Comentário devocional:
O profeta Jeremias volta a receber a Palavra do Senhor. O profeta é instruído a escrever “num livro todas as palavras” que o Senhor tinha falado com ele (v. 2 ARA). É interessante notar que em boa parte da seção do capítulo 30 ao 33, ele usa uma estrutura poética como expressão de alegria, porque esta é uma seção de esperança.
No início do capítulo Jeremias anuncia a restauração de Judá. As pessoas estão em estado de pânico. Isto é descrito pelo uso de uma metáfora de uma mulher em trabalho de parto (v. 5-6). Deus tranquiliza o povo mostrando que Ele está por trás e no controle da punição ao Seu povo e revela que toda a crueldade e idolatria dos captores retornaria para eles como uma expressão da justiça de Deus: “Mas todos os que a devoram serão devorados; todos os seus adversários irão para o exílio. Aqueles que a saqueiam serão saqueados; eu despojarei todos os que a despojam”(v. 16 NVI).
Alguém poderia perguntar: Por que Deus permitiu que nações ímpias explorassem Seu povo? Por que Deus permite que o mal seja praticado e os ímpios prosperem? Ao dar esperança ao seu povo, Deus lhes dá a garantia de que a justiça será feita. A nação que traz o julgamento de Deus ao Seu povo também será submetida ao mesmo julgamento.
Estas promessas de restauração do povo de Deus e de julgamento dos inimigos de Deus trazem também à tona o tema da aliança: “vocês serão o meu povo, e eu serei o seu Deus ” (v. 22 NVI), tema este que é discutido mais detalhadamente em Jeremias 31.Esta restauração que Deus promete não é apenas material, política ou nacional. É também uma restauração da relação da aliança entre Deus e Seu povo.
Ao desenvolvermos ações de incentivo a uma vida saudável buscamos restaurar a saúde física das pessoas; ao alimentar os pobres cuidamos de suas necessidades materiais; na busca de justiça em um ambiente politicamente injusto estamos defendendo os ideais da Palavra de Deus. Todos esses esforços são bons e elogiáveis, mas são de menor valor se não abordarmos o cerne do problema, que é o relacionamento quebrado com o Criador. Este aspecto espiritual deve ser o centro e objetivo de todas as atividades da igreja e de seus membros individualmente.
“Querido Senhor, por favor, ajuda-me a lembrar em tudo que eu fizer, de que o foco principal da existência deve ser o meu relacionamento conTigo. Amém”.
Michael Sokupa
Heidelberg College , South Africa
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/30/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Jeremias 30
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Comentário devocional:
Este capítulo contém o primeiro dos dois sonhos da Sulamita, dos quais este (versos 1-6) ocorre antes de seu casamento e o outro (5:2-8) depois. Aqui ela sonha que está ansiosamente procurando por seu amado, e finalmente o encontra. O tema “ausência – presença” é, portanto, destacado na canção. Tal como acontece com o primeiro casal no Jardim do Éden, os amantes precisam um do outro para serem completos e inteiros!
Aqui e em outros lugares de Cantares encontramos evidências de uma relação de igualdade em que a mulher é tão ativa quanto o homem em tomar a iniciativa na construção do relacionamento.
Em sua aplicação espiritual, estes versos retratam o amor ardente que Deus deseja que tenhamos por Ele, um amor que O busca e não O deixa ir!
Os versos 6-11 descrevem o cortejo de casamento de Salomão e sua noiva, ao chegarem a Jerusalém vindo do deserto. O foco repousa sobre a liteira com cortinas que é carregada por homens e conduz Salomão (verso 11) e, provavelmente, também sua noiva.
A referência explícita ao casamento (verso 11) é um delimitador de tempo crucial para o livro de Cantares como um todo, servindo como ponte entre o período do namoro (1:2-3:6) e o casamento (cap. 4), e também o período posterior ao casamento (capítulos 5-8), quando ocorre um contínuo crescimento no amor e na intimidade do casal.
O Cântico dos Cânticos realmente fornece um “Guia Bíblico para o Amor Conjugal”, com princípios práticos ligados a cada fase do relacionamento amoroso.
Ênfase especial é dada aos vários tipos de intimidade que Deus deseja que experimentemos em nosso casamento. Mencionamos a seguir algumas áreas em que a intimidade pode ser desenvolvida: física, emocional, intelectual, valorização da beleza, criatividade, lazer, trabalho, a crise e o conflito que levam ao ajuste e crescimento, o compromisso espiritual e a comunicação. Cantares revela exemplos de todos estes tipos de intimidade na relação de amor entre Salomão e a Sulamita.
Senhor, guia-me a um relacionamento íntimo com minha esposa que envolva todos os aspectos do nosso ser, e a uma caminhada mais constante e íntima conTigo! Amém.
Richard M. Davidson
Professor de Interpretação do Antigo Testamento
Seminário Teológico da Universidade Andrews
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/son/3/
Traduzido por: JAQ/JDS
Texto bíblico: Cantares 3
Filed under: relacionamento | Tags: amor conjugal, casamento, relacionamento
Comentário devocional:
O famoso rabino Akiba afirmou: “Porque, em todo o mundo, não há nada que se iguale ao dia em que o Cântico dos Cânticos foi dado a Israel, porque todos os escritos [das Escrituras] são santos, mas o Cântico dos Cânticos é o Santo dos Santos!”
A mais sublime das 1.005 composições de Salomão (Ct 1:1; 1 Reis 4:32 ), o Cântico dos Cânticos (também chamado de “Cantares de Salomão”) foi provavelmente escrito durante a primeira metade do reinado de Salomão , enquanto o rei ainda era fiel a Deus.
A canção retrata a relação íntima de amor entre Salomão e “a Sulamita” (“Sra. Salomão”, provavelmente a filha de Faraó, que se tornou uma crente no Senhor; Ct 6:13; 1 Reis 3:1, 7:8). Os diálogos seguem a linha básica de acontecimentos: (1) namoro (Ct 1:2 a 3:5), (2) cortejo da noiva e do casamento (3:6 a 5:1) e (3) a vida de amor depois do casamento (5:2 a 8:14).
Muitos intérpretes ao longo da história, envergonhados pela linguagem íntima e direta em Cantares, rejeitaram o seu significado literal e consideraram o livro apenas como uma descrição simbólica da relação de amor espiritual entre Deus e o Seu povo. Enquanto há certamente lições espirituais a serem aprendidas, não há nenhum indício no Cântico de Salomão que o sentido literal do livro deva ser espiritualizado.
Em vez disso, parece claro que Deus inspirou um livro inteiro da Bíblia que celebra a beleza e a alegria de um relacionamento amoroso saudável entre um homem e uma mulher, exatamente como aconteceu na Criação! A Sublime Canção constitui um retorno ao Éden, um comentário inspirado sobre Gênesis 1-3, um verdadeiro guia de namoro e casamento.
No capítulo 1 a mulher exalta as virtudes de seu amado na presença de suas acompanhantes (“as filhas de Jerusalém”), e Salomão responde aclamando a beleza da Sulamita. Que possamos expressar com mais freqüência para os nossos entes queridos o quanto nós os amamos!
Querido Senhor, obrigado pelo dom do amor entre homem e mulher que criastes para a nossa felicidade! Amém.
Richard M. Davidson
Universidade Andrews, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/son/1/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Cantares 1
Comentário devocional:
Meu marido é um colecionador de coisas ligadas a pessoas importantes. Por exemplo, em uma velha caixa ele guarda uma bola de basquete, protegida da luz e do toque de outros. É autografada por Michael Jordan, o famoso jogador de basquete.
Em outra prateleira, muito acima do alcance dos outros, está um exemplar de uma brochura da primeira edição de um livro também autografado.
Cada um desses itens é uma bom motivo para iniciar uma conversa que pode incluir a viagem ou as circunstâncias nas quais o objeto foi conseguido.
No entanto, nenhum dessas coisas poderá nos aproximar ou permitir acesso às pessoas importantes às quais cada tesouro está conectado. Duvido que elas venham nos ajudar ou se prontificariam a nos fazer qualquer favor.
Provérbios 29:26 fala sobre o tema: ” Muitos desejam os favores do governante, mas é do Senhor que procede a justiça” (NVI). No nosso pequeno mundo de itens colecionados, este verso faz muito sentido. Não importa quão valioso seja um item de colecionador, ele não me dá acesso à pessoa associada à ele. Ele não constrói entre nós uma relação especial. Tudo o que tenho é um objeto com sua assinatura.
Como é diferente uma vida selada pelo selo de propriedade de Deus! A minha audiência, o meu tempo com Deus, me concede mais do que um objeto autografado por ele. Quando ele coloca Seu selo em mim, eu pertenço a Ele. Minha vida se torna Sua, eu ganho total e livre acesso ao trono de Deus. E com tal acesso, meu relacionamento com Ele é tão íntimo e pessoal quanto um relacionamento pode ser. Eu tenho acesso ao seu amor e justiça e recebo a garantia de que não importa o que aconteça, Ele me aceita de volta em Sua família.
Querido Deus, como sou pequeno e insignificante perto da Tua grandeza e do Teu universo! No entanto, Tu me amas a ponto de dar Teu Filho para morrer por mim, e colocou Teu selo em mim para ser Teu para sempre. Eu me entrego a Ti. Ajuda-me, através do Espírito Santo, a nunca Te esquecer nem Te deixar até que eu possa Te ver face a face. Amém.
Fylvia Fowler Kline
Hope Channel, EUA.
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/pro/29/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Provérbios 29
Comentário devocional:
Deus chamou Davi para o seu papel e sabia que ele se tornaria um líder extraordinário. Os dois comungavam de uma maneira tão poderosa que as palavras de suas conversas ainda nos inspiram ao lermos os Salmos hoje.
Davi sempre orou sinceramente a Deus, sem nenhuma pretensão. Ele não idealizava suas orações, mas via a sua vida como um livro aberto para Deus.
Este Salmo é outro grande exemplo de franqueza e honestidade de Davi. Ele pede a Deus – “Não fiques indiferente para comigo! Se permaneceres calado, serei como os que descem à cova” (v. 1 NVI). “Eu preciso que Tu ouças os meus pedidos quando eu clamo a Ti e quando eu levanto as minhas mãos a Ti ” [versão do autor].
Davi apresenta nos Salmos uma vida de oração que cada um de nós deve seguir. . . dizer tudo a Deus e compartilhar com Ele as preocupações mais íntimas de nossas almas. Deus pode lidar com isso! Na verdade, você pode encontrar quase todas as emoções e humor ao longo dos Salmos, pois Davi era muito expressivo com Deus.
Durante a oração, somos livres na presença de Deus para lidar com verdades difíceis sem o medo de ser mal interpretado. Onde mais podemos encontrar a liberdade de uma verdadeira fala coração a coração? Davi dependia desse tipo de profunda comunhão com Deus para se manter focado em suas responsabilidades de liderança.
Este Salmo termina com louvores e uma celebração de louvor em orações respondidas de Deus, que Davi nunca se esqueceu de fazer:
“Bendito seja o Senhor,
Pois ouviu as minhas súplicas.
O Senhor é a minha força e o meu escudo;
Nele o meu coração confia, e Dele recebo ajuda.”
Dediquemo-nos a uma vida de oração expressiva com o Senhor, conversando de coração para coração.
Vinita Sauder
Vice-presidente de Iniciativas Estratégicas
Universidade Adventista do Sul
Traduzido por JAQ
Texto original em http://revivedbyhisword.org/en/bible/psa/28/
Texto biblico: Salmo 28
Filed under: adoração, relacionamento, Salmos | Tags: adoração, Comunhão, relacionamento
Comentário devocional:
“O SENHOR é a minha luz e a minha salvação – a quem temerei?” A resposta? Ninguém! Nada!
Qual a realidade que Davi estava enfrentando? Oh, tantas coisas. O que traz mais medo ao seu coração? Davi estava diante de uma série de coisas que poderiam ser assustadoras para nós: inimigos perversos, exércitos e a própria guerra, o dia da angústia, o sentimento de abandono, falsas testemunhas, opressores e violência. Imagine o terror que poderia vir de apenas uma dessas situações! Como poderia qualquer mortal não ter medo?
A resposta de Davi é o Templo, a manifestação da presença de Deus com Seu povo. Isto se tornou o mais fervoroso desejo de Davi, a sua razão de viver. Ele desejava habitar na presença de Deus, para contemplá-Lo em cada dia de sua vida. Poderia haver algo mais impressionante do que viver na santa habitação de Deus?
Mas ainda assim, como isto pode resolver o problema do medo? A que corresponde para nós o Templo de Deus nas situações que golpeiam de medo os nossos corações?
Não importa o perigo que nos confronte, Davi descreve o Templo como o lugar onde Deus nos esconde e nos mantém seguros. O templo não é mais um edifício aqui na terra. O templo está no Céu e em todo o lugar onde a presença de Deus possa estar (Heb 8:1-6, 1 Cor 6:19; 1Pe 2:5).
Então, como é que vamos correr para o templo? Para Davi, estar no templo representava contemplar a beleza do Senhor, buscar a Sua face, meditar na Sua bondade e santidade (Sl 27:4, 8, 11, 13). Assim, corremos para o templo sempre que buscamos ao Senhor. Se todo o nosso coração descansa em Sua paz e alegria completas, o medo não pode encontrar qualquer espaço.
Nós, então, como Davi, podemos cantar louvores, mesmo quando rodeados por inimigos (Sl 27:6). Verdadeiramente Deus é o único capaz de nos salvar de toda e qualquer coisa que possa nos trazer medo. Por isso, permitamos que Ele nos salve! Ao confiarmos em nosso poderoso Refúgio, nossos corações serão encorajados.
Marla Samaan Nedelcu
Universidade Andrews
Tradução JAQ/JDS
Texto original em http://revivedbyhisword.org/en/bible/psa/27/
Texto biblico: Salmo 27
Comentário devocional:
Continuando sua fala do cap. 12, onde Jó demonstra conhecimento das ciências humanas (12.16-24), ele afirma que este conhecimento foi obtido a partir de seus próprios sentidos e observações (v. 1). Ele não se julga em posição de inferioridade em relação a seus conselheiros (v.2) no que diz respeito à filosofia humana, à ciência e aos avanços tecnológicos. Mas não é com os seres humanos que Jó deseja dialogar, mas com Deus (v. 3). Jó argumenta que apesar de seus amigos afirmarem possuir conhecimento, o que falam a respeito dele é mentira; eles são médicos que não curam (v.4). Quando alguém deixa de receber a iluminação da revelação do Espírito de Deus, que nasce do conhecimento relacional com Ele, e fala sobre Deus baseado em conhecimento humano, o resultado são mentiras.
Jó diz que seus amigos teriam mostrado mais sabedoria se tivessem ficado calados (v. 5). E que eles estão dizendo coisas sem sentido a respeito de Deus, e pergunta: “Vocês vão falar com maldade em nome de Deus? Vão falar enganosamente a favor dEle? ” (v. 7). E acusa seu amigos de usarem argumentos falsos para defender os atos de Deus, a quem eles não realmente conhecem (v. 8). Jó pergunta ainda se eles mesmos estariam dispostos a se submeterem a um minucioso exame divino quanto à coerência de suas vidas (V. 9). Com certeza, Deus os repreenderia (V. 10). Se comparecessem em julgamento perante Deus, ficariam aterrorizados diante de Sua majestade (v. 11), porque a sabedoria deles tem o valor de palavras escritas em um papel queimado e sua argumentação de defesa tão frágil quanto a escudos de barro (v. 12).
Jó pede aos seus amigos para se aquietem para que ele possa falar, porque ele está pronto a suportar as consequências do que dirá (v. 13). Ele não se calará, ainda que com risco de vida (v. 14), porque sabe que mesmo que morra por suas palavras ainda assim poderá contar com a misericórdia e a salvação de Deus (v. 15, 16). Jó quer que seus amigos prestem atenção ao que ele tem a dizer (v. 17). “Sei”, diz ele, que se comparecer diante de Deus, “serei justificado” (v. 18).
Jó, então, pede ao Senhor apenas duas coisas: (a) que afaste dele a Sua mão que o castiga e (b) que estes castigos aterrorizantes não interrompam, a comunicação entre Deus e ele e entre ele e Deus (v. 20, 21).
Apesar dos fatos o deixarem confuso, Jó sabe que Deus o mantém em Suas mãos e o cerca com a verdade. Devemos também ter esta mesma certeza. Ele manifesta desejo se comunicar com Deus (v. 22) que poderia ser expresso na linguagem de hoje: “Ligue-me e eu responderei ou eu falo e você responde.”
Como Jó, peçamos que Deus nos faça conhecer nossa transgressão (v. 23) que nos priva de desfrutar as bênçãos do companheirismo e amizade com Ele (V. 24). Jó sabe que Deus não desperdiça seu tempo com árvores secas (v. 25). Se sentimos culpa, ainda temos esperança. Jó sabe que seus pecados estão registrados e se pergunta se agora está herdando os pecados de sua juventude (v. 26). Caso Deus esteja fazendo isso, Jó argumenta que seria o mesmo que amarrar as pernas de um homem de forma que ele não conseguisse andar (v. 27). Jó argumenta que um homem não pode viver preso ao que fez de errado no passado. Se assim fosse, o homem, se decomporia como algo podre ou como uma peça de roupa comida pelas traças (v. 28).
Querido Deus,
Somos inspirados pela fé de Jó. Te pedimos que, enquanto ainda temos oportunidade, nos revele o mal que acariciamos, aquilo que nos impede de nos impede de fruirmos plenamente as bênçãos do relacionamento conTigo, hoje e sempre. Amém
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Trad/Adap JAQ/JDS
Texto bíblico: Jó 13