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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/jz/12
Aqui temos outra história intrigante da vida de Jefté. No capítulo anterior, vimos como Jefté estava tão desesperado para ser aceito em sua família que estava disposto a arriscar qualquer coisa. Ele conseguiu recuperar seu respeito, mas com grande custo para sua única filha. Neste capítulo, podemos obter informações sobre o que geralmente acompanha esse “status interno”.
Por um lado, a “busca por status” levou a um conflito com aqueles que deveriam ter sido contados como irmãos. Judeus da vizinha Efraim vieram a Jefté depois de seu sucesso, reclamando que não haviam sido convidados a lutar ao seu lado, muito parecido com o ocorrido após a batalha de Gideão com os midianitas (Jz 8:1-3). Nesse cenário, no entanto, Gideão tratou-os como irmãos. Ele respondeu-lhes com suavidade e com mansidão. A raiva diminuiu e a unidade foi restaurada. Jefté, em contrapartida, respondeu asperamente, como a forasteiros, e desencadeou conflitos e derramamento de sangue.
Embora exista um desejo inato em cada um de nós querer estar dentro de um círculo de amigos, quando esse círculo se fecha e se torna exclusivo – traçando uma linha entre “nós” e “eles”, isto pode ser doloroso e levar a mal-entendidos, tensão e conflito.
Dan Vis
Diretor, Missões FAST
Kathryn, Dakota do Norte EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jdg/12
Tradução: Jeferson Quimelli/Luis Uehara
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1020 palavras
1 os homens de Efraim. Do oeste do rio Jordão. Desta vez, os efraimitas foram mais odiosos e agressivos do que com Gideão, que lhes deu uma resposta branda, para evitar uma guerra civil (8.1-3). Bíblia de Estudo Andrews.
Assim como Gideão, Jefté teve problemas com Efraim (8.1-5); diferentemente de Gideão, deixou resultar em guerra civil. Havia lastimável falta de união em Israel. Bíblia de Genebra.
O ressentimento da tribo de Efraim não teve razão de ser. Gileade e Jefté teriam rogado aos efraimitas o seu auxílio para a expulsão dos amonitas, sem sequer receber resposta. Mas, depois da grande libertação do Senhor, indignaram-se, ao perceberem que a sua posição de tribo principal passara para os gileaditas. Bíblia Shedd.
A tribo de Efraim é mostrada de forma desfavorável tanto em Juízes 8:1-3 como neste verso. Eram passivos em tempos de opressão e arrogantes quando outras tribos tomavam a iniciativa e obtinham vitória. Gideão foi conciliador e ignorou a grosseria deles, mas Jefté não estava disposto a se tornar subserviente. A reclamação resultava do desejo de ser considerada como a tribo israelita líder. O orgulho levou a tribo a se ressentir de não ter tomado parte na glória da vitória. Além disso, eles negavam a Gileade o direito de ação independente, e mais ainda o de escolher um governante. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 392.
Fugitivos sois de Efraim. Toda a força da provocação se perdeu no tempo devido á falta de detalhes. Pode ter surgido um ciúme feroz entre os manassitas que viviam a leste do Jordão, e o resto de Manassés e seus parentes próximos, os efraimitas, no oeste da Palestina. Os manassitas no leste permitiram que a proximidade do clã e as ligações familiares definhassem e passaram a se identificar cada vez mais com as tribos pastorais de Rúben e Gade, entre as quais viviam. Por causa desse cisma na ligação entre os membros de uma tribo, os efraimitas os provocavam, chamando-os de fugitivos, isto é, a escória e a classe mais baixa dos parentes tribais no oeste. CBASD, vol. 2, p. 393.
5 os gileaditas tomaram os vaus do Jordão. Eliminando a rota de fuga de volta para o território efraimita. Bíblia de Estudo Andrews.
Gileade estava a leste do Jordão e Efraim, ao oeste. Bíblia de Genebra.
fugitivo de Efraim. No hebraico, estas são exatamente as mesmas palavras com as quais os efraimitas insultaram os homens de Gileade pouco tempo antes. Nesse momento, os efraimitas eram os fugitivos. CBASD, vol. 2, p. 393.
És tu efraimita? Havia uma considerável movimentação através dos vaus do Jordão. O objetivo era distinguir os fugitivos dos inocentes viajantes e comerciantes. Os homens que pouco antes se gabavam de sua tribo, estavam dispostos a negar qualquer relação com ela a fim de salvar a vida. CBASD, vol. 2, p. 393.
6 chibolete. A palavra significa “espiga de milho” ou “inundação”, mas não é o sentido que importa, pois a pronúncia gileadita servia de senha. Bíblia de Estudo Andrews.
Os efraimitas falavam um dialeto hebraico com pequenas divergências na pronúncia. No seu falar, o som ch se pronunciava em s de um modo tal que não conseguiam evitar serem descobertos. Aquela derrota invalidou definitivamente as esperanças de Efraim ser a tribo líder. Bíblia Shedd.
7 Jefté… julgou a Israel seis anos. O governo de Jefté foi o mais curto de todos os juízes. CBASD, vol. 2, p. 393.
Os juízes anteriores ficavam na liderança durante quarenta ou oitenta anos e a paz durava uma ou duas gerações. O governo abreviado de Jefté, o aumento de deuses sendo adorados e a guerra civil com Efraim contribuem para a decadência moral cada vez maior de Israel. Bíblia de Genebra.
8 Ibsã e Abdom (v.13) exibiram riqueza e poder nas tribos (cf 10.1n). Bíblia Shedd.
Belém. Não a cidade de Judá onde Jesus nasceu, mas outra do mesmo nome, na Galiléia [na tribo de Zebulom, a atual Beit Lahm] (Js 19.15). Bíblia Shedd.
Provavelmente a Belém no oeste de Zebulom. Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 casou fora. Isto é, fora do clã, ou até da tribo. Isto indica o destaque da família. Bíblia Shedd.
Ibsã tinha uma política definida quanto a fortalecer sua posição através dos casamentos mistos. ele casou as 30 filhas com homens de outras tribos e também tomou 30 filhas de outras tribos para seus filhos. Esta informação foi registrada para mostrar que Ibsã foi um grande homem e tinha muita influência. Além disso, o fato de que viveu para ver os 60 filhos casados indica que teve vida longa e próspera, apesar de ter governado Israel por somente sete anos, possivelmente os seus últimos. Talvez ele tenha alcançado a posição de juiz por causa da política de construir relacionamentos amigáveis com outras tribos através de casamentos mistos. Houve paz durante a sua liderança. CBASD, vol. 2, p. 393, 394.
11 Elom. O nome significa ”um terebinto”. Os orientais geralmente adotavam nomes de árvores. CBASD, vol. 2, p. 394.
13 Abdom… quarenta filhos. São mencionados somente os membros da família do sexo masculino. Sem dúvida ele teve muitas filhas também. Novamente, a família numerosa é citada como evidência de riqueza e posição. Também demonstra a difusão da poligamia entre aqueles que podiam custear várias esposas. CBASD, vol. 2, p. 394.
de Hilel. Significa “adorando”. Esta é a primeira ocorrência de um nome que, mais tarde, se tornou famoso entre os judeus e que aparece somente neste verso. O Hilel que aparece posteriormente foi líder de uma das escolas de pensamento judaicas, pouco antes do tempo de Cristo, e é considerado como o maior de todos os rabis judeus. CBASD, vol. 2, p. 394.
14 setenta jumentos. Abdom tinha poderes e riquezas virtualmente como uma realeza (10.4). Bíblia de Genebra.
15 região montanhosa dos amalequitas. Desconhece-se o fundo histórico dessa referência; a não ser nessa passagem, os amalequitas estão associados ao Neguebe (Nm 13.29). Bíblia Shedd.
Os amalequitas fixaram residência no Neguebe, ao sul de Judá. No entanto, o nome desse local indica que, em certa época, eles avançaram para o norte até a região de Efraim, numa incursão que fez com que seu nome fosse atribuído a essa área particular. Eles podem ter sido derrotados lá, ou um pequeno número deles pode ter sido autorizado a estabelecer-se na região, em épocas anteriores. CBASD, vol. 2, p. 394.
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“Vendo eu que não me livráveis, arrisquei a minha vida e passei contra os filhos de Amom, e o Senhor os entregou nas minhas mãos; por que, pois, subistes, hoje, contra mim, para me combaterdes?” (v.3).
O histórico de Efraim é marcado por uma bênção profética e um desvio moral. Jacó, antes de morrer, colocou sua mão direita sobre Efraim, o filho mais novo de José, abençoando-o para que se tornasse um grande povo, maior do que seu irmão Manassés (Gn.48:14). De fato, assim aconteceu, mas as escolhas erradas levaram os descendentes de Efraim a um caminho bem diferente do que o Senhor tinha traçado.
Quando estudamos nos capítulos anteriores sobre a história de Gideão, vimos que, após o Senhor lhe dar vitória sobre os midianitas, os efraimitas vieram e “contenderam fortemente com ele” (Jz.8:1). Gideão foi sábio ao aplacar-lhes a ira e evitar o confronto. Contudo, a reação de Jefté foi diferente e usando de uma estratégia um tanto incomum, dizimou quarenta e dois mil efraimitas.
Fica muito claro que os descendentes de Efraim se tornaram homens sanguinários e vingativos. Pela segunda vez, eles questionaram o fato de não terem sido chamados para a guerra. Ao encontrar um líder que resolveu responder-lhes à altura, além do confronto pela espada, tiveram de enfrentar um “trava-línguas” da morte. A tribo de Efraim tinha tudo para ser uma das mais poderosas e bem-sucedidas de Israel, mas escolheu ser guiada por seus próprios impulsos. Por suas ações e por suas palavras, foram derrotados. E o que é mais triste, amados, é que em Apocalipse 7:5-8, onde encontramos uma divisão simbólica dos salvos dos últimos dias, a tribo de Efraim (juntamente com Dã) foi excluída da profecia. Entendam: não foi o simples fato de não saber pronunciar um fonema a causa da morte de tantos efraimitas. Foi muito além disso.
Quando Cristo foi acusado pelos fariseus de expulsar demônios pelo poder de Belzebu (Mt.12:24), mais adiante Ele lhes disse: “Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração” (Mt.12:34). Os efraimitas tropeçaram justamente porque permitiram que o ódio e a vingança prevalecessem em seu coração. Confiaram demasiado em sua própria força, e isso lhes foi um laço fatal. Podiam até fazer parte da nação eleita e estar dentro da herança do Senhor, mas o Senhor e a Sua bênção não estavam neles.
A palavra “chibolete” (em hebraico, šibbōlet) possui dois significados: “espiga de cereal” ou “águas correntes”. Como šibbōlet, aquela tribo recebeu a recompensa de seus maus desígnios: como espiga de cereal mirrada foi lançada fora; como águas correntes foi levada pela correnteza de corações corrompidos. Por analogia, “chibolete” representa a advertência que Cristo nos faz: “porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado” (Mt.12:37). O que falamos diz muito quem realmente somos. Os efraimitas bem podiam representar a classe dos “encrenqueiros de plantão”. Você conhece alguém assim? Ou, pior: Você tem agido assim? Precisamos ter muito cuidado, amados! Como filhos do Reino, nossas palavras devem corresponder à obra purificadora do Espírito Santo em nosso coração. Por isso, precisamos clamar diariamente pelo Espírito Santo!
Há uma grande e urgente obra a ser realizada no meu e no seu coração. O Espírito Santo deseja imprimir em nós o puro e santo caráter de Cristo. Ou nos apegamos a Cristo, esforçando-nos por permanecer em Sua presença, inculcando na mente a Sua Palavra “com toda oração e súplica” (Ef.6:18), ou nossa vida nunca irá corresponder àquela que se está preparando para habitar com o Senhor e com os Seus anjos. Sobre isto, a inspiração nos diz o seguinte: “Deus está a guiar avante um povo que é peculiar. Ele os limpará e purificará, habilitando-os para a trasladação. Tudo o que é carnal será separado dos peculiares tesouros de Deus, até que se tornem como ouro purificado sete vezes” (Testemunhos Para a Igreja, v.1, CPB, p.431).
Mesmo que a nossa natureza pecaminosa por vezes nos desvie do caminho que o Senhor nos traçou, a Sua Palavra é poderosa para nos trazer de volta ao caminho eterno. Gostaria de saber o que Deus deseja que ocupe o seu coração e os seus pensamentos? Está escrito: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Fp.4:8). Se assim o fizermos, nossas palavras e nossa vida exprimirão a linguagem do Céu. Ó amados, não temos mais tempo a perder com discussões insensatas! É tempo de contemplar a Cristo e trabalhar para abreviar a Sua volta. Esse é o seu desejo?
Nosso amado Pai do Céu, já é tempo de despertarmos do sono, porque as Tuas profecias são verdadeiras e estão rapidamente se cumprindo. Livra-nos de discussões insensatas e falatórios inúteis, que para nada servem senão para causar prejuízos à Tua obra! Enche-nos do Teu Espírito, para que nossas palavras e atitudes revelem a Tua graça e a Tua salvação! Queremos ir para casa, Senhor! Prepara-nos para Te encontrar e estarmos com o Senhor nas margens do rio da vida! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, santificados pela Palavra!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JUÍZES 12 – Tensão e desentendimento entre conterrâneos, é indicação de falta de paz no coração. Afastar-se de Deus e dos Seus princípios espirituais, resulta em conflito e confusão social. Guerra civil… é inadmissível, mas é possível acontecer. Isso é consequência funesta do pecado.
Incompreensão, intolerância, arrogância e ignorância não resolvem problemas, apenas os promovem. Brigas, contendas, rixas e desentendimentos geralmente não têm explicação lógica para existirem, senão como fruto do pecado que habita o coração humano (Mateus 15:19). A primeira guerra começou num ambiente perfeito, no Céu, incitada por um anjo perfeito, Lúcifer; a qual migrou para a Terra, e hoje se chama grande conflito (Apocalipse 12:7-9). As guerras entre nações e entre irmãos nada mais são que reflexos dessa grande guerra cósmica, provocada pelo mal.
Após resolver o conflito contra os amonitas – inimigos pagãos – Jefté teve que lidar com o conflito entre os efraimitas – seus irmãos. Que triste ver o povo de Deus envolvido em confusão desnecessária! “A tribo de Efraim é apresentada de forma desfavorável tanto em Juízes 8:1-3 como neste verso. Eram passivos em tempos de opressão e arrogantes quando outras tribos tomavam iniciativa e obtinham a vitória. Gideão foi conciliador e ignorou a grosseria deles, mas Jefté não estava disposto a se tornar subserviente. A reclamação resultava do desejo de ser considerada a tribo israelita líder. O orgulho levou a tribo a se ressentir de não ter tomado parte na glória da vitória. Além disso, eles negavam a Gileade o direito de ação independente, e mais ainda o de escolher um governante” (Comentário Bíblico Adventista).
42.000 da tribo de Efraim foram mortos por incitarem uma guerra sem necessidade alguma (Juízes 12:6); o orgulho ofusca a percepção conduzindo aos orgulhosos à frustração.
Jefté liderou apenas 6 anos, e morreu. Sua vida sem descendentes contrasta com o juiz Ibsã que gerou 60 filhos e Abdom que gerou 40 filhos e teve 30 netos (Juízes 12:8-15).
O fato de citar alguns juízes rapidamente (Ibsã, Elom e Abdom) que reinaram mais tempo que Jefté, e utilizar mais de 50 versículos para Jefté, mostra haver um interesse divino na seleção revelada no livro: Os futuros leitores deveriam saber como evitar anarquia social, opressão nacional e apostasia generalizada.
Como precisamos muito desse livro atualmente! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JUÍZES 11 – Primeiro leia a Bíblia
JUÍZES 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse aqui os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/jz/11
O que mais me fascina na história de Jefté é o que o levou a fazer uma barganha desesperada com Deus.
De acordo com o registro bíblico, Jefté nasceu ilegitimamente. E quando seus meio-irmãos cresceram, eles o rejeitaram. De fato, a Bíblia conta que eles o expulsaram da casa e que ele teve que fugir para a terra de Tobe, onde ele acabou atraindo um bando de homens “vadios”. Sem dúvida, essa experiência de expulsão o marcou dolorosamente. Estivesse ele consciente disso ou não, deve ter havido nele um forte desejo de ser novamente aceito, para ser reintegrado em uma posição de respeito entre seus irmãos. Aparentemente, era algo que ele tentaria qualquer coisa para obter.
Nós também somos assim às vezes, não somos? Tão desesperados para consertar as feridas em nosso coração causadas pelas experiências dolorosas em nosso passado que nos encontramos dispostos a arriscar qualquer coisa, ousar qualquer coisa, prometer qualquer coisa, para o sucesso. E nem percebemos que, ao longo de tudo, Deus está disposto a nos curar, se simplesmente pedirmos! Esta passagem é um lembrete solene da importância de permitir que Deus faça esse trabalho de cura primeiro, antes de tentar algo ousado para Ele.
Dan Vis
Diretor, Missões FAST
Kathryn, Dakota do Norte EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jdg/11
Tradução: Jeferson Quimelli/Luis Uehara
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1099 palavras
1 filho de uma prostituta. A ascendência de Jefté fez dele um marginalizado. Bíblia de Genebra.
2 Jefté, um filho ilegítimo de Gileade, foi expulso de sua terra por seus meio-irmãos. Ele sofreu por algo que ele não havia feito. Porém, a despeito da rejeição de seus irmãos, Deus o usou. Se você está sofrendo por causa de uma rejeição injusta, não acuse outros, nem perca o ânimo. Lembre-se como Deus usou Jefté a despeito das circunstâncias injustas que o cercaram e que Ele pode usá-lo mesmo quando você se sente rejeitado por alguém. Life Application Study Life.
3 Tobe. Moderna El-Taibieh, a 25 km ao nordeste de Ramote-Gileade. Bíblia Shedd.
12-19 Para o contexto histórico desse conflito, ver Nm 20.14-21; 21.10-35; Dt 2.16-3.11. Nos tempos de Jefté, os amonitas esperavam que pudessem estender o seu território para dentro de uma região que antigamente lhes pertencera, mas que agora pertencia a Israel havia trezentos anos. Jefté repudiou as exigências dos amonitas relembrando essa história e demonstrando que os israelitas não tomaram mais do que aquilo que o seu Deus lhes dera e, tendo recebido ordens diretamente dEle (Dt 2.18-19), nada tinham roubado de Amom. Bíblia de Genebra.
12 Filhos de Amom. Sua capital era Rabate-Amom, hoje Amã, capital da Jordânia. Bíblia Shedd.
13 minhas terras. Quando os israelitas se aproximaram de Canaã pela primeira vez, essa área era governada pelo rei amorreu Seom, que a tinha conquistado dos moabitas (Nm 21.29). Os amonitas posteriormente passaram a dominar Moabe, e agora reivindicavam todo o território que antes tinha sido dos moabitas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
14-27 Jefté respondeu em conformidade com a política internacional daquele tempo; sua carta é um exemplo clássico da correspondência internacional da época. Bíblia de Estudo NVI Vida.
16 Mar Vermelho. Refere-se [aqui] ao golfo de Ácaba, braço ao leste do Sinai. Bíblia Shedd.
24 Camos. Deus principal dos moabitas. Milcom era o deus dos amonitas [que eram quem estavam no momento atacando os hebreus] (1 Rs 11.15). A referência a Camos, neste contexto, sugere a possibilidade de uma aliança entre Amom e Moabe. Bíblia Shedd.
27 Ao longo dos anos, os israelitas tiveram muitos juízes que os lideraram. Mas Jefté reconheceu o Senhor como o verdadeiro juiz do povo, o único que poderia realmente liderar e ajudá-los a conquistar os inimigos invasores. Life Application Study Life.
30 Fez Jefté um voto ao Senhor. A ignorância da Lei de Deus por parte de Jefté era muito grande, tendo-se em vista passagens como Lv 18.21; 20.2-5; Dt 12.31; 18.10. Se de fato ofereceu sua única filha em holocausto (oferta queimada), como o sentido literal do texto indica, pode-se afirmar, com certeza, que não agradara a Deus. … Louvamos o zelo de Jefté; condenamos seu voto temerário. … O sacrifício de gratidão (cf Sl 50.23; Hb 13.15): 1) O voto não é obrigatório para se conseguir ajuda do Senhor, pois Ele nos dá tudo graciosamente (Tg 1.5); 2) A oferta de uma pessoa em holocausto não é desejável, já que Deus sacrificou Seu único Filho em nosso lugar (Is 53.6, 10; Jo 3.16); 3) O voto que Deus aprecia é a dedicação de uma vida inteiramente consagrada a Ele (Rm 12.1,2). Bíblia Shedd.
31 quem primeiro … me sair ao encontro. O Espírito de Deus veio sobre Jefté para que Israel fosse salvo da destruição. Entretanto, a presença do Espírito não garante infalibilidade ou onisciência. Aquele que recebe o Espírito permanece um agente moral livre, e espera-se que faça o devido progresso no conhecimento e crescimento espiritual. Jefté, ignorando o que era correto, precipitadamente votou uma coisa errada. Da mesma forma, embora o Espírito do Senhor tenha revestido Gideão e tenha realizado grande libertação por meio dele, não o impediu de estabelecer uma adoração equivocada. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 390.
35 rasgou suas vestes. Prática comum de expressar aflição extrema (v Gn 37.34 e nota). Bíblia de Estudo NVI Vida.
fiz voto. O ato de cumprir um voto pecaminoso é pecado. Juramentos e votos ilícitos não devem ser feitos ou, se forem feitos, não devem ser cumpridos. Bíblia de Genebra.
O voto precipitado de Jefté trouxe a ele sofrimento indescritível. No calor da emoção ou perturbação pessoal é fácil fazer promessas insensatas a Deus. Essas promessas podem parecer muito espirituais quando feitas, mas elas produzem culpa e frustração quando somos forçados a cumpri-las. Muitos “acordos” espirituais somente trazem desapontamento. Deus não quer promessas para o futuro, mas obediência hoje. Life Application Study Life.
37 chore a minha virgindade. A perspectiva de perder a alegria das festividades do casamento ou o prazer de ter filhos era uma amarga experiência para as moças hebreias, principalmente para quem era filha única. Para a filha de Jefté, significava que ela e a casa de seu pai perderiam a esperança de uma participação na futura glória de Israel. CBASD, vol. 2, p. 390, 391.
39. Segundo o voto. A frase parece indicar que ele a ofereceu como uma oferta queimada, de acordo com o voto (ver com. de Jz 11:31). Tem-se sugerido que o autor do livro dos Juízes, com sensibilidade aguçada, colocou um véu sobre o trágico ato do sacrifício. Sobre o outro ponto de vista, de que Jefté não sacrificou a filha (ver com. de Jz 11:31) pode ser mencionado que: Por volta de 1200 d.C, o Rabbi Kimchi, seguido por vários escritores, disseminou o ponto de vista de que Jefté não sacrificou a filha. Ele disse que as palavras “oferecerei em holocausto” (Jz 11:31) se aplicariam somente se quem encontrasse Jefté fosse um animal sacrifical. Ele interpreta o v. 39 como Jefté tendo construído uma casa para sua filha onde ela ficaria isolada dos homens o resto da vida, em celibato sagrado, para que todos os momentos fossem dedicados ao Senhor. As virgens de Israel a visitavam anualmente e lamentavam o ocorrido. Há contra a interpretação de Kimchi o fato de que os costumes daquele tempo não incluíam o tratamento de mulheres como freiras. Virgindade perpétua e não ter filhos eram vistos como os maiores dos infortúnios. Não há lei nem costume em todo o Antigo Testamento que, pelo menos, sugira que uma mulher solteira fosse vista como mais santa, mais do Senhor ou mais dedicada a Ele que uma mulher casada. Isso não fazia parte da lei dos sacerdotes nem nazireus. Débora e Hulda, profetizas, são mencionadas como mulheres casadas. Além disso, se a filha fosse permanecer solteira em harmonia com um costume desconhecido, o caso não seria tão trágico como retratado aqui. E ela não precisaria de dois meses para chorar a virgindade porque teria o resto da vida para fazer isso. Todos os intérpretes judeus e cristãos até o tempo de Kimchi mantiveram a intenção natural da passagem, a saber, que Jefté sacrificou sua filha ao Senhor, uma coisa que Abraão quase fez com seu filho, sob circunstâncias diferentes. CBASD, vol. 2, p. 391.
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“E ela disse: Pai meu, fizeste voto ao Senhor; faze, pois, de mim segundo o teu voto; pois o Senhor te vingou dos teus inimigos, os filhos de Amom” (v.36).
Após o genuíno arrependimento dos filhos de Israel, Deus suscitou um homem para livrá-los dos filhos de Amom. Jefté era filho de Gileade e de uma prostituta. Devido à sua linhagem ilegítima, ele foi rejeitado e, provavelmente, ameaçado por seus irmãos, tendo de fugir. Andando com “homens levianos” (v.3), certamente recebeu influências negativas que o afastaram do Senhor. Porém, o mesmo título dado a Gideão também lhe foi atribuído: “homem valente” (v.1). Isso levou os anciãos de Gileade a buscá-lo de volta para que liderasse Israel contra os filhos de Amom.
Jefté tornou-se o cabeça de todo o Israel e a Bíblia diz que o Espírito do Senhor veio sobre ele. Mas, logo no verso seguinte, vemos que Jefté fez um voto equivocado ao Senhor. Ele não fez simplesmente um voto, mas tentou barganhar com Deus. Percebendo, porém, a tragédia que sua promessa insensata lhe causaria, “rasgou as suas vestes e disse: Ah! Filha minha, tu me prostras por completo; tu passaste a ser a causa da minha calamidade, porquanto fiz voto ao Senhor e não tornarei atrás” (v.35).
Alguns estudiosos afirmam que, ao proferir o voto, Jefté não especificou que se tratava de sacrifício humano, mas sim de um animal, já que os animais, naquela época, ficavam à porta das casas e, de modo algum, os sacerdotes aceitariam sacrificar uma pessoa. Outros dizem que ele realmente se referiu a sacrificar uma pessoa, já que o sacrifício humano era um costume pagão e Israel já havia adquirido muitos destes costumes, mesmo sabendo que Deus não os aprovava (Leia Lv.18:21; Dt.18:10). É interessante notar que ele observou a lei dada a Moisés para ser fiel ao voto feito ao Senhor (Lv.19:12), em detrimento de outra ainda mais importante, que preservava a vida.
A fim de evitar as consequências desastrosas de juramentos humanos insensatos, Jesus condenou os juramentos: “de modo algum jureis […] Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno” (Mt.5:34 e 37). Não era desígnio de Deus que Jefté sacrificasse a própria filha, nem ser humano algum, e muito menos que a entregasse ao celibato. Mas a atitude da filha, cujo nome a Bíblia não revela, manifesta a mesma rendição que encontramos em Isaque, ao aceitar que seu velho pai o sacrificasse (Gn.22:9); e a mesma disposição de Cristo quando declarou: “Meu Pai, se possível, passe de Mim este cálice! Todavia, não seja como Eu quero, e sim como Tu queres” (Mt.26:39).
Quando a filha de Jefté disse: “Pai meu, fizeste voto ao Senhor”, vejo ali uma expressão de profunda entrega. Porém, observem as suas primeiras palavras: “Pai meu”. Assim como Cristo apelou “Meu Pai”, esta filha apelou ao seu pai. Era como se ela dissesse: “O senhor é o meu pai, aquele que me ama mais do que tudo; se achas por bem cumprir o teu voto, eis-me aqui. Não questionarei nem frustrarei os planos!”. Uma coisa é certa, amados: aos pais foi confiado o mais caro dever de zelar pela herança do Senhor (Sl.128:3), e por sua negligência ou imprudência podem expor os filhos a circunstâncias ruins que poderiam ser evitadas.
Naquela época, uma moça solteira era sinônimo de desgraça, e o fato de ser a única filha de Jefté significava que o nome de seu pai seria esquecido, pois não teria descendência. Mas a sua atitude submissa lhe rendeu uma posição de honra na história de Israel, como bem pontua Warren Wiersbe: “Ela merece ser colocada ao lado de Isaque como filha fiel, disposta a obedecer tanto ao pai quanto a Deus a qualquer preço” (Comentário Bíblico Expositivo, v.2, p.141). Jefté foi infeliz em seu voto, mas sua filha lhe deu um “banho” de fidelidade. E quantos, pelas efêmeras coisas deste mundo, têm trocado a direção do Espírito Santo pela perigosa voz do próprio coração enganoso. Sobre isso, Ellen White escreveu: “Deixaram seu verdadeiro e amoroso Amigo, para seguirem o caminho da conveniência e dos prazeres mundanos. […] Os divertimentos frívolos, o orgulho no vestir, a satisfação do apetite, lhes endureceram o coração e embotaram a consciência, de maneira que não ouviram a voz da verdade” (Patriarcas e Profetas, CPB, p.558).
E a questionável história de uma simples virgem nos lembra a inquestionável história do Filho do Homem. Ela foi o cumprimento de um voto falível e transitório. Jesus, o cumprimento de um voto infalível e eterno. O maior “sacrifício” que Deus aceita é a entrega completa do coração a Ele. Não precisamos fazer juramentos para garantir que Deus nos abençoe. Basta atendermos ao que está escrito: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm.12:1).
Pai de amor, nós somos Teus filhos que necessitam do Teu cuidado constante. As circunstâncias desta vida muitas vezes nos fazem tomar decisões precipitadas para só depois percebermos que deveríamos ter buscado primeiro a Tua orientação. Ó, Senhor, concede-nos a Tua sabedoria! E que sejamos submissos a Ti, confiantes nas promessas infalíveis da Tua Palavra. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos do Pai de amor!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JUÍZES 11 – Jefté era filho de uma prostituta, seus meio-irmãos o rejeitaram e na divisão de herança o expulsaram de casa. A discriminação e a rejeição o atingiram, como muitos são vítimas desses pecados em nossa sociedade (Tiago 2:9). Isso não o tornou num homem mau, insensível, rígido e vingativo.
A grande questão de sua vida foi o voto feito a Deus. Ao chegar em casa para celebrar a vitória, sua filha única foi encontrá-lo; ele rasgou as vestes e gritou: “Ah, minha filha! Estou angustiado e desesperado por sua causa, pois fiz ao Senhor um voto que não posso quebrar” (Juízes 11:34-45).
A filha respondeu: “Meu pai… sua palavra foi dada ao Senhor. Faça comigo o que prometeu, agora que o Senhor o vingou dos seus inimigos… Mas conceda-me dois meses para vagar pelas colinas e chorar com minhas amigas, porque jamais me casarei” (Juízes 11:36-37).
Jefté está na galeria dos heróis da fé (Hebreus 11:32). Ele foi resposta de Deus à oração do povo arrependido que sofria humilhação e opressão (Juízes 10:15). Ele perdoou àqueles que o odiavam e aceitou o pedido deles de libertá-los dos amonitas (Juízes 11:7-10). Ele assumiu compromisso com Israel diante do Senhor Deus e tentou um acordo amigável com o inimigo (Juízes 11:11-13). Após receber resposta negativa, ele não se irritou; apenas reforçou seus argumentos com base na teologia histórica de Seu povo (Juízes 11:14-27). Além de estar cheio da Palavra de Deus, Jafté estava possuído pelo Espírito Santo quando fez o voto a Deus (Juízes 11:28-31). Assim, o Senhor entregou os inimigos arrogantes em suas mãos e ainda conquistou 20 cidades (Juízes 11:32-33).
Warren Wiersbe obverva que “vários comentaristas mostraram que a pequena conjunção ‘e’ (jz 11:31) pode ser traduzida como ‘ou’… então, o voto tem duas partes: aquilo que fosse ao encontro dele seria consagrado ao Senhor (se fosse uma pessoa) ou sacrificado ao Senhor (se fosse um animal). Uma vez que foi recebido pela filha, Jefté a consagrou ao Senhor para servi-lO no tabernáculo (Êx 38:8; 1 Sm 2:22). Ela permaneceu virgem”.
Mesmo sem descendente, Jefté cumpriu seu voto! Que grande exemplo para nós hoje! Quando se faz voto a Deus, nenhuma dificuldade deveria impedir-nos de cumpri-lo; ainda que traga angústia (Eclesiastes 5:1-7). Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JUÍZES 10 – Primeiro leia a Bíblia
JUÍZES 10 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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