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“Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem” (v. 5).
Jó passou por uma experiência extremamente terrível. E a sua fé e integridade estavam firmadas no que conhecia sobre Deus. Mas após todo o seu sofrimento; após um período de tempo que a Bíblia não especifica, ele recebe de Deus uma incumbência nada agradável. Durante todo o seu tempo de angústia, Jó foi acompanhado por três amigos: Elifaz, Bildade e Zofar. Estes três ao invés de consolá-lo o acusavam vez após outra. Mas foi por eles que Deus delegou a Jó uma tarefa: “O meu servo Jó orará por vós; porque dele aceitarei a intercessão” (v. 8).
No sermão da montanha, Cristo nos deixou a mesma ordem: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mateus 5:44). E ainda nos deu o exemplo, quando da cruz bradou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34).
A sorte de Jó foi mudada “quando este orava pelos seus amigos” (v. 10), nos deixando um registro sagrado sobre o papel da oração intercessora. “E o SENHOR aceitou a oração de Jó” (v. 9), porque Jó conservou a sua integridade, mesmo diante de todas as ofensas causadas pelos falsos amigos. E creio que esta tenha sido uma das piores provações para Jó: ter que conviver com pessoas que não queriam o seu bem de verdade. Jó, em seu primeiro estado, já procurava viver na terra uma atmosfera do Céu. Mantinha bons relacionamentos, era amigo de todos e um porto seguro para os necessitados. Conviver com aqueles três acusadores e não mais encontrar alguém a quem pudesse chamar de irmão foi uma das piores dores daquele servo de Deus. Jó realmente tinha todos os motivos para não querer orar por eles. Mas ele escolheu fazer algo diferente. Ele não olhou para dentro de si, ele não olhou para os seus algozes, ele não olhou para trás analisando todo o mal que eles haviam feito. Jó olhou para Deus: “agora os meus olhos Te veem“.
Quando olhamos para o nosso Criador, Ele imprime em nós o Seu caráter de misericórdia e de compaixão. Jó orou pelos que lhe perseguiram. Não há mais relato algum sobre aqueles três. Mas de uma coisa podemos ter certeza: Jó não foi mais importunado por eles.
Nós iniciamos este livro vendo a intercessão de Jó por seus filhos, e terminamos vendo a intercessão dele pelos seus acusadores. Quão bom e quão fácil é orar por aqueles que amamos. Mas quão difícil é, e até doloroso orar por quem não nos quer bem. Interceder por quem nos faz mal é um dos maiores desafios que Cristo nos deixou, porque é uma das formas de sentirmos um pouco do que Ele sentiu ao ouvir da boca daqueles que amava: “Crucifica-O! Crucifica-O!” (Lucas 23:21).
Deus não pediu que Jó se tornasse o melhor amigo daqueles três. Ele simplesmente disse: Ore por eles.
O apóstolo Paulo nos deixou uma séria advertência quanto a termos cautela em nossas amizades: “Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; AFASTAI-VOS DELES” (Romanos 16:17). Davi, apesar de ter tentado por um tempo permanecer em paz, também teve que tomar uma difícil decisão, fugindo da presença de Saul (Vide I Samuel 19:12).
Encerramos mais um livro da biblioteca sagrada com a restauração não só da vida de Jó, mas de todos os que buscam fazer o mesmo que ele fez. Oremos por aqueles que nos perseguem. Retribuamos com o bem aqueles que insistem em nos fazer o mal. Sejamos cautelosos quanto às nossas amizades. E o resultado disto não será apenas uma prosperidade e longevidade terrena, mas eterna.
Bom dia, intercessores de amigos e de inimigos!
Desafio do dia: Siga o exemplo de Jó e ore por aqueles que tem feito mal a você.
*Leiam #Jó42
Rosana Garcia Barros
2 Comentários so far
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Bom dia! muito bom esses comentarios, tem me ajudado muito nos estudos e nas preparacões de sermões , que Deus continue iluminando sua mente e te cubra de bençãos. Amém….
Comentário por Marcos vinicius 31 de outubro de 2016 @ 9:49AMEM
Comentário por ANTONIO CARLOS JOSE SOARES 31 de outubro de 2016 @ 15:56