Reavivados por Sua Palavra


Jó 9 – comentários by Jeferson Quimelli
5 de julho de 2013, 14:51
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2,3 Jó não se sente impecável, mas deseja ter a oportunidade de comprovar em juízo que é inocente do tipo de pecado que merece os sofrimentos por ele suportados. No seu desespero, faz queixas terríveis contra Deus (cf. v. 16-20, 22-24,29-35; 10.1-7,13-17). Mesmo assim, não abandona a Deus; não O amaldiçoa (v. 10.2-8-12) da maneira que Satanás disse que faria (v. 1.11; 2.5). O cap 42 dá a entender que Jó perseverou, mas os caps. 9 e 10 demonstram sua impaciência (v 4.2; 6.11; 21.4). V Tg 5.11, que fala da perseverança de Jó e não (como tradicionalmente se diz) da sua paciência (Bíblia de Estudo NVI Vida).

2 como pode o mortal ser justo diante de Deus? A resposta a uma pergunta tão profunda como esta é que um homem pode ser justificado pela graça, por meio da fé. V Ef. 2. 8,9 (Bíblia Evangelismo em Ação NVI Vida).

3 discutir. Cf. v.14. O discurso de Jó etá cheio da linguagem figurada forense: "argumentar", "responder" (v. 3,15,23); "discutir com ele" (v. 14); "inocente […] implorar […] Juiz" (v. 15); "chamar", "intimar" (v. 16,19); "declarar culpado" (v. 20); "juízes" (v. 24); "em juízo" (v. 32); "acusações […] contra mim" (10.2); "testemunhas" (10.17). Jó defende a própria inocência, mas raciocina que, como Deus é tão grandioso, não adiantará discutir com ele (v. 14). A inocência de Jó não lhe é de nenhum proveito (v. 15) (Bíblia de Estudo NVI Vida).

9 Ursa […] Órion […] Plêiades. Essas constelações são mencionadas de novo em 38.31,32, e as duas últimas são mencionadas em Am 5.8. Os israelitas da antiguidade, a despeito dos limitados conhecimentos, sentiam reverente temor pelo fato de Deus ter criado as constelações (Bíblia de Estudo NVI Vida).

20, 21 Mesmo que eu fosse inocente, minha boca me condenaria. Jó está dizendo: "a despeito de vida de bondade, Deus está disposto a me condenar." À medida que seu sofrimento continua, Jó se torna mais impaciente. Apesar de Jó permanecer leal a Deus, ele fez declarações das quais mais tarde se arrependeria. Em tempos de longa doença ou dor prolongada, é natural que as pessoas duvidem, se desesperem ou se tornem impacientes. Durante estes momentos, estas pessoas precisam de alguém que as escutem, as ajudem a trabalhar seus sentimentos e frustrações. Você poderá, com a sua paciência, ajudá-los a superar a impaciência deles (Life Application Study Bible).



Jó 9 by Jeferson Quimelli
5 de julho de 2013, 0:00
Filed under: aprendizado, caráter de Deus

Comentário devocional:

Neste capítulo Jó responde a Bildade e a Elifaz, cujos discursos misturavam a verdade com o erro. 

Jó até concorda com o pouco de verdade existente nas palavras. “Na verdade, sei que assim é” (v.2), diz Jó ao concordar com boa parte de suas mensagens. Então Jó pergunta: “Como pode o homem ser justo para com Deus? Se quiser contender com Ele, nem a uma de mil coisas lhe poderá responder” (v.3).

Lemos em Apocalipse 20 que Deus concederá aos santos mil anos para conversar com Ele acerca daqueles que não foram salvos. É também um tempo de confirmação do julgamento efetuado, reconhecendo que os juízos de Deus foram justos e indiscutivelmente misericordiosos.

Jó exalta a grandeza de Deus (v. 4-13) e diz que Ele é sábio, poderoso, move montanhas, pode fazer com que o Sol não nasça, esconde as estrelas, estende os céus, anda em alto-mar e comanda as constelações. Ninguém pode vê-Lo, porque ninguém pode ver a Sua face e viver.

Jó então retorna ao seu discurso principal (v. 14) acerca da necessidade de um juízo investigativo. Segue-se uma série de nove declarações condicionais em que Ele afirma não ter qualquer chance de argumentar com Deus e ser ouvido. Mesmo que pudesse defender-se neste juízo, suas palavras iriam condená-lo (v.20).

Em seguida, Jó reflete sobre o resto de seus anos e diz, que os seus dias passaram como um corredor veloz (v. 25-28) e não retornam, “como barcos de junco ; como a águia que se lança sobre a presa” (v. 26). Jó reflete sobre a sua situação, mas isto não o ajuda. Ele chega a conclusão de que já havia sido considerado culpado e portanto seria inútil procurar ser bom (v. 29).  

De acordo com Jó, um juízo investigativo se faz necessário. Ele pede um mediador humano entre Deus e o homem (v. 32-33). Ele não tem medo de Deus, pois afinal de contas suas reflexões não são a resposta final para a realidade maior que ele desconhece (v. 35). 

Querido Deus,

Jó teve dificuldades para entender porque estava sofrendo tanto quase no final de sua vida. Ajuda-nos a entender que o sofrimento é resultado direto da ação de Satanás. Por favor, sejas o nosso protetor.


Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

Trad/Adap  JAQ/JDS
 
 

Texto bíblico: Jó 9



Jó 8 – comentários by Jeferson Quimelli
4 de julho de 2013, 23:25
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Bildade agora entra no debate. Está horrorizado com a aparente blasfêmia de Jó. Bildade é tradicionalista por excelência, e exorta Jó a curvar-se perante à sabedoria da tradição. Repreende Jó pelas suas palavras intempestuosas (2), defende a absoluta justiça de Deus (3), e lança a acusação aos filhos de Jó que cometeram pecado (4) (Bíblia Shedd).

Bildade ficou contrariado porque Jó ainda reclamava ser inocente enquanto questionava a justiça de Deus. […] O argumento de Bildade era: Deus não pode ser injusto e Deus não puniria um justo; portanto, Jó deve ser injusto. Bildade sentia que sua teoria não possuía exceção. Como Elifaz, Bildade supôs erradamente que as pessoas sofrem somente como resultado de seus pecados. Bildade foi ainda menos sensível e compassivo, dizendo que os filhos de Jó haviam morrido por causa da maldade deles (Life Application Bible Study).

Essa resposta apresenta Bildade como um homem brutal e sem sentimentos. […] Sua mensagem a Jó é direta. Ele e sua família receberam o que mereciam. Se ao menos agora ele [Jó] se arrependesse dos atos desavergonhados que trouxeram essa desgraça, ele poderia ser restaurado a uma prosperidade e felicidade ainda maiores das que tinha desfrutado antes (Bíblia de Genebra).

1 suíta. Membro da tribo de Sua, descendente de Abraão e Quetura, aparentado aos midianitas (Gn 25.2; 1Cr 1.32), e habitante do deserto do norte da Arábia (Bíblia Shedd).

2 até quando? V. 18.2. Em contraposição com Elifaz, mais velho, Bildade é impaciente (Bíblia de Estudo NVI Vida).
qual vento impetuoso. Uma acusação fortíssima, diferente do tom de Elifaz, que tentara uma abordagem suave no princípio (4.2) (Bíblia de Genebra).

4 teus filhos. A mais severa das perdas de Jó foi a de seus filhos. Bildade dirigiu um impiedoso ataque a Jó ao inferir que seus filhos morreram porque eram pecadores (CBASD, vol. 3, p. 581).

6 se fores puro e reto. Na mente de Bildade, Deus teria misericórdia apenas quando os seres humanos a merecessem. Mas a misericórdia, na verdade, jamais pode ser merecida. Se for merecida, então já seria justiça (Bíblia de Genebra).

A pressuposição é sempre a de que Jó é um injusto, necessitado de ensinos (Bíblia Shedd).

8 pergunta agora às gerações passadas. Elifaz tinha apelado para a revelação como sua autoridade, embora essa revelação fosse um tanto enigmática (4.12-17). Bildade, porém, apelou para as tradições humanas (Bíblia de Genebra).

Elifaz recorrera a uma revelação do mundo dos espíritos (v. 4.12-21), ao passo que Bildade recorre à sabedoria acumulada da tradição (Bíblia de Estudo NVI Vida).

10 não te ensinarão os pais? Bildade obviamente considerava Jó um aluno rebelde, mas esperava que ele desse ouvidos às vozes do passado (CBASD, vol. 3, p. 581).

11 junco. O junco consome grandes quantidades de água (CBASD, vol. 3, p. 581).

12 secam. Essas plantas não tem capacidade de autossustentação. Dependem da umidade para se sustentar. Se faltar água, murcham e morrem (CBASD, vol. 3, p. 581).

13 todos quantos se esquecem de Deus. Este verso contém a aplicação da parábola. Quando o poder sustentador de Deus é retirado de uma pessoa, ela perece como o outrora luxuriante junco d’água. A figura ilustra o juízo que Bildade pensa estar caindo sobre o homem que outrora fora justo e, portanto, próspero, mas que depois se afastou de Deus. Jó não deixaria de compreender a aplicação (CBASD, vol. 3, p. 581).

ímpio. Como é óbvio, Bildade considerava Jó um caso típico de impiedade (Bíblia de Genebra).

15 agarrar-se a ela. A figura é a de uma aranha que está tentando se suster agarrando-se à sua casa. A "casa" de Jó lhe havia sido tirada. Sua esperança fora cortada. Assim, Bildade parece classificar Jó como um ímpio (CBASD, vol. 3, p. 582).

Bildade assumiu erradamente que Jó estava confiando em algo que não Deus para sua segurança, então ele destacou que tal apoio iria quebrar. […] Uma das necessidades básicas do homem é segurança e as pessoas farão quase qualquer coisa para se sentirem seguras. Eventualmente, contudo, nosso dinheiro, nossos bens, conhecimento e relacionamentos falharão ou irão embora. Somente Deus pode dar segurança duradoura. No que você tem confiado para sua segurança? Quão duradoura ela é? Se você tem um fundamento seguro em Deus, sentimentos de insegurança não abalarão você (Life Application Bible Study).

16 viçoso. Uma nova ilustração, a de uma luxuriante trepadeira cheia de seiva e vitalidade, que de repente é destruída e esquecida (CBASD, vol. 3, p. 582).

18 o arranca. É insinuado que Jó seria a planta arrancada (Bíblia Shedd).

19 brotarão outros. Ninguém lamenta a morte da planta nem sente falta dela. Outras plantas lhe tomam o lugar (CBASD, vol. 3, p. 582).

20-22 Nestes versículos Bildade faz sua recapitulação. O ponto principal do discurso acha-se no v. 20. Notamos, todavia, que Bildade não possuía a simpatia pela qual Jó ansiava. A conclusão de que a família de Jó morrera vítima de algum castigo divino, em razão de sua iniquidade, era como uma espada a transpassar um coração já exausto de dor e de angústia (Bíblia Shedd).

20 Deus não rejeita ao íntegro. Este versículo cpntém o coração da teologia de Bildade sofre o sofrimento. Não estava errada como sabedoria corrente. O Sl 1.6 ensina que o Senhor cuida do caminho dos justos, que o caminho dos ímpios perecerá. O erro de Bildade consistia em supor que Jó, por estar sofrendo, forçosamente era um ímpio (Bíblia de Genebra).

21 Ele te encherá a boca. Bildade não acha que o caso de Jó seja sem esperança. Como Elifaz, ele prediz que a calamidade de Jó será revertida e que sobrevirão juízos aos inimigos dele. Os amigos parecem ter certo graus de confiança na integridade básica de Jó, embora estejam convencidos de que ele cometeu algum grande pecado que trouxe a calamidade (CBASD, vol. 3, p. 582).

Uma comparação do primeiro discurso de Elifaz com o de Bildade revela que ambos têm uma introdução censuradora e um encerramento conciliatório. Ambos exortaram Jó a ir a Deus arrependido, em busca de ajuda e apresentaram a promessa de salvação. Elifaz reforçou seu argumento com uma suposta revelação divina, enquanto que Bildade procurou alcançar o mesmo resultado, apelando para os antigos mestres da sabedoria (CBASD, vol. 3, p. 582).

22 aborrecedores. Bildade, depois de falar aquilo que tinha em mente, procura demonstrar que ele não se inclui entre os inimigos de Jó (Bíblia Shedd).



Jó 8 by Jeferson Quimelli
3 de julho de 2013, 23:36
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Comentário devocional:

Neste capítulo encontramos a fala de Bildade, o suíta. Seu propósito não é ajudar a Jó, mas defender a sua própria visão de mundo. Bildade apresenta fragmentos de verdade numa moldura de erro. Ele estava familiarizado com o que tinha sido descoberto pelos "pais" e registrados por Moisés em Gênesis 1 a 11 (v. 8 a 10). Assim, ele diz a Jó que não apenas estude história, mas também que se permita ser conduzido pelas verdades obtidas por observações (v. 8). De acordo com a Bildade, é isso que Jó precisa

Bildade pergunta: Pode o papiro crescer sem um pântano ou o junco crescer sem água? (v. 11). De forma semelhante, uma pessoa má só pode receber punições de Deus e não as Suas bênçãos (v. 13). O pensamento de Bildade pode ser descrito do seguinte modo: se uma pessoa se esquece de Deus, Suas bênçãos para ele se secam; se uma pessoa se lembra de Deus e obedece a Ele, as bênçãos florescem. A observação mostra que é assim que as coisas acontecem.

Aqueles que se esquecem de Deus estarão perdidos (v. 13). Confiar em si mesmo é como se apoiar em uma teia de aranha (v. 14). Esse tipo de pensamento é muito frágil e cheio de segurança enganosa (v. 15). O bajulador é tão autoiludido que se algo lhe prejudicou, ele nega que isso aconteceu. De maneira similar, Bildade quer dizer que Jó está negando que Deus o castigou por seus erros (v. 18). Se isso continuar e Jó morrer, ele não será lamentado e outros irão tomar o seu lugar (v. 19). [Deve ter sido doído
para Jó escutar isto…]

Para seu crédito, Bildade enfatiza o princípio verdadeiro de que Deus não rejeitará o inocente nem defenderá malfeitores (v. 20). Então, ele dá a entender que o caso de Jó não é sem esperança pois se ele se arrepender, Deus poderá encher a sua boca com risos e seus lábios com júbilo (v. 21). Quando isso acontecer, os inimigos do Jó ficarão envergonhados e a tenda dos ímpios deixará de existir (v. 22).

Querido Deus,

ajuda-nos a aprender com as gerações que viveram antes de nós e livra-nos de pessoas que se julgam espertas, mas não demonstram compaixão, como Bildade. Amém

Koot van Wyk

Kyungpook National University

Sangju, Coreia do Sul

Trad/Adap JAQ/JDS

Texto bíblico: Jó 8



Jó 6:11 – Aguente firme by Jeferson Quimelli
3 de julho de 2013, 14:32
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Jó 6:11 “Por que esperar, se já não tenho forças? Por que prolongar a vida, se o meu fim é certo?”

Houve certa vez uma ousada fuga de uma prisão nazista. Os internos haviam cavado

um túnel que, infelizmente, terminava cerca de seis metros antes de um bosque bastante denso. Por conta disso, esperaram até que houvesse uma noite sem luar e enviaram um homem até o bosque, onde ele ficaria observando o momento em que o guarda se viraria de costas. Sua função era dar um puxão em uma corda que saia do bosque e chegava até a saída do túnel. Isso faria com que o próximo prisioneiro soubesse que era seguro sair naquele momento. Um a um, aqueles homens sentiram o toque da corda e saíram, correndo para a segurança do bosque escuro.

Infelizmente, o guarda ouviu um som e foi até onde se localizava à saída do túnel. Ele não viu a abertura, mas ficou ali por um tempo, olhando desconfiado pelas redondezas . O tempo parecia ter parado para o prisioneiro seguinte que aguardava debaixo da terra o puxão da corda.

De repente, ele perdeu a paciência. Não podia mais esperar. Foi para a frente, subiu e saiu do buraco na escuridão. Foi a última coisa que fez. O guarda se virou e atirou nele com sua metralhadora, enchendo-o de balas.

Podemos aprender com o erro fatal desse homem. Seu erro dividiu-se em três partes. Ele perdeu a paciência, perdeu a fé e deixou de obedecer. Se ele tivesse apenas confiado no homem na outra ponta da corda… Se ele tivesse apenas obedecido às instruções que lhe haviam sido dadas, poderia ter encontrado sua liberdade. Em vez disso, perdeu a própria vida.

A Bíblia diz que nós herdamos as promessas de Deus por meio de “fé” e “paciência”. Há momentos em que o cristão pede alguma coisa á Deus e a resposta demora. Mas ele não perde a paciência. Ele agüenta firme Aquele que está segurando a ponta vê coisas que nós não podemos ver e sabe o que é melhor para nós. A Bíblia diz: Confie no SENHOR de todo o seu coração e não se apóie em seu próprio entendimento" (Pv 3:5) (Bíblia NVI Evangelismo em Ação Vida).



Jó 7 – comentários by Jeferson Quimelli
3 de julho de 2013, 13:44
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1 penosa a vida. No hebraico, essa terminologia muitas vezes se refere ao serviço militar (Bíblia de Genebra).Literalmente, "guerra", "serviço militar". A NTLH diz: "A vida neste mundo é dura como o serviço militar." […] Jó afirma que é tão natural e apropriado para alguém, em suas circunstâncias, desejar ser libertado pela morte como o é para um soldado desejar que seu tempo de serviço [em guerra] termine (ver Jó 14:14; Is 40:2) (CBASD, vol. 3, p. 577).

3 me deram por herança meses de desengano. Isso não implica necessariamente que sua doença já estava em progresso havia meses. Ele poderia prever os dias que tinha na frente (CBASD, vol. 3, p. 577).

9 tal como a nuvem. Jó compara a morte ao desparecimento de uma nuvem no céu à medida que sua umidade se dissipa no ar que a cerca (CBASD, vol. 3, p. 578).

sepultura. Do heb. sheol. (CBASD, vol. 3, p. 578).

jamais tornará a subir. Esta declaração não nega a ressurreição. Seu significado está restrito pela observação feita no verso seguinte.Os mortos não se levantam para voltar a seus antigos lares. mesmo tomadas independentemente, as palavras hebraicas traduzidas como "jamais tornará a subir" não expressam um ato conclusivo, mas, simplesmente, uma ação incompleta. A NVI traduz a frase da seguinte forma: "Quem desce à sepultura não volta" (CBASD, vol. 3, p. 578).

Essa é a linguagem das aparências. Jó não estava desenvolvendo uma doutrina, ele meramente afirmava o que todos observavam. Mais adiante, Jó mostra que acredita na possibilidade da ressurreição (14.12-15) (Bíblia de Genebra).

11 não reprimirei. O sofrimento de Jó é tão intenso que ele se sente justificado em expressar suas queixas livremente (ver Sl 55:2; 77:3; 142:2) (CBASD, vol. 3, p. 578).
…mas note que ele se queixa diante de Deus, não diante do homem (Bíblia de Genebra).

Jó sentiu profunda angústia e amargura e falou honestamente a Deus a respeito de seus sentimentos que mostravam sua frustração. Se expressarmos nossos sentimentos a Deus, poderemos tratar deles sem explodir em palavras e ações duras e agressivas, possivelmente machucando a nós mesmos e a outros. Na próxima vez que emoções fortes ameaçarem tomar conta de você, expresse-as de maneira própria a Deus em oração. Isto ajudará você a conseguir uma perspectiva eterna sobre a situação e dará a você maior habilidade de tratar com ela de forma mais construtiva (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

12 Jó parou de falar com Elifaz e se dirigiu diretamente a Deus.Apesar de Jó ter vivido uma vida inculpável, ele estava começando a duvidar do valor de viver desta maneira. Ao fazer isto, ele estava perigosamente perto da assumir que Deus não se importava com ele e que não estava sendo justo. Mais tarde Deus reprovou Jó por esta atitude (36:2). O inimigo sempre explora nossos pensamentos para nos levar a abandonar a Deus. Nosso sofrimento, como o de Jó, pode não ser resultado de nossos pecados, mas devemos ter cuidado para não pecar por causa de nossos sofrimentos (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

o mar. Jó indaga: Sou eu como um mar agitado e bravio que precisa ser restringido e limitado? (CBASD, vol. 3, p. 578).

15 minha alma escolheria … antes, a morte. Jó via a morte como saída, mas Satanás não recebera permissão para ir tão longe, nem a morte serviria ao seu propósito (Bíblia de Genebra).

estrangulada. É possível que uma sensação de sufoco tenha acompanhado a aflição de Jó. De qualquer forma, ele considera o estrangulamento mais desejável do que a vida (CBASD, vol. 3, p. 578).

16 deixa-me. Estas são palavras audaciosas para qualquer mortal dirigir a Deus. Jó está nas profundezas do desespero. Ele acha que o Todo-Poderoso o discriminou e pede para ser libertado da interferência divina. Quão diferentemente ele teria se sentido se pudesse saber o que estava por trás dos bastidores e se pudesse ver seu Pai contemplando-o ocm terna piedade e infalível amor. deus estava sofrendo com Seu servo, mas Jó não sabia (CBASD, vol. 3, p. 578).

sopro. Ou, "vapor", uma figura daquilo que é transitório. Jó considera sua vida de pouco valor. Ele era incapaz de apreciar seu tremendo valor aos olhos de Deus (CBASD, vol. 3, p. 579).

17 o que é o homem […]? O salmista usa palavras semelhantes num contexto que exalta o amor e o cuidado de Deus (Sl 8:3-8). Jó, em seu sofrimento, vê o incessante cuidado de Deus de maneira distorcida, interpretando-o como uma omissão importuna. Na verdade, Jó está dizendo a Deus: "Por que incomodas o homem com Tuas provas e aflições? Ola para outro lado. Dá-me tempo para ‘engolir a minha saliva’ " (Jó 7:19). São palavras impróprias, mas Deus não destrói a Jó por causa de sua audaciosa declaração (CBASD, vol. 3, p. 579).

20 se pequei. O original diz apenas: "Pequei" […] no sentido de […] "admito que pequei" (CBASD, vol. 3, p. 579).

Jó se referiu a Deus como um guardião (orig: watcher, tb vigilante) ou observador da humanidade. […] Sabemos que Deus acompanha (watch) tudo o que acontece conosco. Não devemos nos esquecer que Ele nos vê com compaixão, não meramente com escrutínio crítico. Seus olhos são olhos de amor (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

a mim mesmo me seja pesado. Alguns manuscritos hebraicos e a antiga tradução grega dizem: te seja pesado." (Bíblia de Genebra).

A NVI traduz a frase da seguinte forma: "Acaso tornei-me um fardo para Ti?" A tradição judaica afirma que este era o significado original, mas que foi corrigido pelos escribas porque parecia ímpio (Bíblia de Genebra).

21 não tiras a minha iniquidade. Embora Jó salientasse a integridade (isto é, seu compromisso honesto para com a piedade e a retidão) do passado de sua vida, ele nunca negou ser um pecador (CBASD, vol. 3, p. 579).

O discurso de Jó, registrado nos cap. 6 e 7, mostra certos perigos: (1) O perigo da ênfase demasiada na vaidade da vida. Os seres humanos devem se lembrar de seu grande valor aos olhos de Deus. (2) O perigo da livre expressão das emoções. Quando Jó removeu suas inibições, queixou-se com amargura, fez perguntas com irreverência, acusou com rispidez e rogou com impaciência. (3) A tendência do coração humano, quando cegado pela dor ou agitado pela paixão, de interpretar mal a atuação de Deus. (4) A certeza de que as pessoas boas ainda podem ter dentro delas muito da velha natureza não regenerada, que não é percebida até que a ocasião a revele. Dificilmente alguém poderia prever que Jó tivesse um rompante de ira (CBASD, vol. 3, p. 579).



Jó 6 – comentários II by Jeferson Quimelli
3 de julho de 2013, 0:26
Filed under: Sem categoria

1-4 Jó, na sua resposta, diz que Elifaz não olhou os dois lados do problema. Este não vê que o peso da sua aflição é tão grande que qualquer impaciência revelada por Jó seria imperdoável. Qualquer palavra a mais da parte de Jó deve ser entendida à luz daquilo que estava se passando, pois suas aflições eram tão profundas, como se Jó estivesse servindo de alvo para as flechas da ira divina (Bíblia Shedd).

6,7 Jó perdeu o gosto pela vida, a qual compara à comida insípida, e a morte, por outro lado, se lhe apresenta de modo muito desejável (Bíblia Shedd).

8-10 A perspectiva da morte é o único conforto para Jó. Ele tem esperança de que a morte chegue logo, em contraste com o pensamento apresentado por Elifaz, em 5.26 (Bíblia Shedd).

11-13 As forças de Jó estavam esgotadas, não havendo mais esperanças de restauração; a sua paciência também está no fim, e só espera pela morte. É este o teor daquilo que Jó responde a Elifaz, que quer ensinar-lhe a cultivar esperança (4.6) e paciência (5.22-26) (Bíblia Shedd).

15-21 Jó também se sentiu privado daquela simpatia humana que seria sua única esperança na hora da aflição, aquilo que os verdadeiros amigos deviam oferecer (Bíblia Shedd).

21 O horror causado pela contemplação da miséria de Jó, e o medo de tomar o partido de quem, aparentemente estava sendo castigado por Deus, paralisaram a simpatia desses amigos de Jó. Jesus Cristo também foi tratado desta maneira Is 53.4,5 (Bíblia Shedd).

27 Jó acusa seus amigos não somente de desonestidade, mas também de crueldade desalmada (Bíblia de Estudo NVI Vida).



Jó 7 by Jeferson Quimelli
3 de julho de 2013, 0:00
Filed under: confiança em Deus

Comentário devocional:

 Jó diz que assim como um servo que trabalha ao sol anseia pela noite de descanso, o sono da morte é precedido por meses e anos de trabalho e noites de cansaço (verso 3).

Parece que não há esperança de recuperação para Jó (v. 6). Com a proximidade da morte, a vida é  apenas um sopro que se vai, seus olhos talvez nunca mais vejam o bem novamente (v. 7). Ele afirma que a pessoa que morre não assumirá novamente a sua vida (v. 8). Esta pessoa nunca mais retornará à sua casa (v. 9,10). 

 Jó se recusa a se calar e insiste em falar de sua angústia e amargura (v. 11). À noite, dores nos ossos e sonhos vem assustá-lo (versos 13-16). Ele não quer viver para sempre sofrendo desta maneira (v. 16). Ele odeia a vida; os “seus dias são sem sentido” (NVI).

Jó sabe que Deus vigia de perto a todos os homens e se pergunta se a continuação do seu sofrimento significa que ele está pecando contra aquEle que lhe guarda, embora ele não tenha conhecimento de qualquer pecado em sua vida (v. 20). 

 Jó tem a impressão de que está sendo alvo de castigos divinos e deseja que Deus lhe conceda uma visão do porquê ele sofre em uma situação próxima da morte e o perdoe por qualquer transgressão. Ele sente que, se ele morresse e fosse sepultado, nem Deus, nem ninguém,  o poderiam encontrar, pois deixaria de existir (v. 21). 

Apesar disso, como ficará claro ao longo do livro, Jó percebe que Deus conhece exatamente como cada ser humano é formado  e  pode recriar o que deixou de existir.

 Querido Deus, sabemos que tudo o que sofremos acontece como consequência das ações de Satanás e que, abraçados a Ti, encontraremos um propósito mais elevado para o nosso sofrimento. Não há alegria de contemplar a dor, mas ela mostra o maldade de Satanás sobre nossa espécie. Nós oramos que, aconteça o que acontecer, permaneças sempre conosco. Amém.

 Koot van Wyk

Kyungpook National University

Sangju, Coreia do Sul

Trad JAQ/JDS



Texto bíblico: Jó 7



Jó 6 – comentários by Jeferson Quimelli
2 de julho de 2013, 23:58
Filed under: Sem categoria

Em sua primeira resposta aos seus amigos, Jó anseia mais por compaixão do que por críiticas (Andrews Study Bible ).

6,7 Não seja rápido em dar conselhos áqueles que estão sofrendo. Eles podem estar precisando mais de compaixão do que de conselhos (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
8,9 Na sua dor, Jó queria desistir para ficar livre de seu desconforto e morrer. Mas Deus não atendeu ao pedido de Jó. Ele tinha maiores planos para Jó. Nossa tendência, como Jó, é querer desistir e fugir quando as coisas vão mal. Confiar em Deus nos bons tempos é louvável, mas confiar nEle nos tempos difíceis nos testa até os nossos limites e exercita a nossa fé. Em suas lutas, grandes ou pequenas, confie que Deus está no controle e que Ele cuidará de você (Rom 8:28) (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

15-21 como um riacho. Os amigos de Jó são comparados a um wadi do Oriente Médio – um rio caudaloso quando as neves das montanhas se derretem, mas seco quando vem o calor. isto devia ser muito decepcionante a viajantes do deserto quando eles mais precisavam de água (Andrews Study Bible ).

29, 30 Jó se referiu à sua integridade não porque ele era inocente, sem pecado, mas porque ele tinha um relacionamento correto com Deus. Ele não era culpado dos pecados dos quais seus amigos lhe acusavam […]. Outra versão deste verso poderia ser: "Minha jstiça permacece." Justiça não é o mesmo que inocência (auséncia de pecados) (Rom 3.23). Ninguém, a não ser Jesus, foi isento de pecado – livre de todos os prensamentos e ações erradas (Life Application Study Bible Kingsway NIV).



Jó 6 by Jeferson Quimelli
1 de julho de 2013, 23:57
Filed under: Sem categoria

Comentário devocional:

Jó responde aos seus amigos pedindo um julgamento justo. Ele deseja que suas alegrias e tristezas sejam comparadas, uma ao lado da outra. Jó argumenta que não recebeu um julgamento adequado por seus bons e maus atos, e o resultado é que sua “dor é mais pesada do que a areia do mar.” É por isso que Jó se encontra em um conflituoso estado de espírito e vê que as flechas de Deus estão contra ele (v. 3,4).

Jó pergunta se um burro e um boi forem cuidados, ele pedirá por alimento? Pode-se comer alimentos sem sabor, sem sal? A situação de Jó é tão ruim que ele, juntamente com os desabrigados, está quase pronto a comer coisas que antes se recusaria sequer a tocar (v. 6,7).

Jó enxerga claramente a capacidade de Deus em ajudar a diminuir seu sofrimento, mesmo que seja com a morte(v. 8, 9). Ele estudou bem a Palavra de Deus e a praticou em sua vida diária (v.10). Existe um dia melhor para encerrar seu sofrimento que hoje? (v. 11-13). Ele espera que algum amigo possa ser bondoso com ele (v. 14) ou então se mostrará que todos perderam o temor do Todo-Poderoso. Os irmãos de Jó são enganosos e como um rio eles fluem em torrentes transbordantes (v. 15). Eles são águas turvas com gelo e neve, e quando estes derretem no calor, desaparecem. No tempo seco, os viajantes esperam por esta fonte, mas ela não está lá para satisfazê-los. Como ela, seus amigos já se foram (vv. 17-19). Eles enxergam o terror de Jó e isto os enche de medo (v. 21).

Jó nunca pediu posses para seus amigos ou ajuda contra um inimigo ou um opressor (vv. 22-23). Mas ele implora a seus amigos que lhe digam onde ele errou (v. 24). Eles pensavam que suas palavras eram necessárias para disciplina ao seu mau amigo, e que as palavras de Jó eram uma resposta típica de quem sofre por sua maldade a quem não se deve dar crédito (v. 26). Para Jó, seus amigos não têm uma boa reputação (v. 27). Com um sorriso em seus rostos, eles põem para baixo um amigo e ficam satisfeitos quando ele se abate.

Mas Jó quer que seus amigos retornem e o ouçam. Ele não irá mentir para eles (v. 28). Como não há nada de errado nele (v. 29), ele é capaz de discernir suas astutas maquinações (v. 30). Apesar de Jó estar em dificuldades financeiras, ele está determinado a manter seu estilo de vida adequado e estender a sua capacidade de discernir o certo do errado em outros aspectos da vida também (v. 30).

Querido Deus,
Dê-nos também uma vida de discernimento e de busca por justiça e atos corretos como Jó. Conhecendo suficientemente as estratégias de Satanás, sabemos que estamos seguros contigo porque tens o controle total de nossas vidas. Amém.

Koot van Wyk
Kyungpook National University

Sangju, Coreia do Sul

Trad/Adap JAQ/GASQ

Texto bíblico: Jó 6