Vigiemos e oremos!
Feliz semana, contritos de coração!
Rosana Garcia Barros
#Jó22 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JÓ 22 – Já pensou na dor de alguém justo e correto ser injustamente acusado de malvado, egoísta, ladrão, religiosamente irreverente, apóstata, orgulhoso, teimoso, indiferente aos necessitados e às práticas espirituais?
Nos 30 versículos de Jó 22, esta lista de pecados foi atribuída a Jó. Injusta e friamente, foi uma forte enxurrada de acusações.
Isso porque é a terceira rodada de discursos entre quatro filósofos; e, Jó era prova incontestável contra as teorias e filosofias de seus três amigos – os quais se irritaram por ficarem sem argumentos lógicos para refutar o moribundo Jó.
Para tentar sustentar seus conceitos, neste capítulo Elifaz apegou-se à mentiras esdrúxulas, aliando assim ao causador de todo sofrimento de Jó – Satanás, o tenebroso pai da mentira! Da mesma forma que arranjaram testemunhas falsas para incriminar Jesus e levá-lO à crucificação, Elifaz, Bildade e Zofar tiveram que apoiar-se na areia movediça das mentiras para continuarem promovendo suas convicções e crenças infundadas.
Fica óbvio que orgulhosos não abrem mão de suas convicções quando confrontados pela verdade. Para orgulhosos, é mais fácil agarrar-se à mentira; pois, é bem mais complicado render-se à verdade que confronta cosmovisões, concepções e antigas tradições milenares. Por isso, “crentes” apegados a doutrinas espúrias são indispostos a avaliarem suas crenças. O medo de estarem errados é maior que as consequências de estarem equivocados.
Portanto, os orgulhosos acham que serão humilhados quando confrontados com a verdade; por isso, fazem qualquer coisa para estarem por cima ou intentarem vencer quem se opõe à falsidade. Essa foi a razão pela qual Caim matou Abel (Gênesis 4:1-10), Jezabel exterminava profetas do Senhor (I Reis 18:1-16), e os líderes judeus intentaram matar Lázaro após Jesus tê-lo ressuscitado (João 12:9-11).
Na realidade a verdade não perde nada se investigada ou quando colocada à prova; quem perde, é a falsidade, a doutrina espúria, não a doutrina pura!
Ainda, em Jó 22:1-30, três alertas devem ser consideradas:
• Não se preocupe em ter todas as respostas ou entender plenamente os mistérios de Deus; ao contrário, confie na sabedoria e soberania divina.
• Não faça da religião uma fonte de orgulho e vaidade, porque isso leva à hipocrisia e à arrogância.
• Não use a religião para julgar/condenar aos outros. Em vez disso, seja compassivo e gracioso como Jesus.
Reflitamos e… reavivemo-nos! – Heber Toth Armí