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Quem se dispõe a colocar Deus em primeiro lugar e no centro de tudo decidirá e fará somente aquilo que é da Sua vontade, seja na igreja ou no trabalho, no namoro e no casamento. O alvo diário não será os próprios interesses, mas sempre os de Deus. Contudo, o povo de Esdras colocou seus próprios interesses acima dos interesses divinos; então, o destino dos judeus rumou-se para o plano do diabo. Observe a sequência:
- Líderes e oficiais do povo de Deus uniram-se a mulheres pagãs e enveredaram para práticas perversas/imorais dos povos pagãos (vs. 1-2);
- Note a atitude de Esdras diante destes fatos, em suas palavras: “rasguei minha roupa – até minha túnica – arranquei cabelo da cabeça e da barba e me joguei no chão, desesperado” (v. 3).
- No sacrifício da tarde, Esdras criou coragem e com as vestes rasgadas não se levantou para condenar e/ou acusar o povo transgressor, mesmo sabendo que os mesmos pecados praticados levaram os pais dos ex-exilados ao cativeiro. Ele assumiu a culpa do povo baseando-se no caráter incomparavelmente misericordioso de Deus e pôs-se a orar, interceder perante Deus, pelo povo. (vs. 4-15).
Casamentos com pessoas que não têm as mesmas crenças na Bíblia, certamente trarão mais males que bênçãos. O dilúvio foi necessário porque tais casamentos enfraqueceram tanto o povo de Deus que resultou na multiplicação da maldade e no aumento da imoralidade. Por isso, Deus precisou tomar atitudes drásticas (Gênesis 6:1-6).
Visando preservar a espiritualidade das famílias de Seus filhos e o processo de desenvolvimento da fé no ambiente familiar, Deus foi categórico em proibir casamentos com quem não tinha compromisso com Ele (Êxodo 34:14-16), pois enfraqueceria e desviaria a nação/igreja inteira dos trilhos que levam ao Céu (Deuteronômio 7:1-6; Josué 23:11-13). Apesar dessa terrível transgressão, Esdras fez o que muitos reformadores espirituais ignoram: Interceder com compaixão pelos transgressores.
- Diante de qualquer problema do povo de Deus não podemos nos precipitar com atitudes drásticas para inibir ou resolver a situação;
- Os transgressores precisam de intercessores mais do que os santos;
- Os acusadores dos transgressores são agentes do destruidor, não do Salvador.
Duas lições:
- Case para a glória de Deus; e,
- Interceda por quem casou para sua própria glória.
Vamos orar? – Heber Toth Armí #rpsp #ebiblico #rbhw
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“Ah, Senhor, Deus de Israel, justo és, pois somos os restantes que escaparam, como hoje se vê…” (v.15).
Terminada a perigosa viagem sob a proteção divina e estabelecidos em Judá, os príncipes do povo foram ter com Esdras para lhe revelar algo que o deixaria atônito: “O povo de Israel, e os sacerdotes, e os levitas não se separaram dos povos de outras terras com suas abominações… pois tomaram das suas filhas para si e para seus filhos… se misturou a linhagem santa com os povos dessas terras, e até os príncipes e magistrados foram os primeiros nesta transgressão” (v.1-2).
Não era uma questão de pequeno porte, e a reação de Esdras deixa isso bem claro. O Senhor havia ordenado com relação às nações pagãs: “não farás com elas aliança, nem terás piedade delas; nem contrairás matrimônio com os filhos dessas nações; não darás tuas filhas a seus filhos; pois elas fariam desviar teus filhos de Mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do Senhor se acenderia contra vós outros e depressa vos destruiria” (Dt.7:2-4).
Fosse considerado um problema de pouca importância, e não restaria de Israel um “restante nem alguém que escapasse” (v.14). Foi quando os filhos de Deus, vendo “que as filhas dos homens eram formosas, [e] tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes agradaram” (Gn.6:2), que o mundo entrou em um colapso tal e emergiu em uma corrupção tão grotesca, que o Senhor precisou intervir através do dilúvio.
Através de uma educação deturpada, moldada segundo a cultura e a religião pagãs, Israel corria o risco de encontrar o mesmo destino dos ímpios antediluvianos. Em atitude de humilhação, Esdras rasgou seu coração a Deus, confessando a culpa de seu povo, reconhecendo a graça e a misericórdia de Deus e Seu desejo em mudar a sorte da rebelde nação. Ele conhecia os estragos causados pelo jugo desigual e como isso afetava diretamente as futuras gerações. Mas enquanto Esdras orava, o Senhor iniciava uma das reformas mais sofridas que Seus filhos teriam de passar.
Sabem, amados, eu acredito que nós estamos vivendo, agora, por um “breve momento” onde ainda podemos nos beneficiar da “graça da parte do Senhor” (v.8). Mas esse momento uma hora vai chegar ao fim, pois o “Espírito [Santo] não agirá para sempre no homem” (Gn.6:3). E enquanto estamos aqui, “na nossa servidão, não nos desamparou o nosso Deus; antes, estendeu sobre nós a Sua misericórdia” (v.9). Isso é simplesmente lindo e confortante!
Chegada é a hora do povo de Deus se humilhar diante do Senhor, dobrar os seus joelhos, estender as mãos para o Céu e confessar a sua transgressão. Mas essa atitude deve ter um começo. Assim como Esdras deu início a esse reavivamento e o Senhor fez unir-se a ele todos os humildes de espírito, não temos que ficar olhando para os lados esperando ou cobrando ver em nossos líderes essa guinada espiritual. Ela precisa começar na minha e na sua vida. Então, qualquer reforma que nos for requerida pelo Senhor, por mais doída que seja, será realizada pelo poder que do alto nos será outorgado.
Inicie esta jornada espiritual conforme as instruções dadas por Jesus: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt.6:6). Do silêncio do teu quarto Deus faz soar os alarmes do Céu no coração daqueles por quem você ora. Perseveremos nisso, e faremos parte do “restante que escapou” (v.13). Vigiemos e oremos!
Bom dia, reavivados pela Palavra e pela oração!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Esdras9 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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964 palavras
Resumo do capítulo: Em Jerusalém, os líderes dizem a Esdras que alguns do povo haviam se casado com mulheres estrangeiras. Ele rasga as vestes e ora: “Ó Senhor, nos esquecemos dos Seus mandamentos. Realizamos casamentos mistos com esses povos de práticas repugnantes!”.
1 Acabadas, pois, estas coisas. Ou seja, quatro meses e meio após achegada (7.9; 10.9) (Bíblia de Genebra).
Não se separaram. A questão não era a diferença racial, mas a religiosa, conforme os versículos seguintes dão a entender (vs. 10-12; 4.3)(Bíblia de Genebra).
Malaquias, que profetizou quase na mesma época da missão de Esdras, mostra que alguns judeus tinham desfeito casamentos para se casarem com filhas de um deus estrangeiro (Ml 2.10-16), talvez as filhas de proprietários influentes de terras. Uma das razões desses casamentos mistos fosse a falta de mulheres judaicas casadouras entre as que retornavam. O que acontecia numa comunidade judaica relapsa na questão de casamentos mistos pode ser visto no exemplo do povoamento judaico em Elefantina, no Egito, na época de Esdras e Neemias. Ali, os judeus que se casavam com mulheres pagãs manifestavam devoção aos deuses pagãos juntamente com o culto ao Senhor. A comunidadede Elefantina foi paulatinamente absorvida e desapareceu (Bíblia de Estudo NVI Vida).
os príncipes. É notável que a queixa sobre uma questão religiosa dessa natureza tenha vindo das autoridades seculares e não das eclesiásticas da cidade. A razão para essa situação incomum é o fato de que dignitários religiosos da nação não só toleravam a prática dos casamentos mistos, mas também eram culpados (v. 2). Já que parentes próximos de Jesua, o antigo sumo sacerdote, tinham desposado mulheres estrangeiras, não é estranho que um movimento de reforma nesse assunto não tenha surgido com os sacerdotes. Se os próprios líderes religiosos estavam envolvidos, é compreensível que as outras classes tenham permanecido em silêncio. No entanto, quando a situação chega a tal ponto e os ministros se corrompem, pela providência divina os leigos se levantam e tomam a iniciativa de empreender uma reforma religiosa (CBASD-Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol 3, p. 414).
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ed/8
Eu trabalho para a Adventist Review [Revista Adventista]. Cada sessão da Conferência Geral preparamos uma revista por dia. É preciso esforço e nossos dias começam cedo. Meu marido declinou do quarto de hotel próximos ao escritório onde trabalharia, aceitando um a cerca de seis quarteirões da cidade. Não conhecendo bem a cidade, não parecia ser um problema. Caminhar nos faria bem.
Chegando ao hotel, mapeei a rota para o meu escritório. Na manhã seguinte às 6:00, quando ainda estava escuro, saí em minha caminhada. De repente, isso não pareceu uma boa ideia. Embora não estivéssemos em uma parte “ruim” da cidade, isto não foi uma coisa muito boa. Uma mulher sozinha andando pelas ruas escuras não era o melhor dos planos. Mas eu sirvo a um Deus com milhares de anjos. Todas as manhãs eu orava por proteção e imaginava meus companheiros de anjo me cercando em segurança.
Esdras enfrentou uma situação semelhante, mas muito pior. Seu grupo carregou ouro e prata valiosíssimos por uma longa jornada. Ele reivindicou a promessa: “A mão de nosso Deus está sobre todos aqueles que o buscam pelo bem.” E, assim como eu, Deus respondeu. Eles chegaram a Jerusalém sãos, seguros e prontos para trabalhar para ele.
Merle Poirier
Gerente de Operações
Revistas Adventist Review / Adventist World
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=657
Equipe de tradução: Pr. Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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ESDRAS 8 – A pregação hoje é diferente da pregação do século XIX. Antigamente pregava-se a um público conhecedor das Escrituras, atualmente prega-se a um público analfabeto nas Escrituras. No passado, os sermões duravam aproximadamente uma hora; no presente, passar de meia hora torna-se enfadonho…
A pregação do capítulo anterior levou a uma reforma na comunidade dos exilados que retornaram a Jerusalém. A pregação da Palavra de Deus é essencial para colocar as coisas em ordem. O impacto dessa Palavra quando proclamada corretamente é nítido: Ela rege o pregador e o ouvinte!
Warren Wiersbe observa que Esdras:
1. Mostrou-se sábio ao reunir dezoito chefes de família do povo, sabendo que esses homens poderiam influenciar seus parentes, o que de fato aconteceu (vs. 1-20).
2. Mostrou sua confiança em Deus. A abordagem dele em relação à viagem foi espiritual, pois, se a boa mão do Senhor não tivesse estado com ele, tudo teria dado errado (vs. 21-23).
3. Mostrou autoridade em chamar os líderes espirituais a assumirem compromissos de cuidarem dos tesouros do Senhor (vs. 24-30).
4. Mostrou como foi difícil a jornada de Babilônia até ali em Jerusalém:
• Chegada (v. 31);
• Descanso (v. 32);
• Levantamento (vs. 33-34);
• Adoração (v. 35);
• Autorização (v. 36).
Esdras está contando num sermão sua experiência desde a saída de Babilônia até chegar em Jerusalém. Além de preservar Seu povo, Deus estava protegendo Sua Palavra. Observe esse histórico:
“Moisés escreveu aquilo que Deus lhe disse (Êx 24:4, 12; Dt 28:58; 29:21; 30:10; 31:9, 19, 24) e também manteve um registro das jornadas de Israel (Nm 33:2). Deixou para Josué o ‘Livro da Lei’ (Js 1:8), ao qual Josué acrescentou seu próprio registro (23:6). Samuel escreveu nesse livro (1 Sm 10:25), e outros também fizeram acréscimos (1 Cr 29:29). Ao que parece, o Livro da Lei ‘perdeu-se’ no lugar menos provável de todos – o templo – e foi recuperado no tempo de Josias (2 Cr 34-35). Os escribas judeus copiaram as Escrituras com cuidado e precisão extremos, a fim de guardá-las da corrupção textual. Graças a fidelidade desses homens e à providência de Deus, temos as Escrituras nos dias de hoje” (Wiersbe).
Esdras andou cerca de quatro meses (1500 km) para pregar a Palavra! Então… vamos valorizar mais a Bíblia?
Reavivemo-nos pela Palavra! – Heber Toth Armí.
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“Nós, pois, jejuamos e pedimos isto ao nosso Deus, e Ele nos atendeu” (v.23).
O segundo grupo de exilados, que voltou com Esdras para Jerusalém, correspondeu a aproximadamente dez por cento do total do primeiro grupo. Mas ainda que fosse um pequeno grupo, essas famílias foram corajosas em abandonar o conforto de suas vidas bem estabelecidas em Babilônia para seguir a Esdras numa viagem perigosa para um lugar onde teriam que recomeçar a vida. Mas ao analisar a lista dos que subiram com ele, Esdras percebeu que não havia entre eles “nenhum dos filhos de Levi” (v.15).
Segundo “a boa mão de Deus” (v.18), uniram-se a eles mais um grupo, desta vez, de levitas que ministrariam no templo, “todos eles mencionados pelo nome” (v.20). O grupo estava então completo. Todos atenderam ao chamado divino e Esdras foi despertado para uni-los num só propósito: jejum e oração. Após um firme testemunho acerca do poder de Deus, Esdras teve “vergonha de pedir ao rei exército e cavaleiros” (v.22) para os defender. Sendo assim, ele e o povo clamaram para que o Senhor lhes desse “jornada feliz” (v.21) para eles, seus filhos e seus pertences.
Montando uma guarda especial para os tesouros consagrados a Deus, a boa mão do Senhor estava sobre eles, livrando-os dos inimigos e das “ciladas pelo caminho” (v.31), de forma que chegaram em Jerusalém e ali repousaram por “três dias” (v.32). “No quarto dia” (v.33), a “oferta voluntária” (v.28) foi pesada e os “exilados que vieram do cativeiro ofereceram holocaustos ao Deus de Israel” (v.35), e “ajudaram o povo na reconstrução da Casa de Deus” (v.36).
Podemos dizer que Esdras buscou pessoas que o Senhor havia separado para ministrar em Sua Casa, liderou um reavivamento no meio dos exilados, promoveu a fidelidade e a confiança em Deus e inspirou o seu grupo a unir-se aos demais na edificação do templo. Precisamos desesperadamente de Esdras modernos! Homens e mulheres que se permitam ser usados por Deus de uma forma tão íntegra, que não restem dúvidas quanto ao seu caráter divinamente lapidado.
Enfrentamos, dia a dia, uma jornada perigosa repleta de inimigos e de “ciladas pelo caminho” (v.31). Muitas vezes somos tentados a buscar auxílio inútil quando ao nosso lado está o Senhor dos Exércitos pronto para nos atender. Porque a “boa mão do nosso Deus é sobre todos os que O buscam, para o bem deles; mas a Sua força e a Sua ira, contra todos os que O abandonam” (v.22). Neste dia da semana que dedicamos ao jejum e à oração, como Esdras, confiemos que depois do deserto perigoso, há uma terra de repouso à nossa espera.
Com toda a convicção, proclamemos, hoje: “Nós, pois, jejuamos e pedimos isto ao nosso Deus, e Ele nos atendeu” (v.23). Jejuemos, vigiemos e oremos!
Bom dia, exilados a caminho do Lar!
• Deixe nos comentários o seu pedido de oração. #euoroporvocê
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Esdras8 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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1158 palavras
1-14 Nem todos os exilados retornaram em resposta ao decreto de Ciro em 538 a.C. Um segundo grupo, significativamente menor, retornou com Esdras cerca de oitenta anos após o primeiro retorno. Bíblia Shedd.
1 Naquele momento, os judeus tinham permanecido na terra do exílio por quase um século e meio. Escavações em Nippur trouxeram à luz vários documentos que mostram a riqueza de muitos judeus que viviam na região da Mesopotâmia durante o reinado de Artaxerxes I. Portanto, deve ter sido uma tarefa difícil para Esdras convencer muitos deles a retornar em sua companhia. Os colonos que voltaram podiam esperar apenas um árduo pioneirismo na antiga pátria, com muito menos conforto do que tinham em Babilônia. m vista dessas considerações, é surpreendente que Esdras tenha sido bem-sucedido em convencer quase 2 mil famílias a retornar ao seu país de origem com seus irmãos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 408.
15 O retorno de Esdras a Jerusalém foi prejudicado quando ele tentou recrutar levitas. Deus havia chamado estes homens para um serviço especial, mas poucos se voluntariaram quando seus serviços foram necessários. Deus presenteou a cada um de nós com habilidades com as quais podemos contribuir para o trabalho do Seu reino (Rm 12:4-8). Não espere ser recrutado, mas busque oportunidades para se voluntariar. Não atrapalhe o trabalho de Deus ao se deter. “Cada um exerça o dom que recebeu para servir os outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas” (1Pd 4:10). Life Application Study Bible Kingsway.
16 enviei. O texto parece indicar que Esdras não apenas se surpreendeu, mas também se perturbou quando nenhum levita respondeu ao seu apelo. Sem eles, a caravana parecia incompleta, particularmente à vista do seu desejo de operar um reavivamento (ver Ed 7:10, 14-28; cf. Ed 9, 10). CBASD, vol. 3, p. 409.
Esdras selecionou um grupo de homens influentes para persuadir alguns levitas a retornarem em sua companhia. Bíblia Shedd.
Joiaribe… Elnatã. Joiaribe e Elnatã, embora não tivessem título ou posição oficial foram especialmente eloquentes e persuasivos ou ainda foram considerados excepcionalmente qualificados para a tarefa que tinham diante de si. CBASD, vol. 3, p. 409.
21 bens (NVI). Os vastos tesouros que levavam consigo seria uma presa tentadora para assaltantes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
jornada feliz. Literalmente “caminho reto”, ecoando Is 40:3. Em Is 52:12 o novo êxodo após o exílio é reminiscente da proteção de Deus durante o êxodo original. Andrews Study Bible.
Esdras e o povo viajaram aproximadamente 900 milhas [aprox. 1450 km] a pé. A viagem os levou através de territórios perigosos e difíceis e durou em torno de 4 meses. Eles oraram para que Deus lhes concedesse uma viagem segura. Nossas jornadas podem não ser tão difíceis e perigosas quanto as de Esdras, mas devemos reconhecer nossa necessidade de pedir a guia e proteção de Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
22 Tive vergonha (NVI). As Escrituras falam muitas vezes de uma vergonha ímpia (Jr 48.13; 49.23; Mq 3.7) e, às vezes, assim como aqui, de uma vergonha santa. … Tendo proclamado sua fé na capacidade de Deus de proteger a caravana, sentia vergonha de pedir a proteção humana. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Não é recomendável falar-se em confiança na providência divina e, depois, quando no aperto, apelar para a débil força humana (cf Sl 20.7; 2Cr 14.11). Para não ser hipócrita, Esdras recusou-se a pedir proteção do exército e recomendou sua viagem ao Senhor. Deus honrou àquela fé (32). Bíblia Shedd.
inimigo. O v. 31 conclui que o v. 22 não se refere a nenhum inimigo imaginário. Pode ser que Esdras soubesse que os samaritanos estivessem esperando para interceptar a caravana, ou que algumas das tribos árabes, que não deviam lealdade à Pérsia, poderiam saber da passagem da caravana e planejassem um ataque de emboscada e pilhagem. CBASD, vol. 3, p. 410.
23 jejuamos. O jejum era considerado pelos judeus a maneira de humilhar-se perante Deus, e Jesus aprovou essa prática (Mc 2.18-22). Bíblia Shedd.
Muitas vezes oramos leviana e superficialmente. A oração séria, por contraste, requer concentração. Ela nos coloca em contato com a vontade de Deus e pode realmente nos mudar. Sem oração séria, reduzimos Deus a um farmacêutico com analgésicos para as dores que sentimos. Life Application Study Bible Kingsway.
25 ofereceram o rei… e todo o Israel. A contribuição total alistada no v. 26 é enorme, de tal modo que os críticos tem duvidado da autenticidade da lista. Todavia, os reis persas eram conhecidos por suas grandes riquezas e generosidade para com as religiões de povos conquistados. Também havia famílias judaicas ricas na Babilônia daquele tempo. Bíblia Shedd.
26 vinte e dois mil e setecentos e cinquenta quilos de prata (NVI; ARA: “seiscentos e cinquenta talentos de prata”) …. três toneladas e meia de ouro (NVI; ARA: “cem talentos de ouro”). Um talento equivalia a 35 quilos. Nota textual NVI.
Embora uma parte considerável desse tesouro possa ter saído da bolsa real, boa porção dele foi doada por judeus ricos da Pérsia e de Babilônia e por alguns simpatizantes gentios (ver Ed 7:15, 16). Embora o tesouro levado para a Judeia pareça valioso, não se deve esquecer que a riqueza da Pérsia naquele tempo era imensa (ver Dn 11:2). CBASD, vol. 3, p. 411.
31 no dia doze. De acordo com 7.9, a partida se deu no primeiro dia. A diferença se deve ao atraso sofrido com a finalidade de encontrar os levitas necessários. Bíblia Shedd.
a boa mão do nosso Deus. A referência dá continuidade a um dos maiores motivos dos capítulos anteriores: o segundo êxodo de Israel da Babilônia à terra prometida não é dependente do planejamento humano (apesar de ter havido planejamento), mas é realizado pelo poder da poderosa mão de Deus, como durante o primeiro êxodo (Êx 9:3). Andrews Study Bible.
estava sobre nós. Os receios de Esdras se justificavam e os perigos eram reais, mas a fé na proteção divina foi recompensada. CBASD, vol. 3, p. 411.
34 o peso total … imediatamente registrado. Não apenas os lingotes e os objetos foram contados e pesados, mas um inventário foi feito pelos sacerdotes do templo e o peso de cada objeto foi anotado, tal era o cuidado tomado para evitar desvios nas propriedades do templo. Isso também aliviou Esdras de responsabilidades adicionais e o protegeu contra possíveis acusações posteriores. Na Mesopotâmia, até os pequenos negócios eram documentados, e, sem dúvida, seria exigido que Esdras enviasse um recibo, como evidência de que as provisões do decreto haviam sido cumpridas. CBASD, vol. 3, p. 412.
O servo de Deus deve estar apto a manter uma contabilidade dos seus bens e dos seus atos, perante Deus e os homens. Bíblia Shedd.
35 holocaustos. Sacrifícios queimados, simbolizando real dedicação a Deus (ver Lv 1). A oferta pelo pecado sempre precedeu a oferta queimada, pois não há dedicação sem primeiro haver confissão e perdão. Bíblia Shedd.
36 Então, deram as ordens do rei aos seus sátrapas e aos governadores deste lado do Eufrates. Depois de chegar a Jerusalém, Esdras deve ter informado ao governador local a respeito de sua incumbência e entregou aos tesoureiros o decreto do rei sobre as finanças (Ed 7:21, 22). Esdras declara que esses oficiais colaboraram com ele. Raramente os persas se opunham aos interesses dos judeus. CBASD, vol. 3, p. 412.