Reavivados por Sua Palavra


Jó 13 – comentários by Jeferson Quimelli
9 de julho de 2013, 19:36
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3 O real foco de Jó, desde o começo, é Deus (9:3, 14-16,19-20, 32-35) (Andrews Study Bible).

4 sois médicos que não sabem nada. Jó comparou seus três amigos a médicos que não sabiam o que estavam fazendo. Eram como cirurgiões de olhos que tentam realizar cirurgia de coração aberto. Muitas de suas idéias sobre Deus eram verdadeiras, mas não se aplicavam à situação de Jó. Eles estavam certos em dizer que Deus é justo. Eles estavam certos em dizer que Deus castiga o pecado. Mas eles estavam errados em supor que o sofrimento de Jó era um justo castigo por seu pecado. Eles tomaram um princípio verdadeiro e o aplicaram de forma errada, ignorando a enorme diferença entre as circunstâncias humanas. Devemos ser cuidadosos e compassivos na forma de aplicar as condenações bíblicas para os outros; Devemos ser lentos para julgar (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

7 em favor de Deus vocês falarão perversidades?. Quantas vezes coisas injustas foram ditas ou feitas, professamente para promover os interesses de Deus! (CBASD, vol 3, p. 597).

14 tomarei a minha carne nos meus dentes. Significa: "Arriscarei minha vida" (Andrews Study Bible).
[…] suas [de Jó] declarações o colocavam em perigo, mas ele estava determinado a continuar, de qualquer maneira.[…] Esta frase parece implicar a idéias de um risco calculado (CBASD, vol 3, p. 598).

15 eis que me matará, já não tenho esperança (ARA). NVI, ACF, ARC: "Embora Ele me mate, ainda assim esperarei nEle".

Com base nesta tradução, este versículo tem sido frequentemente citado como suprema expressão de confiança no Senhor (Bíblia de Genebra).

[…] o primeiro degrau da escada pela qual Jó emergiu de seu abismo de desespero (CBASD, vol 3, p. 599).

É com estas palavras que Jó revela sua grande fé. Apesar de sua situação difícil e da dor que sente, Jó confiou nos juízos de Deus. Que Deus ajude cada um de nós a ter semelhante fé nele, independentemente daquilo que Deus permite que sobrevenha ao nosso caminho (Bíblia Evangelismo em Ação NVI Vida).

24 me tens por Teu inimigo. Essa é a fantasia enganosa com a qual Jó lutava. Deus nunca considerou Jó seu inimigo (Bíblia de Genebra).

25 uma folha […] a palha seca. Jó se compara a dois dos objetos mais insignificantes e sem valor (CBASD, vol 3, p. 599).

26 coisas amargas. Venenosas (Andrews Study Bible).

27 no tronco. Um primitivo meio de punição e aprisionamento (CBASD, vol 3, p. 599).

28 coisa podre. Jó se refere à fragilidade dele próprio e de toda a humanidade (CBASD, vol 3, p. 600).



Jó 13:4 “…sois médicos que não sabem nada…” by Jeferson Quimelli
9 de julho de 2013, 18:39
Filed under: Sem categoria

"Jó comparou seus três amigos a médicos que não sabiam o que estavam fazendo. Eram como cirurgiões de olhos que tentam realizar cirurgia de coração aberto Muitas de suas idéias sobre Deus eram verdadeiras, mas não se aplicavam à situação de Jó. Eles estavam certos em dizer que Deus é justo. Eles estavam certos em dizer que Deus castiga o pecado. Mas eles estavam errados em supor que o sofrimento de Jó era um justo castigo por seu pecado. Eles tomaram um princípio verdadeiro e o aplicaram de forma errada, ignorando a enorme diferença entre as circunstâncias humanas. Devemos ser cuidadosos e compassivos na forma de aplicar as condenações bíblicas para os outros; Devemos ser lentos para julgar " Life Application Study Bible Kingsway NIV.



Faça como Jó, não desista! by Jeferson Quimelli
9 de julho de 2013, 17:37
Filed under: Sem categoria

Querido leitor,

Nestes dias estamos estudando os diálogos entre Jó e seus amigos, muitos em forma poética. Caso lhe vir a tentação de parar a leitura, por achar que este assunto não tem muito a ver com suas necessidades espirituais e emocionais deste momento, por favor, não desista!

Deus tem muitas bênçãos reservadas para você através do estudo da Sua Palavra, cada uma a seu tempo. Deus quer falar com você através de Sua Palavra.

E mais: caso alguma passagem ou comentário lhe impressione de modo especial o seu espírito, como uma palavra do Senhor, gostaríamos muito se compartilhasse conosco. Pode ser algo simples, mas se tocou seu coração, pode beneficiar a outros também.

Escreva um breve texto e publique como comentário aqui, no blog.

Assim fazendo, estaremos sendo "reavivados pela Palavra".

Jeferson Quimelli,
pela equipe do blog RPSP



Jó 13 by Jeferson Quimelli
9 de julho de 2013, 0:00
Filed under: relacionamento, santificação

Comentário devocional:

Continuando sua fala do cap. 12, onde Jó demonstra conhecimento das ciências humanas (12.16-24),  ele afirma que este conhecimento foi obtido a partir de seus próprios sentidos e observações (v. 1). Ele não se julga em posição de inferioridade em relação a seus conselheiros (v.2) no que diz respeito à filosofia humana, à ciência e aos avanços tecnológicos. Mas não é com os seres humanos que Jó deseja dialogar, mas com Deus (v. 3). Jó argumenta que apesar de seus amigos afirmarem possuir conhecimento, o que falam a respeito dele é mentira; eles são médicos que não curam (v.4). Quando alguém deixa de receber a iluminação da revelação do Espírito de Deus, que nasce do conhecimento relacional com Ele, e  fala sobre Deus baseado em conhecimento humano, o resultado são mentiras.

Jó diz que seus amigos teriam mostrado mais sabedoria se tivessem ficado calados (v. 5). E que eles estão dizendo coisas sem sentido a respeito de Deus, e pergunta: “Vocês vão falar com maldade em nome de Deus? Vão falar enganosamente a favor dEle? ” (v. 7). E acusa seu amigos de usarem argumentos falsos para defender os atos de Deus, a quem eles não realmente conhecem (v. 8). Jó pergunta ainda se eles mesmos estariam dispostos a se submeterem a um minucioso exame divino quanto à coerência de suas vidas (V. 9). Com certeza, Deus os repreenderia (V. 10). Se comparecessem em julgamento perante Deus, ficariam aterrorizados diante de Sua majestade (v. 11), porque a sabedoria deles tem o valor  de palavras escritas em um papel queimado e sua argumentação de defesa tão frágil quanto a escudos de barro (v. 12).

Jó pede aos seus amigos para se aquietem para que ele possa falar, porque ele está pronto a suportar as consequências do que dirá (v. 13). Ele não se calará, ainda que com risco de vida (v. 14), porque sabe que mesmo que morra por suas palavras ainda assim poderá contar com a misericórdia e a salvação de Deus (v. 15, 16). Jó quer que seus amigos prestem atenção ao que ele tem a dizer (v. 17). “Sei”, diz ele, que se comparecer diante de Deus, “serei justificado” (v. 18).

Jó, então, pede ao Senhor apenas duas coisas: (a) que afaste dele a Sua mão que o castiga e (b) que estes castigos aterrorizantes não interrompam, a comunicação entre Deus e ele e entre ele e Deus (v. 20, 21).

Apesar dos fatos o deixarem confuso, Jó sabe que Deus o mantém em Suas mãos e o cerca com a verdade. Devemos também ter esta mesma certeza. Ele manifesta desejo se comunicar com Deus (v. 22) que poderia ser expresso na linguagem de hoje: “Ligue-me e eu responderei ou eu falo e você responde.” 

Como Jó, peçamos que Deus nos faça  conhecer nossa transgressão (v. 23) que nos priva de desfrutar as bênçãos do companheirismo e amizade com Ele (V. 24). Jó sabe que Deus não desperdiça seu tempo com  árvores secas (v. 25). Se sentimos culpa, ainda temos esperança. Jó sabe que seus pecados estão registrados e  se pergunta se agora está herdando os pecados de sua juventude (v. 26). Caso Deus esteja fazendo isso, Jó argumenta que seria o mesmo que amarrar as pernas de um homem de forma que ele não conseguisse andar (v. 27). Jó argumenta que um homem não pode viver preso ao que fez de errado no passado. Se assim fosse, o homem, se decomporia como algo podre ou como uma peça de roupa comida pelas traças (v. 28).

Querido Deus,

Somos inspirados pela fé de Jó. Te pedimos que, enquanto ainda temos oportunidade, nos revele o mal que acariciamos, aquilo que nos impede de nos impede de fruirmos plenamente as bênçãos do relacionamento conTigo, hoje e sempre. Amém

Koot van Wyk
Kyungpook National University 
Sangju, Coreia do Sul
Trad/Adap JAQ/JDS


Texto bíblico: Jó 13



Jó 12 – comentários by Jeferson Quimelli
8 de julho de 2013, 20:18
Filed under: Sem categoria

12.1 – 14.22 A resposta de Jó neste longo discurso começa com uma explosão de sarcasmo contra seus conselheiros. Ele continua falando com eles até 13.19. Em 13.20 Jó se volta para Deus, causando uma grande quebra de discurso. Essa inclinação de Jó para falar com Deus (orar) contrasta com a atitude dos conselheiros, que nunca disseram uma só palavra para Deus. Eles tão-somente falavam sobre Ele (Bíblia de Genebra).

1. Jó respondeu. Neste discurso, que abrange os cap. 12 a 14, Jó pela primeira vez usou sarcasmo ao dirigir-se aos seus amigos. O ataque verbal, porém, parece ter um propósito secundário. O principal objetivo de Jó é justificar suas afirmações prévias: (1) que o rumo tomado pelos acontecimentos terrenos, sejam eles bons ou maus, deve ser atribuído a Deus; e (2) que seus sofrimentos lhe dão o direito de defender-se diante de Deus e de exigir saber por que ele está sendo punido daquela maneira (CBASD, vol. 3, p. 594).

2 vós sois o povo. Esta linguagem expressa sarcasmo mordaz. Jó parece dizer: "Vocês são as únicas pessoas que devem ser levadas em consideração, as únicas que merecem atenção e as únicas que podem falar" (CBASD, vol. 3, p. 594).

2,3 Jó expressa sua ira à insensibilidade de seus orgulhosos amigos (Andrews Study Bible).

4 irrisão (Almeida). NVI: "objeto de riso".

5 aquele cujos pés já vacilam. A ideia está razoavelmente clara. Jó chama a atenção para a fraqueza humana que faz com que os homens cubram de desprezo os desafortunados e deem mais um empurrão nos que já estão cambaleando (CBASD, vol. 3, p. 594).

Aqueles que estão bem zombam daqueles que estão com problemas (Andrews Study Bible).

17 Aos conselheiros, leva-os despojados. Os conselhos dos grandes homens e dos sábios não prevalecem contra Deus. A palavra traduzida como "despojados", literalmente, significa "descalços". A figura é provavelmente alusiva à prática de remover as vestes exteriores dos cativos de guerra (ver Mq 1:8) (CBASD, vol. 3, p. 595, 596).

18 uma corda lhes cinge os ombros. A última parte do verso retrata os reis que antes aprisionaram a outros e, mais tarde, foram amarrados e levados como prisioneiros. Toda a série de observações aqui se refere aos revezes e às mudanças de situação na vida (CBASD, vol. 3, p. 596).

21 afrouxa o cinto. Os orientais usavam túnicas soltas amarradas por um cinto nos quadris. Quando eles trabalhavam, corriam ou viajavam, as túnicas ficavam amarradas. Afrouxar o cinto significava impedir a execução dessas atividades (CBASD, vol. 3, p. 596).

24, 25 Jó afirmou que nenhum líder tem verdadeira sabedoria à parte de Deus. Nenhuma pesquisa ou relatório pode prevalecer sobre a opinião de Deus. Nenhuma descoberta científica ou avanço médico O toma de surpresa. Quando buscamos orientação para nossas decisões, devemos reconhecer que a sabedoria de Deus é superior a qualquer outra que o mundo tem para oferecer. Não deixe que os conselheiros terrenos diminuam o seu desejo de conhecer melhor a Deus (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

25 Nas trevas andam às apalpadelas. Isto encerra o capítulo e, com ele, a controvérsia com respeito ao conhecimento de Jó sobre ditados proverbiais impressionantes e pertinentes. Jó demonstrou que estava tão familiarizado com provérbios sobre Deus quanto seus amigos, e que tinha ideias tão elevadas como as deles sobre o controle e o governo do Altíssimo. Os amigos interpretavam a Deus como alguém que recompensava as pessoas nesta vida de acordo com seus atos. Jó vê a Deus como alguém que governa os assuntos humanos a partir de outro critério, não por seus atos. Ele acha que sua vida tem sido irrepreensível (CBASD, vol. 3, p. 596).



Jó 12 by Jeferson Quimelli
7 de julho de 2013, 22:22
Filed under: Sem categoria

Comentário devocional:

Jó respondeu a Zofar, dizendo que ele sabe o que seu amigo está dizendo. Que, de fato, há verdadeiros homens desta geração, representando a sabedoria humana, mas quando morrem, sua chamada sabedoria morrerá com eles (v. 2). Jó diz que o entendimento humano é sempre o mesmo e o que seus amigos estão dizendo é de conhecimento comum, compartilhado por todos os seres humanos (v. 3).

Jó diz que mesmo o conhecimento humano avançado deve buscar o conhecimento da "revelação". Jó é ridicularizado por seus amigos porque suas referências estão limitadas ao conhecimento da existência humana, mas Jó argumenta que ele "invocava a Deus", e este lhe respondia (v. 4).

Tanto Jó como seus amigos afirmam que Deus está acima da natureza, enfatizando a soberania de Deus, contudo Jó fala de um Deus pessoal que responde a quem O chama (v. 4).

Na opinião de Jó, o maus prosperam e “estão seguros”, porque às vezes Deus permite que eles estejam assim (v. 6). Jó exorta seus amigos a estudar cuidadosamente a ciência da zoologia: "os pássaros" do céu (v. 7), os animais terrestres, os “peixes do mar" (v. 8). Todo este conhecimento aponta para o Criador como vemos em Gênesis, cap. 1. Jó confirma isso, dizendo: "Na sua mão está a vida de cada criatura" (v. 10 NVI), exatamente o que Moisés tinha em mente em Gênesis 2:7.

Jó aconselha seus amigos a fazerem uma reflexão sobre seus sentidos, sua capacidade de ouvir, para que entendam as palavras assim como a boca prova e saboreia a comida (v. 11). Moisés foi educado no palácio de Faraó pelos melhores professores da Universidade do Egito da época, portanto, estes eram assuntos que ele deveria ter estudado bem.

Jó continua dizendo que o conhecimento experimental é adquirido através de toda a vida (v. 12), porém este conhecimento não é duradouro. Somente com Deus há conhecimento que se perpetua. "Com Deus está a sabedoria e a força; Ele tem conselho e entendimento" (v. 13). O conhecimento humano pode ter idéias, mas o conhecimento de Deus está além da sabedoria humana.

Jó, então, apresenta Deus como o Ser onisciente que está totalmente envolvido com este mundo (v. 14-25). Ele dispensa conselheiros (v. 17); faz juízes de tolos (v. 17); solta reis (v. 18), retira sacerdotes de seus cargos (v. 19). Em essência, Deus tem o poder de dar e tirar: o discurso (v. 20); o discernimento (v. 20), a revelação (v. 22); as nações (v. 23); a inteligência (v. 24), a influência e o poder do forte (v. 21). No próximo capítulo, Jó continua com suas reflexões.

Querido Deus,
Conceda-nos alinhar nossos pontos de vista pessoais com a perspectiva de Sua revelação. Que assim possamos compartilhar Seu conhecimento e salvação com este mundo. Amém.

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

Trad/Adap JAQ/GASQ/JDS

Texto bíblico: Jó 12



Jó 11 – comentários by Jeferson Quimelli
7 de julho de 2013, 14:54
Filed under: Sem categoria

1-20 Assim como Elifaz (v. 4.7-11) e Bildade (v. 8.3-6), Zofar declara que os pecados de Jó foram a causa das aflições (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Zofar foi o terceiro dos amigos a falar, e o menos cortês. Cheio de ódio, ele ataca Jó, dizendo que Jó merece mais punição e não menos. Zofar assumiu a mesma posição de Elifaz (cap. 4,5) e Bildade (cap.8) de que Jó estava sofrendo por causa de pecado, mas seu discurso foi, de longe, o mais arrogante (Life Application Study Bíble Kingsway NIV).

2-3 As palavras de Zofar são mais duras que as de Bildade (8:2) (Andrews Study Bible).Zofar revela falta de compaixão ao deixar de se colocar no lugar de Jó antes de condená-lo. Além disso, Zofar não está inteiramente certo na condenação: Jó foi sincero em questionar ações de Deus que lhe pareciam injustas (v. 9.14-24), mas não zombou de Deus (é Zofar quem o acusa de ter feito isso) (Bíblia de Estudo NVI Vida).

2 palavrório. Zofar parece irritado com o tamanho do discurso de Jó. Os orientais consideravam a brevidade no falar como uma virtude distintiva (ver Pv 10:19; Ec 5:2)(CBASD, vol. 3, p. 591).

3 parolas. Do heb. badem, "fala vazia" (ver Is 16:6; Jr 48:30; 50:36)(CBASD, vol. 3, p. 591).

4 Pois dizes […] sou limpo aos Teus olhos. Jó nunca disse isto (Andrews Study Bible).
Zofar […] deixa subentendido que Jó estava reivindicando ter pureza absoluta (perfeição impecável), mas Jó em nenhuma ocasião aplica esses termos a si (Bíblia de Estudo NVI Vida).

Este verso reitera o ponto central de desacordo entre Jó e seus amigos. Jó aceitava o testemunho de sua consciência, enquanto seus amigos interpretavam mal o testemunho de seu sofrimento(CBASD, vol. 3, p. 591).

Essa não é uma citação correta das palavras de Jó, que nunca se declara impecável. Jó apenas afirmou não levar o tipo de vida pecaminosa que pudesse merecer tão severos castigos. Ele já havia admitido que nenhum mortal poderia ser justo diante de Deus (9.2) (Bíblia de Genebra).

É inteiramente verdadeiro que muitos de nós estamos dominados pela autocomplacência, porque julgamos o que há de melhor em nós pelo que há de pior nos outros. Pode acontecer, também, que tenhamos uma inadequada concepção do que Deus é, e do que ele requer de nós. Será melhor batermos no peito como o publicano e nos confessarmos o pior dos pecadores (Comentário Bíblico VT – FBMeyer).

6 Zofar diz que Jó merece punição adicional – ele é o mais cruel dos amigos (Andrews Study Bible).

7 desvendarás […]? A frase diz, literalmente: "Você poderá descobrir as coisas a serem exploradas sobre Deus?" (CBASD, vol. 3, p. 591).

8 como as alturas dos céus. Paulo usa as mesmas quatro dimensões para descrever o amor de Deus em Cristo (Ef 3.18) (CBASD, vol. 3, p. 591).

mais profunda é ela do que o abismo. NVI: mais profundos que as profundezas. NKJV: Mais profundo que o sheol (original hebraico). Não há lugar na Terra do que Sheol, o nome dado ao lugar dos mortos [segundo o pensamento corrente da época]. É usado quase 500 vezes na Bíblia, 7 delas em Jó (CBASD, vol. 3, p. 591).

7 arcanos de Deus. NVI: "os mistérios de Deus". NKJV: "as coisas profundas de Deus" [deep things of God].

11 Ao chamar Jó de "enganador" (NIV e NVI), Zofar estava acusando Jó de possuir falhas e pecados secretos. Apesar desta suposição de Zofar ser incorreta, sua explanação de que Deus sabes e vê tudo é acurada (Life Application Study Bíble Kingsway NIV).

12 quando a cria de um asno montês nascer homem. Nota textual NVI ou: "nascer domesticado". A nota textual NVI contrapõe duas espécies correlatas, porém totalmente diferentes, de animais bíblicos – o jumento selvagem e o domesticado (Bíblia de Estudo NVI Vida).

…isto é, um homem tão intratável, indomado e teimoso como um asno selvagem ainda pode se transformar num verdadeiro homem" (CBASD, vol. 3, p. 592).

13-20 Isso parece um bom conselho para um pecador devasso, mas não se aplica ao caso de Jó. Como Bildade, Zofar não abre espaço para a misericórdia. Jó teria que se tornar justo antes que Deus o aceitasse (Bíblia de Genebra).

Idéia popular, mas falsa: o bom prospera, o ímpio sofre [cf. tb Elfaz, 5:17-26, e Bildade, 8:5-7] (Andrews Study Bible).

13 estenderes as mãos. Zofar insta com Jó para que vá a Deus em atitude de súplica (CBASD, vol. 3, p. 592).

Zofar toma por certo que os problemas de Jó estão arraigados no pecado; tudo o que Jó precisa fazer é arrepender-se, e a partir daí sua vida será bem-aventurada e feliz. Mas em nenhum lugar Deus garante ua vida "mais refulgente que o meio-dia" (v. 17) simplesmente por sermos seus filhos. Deus tem para nós um propósito mais sublime que nossa prosperidade, ou pessoas em busca do nosso favor (v. 19). A filosofia de Zofar conflita com o Sl 73 (Bíblia de Estudo NVI Vida).

14-15 É arrogância da parte de Zofar pensar saber por que Jó estava sofrendo (Bíblia de Genebra) (Andrews Study Bible).

16 como de águas. Como uma pancada de chuva, uma poça d’água ou uma forte enxurrada que ameaça engolfar tudo, logo passa e é esquecida, assim a desgraça de Jó cairia na insignificância em vista do brilhante futuro (CBASD, vol. 3, p. 592).

20 perversos. Se Zofar tivesse terminado com o v. 19, Jó poderia ter extraído conforto de seu discurso, que apresentava a esperança de restauração ao favor de Deus e o retorno à felicidade. mas, como se quisesse acentuar o conceito desfavorável que tem da conduta e do caráter de Jó, ele não termina com palavras encorajadoras, mas acrescenta um trecho que tem ares de condenação (CBASD, vol. 3, p. 592).

O tributo que Zofar prestou a Deus é magnífico. Sua sinceridade é óbvia. Mas ele, como os outros amigos de Jó, interpretou mal a providência de Deus. Ele é incapaz de ver o sofrimento como outra coisa a não ser uma punição direta pelo pecado. Ele exorta Jó a se arrepender, quando devia levar-lhe amor e conforto. Os discursos dos amigos de Jó foram comparados a rodas que giram sobre o mesmo eixo. Eles variam nos detalhes, mas concordam no ponto de vista básico (CBASD, vol. 3, p. 593).



Jó 11 by Jeferson Quimelli
6 de julho de 2013, 23:19
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Comentário devocional:

Neste capítulo é Zofar quem fala. Ele é conhecido como sendo um naamatita, o que alguns acreditam significar ser um descendente de Naor, irmão de Abraão.

Zofar diz a Jó que ele fala muito de si mesmo e quer saber se o suposto caráter de Jó silenciará as repreensões de todos os homens (v. 3). Ele acusa Jó por ter dito que seus ensinamentos são puros e que Deus olha favoravelmente sobre ele (v. 4). Zofar deseja que Deus ensine a Jó os verdadeiros segredos da sabedoria, para que Jó seja duplamente cuidadoso sobre o que diz (v. 5 e 6).

Zofar defende a inacessibilidade de Deus (v. 7-10), e que Deus e a iniqüidade não podem ser misturados (v. 11). Deus não origina a iniqüidade. A solução para Jó, como Zofar a vê, é que Jó deve preparar seu coração, estender as mãos para Deus, distanciar-se da iniqüidade, e não permitir injustiça ao seu redor (v. 13-14). Agindo desta forma, Jó poderia levantar o rosto sem mancha e esquecer seus problemas. Sua escuridão seria como a manhã, haveria esperança, ele se sentiria seguro, ninguém o assustaria e muitos viriam curvar-se perante ele (v. 15 -19).

Quando Zofar fala que os ímpios não terão nenhum lugar para fugir e que suas esperanças se transformarão em tristeza e perda de vida (v. 20), ele não está pensando sobre o fim dos tempos, mas sobre o presente. Fala, também, por outro lado, que a solução para Jó reside na sua vontade de se aproximar de Deus e ouvi-Lo. Se Jó fizer isso, todas as bênçãos anunciadas pelos profetas bíblicos, aguardadas por muitos para se tornarem realidade no futuro, certamente se concretizarão em sua vida presente. Jó florescerá e os ímpios declinarão, como ele testemunhará.

Zofar, assim como seus outros amigos, foca o tempo presente. Se algo de bom está para acontecer a uma pessoa, isto deve acontecer neste momento e não futuramente, no céu. Descobertas arqueológicas no Egito e Mesopotâmia nos demonstram que este modo de pensar, comum na era moderna, já existia desde naquela época. Zofar e seus amigos não são exceções.

Querido Deus
Assim como Jó, queremos manter viva a esperança do Advento e não sermos levados a pensar apenas no presente, em detrimento do cumprimento das promessas da Volta de Jesus. Em nome de Jesus, Amém.

Koot van Wyk
Universidade Nacional Kyungpook
Sangju, Coreia do Sul

Trad JAQ/GASQ



Jó 10 – comentário by Jeferson Quimelli
6 de julho de 2013, 12:00
Filed under: Sem categoria

3 Tens prazer de oprimir-me,[…] , enquanto sorris para o plano dos ímpios? Jó imagina que Deus está zangado com ele, um inocente (v. 9.28), [e] que Se deleita com os ímpios. Essas palavras servem de lembrança de que não é apropriado discutir teologia ao lado de um leito de enfermidade; em tempos de sofrimento severo, as pessoas talvez digam coisas que necessitam de uma resposta de amor e compreensão. O próprio Jó acabará arrependendo-se, e Deus lhe perdoará (42.1-6) (Bíblia de Estudo NVI Vida).



Jó 10 by Jeferson Quimelli
6 de julho de 2013, 0:00
Filed under: Sem categoria

Comentário devocional:

Neste capítulo Jó fala da amargura de sua alma (versículo 1). Ele diz a Deus: Não me considero mau, deixe-me saber qual é a Tua questão contra mim. Eu sou a obra das tuas mãos. Por que eu estou rejeitado? (v.3). Em Seu juízo investigativo, você usa os olhos de carne e só vê como os homens vêem, procurando o mal em mim? (v. 4).
Jó sabe que tem um relacionamento com Deus e repousa firmemente em Sua mão de Deus. Ele está descansando em cima do conhecimento que Deus tem dele e de sua inocência (v. 7). Jó está seguro na mão de Deus, porque Deus é o seu Criador: “Você me fez de barro (cf Gên 2:7: “Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra”) e Você me fará voltar ao pó? “(v. 9). Deus deu a Jó um esqueleto e o vestiu com pele. Deu-lhe a vida, a personalidade, bondade e espírito – a capacidade de ter uma relacionamento com o Criador (v. 12). Jó está escondido no coração de Deus (v. 13).
 
Sendo que Jó está no coração de Deus, é impensável a conclusão de Elifaz e Bildade de que se você é ruim coisas ruins acontecem com você; E que se você é bom, então coisas boas acontecem com  você (versos 14-15). 
 
A expressão “contra mim aumentas a tua ira” do verso 17 necessita de um esclarecimento. A palavra “raiva” ou “ira” (ARA, NVI) dá uma impressão errada. Esta é uma das palavras que não ocorrem com muita frequência no livro de Jó. Para entender esta palavra neste livro, deve-se ter em mente que nos dias de Moisés o seu significado era “ligar, conectar”. Sendo assim a palavra “ira” ou “raiva”, utilizada em algumas traduções, não corresponde ao significado original. Como Jó está muito “ligado” a Deus, “abraçado” por Deus, por um lado recebeu muitos benefícios, mas por outro lado recebeu também muitas provações. 
 
Ele se pergunta se não teria sido melhor se ele não tivesse nascido ou morrido logo após o nascimento, em vez de sofrer (v. 18-19).
 
No versículo 20, Jó suplica por uma suspensão temporária de seu sofrimento. Seus dias à frente podem ser poucos, por isso se o sofrimento for suspenso por um curto período ele pode ter ainda um pouco de tempo de conforto antes de morrer. Ao morrer, ele irá para a terra da escuridão e das sombras (v. 21 e 22).
 
Querido Deus,
Também estamos ligados a Ti. Estamos ligados ao Teu coração, à Tua mente e as Tuas mãos. Cristo é o nosso advogado no julgamento. Senhor, ajuda-nos a aceitar, como Jó, que até mesmo os nossos sofrimentos estão debaixo da Tua soberania. Amém.
 
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Trad/Adap JAQ/JDS