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“Ao amanhecer, apertaram os anjos com Ló, dizendo: Levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas, que aqui se encontram, para que não pereças no castigo da cidade” (v.15).
Os mesmos anjos que estavam com o Senhor e com Abraão, seguiram em direção às cidades de Sodoma e Gomorra. Abraão ainda podia avistá-los, enquanto intercedia pelos homens perante o Senhor. Até que, finalmente, percebeu que o veredito divino já havia sido estabelecido. Em seu coração, uma tremenda angústia o fazia estremecer ao pensar em seu sobrinho Ló. Porém, “lembrou-se Deus de Abraão e tirou a Ló” (v.29) do lugar da destruição. Aqueles anjos não foram enviados para juízo somente, mas também por misericórdia (v.16). Quando Ló se separou de seu tio, a Bíblia relata que ele “ia armando as suas tendas até Sodoma” (Gn.13:12). O fato dos anjos o terem encontrado à porta da cidade demonstra que ele já possuía um cargo de destaque ali e, portanto, já não mais habitava em tendas, mas fixara residência na cidade iníqua.
Percebam que a reação de Ló ao avistar os anjos foi a mesma de Abraão quando dantes os recebera. Ele levantou-se, foi ao encontro deles, prostrou-se com o rosto em terra, insistiu para que fossem à sua casa e lhes ofereceu uma refeição. Não demorou, contudo, para que a maldade daquele lugar fosse manifestada. Logo, “os homens daquela cidade cercaram a casa” de Ló, “tanto os moços como os velhos, sim, todo o povo de todos os lados” (v.4), e lhe exigiram que os entregassem os anjos para que pudessem abusar deles (v.5). Ló, por sua vez, fez uma proposta odiosa àqueles homens: “tenho duas filhas, virgens, eu vo-las trarei; tratai-as como vos parecer” (v.8). Certamente, isto prova o quanto a moral de Ló fora corrompida e que o seu resgate era fruto da misericórdia de Deus e da intercessão de Abraão.
A recusa de Ló em atender aos reclamos dos ímpios causou-lhes um ódio sem limites, de forma que “arremessaram-se… contra Ló” (v.9). Os anjos, porém, “estendendo a mão, fizeram entrar Ló e fecharam a porta” (v.10). Feridos de cegueira, aqueles homens ficaram ali até que “se cansaram à procura da porta” (v.11). Avisado da iminente destruição, Ló foi incumbido de transmitir esta mensagem aos seus genros, mas a reação destes revela a omissão do patriarca da família quanto a ensinar à sua família o temor do Senhor: “Acharam, porém, que ele gracejava com eles” (v.14). Na verdade, o próprio Ló ainda não havia compreendido, de fato, a urgência daquela mensagem, de forma que os anjos tiveram de despertá-lo ao amanhecer e, percebendo ainda a sua demora, “pegaram-no os homens pela mão, a ele, a sua mulher e as duas filhas, sendo-lhe o Senhor misericordioso, e o puseram fora da cidade” (v.16). A mensagem final foi muito clara: “Livra-te, salva a tua vida; não olhes para trás, nem pares… foge para o monte… para que não pereças” (v.17).
Mesmo diante de tudo aquilo, Ló ainda insistiu em não seguir a primeira ordem dos anjos, mas pediu autorização para fugir para outra cidade. A sua falta de confiança na vontade de Deus e a sua demora em responder aos apelos divinos, porém, lhe custou a vida de sua esposa. Bastava ter confiado na boa mão do Senhor e assumido com responsabilidade o seu papel como sacerdote do lar, o coração de sua mulher não teria ficado em Sodoma. Não foi simplesmente o olhar para trás que a converteu em uma estátua de sal. Quando ela olhou para Sodoma em chamas, seu coração reclamou para si a mesma destruição. Em sua mente, caráter e conduta estava a inscrição: “Eu sou de Sodoma”. E a atitude promíscua de suas filhas só confirmou o quanto a negligência de Ló como chefe espiritual de sua casa e sua insensatez em fixar residência na roda dos escarnecedores causaram a ruína de sua família.
Amados, estamos vivendo em tempos muito difíceis, onde os valores da família têm sido lançados por terra como nunca antes. Sem o temor do Senhor, os pais vivem numa corrida desenfreada em busca do sustento e os filhos, por consequência, entregues aos próprios desejos. As escolas são obrigadas a assumir um papel que não lhes compete e a aceitar comportamentos que refletem a desordem de cada família. E assim, a “deseducação” torna-se uma influência inevitável. Conforme estudamos nos livros de Daniel e Apocalipse, estamos vivendo no limiar dos últimos dias. Chegará o momento em que o Senhor fechará a porta da graça e o mundo cairá em densa cegueira espiritual. A mensagem final para nós, hoje, é a mesma: “Livra-te, salva a tua vida; não olhes para trás” (v.17). Jesus mesmo disse: “Lembrai-vos da mulher de Ló” (Lc.17:32).
Não há gracejos nesta mensagem. É uma questão de vida ou morte eterna! Infelizmente, à semelhança do dilúvio e da destruição de Sodoma e Gomorra, assim se dará no Grande Dia do Senhor. Poucos estarão apercebidos e multidões perecerão por terem dado as costas ao último chamado de Deus. Como derradeiro povo do Senhor, temos cumprido com fidelidade a obra que Ele nos confiou? Saibam que esta obra possui uma ordem que precisa ser obedecida: do meu coração para a minha casa, da minha casa para a igreja e da igreja para o mundo. Sigamos o exemplo do pai da fé que, “de madrugada”, ia à presença do Senhor em oração (v.27). Salva-te e salva a tua família! Não te demores! Eis que o Senhor ainda está à porta e bate (Ap.3:20)!
Bom dia, alvos da misericórdia de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Gênesis19 #RPSP
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1239 palavras
1-38 A destruição de Sodoma e Gomorra é outro exemplo de julgamento divino devido a impiedade crescente (caps. 6-9). Desta vez, entretanto, é limitada a uma região em particular. A localização de Sodoma é incerta, apesar de que Bab edh-Dhra (no lado sudeste do Mar Morto) seja a mais provável candidata. Restos de uma cidade da era do bronze, com uma enorme camada de cinzas e seu grande cemitério, mostrando também evidências de destruição por fogo fazem esta uma boa possibilidade (Andrews Study Bible).
Esse capítulo levanta o véu de sobre o ministério dos anjos. O Senhor dos anjos permaneceu com Abraão nas alturas. Ele também, em épocas futuras, teria de descer às Sodomas humanas para buscar e salvar os perdidos, mas naquela ocasião delegou essa tarefa aos anjos até chegar a plenitude dos tempos (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
1 Ló arrola-se entre os homens cujas vidas estão relatadas na Bíblia para prevenir-nos que um bom começo necessariamente não é nenhuma garantia quanto a um bom fim. Observem-se os casos de Balaão, Saul e Salomão. Ló contava com as mesmas vantagens de Abraão, mas parece que as riquezas deste mundo lhe eram de maior valor do que o “país celestial”, aquele cujo artífice é Deus (Heb. 11.16) (Bíblia Shedd).
Ló está sentado ao portão da cidade, o customeiro centro legal e comercial das cidades antigas (Deut. 21:18-20; Rute 4:1-11; Est. 2:19-23). Ele está de forma lenta mas seguramente sendo assimilado pela sociedade sodomita (Gên. 14:12; 19:14), mas está preocupado com a segurança dos dois estrangeiros (vv. 2-3) (Andrews Study Bible).
prostou-se. Em toda a história, Ló demonstrou sua justiça pela hospitalidade a estranhos (18.2; cf 2Pe 2.6-7) [assim como seu apelo no v. 7] (Bíblia de Genebra).
4 moços… velhos… todo o povo de todos os lados. Estes detalhes são importantes para demonstrar que todos os que foram destruídos eram ímpios (18.23). Ver também 6.5, 8.21; Rm 1.26-32 (Bíblia de Genebra).
4-9 A população masculina de Sodoma justifica o juízo iminente pela sua ação sexual imoral (Andrews Study Bible).
8 As leias da hospitalidade exigiam que os hóspedes estivessem a salvo enquanto permanecessem sob to teto de Ló. Os mesmos costumes vigoram ainda no Oriente Médio. embora o estar assentado à porta da cidade (cf v 1) denote a importância em que era tido, porque a porta era como o “Paço da cidade” onde os negócios oficiais eram levados a efeito, onde se preparavam os documentos, celebravam-se os casamentos e a justiça se pronunciava (cf Rt 4.1,2), o fato é que tudo indica que Ló não impunha suficiente respeito no sentido de dissuadir os sodomitas a propósito da pecaminosidade que revelavam (Bíblia Shedd).
12-16 Nem mesmo dez pessoas justas [retas] puderam ser achadas. A salvação é baseada inteiramente na graça divina (Tito 3:5) e não em ação humana (Andrews Study Bible).
14 Um dos resultados da negligência de Ló verifica-se nos noivados inconvenientes de suas filhas. Aa dureza de coração dos genros de Ló está bem clara no fato de não terem feito nenhum caso das exortações que lhes fizera. Transparece aqui a probabilidade de que Ló tivesse vivido por muito tempo como qualquer deles, de modo que sua mensagem lhes era inútil (Bíblia Shedd).
16 se demorasse. A posição social de Ló na cidade era, provavelmente, devida á sua grande riqueza (13.6) e porque seu tio Abraão havia salvo a cidade (cap. 14). Agora, tendo que fugir deixando todos os confortos da cidade (vs. 18-21), Ló hesita (Bíblia de Genebra).
Digna de nota é a asseveração de que Ló e família foram salvos exclusivamente por efeito da misericórdia do Senhor. A salvação eterna tem sua base no mesmo princípio
18-2 (Ef 2.8-9). Ló reconhece ter encontrado graça diante do Senhor (19) (Bíblia Shedd).
19-20 Ló objeta (e discute) em meio a um inferno iminente (Andrews Study Bible).
22 Zoar significa pequena (Bíblia NVI).
24 fez o Senhor chover enxofre e fogo, da parte do Senhor. Por esta ênfase focada na ação do Senhor (“O SENHOR fez chover” e “do SENHOR”), o texto O retrata utilizando deliberada e extraordinariamente medidas para trazer a destruição cataclísmica à região, que anteriormente tinha sido tão exuberante quanto o Egito (13:10). Profetas posteriores tomaram isto como um símbolo definitivo de destruição (Jer. 49:18; Sof. 2:9) (Andrews Study Bible).
Alguns admitem, em face de estudos feitos em áreas circunjacentes ao Mar Morto, que teria ocorrido uma erupção vulcânica, a qual lançara enxofre, sais minerais e gazes incandescentes, erupção essa acompanhada por terremoto, de modo a destruir completamente aquelas corruptas cidades de Sodoma e Gomorra. Em alguns milagres, Deus usa de meios naturais para mostrar Seu controle sobre toda a natureza, a todo instante (Bíblia Shedd).
24,25 “Deus destruiu Sodoma e Gomorra e outra três cidades. na margem oriental do mar Morto estão os restos de cinco cidades que, apesar de sua localização e da presença de água fresca, continuam em ruínas” (Richard Gunther) (citado na Bíblia NVI).
26 O exemplo da mulher de Ló é uma lição contra a vacilação quando o julgamento divino está próximo (Lc 17.28-37) (Bíblia de Genebra).
A situação da mulher de Ló indica a dureza de coração, consequente da incredulidade (17). A frase “olhou para trás”, em hebraico significa “demorou-se”, denotando serem os desejos relativos à luxúria perdida bem mais fortes que o interesse que a salvação gratuitamente oferecida pelo Senhor lhe poderia despertar. A mulher de Ló é tornada pelo Senhor Jesus como exemplo para advertir-nos quanto à época da sua volta (ver Lc 17.28-33) (Bíblia Shedd).
É fatal olhar para trás. Todo o nosso passado está repleto das lembranças de nossos pecados e falhas. Resta apenas uma esperança. Fujamos para a cruz do Divino Redentor! (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
29 É importante observar-se que a salvação de Ló foi devida à intercessão de Abraão. O capítulo 14 nos fala de Abraão recuperando-o por meio de espada; o capítulo 18, mediante a intercessão (Bíblia Shedd).
Nas cidades modernas há indícios dos pecados que causaram a destruição de Sodoma. Testemunhemos contra eles, de modo a impedir a inevitável condenação (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
30 receavam permanecer em Zoar. Ironicamente, enquanto Ló procurou viver em Zoar por causa de seu temor em viver nos montes (v. 19), ele agora vive nos montes por temer Zoar. Note o contraste da prosperidade e perspectiva de Ló em 13.1-13 (Bíblia de Genebra).
30-38 Fugir para o leste separa Ló ainda mais da família de Abraão e das promessas divinas. O resultado envolve incesto e a origem de dois povos que se opuseram decididamente a Israel, isto é, os moabitas e amonitas. […] Apesar da família nuclear de Ló ter sido salva de Sodoma, os valores e princípios de Sodoma sobreviveram com eles (Andrews Study Bible).
31 velho. Ló estava muito velho para se casar novamente e, provavelmente, não teria outros descendentes (Bíblia de Genebra).
32 beber vinho, deitemo-nos. a iniciativa das filhas de Ló contrasta com a de Ló que, aparentemente, não se esforçou para encontrar marido para elas. A sua imoralidade sexual prenuncia a sedução de suas descendentes sobre os homens de Israel (Nm 25) (Bíblia de Genebra).
36 Ló foi salvo de Sodoma, mas levou Sodoma dentro de si (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
37 Moabe assemelha-se à expressão hebraica que significa do pai [Mo-av] (Bíblia NVI).
38 Ben Ami significa filho do meu povo (Bíblia NVI).
37-38 Esta conclusão genealógica (vs 37-38) inicia a história amarga de animosidade de Moabe e Amon contra Israel (Nm 23-25; 2Rs 3). Os moabitas e amonitas foram rejeitados por Deus não por causa de sua linhagem questionável, mas porque destrataram a Israel (Dt 23.3-6; Ne 13.1-2). Rute, uma ancestral de Jesus Cristo, era moabita (Rt 4.18-22; Mt 1.5), mas, por causa de sua fé, acabou sendo contada entre os da tribo de Judá (Bíblia de Genebra).
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“Porém os homens, estendendo a mão, fizeram entrar Ló e fecharam a porta.” Gênesis 19:10
Ló era um vizinho estranho, costumes muito antiquados para aquela cidade moderna, colorida e liberal. Tanto mais estranhos eram os homens que chegaram em sua casa. O povo descompensado de juízo agora quer fazer mal aos visitantes de Ló.
Existem situações em que não se pode negociar com o mal. Não encontraremos argumentos por mais bons que sejam para lutar contra esse poder entorpecedor. Vestimos muitas vezes a capa de inocência de Ló e tentamos enfrentar o inimigo sem perceber que ele intentará contra nós e nos causará grande dano. Os anjos intercedem e se colocam à nossa frente, estendem a mão e nos socorrem.
Aqueles que confiam no Senhor serão zombados e perseguidos, até que se haja novo céu e nova terra esse conflito se manterá em forma de guerra espiritual. Não se trata apenas de não olhar para trás, mas deixar os pensamentos maus no passado. Ser cristão vai muito além de obedecer conforme as regras, de ir bem vestido ao culto de sábado. Uma família que aparentemente é feliz pode estar vivendo de aparências. Os esforços de Ló de levar sua família para fora da cidade eram mais de sua parte, e menos dos membros. A esposa fica no caminho. As filhas seguem mas os pensamentos ainda estão no passado, nos namorados, nas amigas, nas festas … Não é o local que nos torna santos, o que santifica dos pensamentos até os atos é a comunhão e a unidade em Cristo.
Hoje é o momento de reavaliar a caminhada e ajustar os ponteiros.
Juliana Lang da Silva
Professora e secretária,
Atualmente dona de casa e mãe de Laura (5 anos) e Pedro (2 anos)
Igreja Central de Gravataí, Brasil
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/genesis/gn-capitulo-18/
Deus sabia o que estava acontecendo no vale do Jordão, onde Ló se mudara com sua família. Ele havia descido pessoalmente para investigar o assunto. Um clamor havia subido de Sodoma e Gomorra contra os graves pecados e as injustiças que ocorriam lá (v. 20). Mas Deus sabia que Abraão estava orando por seus familiares que viviam em Sodoma e veio compartilhar com Abraão o que planejava fazer (v. 17). Ele explicou que era importante Se comunicar com Abraão, porque Seu propósito era desenvolver um relacionamento com ele, para que ele comandasse a sua casa a guardar o caminho do Senhor, praticando retidão e justiça (v. 19).
Deus estava ensinando Abraão a respeito de Sua retidão e justiça, e esta seria uma lição fundamental. Quando Abraão intercedeu junto a Deus, ele mostrou a sua compreensão da retidão e da justiça de Deus, dizendo: “Longe de Ti fazer tal coisa: matar o justo com o ímpio, tratando o justo e o ímpio da mesma maneira. Não agirá com justiça o Juiz de toda a terra?” (v. 25 NVI).
Abraão conhecia a misericórdia e a justiça de Deus. E nós, também a conhecemos?
Edwin Reynolds
Southern Adventist University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=263
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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GÊNESIS 18 – Relacionar-se com Deus é o que mais deveria interessar a qualquer ser humano. Intimidade com seres celestiais faz a vida ter sentido como nada mais faz. Aprendamos lições de vida extraídas da amizade de Abraão com Deus!
Abraão foi amigo de Deus. Ele “recebe esse título especial em 2 Crônicas 20:7; Isaías 41:8 e Tiago 2:23, e é a única pessoa na Bíblia com essa designação. Jesus chamou Lázaro de Seu amigo (João 11:11) e chama de ‘amigos’ aqueles que creem nEle e Lhe obedecem (João 15:13-15)… A amizade envolve mistério, e nesse capítulo você verá Abraão ministrando em três áreas diferentes: Ao Senhor (Gênesis 18:1-8), a seu lar [à esposa] (vs. 9-15) e aos perdidos do mundo (vs. 16-33)” (Warren W. Wiersbe).
• Os amigos de Deus sentem-se à vontade para ser quem realmente são.
Veja que Abraão riu diante da situação que lhe fora prometida por Deus em Gênesis 17:17. Riu diante de Deus? Sim! E, agora sua esposa, Sara, ao receber os visitantes em casa (capítulo 18), ri pelo mesmo motivo (v. 12).
Além de amizade, é visível também a existência de incredulidade na risada deste casal. Mas, incredulidade em pessoas com chamado especial de Deus? Sim, a naturalidade com que falam com Deus não esconde o que sentem e pensam. Veja a lógica para tal comportamento incrédulo:
“Abraão e Sara estavam velhos, em idade bem avançada. Sara tinha passado, havia muito, da época de ter filhos. Então, ela riu consigo mesma e disse: ‘Uma velha como eu? Ficar grávida? E com um marido velho como esse?” (vs. 11-12).
Deus analisou toda a cena, percebeu a incredulidade em Sara, e então, disse a Abraão: “Por acaso existe alguma coisa difícil demais para o Eterno? Eu voltarei no ano que vem por esta mesma época, e Sara terá um bebê” (v. 14).
Ouvindo atentamente isto, “Sara ficou com medo e mentiu para Ele: ‘Eu não ri, não!’ Mas Ele disse: ‘Sim! Você riu, sim’” (v. 15).
• A idade, esterilidade e a demora podem limitar as expectativas humanas, mas nunca limitam promessas divinas.
Ainda em clima amistoso, Deus conta a Abraão o que fará às cidades perversas e imorais (vs.16-21); em resposta, Abraão Lhe faz propostas (vs. 22-33).
Sejamos amigos de Deus! – Heber Toth Armí.
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771 palavras
1 no maior calor do dia. A hora em que os viajantes procuram sombra e descanso (Bíblia de Genebra).
2 três homens. O Senhor e dois anjos (vs 1, 13, 19.1). Admoestação neotestamentária [do Novo Testamento] para se mostrar hospitalidade (Hb 13.2) é baseada nos incidentes dos caps. 18-19 (Bíblia de Genebra).
correu ao seu encontro. Hospitalidade é um valor nas culturas do Velho Testamento, assim como em muitas culturas orientais. Pessoas correndo para encontrar pessoas aparecem em outros lugares da Bíblia (29:13, 33:4; Luc. 15:20), mas Abraão curvou-se até o solo. O termo hebraico usado aqui é também usado para indicar adoração quando Deus é o objeto (Gên. 24:26; Êx. 20:5) (Andrews Study Bible).
Observando o costume de hospitalidade do antigo oriente Próximo, Abraão tipifica o gracioso anfitrião e se coloca ao inteiro dispor de seus convidados. Seu comportamento contrasta com a imoralidade dos sodomitas (19.4-5) (Bíblia de Genebra).
4 lavai os pés. Uma vez que as sandálias de couro eram os únicos calçados usados então, tornara-se uma exigência de boas maneiras que algum servo da casa corresse a lavar os pés ao hóspede ou oferecesse água para que este o fizesse. Era ainda esta a maneira de proceder nos dias de Cristo (cf 2 Cr 20.7; Is 41.8; Tg 2.23) (Bíblia Shedd).
11 já lhe havia cessado o costume das mulheres. Lit. “Sara não mais experimentou o ciclo das mulheres”. Seu corpo não era mais apto à concepção [havia passado a menopausa] (Hb 11.11-12; Rm 4.19) (Bíblia de Genebra).
12-13 O riso de Sara faz paralelo com o riso de Abraão em 17:17, (Andrews Study Bible).
14 para o Senhor há coisa demasiado difícil? Compare com Jer. 32:17, 27. Esta pergunta retórica pede um sonoro “não” como resposta, especialmente em se levando em conta as histórias da criação e dilúvio (Andrews Study Bible).
Apesar de seu ceticismo inicial, Sara também veio a crer na promessa (Hb 11.11) e ajuntou-se a seu marido na fé (Rm 4.13-25) (Bíblia de Genebra).
17 Ocultarei a Abraão…? Visto que Abraão tinha de tornar-se pai de muitas nações, convir-lhe-ia saber que Deus havia de destruir Sodoma e Gomorra, capacitando-se, assim, para transmitir a advertência à posteridade, como se percebe no v 19 (cf Sl 78.1-8) (Bíblia Shedd).
16-31 Registra a intercessão de Abraão por Sodoma, seguindo um estilo familiar. Começando com cinquenta, o tamanho de aproximadamente metade de uma pequena cidade (cem, de acordo com Amós 5:3), Abraão finalmente chega a dez, que é um número que ainda marca uma comunidade. Pelo menos dez homens eram necessários em uma cidade para formar uma corte legal (Rute 4:2) (Andrews Study Bible).
19 escolhi. A palavra hebraica traduzida “escolhi” significa “escolhi em amor” (Bíblia de Genebra).
20 clamor. Opõe-se diretamente à retidão/justiça de Abraão (v.19) Em hebraico, as palavras tem som muito parecido (Is. 5:7) (Andrews Study Bible).
Todos os clamores de injustiça voltam sua atenção ao “Juiz de toda a terra” (v 25; cf 4:10) (Bíblia de Genebra).
seu pecado. A pecaminosidade de Sodoma era proverbial e extensa (13.13; Jr 23:14). Esta envolvia demonstrações extremas de deprevação sexual (particularmente homossexualidade, 19.5; Jd 7), arrogância e abuso dos pobres (Ez 16.49-50) e falta de qualquer demonstração de hospitalidade (19.8) (Bíblia de Genebra).
22 Notas textuais antigas de pesquisadores bíblicos sugerem que a leitura original deste verso poderia ser: “enquanto o SENHOR permaneceu na presença de Abraão” ao invés de Abraão permanecendo na presença do SENHOR. Esta modificação foi feita por razões teológicas, tendo em vista que “permanecer na presença” significa “servir” alguém e frequentemente marca posição social (41:46; Lev. 9:5; Jer. 15:19). As implicações teológicas são que Deus está desejoso para servir a humanidade – mesmo até a morte (Mat. 20:28) (Andrews Study Bible).
A intercessão diante de Deus supõe certa condição que se observa claramente no caso de Abraão: 1) Ele estava na presença de Deus […]; 2) Ele se aproximou de Deus (v 23); 3) Ele reconhecia o quanto a vontade de Deus estava associada à justiça e à retidão (vv 23-25) (Bíblia Shedd).
25 A petição de Abraão é baseado na justiça de Deus (Andrews Study Bible).
26 pouparei. Esta passagem não apenas revela que Deus ouve e responde as orações dos retos, mas também preserva os iníquos por causa dos retos (cf Mt 5.13). Mesmo o pequeno número de dez justos seria suficiente para evitar o julgamento divino (v 32) (Bíblia Shedd).
32 dez. Menos de dez poderiam ser individualmente salvos, como acontece no cap. 19 (Bíblia de Genebra).
33 Tendo cessado de falar. Ou por indevido otimismo ou por ignorância, Abraão não chegou a pedir a preservação das cidades por causa de menor número do que os dez justos. Contraste-se com este fato a intercessão de nosso Senhor Jesus Cristo que não conhece limites, visto que é capaz de salvar completamente… “uma vez que Ele vive para interceder” (Hb 7.25). Esta já é a segunda intervenção, por parte de Abraão, em favor de Sodoma (cf 14.14), assinalando como o mundo inteiro seria abençoado através dele (12.3) (Bíblia Shedd).
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“Porque Eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo…” (v.19).
É muito importante que examinemos a Bíblia à luz da própria Bíblia, como está escrito: “Porque é preceito sobre preceito, preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali” (Is.28:10). O relato de hoje nos apresenta a aparição do Senhor a Abraão e com Ele dois homens, que, no capítulo seguinte, veremos que se tratam de dois anjos. Este relato possui uma mensagem profética nas entrelinhas. “Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: […] Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem […] O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam, edificavam; mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do Homem Se manifestar” (Lc.17:20, 26, 28 e 29). Analisemos o contexto do capítulo de hoje:
No momento mais quente do dia (no momento mais difícil), Abraão estava “assentado à entrada da tenda” (v.1) (atitude de letargia). Quando ele levantou os olhos (despertamento) viu aqueles três homens que tinham uma mensagem especial para lhe dar (Deus nos deu as três mensagens angélicas, Ap.14:6-12). Abraão correu (percepção de urgência) e “prostrou-se em terra” (v.2) (atitude de submissão). Abraão se apressou, e fez com que toda a sua casa participasse desse momento (“…antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor, ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais” Ml.4:5-6; “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa” At.16:31). O Senhor e os anjos comeram do banquete oferecido (Aquele que abre a porta do coração para Jesus, Ele promete: “cearei com ele e ele Comigo” Ap.3:20). Abraão “permaneceu de pé” (v.8) (“Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem” Lc.21:36).
O Senhor prometeu a Abraão: “Certamente voltarei a ti” (v.10) e Ele também nos prometeu: “Eis que venho sem demora” (Ap.22:7). “Abraão e Sara já eram velhos, avançados em idade” (v.11). O longo tempo de espera pode causar desânimo, mas a promessa é certa, porque “não retarda o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). Deus escolheu Abraão para ordenar seus filhos e sua casa a fim de que permanecessem fiéis à Sua Palavra. Deus suscitou um povo exclusivamente Seu a fim de ensinar, pregar e curar, seguindo nos passos de Cristo, “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12).
O Senhor disse que desceria para ver como o pecado de Sodoma e Gomorra havia se agravado. Como o foi com aquelas cidades ímpias, a queda de Babilônia já foi anunciada pelo segundo anjo: “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (Ap.14:8). E o Senhor tem um convite à porção do Seu povo que ainda se encontra em Babilônia: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4). “Abraão permaneceu ainda na presença do Senhor” (v.22). “Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis vós, no Filho e no Pai” (1Jo.2:24). “Destruirás o justo com o ímpio?” (v.23), “Não fará justiça o Juiz de toda a terra?” (v.25), interrogou Abraão ao Senhor. Salomão gastou mais de dez capítulos do livro de Provérbios só fazendo distinção entre o justo e o ímpio. Jesus fez diferença entre o justo e o ímpio, entre o trigo e o joio. Certamente, o derradeiro juízo de Deus revelará “a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18).
Mas, até lá, o Senhor nos convida a termos a mesma atitude de Abraão. Em atitude de humilhação, reconhecendo a sua condição de “pó e cinza” (v.27) perante o Deus Todo-Poderoso, Abraão intercedeu a Deus pelos homens. “Insistiu” (v.30) o pai da fé em súplicas intercessoras diante do Senhor e continuou até o tempo do último clamor: “lhe falo somente mais esta vez” (v.32). Então, “retirou-Se o Senhor; e Abraão voltou para o seu lugar” (v.33). Está chegando a hora em que o Consolador irá Se retirar desta terra, pois “o mistério da iniquidade já opera e aguarda somente que seja afastado Aquele que agora o detém” (2Ts.2:7). É tempo, portanto, povo escolhido de Deus, de orarmos como nunca oramos! Oremos, clamemos, supliquemos “em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:18)! Proclamemos as três mensagens angélicas, servindo ao Senhor como Abraão, correndo, se apressando, suplicando diante da urgência desta mensagem. Não tardará, quando levantaremos os nossos olhos e veremos o Senhor não mais com apenas dois anjos em Sua companhia, mas com todas as Suas miríades de anjos celebrando a nossa vitória em Cristo.
Bom dia, último exército de oração de Deus!
Rosana Garcia Barros
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