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“Vendo Saul o acampamento dos filisteus, foi tomado de medo, e muito se estremeceu o seu coração” (v.5).
Saul ocupou tanto sua mente e seu tempo na perseguição doentia a Davi que, ao se dar conta do despreparo de Israel para enfrentar o exército filisteu, temeu muitíssimo. Tentou consultar ao Senhor, “porém o Senhor não lhe respondeu” (v.6). Enquanto isso, Davi enfrentava as consequências de seu próprio fingimento: o rei Aquis o convocara para lutar contra seu próprio povo. Duas situações críticas que revelam as implicações de decisões tomadas em desarmonia com a vontade de Deus.
Logicamente, não era da vontade do Senhor que Saul empreendesse uma perseguição contra Davi, tampouco que Davi fosse buscar refúgio entre os inimigos de Israel. Mas gostaria de destacar hoje a atitude de Saul. Além de ter deixado de ser o rei ungido de Deus, ele ainda ousou buscar em fonte obscura a resposta ao seu desespero. A proibição divina era bem clara: “Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles. Eu sou o Senhor” (Lv.19:31). A necromancia e a feitiçaria eram práticas pagãs consideradas abominações diante de Deus. Aquele que no passado “havia desterrado os médiuns e os adivinhos” (v.3) do meio de Israel, agora procurava por um que pudesse aliviar o seu fardo.
Uma mulher em En-Dor foi apontada como uma sobrevivente dos que Saul havia eliminado. Ao descobrir que se tratava do rei e diante da visão do sobrenatural, a mulher gritou e protestou achando estar diante de uma cilada para lhe tirar a vida. Acredito que a reação da necromante que “gritou em alta voz” (v.12) se deu porque ela nunca havia passado por semelhante experiência. O ser que ela viu subir da terra não era Samuel, e sim Satanás ou um de seus anjos caídos. “E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça” (2Co.11:14-15). “Entendendo Saul que era Samuel” (v.14), não é uma expressão que afirma ser o “espírito” do profeta, e sim que revela a ansiedade do rei em ver o sobrenatural de forma concreta, a fim de obter uma resposta que lhe fosse favorável. E não se enganem, amados, porque as palavras ditas pelo demônio não se cumpririam porque ele via o futuro, mas porque Saul havia selado o seu destino por sua conduta maligna.
Ainda hoje, multidões buscam no ocultismo respostas para suas inquietações por falta de paciência ou fé para esperar em Deus e buscar em Sua Palavra um fiel “assim diz o Senhor”. Facilmente se cansam de esperar, e sua fé se mostra metal vil sem utilidade. A Bíblia é cristalina quanto ao estado do homem na morte. A nossa constituição é pela soma de dois fatores: pó da terra + fôlego de vida. E passamos a ser “alma vivente” (Gn.2:7). Portanto, não temos uma alma, mas somos uma alma. Pois “a alma que pecar, essa morrerá” (Ez.18:4). “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento” (Ec.9:5).
Em Seu ministério terrestre, Jesus devolveu o fôlego de vida a algumas pessoas. Mas a experiência da ressurreição de Lázaro, dentre todas, é a mais rica em detalhes que encontram harmonia na inquebrável Palavra de Deus. Pois, referindo-se à morte de seu amigo, Jesus declarou: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo.11:11). A respeito dos que estarão vivos por ocasião da volta de Jesus, Paulo escreveu: “nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos” (1Co.15:51). Portanto, a Bíblia compara a morte ao sono. É semelhante, por exemplo, a um estado de sono profundo sem a manifestação de sonhos. Em Jó, encontramos o local de repouso de quem morre: “Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o lugar onde habita o conhecerá jamais” (Jó 7:9-10). E Jesus, referindo-Se à Sua segunda vinda, confirmou de onde chamará os que morreram: “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão; os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (Jo.5:28-29).
Muitos cristãos podem indagar que nunca se envolveram com feitiçaria ou consultaram um horóscopo, por exemplo. Mas estas práticas e outras ainda piores estão contidas de forma subliminar ou até mesmo de forma bem explícita nos filmes, desenhos, séries e jogos que, infelizmente, têm bloqueado a mente humana aos apelos e ensinos do Espírito Santo. E não estaremos seguros de tamanho mal a menos que não larguemos da mão de Cristo. A verdade da Palavra de Deus nos deve ser suficiente, amados. Nossa comunhão diária com o Senhor é a chave que abre os portais celestiais e fecha as portas de tudo o que é obscuro. Não permita que Satanás entre em sua casa pelas vias da mídia ou de qualquer outro meio. Vem a nós, hoje, a mensagem do Senhor, dizendo: “O temor do Senhor consiste em aborrecer o mal” (Pv.8:13).
Louvado seja o Senhor, nosso Criador, que fez o céu e a terra! Nosso bom Deus, livra-nos de simpatizarmos com o mal, pois tem sido essa a ideia divulgada pelo mundo! Livra-nos também de entrarmos em associação com os que não temem o Senhor! Queremos andar com Jesus, olhar fixamente para Ele e manter o nosso coração firme em Sua Palavra. Ajuda-nos, Pai! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, tementes a Deus!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I SAMUEL 28 – Deus Se comunica aos homens de diversas formas. Através de sonhos e visões por meio de seus profetas ou por meio dos sacerdotes, através do Urim e do Tumim. Hoje Deus fala através de Bíblia, a qual revela Jesus, o verbo divino (João 1:1-3; Hebreus 1:1-3). Porém, há meios de comunicação espirituais que são abominação para Deus.
Quando ainda o rei Saul obedecia a Deus, “havia expulsado do país os médiuns e os que consultavam espíritos”. Entretanto, em sua rebeldia e o profeta Samuel já falecido, o rei procurou “uma mulher que invoca espíritos” para consultá-la devido ao medo das ameaças das tropas filisteias (I Samuel 28:1-7).
Ou seja, por mais que o espírito que a feiticeira de En-Dor tenha falado sobre o fim de Saul nessa guerra, certamente não era nenhuma revelação de Deus (I Samuel 28:8-25). Também não era Samuel; pois, se a feitiçaria nunca esteve de forma alguma vinculada a Deus, como um profeta fiel estaria vinculado à feitiçaria?
Fato é que, nem toda religião é boa e nem toda forma de espiritualidade é aprovada por Deus. Anos depois, através do outro profeta, o Espírito Santo alertou:
“Quando disserem a vocês: ‘Procurem um médium ou alguém que consulte os espíritos e murmura encantamentos, pois todos recorrem a seus deuses e aos mortos em favor dos vivos’, respondam: ‘À lei e aos mandamentos!’ Se eles não falarem conforme esta palavra, vocês jamais verão a luz! Aflitos e famintos vaguearão pela terra; quando estiverem famintos, ficarão irados e, olhando para cima, amaldiçoarão o seu rei e o seu Deus. Depois olharão para a terra e só virão aflição, trevas e temível escuridão, e serão atirados em densas trevas” (Isaías 8:19-22).
A verdade desse texto reflete a vida do rei Saul, o qual, afastado do poder divino, Satanás conseguiu prever seu fim.
O “ser” que a médium invocou subiu do chão. Saul não viu nada; foi a mulher quem descreveu o “espírito que subiu”, e Saul concluiu ser Samuel. Era o próprio diabo se manifestando, e Saul o adorou (I Samuel 28:14).
Se nos desviarmos da verdadeira adoração, declinaremos para adorações espúrias, correndo risco de adorar até o diabo. Qualquer religião que se desvia da revelação divina está longe de ser aprovada por Deus!
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: I SAMUEL 27 – Primeiro leia a Bíblia
I SAMUEL 27 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse aqui os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1sm/27
Embora o Senhor tenha protegido Davi de todos os perigos até agora, a sua fé é testada mais uma vez. Suas perspectivas são sombrias. Seu próprio povo mostra apenas censura e ingratidão. Os homens de Queila tentaram entregá-lo a Saul (cap. 23:1-13) e os Zifeus duas vezes contaram a Saul o local de seus esconderijos. Ele está sendo tratado como se fosse um fora da lei.
Assim, sem pedir orientação do Senhor, Davi decide se refugiar entre os filisteus, inimigos jurados de seu povo. Aquis, rei de Gate, o acolhe. Este parece ser o mesmo rei perante quem Davi fingiu loucura (1Sm 21:12,13). Aquis aparentemente viu Davi e seu bando como um reforço às suas próprias forças militares. Quando Saul tem conhecimento para onde Davi se foi, ele decide parar de persegui-lo.
O fracasso de Davi neste caso é semelhante à fuga de Elias depois de sua vitória no Monte Carmelo. Ambos sofrem uma deficiência muito humana de fé e coragem. Felizmente Deus não os abandonou.
Davi errou duplamente. Primeiro por fugir para os filisteus sem buscar a orientação de Deus e depois por encobrir a verdade por meio de declarações de sentido duplo.
Deus deve ser consultado antes de cada decisão e a verdade deve ser o fundamento de cada palavra proferida. Somente assim estaremos seguros.
Ralph Neall
Professor e missionário aposentado
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1sa/27
Tradução: Jeferson Quimelli/Jobson Santos/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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544 palavras
1 venha eu a perecer. Davi falhou em perceber que, a despeito das conspirações de Saul, Deus estava operando Sua vontade em silêncio. Ele interpretou os acontecimentos então recentes como evidência da impossibilidade de reconciliação e do sucesso gradual do plano do rei de arruiná-lo e destruí-lo. No passado, Davi desfrutara a orientação de Gade e Abiatar, do Urim e do Tumim; mas, por fim, desanimado, ele se afastou da ajuda divina e fez seus próprios planos. […] É verdade que Abigail e Jônatas encorajavam Davi, mas a maioria era contra ele. Sua fé ficou fraca […] Ao sacrificar a confiança no Senhor por sua ideia pessoal de segurança, manchou a fé que Deus deseja que todos os Seus servos demonstrem perante anjos e homens. Teria sido bem diferente a história de Israel se Davi tivesse buscado e seguido o conselho divino com a mesma avidez como o fizera antes de sair de Judá, como fizera ao partir de Moabe (1Sm 22:5) (CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 2, p. 624, 625).
3 Gate, que já fora conquistada por Samuel (7.14), no tempo de Saul voltou ao domínio filisteu (21.10), até que Davi a conquistou para sempre (1Cr 18.1) (Bíblia Shedd).
4 desistiu de o perseguir. Mostra que Saul o teria perseguido novamente, caso tivesse permanecido em Israel. Saul deixou de perseguir a Davi, não porque não o desejasse, mas por temer aos filisteus (Bíblia Shedd).
Saul não tinha forças militares suficientes para fazer incursões no território filisteu e, com Davi fora do país, já não tinha ameaça interna contra seu trono (Bíblia de Estudo NVI Vida).
6 Ziclague Uma cidade ao sul de Judá distribuída para a tribo de Simeão mas depois perdida para os filisteus. Em retribuição por este presente, Aquis esperava que Davi realizasse ataques contra Judá (Andrews Study Bible).
pertence aos reis de Judá, até o dia de hoje. Esta frase indica que esta crônica foi escrita por alguém, no tempo do Reino dividido […], antes do cativeiro babilônico (Bíblia Shedd).
7 o tempo. Davi viveu em Ziclague até a morte de Saul (Andrews Study Bible).
8 gesuritas, os gersitas e os amalequitas. Povos hostis a Judá (Andrews Study Bible).
9 não deixava com vida. A razão é mostrada no v. 11. Davi queria que os filisteus acreditassem que seus ataques eram contra Judá. Então ele não deixava ninguém vivo que pudesse testemunhar o contrário (Andrews Study Bible).
Por derramar tanto sangue, Davi foi proibido, mais tarde, de construir o Templo (1Cr 22.8) (Bíblia Shedd).
10 Neguebe de Judá. Em hebraico, Neguev significa “seco” e designa uma área grande no sul da Palestina, desde Berseba até a região montanhosa da península do Sinai.
Jerameel. Os jerameelitas eram descendentes de Judá por meio de Hezrom(1Cr 2.9,25) (Bíblia de Estudo NVI Vida).
queneus. O sogro de Moisés era aparentado deste povo (Andrews Study Bible).
12 Aquis confiava. O fingimento de Davi foi outro erro sério, indigno de alguém tão exaltado com privilégios espirituais. O preço da vitória no conflito com o pecado é vigilância incessante e entrega completa à vontade de Deus. O Senhor, contudo, em Sua bondade, não abandonou Davi nessa hora de desânimo. Davi tinha o propósito fixo e o sincero desejo de cooperar plenamente com o plano de Deus. Tal atitude o levava a reconhecer seus pecados quando eram revelados e a corrigir de imediato os erros. (CBASD, vol. 2, p. 627).
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“Aquis confiava em Davi, dizendo: Fez-se ele, por certo, aborrecível para com o seu povo em Israel; pelo que me será por servo para sempre” (v.12).
Davi conquistou a confiança do rei Aquis de tal forma que este lhe concedeu uma cidade e acreditava em tudo o que ele dizia e fazia. Contudo, Davi saía a pelejar contra os inimigos de Israel, dando a entender ao rei de Gate que havia combatido contra o próprio povo de Israel. Para Davi, seu segredo parecia guardado no silêncio das cidades que ele destruía. Entretanto, veremos a partir do capítulo 29 os resultados desastrosos dessa trama de fingimento. Como diz o ditado: “A mentira tem perna curta”.
Da primeira vez que Davi enganou o rei Aquis, fingindo-se de louco, sua intenção era apenas salvar a vida e fugir do território inimigo. Desta vez, porém, Davi sustentou uma mentira após outra, enquanto Aquis pensava ter conquistado um guerreiro vassalo. Esse artifício levou Davi a um falso conforto que durou “um ano e quatro meses” (v.7), mas as consequências dessa escolha durariam muito mais. Ninguém que use a mentira como estratégia sai ileso. Mais cedo ou mais tarde, ela revela sua origem, pois Satanás é o “pai da mentira” (Jo.8:44).
No versículo 11, lemos sobre Davi: “Este era o seu proceder por todos os dias que habitou na terra dos filisteus”. Qual tem sido o nosso procedimento diante do mundo? Proceder vai além de palavras; é comportamento e conduta. Uma vida fingida é, em si, uma grande mentira. Davi permitiu que o medo de Saul falasse mais alto do que sua confiança em Deus. Na primeira vez, ele fingiu ser louco; desta vez, cometeu uma real loucura espiritual ao tentar resolver as coisas por meio do engano.
Deus espera “que os Seus adoradores O adorem em espírito e em verdade” (Jo.4:24). A Bíblia diz que Deus é a verdade (Jr.10:10), o Espírito Santo é a verdade (1Jo.5:6), Jesus é a verdade (Jo.14:6), que a Palavra de Deus é a verdade (Jo.17:17), que a Lei de Deus é a verdade (Sl.119:142 e 151). Ou seja, tudo que é a verdade é eterno. E tudo que está ligado à mentira, está fadado à destruição: Satanás (Ap.20:10) e os mentirosos (Ap.21:27). Dizer uma mentira já causa prejuízos, mas viver uma mentira pode causar prejuízos eternos.
Os olhos do Senhor “estão abertos sobre todos os caminhos dos filhos dos homens, para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas obras” (Jr.32:19). Segundo o proceder de Davi entre os filisteus, ele colheria frutos de grande aflição. Todavia, o Senhor “não aflige e nem entristece de bom grado os filhos dos homens” (Lm.3:33). Mas tem prazer no “pecador que se arrepende” (Lc.15:7). A Palavra de Deus é a lâmpada da verdade que aquece e ilumina a nossa jornada nesse mundo frio e sombrio. Não podemos esperar andar na verdade sem buscar na fonte da verdade o conhecimento tão necessário para permanecer em fidelidade e integridade diante do Senhor. O amor de Cristo é derramado em nosso coração por meio do Espírito Santo, e o Espírito Santo realiza essa obra por intermédio das Escrituras, e através das Escrituras obtemos o conhecimento que salva (Leia Jo.17:3).
Ellen White escreveu: “Por amor de Cristo, o Senhor perdoa aos que O temem. Não vê neles a vileza do pecador. Neles reconhece a semelhança de Seu Filho, em quem eles creem. […] Ele salva os homens, não em pecado, mas do pecado; e os que O amam manifestarão seu amor pela obediência” (O Desejado de Todas as Nações, CPB, p.667 e 668). Todos nós pecamos, mas em Cristo, por Sua obra redentora, somos mais que vencedores (Rm.8:37). Que o nosso proceder, “seja em palavra, seja em ação”, que o façamos “em nome do Senhor Jesus [que é a verdade], dando por Ele graças a Deus Pai” (Cl.3:17).
Neste novo ano, tome a firme resolução de entreter mais comunhão com Deus através do estudo da Bíblia e de uma vida consagrada à oração. Se fizermos isso, só temos a ganhar. Jesus está às portas, amados! E, à semelhança de Noé e dos profetas, nós temos uma verdade presente para apresentar ao mundo. Que o Espírito Santo nos ensine a andar com o Senhor assim como “andou Enoque com Deus” (Gn.5:24).
Pai de amor eterno, graças Te damos porque o Senhor não nos abandonou na escuridão da mentira, mas através da Tua Palavra nos fez enxergar a luz da verdade! Nós queremos andar na Tua luz e ser a luz do mundo. Livra-nos de darmos ouvidos ou de praticarmos a mentira! Mas nos ensina, mediante a sabedoria da Tua Palavra, a andarmos em santidade e pureza de coração. Tão perto como estamos da volta do nosso Redentor, que a nossa vida, cheia do Teu Espírito, seja o cumprimento da Tua palavra profética, iluminando a Terra com a Tua glória. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, arautos da verdade!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I SAMUEL 27 – A mensagem presente nos capítulos deste livro contém valores morais e espirituais. Eventos e personagens neles descritos possuem cunho ético e pedagógico. A teologia da monarquia prenunciam a vinda do maior dos reis de Israel e, o estabelecimento do reino messiânico (Números 24:17-19; 1 Samuel 2:10; Atos 1:6). Desta forma, o livro também contém um aspecto profético.
Embora sejam enfatizados três personagens humanos (Samuel, Saul e Davi), o foco real do Espírito Santo está em Deus como o Soberano da História Universal, mundial e nacional. Apesar dos seres humanos e seus inúmeros fracassos, os planos soberanos de Deus são conduzidos a um ponto estabelecido por Ele: a monarquia messiânica.
A graça de Deus na desgraça humana percorre como um fio dourado ligando todas as cenas históricas inspiradas em I Samuel. Diante do fracasso de Israel e a opressão resultante da sua apostasia, Deus levantou libertadores como Samuel, Saul e Davi. Nenhum deles foi perfeito:
• Samuel falhou na educação dos filhos, semelhantemente ao sumo sacerdote Eli.
• Saul tornou-se perverso, arrogante, prepotente, amargo e indiferente ao profeta de Deus.
• Davi, após matar Golias, e levar os exércitos de Israel a grandes vitórias, fracassou em sua confiança em Deus em sua aflição diante da perseguição por Saul. Contudo, os planos divinos estavam em constante desenvolvimento.
Saul foi escolhido graciosamente da família menos importante da menor das tribos israelitas; logo depois, Davi era o mais inexperiente e o menos atraente dos filhos do pobre Jessé, mostrando que Deus opera em nossa história mesmo nas limitações de Seus escolhidos.
Em I Samuel 27, devido à intenção assassina de Saul, tomado de ansiedade e medo, mesmo que seu destino deveria ser sua tribo, Judá (I Samuel 22:5), com sua fé ofuscada, o destacado Davi buscou refúgio novamente entre inimigos filisteus, na cidade natal de Golias. Ali, o homem segundo o coração de Deus, fez acordo com o rei pagão, Aquis – diante de quem havia fingido estar paranoico (I Samuel 21:10-15).
Em Ziclague, Davi foi viver uma farsa. Ele iludiu o rei pagão transmitindo a ideia que seria seu servo, devido a seu povo ter-se virado contra ele; contudo, as investidas de Davi contra os inimigos de Judá granjearam-lhe apreço de seu povo!
Apesar de nossas várias falhas, Deus opera na história humana! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: I SAMUEL 26 – Primeiro leia a Bíblia
I SAMUEL 26 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1sm/26
Neste capítulo, Saul está novamente perseguindo Davi com três mil homens. Batedores de Davi descobrem o acampamento de Saul e este, destemidamente, infiltra-se no acampamento com seu sobrinho Abisai. Para surpresa deles, encontram todos, inclusive o próprio rei e sua guarda pessoal, dormindo profundamente porque “um sono pesado vindo do Senhor havia caído entre eles” (v. 12 NVI).
Desta vez é Abisai que se oferece para matar Saul, mas, novamente Davi diz: “Não o mates, pois quem haverá que estenda a mão contra o ungido do Senhor e fique inocente?” Silenciosamente, ele apanha a lança e o jarro de água de Saul e volta para seus próprios homens.
De uma distância segura Davi chama a Saul, defendendo sua inocência, apontando para o pecado de Saul de persegui-lo sem motivo. Por duas vezes ele o chama de “meu senhor, o rei” (v. 17, 19), e quatro vezes “o ungido do Senhor” (v. 9, 11, 16 e 23). Por fim, ele diz: “Assim como eu hoje considerei a tua vida de grande valor, que o Senhor também considere a minha vida e me livre de toda a angústia” (v. 24 NVI).
Como resultado desses eventos ameaçadores, Davi descobre que vale a pena ser forte e ter coragem, mas que o mais importante é esperar no Senhor (Ver Sal 27:14).
Ralph Neall
Professor e missionário aposentado
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1sa/26
Tradução: Jeferson Quimelli/Jobson Santos/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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941 palavras
1 O cap. 26 não é a repetição do mesmo episódio do cap. 23.14-24.32, como querem alguns críticos. Os dois eventos são parecidos apenas no seu fundo: terra dos zifeus, e nas personagens em ação: Saul e Davi. No resto, há diferenças profundas. […] A segunda narrativa confirma o distúrbio psíquico de Saul (16.14); trata de um homem que não se domina mais, e que nunca se arrepende do mal que pratica. Bíblia Shedd.
Gibeá. A cidade onde Saul residia. Andrews Study Bible.
2 três mil homens. Segundo parece, o exército regular de Saul (v. 24.2). Bíblia de Estudo NVI Vida.
5 Abner. Primo de Saul(v. 14.50). Bíblia de Estudo NVI Vida.
6 hitita Aimeleque. Não referido em outro lugar. Os hititas tinha residido em Canaã havia muito tempo (v. nota em Gn 10.15; v. tb. Gn 15.20; 23.3-20; Dt 7.1; 20.17). Outro hitita a serviço de Davi era Urias (v. 2Sm 11.3; 23.39). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Abisai, filho de Zeruia, irmão de Joabe. Zeruia era uma irmã mais velha de Davi (1Cr 2.16), de modo que Abisai e Joabe (bem como seu irmão, Asael, 2Sm 2.18) eram sobrinhos de Davi, além de serem líderes de confiança. Joabe serviria durante muito tempo como o comandante do seu exército. Bíblia de Estudo NVI Vida.
deixa-me, agora, encravá-lo. Abisai não aprendera a difícil lição de estender bondade a um inimigo. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 622.
9 Não o mates. Davi…desenvolveu sua filosofia de vida não com base na tradição, mas nos princípios estabelecidos pela revelação divina. Entre os preceitos da lei mosaica, com a qual Davi era familiarizado, estava o seguinte: “Contra Deus não blasfemarás, nem amaldiçoarás o príncipe do teu povo” (Êx 22:28). Davi possuía refinado discernimento espiritual e compreendia que essa lei proibia qualquer ação contra o rei, como a que Abisai defendia. A interpretação espiritual de Davi das leis de Moisés era muito mais avançada do que a dos líderes judeus dos dias de Cristo, que tentavam manter a letra da lei, ao passo que violavam seu espírito. CBASD, vol. 2, p. 622.
Ficamos em situação semelhante quando temos líderes da igreja ou do governo que são fiéis ou incompetentes. Pode ser fácil para nós criticar ou agir contra um líder de modo diferente aos propósitos e tempo desconhecidos de Deus. Ao escolher não fazer o mal, Davi deixou o destino de Saul nas mãos de Deus. Enquanto não devemos ignorar o pecado ou inércia e permitir que os líderes levem a efeito sua impiedade, não devemos executar ações contrárias às leis de Deus. Devemos trabalhar pela justiça ao mesmo tempo em que confiamos em Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
11 lança […] e a bilha da água. Levando a lança, que representa o poder, Davi privou a Saul, simbolicamente do seu reinado. E, levando a bilha d´água, símbolo da vida, privou-o da vida, pois a mesma seria imprescindível no deserto sem água. Bíblia Shedd.
lança. A lança de Saul é a insígnia de seu reinado, em vez de um cetro real(19:9). Ele a usou em suas tentativas de matar Davi e, mais tarde, Jônatas. Andrews Study Bible.
12 da parte do SENHOR, lhes havia caído profundo sono. Outra indicação do texto de que a providência de Deus estava trabalhando na vida de Davi. Andrews Study Bible.
O milagre que permitiu a esses homens caminhar em meio a 3 mil soldados, até o centro do grupo, sem serem vistos, foi uma evidência do lado do conflito em que se encontrava a Providência. A intervenção foi uma condenação da natureza instável de Saul, que prometera uma coisa e, pouco tempo depois, violou sua palavra, fazendo exatamente o contrário. CBASD, vol. 2, p. 622.
16 tão certo como vive o SENHOR. Uma fórmula utilizada em votos de juramento. Andrews Study Bible.
18 que fiz eu? A atitude de Davi em relação a Saul foi respeitosa e cheia de amor. […] É preciso tato para conseguir repreender e obter mudança de atitude da parte de quem está no erro. CBASD, vol. 2, p. 623.
19 oferta de manjares significa: se for provado que eu sou o culpado, confessarei minha culpa. Bíblia Shedd.
filhos dos homens. Desta vez foram os zifeus que haviam instigado Saul a perseguir Davi. Andrews Study Bible.
serve a outros deuses. Davi está sendo pressionado a buscar refúgio numa terra estrangeira, como a Filístia, onde ídolos são adorados. Estas palavras preparam o caminho para a próxima história (cap. 27). Andrews Study Bible.
Na opinião deles, ser expulso da terra do Senhor implicava separação do santuário do Senhor (uma forma de excomunhão no AT) e ser deixado para servir aos deuses do país onde a pessoa passasse a morar (v. Js 22.24-27). Bíblia de Estudo NVI Vida.
20 uma perdiz. A perdiz, cujo nome em hebraico significa “aquele que chama”, é um termo sabiamente escolhido para Davi, que fica em pé na crista da montanha e “clama” (v. 13-14). Bíblia de Genebra.
21 volta, meu filho. Saul ficou emocionado quando percebeu que sua vida fora preciosa aos olhos de Davi mais uma vez…. O rei convidou Davi a voltar para Gibeá e prometeu proteção. Embora o convite para voltar tenha sido um gesto gentil, levaria a uma situação difícil, pois Saul dera a mulher de Davi a outro homem (1Sm 25:44). CBASD, vol. 2, p. 623.
Davi, ciente do distúrbio psíquico de Saul, não acreditava mais nele. Para evitar maiores humilhações, refugiou-se na Filístia (27.1). Bíblia Shedd.
Davi não tinha garantia alguma de que o estado de espírito de Saul continuaria o mesmo por muito tempo. CBASD, vol. 2, p. 623.
23 minhas mãos. Um símbolo de poder na Bíblia. Andrews Study Bible.
25 Bendito. As últimas palavras de Saul para Davi são uma bênção, assegurando-lhe o sucesso. Andrews Study Bible.
continuou o seu caminho. Descrente em relação a uma mudança definitiva na atitude de Saul, Davi escolheu permanecer fugitivo. CBASD, vol. 2, p. 623.