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“Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado” (v.45).
Israel vivia em estado de guerra contra os filisteus. Como se não bastasse essa pressão constante, surgiu dentre os inimigos uma “arma secreta” que, revelada aos oponentes, causou grande terror e alvoroço. Aquela gigantesca máquina humana e o seu desafio fizeram Saul perceber que estava diante de uma batalha aparentemente perdida. Parecia ser apenas uma questão de tempo para que o exército dos filisteus avançasse e tornasse aquele vale o símbolo de sua vitória. Sem a certeza da presença de Deus, Saul temeu perder a própria vida diante daquele desafio literalmente gigante.
Por quarenta dias, Israel ouviu os insultos de Golias e a zombaria dos inimigos, sob uma covardia que os abatia e os debilitava. Mas a bondade e a misericórdia do Senhor não permitiriam que a insensatez e a dura cerviz de Saul eliminassem da Terra o povo que havia elegido como ascendência do verdadeiro Rei. Davi não foi ungido apenas para ocupar o lugar do primeiro monarca de Israel, mas para erguer na terra um monumento ao verdadeiro Deus, que jamais seria esquecido. Desprezado por seus irmãos e ignorado por seu povo, sua vitoriosa atuação ilustrava a vida Daquele que seria conhecido como o Filho de Davi.
Até ali, diante de Saul, Davi era apenas o tocador de harpa que acalmava os seus sentidos e o seu fiel escudeiro. Mas, tendo visto o cumprimento de sua fama — “forte e valente, homem de guerra” (1Sm.16:18) — a curiosidade do rei foi aguçada: “Pergunta, pois, de quem é filho este jovem” (v.56). Na vitória de Davi sobre Golias “no vale de Elá” (v.2), posso quase ouvir, no tanger da harpa, o ecoar do salmo: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque Tu estás comigo” (Sl.23:4).
Saul tentou vestir Davi com sua armadura e enviá-lo à batalha com armas falíveis. Mas “Davi tirou aquilo de sobre si” (v.39) e foi à peleja com suas vestes de pastor, que lhe ensinaram as mais preciosas lições de confiança, coragem e obediência. Não há figura que represente a Deus perante o Seu povo de forma mais fiel do que a de um pastor de ovelhas. Ao cuidar das necessidades básicas do rebanho, ao conduzi-lo em segurança e ao não deixá-lo à própria sorte — mesmo pondo em risco a própria vida — Davi adquiriu uma força moral e espiritual que nenhum gigante nesta Terra poderia abalar.
Amados, um dia, Jesus enfrentou o maior dos gigantes por cada um de nós: a morte. Não fosse o Seu sacrifício, o vale da sombra da morte seria o nosso fim. Todavia, Ele “se levantou de madrugada”, “deixou as ovelhas” aos cuidados do Senhor e “partiu”, como Deus “lhe ordenara; e chegou” (v.20) a esta Terra envolta em um grande conflito. Diante de um povo incrédulo, Sua missão foi questionada: “Por que desceste aqui?” (v.28). Mas, como o nosso Bom Pastor, Ele “tomou o seu cajado na mão” (v.40) e, com fé e oração, não desistiu de provar a todo o mundo “que o Senhor salva” (v.47).
Muito em breve, o inimigo cairá derrotado “com o rosto em terra” (v.49), e Jesus esmagará a sua cabeça de uma vez por todas (Gn.3:15). O herói dos filisteus foi morto para não mais viver; o nosso Herói foi morto, mas venceu a morte para que tenhamos vida, e vida “em abundância” (Jo.10:10). Permita que o Cristo ressuscitado seja o Pastor de sua vida e, certamente, Ele estará com você no vale deste mundo escuro até que o leve para habitar “na Casa do Senhor para todo o sempre” (Sl.23:6).
Nosso amado Pai Celestial, graças Te damos porque Jesus veio ao vale deste mundo escuro vencer as nossas lutas e, por Sua vitória, somos mais que vencedores. Guia-nos, nosso bom Pastor, pois queremos habitar na casa do Senhor para todo o sempre! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia e um feliz Natal, ovelhinhas de Jesus!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I SAMUEL 17 – Subestimar um servo de Deus significa visão curta e limitada de Deus. Podemos descrer do potencial de alguém, porém, qualquer pessoa que acreditar no potencial de Deus surpreenderá os temerosos duvidosos.
Davi foi subestimado…
• …Por seus irmãos mais velhos (I Samuel 17:28-30).
• …Pelo rei Saul (I Samuel 17:31-33).
• …Pelo gigante guerreiro, Golias (I Samuel 17:41-44).
Existem pessoas habilidosas na arte de desvalorizar, desqualificar e desprezar pessoas. Suas abordagens são vistas nas seguintes situações:
• Manifestam-se como experts, sábios, inteligentes, amigos/irmãos para impedir aos planos ousados de alguém de visão. Eliabe, irmão mais velho de Davi, irritado perguntou ao seu irmão caçula: “Por que você veio até aqui?… Sei que você é presunçoso e que o seu coração é mau; você veio só para ver a batalha” –, sendo que sua presença devia-se à sua obediência ao pai, de levar comida a seus irmãos e 10 queijos ao comandante da unidade deles (I Samuel 17:17-19, 28).
• Manifestam-se como visionários, experientes, tentando humilhar ao que é diferente, desprezando suas características. Assim como o rei Saul desconsiderou Davi, muitos possuem uma carência infinita de revelar grandeza, nobreza e poder, para não apresentar seu problema com baixa autoestima, alma ferida. Tais pessoas encontram prazer e valor em si mesmas humilhando, desprezando e ferindo ao próximo (I Samuel 17:33).
• Manifestam-se como valentes, poderosos e vitoriosos, jactando-se diante de quem almeja humilhar, arruinar e destruir. Golias era grande, contudo não via a grande fé de Davi, muito menos o grande Deus que acompanha o jovenzinho ruivo que o enfrentava (I Samuel 17:41-47).
Quando ninguém valorizava ao jovenzinho Davi, Deus confiou a ele a vitória de Seu temeroso povo contra os perseverantes inimigos filisteus, causando uma impactante comoção (I Samuel 17:48-58).
Se quisermos obter sucesso e vitória como Davi, “uma de nossas maiores preocupações deveria ser preservar a reputação de Deus”; e, para que nossas intenções se tornem em ações, “devemos, primeiramente e acima de tudo, confiar em Deus para nos ajudar a conquistar nossos objetivos… Devemos manter um equilíbrio entre fé em Deus e a confiança em nós mesmos e em nossas habilidades… [e] devemos estar preparados para fazer o que Deus deseja realizar através de nós, em qualquer momento”, reflete Gene Getz.
Aprendamos com Davi. E reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: I SAMUEL 16 – Primeiro leia a Bíblia
I SAMUEL 16 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse aqui os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1sm/16
Leituras auxiliares recomendadas: A Unção de Davi e Davi e Golias
Samuel ficou com muita pena de Saul. Deus também se entristeceu por Saul ter sido uma vez ungido rei sobre o seu povo. Mas agora que Saul se fizera rebelde, não havia nada a fazer a não ser ungir outro rei – como Deus disse, “um vizinho seu, melhor do que você”.
Mas quem? Samuel não sabia. Então Deus o enviou a Belém para conhecer os filhos de Jessé. Eles desfilaram diante do profeta.
“Ohhh! – esse parece bom! Alto, bonito … ele seria um ótimo substituto para Saul!” Mas Deus sussurrou no coração de Samuel: “Não preste atenção ao exterior. Este não é o homem. Eu estou observando mais fundo do que você pode ver. O coração, o ser interior, é o que mais importa. Continue procurando!”
Mais seis filhos se apresentaram diante do homem de Deus. Com cada um deles, Deus disse a Samuel: “Não, não é este… ou este… ou o próximo. Vejo elementos faltando no caráter.”
Por fim, Samuel disse a Jessé: “Por acaso você tem mais filhos?” “Bem, sim … há o pequeno Davi, o mais novo, que está cuidando das ovelhas. Mas se esses rapazes robustos não te agradaram, eu não sei o que você veria em Davi para se agradar dele”.
“Mande chamá-lo!”
E Deus viu em Davi um homem segundo o seu próprio coração.
Virginia Davidson
Artista (projetista e construtora de vitrais)
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Spokane Valley
Washington, EUA.
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1sa/16
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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680 palavras
2 Saul […] me matará. A estrada entre Ramá (onde Samuel estava, 15.34) e Belém passava por Gibeá de Saul. Saul já sabia que o Senhor escolhera alguém para substituí-lo como rei (15.28). Samuel teme que os ciúmes incitem Saul à violência. Incidentes posteriores (18.10,11; 19.10; 20.33) demonstram que os temores de Samuel eram bem fundamentados (Bíblia de Estudo NVI Vida).
5 Santificai-vos. Consistia em mudar de roupa, lavar os corpos e preparar as mentes para a meditação e oração (Êx 19.14-15). Bíblia Shedd.
14 O Espírito do Senhor se retirou de Saul. Ver Jz 16.20. Quando o Espírito se retirou de Saul e se apoderou de Davi (v.13), as respectivas carreiras contrastantes dos dois foram determinadas (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Saul rejeitou o Espírito de Deus – cometeu o pecado imperdoável – e não havia nada mais que Deus pudesse fazer por ele. O Espírito do Senhor não se retirou de Saul de maneira arbitrária. Em vez disso, Saul se rebelou contra a orientação divina e, por vontade própria, se afastou da influência do Espírito. É preciso compreender isso em harmonia com o Salmo 139:7 e com o princípio fundamental do livre arbítrio. Se Deus, por meio do Espírito Santo, forçasse Sua presença na vida de Saul, a despeito dos desejos do monarca, estaria transformando-o numa mera máquina (CBASD-Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, Vol. 2, p. 569).
um espírito maligno, vindo da parte do Senhor. Enquanto o Espírito de Deus estava com Davi, Saul começava a experimentar sérias desordens mentais. Espíritos malignos estão sujeitos ao controle de Deus (1Rs 22:19-23) (Andrews Study Bible).
Às vezes, as Escrituras representam Deus fazendo algo que, na verdade, Ele não impediu. Ao dar a Satanás oportunidade de demonstrar seus princípios, na verdade, o Senhor estaria restringindo Seu próprio poder. É claro que há limites que o inimigo não pode ultrapassar (ver Jó 1:12) (CBASD, Vol. 2, p. 569).
o atormentava. As crescentes tendências de Saul à depressão, aos ciúmes e à violência eram ocasionadas, por certo, pelo conhecimento que tinha da sua rejeição como rei (13.13,14; 15.22-26; 18.9; 20.30-33; 22.16-18) e por sua consciência da crescente popularidade de Davi, mas um espírito maligno também estava em jogo nessas aberrações psicológicas (ver 18.10-12; 19.9,10) (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Josefo descreve o mal da seguinte maneira: “E quanto a Saul, algumas desordens estranhas e demoníacas lhe sobrevieram, provocando-lhe a sensação de sufocamento, como se estivesse pronto a estrangulá-lo” (Antiguidades, vi8.2). Com certeza, uma grave melancolia se desenvolveu à medida que ele se preocupava com o anúncio do profeta de que a coroa fora dada a um homem “melhor” do que ele (1Sm 15:28). A possessão intermitente por um espírito maligno levou Saul a se sentir e agir como uma pessoa demente (CBASD, Vol. 2, p. 569).
16 tu te sentirás melhor. Reconhece-se geralmente o efeito calmante de certos tipos de música sobre o espírito perturbado (ver 2 Rs 3.15). Além desse efeito natural da música, no entanto, parece no presente caso que o Espírito do Senhor estava ativo na música de Davi para suprimir temporariamente o espírito maligno (cf v. 23) (Bíblia de Estudo NVI Vida).
A musicoterapia tinha um efeito calmante sobre Saul. Mais tarde na Bíblia, Davi é descrito como um doce cantor em Israel que compunha salmos (2Sm 23:1) (Andrews Study Bible).
harpa. Ou melhor, “lira”. Saul foi aconselhado a procurar alívio na musicoterapia. O som da lira de Davi e o canto de hinos consagrados proporcionavam a Saul libertação temporária do espírito mau que o atormentava […] Por rejeitar continuamente a orientação divina, ele se tornou como o homem da parábola que Jesus contou sobre a possessão demoníaca (Lc 11:24-26) na qual o “último estado” da alma acabou sendo muito “pior do que o primeiro” (CBASD, Vol. 2, p. 569).
21 Esteve perante ele. Esta declaração não se refere à postura de Davi na presença de Saul, mas que ele entrou no serviço do rei (ver Gn 41:46; Dn 1:19) (CBASD, Vol. 2, p. 570).
23 Saul sentia alívio. Literalmente, “”Saul respirava”. O termo ruach significa “respirar”, “soprar”. O uso do verbo sugere um exalar forte e pronunciado do fôlego, como o que costuma acompanhar o relaxamento após um período de tensão, seguido de respiração normal. Os ataques de possessão demoníaca eram, ao que parece, acompanhados de tensão física e nervosa (CBASD, Vol. 2, p. 570).
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“Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (v.7).
Diferentemente do procedimento de Saul, “Fez, pois, Samuel o que dissera o Senhor” (v.4). Ao chegar em Belém, o profeta foi prontamente recepcionado por um grupo de anciãos em pânico devido à sua visita surpresa. Samuel possuía tamanha autoridade espiritual que sua presença infundia temor aos impenitentes. Com a justificativa de estar ali “para sacrificar ao Senhor” (v.2), sua declaração de paz foi seguida por um momento de santificação dos anciãos, de Jessé e de seus filhos — um preparo necessário para o que estava por vir.
Na companhia de seus sete filhos, Jessé iniciou a apresentação daqueles belos homens, a começar pelo primogênito, que aparentemente mais se assemelhava ao porte e estatura de Saul. No momento em que o profeta pensou estar diante do futuro rei, sua concepção foi interrompida pelo princípio que norteia a eleição divina: “O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (v.7). Assim, o mais jovem e preterido entre os irmãos foi indicado pelo próprio Deus com as palavras decisivas: “este é ele” (v.12).
O livre-arbítrio é a chave de acesso ou de restrição à atuação divina. Pela desobediência às ordens de Deus, Saul tornou-se cada vez mais obstinado. Sua perda maior não foi a do trono de Israel, mas o fato de ter destronado o Senhor de seu próprio coração, permitindo que “um espírito maligno o atormentasse” (v.14). Foi requisitado, então, “um homem que saiba tocar harpa” (v.16). O seu alívio viria justamente daquele que ocuparia a sua função, e Saul “amou muito” a Davi “e o fez seu escudeiro” (v.21).
A genuína conversão não é obra de um momento apenas, mas deve ser confirmada pela santificação diária. O crescimento na graça de Cristo consiste em seguir os Seus passos, buscando uma vida de integridade e fidelidade diante do Senhor e dos homens. Enquanto a fama de Saul era a de um rei atormentado, Davi era reconhecido como alguém “que sabe tocar e é forte e valente, homem de guerra, sisudo em palavras e de boa aparência; e o Senhor é com ele” (v.18). Deus permitiu que um espírito maligno atormentasse Saul não para destruí-lo, mas para que ele se humilhasse e buscasse socorro e livramento no Senhor. O que, infelizmente, não aconteceu devido à dureza de seu coração.
Deus nos chama para sermos Seus fiéis representantes, mas, antes da obra exterior, deve haver uma mudança interior. Primeiro vem o reavivamento, depois a reforma. Quando esta ordem não é seguida, amados, não há crescimento espiritual e corremos o sério risco de apenas aparentar um cristianismo sem essência — ou, pior, de nos tornarmos marionetes do inimigo. Para além do que os olhos humanos podem enxergar, que a nossa vida seja um vaso escolhido para a glória de Deus, de modo que, pela fé, ouçamos as palavras de aprovação divina a nos dizer: “este é ele” (v.12), “esta é ela”.
Nosso Deus e Pai, não tem sido fácil nesses últimos dias mantermos os nossos olhos fixos em Ti e um coração que seja puro. Somente por Tua graça e pelo poder do Espírito Santo isso é possível. Socorre-nos, Pai! Concede-nos a mente de Cristo para que o inimigo das almas não encontre brechas em nossa vida. Queremos viver um cristianismo autêntico porque Cristo vive em nós. Santifica-nos, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, escolhidos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I SAMUEL 16 – O exclusivismo não caracteriza o caráter do Deus da Bíblia. A religião bíblica não estreita a mente, pelo contrário, expande-a.
Note que Saul pertencia à tribo de Benjamim, de família nobre e rica (I Samuel 9:1-2); entretanto, a revelação apontava a realeza para a tribo de Judá (Gênesis 49:10). Saul fora escolhido por Deus conforme o perfil apreciado pela visão humana (I Samuel 10:23-24), mas Davi seria escolhido segundo o coração de Deus (I Samuel 13:13-14).
Jessé, pai de Davi, “foi descendente de Judá e neto de Boaz e Rute (Rt 4:18-22; Mt 1:2-5; Lc 3:32). Jessé teve oito filhos, dos quais Davi era o mais jovem (1Sm 17:12-14). A lista em 1 Crônicas 2:13-15 menciona apenas sete, mas o oitavo parece ter sido Eliú, que pode ter morrido sem deixar descendência (1Cr 27:18). Jessé também teve duas filhas, ou, talvez, enteadas (1Cr 2:16; cf. 2Sm 17:25). Jessé e sua família viviam em Belém quando Samuel, por ordem divina, foi ungir Davi como futuro rei de Israel (1Sm 16:1-13)”; assim, o Dicionário Bíblico Adventista amplia nossa compreensão da família do adolescente que fora ungido para ocupar o lugar do indisciplinado rei Saul (I Samuel 16:14-23).
Curiosamente, baseado na genealogia de Cristo, em Mateus 1:5, “é possível que a mãe de Boaz seja Raabe, a prostituta de Jericó (Js 2); isso pode significar que [o avô de Davi teve] tanto uma mãe como uma esposa gentia”, observa Boyd Luter.
Considerando estas peculiaridades, considera-se que o rei ancestral do Messias não era israelita puro. Ironicamente, Davi não sendo puramente israelita foi mais íntegro diante de Deus do que Saul, que era israelita puro.
Isso não é algo novo; pois, Calebe era líder representante da tribo de Judá, sendo seu pai quenezeu (Números 32:12), uma “tribo ou subtribo de Canaã… mencionados, pela primeira vez, entre os possuidores de Canaã no tempo de Abraão (Gn 15:19)… Acredita-se que os quenezeus também estivessem relacionados com os queneus”, (Dicionário Bíblico Adventista), os quais foram preservados por Saul (I Samuel 15:6).
Note que a visão de Deus é bem mais abrangente que a nossa percepção; por isso, precisamos de Sua revelação para reformular nossa cosmovisão da vida, da religião e da salvação.
Deus quer alcançar mais pessoas! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: I SAMUEL 15 – Primeiro leia a Bíblia
I SAMUEL 15 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1sm/15
Esta não é uma discussão sobre quem eram os amalequitas e do porquê Deus disse a Saul que os consagrasse à destruição. O que importa é que Saul realizou essa missão … e fez “do jeito dele”. Tantos animais lindos! Lindas ovelhas! E quem mataria um rei derrotado se pudesse trazê-lo de volta como um troféu? Então Saul prosseguiu em direção a Gilgal após a batalha, parando no Carmelo para montar um monumento para si mesmo.
Entra então em cena Samuel, que havia entregado a Saul a mensagem para destruir Amaleque. Saul cumprimentou-o ansiosamente: “Deus te abençoe! Eu fiz o que você me disse para fazer!”
Uau! Então, o que são todos esses sons de animais? – o balido das ovelhas, o mugido dos bois? Por que você não obedeceu ao Senhor?
“Oh, mas eu obedeci! Nós mantivemos de lado tudo de melhor e destruímos todo o resto. Queríamos ter um bom sacrifício para oferecer ao Senhor em Gilgal.”
Mas Deus realmente se importa com sacrifícios e ofertas, quando você não se importa com o que Ele diz? A rebelião – fazer sua própria vontade – coloca você em aliança com o diabo. Presunçosamente achar que você está certo, faz da sua própria opinião um ídolo, coloca você no trono.
Isto ainda é verdade hoje.
Virginia Davidson
Artista (projetista e construtora de vitrais)
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Spokane Valley
Washington, EUA.
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1sa/15
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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452 palavras
1 A importância da obediência a Deus domina a história da rejeição por Deus de Saul como rei. Andrews Study Bible.
2 Sem dúvida, os amalequitas vinham atacado a parte sul de Judá, na região de Berseba, e esse pode ter sido um dos motivos para os anciãos da tribo terem pedido um rei (ver 1Sm 8:1-5). … Os amalequitas eram descendentes de Esaú (ver com. de Gn 36:12) e, portanto, parentes de sangue tanto dos queneus quanto dos israelitas. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 558.
6 queneus. Era um povo bom e pacífico, que descendia de Jetro, o sacerdote de Midiã. Bíblia Shedd.
exterminou o seu povo. Todos os amalequitas que encontraram. Alguns amalequitas sobreviveram (v. 27.8; 30.1, 18; 2Sm 8.12; 1Cr 4.43). Bíblia de Estudo NVI Vida.
8 Agague. No livro de Ester, o inimigo dos judeus é Hamã, o agagita (Et 3:1; 7:6). Andrews Study Bible. [Et 3:1: “…descendente de Agague”, NVI].
11 Arrependo-me. É um antropopatismo comum no AT. O verbo hebraico nacham, “arrepender-se”, expressa a atitude da mente de “deixar de fazer o que estava fazendo”. … (i.e., não pode mais acompanhar ao homem). Bíblia Shedd. [Tb no v. 35].
“O arrependimento do homem implica mudança de intuitos. O arrependimento de Deus implica mudança de circunstâncias e relações” (PP, 630). CBASD, vol. 2, p. 559.
22 obedecer é melhor que sacrificar. Fazer o correto é mais importante que o ritual. Andrews Study Bible.
Samuel não quer dizer que o sacrifício não é importante, mas que é aceitável somente quando é trazido numa atitude de obediência e devoção ao Senhor (v. Sl 15; Is 1.11-17; Os 6.6; Am 5.21-27; Mq 6.6-8). Bíblia de Estudo NVI Vida.
23 Ele o rejeitou como rei. O castigo aqui vai além do que foi declarado antes (… 13.14). Agora, o próprio Saul será rejeitado como rei. Embora isso não acontecesse imediatamente, como demonstra, os caps. 16-31, iniciou-se o processo que levou à sua morte [como o caso da morte de Adão ao comer do fruto], incluindo, no seu processo implacável, o afastamento do Espírito de Deus e do favor divino (16.14), o abandono do filho Jônatas e da filha Mical, que passaram para o lado de Davi, e a insubordinação dos próprios oficiais (22.17). Bíblia de Estudo NVI Vida.
33 Samuel despedaçou a Agague. De acordo com o código civil entregue a Israel (Êx 21:23, 24), Agague era culpado de morte, e Samuel o executou “perante o SENHOR”, assim como Elias matou posteriormente os profetas de Baal no Carmelo, acusados de blasfêmia (Lv 24:11, 16). Ao despedaçar Agague, Samuel frustrou o propósito de Saul de exibir o rei cativo como prova de sua liderança astuta. CBASD, vol. 2, p. 565.
como sua espada. O castigo corresponde ao pecado cometido. Andrews Study Bible.
35 Nunca mais viu Samuel a Saul. Uma tradução mais correta seria: “Nunca mais procurou Samuel a Saul”. Saul, porém, procurou a Samuel, passados 8 anos (ver 19.24). Bíblia Shedd.