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#rpSp #2Reis24
“como também por causa do sangue inocente que ele derramou, com o qual encheu a cidade de Jerusalém; por isso, o SENHOR não o quis perdoar” (v. 4).
A sequência de reis tanto em Israel, quanto em Judá é desesperadora. É inconcebível à mente humana o tamanho da misericórdia do Pai para com Seu filho rebelde. Mas no capítulo de hoje aparentemente parece que o quadro muda e encontramos uma frase um tanto chocante: “o SENHOR não o quis perdoar”. Dentre tudo o que Deus nos oferece, o perdão, sem dúvidas, é o mais importante e essencial para que possamos ter paz e certeza da salvação. Deus não rejeita um filho que se arrepende e volta aos Seus caminhos. A parábola do filho pródigo deixa isso bem claro (Vejam Lucas 15:11-32). Então porque a Bíblia diz que Deus não quis perdoar?
Cristo também contou uma outra parábola a respeito disso. Acompanhem comigo:
Um homem devia muito dinheiro a um rei. Vamos dar um valor atual. Digamos que ele devesse cem milhões de reais. Como o homem não podia pagar, a lei dizia que ele e sua família seriam vendidos como escravos. Então aquele homem implorou pela misericórdia do rei. O rei se compadeceu dele e perdoou a sua dívida. Só que ao sair da presença do rei, o homem se deparou com outro que lhe devia mil reais, e o apertou contra a parede para que pagasse a sua dívida, e o encerrou na prisão. Quando o rei soube de sua atitude o mandou chamar e lhe disse: “Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também Eu me compadeci de ti?” (Mateus 18:32-33).
O contexto dessa parábola se refere ao perdão que devemos ofertar ao nosso semelhante, mas também nos diz que Deus não pode perdoar aquele que verdadeiramente não se arrepende. Porque aquele que verdadeiramente se arrepende e recebe o perdão dos Céus, abre o seu coração para perdoar aos outros.
Mas Jeoaquim nem se arrependia de seus pecados, nem tampouco tinha compaixão de seus conservos, pois derramava sangue inocente (v. 4). E o que Deus havia dito que Seus filhos não fizessem, se tornou em grandes trevas em Judá. Eles não deveriam voltar ao Egito, mas, pela dureza de coração, “o rei do Egito nunca mais saiu de sua terra” (v. 7).
E, no reinado de Joaquim, Deus manifesta a Sua ira, ou seja, o Seu juízo contra Seu povo rebelde. Porque um pai vai até ao limite para resgatar um filho. E “o SENHOR repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem” (Provérbios 3:12). Nabucodonosor foi instrumento de Deus para punir Judá. Mas dentre esses tantos que foram por ele levados cativos à Babilônia, encontravam-se quatro jovens tementes a Deus: “Daniel, Hananias, Misael e Azarias” (Daniel 1:6). E quando estudarmos o livro de Daniel, veremos que Deus não abandonou o Seu povo, mas usou esses filhos fiéis como prova de que não havia desistido dele.
O SENHOR rejeita de Sua presença todo aquele que deliberadamente O rejeita (v. 20). Não há como perdoar quem não quer o Seu perdão. Ele nos deu como uma das maiores provas do Seu amor o livre arbítrio. Temos a livre escolha de segui-Lo e amá-Lo, ou de dar-Lhe as costas e rejeitá-Lo. Ainda assim, Deus, sendo conhecedor de nosso íntimo, mais do que nós mesmos, vai até o limite para salvar um pecador. Enquanto há fôlego, há chance. Enquanto há fôlego, o Espírito Santo não cessa a Sua obra de conduzir à salvação. Mas quanto mais rejeitamos aos apelos divinos, mais e mais longe vamos ficando de Deus, e Sua voz vai perdendo o volume. O filho pródigo foi ao “Egito”, porém teve a chance de se arrepender e voltar para a casa do Pai. Porém, Judá tanto se rebelou, que o Egito não mais saiu de sua terra. Percebem o perigo? Enquanto estamos no “Egito” da vida ainda há oportunidade, mas se permitirmos que o “Egito” entre em nossa vida, corremos o sério risco de nunca mais sair dele!
O SENHOR tem prazer em perdoar, se não o fosse, não teria enviado o Seu único Filho para remissão dos nossos pecados (João 3:16). O perdão de Deus está estendido para todos, mas nem todos o aceitam. A aceitação não encontra-se no fato de chorarmos e nos humilharmos apenas, mas de que o perdão deve passar a ser um dom prático em nossa vida, por isso Cristo contou a parábola do credor incompassivo (Mateus 18:23-35).
Não espere ser levado cativo pelo pecado para se arrepender, pois este é um caminho extremamente perigoso. Hoje Deus nos diz: “Se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar, e orar, e Me buscar, e SE CONVERTER (ARREPENDER) DOS SEUS MAUS CAMINHOS, então, Eu ouvirei dos Céus, perdoarei os Seus pecados e sararei a sua terra” (2 Crônicas 7:14). Esses são os passos na direção de Deus e na contramão do Egito. Hoje o SENHOR ergue uma placa de “trânsito” onde o letreiro diz: ATENÇÃO, DEIXE DEUS DIRIGIR A TUA VIDA COM SEGURANÇA!
Você aceita?
Bom dia, alvos do perdão divino!
*Leiam #2Reis 24
Rosana Garcia Barros
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