Reavivados por Sua Palavra


ISAÍAS 29 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
22 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 29 – Você gosta de gente falsa? Aprecias quando as pessoas se aproximam de ti intendado enganar? Gostas daqueles que vivem uma mentira, tentando iludir com palavras e atitudes?

Se você, que não possui perfeição não tolera pessoas hipócritas, imagina um Deus santo! “O povo [de Deus da época de Isaías] caracterizava-se por insensibilidade espiritual, hipocrisia religiosa e falta de disposição em confiar o seu próprio destino a Deus” (Robert B. Chisholm).

Talvez precisamos mais das mensagens de Isaías. Elas não foram úteis apenas para Israel. No cristianismo, a religiosidade não flui melhor que no judaísmo. Com uma Bíblia maior, não tornamo-nos pessoas melhores.

Será que as mesmas características do antigo povo de Deus não estão estampadas no atual povo de Deus? Será que…

  1. Somos menos insensíveis espiritualmente? Estamos priorizando a Deus mais do que o povo de Israel no passado?
  2. Estamos mais distantes da hipocrisia? Somos mais consagrados e piedosos do que os judeus de antigamente?
  3. Temos mais disposição em confiar a Deus nosso futuro? Entregamos cada dia, cada decisão e todos nossos planos para Ele dirigir, alterar alguma coisa ou substitui-los pelos Seus?

Proponho que, estamos iguais ou piores que os israelitas do passado! Se iguais ou piores, a Palavra de Deus está à nossa disposição como esteve para os antigos judeus. Reflita profundamente nestes itens:

  1. Descaso às coisas espirituais reduz tudo a nada: Ariel, o sagrado nome de Jerusalém, sofreria seu último cerco por inimigos destruidores (Isaías 29:1-4; Miqueias 4:11; 5:4-15).
  2. Os instrumentos de Deus que amarem ao pecado e abusarem do poder ultrapassando os planos de Deus sofrerão terríveis consequências; foi assim no passado e continuará assim até a consumação dos séculos (Isaías 29:5-12; Zacarias 14:3, 12-15).
  3. Cegueira religiosa e fria formalidade resultam em vida espiritual vazia de sentido e desprovida de propósitos nobres. Tais pessoas se decepcionarão consigo mesmas, pois serão vomitadas da boca de Deus, enquanto os humildes e sensíveis à vontade divina serão salvos (Isaías 29:13-24; Apocalipse 3:14-21).

Sem a revelação forte e impactante da Palavra de Deus nos conformamos facilmente com nossa insensibilidade espiritual, hipocrisia religiosa e falta de disposição em confiar a vida inteira a Deus.

Por isso, na Bíblia somos confrontados para que sejamos reavivados! Aceitaremos? – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 28 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
21 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 28 – Como estamos perdidos e condenados à morte por causa de nossos pecados, Deus criou métodos visando atrair-nos para Seu plano de libertação.

  • Com nossos defeitos e erros, Deus nos ama e quer moldar nosso caráter.

O alvo primário de Deus é a salvação dos condenados. Cada ato Seu, mesmo que muitas vezes não compreendemos, serve para nos despertar para Seu perdão. Sua Palavra, a Bíblia Sagrada, é um dos muitos meios que Ele usa para alcançar nosso arruinado coração.

Considere, reflita:

  • Vida dissoluta, orgulho, arrogância e egoísmo dos crentes israelitas resultaria em castigo divino: Uma invasão assíria (Isaías 28:1-4, 7-8).
  • A Palavra de Deus revelou-lhes a situação deles e o perigo em que se encontravam por preferirem o pecado antes que o alerta divino, selando assim, seu infeliz destino (Isaías 28:9-13).
  • O objetivo de Deus é salvar, ainda que um pequeno remanescente, o qual nem isso seria possível se não fosse Seus métodos insistentes de atração e transformação (Isaías 28:5-6).
  • Querendo fugir da morte, os ignorantes fazem aliança com o pecado que promete prazer, mas paga com morte a seus clientes. Fazer planos com a morte e com o inferno não é nada sábio. Só existe segurança na Pedra divina: Cristo (Isaías 28:14-20; Daniel 2:34; 9:27; I Pedro 2:8).
  • Sem Cristo não há opção, a condenação é certa e nada poderá evitá-la. A única saída é confiar em Deus e em Seu Messias. Escarnecer de Deus e de Seu plano é assinar a própria sentença. Os líderes políticos e eclesiásticos que são responsáveis pelo povo deveriam saber e ensinar as verdades contidas nos versos 13-29.

“Assim como um lavrador poda, planta e colhe no devido tempo e usa os métodos adequados para cada atividade, assim também o Senhor lidaria com o Seu povo de maneira sábia e apropriada. Embora o julgamento fosse necessário [para Efraim e Judá], o Senhor não permitiria que fosse excessivo”, comenta Robert B. Chisholm.

As estratégias de Deus para salvar-nos são muitas e Ele trata individualmente com cada pecador. A alguns Ele alerta, a outros Ele disciplina, a outros Ele deixa experimentar a vergonha do pecado, a outros o sofrimento. Mas a todos Ele almeja salvar.

Deixe Deus libertar, guiar e moldar teu caráter! Você permite-lhe a poda? – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 27 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
20 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 27 – O escopo desta seção apocalíptica de Isaías vai além dos limites geográficos do mundo material. Abrange a realidade espiritual, que Paulo chama de “dominadores deste mundo em trevas”, “as forças espirituais do mal nas regiões celestiais” (Efésios 6:12).

Antes mesmo de chegar a Isaías 27, o profeta já havia feito alusão a um ser que agia por trás das forças humanas corruptoras, ao falar do rei da Babilônia como tendo caído dos Céus, estrela da manhã, como tendo sido atirado à Terra – aquele que dizia no coração: “Subirei aos Céus, acima das estrelas de Deus; eu me assentarei no monte da assembleia, no ponto mais elevado do monte santo. Subirei mãos alto que as mais altas nuvens; serei como o Altíssimo” (Isaías 14:12-14).

Ao iniciar Isaías 27, o profeta trata da execução do Leviatã/Dragão/Monstro, “serpente veloz”, “serpente tortuosa”, a “serpente aquática”. A ideia da serpente vem de Gênesis 3:1-15.

Comentando Isaías 27:1, a Bíblia Andrews explica que o dragão é uma “criatura misteriosa descrita, neste contexto, como uma ‘serpente sinuosa’, um réptil do mar ou monstro marinho. O termo ocorre em Jó 3:8; 41:1; Sl 74:14; 104:26. A criatura pode ter dado a João o motivo para chamar Satanás de dragão e antiga serpente (Ap 12:9; 20:2)”.

O intuito divino com Isaías 27:1 é revelar que as poderosas forças do mal não estão no controle. Deus domina e destrói as potestades do mal. Portanto,

• Adversidades que Seu povo enfrenta, não são porque Ele não dá conta de protegê-lo.
• Nossas aflições não são porque Deus negligencia atenção e proteção.

Na sequência, “a passagem deixa claro que o juízo tinha o objetivo de banir a idolatria do meio do povo de Deus. A pergunta do v. 7 leva à afirmação do v. 9, a qual declara que até mesmo o juízo por meio do exílio tinha em si um componente de redenção” (Bíblia Andrews).

Isaías 27:2-13 demonstra que Deus cuida de Sua vinha e faz o necessário para torná-la frutífera. “Às vezes pode parecer que o Senhor esqueceu os perigos de Sua igreja, e o dano a ela feito por seus inimigos. Mas Deus não esqueceu. Nada neste mundo é tão caro ao coração de Deus como Sua igreja”, diz Ellen White. Então, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 26 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
19 de dezembro de 2023, 0:50
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1090 palavras

Naquele dia. Isto é, o grande dia do Senhor retratado nos capítulos 24 e 25. Este dia será de angústia e destruição para os ímpios, mas de salvação e alegria para o povo de Deus. Este capítulo é um cântico de esperança e confiança do povo de Deus, quando as dificuldades inundarem a Terra e Cristo estiver prestes a voltar pra reinar.

Temos uma cidade forte. Nos dias de Isaías, essa cidade era a Jerusalém histórica e o monte Sião (Is 24:3). Senaqueribe empregou o poder da Assíria contra Jerusalém, mas não a conquistou…  Deus fez de Jerusalém uma fortaleza e cidade de salvação cujos muros eram intransponíveis.

A nação justa. Jerusalém se a chamada “cidade de justiça, cidade fiel” (Is 1:26) porque seus participantes serão santos e justos. Apenas os que são leais a Deus e os que O servem com fidelidade podem esperar entrar “na cidade pelas portas” (Ap 22:14; ver com. [CBASD] de Mt 7:21-27).

3  Em perfeita paz. O cristão maduro está em paz com Deus, consigo mesmo e com o mundo ao redor. … Problemas e agitação podem rodear o povo de Deus, contudo, ele ainda desfruta calma e paz de espírito das quais o mundo nada sabe. Essa paz interior reflete-se no semblante alegre, temperamento tranquilo e na vida fervorosa que estimula as pessoas ao redor. A paz do cristão não depende das condições de paz no mundo, mas se o Espírito de Deus habita em seu coração (ver com. de Mt 11:28-30; Jo 14:27).

Na cidade elevada. Talvez Babilônia (ver com. [CBASD] Is 25:2), a cidade cujo rei arrogante queria estar acima das estrelas de Deus (ver com. de Is 14:4, 13). A Babilônia e a Jerusalém espirituais sempre foram arqui-inimigas no grande conflito…

Os pés dos aflitos. Isto é,  do povo oprimido de Deus (ver com. de Mt 5:3). Antigamente, os conquistadores eram representados em monumentos de vitória com os pés no pescoço dos inimigos conquistados. Esta passagem diz que o afligido e o humilde pisarão os pés sobre a orgulhosa Babilônia, que se prostrará perante eles. O fiel povo de Deus por muito tempo suportou a cruel opressão de Babilônia, mas os papéis se inverterão. Babilônia será humilhada no pó e o povo de Deus triunfará sobre ela. Isaías 14:2 diz: “cativarão aqueles que os cativaram e dominarão os seus opressores” O mesmo se dará com a Babilônia espiritual.

O desejo. Os justos anseiam ser como Deus e estar com Ele. O “nome” de Deus revela Seu caráter e vontade. O desejo sincero do povo de Deus é de uma manifestação plena de Sua vontade, para que possa andar nos caminhos e propósitos divinos.

Com minha alma. A alma de Isaías suspira por Deus como a do salmista (Sl 42:1, 2; 62:1, 5; 63:1, 5, 6). Quer o ser humano compreenda ou não, os desejos do coração só pode ser satisfeitos com o conhecimento de Deus e a comunhão com Ele. Sem Deus, sempre faltará algo no coração e na vida que nada neste mundo pode suprir plenamente.

Teus juízos. Há aqueles que se preocupam tanto com as coisas deste mundo que nada, a não ser os juízos divinos, os despertarão.

10 Favor. O oposto de “juízos” (v. 9). A prosperidade não consegue obter o mesmo que a adversidade. Alguns não apreciam a bondade nem aprendem com ela. Embora rodeados de uma atmosfera de bondade e justiça, eles não correspondem, mas continuam agindo de forma injusta.

11 O Teu furor, por causa dos Teus adversários. Isto é, “o fogo [reservado] para Teus inimigos”.

12 Por nós. Deus trabalha constantemente por Seu povo, nunca contra ele. As provas e decepções que experimentam são para seu bem.

13 Outros senhores. Provavelmente uma referência a nações como Egito e Assíria. Por algum tempo, Israel foi forçado a se submeter ao seu controle, mas reconhecia apenas um Senhor: Deus.

14 Mortos. Isto é, os inimigos de Israel que buscaram destruí-lo. Isso aconteceu com o exército egípcio no mar Vermelho e com os assírios sob o comando de Senaqueribe.

15 Aumentaste o povo. Isto é, Judá. Em contraste, todos os inimigos de Judá pereceram (v. 14).

A todos os confins da terra dilataste. De acordo com o plano original de Deus, as fronteiras de Israel seriam estendidas pouco a pouco até que abarcassem o mundo todo (ver p. [CBASD] 15-17). Quando Israel rejeitou a Cristo, e foi, por sua vez, rejeitado, a igreja cristã herdou a promessa da expansão nacional, a ser cumprida definitiva e completamente na nova Terra (ver p. [CBASD] 17, 21, 22.

16 Na angústia Te buscaram. Eles buscaram a Deus como resultado do castigo. Dificuldades estimulam a busca sincera de pessoas ansiosas por livramento.

17 Como a mulher. A comparação expressa a amarga angústia e consternação do povo de Deus na hora da provação (Jr 4:31; 6:23, 24; 30:6; ver com. [CBASD] de Is 13:8). Essa dolorosa experiência será seguida de uma eternidade de alegria (ver Jo 16:20, 21).

18 O que demos à luz foi vento. Séculos de esforço não parecem ter produzido resultados dignos. Israel sentia ter servido a Deus em vão. As gloriosas promessas não foram cumpridas.

19 Os vossos mortos. Das experiências insatisfatórias do presente, a atenção do profeta é dirigida novamente às alegrias gloriosas do futuro, quando “os mortos em Cristo ressuscitarão” para estar com o Senhor (1Ts 4:16, 17). Ezequiel comparou a restauração dos judeus após o cativeiro babilônico a ressurreição dos mortos (Ez 37:1-14). A libertação do poder do inimigo foi um símbolo da libertação maior do poder de Satanás e da morte. O retorno dos judeus da Babilônia histórica prefigurou a libertação de todo o povo de Deus da Babilônia espiritual (ver com. [CBASD] de Ap 18:2, 4).

Que habitais no pó. Isto é na sepultura (Gn 3:19; Ec 12:7).

20 Ira. Isto é, a ira de Deus contra os inimigos. A “ira” de Deus tomará forma nas sete últimas pragas (Ap 14:10; 15:1; cf. Is 34:2; Na 1:6). Enquanto os primogênitos no Egito eram mortos, o povo de Deus devia permanecer nos seus lares (Êx 12:22, 23). Durante as sete pragas, Deus convida seu povo a fazer dEle seu esconderijo, que Ele seja para eles “refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações” (Sl 46:1). Assim protegido, Seu povo não deve temer “ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem do seio dos mares” (Sl 46:2; cf. 25:5; 91:1-10). A ira de Deus dura “por um momento”(Is 54:8; cf. Sl 30:5). O juízo é, para o Senhor, “obra estranha” (Is 28:21); mas o momento da ira divina contra os ímpios é também o de livramento e triunfo do povo de Deus.

21 Descobrirá o sangue. Esta Terra está poluída por crimes e por sangue inocente derramado, que clama por vingança, como o sangue de Abel (Gn 4:10; Ap 6:10; 18:20, 24; 19:2; sobre a vingança do senhor sobre os ímpios, ver Mq 1:3-9; Jd 14, 15; Ap 19:11-21).

Fonte: CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.



ISAÍAS 26 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
19 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 26 – Ao estudarmos seriamente um texto bíblico, é de suma importância utilizar recursos da exegese para interpretá-lo, os elementos da hermenêutica para compreender seu significado mais amplo, e da homilética para aplicá-lo corretamente.

Estudando desta forma, enriqueceremos com a mensagem bíblica, fortaleceremos nossa fé e nortearemos nossas ações conforme a orientação divina.

Isaías 26 inclui uma série de hinos de louvor e lamentações que fazem parte de uma seção do livro que abrange os capítulos 24 a 27. Essa parte é conhecida como “Apocalipse de Isaías” ou “Pequeno Apocalipse”, pois contém elementos semelhantes a textos apocalípticos, focando em eventos escatológicos – referentes aos últimos dias.

Especialmente, em Isaías 26 há uma expressão de confiança e louvor em meio à expectativa da redenção divina: Os versículos…

• …1-11 apresentam um hino destacando a cidade fortificada e a segurança que Deus proporciona ao Seu povo – esse é o segredo da confiança de quem depende de Deus!
• …12-15 descrevem a espera paciente do povo de Deus pela manifestação de Seu juízo e Sua justiça. Nisso está a fonte da paz diante das injustiças sofridas nesta vida.
• …16-21 retomam a confiança em Deus como Juiz justo; a seção conclui com chamado à oração pelo estabelecimento do reino de Deus e pela redenção do povo que lhe busca e se entrega-se a Ele. Assim, os indivíduos conseguem estabilidade emocional mesmo em um mundo moribundo.

Aqueles que confiam na proteção divina o fazem porque a Palavra revelada assegura que o próprio Deus guardará “em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque confia em Deus”; esse Deus “é a Rocha Eterna” – poderoso, invencível, que luta por Seu povo.

Aqueles que têm assegurado seu destino, ainda que sejam ceifados pela morte, andam pelo suave caminho provido por Deus; andam pelo caminho das ordenanças divinas, pois no íntimo do coração suspiram por Deus durante a noite e logo cedo anseiam por Ele.

Ciente destas verdades, focado na doutrina da ressurreição, o apóstolo Paulo conclui sua exposição sobre esta esperança com um apelo: “Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nada os abale. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil” (I Coríntios 15:58).

Portanto, se cremos nisto, então devemos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 25 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS 
18 de dezembro de 2023, 0:50
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803 palavras

Exaltar-te-ei. O profeta ergue a voz em agradecimento ao Senhor por acabar com o reino do pecado e estabelecer Seu reino glorioso, conforme anunciado em Isaías 24:23.

Os Teus conselhos antigos. O plano para a salvação do homem não foi uma ideia tardia. Muito antes de criar este mundo, Deus [Pai] Se reuniu com Cristo para discutir o plano a ser seguido no caso do surgimento do pecado. Cristo Se ofereceu e Se tornou o “Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13:8). … O propósito eterno de Deus era que o ser humano desfrutasse a vida; e, para que isso se cumprisse, empregaram-se todos os recursos dos Céus (ver Is 46:10).

Da cidade. Provavelmente uma referência a Babilônia (ver com. [CBASD] de Is 14:4; 24:10), o centro simbólico das forças do mal no tempo de Isaías. Babilônia se levantou contra Jerusalém; e, por meio desse centro pagão, Satanás fez grandes esforços para controlar o mundo. Mas ele seria reduzido a um montão de ruínas … Poucos dias antes da segunda vinda de Cristo, a Babilônia espiritual será destruída (Ap 18:10, 21). A destruição da Babilônia aponta para a destruição do poder de Satanás (ver com. [CBASD] de Is 14:4-23; Jr 51:24-26, 41, 53, 55, 64).

A fortaleza. Esta verdade se aplica a todo livramento que o Senhor dá ao pobre e necessitado em relação aos opressores. Nos dias de Isaías, isso se aplicou à destruição dos exércitos de Senaqueribe que marcharam contra Judá. Nos dias de Daniel, a aplicação é à queda de Babilônia (ver com. [CBASD] de Is 14:4-6), e, na segunda vinda de Cristo, se aplica à destruição de todos os poderes do mal.

A tempestade. As forças do mal são comparadas a uma tempestade terrível que golpeia um muro.

Sombra. O “calor”será dissipado por uma “nuvem”que Deus manda para fazer sombra sobre Seu povo.

O hino. Quando o Senhor vier, o cântico dos inimigos do povo de Deus será silenciado.

Neste monte. Isto é, o monte Sião.

Um banquete de carnes gordurosas. A festa de coroação de Cristo (ver com. [CBASD] de Ap 19:7-9). Isaías vislumbra o tempo quando a Babilônia espiritual (ver com. de v. 2) será destruída (Ap 19:2) e a Nova Jerusalém será a capital da nova Terra (Ap 21:1-3). Deus chama os seres humanos a aceitar Seu convite a esse banquete (Mt 22:2-4, 9, 10; cf Lc 14:16, 16; sobre a aplicação dupla das profecias de Isaías, ver com. [CBASD] de Is 24:1 cf. p. 20-23; ver com. [CBASD] de Dt 18:15).

7 O véu. Neste mundo, a humanidade caminha na sombra das trevas, com um véu sobre os olhos. … Esse véu cobre o mundo todo, embora esteja levantado no caso das pessoas que aceitam a Cristo. Não haverá, porém, véu algum naquele dia feliz quando “a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar”, e quando “toda a terra est[ar]á cheia da Sua glória (Is 11:9; 6:3).

Nações. Esta promessa inclui o povo de Deus de todas as eras e nações.

Tragará a morte. Isaías apresenta uma descrição gloriosa da ressurreição, a vitória sobre a morte quando Jesus voltar a reinar. Paulo (1Co 15:54, 55) e João (Ap 7:17; 21:4) falam do mesmo tema.

Enxugará … as lágrimas. Comparar com Ap 21:4.

Opróbrio. Isto é, a ignomínia e o opróbrio a que os justos de todas as eras foram submetidos durante sua permanência na Terra. Então a zombaria dos pagãos “onde está o seu Deus?” (Sl 79:10) vai se calar para sempre.

Este é o nosso Deus. Este alegre grito de triunfo sai dos lábios dos santos quando Cristo surge nas nuvens dos céus. Seu sincero clamor por livramento se transforma em hinos de louvor.

Em quem esperávamos. Depois do surgimento de muitos falsos Cristos (ver com. [CBASD] de Mt 24:24) e depois da obra-prima do engano satânico, a personificação de Cristo (GC, 624), os santos reconhecerão com júbilo Aquele em quem esperaram com paciência por muito tempo. Os ímpios aclamaram Satanás como se fosse Cristo, e como o salvador do mundo, mas os santos negaram a Satanás sua lealdade e a dedicaram a Jesus.

10 Moabe. Neste grande hino de louvor, Moabe representa todos os inimigos do povo de Deus. Por séculos, os moabitas foram um espinho na carnde de Israel, mas, então, eles e todos os seus inimigos serão para sempre dominados…

A palha. Misturada com esterco pelas patas do gado.

11 Como se estende o nadador para nadar. Estas palavras se referem a Moabe, que luta contra as águas turbulentas da angústia, esforçando-se em vão para escapar. O salmista orava por livramento do mar de dificuldades em que se encontrava (Sl 69:1, 2, 14, 15).

12 As altas fortalezas. Moabe é descrito como uma fortaleza alta e forte que será vencida pelo Senhor. A nação novamente simboliza num sentido geral todos os inimigos do povo de Deus (ver com. do v. 6). Assim, prediz-se a destruição de todas as fortalezas dos exércitos das trevas e o aniquilamento de todas as forças do mal.

Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.



ISAÍAS 25 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
18 de dezembro de 2023, 0:40
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Se em Isaías 24 revela-se um quadro de terror ao condenado pecador, em Isaías 25 o profeta revela uma cena de júbilo para o pecador salvo.

Se em Isaías 24 o profeta desenha um quadro assustador do resultado amargo do pecado, onde a Terra geme sob o peso da transgressão; se ali as palavras de Isaías reverberam como trovão, alertando para a corrupção, contaminação e maldição como resultado da condenação dos que afastaram-se do caminho divino, em Isaías 25 há um contraste vívido, onde é pintado um quadro de júbilo celestial.

• Onde antes ecoavam lamentos e gemidos, agora ressoam alegres cânticos dos remidos. Agora, a cena transforma-se revelando um banquete e remoção da mortalha que obscurecia a esperança.

Assim, a redenção emerge como o sol da manhã após uma longa noite tenebrosa, trazendo nova vida aos corações antes mergulhados na condenação. Do horror da condenação, ao êxtase da salvação, Isaías 24 e 25 formam um poderoso contraste. O pecador, que outrora tremeu frente à tempestade da transgressão, agora encontra refúgio nas promessas resplandecentes da redenção.

• Onde havia desolação, brilhou a promessa de um banquete celestial. Desta forma, o texto sagrado convida o pecador a olhar para além do horizonte de seus erros, a um amanhecer onde alegria triunfa sobre o terror, e salvação resplandece como um enorme farol de esperança.

Isaías 25 celebra a vitória sobre a morte e a destruição, dando destaque à promessa da ressurreição e salvação. Ele contém cântico de louvor a Deus, reconhecendo Sua grandeza e fidelidade ao derrotar aos que oprimem ao Seu povo.

Depois, apresenta-se o banquete preparado por Deus em que todas as nações são convidadas a participar (Isaías 25:6-7). A morte, que “projeta uma sombra sobre todos os aspectos da vida humana”, a qual “é a evidência mais esmagadoras do reinado do pecado”, como afirma Siegfried Shwantes, será destruída. Paulo comenta sobre isso em I Coríntios 15:54. Embora nenhum ímpio ilustrado por Moabe escape do juízo divino, quem confiar na salvação provida por Deus se alegrará (Isaías 25:8-12).

Na verdade, Isaías 25:9 revelam palidamente a profusa alegria dos redimidos quando Deus enxugar dos seus olhos toda lágrima e não existir mais a morte, o luto e a dor (Apocalipse 21:4). Portanto, reavivemo-nos no Senhor! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 24 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
17 de dezembro de 2023, 0:50
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1097 palavras

24:1-27:13 Esta seção é conhecida como o Apocalipse de Isaías, por causa de seu amplo escopo. Bíblia de Estudo Andrews.

Devastar e desolar a terra. Como todas as mensagens proféticas de Isaías, a do cap. 24 foi originalmente dirigida ao Israel literal e descreve o modo como Deus deixaria a terra desolada e como teria vencido os inimigos de Israel se este tivesse sido fiel. Mas, em vista da infidelidade desse povo, essa profecia, como outras, será cumprida com o povo de Deus hoje. João aplica essa descrição da Terra à sua condição desolada durante o milênio (Ap 20). Isaías fala dos juízos de Deus sobre diversas nações (Is 13-23). Mas, a partir deste capítulo, sua visão profética se dirige ao horizonte mais amplo da história. Nos cap. 24 a 28, ele descreve as cenas finais, quando o povo de Deus será liberto e seus inimigos derrotados. Neste capítulo, o profeta apresenta uma descrição vívida da terra depois que os reis forem subjugados (v. 21, 22) e antes de o Senhor reinar “no monte Sião e em Jerusalém” (v. 23).

1-3 a terra. O juízo passa das nações citadas na seção anterior do livro para todo o mundo. A Terra se encontra desolada e vazia. Bíblia de Estudo Andrews.

Vai transtornar a sua superfície. Literalmente, “desconsertar sua face”. Esta é uma descrição das catástrofes que estremecerão o mundo na segunda vinda de Cristo (ver Sl 46:1-3, 6, 8; Ap 6:16; 16:18-20).

De todo devastada. Quando Cristo voltar, todos os ímpios vivos serão mortos e todos os justos subirão com Ele para o Céu (ver Jr 25:30-33; Lc 17:26, 29, 30; 1Ts 5:5; Ap 19:11-21; 20:4-6). A terra ficará desolada (ver Jr 4:25).

A terra está contaminada. Deus é santo. Ele deu Sua lei para manter o ser humano puro e o mundo incontaminado. Ao rejeitarem essa lei, os seres humanos contaminaram a si mesmos e ao mundo. O contágio do pecado alcança o solo abaixo dos pés, o alimento, a ;agua e o ar (ver Gn 3:17; Nm 35:22; Sl 107:34). A cada ano, a Terra se torna mais e maias corrompida. De Deus não interviesse, chegaria um tempo quando a corrupção do pecado de tal modo que seria impossível viver (ver Gn 6:5, 11, 12; DTN, 36, 37).

A apostasia em meio ao povo de Deus causou a desolação da Terra. O tema da relação entre o comportamento ético e a situação do planeta também é abordado em Os 4. A transgressão da aliança resulta em maldição. A contaminação da Terra, que a leva a se lamentar, é causada pela quebra do que é chamado de ” aliança eterna”. Tal expressão é entendida, no contexto, como uma aliança universal entre Deus e a humanidade, semelhante ‘a aliança feita com Noé (Gn 9:16). Isso revela a soberania divina sobre todo o mundo. Bíblia de Estudo Andrews.

A maldição consome. Não é Deus, e sim Satanás, o instigador do pecado, o responsável pela maldição que resulta dele. Em toda parte, as forças do mal estão operando e se pode ver claramente a obra de Satanás (DTN, 636; GC, 589). Na doença e na morte, em terremotos e tempestades, em incêndios e enchentes, manifesta-se a obra do mal. A transgressão das leis de Deus não trouxe paz e prosperidade, mas problemas, pestilência, dor e morte.

Queimados. Provavelmente, a quarta praga (Ap 16:8, 9).

Harpa. Lira; ver vol. 3 [CBASD], p. 15, 16. Quando sobrevierem as calamidades dos últimos dias, as pessoas não mais pensarão em “regozijo”ou “alegria”(ver Jr 7:34; 16:9; 25:10; Ap 18:22; cf. Ez 26:13; Os 2:11).

Entre canções. Em geral, a bebida está associada a festividade e prazer. Naquele dia, o Senhor transformará as festas em pranto e as canções, em lamento (Am 8:10; cf. Dn 5:1-6).

10 Caótica. Do heb. tohu, “caos”, “vazio”, “vaidade”. Em Gênesis 1:2, a palavra é traduzida como “sem forma”. … O mundo voltará ao seu primitivo estado caótico.

11 Fez-se noite para toda alegria. O sol da alegria se pôs e caíram as sombras da noite eterna (ver Jr 8:20). O ser humano, por fim, se desperta para o fato de que, ao excluir Aquele que é a luz da vida, trouxe sobre si uma noite sem fim.

13 Oliveira. Ver com. de Is 17:6. Em sua visão da destruição da Terra, Isaías tem um vislumbre da salvação do remanescente (ver Is 1:9; 10:20-22; 11:11). Eles serão como as poucas azeitonas que permanecem numa árvore “quando abaladas por um vento forte” (Ap 6:13), ou como as poucas uvas que restam quando a colheita chega ao fim.

14 Cantam. Quando em toda parte houver pranto e ranger de dentes por causa dos horrores a sobrevirem ao mundo, os justos verão que sua tristeza se transforma em alegria e que se inicia a alegre manhã da eternidade (ver Is 25:8, 9).

15 No Oriente  e, nas terras do mar. Do heb. ‘urim, de ‘or “luz”. É possível que ‘urim se refira ao “Oriente” como a região da luz, ao amanhecer. As “terras do mar” podem se referir às ilhas do Mar Mediterrâneo, sendo um termo poético para “ocidente”. A palavra ‘yam, “mar”, designa com frequência o “ocidente”(e é traduzida assim em Gn 28:14; Nm 34:6; etc.). Se esse é o significado em Isaías 24:15, deve-se entender que de todas as partes se ouvem louvores a Deus (ver v. 16).

16 Definho. … O profeta parece se desviar da glória futura para a vergonha e miséria do presente. … Após um breve vislumbre das alegrias do povo de Deus na hora do livramento, Isaías se volta às aflições e decepções dos perdidos, e segue a descrição do terrível juízo porvir.

17 Terror, cova e laço. Descrevem-se em rápida sucessão os terrores e calamidades que cairão sobre os ímpios. Jeremias 48:44 apresenta esta mesma sucessão de juízos. Nenhum ímpio escapará dos efeitos das sete últimas pragas; o que escapar de uma será pego pela outra (Is 24:18).

20 Balanceará como rede de dormir. Essa descrição se refere ao terremoto por ocasião do retorno de Cristo, que será a maior calamidade que jamais houve (ver Ap 16:18-20). Todo o contorno da superfície terrestre será mudado. Montes serão abalados de seus fundamentos, ilhas serão deslocadas, e a superfície terrestre se assemelhará às ondas de um mar tempestuoso (ver Sl 46:2, 3, 6).

22 Como presos. Satanás e suas legiões de anjos maus, “as hostes celestes”, do v. 1, e “os reis da terra” serão ajuntados como presos”. Os primeiros estarão confinados a esta Terra, que, em seu estado caótico (v. 1, 3, 19, 20), será sua prisão por mil anos (ver com. CBASD] de Ap 20:1, 2, 7); e os últimos serão confinados na prisão da sepultura (ver com. [CBASD] de Ap 20:5.

Masmorra. Do heb. bor, uma “cisterna” cavada para armazenar água. Durante a estação seca, ou quando não era usada como “cisterna”, servia de prisão (ver Gn 37:20; Jr 38:6-13; Zc 9:11; etc.).

23 O sol se confundirá. A fonte de luz mais gloriosa que se conhece se torna insignificante quando comparada à glória de Cristo (ver Is 60:19, 20; Ap 21:24; 22:5).

Fonte principal: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.



ISAÍAS 24 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
17 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 24 – A degradação ambiental pode ser vista como consequência do comportamento humano negligente e destrutivo. Contudo, neste capítulo apocalíptico, a profecia de Isaías revela a deterioração da Terra como parte do juízo divino sobre nações e pessoas que afastaram-se dos princípios do Seu reino de amor.

O cenário descrito neste capítulo parece atual.

• Embora tenha sido escrito na época do Antigo Testamento, as razões da devastação do mundo moderno é igual a dos tempos do profeta.
• A preferência da humanidade pelo pecado é a razão da calamidade em que nos encontramos.

Assim como um vazamento afunda um navio, um pecado é suficiente para destruir uma nação. Sim, um único ato de transgressão moral, um pecado, uma infração da Lei de Deus, tem o poder de minar os alicerces de um povo, corroendo os valores fundamentais que o sustentam.

Da mesma forma que um pequeno vazamento é muitas vezes negligenciado – até que seja tarde demais – os pecados podem passar despercebidos em meio às preocupações cotidianas por sobrevivência. Isaías utiliza esta mensagem em forma de poesia para despertar consciências adormecidas, lançando luz sobre a gravidade dos atos que podem parecer triviais à primeira vista. A retórica da urgência impregna suas palavras, chamando a atenção para a necessidade de vigilância e responsabilidade coletiva.

Não são poucos os pecados de nossa sociedade. As consequências virão sobre as pessoas que ignoram a moralidade:

• A Terra está contaminada, porque seus habitantes desobedeceram às leis de Deus, violaram Seus decretos e quebraram a aliança eterna.
• “Por isso a maldição consome a Terra, e seu povo é culpado. Por isso…” (Isaías 24:4-6). Deus dá explicação para a nossa situação!

Pior que um colapso de um navio, é a destruição de uma nação. Todavia, Isaías ressalta a escala global das consequências do pecado, instando os leitores a considerarem o impacto não meramente em nível individual, mas nas estruturas mais amplas da sociedade. A retórica persuasiva de Isaías busca acordar os apáticos, recordando-lhes que escolhas pessoais reverberam para além do indivíduo, moldando o destino de comunidades e nações inteiras. Em suas palavras, encontramos um apelo à reflexão e à ação, uma advertência sobre a fragilidade das fundações que sustentam a coletividade.

Um remanescente verá a reversão da situação (Isaías 24:12-16, 23). Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 23 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
16 de dezembro de 2023, 0:50
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1077 palavras

1-18 A fama de Tiro, grande cidade portuária, remonta à antiguidade. Os fenícios também eram marinheiros, célebres e construtores da conhecida cidade norte-africana de Cartago. Tiro recebeu uma profecia de 70 anos, diferente da encontrada em Dn 9 (ver Is 23:15). A cidade também sucumbiu ao orgulho. Até Alexandre, o Grande, devastar Tiro em 332 a.C., todas as potências da época de Isaías em diante (assíria, Babilônia) infligiram pesados golpes sobre a cidade. Bíblia de Estudo Andrews.

Sentença contra Tiro. …Tiro e Sidom eram as principais cidades da grande nação marítima da Fenícia (ver vol. 2 [CBASD], p. 52-54), e, portanto, esta mensagem é do juízo contra a Fenícia. Tiro e Sidom eram com frequência alvo de ataque de grandes nações do antigo Oriente Médio, incluindo Assíria e Babilônia e, mais tarde, de Alexandre o Grande. A qual desses ataques se refere Isaías? Provavelmente a todos. Certamente o Senhor tinha uma mensagem para a Fenícia na época de Isaías, e a profecia, ou “sentença”, incluiria medidas contra Tiro, tomadas por Tiglate-Pileser III, Sargão II e Senaqueribe. Mas, sem dúvida, a profecia é de natureza mais abarcante e se refere também a tempos posteriores, quando o juízo predito se tornaria ainda mais completo, como nos dias de Nabucodonosor e Alexandre o Grande (sobre a profecia paralela de Ezequiel, ver Ez 26-28, …).

Navios de Társis. Em geral, acredita-se que Társis era uma colônia fenícia da Espanha [não confundir com Tarso, sul da Ásia Menor, atual Turquia] (ver com. [CBASD] de Gn 10:4). … A profecia de Isaías retrata os grandes navios de Társis carregados de riquezas, navegando pelo Mediterrâneo até o porto de origem em Tiro, os quais, pouco antes de ali chegarem, ficam sabendo que a cidade foi conquistada.

Nem ancoradouro. Os navios não tinham mais porto aonde ir.

Chipre. Ver com [CBASD] de Nm 24:24. Esta seria a última escala na viagem da Espanha a Tiro, quando a tripulação ficaria sabendo do desastre sobrevindo a seu porto natal.

Sidom. O termo Sidom com frequência representa toda a Fenícia. Os gregos dos tempos homéricos e os assírios, às vezes, usavam o termo Sidom nesse sentido.

3 A fenícia importava cereais do Egito, e navios fenícios, sem dúvida, os transportavam.

Envergonha-te Não ter descendência era considerado grande desgraça… retrata-se Sidom lamentando o fato de não ter filhos. Ela está só, desolada e abandonada, pranteando seu desamparo e impotência (ver Is 47:7-9; Ap 18:7).

Quando a notícia. Ao saber da destruição da Fenícia, o Egito ficaria angustiado. Visto que os assírios tinham se vingado de Tiro e Sidom, estavam em posição de atacar o Egito. Nos dias de Nabucodonosor e Alexandre o Grande, a conquista de Tiro antecedeu a invasão do Egito (ver Ez 29:18-20).

Uivai. A destruição de Tiro traria angústia a toda a costa da Fenícia (ver com. do v. 2) e a outras áreas que dependiam do comércio fenício.

Cujos pés a levaram até longe. Havia colônias fenícias espalhadas pelas margens do Mediterrâneo, do Mar Negro e da costa atlântica da Europa.

Quem formou este desígnio … ? Quem é o responsável pela destruição que humilhará Tiro?

O SENHOR dos Exércitos. Isaías responde à pergunta do v. 8. Tiro se opõe arrogantemente ao Deus do Céu, supondo ser maior do que Ele (Ez 28:2-8), mas o Senhor a reduzirá a humilhação e vergonha (ver Is 13:11; 14:24, 26, 27). A destruição de Tiro seria uma demonstração a todos de como o Senhor humilha o orgulho e a arrogância humana.

10 Percorre livremente o Nilo a tua terra. A terra mencionada é a “filha de Társis”, isto é, a própria Társis, ou seus habitantes. Eles deixarão sua cidade como um rio que transborda e irão aonde puderem.

Já não há quem te restrinja. Isto é, estão livre para fazer o que quiserem, e Tiro não pode mais restringi-los. Depois da queda de Tiro, as colônias fenícias dependeriam de si mesmas. Algumas (como Cartago) se tornaram ainda mais poderosas que Tiro.

11 Turbou os reinos. No sentido figurado, Deus estava turbando o mundo todo, a sim de cumprir Sua vontade (ver Is 2:19; cf. Ag 2:6, 7; Hb 12:26, 27). Nesse processo, muitas nações seriam removidas e outras estabelecidas.

Canaã. Do heb. Kena’an, Canaã, nome com o qual os fenícios se autodenominavam.

12 Nunca mais exultarás. Retrata-se a destruição final dos fenícios. O que quer que fizessem, não teriam êxito.  … Se os fenícios fugissem para Chipre (ver com. do v. 1) não encontrariam descanso, pois ali também cairiam nas mãos do inimigo. Não haveria como escapar.

13 Não era povo. … Na época de Isaías, A Assíria marchou contra Tiro, mas não a conquistou. mais tarde, Nabucodonosor a sitiou por 13 anos terríveis (ver Ez 28:18). Talvez aqui se profetize essa campanha de Nabucodonosor.

14 Uivai. Ver com. do v. 1. A profecia da destruição de Tiro termina do mesmo modo como começa. Os “navios de Társis”, dos fenícios, lamentariam que Tiro, sua fortaleza, estaria em ruínas.

15 Setenta anos. … Alguns creem que o período corresponda aos 70 anos do cativeiro judaico em Babilônia (2Cr 36:21; Jr 25:11; 29:10; Dn 9:2; Zc 1:12; 7:5), que começaram com a primeira conquista de Jerusalém por Nabucodonosor e terminaram com o retorno dos judeus sob ordens de Ciro e Dario e Dario, da Pérsia. Nabucodonosor começou o cerco de 13 anos a Tiro pouco depois de conquistar Jerusalém em 586 a.C.

Segundo os dias de um rei. É provável que a palavra “rei”seja usada com referência a “reino”, como em Daniel 2:44; 7:17; e 8:21. Portanto, essa expressão pode indicar o período da ocupação babilônica.

Dar-se-á com Tiro o que consta na canção da meretriz. Tiro desejava a supremacia comercial e faria qualquer coisa pelo lucro. Quanto a isso, ela era como a prostituta Babilônia, que se vendeu para obter ganho (Is 47:15; Ap 17:2; 18:3).

16 Toma a harpa. Uma lira. Tiro recorreria mais uma vez a seus exitoso ardis para seduzir os mercadores a negociar com ela a fim de lucrar às suas custas. ela é comparada a uma prostituta que toca e canta, e usa essas habilidades para seduzir homens desprevenidos (ver Pv 7:7-21). Babilônia também fez uso de “encantamentos”para estender sua influência (Is 47:9, 12; Ap 17:4; 18:3).

17 E se prostituirá. Isto é, as relações ilícitas que Tiro mantinha com outras nações visando ao lucro. Honras, direito, justiça e decência foram esquecidos para se obter lucro. Emprega-se a mesma expressão no caso da Babilônia mística (Ap 17:2; 18:3). O mundo não era diferente naquela época. A maldição de Babilônia e Tiro será a mesma da era moderna.

18 Serão dedicados ao SENHOR. Prediz-se a destruição final de Tiro e o triunfo final de Sião. Apesar de seus ardis, Tiro não continuaria para sempre enganando e defraudando as pessoas. Ela cairia, mas Jerusalém triunfaria.

Fonte principal: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.