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JÓ 12 – Três contra um! Um trio irredutível em seus argumentos mesmo diante de provas contundentes. Jó e suas declarações eram as provas de que os justos sofrem, contra os argumentos de que o sofrimento era punição aos pecadores impenitentes. Que desafio para Jó!
É normal o abandono até dos amigos quando se perde tudo (Lucas 15:11-16). Mesmo que muitos abandonaram a Jó, seus amigos estavam com ele. Embora eles não fossem compreensivos, a fidelidade de Jó a Deus se fortalecia.
• Apesar dos pesares, o sofrimento extrai de nós muitas coisas boas.
Jó vasculhou fundo em sua mente visando encontrar respostas aos seus confrontadores. Isso é positivo! O ferro afia o ferro assim como relacionamentos influenciam no desenvolvimento do caráter. Não importa o tipo de amigo, no relacionamento, o fiel servo de Deus amadurecerá seu caráter. Com fé em Deus e atitude positiva é possível crescer/aprender até mesmo nas condições mais negativas.
• Jó mostra aos amigos que supõem-se mais sábios que é universal a suposta sabedoria mais elevada deles; suas verdades filosofadas não eram nenhuma novidade para ele (vs. 1-3).
• Jó intentava mostrar que, a crença tradicional na teologia da retribuição não condizia com os fatos. Nem todo sofrimento vem por algum pecado cometido. Em outras palavras, as provas indicavam o contrário da crença popular, que inclusive parece que Jó era adepto (vs. 4-6).
• Jó mostra que o conhecimento é universal, a natureza ensina muitas verdades aos que param para observá-la atentamente. A sabedoria natural é acessível a todos, mas a sobrenatural é exclusiva de Deus (vs. 7-13).
• Jó, em sua ignorância ao tema do grande conflito – entre um Satanás poderoso, agente do mal, e um Deus Todo-poderoso agente do bem – enfatiza aspectos negativos da criação/natureza relacionados com Deus. Sua teologia é confusa (vs. 14-25).
Como alguém na escuridão buscando luz, a pressão psicológica dos amigos de Jó o fez procurar por saída, solução e explicação. A falta de compreensão do grande conflito impede até os mais sábios de entender sua história e seu mundo.
• O causador do mal é Satanás; Deus só investe no bem!
• O destruidor é Satanás; Deus é o Criador!
Desconsiderar a existência de Satanás leva a interpretações equivocadas do caráter de Deus!
Como Jó, muitas pessoas carecem destas verdades… – Heber Toth Armí.
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JÓ 9 – Deus transforma males em bens. Satanás tornara os amigos de Jó em amigos da onça, sem saber que, por pior que fossem, Deus os usaria para o bem!
G. Ernest Whright observou que, “segundo o pensamento do Antigo Testamento, a maior maldição que pode recair sobre o homem é estar sozinho”. John Milton também declarou: “A solidão é a primeira coisa que o olho de Deus determinou não ser boa”.
Jó, felizmente, não estava sozinho. Deus transforma maldições em bênçãos. O inimigo faz estragos; entretanto, das cinzas Deus faz reparos. Devido aos confrontos filosóficos dos amigos de Jó, este foi forçado a ir além de sua dor; passou a pensar na grandeza do Criador, além de extravasar-se diante deles (vs. 1-4).
Jó desviou a atenção da grandeza de sua desgraça, então percebeu a grandiosidade de Deus, o qual é maior que a imensidão de Sua criação e de sua dor. Segundo a teologia de Jó, DEUS…
• …sacode grandes montanhas, põe tudo de cabeça para baixo, abala a terra como se fosse brinquedinho (vs. 5-6);
• …tem poder sobre o sol e as estrelas, os imensos astros siderais, as constelações, e anda sobre grandes tsunamis (vs. 7-9);
• …faz grandes coisas, quaisquer milagres Lhe são simples demais, porém Suas obras são grandes demais aos olhos humanos – Ele é maior que elas, mas invisível (vs. 10-11);
• …faz o que quiser, sem precisar dar satisfação a ninguém e sem que ninguém O impeça ou esteja à altura para questionar-Lhe Seus desígnios (vs. 12-14).
Sentindo-se humilhado, menor que um átomo diante de Deus, Jó esqueceu-se de suas queixas em prol de sua dor, para reconhecer sua necessidade de um mediador.
JÓ…
• …viu a necessidade de suplicar misericórdia a Deus, sem pretensão de requerer seus direitos (vs. 15-18);
• …reconheceu que sua mais elevada sabedoria é insuficiente para arguir perante Deus, seus fortes argumentos são insignificantes perante o Soberano do Universo (vs. 19-20);
• …embora sábio, revelou ser extremamente limitado em conhecimento (vs. 21-24);
• …fragilizado pela desgraça que lhe acometera, reconheceu sua efemeridade e insignificância (vs. 25-31);
• …revelou que (sem a revelação que temos), desconhecia a existência de um Sumo Sacerdote que intercede em favor do condenado (vs. 32-35).
Jesus é intercessor do pecador (1 Timóteo 2:5). Apresentemos-Lhe nossa causa!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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JÓ 7 – Nossa fé em meio ao sofrimento é espetáculo ao Universo (I Coríntios 4:9-13). Jó não foi apenas um dos primeiros grandes espetáculos, mas também grande ícone que serviu (ainda serve) de exemplo de fidelidade a Deus quando tudo conspira para abandoná-lO!
Jó aproveitou bem a vida, mas agora estava moribundo visualizando e desejando a morte, considerando-se pior que todos. A vida é efêmera, passa rapidamente, é como um sopro ou nuvem que logo se desfaz… Seu sofrimento acabou com a vida. Para ele…
• …a vida é dura, comparada à dura escravidão, ou a um trabalhador que só tem míseros salários para receber no fim do mês (vs. 1-3);
• …as noites eram horríveis, pois quando tentava dormir, debatia na cama à noite toda (v. 4); quando dormia, surgiam pesadelos e visões tão horríveis que o aterrorizavam (vs. 13-14);
• …a vida não tinha sentido, pois após ter batalhado para viver correta e honestamente, agora seu corpo estava coberto de vermes e cascas de feridas, sua pele escamosa e dura estava cheia de pus que vazava constantemente (v. 5).
Com tal quadro clínico, experimentando “meses de decepção” (7:3, BJ) com “implacável dor” (6:10), Jó declara que não se calaria ainda que os argumentos de seus amigos fossem como mordaça para lhe reprimir as palavras (vs. 6, 11). Baseando-se nessa premissa, Jó grita ao ar querendo a atenção de Deus (vs. 7-12).
Jó desprezou a vida, mas não a Deus – mesmo que se sentia desprezado por Ele (vs. 16-19). É nítida a preferência pela morte estando num estágio avançado de sofrimento (vs. 13-15). Meu destaque, porém, vai à visão de bondade e misericórdia de Deus que Jó preservava mesmo atribuindo-Lhe seu sofrimento. Ele apelou ao Senhor que perdoa ao miserável pecador (vs. 20-21).
Quando…
• …tudo conspirar contra nós, podemos ainda contar com Deus. Quem não tem fé e confiança nEle, nestas horas, a quem recorrer?
• …o desespero bate à porta de nossa alma, sem a compreensão da bondade e misericórdia do Salvador, como enfrentar a dor cruel?
• …pessoas queridas nos desprezam e a ciência e a medicina nada podem fazer por nós, a quem recorrer se não for a Deus?
A fé em Deus é essencial em tudo na vida! Revigore-a agora mesmo e viva melhor! – Heber Toth Armí.
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JÓ 6 – O sofredor ouviu com atenção as sentenças de Elifaz. Percebe-se respeito nos diálogos e maturidade nos personagens envolvidos. Argumentos são buscados para justificar ou explicar o sofrimento. Temos muito que aprender…
• Jó reconheceu que suas palavras foram precipitadas ao quebrar o silêncio, após sete dias um olhando para a cara do outro, sem dizer uma palavra (vs. 1-3);
• Jó, sendo sábio, mas com visão limitada, ousou interpretar seu sofrimento como vindo de Deus. Isso porque ele não sabia o que sabemos sobre o diálogo de Deus com Satanás no Céu (v. 4);
• Jó questionou sua sorte, mas não se rendeu nem agiu conforme sugeriu Elifaz em sua fala (vs. 5-12);
• Jó revela certo grau de desespero, não viu luz no fim do túnel, nem mesmo o fim do túnel; ele se sentiu no fundo do posso e, só quem passa pela mesma situação poderá entender a dor de sua alma – isso deu-se, em parte, pela frieza de seus supostos amigos (vs. 13-14);
• Jó tencionou descrever os sentimentos que pairaram em sua alma, a solidão que sentia (vs. 15-21);
• Jó defendeu-se das acusações proferidas por Elifaz alegando serem infundadas, suas conclusões foram mal interpretadas e suas críticas foram sem provas (vs. 22-30).
Reflita:
“Se Jó pudesse tão-somente ter conhecido os planos dos céus pouco antes de lhe sobrevir a provação, como a nós é permitido vislumbrá-los no prólogo do poema, e se pudesse tão-só ter sabido previamente o resultado de seu sofrimento, como Deus o conhecia de antemão e como nós o vemos agora… teria reagido a tudo de forma diferente!” diz J. Sidlow Baxter.
E acrescenta: “Mas, por outro lado, este é justamente o traço distintivo que dá ao livro inteiro seu significado para nós: Jó não sabia; e, por mais simples que esse traço possa parecer, é por não reconhecer sua importância que a maioria dos leitores perde a mensagem do livro”.
1. Às vezes é melhor não saber o que está por trás de nossa dor e sofrimento, mas pretender crescer através dos infortúnios da existência.
2. Não haveria busca por respostas ou amadurecimento intelectual caso já soubéssemos tudo o que passa nos bastidores de nossa vida.
A falta de informação deve levar-nos à submissão total a Deus! Busquemos reavivamento! – Heber Toth Armí.
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JÓ 4 – Jó era sábio; seus amigos também. Além disso, todos eram religiosos, crentes em Deus, como muitos de nós também somos – crente até o diabo é! (Tiago 2:19).
Pelo teor dos diálogos dos amigos de Jó, poderíamos afirmar que eles eram filósofos experientes. Assim como eles, muitos filósofos da história mergulharam fundo no tema do sofrimento humano; alguns descobriram coisas profundas e tem até quem provou cientificamente suas teorias. Elifaz não perde dos grandes filósofos da história:
• No verso 8 Elifaz fala do que viu, experimentou, provou cientificamente, fatos.
• Elifaz fala com convicção, sua fala revela introspecção, reflexão profunda, avaliação apurada; com isso, ele confronta as palavras de Jó – no capítulo anterior –, e condena Jó (vs. 1-8).
• Elifaz apresenta sua filosofia profunda sobre sofrimento. “Os v. 7 a 11 declaram a filosofia de que o sofrimento é uma punição direta por um pecado específico” (Francis D. Nichol). Muitos são adeptos dessa teoria!
• Elifaz acrescenta aspectos religiosos a sua filosofia; parece declarar uma visão secreta para fortalecer/solidificar seus argumentos filosóficos anteriores (vs. 12-21).
Elifaz, nos primeiros versículos de sua fala “resume, com grande clareza, a atitude geral que prevalecia em seus dias acerca da relação entre sofrimento e pecado”. Na outra metade, a revelação que ele “descreve pode ser resumida como um vislumbre da grandeza e da bondade de Deus, em contraste com a pecaminosidade e fragilidade humana. No entanto, essas declarações não estão misturadas com simpatia, bondade e compreensão. O que Jó precisava ouvir é como ele pode manter sua confiança em Deus em meio ao terrível sofrimento. [Nesta parte] Elifaz meramente lhe disse o que ele já sabia – que devia confiar em Deus” (Nichol).
Platão, um grande filósofo da antiguidade declarou: “Quem pois, são os verdadeiros filósofos?” Ele mesmo responde: “Aqueles que amam contemplar a verdade”.
• Mas, a verdade está bem acima do que pode ser captado pelos sentidos humanos. Verdadeiro filósofo, então, será aquele que aprofundar-se na revelação dada por Deus.
• Aos crentes submissos, o Senhor deu o Espírito Santo, que é o Espírito da verdade (João 14:17), e Ele nos guiará a toda a verdade (João 16:13).
O que faltou a Elifaz faltou a muitos filósofos, e ainda falta a muita gente! Portanto, vamos proclamar a verdade bíblica? – Heber Toth Armí.
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JÓ 3 – Muitos desconsideram a maior parte do livro de Jó. Ele não é literatura simples. De tão complexo, muitos conhecem apenas os relatos dos capítulos 1, 2 e 42 deste livro!
“Por lidar com o tema do sofrimento humano, o livro de Jó é um dos mais difíceis de ser interpretado. Ao mesmo tempo, este livro de sabedoria tem sido considerado uma das maiores obras-primas literárias do mundo. Usa linguagem altamente poética, com uma série de palavras que só ocorrem uma vez em toda a Bíblia. O livro de Jó tem personagens e discursos, mas não se restringe ao drama. Envolve também argumentos. Desse modo, seria mais bem definido como um tratado filosófico” (Bíblia Andrews).
Por cerca de 40 anos, Moisés recebeu a mais elevada instrução educacional no mais desenvolvido império de seu tempo. Como escritor culto e ainda inspirado por Deus, ele escreveu seu primeiro livro com maestria.
Antes de avançar, é preciso considerar que os primeiros capítulos devem ser lembrados. Ali está a base para nossa interpretação. Nos dois primeiros capítulos temos o credo de Satanás, o qual em outras palavras reza:
“Será que Jó serve a Deus em troca de nada? Auto sacrifício, sofrimento pela justiça, compromisso com a verdade até à morte… isso não passa de romantismo e sentimentalismo juvenil; ou, na melhor das hipóteses, hipocrisia. Esse negócio de entrega de vida inferior, mundana, por uma vida superior, segundo o padrão dos princípios divinos, não existe, é ilusão. A religião é uma fachada, todos os seres humanos são egoístas de coração e têm seu preço. Alguns podem resistir mais tempo do que outros, mas no fim todo ser humano preferirá suas próprias coisas em vez das coisas de Deus”.
Embora muitos cristãos sejam provas deste credo diabólico, Jó provou que Deus tem a última palavra. Do capítulo em questão, destacam-se estas lições: Aqueles que…
• …mantiveram comunhão genuína e intensa com Deus não trocam o certo pelo duvidoso.
• …realmente confiam em Deus podem até amaldiçoar o dia de seu nascimento diante de indescritível sofrimento, entretanto não desprezarão o dia de sua conversão a Deus.
• …tiveram verdadeira experiência com Deus renunciam até a si mesmos/vida, mas não a fé.
Os justos e fieis ainda hoje provam que Deus está correto! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
JÓ 3 – Muitos desconsideram a maior parte do livro de Jó. Ele não é literatura simples. De tão complexo, muitos conhecem apenas os relatos dos capítulos 1, 2 e 42 deste livro!
“Por lidar com o tema do sofrimento humano, o livro de Jó é um dos mais difíceis de ser interpretado. Ao mesmo tempo, este livro de sabedoria tem sido considerado uma das maiores obras-primas literárias do mundo. Usa linguagem altamente poética, com uma série de palavras que só ocorrem uma vez em toda a Bíblia. O livro de Jó tem personagens e discursos, mas não se restringe ao drama. Envolve também argumentos. Desse modo, seria mais bem definido como um tratado filosófico” (Bíblia Andrews).
Por cerca de 40 anos, Moisés recebeu a mais elevada instrução educacional no mais desenvolvido império de seu tempo. Como escritor culto e ainda inspirado por Deus, ele escreveu seu primeiro livro com maestria.
Antes de avançar, é preciso considerar que os primeiros capítulos devem ser lembrados. Ali está a base para nossa interpretação. Nos dois primeiros capítulos temos o credo de Satanás, o qual em outras palavras reza:
“Será que Jó serve a Deus em troca de nada? Auto sacrifício, sofrimento pela justiça, compromisso com a verdade até à morte… isso não passa de romantismo e sentimentalismo juvenil; ou, na melhor das hipóteses, hipocrisia. Esse negócio de entrega de vida inferior, mundana, por uma vida superior, segundo o padrão dos princípios divinos, não existe, é ilusão. A religião é uma fachada, todos os seres humanos são egoístas de coração e têm seu preço. Alguns podem resistir mais tempo do que outros, mas no fim todo ser humano preferirá suas próprias coisas em vez das coisas de Deus”.
Embora muitos cristãos sejam provas deste credo diabólico, Jó provou que Deus tem a última palavra. Do capítulo em questão, destacam-se estas lições: Aqueles que…
• …mantiveram comunhão genuína e intensa com Deus não trocam o certo pelo duvidoso.
• …realmente confiam em Deus podem até amaldiçoar o dia de seu nascimento diante de indescritível sofrimento, entretanto não desprezarão o dia de sua conversão a Deus.
• …tiveram verdadeira experiência com Deus renunciam até a si mesmos/vida, mas não a fé.
Os justos e fieis ainda hoje provam que Deus está correto! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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JÓ 2 – Tem capítulos da vida que ninguém gostaria de passar. Alguém gosta de injustiças, rejeições e solidão?
Após a primeira rodada de provas, Jó experimenta a segunda, bem mais intensa:
• No Céu, uma reunião se repete da mesma forma que antes dos primeiros ataques satânicos ao servo de Deus (v. 1);
• Deus inicia diálogo com Satanás – como no capítulo anterior (v. 2);
• Deus novamente introduz Jó na conversa, assim provoca a Satanás (v. 3);
• Satanás desafia o diagnóstico de Deus sobre Jó (vs. 4-5);
• Deus libera Satanás a fazer o que propôs para abalar a fé de Jó (v. 6);
• Satanás não perdeu a oportunidade, nem tempo: Ele foi eficiente em fazer o que se propôs, sem brincar no trabalho e sem desperdiçar nenhum dos limites dado por Deus: Jó ficou tomado de tumores malignos – da cabeça aos pés (v. 7);
• Jó, vítima dos diálogos entre Satanás e Deus, sentou-se em cinzas e começou a coçar-se com caco de cerâmica (v. 8);
• Assim como outros personagens que Satanás não eliminou propositalmente (ver 1:14-18), sua esposa foi preservada para pressioná-lo ainda mais a “amaldiçoar a Deus e morrer” (v. 9);
• A resposta de Jó à esposa revela sua firmeza diante da investida acirrada de Satanás (v. 10);
• Três amigos de Jó aproximaram-se, mas durante sete dias não ajudaram em nada, estavam pasmos diante da situação e sofrimento que viram (vs. 11-13).
Quando tudo sai de nosso controle, quando toda tranquilidade e paz tornam-se numa ebulição de problemas, em que/quem apoiaremos? Na família? Os dez filhos de Jó estavam mortos. O cônjuge? Bem… o cônjuge é muito importante nestas horas…
Contudo, “as palavras da esposa de Jó – amaldiçoa teu Deus e morre – foram provavelmente a provação mais amarga para ele. Ironicamente, a pergunta que ela faz – ainda reténs a tua sinceridade? – apresenta quase as mesmas palavras utilizadas antes pelo Senhor (Jó 2:3). A repetição dessa sentença ressalta a perseverança de Jó, que sua esposa interpretou de forma equivocada como loucura ou fanatismo religioso. Ela provavelmente pensou que o marido se recusava cegamente a encarar a realidade de sua situação desesperadora” (Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H. Wayne Hause).
Apesar de tudo, é melhor nunca perder a fé? Vale a pena orar/adorar ao Senhor? – Heber Toth Armí.
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JÓ 1 – Grandes nomes de personagens intelectuais como Tomas Carlyle e Victor Hugo tem o livro de Jó em alta estima alegando que o mesmo foi considerado “a obra prima da literatura humana”.
Este foi o primeiro livro bíblico a ser escrito. Seu autor é Deus, mas o escritor é Moisés – o qual pastoreava ovelhas do sogro (Jetro), um não-israelita, quando soube da história de Jó, outro não-israelita.
Jó viveu na parte leste do rio Jordão, conhecido atualmente como Jordânia. Ele era rico e respeitado na região. Mesmo não sendo descendente de Abraão, servia o mesmo Deus e tinha a mesma atitude de adoração que o patriarca que se tornou o pai da fé.
Enquanto que Abraão fosse oriundo de uma família pagã, politeísta e idólatra conforme revelado por Deus em Josué 24:2-3, e seus netos fossem avessos à piedade (Gênesis 34-38), os filhos de Jó tinham um pai exemplar, que, conforme revelado por Deus, era íntegro, reto, temente/fervoroso/piedoso e desviava-se do mal.
Além de estruturada espiritualmente, a família em questão era estruturada financeiramente. Entretanto, sua vida passou por uma reviravolta negativa. O capítulo foi assim sintetizado por John E. Hartley:
• Fé e prosperidade de Jó (vs. 1-5);
• Primeira cena diante de Yahweh (vs. 6-12);
• Infortúnio trágico de Jó (vs. Vs. 13-22).
As cenas alternam entre o céu e a terra. Deus provoca Satanás e Satanás provoca a Deus infernizando a vida de Seu servo Jó. Satanás tem acesso ao Céu e a Terra; contudo, não tem poder para ultrapassar os limites instituídos por Deus.
• Deus é soberano; Satanás não pode fazer nada sem Sua permissão!
Jó era homem de oração; todavia, tragicamente perdeu tudo o que tinha. Ele, que orava pelos filhos, os perdeu num só dia! Satanás é um ser real, mau, cruel e destruidor; sem a interferência divina sua periculosidade aumentaria descomedidamente.
Jó, embora seja o livro bíblico mais antigo, escrito décadas antes da composição de Gênesis, contando de uma época cerca de 2000 anos antes de Cristo, não apresenta assuntos elementares e/ou desatualizado.
Jó ficou falido num só dia, fez o funeral dos dez filhos e, depois, adorou a Deus (vs. 20-22). Portanto, pare de reclamar para que tenhas mais tempo de adorar ao Senhor.
Observaste o servo Jó? Reaviva-te! – Heber Toth Armí.
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ESTER 10 – Fim do túnel, beco sem saída, desgraça iminente, suspense, e, por fim emoção, satisfação e alegria. A história bíblica do livro de Ester é fantástica, extraordinária.
“Enquanto a trama dá reviravoltas, o autor desenvolve uma história subjacente sobre o caráter de Deus. A narrativa demonstra a providência e a soberania divinas em uma situação que parecia sem saída. Os israelitas estavam vivendo entre estrangeiros que não se importavam com eles […]. Mas numa época em que Deus parecia estar distante, Ele na verdade se preparava para libertar Seu o povo […]. Na capital persa, Deus demonstrou Sua lealdade ao pacto com os israelitas. Muito tempo antes, Ele prometera a Abraão que amaldiçoaria qualquer pessoa que amaldiçoasse os israelitas (Gn 12.2,3). A queda de Hamã ilustrou de forma dramática a fidelidade de Deus a essa promessa. Até com relação aos israelitas que permaneceram em terras estranhas Ele manteve Sua palavra, pois, apesar disso, considerou-os Seu povo. Assim, o autor de Ester ilustra claramente o que os israelitas estavam festejando no Purim: a fiel proteção que Deus provê a Seu povo” (Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H. Wayne House).
O último capítulo de Ester é bem curtinho, contém somente três versículos. Ester não é mencionada na conclusão de seu livro como não foi mencionada no primeiro capítulo. Mordecai tornou-se o segundo maior do reino persa, teve o prestígio do povo; isso tudo, porém, foi pela reviravolta que Deus fez na Pérsia em seus dias.
O Comentário Bíblico Adventista destaca o caráter religioso e o ensino moral do livro de Ester:
• Embora o nome de Deus não seja mencionado, Sua providência é manifestada no livro todo.
• O livro de Ester fornece um relato da origem de um importante festival nacional judaico, a Festa de Purim, que ainda é observada com alegria a cada ano.
• Uma lição moral vital permeia a narrativa. Com o decorrer do breve dia de popularidade de Hamã, a natureza transitória da prosperidade e do poder terrestre se torna dolorosamente evidente. Deus humilha os soberbos e exalta aqueles que confiam nEle.
• A providência de Deus é impressionantemente apresentada. O poder divino está unido ao esforço humano. Os meios utilizados são humanos, mas a libertação, em si, é divina.
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Atenção! Escreva tua reação ao livro de Ester:
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ESTER 9 – Se chegarmos ao extremo de nossas forças, sem percebermos possibilidades de resistir, portas e janelas da graça abrem-se miraculosamente para observarmos a poderosa providência de Deus agindo sobre a ignorância e arrogância dos incorrigíveis pecadores maus.
Antes, porém, se Deus nos conduz ao limite de nossas capacidades é porque quer despertar a fé dormente em nosso coração, moldar nossa espiritualidade e desenvolver nossa confiança nEle.
É exatamente essa preparação que o autor inspirado demonstra-nos nos capítulos 1-8. Deus preparou Ester, a qual tornou-se corajosa, destemida e ousada; foi sábia, estrategista e muito capaz. Porém, o herói da história é Deus, mesmo que Seu nome não apareça explicitamente no texto. Como reverter uma lei irrevogável como a lei dos Persas?
Por causa disso, e de outras reviravoltas sobrenaturais, foi óbvia a atuação de Deus em prol de Seu povo, o qual é a menina de Seus olhos. Neste capítulo, Seu povo reage após a graça de Deus operar e criar oportunidades de livrar-se dos seus inimigos cruéis e destrutivos.
• Ester: Uma menina órfã, cujo povo estava na terra do exílio quando deveria ter voltado à Terra da promessa, foi alvo da graça de Deus para livrar Seu povo negligente da desgraça eminente (vs. 1-2);
• Mordecai: Um homem comum, aspirando glórias políticas para o futuro, um judeu dedo duro, permitiu-se, assim como Ester, ser alvo da graça do Deus que transformou o que ele fez em bênçãos revertendo a desgraça dos judeus em graça (vs. 3-15);
• Os judeus na Pérsia: Um povo acomodado, negligente, materialista, porém deu ouvidos às instruções de Ester, jejuaram e agiram com ousadia e fé diante de uma ameaça irreversível. Por fim, criaram e celebraram a festa do Purim por causa da graça divina (vs. 16-32).
“Embora existam males na igreja, e tenham de existir até ao fim do mundo, a igreja destes últimos dias há de ser a luz do mundo poluído e desmoralizado pelo pecado. A igreja, débil e defeituosa, precisando ser repreendida, advertida e aconselhada, é o único objeto na Terra ao qual Cristo confere Sua suprema consideração. O mundo é uma oficina em que pela cooperação de agentes divinos, Jesus está, por Sua graça e divina misericórdia, fazendo experiências em corações humanos” (Ellen G. White).
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.