Comentário devocional:
Davi, com o coração angustiado, clama por misericórdia (v. 2,3) e justiça divina (v. 8). Ele reconhece como sua primeira e principal tarefa do dia apresentar-se a Deus (como os sacrifícios da manhã eram apresentados), na esperança da salvação (v. 1-3). Ao mesmo tempo que reconhece que Deus abomina a injustiça, a maldade, a arrogância, mentiras e traição (v. 4-5), todos frutos de um coração cheio de ódio, mostra sua certeza de ser aceito por Deus em sua postura e temor (v. 7).
Enquanto ora pelo livramento das ações e palavras de seus inimigos, o salmista pede para que Deus seja o juiz e executor dos castigos que eles merecem (v. 8-10), já manifestando a certeza da aceitação e livramento divino por mais um dia (v. 11-12).
A identificação dos lábios, língua e garganta como instrumentos e origem da falsidade e morte, fazem-nos crer que Davi escreveu este salmo sob humilhação e mentiras, como as ditas por Simei, quando fugia por sua vida da revolta de Absalão (2Sm 16:5-14).
Causa surpresa, também, lembrar que este que se identifica com os piedosos seja o mesmo que matou um justo para encobrir um adultério, foi culpado pela morte de 70 mil homens por executar um censo proibido (2Sm 24), a quem Deus não permitiu que construísse o templo pelo excessivo sangue derramado em suas guerras (1Cr 22:8), e que, mesmo na proximidade da morte pediu a Salomão a morte de Joabe e Simei (1Rs 2:5-6, 8-9). Certamente alguém que não poderia esperar clemência, de acordo com os padrões humanos. Como, então, Davi poderia clamar por justiça?
Davi, porém, sabia, de sua experiência com Deus, que muito mais importante do que praticar “boas” obras (e evitar más obras) é amar a Deus (v. 11). Somente pelo amor de Deus em nós, através de Jesus, a justiça e a paz se encontram (Sl. 85:10).
Cheguemo-nos, hoje, diante de Deus, com os nossos próprios defeitos, e nos vejamos como Deus nos vê: pecadores necessitados de um Salvador (Jackie O Smith).
Jeferson Quimelli
ajuda-me a me deleitar em Ti e em Tua Palavra, para que eu possa ser contado entre os bem-aventurados, que Te conhecem e são conhecidos por Ti. Amém
R. Lynn Sauls
Comentário devocional:
Jó respondeu a seus amigos dizendo-lhes estar familiarizado com o pensamento humano contemporâneo: “Eu tenho ouvido muitas coisas como estas” (v. 2). Seus conceitos do divino estão errados, por isso são como “palavras de vento” (v. 3). Eles precisam de atualização sobre a verdade das Escrituras, “para trazer clareza às suas respostas” (v. 3). Se Jó pensasse apenas num nível humano, ele também falaria como os amigos e sacudiria a cabeça (v. 4). Mas ele falaria palavras encorajadoras [de acordo com a NVI] (v. 5).
Todo esse discurso havia cansado Jó e silenciado seu testemunho (v. 7). As palavras dos seus amigos eram um testemunho contra ele. Eles o acusam “cara a cara” (v. 8).
A culpa dos seus amigos é semelhante a culpa de Satanás. A ira de Satanás dilacerou a Jó, mas em última análise foi Deus quem o permitiu.
Jó chorou muito até ficar com olheiras (v. 16). Apesar de tudo isso, Jó não tem violência em seu coração ou em suas mãos e sua oração é pura (v. 17). Ele diz que, mesmo a sombra da morte não lhe dá uma pausa para parar de chorar (v. 18).
Por traz das palavras de Jó descobrimos a teologia de Moisés. Ele diz que o seu advogado e testemunha está no Santuário Celestial e “testifica por ele nas alturas” (v. 19). Isso é o que o profeta Miquéias também viu mais tarde, quando disse: “O Senhor é testemunha do seu santo templo” (Miquéias 1:2). O advogado é intercessor e amigo de Jó.
Jó deseja que houvesse alguém capaz de interceder junto a Deus em seu nome como um homem fala com seu amigo (v. 21). O personagem que faz exatamente isso que Jó está pedindo é Cristo (lemos isto em Daniel 7). Quando Jó morrer, ele não voltará a esta vida ou a qualquer vida até a manhã da ressurreição (v. 22).
Querido Deus,
Vivemos em uma sociedade moderna, onde a violência parece ser admirada, respeitada, apoiada, embelezada, e até santificada. Ajude-nos a ficar longe da violência verbal e não verbal e que nossas orações sejam puras como as orações de Jó. Amém
Comentário devocional:
Este capítulo traz informações precisas acerca do tamanho dos alicerces do templo e do lugar santíssimo. Detalha o tamanho das asas dos anjos e a quantidade de revestimento de ouro, que alguns estimam valeria hoje 16 milhões de dólares.
No entanto, o lugar onde o templo foi construído revela muito do seu propósito. Não havia lugar melhor para Salomão construí-lo. Alguns dizem que este local foi escolhido quando Davi, sob orientação do anjo do Senhor, construiu um altar e sacrificou a Deus na terra de Ornã (2Sm 24. 18,25; 1Cr 21.18,26). Entretanto, na verdade, aquele lugar havia sido escolhido por Deus já há muito tempo atrás, pois apontava para um sacrifício muito maior do que o de Davi. O templo deveria ser construído sobre o Monte Moriá, aonde o coração de Abraão fora quebrantado e onde Isaque voluntariamente se entregou à morte (Gên 22.2-13).
Durante séculos cordeiros seriam sacrificados naquele mesmo lugar. Cada um deles seria uma antecipação do sacrifício definitivo e voluntário de Jesus e do coração partido de Deus.
Quando Jesus aceitou a morte na cruz, estava figurativamente aceitando que nós colocássemos as mãos sobre Ele e nossos pecados fossem transferidos para Ele a fim de que pudéssemos ser reconectados ao nosso Pai misericordioso no Céu.
Está você, hoje, agradecido pelo valioso presente de Deus em seu benefício? Por causa de Jesus, você não precisa morrer. Em vez disso, você pode oferecer sacrifícios de louvor a Deus!
Pastor Scott Griswold
Recrutador de Missionários
Apoio a Projetos para o Sudeste da Ásia
Tradução JAQ/GASQ/JDS
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Texto bíblico: II Crônicas 3
Fonte: blog da Bíblia