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II SAMUEL 2 – A voz do povo não é a voz de Deus. O povo de Deus sempre foi minoria. Por mais que se faça a vontade de Deus, ainda assim enfrentam-se obstáculos, rejeição e oposição da maioria.
Mesmo com a unção sob a direção divina, apenas anos depois Davi ocuparia a função indicada por Deus; todavia, das 12 tribos israelitas, somente a tribo de Judá o aceitou como rei. Por 7 anos e meio Davi ficou impossibilitado de governar as outras tribos; pois Abner, tio do falecido rei Saul, colocou Isbosete para reinar (II Samuel 2:1-11). Claramente, é mais fácil optar contra a opção de Deus! Lastimosamente!
Isbosete era o único filho vivo de Saul. Deus permitira que continuasse vivo, como que permitiu Saul viver após Davi ser ungido por Samuel para reinar. “Em momento algum Davi havia reivindicado seu direito ao trono, e não o fez após a morte de Saul. Antes, escolheu deixar a questão nas mãos do Senhor. Se Jeová o ungira rei, também conquistaria seus inimigos e lhe daria o reino. Da mesma forma, o Senhor Jesus aguarda o tempo do Pai para reinar sobre todo o mundo. Apenas uma minoria reconhece seu domínio nos dias de hoje, mas, no dia estabelecido pelo Pai, todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é Senhor (Fl 2:10-11)” (William MacDonald).
A trajetória de Davi não foi fácil. Receber uma incumbência de Deus não significa obter superpoderes ou blindar-se diante do sofrimento. Uma tensão entre Davi e Isbosete resultou numa guerra civil. Disputas e perseguição resultaram em tragédias. Na batalha do açude de Gibeão, o lado da insubmissão a Davi perdeu 360 homens; dos súditos de Davi, apenas 19 homens morreram (II Samuel 2:12-32), além de Asael. Contudo, nada disso teria acontecido caso a vontade divina fosse aceita unanimemente.
Deus permitiu Lúcifer continuar vivo e atuando como fez com Saul com o fim de que revelassem seu verdadeiro caráter em contraste com o caráter de Cristo.
Infelizmente, muitos preferem ignorar a vontade de Deus; acomodam-se no conforto do pecado, causam confusão, e saem derrotados. A porta larga (o caminho fácil), leva à perdição e muitos optam por ela; a porta e caminho estreitos levam à vida, porém, poucos preferem essa opção (Mateus 7:13-14).
E nós, que faremos? Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: II SAMUEL 1 – Primeiro leia a Bíblia
II SAMUEL 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/2sm/1
O que você faria se alguém lhe trouxesse notícias de que seu arqui-inimigo, a pessoa que odiava, assediava, perseguia e havia tentado várias matar você estava morto? Você se alegraria?
Respeito e admiro a resposta de Davi à notícia de que seu inimigo, Saul, fora morto em batalha. Em vez de alegria, Davi lamenta a morte de Saul e Jônatas em seu belo “Canto do arco”. A despeito da evidência clara de que Saul não estava seguindo a vontade de Deus, Davi ainda assim considerou Saul como “o ungido do Senhor” enquanto ele viveu, e poupou sua vida duas vezes por esse motivo.
Além disso, em vez de destacar todas as coisas terríveis que Saul lhe fizera, Davi decidiu esquecer a sua crueldade e, em vez disso, lembrou-se apenas do que era nobre e real nele (Patriarcas e Profetas 695-696).
Davi deixou, ao assim proceder, um exemplo para o povo de Deus de todas as épocas e, sim, para você e para mim.
Pastora Cindy Tutsch
Diretora Associada (aposentada)
Patrimônio Ellen G. White
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/2sa/1
Tradução: Jeferson Quimelli/Jobson Santos/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1073 palavras
1-16 A nação de Israel se encontra em terrível necessidade de cura das feridas de guerra, então Davi age com sabedoria e firmeza. Ele pune assassinos e pranteia pela morte de quem era seu inimigo. Andrews Study Bible.
2 ao terceiro dia. Davi gastou, desde que deixou Aquis em Afeque (29.11) até agora, uns vinte e um dias. Descontando-se os três dias que o mensageiro gastara desde Gilboa até Ziclague, conclui-se que Saul morreu cerca de dezoito dias depois da profecia do pseudo-Samuel (e não no dia seguinte, cf 1Sm 28.19). Bíblia Shedd.
com as vestes rotas e terra sobre a cabeça. Logo após a devastadora derrota de Israel (ver 1Sm 31.1), o mensageiro aparentemente achou ser apropriado ter a aparência de alguém que lamentava (cf Js 7.6; 1Sm 4.112). Sua alegação de ter tido uma parte na morte de Saul (v. 10), entretanto, mostra que ele esperava que pelo menos esssa parte das notícias agradassem a Davi. Bíblia de Genebra.
8 um amalequita. É interessante que Saul, que falhou em matar todos os amalequitas e especialmente seu rei, é agora [supostamente] morto por um amalequita. Este homem veio ao campo de batalha para roubar os soldados que tombaram. Andrews Study Bible.
10-16 o matei. Para alguns, Saul apenas desmaiou quando se lançou sobre a espada (1Sm 31.4) e o amalequita matou-o depois. Mas o autor de 1Cr 10.4, 5 confirma a verdade de que Saul se suicidou. O amalequita, isto sim, violou o cadáver quando roubou do mesmo a coroa e o bracelete; pelo que Davi o condenou à morte, embora tenha entregue a coroa e o bracelete a Davi para granjear o seu favor. Bíblia Shedd.
Por que Davi considerou um crime matar o rei, mesmo sendo Saul seu inimigo? Davi acreditava que Deus ungira Saul e somente Deus poderia removê-lo deste cargo. Caso se tornasse casual ou comum assassinar o rei, a sociedade como um todo se tornaria caótica. Era trabalho de Deus, não de Davi, julgar os pecados de Saul (Lv 19:18). Life Application Study Bible Kingsway.
11 e as rasgou. Este ato revelou a verdadeira grandeza do futuro rei de Israel. Davi lamentou a morte de Saul com genuína tristeza. Embora Saul tivesse procurado tirar a vida de seu suposto rival, Davi não lhe queria mal. Esta reação por parte de Davi não é a resposta natural do coração humano, mas uma evidência do amor e da compaixão de Deus em sua vida. Como verdadeiro israelita, Davi lamentou a morte do rei e, como um amigo pessoal, chorou a morte de Jônatas, a quem devotava profunda afeição. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 651.
12 pelo povo do Senhor. Saul não caíra sozinho. Muitos dos filhos de Israel morreram com ele. Eles são descritos como o povo do Senhor, uma parte da igreja à qual Davi pertencia… A perda de vidas entre aqueles que Davi considerava como seus amigos e irmãos o encheu da mais intensa tristeza. CBASD, vol. 2, p. 651.
14 Como não temestes … matares o ungido do Senhor? Davi por duas vezes poupou a vida de Saul pelo mesmo motivo (1Sm 24:7; 26:9, 1). O amalequita espera ser recompensado por matar o inimigo de Davi, mas este ordena sua morte. Andrews Study Bible.
15 Lança-te sobre esse homem. O crime que o amalequita confessara era digno de morte aos olhos de Davi, e foram as próprias palavras do homem que o condenaram. … As evidências d caso pareciam inquestionáveis, e a justiça foi rapidamente executada em boa fé. CBASD, vol. 2, p. 651.
16 O teu sangue esteja sobre a tua cabeça. Isto significa “a culpa de sua morte é inteiramente sua”. Andrews Study Bible.
18 Arco. Na tradução Septuaginta grega esta palavra é omitida porque seu sentido no hebraico original é incerto. Andrews Study Bible.
Se fosse traduzia literalmente, a frase diria: “E ele disse que ensinassem aos filhos de Judá o arco.” A LXX omite “o arco” e diz: “E ele deu ordens para que o ensinassem [o lamento] aos filhos de Judá” (cf. a tradução da NTLH). O significado da frase hebraica não está claro. CBASD, vol. 2, p. 651, 652.
Livro dos Justos. Um livro secular de cânticos de guerra (hoje perdido), que circulava ao lado dos livros canônicos. Bíblia Shedd.
19 Como caíram os valentes! Repetido nos v. 25 e 27, formando um refrão que contrasta a coragem dos líderes com seu destino. Andrews Study Bible.
20 Não conte isso em Gate … Ascalom (NVI). Sendo as cidades filistéias principais, localizadas, respectivamente, masi perto e mais longe das fronteiras de Israel, Gate e Ascalom representam, aqui, toda a nação dos filisteus. Davi não quer que os inimigos do povo de Deus segundo a aliança se deleitassem na derrota de Israel … e assim lançassem opróbrio contra o nome do Senhor. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A expressão “não o noticieis em Gate” parece ter se tornado um provérbio (ver Mq 1:10). CBASD, vol. 2, p. 652.
incircuncisos. Um modo negativo/depreciativo de se referir aos filisteus. Andrews Study Bible.
21 Ó colinas de Gilboa. Como expressão de profunda mágoa, Davi invoca uma maldição retórica sobre o lugar onde Israel foi derrotado e Saul e Jônatas foram mortos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
o escudo de Saul, que jamais será ungido com óleo. Era costume condicionar e preservar escudos de couro esfregando-os com azeite (Is 21.5). … a palavra “escudo” é, algumas vezes, usada no Antigo Testamento como a figura de um “soberano” ou um “chefe”… Por trás do sentido literal das palavras talvez esteja a dedução “soberano Saul, não mais ungido com óleo). Bíblia de Genebra.
24 de rica escarlata. Ver Pv 31:21. Ao voltar de suas vitórias, Saul repartia com o povo seus despojos, e como resultado as mulheres de Israel desfrutavam de artigos suntuosos – escarlata, ouro e outros luxos. CBASD, vol. 2, p. 653.
26 Davi estava simplesmente reafirmando sua profunda fraternidade e fiel amizade com Jônatas. Life Application Study Bible Kingsway.
… ressalta a abnegação e a quase inexplicável dedicação de Jônatas a Davi, por ter reconhecido, já havia muito tempo, que Davi, e não ele, fora escolhido pelo Senhor como sucessor de Saul. Bíblia de Estudo NVI Vida.
ultrapassando o amor de mulheres. Com esta tocante expressão, Davi mostrou a profundidade e sinceridade do amor de Jônatas. O príncipe abnegaria da coroa e do reino por causa de seu amor por Davi. O verdadeiro amor consiste em pensar nos outros, importar-se com os outros e fazer as coisas para os outros. O egoísmo consiste em exigir dos outros aquilo que a própria pessoa não está disposta a fazer. Para Jônatas, a amizade de Davi significava mais do que fama e fortuna, CBASD, vol. 2, p. 653.
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“Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; tu eras amabilíssimo para comigo! Excepcional era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres” (v.26).
Ainda tomado pela adrenalina da guerra, Davi recebeu um amalequita que buscava alcançar o favor do futuro rei de Israel ao portar o que julgava ser uma “boa notícia”. Munido da coroa e do bracelete de Saul, aquele homem não imaginava que os objetos que pretendia usar para obter recompensa, somados às suas palavras, testemunhariam sua própria condenação. Diante do relato, Davi rasgou suas vestes em sinal de profunda angústia; ele e seus homens choraram e jejuaram o dia todo “por Saul, e por Jônatas, seu filho, e pelo povo do Senhor, e pela casa de Israel, porque tinham caído à espada” (v.12).
Foi uma perda imensurável para a nação. Muitos que lutaram ao lado de Davi pereceram naquela batalha. Davi, então, ordenou a morte do amalequita. Certamente, o estrangeiro conhecia a perseguição de Saul contra Davi e presumiu que a morte do rei seria motivo de alegria e alívio para o filho de Jessé. O que ele não esperava era que Davi fosse um homem segundo o coração de Deus. O capítulo encerra com uma das mais belas elegias da Bíblia: o “Hino ao Arco” (v.18). É compreensível uma lamentação por Jônatas, mas ver Saul ser chamado de “querido e amável” nos revela o coração de Davi. Ele escolheu guardar as melhores memórias, preferindo dar ênfase aos momentos em que Saul “o amou muito” (1Sm.16:21).
Davi sentia-se como um filho rejeitado e, como tal, sofreu a morte de seu pai por adoção, Saul. Já em relação a Jônatas, a angústia foi avassaladora: “Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas” (v.26). Davi considerou essa amizade mais preciosa do que o amor das mulheres. Essa ligação genuína é a personificação do que disse o sábio Salomão: “Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão”, e, “há amigo mais chegado do que um irmão” (Pv.17:17; 18:24). É o tipo de amizade que transcende laços de sangue e une pessoas diferentes num só coração.
Este capítulo deixa claro que Davi não perdeu apenas um inimigo e um amigo; ele perdeu um pai e um irmão. Percebem a grandeza do amor de Deus, amados? De corações corruptos não emanam tais sentimentos, mas de um coração movido pelo Espírito brotam fontes de amor e vida. Na medida em que Saul o odiou, Davi o amou! Na medida em que Jônatas o amou, Davi o amou ainda mais! Eis o que o Senhor nos pede: “Dá-me, filho meu, o teu coração” (Pv.23:26). Ao depositarmos o coração nas mãos de Deus, estamos permitindo que Ele promova cura, libertação e salvação. E, mais ainda, estamos permitindo que Ele nos torne abençoadores de nossos semelhantes.
A morte de seu algoz trouxe tristeza porque Davi decidiu entregar seus afetos aos cuidados do Amor, pois “Deus é amor” (1Jo.4:8). Você tem alguém que passou a lhe perseguir? O Senhor pode colocar em seu coração o amor que lhe fará amá-lo. Você tem um amigo mais chegado do que um irmão? Foi o Senhor quem o providenciou. Entretanto, observemos a prudência de Davi: ele amava Saul, mas mantinha a distância necessária para sua segurança. Amar não significa, necessariamente, conviver quando não há segurança. Precisamos pedir ao Espírito Santo discernimento para saber quando o amor deve ser exercido de longe.
Que Deus, o Amor, jamais lhe falte, para que nunca lhe faltem motivos para querer o bem de quem lhe deseja o mal. Como está escrito: “abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis” (Rm.12:14). Não se prenda ao rancor; permita que o Espírito Santo derrame em seu coração porções diárias da graça que cura, perdoa, renova, transforma, liberta e salva!
Pai de amor eterno, somente o Senhor pode operar em nós o milagre de amarmos os nossos inimigos e de orarmos e abençoarmos aqueles que nos perseguem. Concede-nos o batismo diário do Espírito Santo para que sejamos sábios e prudentes em nossos relacionamentos e para que nossas palavras e ações manifestem o Teu amor! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, movidos pelo Amor!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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II SAMUEL 1 – Os dois livros de Samuel que temos na Bíblia formavam um só na Bíblia hebraica. A divisão em dois aconteceu na Septuaginta, tradução do hebraico para o grego.
II Samuel continua a história sagrada da monarquia israelita, focando Davi, o rei escolhido não conforme as aparências ou o gosto do povo, mas segundo o coração de Deus – pois, para Deus, essência é melhor que aparência. “O rei Davi é figura central desse livro e, ao andar na Luz, apresenta um tipo magnífico do Rei Messias. A primeira parte do livro registra as vitórias que acompanharam sua vida de fé e conflito; a segunda, relata as derrotas que sofreu quando a prosperidade o seduziu para longe do caminho da fé e abriu a porta para a vontade própria”, analisa George Williams.
Com o desenvolvimento da monarquia, aflorou o dom de profecia. Outrora, Deus lidara com o juiz, como no caso de Gideão (Juízes 6-8); agora, os governantes deveriam obedecer aos profetas. A monarquia e o profetismo bíblico desenvolvem-se de mãos dadas no período dos reis de Israel. Saul fracassou diante da voz de Deus através do profeta Samuel. Por isso, a primeira experiência de ter um rei, foi para Israel um fracasso vergonhoso, uma tentativa frustrante.
Um amalequita percebeu na morte de Saul uma oportunidade de tirar vantagens, contando uma mentira heroica para Davi (II Samuel 1:1-16). “Os amalequitas eram inimigos de longa dada de Israel (Êx 17). Um dos motivos pelos quais Saul perdeu o reino foi o fato de não ter efetuado completamente o juízo do Senhor sobre eles (1Sm 15). Alguns amalequitas tinham sido mortos havia pouco tempo por Davi e por seus homens por terem saqueado Ziclague. Não é de admirar, portanto, que, quando o amalequita chegou ao acampamento e anunciou que havia tirado a vida de Saul, recebeu o fio da espada, não uma recompensa”, observou William MacDonald.
Davi tinha um caráter nobre. Em vez de celebrar, ele compôs um poema destacando as virtudes de seu inimigo e chorou sua morte. Ele também teceu elogios ao seu melhor amigo, que também havia morrido (II Samuel 1:17-27).
Precisamos aprender a lidar com a morte de nossos inimigos da mesma forma que lidamos com a morte de nossos amigos! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: I SAMUEL 31 – Primeiro leia a Bíblia
I SAMUEL 31 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1sm/31
A derrota de Saul foi um enorme desastre para ele e para o seu povo. Quando os filisteus encontraram seu corpo no dia seguinte, o decapitaram e o penduraram no muro de Bete Seã, uma das suas fortalezas no centro do país que os juízes não haviam conquistado. Sua cabeça e armadura foram exibidos em um de seus templos, dando crédito aos seus deuses. O exército de Saul se dispersou, os habitantes das cidades vizinhas fugiram e os filisteus ocuparam suas casas.
Era a desgraça máxima um corpo ficar insepulto e exposto aos abutres. O único destaque positivo neste capítulo foi a bravura dos homens de Jabes Gileade. Eles haviam sido resgatados por Saul no início de seu reinado (1Sm 11:1-11) e agora arriscaram suas vidas para resgatar seu corpo e dar-lhe um enterro decente em Jabes.
Que lições podemos aprender do fim trágico do homem que tinha sido cheio do Espírito Santo? Eu sugiro três: (1) cuidado para não entristecer o Espírito do Senhor; (2) cuidado com o ciúme, que no caso de Saul levou-o a deixar as fronteiras de seu reino desprotegidas enquanto perseguia Davi, e (3) muito cuidado para não desobedecer a qualquer instrução explícita de Deus.
Ralph Neall
Professor e missionário aposentado
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1sa/31
Tradução: Jeferson Quimelli/Jobson Santos/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1683 palavras
1 tendo os homens de Israel fugido. O exército de Israel parecia ter a vantagem tática de escolher o monte Gilboa para ficar. Para os filisteus era difícil, do ponto de vista militar, atravessar o rio Jalude e subir o monte. Mesmo assim, Israel perdeu. A apostasia de Saul, que levara à procura do auxílio de uma médium, desencadeou o desastre. Israel fora advertido de que, no dia em que se recusasse a ser guiado pelos estatutos e pela aliança do Senhor, precisaria fugir “sem ninguém [lhe] perseguir” (Lv 26.17). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 643.
2 seus filhos… mataram. O filho sobrevivente, Is-Bosete ou Esbaal(1Cr 8.33; 9.39), foi posteriormente promovido por Abner, que de alguma forma sobreviveu à batalha, para suceder ao seu pai como rei (2Sm 2.8, 9). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Não são fornecidos detalhes adicionais sobre a batalha porque o interesse principal do escritor estava em seu desfecho. Andrews Study Bible.
A desastrosa derrota mostrou aos israelitas a loucura de aderir aos caminhos do mundo ao exigir um rei. CBASD, vol. 1, p. 643.
Jônatas. A pergunta surge naturalmente: por que o Senhor permitiu que Jônatas morresse junto com o pai, se as atitudes dele eram contrárias às de Saul? Por que ele, que tinha uma mente espiritual, condenava as ideias do pai e se unira em simpatia com Davi na aceitação da providência divina, não teve permissão de viver? Por que Isbosete não partiu em seu lugar, em vez de permanecer vivo para seguir os passos do pai? Tais questionamento vão além da habilidade humana de responder (ver GC, 47). Os registros da história sagrada revelam que a perseguição e a morte tem sido o quinhão dos justos de todas as eras. Por causa das consequências do grande conflito, Satanás tem oportunidade de afligir os justos. O conforto do cristão é lembrar que, embora o inimigo possa destruir o corpo, ele não é capaz de tirar a salvação das pessoas (Mt 10:28). Depois que o relacionamento da pessoa com Deus foi decidido com convicção, a continuidade ou o fim da vida presente deixa de ter suma importância. … (Fp 1:20-23). CBASD, vol. 1, p. 643.
3 os flecheiros o avistaram, e ele muito temeu (ARA; NVI: “os flecheiros o alcançaram e o feriram gravemente”).
Os filisteus sabiam da vantagem de matar o rei de Israel. É provável que um destacamento especialmente treinado tenha recebido a missão de encontrar Saul. Uma manobra semelhante foi realizada pelos siros em sua batalha contra Acabe e Josafá (2Cr 18:28-34). CBASD, vol. 1, p. 643.
3-4 O escudeiro de Saul enfrentou um dilema moral: deveria ele executar uma ordem pecaminosa vinda de um homem a quem ele deveria supostamente obedecer? Ele sabia que devia obedecer a seu mestre, o rei, mas ele também sabia que era errado o homicídio. Então, ele decidiu não matar Saul. Existe uma diferença entre executar uma ordem com a qual você não concorda e executar uma que você sabe que é errada. Não é nunca correto ou ético executar um ato errado, não importa quem dê a ordem ou qual seja a consequência pela desobediência. O que determina a sua escolha quando enfrentando um dilema moral? Tenha a coragem de seguir a lei de Deus acima dos ordens dos homens. Life Application Study Bible Kingsway.
4 escarneçam de mim (ARA; NVI: “sofrerei a vergonha”). Com humilhações que não eram incomuns; anteriormente, os filisteus tinham mutilado e humilhado Sansão depois de capturá-lo (v. Jz 16.23-25). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Saul temia que os filisteus o tratassem como trataram Sansão. Ele não teve a mesma preocupação quanto a Davi, pois, certa vez, tramou que este caísse nas mãos dos incircuncisos filisteus (1Sm 18:21-25). CBASD, vol. 1, p. 643.
tomou da espada e se lançou sobre ela. O clímax de um longo processo de autodestruição. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Saul e seu escudeiro cometeram suicídio para escapar de mutilação de seu corpo e uma vida de humilhação.Outros casos de suicídio para escapar da morte nas mãos dos inimigos são encontradas em Jz 9:54; 16:30; 2Sm 17:23. Andrews Study Bible.
Existem diferentes opiniões quanto à forma exata de sua morte. Baseado presumivelmente no relato do amalequita (2Sm 1:1-10), Josefo diz que os amalequitas o mataram quando o encontraram ainda vivo depois de ter se lançado sobre sua espada (Antiguidades, vi.14.7). No entanto, parece claro que o homem inventou a história com o propósito de ganhar a aprovação de Davi (ver PP, 682, 695). CBASD, vol. 1, p. 644.
Embora alguns louvem a ação de Saul como digna de um herói trágico, o teor dos livros de Samuel indicam o contrário. Recomendável são aqueles que, assim como Davi, acham em Deus a sua força nos tempos de aflição (23.16; 30.6) e que, assim como Jônatas, rendem-se totalmente à Sua vontade (18.4, 28-29; 19.4; 20.31; 23.17 e notas). Bíblia de Genebra.
Saul enfrentou a morte do mesmo modo como enfrentou a vida. Ele tomava suas decisões sem pensar em Deus ou pedir por Sua guia. Se não vivemos como gostaríamos, não pense que será mais fácil alterar isso mais à frente. Ao enfrentarmos a morte, nós responderemos a Deus do mesmo modo como respondemos por toda a nossa vida.Estar face a face com a morte apenas mostra o que nós realmente somos. Como você deseja estar ao enfrentar a morte [ou a volta de Jesus]? Comece a enfrentar a vida deste modo exatamente agora. Life Application Study Bible Kingsway.
6 Morreu, pois, Saul. Ver 1Cr 10:13, 14. Desse modo terminou uma vida, que, no passado, parecera tão brilhante e promissora. A ruína da carreira de Saul e a perda de seu reino foram os resultados de suas próprias escolhas. As pessoas não são pedaços de barro inanimado nas mãos de um oleiro arbitrário, mas seres sensíveis que se oferecem, por vontade própria, à orientação de um dos dois poderes diametralmente opostos. Saul, por escolha pessoal, permitiu ao príncipe das trevas controlá-lo. Seu mestre lhe deu então o pagamento escolhido. CBASD, vol. 1, p. 644.
todos os seus soldados (NVI). Os que lhe tinham servido mais de perto durante a sua administração. Bíblia de Estudo NVI Vida.
7 fugiram, abandonando suas cidades. O povo que morava nas cidades próximas ao campo de batalha fugiram de medo dos filisteus. Andrews Study Bible.
Ao ocupar os vales de Esdraelom, de Jezreel e do Jordão, os filisteus criaram uma linha completa de separação pelo centro do domínio de Israel. O povo que pedira um rei com tanta insistência teve então a oportunidade de ver os resultados de sua decisão. Diante de uma derrota tão vergonhosa, poderia perceber como teria sido melhor esperar pela palavra do Senhor do que correr à frente dEle. Tanto a realeza quanto a plebe sofreriam dos males que lhes sobreviriam. CBASD, vol. 1, p. 645.
9 Cortaram a cabeça… armas. A cabeça e a armadura de Saul serviram de troféu de vitória e foram exibidas nas cidades dos filisteus. Andrews Study Bible.
A decapitação estava de acordo com os costumes da época e provavelmente fosse, em parte, uma retaliação ao modo que Israel tratara Golias (1Sm 17:51-54). A cabeça de Saul foi colocada no templo de Dagom (1Cr 10:10), que devia ficar localizado em Asdode (1Sm 5:2-7). Esse ato revela que os filisteus atribuíram a Dagom o crédito por sua grande vitória no monte Gilboa. … Os filisteus tiveram diversas evidências da superioridade de Yahweh sobre Dagom (ver 1Sm 5), mas preferiram depender da própria habilidade e rejeitar a Deus. CBASD, vol. 1, p. 644.
10 Astarote. Tratava-se da deusa da fertilidade dos cananeus. Bíblia de Genebra.
Para os filisteus, colocar a cabeça de Saul no templo de Dagom e suas armas no templo de Astarote representava uma vitória sobre o Deus de Israel, Yahweh. CBASD, vol. 1, p. 644.
Colocar a armadura de Saul no templo filisteu dava crédito à deusa pagã pela vitória sobre Saul. Life Application Study Bible Kingsway.
Bete-Seã. Localizada no vale do Jordão, uns 24 km ao sul do mar de Quinerete (Galileia), essa cidade fronteiriça do território de Manassés está alistada em Js 17.11, 16; Jz 1.27 entre aquelas cidades que resistiram à ocupação pelos israelitas e que permaneceram como fortalezas dos cananeus e filisteus. Bíblia de Genebra.
…hoje Tell el-Husn, próximo à moderna Beisan, ficava entre 13 e 16 km do campo de batalha. CBASD, vol. 1, p. 644.
A exibição pública dos cadáveres dos inimigos era feita para envergonhar os inimigos e como terror tático. Andrews Study Bible.
11-13 os moradores de Jabes-Gileade. Saul os havia socorrido numa dolorosa emergência (11.1-11). Agora, eles, não esquecendo o favor recebido, num gesto único, praticam uma epopeia que é uma das mais heroicas e comoventes de todo o AT. Sob perigo de vida, subtraem os corpos de Saul e de seus filhos das mãos dos filisteus e num cerimonial impressionante lhes prestam a última homenagem com uma sepultura digna. Bíblia Shedd.
O único lampejo de luz naquele dia terrível [na verdade, alguns dias depois] foi o gesto cavalheiresco de Jabes-Gileade. Seus filhos jamais poderiam esquecer a valorosa façanha do rei em seu favor. Como fizeram José de Arimatéia e Nicodemos, por ocasião da morte do Senhor, eles se identificaram com o que parecia uma causa perdida. Que cada um que lê essas linhas seja igualmente agradecido e generoso em confessar Aquele que nos libertou de morte ainda pior! Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento, F. B. Meyer.
12 os queimaram. A cremação não era costume no Israel antigo, e aqui parece ter sido feita para impedir mais algum abuso do corpo de Saul e de seus filhos por parte dos filisteus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
13 enterraram seus ossos (NVI). Davi posteriormente mandou tirar de Jabes-Gileade esses restos mortais e sepultá-los no cemitério da família de Zela em Benjamim(v. 2Sm 21.12-14). Bíblia de Estudo NVI Vida.
A morte de Saul significou também a morte de um ideal – Israel não podia mais acreditar que ter um rei como as outras nações resolveria todos os seus problemas.O problema real não era a forma de governo, mas o rei pecador. Saul tentou agradar a Deus através de ímpetos de religiosidade, mas real espiritualidade leva uma vida inteira de obediência para se desenvolver. Vidas espirituais heroicas são construídas um dia de obediência após o outro. Como um tijolo, cada ato de obediência é pequeno em si mesmo, mas com o tempo o grande muro do caráter será construído – uma grande defesa contra a tentação. Life Application Study Bible Kingsway.
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“Morreu, pois, Saul, e seus três filhos, e o seu escudeiro, e também todos os seus homens foram mortos naquele dia com ele” (v.6).
Do nascimento milagroso de Samuel à morte trágica de Saul, o primeiro livro de Samuel revela a influência da liderança — seja para o bem, seja para o mal. Com seu chamado profético ainda na infância, a vida de Samuel foi um testemunho extraordinário do poder de Deus. O legado de fé de sua mãe, Ana — uma mulher virtuosa cuja vida de oração foi honrada pelo Senhor — foi imprescindível para a formação de seu caráter. Ana não imaginava, mas aquele clamor fervoroso no templo, confundido com embriaguez, abalaria a nação de Israel com a tremenda bênção da palavra profética.
Por outro lado, temos Saul. Ele foi escolhido por Deus em resposta à obsessão do povo, que clamava por um rei semelhante ao das demais nações. O Senhor concedeu a Saul o maior de todos os privilégios: a presença do Espírito Santo. A Palavra afirma que Saul foi “mudado em outro homem” (1Sm.10:6). A graça de Deus, porém, deve ser acompanhada pela fidelidade, algo em que Saul falhou ao priorizar a própria vontade e os anseios do povo.
O último capítulo de 1Samuel apresenta a batalha final e o último suspiro de Saul. Que contraste entre esta guerra e a que vimos ontem! Deus foi misericordioso com Davi, impedindo-o de marchar com os filisteus e assistir ao perecimento de seu povo. Sentindo-se acuado, Saul pediu que seu escudeiro o matasse para evitar a humilhação pelas mãos inimigas. Diante do temor do servo, “Saul tomou da espada e se lançou sobre ela” (v.4), tirando a própria vida. Sobre este fim trágico, Ellen White escreveu: “Assim pereceu o primeiro rei de Israel, com o crime de suicídio em sua alma. A vida fora-lhe um fracasso, e sucumbira com desonra e em desespero, porque pusera sua vontade própria e perversa contra a vontade de Deus” (Patriarcas e Profetas, CPB, p.682).
Os corpos de Saul e de seus filhos foram pendurados nos muros de Bete-Seã como troféus. O suicídio do rei foi celebrado pelos filisteus como “boas-novas” na “casa dos seus ídolos e entre o povo” (v.9). Israel colhia as consequências de um governo sem a bênção de Deus. Contudo, “homens valentes se levantaram, e caminharam toda a noite, e tiraram o corpo de Saul e os corpos de seus filhos do muro” (v.12), dando um fim à humilhante divulgação da tragédia israelita.
Que fim melancólico para o primeiro monarca de Israel! Suas armas terminaram em um templo pagão e seu corpo foi hasteado como bandeira da vitória inimiga. Saul rejeitou o governo de Deus e sua obstinação destruiu sua casa. Não havia mais espaço para o Espírito Santo em sua vida; na verdade, não havia espaço para ninguém além de si mesmo. Sua existência resumiu-se à grandeza terrena e a uma obsessão doentia em perseguir e matar Davi. Saul tinha tudo para ser um grande rei, mas rejeitou o Autor da vida. Uma vida assim, amados, nunca afeta apenas o indivíduo; ela impacta todos ao redor, especialmente os de casa.
Enquanto todo o povo chorou e lamentou a morte do profeta Samuel, apenas alguns valentes sepultaram Saul. Assim como aqueles homens tiveram coragem de dar fim à vergonha de Israel, Deus busca hoje pessoas zelosas por Seu nome, ainda que diante de situações vexatórias. Não fomos chamados para divulgar os pecados uns dos outros, mas para defender a causa de Deus independentemente dos erros humanos de percurso. A tristeza do nosso irmão deve ser a nossa tristeza. A alegria do nosso irmão deve ser a nossa alegria. A queda do nosso irmão deve fazer sangrar o nosso coração e dobrar os nossos joelhos. É um povo com o caráter assim que Jesus está vindo buscar.
A vida é um dom de Deus; a morte é o salário do pecado. Enquanto a vida é um presente, a morte é um pagamento. Saul recebeu o salário que lhe era devido, por recusar o presente que não merecia, mas que estava à sua disposição. E nós? Qual tem sido nossa escolha? Vida ou morte? Divulgar a queda alheia ou ter a coragem de cobrir a vergonha com misericórdia? Há apenas dois caminhos. Vê que o Senhor nos propõe, “hoje, a vida e o bem, a morte e o mal” (Dt.30:15). O desejo e o apelo do Espírito Santo, é este: “Escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando o Senhor, teu Deus, dando ouvidos à Sua voz e apegando-te a Ele; pois, disto depende a tua vida e a tua longevidade” (Dt.30:19-20). Você é muito precioso para Deus! Você vale o sangue de Cristo! Escolha, pois, a vida! Escolha Jesus! Pois “aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1Jo.5:12).
Ó, Pai, queremos Te agradecer pela conclusão de mais um livro sagrado! Queremos Te agradecer porque fomos alimentados de toda palavra que sai da Tua boca! Graças Te damos porque as experiências relatadas neste livro nos ajudaram a Te conhecer mais e a percebermos quão grande é a Tua misericórdia e bondade! As mesmas oportunidades dadas a Samuel também foram dadas a Saul. O mesmo Espírito que guiou Samuel foi dado a Saul. Mas temos uma escolha a fazer. E nós escolhemos Jesus. Nós escolhemos o que Samuel escolheu. Então, Pai amado, arranca do nosso coração toda raiz de amargura que porventura esteja nos afastando de Ti e nos preenche do Teu amor, amor que é fruto do Espírito Santo! Concede-nos o caráter do Céu e volta logo, Senhor! Oramos confiantes na graça e nos méritos de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, valentes do Senhor!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100