Filed under: companheirismo, comunhão, unidade | Tags: amizade, companheirismo, Paulo
Comentário devocional:
Paulo e seus companheiros passaram os três meses de inverno em Malta. Durante esse tempo, Lucas menciona três milagres pelas mãos de Paulo: sacudindo uma cobra venenosa, curando o pai do homem mais influente na ilha, e curando os demais doentes (vv.1-9). Paulo era um homem cheio do Espírito Santo. Somente podemos imaginar o que deve ter passado pela mente de Lucas, o médico, vendo tantos serem curados por Paulo!
Finalmente, eles embarcaram num outro navio que passava por lá e navegaram para Puteoli, o porto próximo de Roma. O centurião, profundamente impressionado com este homem de Deus, permitiu que Paulo e seus amigos se encontrassem com os cristãos daquele lugar por uma semana. A notícia de que Paulo estava para chegar a Roma certamente alcançou os cristãos que moravam em Roma e na região e os crentes vieram até um lugar chamado Três Pousadas (ou Três Vendas), e ao mercado de Ápio, situados na Via Ápia, para recebê-lo e a seus amigos ( v.15). Esses lugares estavam a 33 e 43 quilômetros de Roma, respectivamente.
Ellen White conta-nos mais deste encontro. Paulo, Lucas e Aristarco caminhavam para Roma, guardados por soldados: “De súbito ouve-se um grito de alegria e um homem se destaca da turba que passa, e lança-se ao pescoço do prisioneiro, abraçando-o e chorando de alegria, como um filho que saudasse o pai por muito tempo ausente. A cena se repete muitas vezes à medida que, com a vista aguçada por expectante amor, muitos reconhecem no preso acorrentado aquele que em Corinto, Filipos e Éfeso, lhes havia pregado as palavras da vida … Os soldados impacientam-se com a demora, mas não têm coragem de interromper essa feliz reunião; pois também eles aprenderam a respeitar e estimar seu prisioneiro. Nessa face macerada e batida pela dor, os discípulos veem refletida a imagem de Cristo. Asseguram a Paulo que nunca o esqueceram nem deixaram de amá-lo; que lhe são devedores pela feliz esperança que lhes anima a vida, e dá-lhes paz para com Deus “(Atos dos Apóstolos, pp.448, 449).
Que recepção! A cidade que Paulo tanto almejava impactar com o evangelho de Jesus, lhe mostra sinais de que Deus tinha ido à frente dele para preparar-lhe o terreno e dar-lhe sucesso, mesmo em cadeias! Assim, o livro de Atos termina dizendo-nos que Paulo ficou “em sua própria sede alugada” (v. 30), desfrutando de uma relativa liberdade, por dois anos. Durante este tempo, embora acorrentado a um soldado, ele se manteve “pregando o reino de Deus e ensinando a respeito do Senhor Jesus Cristo, com toda a confiança” (v. 31). De lá, ele enviou trabalhadores para fortalecer as igrejas e plantar novas.
A obra de Deus não pode e não será interrompida. O mundo ouvirá as boas novas de Jesus Cristo. A questão é: você fará parte deste grande empreendimento? Que Deus nos use para a Sua glória!
Ron E. M. Clouzet
Diretor do Instituto de Evangelismo NAD
Professor de Ministério e Teologia
Seminário da Universidade Andrews
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/28/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Atos 28
Comentário em áudio
Comentário devocional:
“Quem repreende o próximo obterá por fim mais favor do que aquele que só sabe bajular ” (v. 23 NVI). É dificil acreditar nessas palavras, na cultura em que vivemos. A cultura atual ensina que não devemos repreender a ninguém. E se uma pessoa se sente repreendida, então alguém deve ter feito alguma coisa errada.
Sendo honesto comigo mesmo, tenho que admitir que sou repreendido todos os dias, quando estudo a Palavra de Deus. A Bíblia está cheia de palavras de sabedoria que me edificam, mas ela também me corta profundamente, porque com frequencia desejo seguir caminhos contrários à Palavra de Deus. Você poderia se perguntar por que um verdadeiro amigo desejaria ferir a outro amigo. Mas quando paramos para pensar, entendemos que pelo fato de sermos pecadores, as justas palavras de Deus irão nos ferir repetidas vezes.
Deus é um amigo de verdade que não me lisonjeia com Suas palavras, um amigo que quer o melhor para mim. Ele constantemente deseja me refinar para que eu esteja apto para o céu. Sou eternamente grato pela maneira como Ele trabalha comigo.
Amigos superficiais, ou colegas, raramente se sentem confortáveis em apontar nossos pontos negativos, entretanto verdadeiros amigos encontram coragem para fazê-lo de maneira amorosa.
Provérbios 27:17 diz: “Assim como o ferro afia o ferro, o homem afia o seu companheiro.” (NVI). Nossa missão é preparar e refinar nossos amigos para o céu.
“Querido Senhor, muito obrigado por me repreenderes e me mostrares áreas em que preciso melhorar. Ajuda-me a apontar, de maneira cuidadosa e amorosa, os pontos negativos de familiares e amigos. E quando outros apontarem meus defeitos, que eu receba agradecido as suas palavras. Amém”.
John Huynh
Hope Channel, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/pro/28/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Provérbios 28
Comentário devocional:
Jesus nos ensina: “…não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do maligno…” (Mat 6:13 NKJV). Esta também é a oração de Davi neste salmo – libertação dos maus e ser livrado da tentação.
Sua oração é um grito desesperado por ajuda, mas também um ato de adoração, tendo em vista que sua oração é comparada com o incenso que era queimado nos cultos no Antigo Testamento.
“Enquanto empenhados em nosso trabalho diário, devemos erguer a alma ao Céu em oração. Estas petições silenciosas sobem como incenso perante o trono da graça, e o inimigo é confundido. O cristão cujo coração é assim firmado em Deus não será derrotado. Nenhum artifício do mal poderá destruir sua paz. Todas as promessas da Palavra de Deus, todo o poder da graça divina, e todos os recursos de Jeová estão empenhados em garantir a sua libertação” (OE p. 254).
Davi tem consciência de sua necessidade de libertação de seus inimigos e da tentação (v. 4). E ele mantém seus olhos em Deus (v. 8) – ele sabe onde buscar ajuda.
Davi também está preocupado com as palavras que fala (v.3). Às vezes, nós, também, somos tentados a dizer palavras insensatas, sem tato, indelicadas ou mesmo desonestas. Precisamos orar como Davi para que Deus livre nossos corações do mal, pois “…a boca fala do que está cheio o coração” (Mateus 12:34, NIV).
Outro belo sentimento surge deste salmo. Davi valoriza a amizade verdadeira (v. 5). Os verdadeiros amigos ajudam a nos manter no caminho do bem e da salvação (ainda que seja “estreito e apertado”) e tem a coragem de nos dizer quando estamos indo na direção errada.
Que nós também valorizemos os verdadeiros amigos e os abençoemos quando eles nos derem conselhos sábios, vindos de Deus.
Thandi Klingbeil
Tennessee , EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/psa/141/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Salmo 141