Reavivados por Sua Palavra


Ester 6 – comentários by Jeferson Quimelli
22 de junho de 2013, 12:00
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1 naquela noite o rei não conseguiu dormir. Se o capítulo 4 marca a vida pessoal de Ester, o capítulo 6 marca o ponto de virada da história inteira (Andrews Study Bible).

O rei decidiu rever a história de seu reino e seus servos leram para ele sobre a boa ação de Mordecai. Isto pode parecer coincidência, mas Deus está sempre trabalhando. Deus tem estado trabalhando quieta e pacientemente em sua vida do mesmo modo. Os eventos que ocorrem ao mesmo tempo para o bem não são coincidência; eles são o resultado do controle  soberano de Deus sobre a vida das pessoas (Life Application Study Bible).

Literalmente, “o sono do rei fugiu.” Talvez ele estivesse tentando adivinhar qual seria o pedido de Ester. Uma vez ela havia se apressado a dar informações surpreendentes a Assuero (2.21,22).  Não é provável, também, que naquela ocasião, também, Ester tenha se contentado em esperar uma convocação real; o assunto era urgente. À medida que as horas da noite passavam, a curiosidade e a imaginação do rei inventavam todos os tipos de possíveis conspirações contra sua vida. Para refrescar sua memória do incidente, e talvez com medo de que alguns dos conspiradores tivessem escapado, o rei pediu que se fizesse a leitura do registro. Além disso, o fato de que Ester havia convidado Hamã indicava fortemente que ele estava envolvido de alguma forma – como amigo ou inimigo, o rei não poderia saber. Não é de se estranhar que o rei não conseguisse dormir (CBASD, vol. 3, p. 532).

Esse versículo marca o centro literário da narrativa. Quando tudo parecia tenebroso em absoluto, uma série de aparentes insignificantes coincidências marcam o ponto crucial que começa a apresentar soluções à história. A insônia do rei, seu pedido para ouvir a leitura dos registros históricos, a abertura no trecho que relata a lealdade de Mardoqueu no passado, a obra barulhenta de carpintaria de Hamã logo de madrugada (5.14), sua entrada repentina no pátio do palácio e sua pressuposição de ser ele o homem a quem o rei desejava honrar – tudo isso testemunha da soberania de Deus sobre todos os acontecimentos da narrativa. As circunstâncias que pareciam meramente secundárias passam a assumir relevância fundamental. Assim como na história de José (Gn 41.1-45), o destino do herói é revertido pelo fato de o sono do monarca ter sido perturbado (cf Dn 2:1; 6.18 (Bíblia de Estudo NVI Vida).

2 foi lido. Nessa ocasião, o escriba estava lendo registros históricos de acontecimentos de cinco anos antes (cp 3.7 com 2.16) (Bíblia de Estudo NVI Vida).

Provavelmente, o próprio rei não podia ler. É mais provável que servos especiais foram designados para a tarefa de leitura. Naqueles dias, a escrita e a leitura eram artes altamente especializadas, e somente aqueles que dedicavam seu tempo a elas poderiam se tornar proficientes(CBASD, vol. 3, p. 532).

3 honras. Havia entre os persas um ordem chamada “ordem dos benfeitores do rei”, constituída por indivíduos que prestaram algum serviço excepcional ao rei, os quais passaram a ser sobejamente recompensados. Mordecai, tendo denunciado uma conspiração contra o rei, deveria ter sido enquadrado naquele grupo, mas não foi (Bíblia Shedd).

5 Nem Hamã poderia entrar sem o convite do rei (4.11) (Bíblia Shedd).

6 De novo, fica evidente a ironia: assim como Hamã deixara de revelar ao rei a identidade de “certo povo” (3.8), também o rei deixa de mencionar a Hamã a identidade do “homem que o rei tem prazer de honrar” (v. 6) (Bíblia de Estudo NVI Vida).

8 uma roupa do próprio rei. Na antiguidade, atribuía-se muito sentido das vestes reais; vestir as roupas do rei era sinal de grande favor concedido (1Sm 18.4). Usar vestes de outra pessoa era participar de seu poder, de sua estatura, de sua honra ou de sua santidade (2Rs 2.13,14; Is 61.3,10; Zc 3; Mc 5.27). A sugestão de Hamã, além de ser grande honraria para o contemplado, também bajulava bastante o rei; escolheu-se envergar uma veste dele em vez de suas riquezas (Bíblia de Estudo NVI Vida).

Que o rei costuma usar. Ou, “o rei vestiu”. Usar uma peça de roupa anteriormente usada pelo rei, em circunstâncias normais, era uma violação da lei persa punível com a morte. Isto sugeriria que o portador pensava assumir a autoridade real. O rei, é claro, poderia autorizar uma exceção como uma indicação especial de favor pessoal (CBASD, vol. 3, p. 535).

10-13 Mordecai expôs um complô para assassinar Assuero – portanto ele salvou a vida do rei (2.21-23). Apesar do seu bom ato estar registrado no livro históricos, Mordecai não tinha sido recompensado. Mas Deus estava guardando a recompensa de Mordecai para o momento certo. Exatamente quando Hamã estava para enforcar Mordecai injustamente, o rei estava pronto para dar a recompensa. A despeito das promessas de Deus em recompensar nossas boas ações, nós às vezes sentimos que nossa “retribuição” está demorando demais. Sejamos pacientes. Deus sabe quando Ele fará o melhor para nós (Life Application Study Bible).

10 apressa-te. O rei não admite demora em um assunto que já esperou tempo demais (CBASD, vol. 3, p. 536).

o judeu Mordecai. A nacionalidade e ocupação de Mordecai foram, sem dúvida, anotadas no Livro das Crônicas de onde o servo tinha lido naquela noite, e a partir delas o rei soube dos fatos que, então, declarava. Ele pode ter usado a expressão exata que encontrou no relato (CBASD, vol. 3, p. 535).

10,11 O arrogante Hamã teve que conduzir seu arquiinimigo montado no cavalo real e proclamar a apreciação real sobre Mordecai. O orgulho leva à destruição mesmo que leve um longo tempo (Andrews Study Bible).

12 voltou. Mordecai coltou à sua antiga condição e ao emprego. O rei considerou a honra assim demonstrada a Mordecai uma recompensa suficiente. Do ponto de vista oriental, isto seria de valor mais simbólico e prático do que uma recompensa em dinheiro (CBASD, vol. 3, p. 535).

cabeça coberta. Um sinal de tristeza [luto, CBASD. Ver 2Sm 15:30] e vergonha (2Sm 15:30; Jer 13:3) (Andrews Study Bible).

14 Um dos grande propósitos do autor é mostrar que aquele que põe um laço para a vida de seu vizinho está em grave perigo de ele mesmo cair na armadilha. As pessoas muitas vezes encontram os mesmos males que procuraram infligir a outros (ver Mt 7:2) (CBASD, vol. 3, p. 536).



Ester 6 by Jeferson Quimelli
22 de junho de 2013, 0:00
Filed under: confiança em Deus, soberania de Deus

Comentário devocional:



Uma noite sem dormir é o ponto de virada no livro. O rei não consegue dormir, e por isso pede a um funcionário que leia para ele o livro do registro real. O servo então lê o relato do dia em que Mordecai frustrou um complô para matar o rei e, providencialmente, o rei percebe que Mordecai não havia sido honrado por ter salvado a sua vida.



Muito cedo de manhã Hamã estava no tribunal. Ele estava ansioso para falar com o rei, para agendar o enforcamento de Modecai. Seu pedido foi interrompido e seu orgulho o levou a uma suposição equivocada. O rei Assuero perguntou como ele poderia honrar um homem que salvou sua vida. A resposta de Hamã foi rápida e detalhada, como se já tivesse imaginado isso milhares de vezes: que se vestisse este homem com as próprias vestes do rei, o colocasse em um cavalo e o fizesse desfilar através da praça da cidade, proclamando-se que o rei o está honrando. A descrição da ambição de Hamã é assustadoramente parecida com o desejo orgulhoso de Lúcifer de ser como o Altíssimo.

Satisfeito, o rei instrui Hamã para fazer isso por Mordecai.  Hamã não tem outra saída senão obedecer às ordens do rei. Sua reação inicial não é registrada mas pode ser facilmente imaginada: primeiro o choque,depois a descrença, seguida pela raiva e, em seguida, a humilhação devastadora.

Hamã correu para casa, com a cabeça coberta. Sua mulher, apesar de não ser uma crente, conhece o poder de Deus. Ela percebe, um pouco tarde demais, que se Mordecai é judeu, Hamã não o poderá vencer. Ainda se recuperando de sua humilhação, um funcionário chega para levar Hamã para o segundo banquete de Ester. Seu dia não correu exatamente como ele planejara.

Neste capítulo chave, Ester não desempenha nenhum papel. Ela estava preparando o banquete. Embora não seja mencionado, Deus é o ponto focal deste capítulo. O fato do rei ouvir acerca do heroísmo de Mordecai não foi mera coincidência. Deus pode não ter sido diretamente mencionado no livro de Ester, mas ele nunca deixou de estar em evidência. 



Deus é o personagem central não apenas do capítulo 6, mas de todo o livro de Ester. Este Deus amoroso, que se interessa por seu povo, quer também ser o personagem central da sua vida. Que possamos aceitar a Sua segura liderança.



Jean Boonstra

Voz da Profecia

Trad JAQ/JDS





Texto bíblico: Ester 6