Reavivados por Sua Palavra


JÓ 39 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
28 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ 39 – Antes de aprofundar no texto inspirado, lembro-me de uma música, da qual destaco algumas frases:

Muitos acreditam em vãs superstições
Buscam nas estrelas respostas encontrar
Mas eu sei que a verdade brilha mais do que o sol […].

Há pessoas que acreditam que a ciência e a razão
Não precisam de um Deus para a vida explicar
Mas em toda natureza vejo o toque de tuas mãos
Tu és o meu Deus, meu Pai, meu Criador.

[…]

Mesmo que outros rejeitem as provas
De que existe um Criador
Minha vida vai mostrar
Que eu creio em Ti, Senhor…

Neste capítulo Deus, o Criador da natureza e do ser humano, faz alguns questionamentos a Jó sobre:

1. O nascimento das cabras e das corças (vs. 1-4);
2. O boi selvagem, sua força e suas habilidades (vs. 9-12);
3. O avestruz, apesar de sua simplicidade intelectual, corre mais que cavalos (vs. 13-18);
4. A capacidade de Jó na criação do cavalo com sua agilidade, coragem e habilidade (vs. 19-25);
5. A capacidade de Jó fazer o falcão e a águia voar sem esforço alcançando alturas inimagináveis (vs. 26-30).

Deus escolheu coisas estranhas, simples e loucas do mundo para envergonhar aos sábios deste mundo (ver I Coríntios 1:27). A intuição, habilidade, força e sabedoria dos animais surpreendem até aos mais entendidos dos seres humanos.

Certa vez Abraão Lincoln declarou: “Eu entendo que um homem possa olhar para baixo, para a terra, e ser um ateu; mas não posso conceber que ele olhe para os céus e diga que não existe um Deus”. Interessante que neste capítulo Deus começa falando dos animais da terra e depois eleva os olhos de Jó para o alto, falando sobre o falcão e a águia.

Ainda que na terra haja muitas coisas interessantes, Deus almeja erguer nossa cabeça a fim de que elevemos nossos olhos ao alto, assim nossa visão se amplia. Deus tem Suas estratégias para conduzir-nos ao propósito que Ele tem para nossa vida. A nós cabe permitir que Ele abra nossa mente para verdades que, de outra forma, nunca alcançaríamos.

Nossas expectativas de Deus são sempre superadas quanto mais Ele se revela a nós. Ele nos surpreende com habilidades e qualidades melhores do que imaginamos nEle. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



JÓ 38 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
27 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ 38 – Quando Deus entra em cena, nada fica igual. Deus desce do Céu até a Terra para fornecer satisfação humana, orientar as informações deficientes e repreender as teorias erradas sobre a vida, sobre o ser humano e principalmente sobre Sua pessoa.

Deus não respondeu as diversas perguntas intrigantes de Jó, pelo contrário, fez mais perguntas a Jó do que ele havia feito a Deus. O psicólogo Paul Turnier explica: “A resposta de Deus não é uma ideia, uma proposição como a conclusão de um teorema; Ele próprio é a resposta. Jó recebeu a revelação de Deus e encontrou um relacionamento pessoal com Ele”.

Deus responde por meio de perguntas. Deus não fala nada a Jó sobre seu sofrimento, muito menos aborda as razões do sofrimento. No capítulo em questão, Deus introduz Sua fala com 32 interrogações.

No capítulo anterior, “Eliú procurava defender sua compreensão religiosa, atacando a credibilidade de Jó. O sofrimento de Jó constituía um desafio à tradição teológica dos quatro amigos. E Eliú achava que, se pudesse deter o protesto de Jó contra Deus, o desafio desapareceria. Ele procurava mostrar que, sendo Jó tão insignificante diante da grandiosidade de Deus, não tinha o direito de interrogá-Lo” (Charles H. Betz).

Mas, Eliú estava equivocado em suas ideias filosóficas e teológicas. Betz continua: “O Senhor, por meio de perguntas similares [às de Eliú], queria que Jó visse que, se não conseguia compreender como Deus atua nos fenômenos naturais bem conhecidos, como poderia compreender por que Ele permite o sofrimento? Assustado, Eliú queria ver-se livre de Jó, ao passo que Deus, em Seu amor, desejava fazer com que Jó percebesse a diferença fundamental entre o Criador e a criação. O Senhor levou Jó a sério, ajudando-o a reconhecer o fato de que, mesmo que Deus explicasse todos os mistérios do sofrimento, Jó não conseguiria compreendê-los. O patriarca precisava crer simplesmente que Deus sabe o que faz”.

1. Precisamos mais de confiança em Deus do que compreensão e explicação de nossa situação.
2. Precisamos de um real encontro com Deus mais do que explicação de nossa intrigante situação.
3. Precisamos mais da atenção de Deus do que entendimento de nossa aflição.
4. Precisamos mais de Deus que de qualquer coisa.

Amigos, oremos: “Senhor, reaviva-nos sobrenaturalmente!” – Heber Toth Armí.



JÓ 37 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
26 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ 37 – Aqui encerra as discussões humanas. Fica mais que provadas que a sabedoria, filosofia e teologia sem a revelação direta de Deus são insuficientes para lidar com a verdade, a realidade e a espiritualidade.

Até agora, nenhum dos amigos sábios de Jó conseguiu dar uma resposta convincente sobre seu terrível sofrimento. Nem mesmo o jovem Eliú, com sua intrepidez, indo um pouco além dos veteranos, conseguiu colocar um ponto final na questão do sofrimento de Jó.

Abaixo estão os tópicos deste último discurso elaborado detalhadamente por John E. Hartley:

Quarto discurso de Eliú (36:1-37:24) 1. Introdução (36:1-4); 2. Métodos disciplinadores usados por Deus: a) O ensino principal (36:5-15); b) Advertência a Jó (36:16-25). 3. A grandeza de Deus: a) Glória visível de Deus na tempestade (36:26-37-13); b) Advertência a Jó (37:14-20). 4. O esplendor divino (37:21-24).

Warren W. Wiersbe destaca os seguintes tópicos da preleção de Eliú sobre o poder de Deus. Ele fala sobre o…

• Outono (36:27-37:7); • Inverno (vs. 6-10); • Primavera (vs. 11-13); • Verão (vs. 14-18).

“No entanto”, continua Wiersbe, “Eliú estava fazendo muito mais do que dar uma palestra científica sobre as quatro estações. Seu desejo era que Jó refletisse sobre a grandeza de Deus e as maravilhas da natureza e percebesse quão pouco sabia, de fato, sobre Deus e sua operação no mundo”.

Eliú enfatiza a grandeza de Deus para fazer Jó se calar. Consequentemente apresenta uma “beleza” que flui de Deus, mas essa beleza é “temível”. Por isso, ele diz: “Poderoso Deus, tão longe do nosso alcance!”

Na verdade, Deus está acessível a nós a través de Jesus (lembrando que a teologia é progressiva e Eliú possuía poucos raios da verdade, ele engatinhava no conhecimento de Deus).

Ao findar Eliú o seu discurso podemos destacar que…

• Não há descoberta da verdade independente de Deus. Deus é a fonte do conhecimento pleno, somente podemos saber o que é certo mediante Sua revelação. • As opiniões humanas diferem da revelação divina; a compreensão humana é falha diante da revelação divina, assim, os supostos sábios querem intimidar os fracos com argumentos retumbantes.

Por insuficiente informação verdadeira, atualmente muitos como Eliú veem o juízo, o encontro com Deus e o Seu agir como algo perigoso. Estude por si mesmo(a) e veja que é diferente! – Heber Toth Armí.



JÓ 35 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
24 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ 35 – Interpretação é assunto sério. É muito fácil deturpar a realidade, as palavras humanas e também a Palavra de Deus.

O raciocínio humano contaminado com o pecado não tem discernimento apropriado para avaliar corretamente nada.

1. Eliú deturpa as colocações ditas por Jó (vs. 1-3); “Eliú não concordou com a declaração de Jó, de que uma pessoa justa poderá sofrer tanto quanto um pecador. No entanto, ao combater esse conceito (verso 3), ele insinuou que Jó estava dizendo que os justos não terão finalmente nenhuma vantagem sobre os ímpios. Isso era uma distorção do ponto de vista de Jó” (Carol Ann Mayer-Marlow).

2. Eliú deturpa a teologia (vs. 4-8); segundo Eliú, “o pecado do homem não causa dano à soberania de Deus, e a justiça do homem não Lhe serve para nada” (William MacDonald), quando, na verdade, o que acontece na Terra afeta o Céu (ver Gênesis 6:11-13; 18:16, 17, 23-32; Êxodo 2:23-25; 22:21-24; Oséias 11:8; Mateus 9:36).

3. Eliú deturpa a realidade (vs. 9-16); a filosofia de Eliú é que sofredores não são sinceros ao clamar a Deus, eles apenas estão sendo interesseiros e egoístas a fim de livrarem-se dos sofrimentos. “O ponto fraco dessa posição é que ela pressupõe que os que continuam a sofrer não clamam a Deus corretamente” (Francis D. Nichol).

Nossas pressuposições interferem em toda e qualquer interpretação; se elas não vierem da Palavra de Deus, tendemos a adulterar todo assunto em que emitimos nossa opinião. O pecado distorce nossa visão; consequentemente, só com a restauração do Espírito Santo podemos obter discernimento.

Pessoas de mente obscura, de pensamentos turvos, de visão nebulosa chegam a conclusões absurdamente terríveis sobre tudo; pior é que emitem opiniões como se fossem convicções, criticam como se fossem donas da verdade. Eliú encerrou seus argumentos desse capítulo dizendo: “Jó, você só fala bobagens – nem sabe o que diz!” quando, na verdade, era Eliú que falava bobagens distorcendo o que Jó dissera.

“Desde que Satanás deturpou a Deus para Eva no Jardim do Éden, essa tática tem sido um de seus ardis preferidos. Consegue lembrar-se de um exemplo recente da maneira pela qual Satanás usa os críticos da igreja de Deus e seus dirigentes para torcer-lhes as atitudes e afirmações?” (Mayer-Marlow).

Fuja dessas táticas ardilosas! – Heber Toth Armí.



JÓ 34 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
23 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ 34 – Precisamos do auxílio do Espírito Santo para interpretar bem a Palavra divina, do contrário, favoreceremos ao diabo e desprezaremos a Deus.

Examine atentamente cada ponto deste capítulo:

1. O sábio pede “humildemente” que outros sábios avaliem suas palavras pensando serem incontestáveis (vs. 1-4).

2. O sábio segundo o mundo retrata indevidamente a situação de um sofredor; Eliú colocou palavras na boca de Jó que ele nunca disse. Jó nunca disse que agradar a Deus era perca de tempo (vs. 5-9).

3. O sábio fala o que pensa ser verdade sobre Deus, mas é apenas sua mera opinião. Para Eliú,

• Deus não faz nenhum mal a ninguém, mas cobra e faz cada indivíduo pagar por todos os seus atos (vs. 10-15);
• Deus não faz acepção de pessoas, Ele é justo a tal ponto de fazer cada devedor de justiça pagar até o último centavo (vs. 16-20);
• Deus é onisciente e está como um juiz perscrutador pronto a punir e humilhar àquele que fez por merecer (vs. 21-30).

4. O sábio que pensa que está com a razão se prevalece dos mais fracos e doentes (vs. 31-33).

5. O sábio desprovido do Espírito Santo ataca veementemente visando nocautear seu alvo com argumentos consistentes (vs. 34-37).

Para vencer argumentos que desafiam nossas crenças adulteramos as palavras ditas pela pessoa que estamos atacando. Para parecer mais coerente, sábio e lógico que nosso oponente tendemos a atacar os mais fracos com frases argumentativas que ferem ao invés de curar, que humilham ao invés de elevar, que oprimem ao invés de redimir.

Sun Tzu orienta: “Diante de uma larga frente de batalha, procure o ponto mais fraco e, ali, ataque com sua maior força”; já Agni Shakti alerta: “Na falta de argumento a ignorância usufrui da agressividade e da ofensa como modo de ataque”. Precisamos ir além de Eliú!

O livro em que estamos mergulhados em suas páginas não é o relato de um Deus cruel que provocou Satanás para infernizar a vida do coitado Jó. Sua mensagem vai muito além de um Deus que incita contendas, que permite o sofrimento por mera distração ou que instiga o inimigo a um duelo sem causa, ocasionando caos na existência humana.

Reflita: Obtenha sabedoria segundo Deus, não segundo o mundo! – Heber Toth Armí.



JÓ 32 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
21 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ 32 – Deus estava encurralado. Jó colocou o Criador do Universo num beco sem saída. Deus estava no banco dos réus. Seu caráter estava sendo julgado. Jó aparentemente se colocava acima da justiça divina. Já havia silenciado seus amigos com seus argumentos, agora quer respostas de Deus!

Eliú, aparentemente jovem, aparece do nada, para chamar a atenção de Jó e seus três amigos. Quando todos não tinham mais o que falar, Eliú tem novidades. Por ser um bom ouvinte, quem fala por último pode falar melhor. Quem ouve, medita; quem presta atenção nos mais velhos, pondera melhor seus pensamentos; quem avalia o que os outros dizem aprende a sabedoria.

O discurso de Eliú é único, sem réplica ou tréplica; é longo, profundo e impactante. Este capítulo é apenas uma introdução de sua preleção sobre o sofrimento e o Deus soberano. Eliú se apresenta; sendo jovem, havia permanecido em silêncio, respeitando os mais velhos; mas irritou-se, perdeu a paciência e, então, furioso e explodindo de raiva expôs sua opinião (vs. 1-5);

Eliú contesta alguns paradigmas tradicionais:

1. Nem sempre idade significa maturidade, inteligência e sabedoria; a sabedoria vem de Deus não da idade, nem da experiência e nem mesmo da faculdade (vs. 6-10);
2. Nem sempre pensar que ter razão significa ter razão, pode ser arrogância; Eliú acha que vai conseguir convencer a Jó daquilo que os outros três amigos fracassaram (vs. 11-22).

Embora muito educado, Eliú explodiu de raiva. Embora tenha honrado aos mais velhos com seu silêncio, Eliú agora passou a atacar a sabedoria e as ideias dos experientes com o quebrar do silêncio.

Sua ira se ascendeu; ele falou cheio de indignação…

• …Contra Jó, por ele justificar a si mesmo diante de Deus (v. 2);
• …Contra os três amigos filósofos de Jó, por condenarem Jó sem conseguir provar que Jó estava errado (v. 3);
• …Por ver os três sábios se renderem ao silêncio (v. 5).

Aplicações: Ser motivado pela…

• Raiva, indignação e ira não promove sabedoria, mas arrogância;
• Coragem, intrepidez e ousadia pode revelar insegurança;
• Força, vigor e raciocínio jovial só aparentará resolução aos dilemas da vida.

Eliú intentará dar a resposta que definirá a questão de Jó, será que conseguirá? Não perca, acompanhe até o fim. Seja perseverante!

Reavivemo-nos na Palavra! – Heber Toth Armí.



JÓ 31 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
20 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ – Nem todo sofrimento é colheita de pecados. O justo, às vezes, sofre mais que o ímpio, o sábio mais que o tolo, o bom mais que o mau…

Em seu indescritível sofrimento, Jó faz uma defesa judicial de sua integridade, ele revela que…

1. Não se envolveu com nenhuma imoralidade. Jó foi veementemente contra o adultério; desde o simples olhar à mulher alheia até consumação do ato lhe é repugnante. Como seria diferente nossa sociedade se todo homem estivesse disposto a ser punido por algum tipo de imoralidade praticada! (vs. 1-12).

2. Não se rendeu à rudeza e nem à frieza. Jó era justo com seus funcionários e compassivo com todos os seus semelhantes mesmo quando poderia tirar vantagens. Como seria diferente se nossos dirigentes, políticos e patrões tivessem um senso de bondade, justiça e equidade como Jó! (vs. 13-22, 31-32).

3. Não se apegou às riquezas. Jó não amou bens materiais mais que a Deus, nem idolatrou qualquer coisa no lugar de Deus. Quem dera todos os ricos fossem como Jó em suas atitudes (vs. 23-28).

4. Não se curvou às algemas do ódio. O ódio escraviza, promove sentimentos ruins e ações impuras. Quão bom seria se toda população odiasse mortalmente o ódio e almejasse apenas o bem a todos! (vs. 29-30).

5. Não se ateve diante da hipocrisia. Jó sabia claramente que, dos pecados que seus amigos o acusaram, era inverídico; ele não temia ser investigado. Nenhuma das “carapuças” indicadas serviram nele. Que maravilha seria se fôssemos mais íntegros e menos hipócritas! (vs. 33-40).

Jó emite um documento judicial de sua integridade. “Este testamento de inestimável valor é uma conclusão apropriada ‘das palavras de Jó’ (v. 40). É um juramento de liberação na forma de uma confissão negativa. O procedimento era bem-conhecido no sistema judiciário antigo. Um crime podia ser compensado se a pessoa criminosa rogasse sobre si uma maldição […]. Jó 31 alista crimes específicos, negando-os todos. A fórmula que Jó emprega é: ‘Se fiz X, então me aconteça Y!’ X é o crime; Y é a penalidade” (Francis I. Andersen).

Contudo, ao findar seu livro, Jó muda de ideia sobre si mesmo: “Retrato-me e arrependo-me”. Só avançando em nosso estudo entenderemos tal mudança de atitude que também devemos ter! – Heber Toth Armí.



JÓ 30 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
19 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ 30 – Quando a vida vira de “cabeça para baixo” a reviravolta vivida pelo indivíduo não é nada agradável. A desgraça ofusca a graça. O sofrimento rouba o contentamento. A angústia promove a lamúria. As canções se transformam em reclamações.

Das boas recordações cheias de nostalgia do capítulo anterior, Jó mergulha fundo num mar de lamentações devido a sua situação caótica do presente (vs. 1-15):

1. Alvo de piadas de jovens arrogantes e mal-educados;
2. Considerado o excluído dos excluídos pelos pais dos jovens mal-educados, pior que cachorro velho, enxotado pelas pessoas, faminto;
3. Sua reputação foi atirada ao chão, sua honra tornou-se desprezo, insulto e zombaria;
4. O apreço que tinham por ele virou ódio, todos o desprezam.

Jó interpreta que Deus é causador dessa desgraça terrível que lhe acometera (vs. 16-19). Mesmo assim, ele ora a Deus, conta-Lhe como está sentindo, expressa com sinceridade a frustração de sua alma (vs. 20-31).

Jó…

• …recebe o mal depois de ter feito o bem;
• …foi encoberto de trevas, quando só buscava a luz;
• …planta sementes boas, e tem uma colheita de ervas daninhas;
• …viveu o amor, recebeu toneladas de dor;
• …promoveu a paz, e foi jogado no meio da tempestade;
• …ajudou aos outros quando podia, porém quando precisou ninguém o acudia.

A lei da vida estava invertida para Jó, assim como esteve para Abel, Daniel, Jesus Estevão, Paulo e todos aqueles que viveram/vivem piedosamente neste mundo injusto e deprimente (II Timóteo 3:12).

Injustiça! Na Bíblia, a pergunta “Até quando?” aparece aproximadamente 50 vezes. O Salmo 13 expressa quatro vezes:

• Até quando, ó Senhor, esquecer-te às de mim para sempre?
• Até quando esconderás de mim o teu rosto?
• Até quando consultarei com a minha alma, tendo tristeza no meu coração a cada dia?
• Até quando se exaltará sobre mim o meu inimigo?

Até quando veremos o bem encurralando o mal, a injustiça suplantando a justiça, o ódio pisando no amor… crianças/moças inocentes sendo estupradas, estranguladas…?

Em Apocalipse 6:9-10 os mártires clamam por justiça: “Até quando, ó verdadeiro e santo Soberano, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam na terra?”

Resposta: Até Jesus voltar! Ele virá fazer justiça, nenhuma injustiça será negligenciada, nenhum ato de amor desconsiderado. Jó e todo piedoso serão recompensados! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



JÓ 28 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
17 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ 28 – Ser sábio deveria ser o objetivo principal de todo mortal a fim de saber viver bem os poucos dias de vida que tem. Este capítulo mostra crescimento e maturidade em Jó que progrediu no conhecimento através do sofrimento.

“Jó nos ensina uma lição muito valiosa. Quanto maior o sofrimento, tanto melhor determinamos o que verdadeiramente importa, e isto nos faz voltar ao começo. O sofrimento no ajuda a discernir as nossas prioridades e nos concentrar nos objetivos certos” (Charles R. Swindoll).

A sabedoria é essencial em cada situação da vida, e Jó demonstra o valor dado a ela. John E. Hartley chama este capítulo de “hino da sabedoria”, dividindo-o em quatro partes:

• Habilidade humana para a mineração (vs. 1-11);
• Valor da sabedoria, não pode ser comparada (vs. 12-19);
• Deus conhece a sabedoria (vs. 20-27);
• Sabedoria para a humanidade (v. 28).

O auge da sabedoria está na conclusão do capítulo: “O temor do Senhor é a sabedoria, e o afastar-se do mal é ter entendimento”.

Compare a definição da sabedoria de Jó 28:28 com Provérbios 1:7 e 9:10. Creio ser essa a definição mais nobre de sabedoria, por conseguinte, “você pode obter quatro diplomas de doutorado e nunca alcançar sabedoria ou entendimento. Com certeza não é o estudo superior que vai fazê-lo temer ao Senhor. Mesmo as melhores universidades não oferecem um curso sobre o temor do Senhor. A fonte? Deus e só Deus. Por ‘temor do Senhor’ estou me referindo a um grande respeito por Deus, acompanhado de ódio pessoal pelo pecado” (Swindoll).

• A sabedoria verdadeira não está nas riquezas, nem nas habilidades humanas, nas escolas ou universidades deste mundo, nem na ciência e também não está na tecnologia, por mais avançada que seja (vs. 1-19).
• A sabedoria pode estar com cada pessoa apenas quando aceita a revelação de Deus (a Bíblia) com reverência e submissão para sua vida (vs. 20-28).
• Medite na introdução do livro de Provérbios que começa no capítulo 1 e termina no capítulo 9, ali terás incentivo intenso para viver sabiamente.

Jesus é a essência da sabedoria (I Coríntios 1:30; Colossenses 2:3) e o mais alto nível de sabedoria é ser sábio para a salvação (II Timóteo 3:15)! Vamos dedicar tempo para aprofundar-se visando obter verdadeira sabedoria. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



JÓ 26 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
15 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ 26 – Uma fé rasa vacila frente a qualquer vento que soprar; porém, uma fé viva resiste até aos mais fortes vendavais que solapam toda nossa estabilidade. A forma como alimentamos nossa fé determinará como lidaremos com as calamidades que assaltam este mundo corrompido pelo pecado.

Os amigos de Jó esgotaram seus depósitos de conhecimento teológico ligado ao sofrimento. Jó ergue sua voz para confrontá-los, mostrando a fragilidade dos que criam ser sábios. O teólogo Paul R. House observa que a resposta de Jó teve três partes: Jó…

• …contesta o sistema de crença dos seus amigos, argumentando que as pessoas más nem sempre sofrem (21:1-34); Deus os deixa prosperar.
• …confessa que busca saber por que a justiça parece invertida, mas que ainda não conseguiu uma resposta adequada (23:1-24:23).
• …se recusa a confessar os pecados que não cometeu (26:1-27:23).

O mesmo teólogo, após sistematizar estes pontos, analisa e conclui que até aquele momento, com todos aqueles diálogos filosóficos, ainda “os caminhos de Deus permanecem sob julgamento; o caráter divino ainda está sob escrutínio. As confissões de fé não interromperam a busca inexorável de Jó por uma completa compreensão”.

“Esta é a mensagem religiosa do livro: o homem deve persistir na fé até mesmo quando seu espírito não encontra sossego”, explica o comentário introdutório da Bíblia de Jerusalém.

Este capítulo demonstra que:

1. A filosofia e a teologia sem discernimento espiritual é deliberadamente inútil para consolar, confortar e salvar o sofredor de suas dores (vs. 1-4).
2. Às vezes é preciso ser sarcástico com aqueles que pensam serem donos da verdade, quando, na verdade, estão falando um monte de bobagens (vs. 2-4);
3. Há situações em que é necessário mostrar aos interlocutores equivocados que além de suas proposições há mais informações do que imaginam (vs. 5-14).

Os versículos 12 e 13 falam que Deus “abate o adversário” e “fere o dragão veloz [Leviatã]”. Parece que Jó tem uma ideia de que seu caso envolvia forças misteriosas do mal. A teologia do Grande Conflito ainda era embrionária na mente dos servos de Deus, mas já fazia sentido para explicar o que nenhuma outra teoria explicava satisfatoriamente.

É importante ir além da superfície teológica e ser um observador do todo, para não se apegar a ideias minúsculas! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.