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II SAMUEL 8 – Para entender certos aspectos da história sagrada, é necessário compreender seu contexto.
• Quem sempre viveu em mansões tem dificuldade de entender quem vive na favela, e vice-versa.
• Quem nunca administrou uma empresa tem dificuldade para entender dilemas dos empresários e gerentes.
• Quem nunca esteve num contexto social bélico, dificilmente entenderá como o Deus da Bíblia envolveu-se com tantas guerras.
Davi foi um homem de Deus, todavia envolveu-se em inúmeras batalhas; isso porque estava rodeado de nações ambiciosas, gananciosas, sempre intentando ampliar seus territórios invadindo e destruindo outras nações; sem contar que, a Terra de Canaã, garantida por Deus a Abraão, fora invadida pelos filisteus e outras nações pagãs. Então, desde a conquista de Israel à Terra Prometida, boa parte da história sagrada esteve relacionada a guerras.
A morosidade em entender o pedido divino de erradicar os invasores pagãos da Terra Prometida, postergou o período de descanso e paz que Deus almejava para Seu amado povo. Davi empenhou-se em avançar naquilo que outros antes dele negligenciaram. Então, após apresentar suas vitórias sobre os filisteus no oeste, os moabitas no leste, os arameus e sírios no norte, e os edomitas no sul (II Samuel 8:1-14), o texto inspirado declara que “o Senhor dava vitórias a Davi em todos os lugares aonde ia” – mostrando assim que, em meio ao Grande Conflito, Deus concede vitórias àqueles que procuram fazer Sua vontade.
Com esse contexto em mente, fica mais fácil compreender que Davi, ao organizar sua equipe administrativa para o governo, trouxe Benaia – filho do sacerdote Joiada – para junto de si. Ele foi sacerdote/líder espiritual, e também serviu como oficial militar de Davi – uma exceção no contexto do Santuário.
Davi progredia maravilhosamente bem como rei de Israel. Ellen White destaca que, até esse momento, “o registro de Davi como governante fora tal como poucos monarcas já o tiveram […] Sua integridade conquistara a confiança e lealdade da nação” (PP, 719). “Foi mediante o preparo na escola das agruras e tristezas que Davi se habilitou a declarar que ‘julgava e fazia justiça a todo o seu povo’ (II Sam. 8:15)” (Ed, 152).
As dificuldades da vida nos ensinam a ver as coisas de forma diferente; e, tornam-nos pessoas diferenciadas! Portanto, nas dificuldades, sejamos bons alunos, aprendamos… Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Veja também o comentário de rodada anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2019/07/14/ii-samue-8-comentario-pr-heber-toth-armi/
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Texto bíblico: II SAMUEL 7 – Primeiro leia a Bíblia
II SAMUEL 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/2sm/7
“Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus”. Salmo 46:10
Davi estava se sentindo confortável e benevolente. Ele tinha um belo palácio e relativa paz com seus inimigos. Ele se sentiu inspirado a construir um templo para Deus e Natã, o profeta, inicialmente concordou com seu pedido. Mas Deus mostrou a Natã que os planos de construção de Davi interfeririam nos planos de construção de Deus para o legado de Davi. Deus então começa a lembrar a Davi quem está realmente no controle: “Eu criei você e estou com você sempre. Eu te trouxe do pastoreio de ovelhas para o palácio. Estou te protegendo dos seus inimigos. Eu estabelecerei a sua semente e farei de você uma casa. Seu próprio filho vai construir meu templo. Eu serei seu pai e ele será meu filho.”
Que retorno à realidade! Davi então foi ao templo e sentou-se diante do Senhor. “Você me conhece, Deus. O que mais posso dizer?” Não podemos esconder nossos motivos de Deus. Davi se submeteu a Deus apesar do forte desejo em seu coração de construir um templo para Deus. Ele poderia ter ido contra o Senhor, mas ele ouviu e obedeceu. Você também traz ao Senhor seus planos e pede a orientação dEle? Ele sabe tudo e Seus caminhos são perfeitos.
Cheri Holmes
Enfermeira
Lynden, Washington USA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/2sa/7
Tradução: Jeferson Quimelli/Jobson Santos/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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783 palavras
O cap. 7 é o clímax dos livros de Samuel. Contém uma profecia ampla de atos imediatos e de atos remotos. Os [atos] imediatos tratam de Davi e seus descendentes seculares; os remotos, tratam da pessoa de Cristo e do seu reinado eterno (11-14). Bíblia Shedd.
Neste capítulo, Deus se opõe ao plano de Davi de construir a Ele uma casa (templo) e, então, promete construir uma casa duradoura (dinastia) para Davi. Andrews Study Bible.
Embora a palavra aliança [concerto] não seja explicitamente mencionada aqui, ela é utilizada em outras passagens para descrever esta ocasião (23:5; Sl 89:3, 4, 28, 34-37). Life Application Study Bible Kingsway.
2 Natã, o profeta. Enquanto que antes Davi consultava a Deus através de um sacerdote, agora ele o faz através de um profeta. Andrews Study Bible.
4 a palavra do SENHOR. Os sentimentos pessoais de Natã a respeito dos planos de Davi não estão em acordo com os planos de Deus. Para um caso similar ocorrido com Samuel, ver 1Sm 8:6-7. Andrews Study Bible.
5 Nesta mensagem através de Natã, Deus está dizendo que não quer que Davi construa uma “casa” para Ele. Por que Deus não queria que Davi Lhe construísse um templo? … Em 1Cr 28:3 aprendemos que Deus não queria que Seu templo fosse construído por um guerreiro. Portanto, Davi fez os planos e reuniu o material para que seu filho Salomão pudesse começar o trabalho no templo logo que se tornasse rei (1Rs 5-7). Davi aceitou sua parte no plano de Deus e não tentou ir além disso. Por vezes Deus diz “não” aos nossos planos. Quando Ele faz isto, devemos aproveitar as outras oportunidades que Ele nos dá. Life Application Study Bible Kingsway.
6 uma casa. Pode ser traduzido “um santuário”. Andrews Study Bible.
7 tribos. É provável que em lugar de “tribos” (Shbti), originalmente fosse “juízes” (Shfti), visto que a grafia das duas palavras é igual, apenas com a diferença de um pequeno sinal. Bíblia Shedd.
8-16 O pedido de Davi para Deus era bom, mas Deus disse “não”. Isso não significa que Deus rejeitou a Davi. De fato, Deus estava planejando fazer algo ainda maior na vida de Davi do que lhe conceder o prestígio de Lhe construir um templo. […] Tem você orado com boas intenções somente para ouvir um “não” de Deus? Este é o modo de Deus de direcionar você para um propósito maior em sua vida. Life Application Study Bible Kingsway.
11 Ele, o SENHOR, te fará casa. A casa refere-se à descendência de Davi, particularmente à pessoa de Cristo. Bíblia Shedd.
12 descansares com teus pais. Quando Davi morrer pacificamente, será enterrado na tumba de sua família. Andrews Study Bible.
o teu descendente. Uma referência, primeiro a Salomão, porém de forma definitiva ao Messias, cujo reino durará para sempre. Andrews Study Bible.
13 Este versículo, praticamente, é a razão de ser dos livros de Samuel. Refere-se a Cristo e a Seu reino, embora se refira, também a Salomão. A paráfrase deste versículo se acha em Mt 16.18. Bíblia Shedd.
Meu nome. Tendo em vista que Deus habita no Céu, somente Seu nome habita no templo terrestre. Andrews Study Bible.
16 para sempre. A palavra original significa “por um longo, longo tempo”. Andrews Study Bible.
firmados para sempre diante de ti; teu trono será estabelecido. Na [versão] Siríaca e no texto grego (LXX) se lê: “diante de Mim; teu trono…”, o que parece mais certo. Não diante de Davi, mas sim diante de Deus; não o trono de Davi, mas o trono de Cristo. Bíblia Shedd.
18 perante Ele [o Senhor]. Ao lado da arca da aliança. Andrews Study Bible.
Quem sou eu, SENHOR Deus…? Um atitude semelhante de humildade foi demonstrada por Moisés (Êx 3:11), Gideão (Jz 6:15) e Saul (1Sm 9:21). Andrews Study Bible.
21 fizeste toda esta grandeza. A promessa de uma dinastia duradoura. Andrews Study Bible.
22 não há semelhante a Ti. A unicidade de Deus é um dos mais importantes temas na Bíblia, no qual se baseia a unicidade da nação de Israel. Andrews Study Bible.
23 o teu povo… gente única. “Um povo único”. O povo de Israel é um milagre. Esparso pela face da terra, perseguido e chacinado, continua com sua nacionalidade, tradição, religião e cultura. E isso por cerca de dois milênios. … Foi este povo que legou à humanidade o AT e foi dele que nasceu Jesus Cristo. Se o povo de Israel desaparecesse da terra, a Bíblia perderia o seu valor e a obra de Deus, em relação ao homem, em relação ao homem, estaria em “xeque-mate”. Bíblia Shedd.
24 e Tu, ó SENHOR, Te fizeste o seu Deus. Esta é uma promessa particular ao povo de Deus que se encontra por toda a Bíblia (Gn 17.7 … Ap 21.3). Bíblia Shedd.
27 Edificar-te-ei casa. Não se refere à casa-edifício, mas sim, à descendência de Davi e, particularmente, à pessoa de Cristo. Bíblia Shedd.
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“Sê, pois, agora, servido de abençoar a casa do Teu servo, a fim de permanecer para sempre diante de Ti, pois Tu, ó Senhor Deus, o disseste; e, com a Tua bênção, será, para sempre, bendita a casa do Teu servo” (v.29).
Os anos que antecederam a monarquia de Davi foram conturbados e desafiadores. Severamente perseguido, ele andava pelas montanhas e desertos, desviando-se da fúria de Saul e usando de estratégias para assegurar a sua vida e a de seus valentes em terras inimigas. Foi quando se deu conta de sua situação confortável, “habitando o rei Davi em sua própria casa” (v.1), que a visão da tenda de Deus pareceu-lhe um grande descaso.
Chamando o profeta, segredou-lhe o seu desejo e logo foi animado a concretizar o que estava em seu coração. Natã, porém, agiu precipitadamente ao dar o aval a algo que não lhe competia. Afinal, nem sempre as intenções do nosso coração, por melhores que sejam, correspondem à vontade de Deus. E, “naquela mesma noite” (v.4), o Senhor falou ao profeta com declarações fortes e esclarecedoras. O desejo de Davi podia ser sincero e cheio de boas intenções, mas não correspondia aos planos de Deus para aquele momento. Seu filho Salomão, e não ele, edificaria o primeiro templo; e a profecia messiânica confirmaria o seu trono para sempre.
A oração de Davi revela um espírito humilde e submisso, sempre pronto para aceitar a soberania divina. Sua posição e eleição não lhe foram de proveito para se impor como senhor da razão. Ele era consciente de sua responsabilidade como rei sobre Israel; contudo, ainda mais consciente era de seu dever como servo de Deus. Dotado de talento musical e poético, ensinou à nação eleita que a oração não é feita simplesmente de palavras, mas do privilégio de render ações de graças ao “Deus de Israel” (v.27).
Nem sempre as nossas melhores intenções estão em comum acordo com a vontade de Deus. Deve haver perfeita harmonia entre a ação divina e o esforço humano. Deus espera que possamos desempenhar um papel ativo na Terra, um papel que nos edifique e nos eleve à estatura de filhos da luz. Mas esse papel jamais deve ultrapassar ou ignorar o irrevogável e imutável “assim diz o Senhor” (v.5). Nossa obra nesta terra consiste na realização da vontade de Deus mediante uma vida de submissão e entrega. Cristo foi o perfeito exemplo disso: jamais fazia planos por Si mesmo ou para Si mesmo, mas, antes que o sol refletisse os primeiros raios do dia, já se encontrava na presença do Pai a fim de obter sabedoria e discernimento.
Creio que muitos de nós precisamos urgentemente rever os nossos conceitos religiosos e considerar com mais solene atenção o que está escrito: “as Tuas palavras são verdade” (v.28). Como foi para Davi, que todas estas palavras também sejam instrução para nós e uma bênção para o nosso lar, a fim de que este permaneça para sempre diante do Senhor, como está escrito: “Porque, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante de Mim, diz o Senhor, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome” (Is.66:22). Precisamos estudar as Escrituras como se fossem escritas para nós de forma particular. Deus é um Deus pessoal. E Ele deseja nos dar ouvidos sensíveis para discernir a voz do Espírito Santo. Que, à semelhança de Davi, saibamos reconhecer a bondade de Deus para com a nossa casa e Seu desejo de que habitemos “na Casa do Senhor para todo o sempre” (Sl.23:6).
Ó, Senhor, nosso Deus, que pela fidelidade da Tua Palavra da verdade, todos os dias haja em nosso coração e em nossos lábios um hino de louvor ao Teu nome! Tu és fiel, Senhor e cremos que tens planos especiais para nós e para nossa família. Derrama em nosso coração o amor do Calvário, para que possamos Te servir sob a orientação do Espírito Santo, hoje e até que Cristo volte. Em nome dEle nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, servos do Deus Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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2 SAMUEL 7 – Por melhores que sejam nossas boas intenções, nem sempre serão aprovadas por Deus. Alguns acham demasiadamente humilhante voltar atrás, ou ter de falar algo diferente do conselho que já transmitiu como representante de Deus. Este não foi o caso de Natã, que sabia ser possível cometer erros mesmo sendo profeta de Deus; e, às vezes será necessário reparar o equívoco (II Samuel 7:1-17).
Davi era um líder político diferenciado! Sua regência divergia dos monarcas pagãos! Suas motivações externadas ao profeta revelam que, ele “não foi simplesmente um governante, mas também um pastor que se preocupava com seu povo. Quando estava descansando, pensava no trabalho que poderia realizar, e ao ser bem-sucedido, pensava em Deus e em Sua bondade para com ele”, considera Warren Wiersbe.
Muito embora a motivação de construir casa para Deus fosse nobre, Deus impediu Davi de realizar tal proeza. Quando Deus interrompe nossas melhores motivações, não deveria haver espaço para reclamações. Mais difícil que ter de retroceder numa aprovação como fez o profeta Natã, é aceitar a vontade de Deus contrária à nossa.
Diferindo dos sedentos por poder e autoridade, Davi não se deixou corromper pelo poder. Ele submeteu-se a Deus, curvou-se perante a soberania de Deus, e inclinou-se diante de uma revelação profética que contrariava suas intenções de fazer algo imponente para Deus. Davi estava ciente de que o verdadeiro rei não era ele, era o próprio Deus. Davi era um rei súdito do Rei dos reis, e servo do Senhor dos senhores. Por dez vezes ele dirigiu-se a Deus como servo, não como rei.
Por conseguinte, Davi orou humildemente e exaltou efusivamente a Deus. Aprendamos:
• O presente de graça deve motivar-nos a dar graças a Deus (II Samuel 7:18-21).
• A história graciosa conduzida por Deus deve empolgar-nos a testemunhar da soberania divina (II Samuel 7:22-24).
• A promessa magnífica de Deus deve suscitar dependência em nós quanto aos atos de Deus no futuro (II Samuel 7:25-29).
Quando aprendemos a inclinar perante Deus, naturalmente saberemos declinar de nossas intenções, as quais Ele não quer que as empreendamos!
Espiritualidade saudável requer submissão… sejamos humildades! Deus é soberano! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: II SAMUEL 6 – Primeiro leia a Bíblia
II SAMUEL 6 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/2sm/6
Duas tentativas foram feitas para a mudança da arca de Deus, cada uma delas acompanhada com claras lições para que todos pudessem aprender. Na primeira tentativa, 30.000 israelitas foram escolhidos para a mudança, a arca de Deus foi colocada em um carro novo, e Davi e toda a casa de Israel se alegraram diante do Senhor. No meio do caminho, Uzá foi morto por não seguir estritamente as instruções sobre a manipulação da arca! Davi percebeu ali, como nunca havia percebido antes, a santidade da lei de Deus e a necessidade de obediência estrita.
Encorajados pelas bênçãos recebidas pela casa de Obede-Edom, onde a arca havia sido guardada, outra tentativa foi feita, três meses depois, para transportar a arca. Desta vez, Davi e seu povo seguiram cuidadosamente todas as instruções que eles conheciam e com sucesso levaram a arca do Senhor para Jerusalém.
Na primeira tentativa, a desobediência trouxe angústia e confusão para Davi. No entanto, a obediência explícita de Davi fez da transferência da arca uma ocasião muito agradável e esta celebração deixou uma impressão duradoura sobre Israel e às gerações que se seguiram. Nós também encontraremos plena satisfação e alegria em render obediência incondicional ao Senhor.
Samuel Wang
Centro do trabalho no Leste da Ásia
Taiwan
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/2sa/6
Tradução: Jeferson Quimelli/Jobson Santos/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1180 palavras
2 que Se assenta acima dos querubins. A arca era considerada a base [escabelo = apoio para os pés] do trono de Deus. Andrews Study Bible.
3 carro novo. Os filisteus usaram carro novo (1Sm 6.7). Israel não podia imitá-los, tinha que obedecer à lei e carregar a arca do Senhor nos ombros (Êx 25.14; Js 6.6). Bíblia Shedd.
6 estendeu Uzá a mão. A arca era santa. Ninguém, exceto os sacerdotes, descendentes de Arão, deviam tocá-la (Nm 4:15; PP, 705). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 677.
7 a ira do SENHOR se acendeu contra Uzá. O homem vê somente a aparência exterior, mas Deus olha para o coração. Para os que acompanhavam Uzá, pode ter parecido que as intenções dele eram perfeitamente honrosas – que estava apenas tentando ajudar quando estendeu a mão para aparar a arca. No entanto, seu coração não estava num relacionamento correto com Deus. Ao tocar a arca, cometeu um ato de presunção. Um ser pecaminoso não devia ter ousado tocar naquilo que simbolizava a presença de Deus. O Senhor não podia permitir que passasse despercebido este flagrante desrespeito à Sua ordem expressa. Se os pecados de Uzá ficassem sem punição, sua culpa poderia ter envolvido muitos outros. Os que conheciam as faltas de Uzá teriam se tornado grandemente ousados em pecar se lhes tivesse sido permitido concluir que faltas como as dele podiam ficar sem correção e que o ofensor seria aceito por Deus mesmo assim. A morte de Uzá serviu como advertência para muitos do fato de que o Senhor é um Deus justo, que requer de todos estrita obediência. CBASD, vol. 2, p. 677, 678.
Deus o feriu. Alguns têm considerado a morte de Uzá como um juízo de severidade desproporcional. O incidente ocorreu, contudo, num regime teocrático, quando as penalidades civis abrangiam infrações religiosas e a pena de morte era infligida por delitos aos quais hoje não é mais aplicada… Muitas vezes, são necessárias penalidades severas para restringir o mal. No mundo atual, o abrandamento das leis de restrição ao crime é seguido de aumento de criminalidade. Uzá estivera tanto tempo na presença da arca que a familiaridade havia criado nele um espírito de irreverência. Ele se tornara culpado de uma presunção imprudente e irresponsável, e o Senhor lidou com isso da maneira adequada. A punição inesperada fez com que as multidões de Israel ali reunidas compreendessem quão importantes são as ordens expressas de Deus e quão terrível é o pecado da irreverência. CBASD, vol. 2, p. 678.
irreverência. Por irreverência à arca do Senhor morreram Uzá, os filhos de Eli (1Sm 4.3, 4, 11) e os homens de Bete-Semes (1Sm 6.19). Bíblia Shedd.
8 Desgostou-se Davi. O desagrado de Davi ante a morte de Uzá se deveu, em grande parte, ao fato de que seu próprio coração não estava completamente íntegro. Se ele estivesse em perfeita paz com Deus, não teria nenhuma razão para temer e teria aceitado a vontade divina. Tudo o que Deus faz é perfeito; e, quando uma pessoa se desgosta com as obras de Deus, isso é um indicativo de que há algo errado com sua própria experiência. Davi teria feito bem em se humilhar e em examinar seu coração para descobrir os males que poderiam estar ocultos ali, em vez de procurar faltas em Deus. CBASD, vol. 2, p. 678.
11 e o Senhor o abençoou e a toda a sua casa. A presença da arca no lar de Obede-Edom produziu bênção, não maldição. … ele acolheu com satisfação a arca em sua casa. A bênção concedida a Obede-Edom não foi somente para ele, mas para toda a sua casa. Por meio do fiel Abraão, todas as famílias da Terra seriam abençoadas (Gn 12:2, 3). Felicidade, prosperidade e paz vêm sobre muitos quando uma pessoa desfruta a presença de Deus. Aquele que recebe uma bênção se torna uma bênção. CBASD, vol. 2, p. 678.
12 avisaram a Davi. A nação ficou atenta para ver o que aconteceria com o geteu e sua família (PP, 706). A bênção divina baniu o abatimento e os maus presságios que a morte de Uzá causara. CBASD, vol. 2, p. 681.
14 dançava… diante do SENHOR. Um tipo religioso de dança executada fora do templo, que consistia na movimentação das mãos e estalar ou movimentação dos dedos. Andrews Study Bible.
A dança de Davi era um ato solene e santa alegria. Para um oriental daquela época, tal atividade era um modo de expressão natural, por mais estranho que isso possa parecer hoje. Por meio disso, Davi expressou seu grato louvor, e assim honrou e glorificou o santo nome de Deus. Não havia nada na dança de Davi que seja comparável à dança moderna, ou que a justifique. A dança popular não leva ninguém para mais perto de Deus, nem inspira alguém a ter pensamentos mais puros ou a ter um viver mais santo. Desqualifica a pessoa para a oração ou o estudo da Palavra de Deus e a desvia da justiça, conduzindo-a a diversões profanas. A moral é corrompida, o tempo é mais do que desperdiçado, e muitas vezes a saúde é sacrificada (ver PP, 707). CBASD, vol. 2, p. 681.
cingido de uma estola sacerdotal de linho. Davi deixou de lado seu manto real, para essa ocasião, e usou uma simples estola de linho do tipo geralmente usado pelos sacerdotes. … Ao fazer isso, não assumiu prerrogativas sacerdotais; estava simplesmente mostrando ao povo que se dispunha a se humilhar e a se tornar um com eles no serviço de Deus. CBASD, vol. 2, p. 681.
16 o desprezou. No passado, Mical amava Davi e era a única esposa. Agora ela era uma de suas muitas esposas. Andrews Study Bible.
Ela não conseguia apreciar ou entender o fervor que levava Davi a associar-se com o povo para expressar de maneira tão vívida sua alegria no Senhor. Quando Davi cantava e dançava diante de Deus, seu ato de adoração foi honrado no Céu, mas foi desprezado por sua esposa. … Ela se apaixonara por Davi quando ele era um jovem herói, mas seu casamento com ele terminou quando ele fugiu de Saul. Vinte anos haviam se passado, durante os quais ela estivera casada com outro homem, de quem fora tirada à força e entregue ao ex-marido como um prêmio político após uma longa guerra contra a casa de seu pai. A orgulhosa filha de Saul estava cheia de ressentimento e pronta a achar falhas em Davi, até mesmo no zelo dele em honrar ao Senhor por uma forma de louvor aceitável naquela época. CBASD, vol. 2, p. 681.
17 Davi oferecia (NKJV). Davi não era da tribo de Levi. Ele executava funções sagradas como adorador, não como sacerdote. Andrews Study Bible.
20 descobrindo-se. Isto é, removendo seu traje real e aparecendo em público na simples estola de linho usada pelos sacerdotes e por outros. CBASD, vol. 2, p. 683.
21 Perante o SENHOR. Mical precisava entender a verdadeira razão para a conduta de Davi. Precisava também aceitar que seu orgulho e egoísmo estavam por trás de sua própria amargura de espírito. Davi sentiu que Mical havia desprezado não o rei, mas o Senhor e Seu serviço. CBASD, vol. 2, p. 683.
23 não teve filhos. Não houve possibilidade da união das casas de Saul com a casa de Davi porque Davi e Mical não tiveram filhos. Andrews Study Bible.
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“Assim, Davi, com todo o Israel, fez subir a arca do Senhor, com júbilo e ao som de trombetas” (v.15).
O transporte da arca da aliança para Jerusalém foi transformado pelo rei em uma grande festa. Davi, juntamente com todo o povo, seguia com danças e “com toda sorte de instrumentos” (v. 5). Foi preparado um carro novo e todas as providências pareciam evidenciar um momento sagrado e aprovado por Deus. Contudo, toda a alegria foi interrompida quando a ira de Deus se acendeu contra Uzá que, ao tocar na arca, foi ferido. “Deus o feriu ali por esta irreverência; e morreu ali junto à arca de Deus” (v.7).
Uzá não era ignorante quanto às instruções acerca do transporte da arca. Ninguém, a não ser os sacerdotes, era autorizado a tocá-la ou carregá-la, e isso da forma prescrita pelo Senhor. Havia um limite muito claro que foi ultrapassado. Por mais que a aparência daquela jornada fosse a de um culto feliz e vibrante, aquela não era a forma estabelecida por Deus. Os filhos de Israel precisavam aprender a distinguir entre o santo e o comum; o santuário, seus utensílios e sua liturgia eram um constante aprendizado nesse sentido.
Obede-Edom e sua família foram ricamente abençoados pela presença da arca em sua casa. Certamente, eles tomaram todo o cuidado para respeitar os limites estabelecidos por Deus e foram recompensados por isso. Apesar da tragédia inicial, essa boa notícia encheu de esperança o coração de Davi, que prontamente dispôs-se a trazer a arca, mas, desta vez, respeitando a Palavra do Senhor. Sua devoção e grande alegria foram interpretadas por Mical como uma atitude insana e repugnante para um rei. Mas a resposta de Davi à sua esposa insatisfeita deixou clara a sua intenção: agradar ao Senhor, ainda que o caminho para isso fosse a humilhação aos olhos humanos.
Amados, este episódio nos ensina que sensação de euforia e aparência de santidade não são provas de uma verdadeira adoração. Se estava escrito como a arca deveria ser transportada, cumpria a Davi ter obedecido, e a Uzá ter temido fazer o que não lhe era permitido. Que parte do “Certamente morrereis” ainda não compreendemos? O Senhor nos deixou limites justamente para nos livrar do salário do pecado (Leia Gn.2:16-17; Rm.6:23). Ele jamais teria ferido Uzá se houvesse uma fagulha sequer de possibilidade de salvá-lo; sua morte foi o castigo de um rebelde. Não podemos correr o risco de fechar o coração a tal ponto de pecarmos contra o Espírito Santo.
A verdadeira adoração consiste em adorarmos ao Senhor como Ele deseja, ainda que sejamos desprezados ou mal interpretados. Enquanto Davi representa o verdadeiro adorador, que se alegra no Senhor e em fazer a Sua vontade, Mical representa o falso adorador, ocupado apenas em censurar aquele que deseja abençoá-lo. A vitória de Jesus na cruz garantiu a bênção do Senhor a você “e a toda a sua casa” (v.11). Não despreze tamanho privilégio! Lembre-se: adorar não consiste em cerimônias bonitas, mas em humilhar-se de coração perante Aquele “que Se assenta acima dos querubins” (v.2).
Santo Deus, Tu és digno de todo louvor, honra e glória! Pedimos, humildemente, que nos ensines a Te adorar em espírito e em verdade, na beleza da Tua santidade. A alegria do Senhor é a nossa força, e ela não consiste em celebrações barulhentas, mas no contentamento com a Tua vontade. Aquilo que Te agrada está escrito em Tua Palavra e no espírito de profecia. Guia-nos ao cerne da Tua vontade e da verdadeira adoração! Em nome de Jesus, amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, verdadeiros adoradores!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100