Reavivados por Sua Palavra


JÓ 34 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
23 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ 34 – Precisamos do auxílio do Espírito Santo para interpretar bem a Palavra divina, do contrário, favoreceremos ao diabo e desprezaremos a Deus.

Examine atentamente cada ponto deste capítulo:

1. O sábio pede “humildemente” que outros sábios avaliem suas palavras pensando serem incontestáveis (vs. 1-4).

2. O sábio segundo o mundo retrata indevidamente a situação de um sofredor; Eliú colocou palavras na boca de Jó que ele nunca disse. Jó nunca disse que agradar a Deus era perca de tempo (vs. 5-9).

3. O sábio fala o que pensa ser verdade sobre Deus, mas é apenas sua mera opinião. Para Eliú,

• Deus não faz nenhum mal a ninguém, mas cobra e faz cada indivíduo pagar por todos os seus atos (vs. 10-15);
• Deus não faz acepção de pessoas, Ele é justo a tal ponto de fazer cada devedor de justiça pagar até o último centavo (vs. 16-20);
• Deus é onisciente e está como um juiz perscrutador pronto a punir e humilhar àquele que fez por merecer (vs. 21-30).

4. O sábio que pensa que está com a razão se prevalece dos mais fracos e doentes (vs. 31-33).

5. O sábio desprovido do Espírito Santo ataca veementemente visando nocautear seu alvo com argumentos consistentes (vs. 34-37).

Para vencer argumentos que desafiam nossas crenças adulteramos as palavras ditas pela pessoa que estamos atacando. Para parecer mais coerente, sábio e lógico que nosso oponente tendemos a atacar os mais fracos com frases argumentativas que ferem ao invés de curar, que humilham ao invés de elevar, que oprimem ao invés de redimir.

Sun Tzu orienta: “Diante de uma larga frente de batalha, procure o ponto mais fraco e, ali, ataque com sua maior força”; já Agni Shakti alerta: “Na falta de argumento a ignorância usufrui da agressividade e da ofensa como modo de ataque”. Precisamos ir além de Eliú!

O livro em que estamos mergulhados em suas páginas não é o relato de um Deus cruel que provocou Satanás para infernizar a vida do coitado Jó. Sua mensagem vai muito além de um Deus que incita contendas, que permite o sofrimento por mera distração ou que instiga o inimigo a um duelo sem causa, ocasionando caos na existência humana.

Reflita: Obtenha sabedoria segundo Deus, não segundo o mundo! – Heber Toth Armí.



JÓ 32 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
21 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ 32 – Deus estava encurralado. Jó colocou o Criador do Universo num beco sem saída. Deus estava no banco dos réus. Seu caráter estava sendo julgado. Jó aparentemente se colocava acima da justiça divina. Já havia silenciado seus amigos com seus argumentos, agora quer respostas de Deus!

Eliú, aparentemente jovem, aparece do nada, para chamar a atenção de Jó e seus três amigos. Quando todos não tinham mais o que falar, Eliú tem novidades. Por ser um bom ouvinte, quem fala por último pode falar melhor. Quem ouve, medita; quem presta atenção nos mais velhos, pondera melhor seus pensamentos; quem avalia o que os outros dizem aprende a sabedoria.

O discurso de Eliú é único, sem réplica ou tréplica; é longo, profundo e impactante. Este capítulo é apenas uma introdução de sua preleção sobre o sofrimento e o Deus soberano. Eliú se apresenta; sendo jovem, havia permanecido em silêncio, respeitando os mais velhos; mas irritou-se, perdeu a paciência e, então, furioso e explodindo de raiva expôs sua opinião (vs. 1-5);

Eliú contesta alguns paradigmas tradicionais:

1. Nem sempre idade significa maturidade, inteligência e sabedoria; a sabedoria vem de Deus não da idade, nem da experiência e nem mesmo da faculdade (vs. 6-10);
2. Nem sempre pensar que ter razão significa ter razão, pode ser arrogância; Eliú acha que vai conseguir convencer a Jó daquilo que os outros três amigos fracassaram (vs. 11-22).

Embora muito educado, Eliú explodiu de raiva. Embora tenha honrado aos mais velhos com seu silêncio, Eliú agora passou a atacar a sabedoria e as ideias dos experientes com o quebrar do silêncio.

Sua ira se ascendeu; ele falou cheio de indignação…

• …Contra Jó, por ele justificar a si mesmo diante de Deus (v. 2);
• …Contra os três amigos filósofos de Jó, por condenarem Jó sem conseguir provar que Jó estava errado (v. 3);
• …Por ver os três sábios se renderem ao silêncio (v. 5).

Aplicações: Ser motivado pela…

• Raiva, indignação e ira não promove sabedoria, mas arrogância;
• Coragem, intrepidez e ousadia pode revelar insegurança;
• Força, vigor e raciocínio jovial só aparentará resolução aos dilemas da vida.

Eliú intentará dar a resposta que definirá a questão de Jó, será que conseguirá? Não perca, acompanhe até o fim. Seja perseverante!

Reavivemo-nos na Palavra! – Heber Toth Armí.



JÓ 31 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
20 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ – Nem todo sofrimento é colheita de pecados. O justo, às vezes, sofre mais que o ímpio, o sábio mais que o tolo, o bom mais que o mau…

Em seu indescritível sofrimento, Jó faz uma defesa judicial de sua integridade, ele revela que…

1. Não se envolveu com nenhuma imoralidade. Jó foi veementemente contra o adultério; desde o simples olhar à mulher alheia até consumação do ato lhe é repugnante. Como seria diferente nossa sociedade se todo homem estivesse disposto a ser punido por algum tipo de imoralidade praticada! (vs. 1-12).

2. Não se rendeu à rudeza e nem à frieza. Jó era justo com seus funcionários e compassivo com todos os seus semelhantes mesmo quando poderia tirar vantagens. Como seria diferente se nossos dirigentes, políticos e patrões tivessem um senso de bondade, justiça e equidade como Jó! (vs. 13-22, 31-32).

3. Não se apegou às riquezas. Jó não amou bens materiais mais que a Deus, nem idolatrou qualquer coisa no lugar de Deus. Quem dera todos os ricos fossem como Jó em suas atitudes (vs. 23-28).

4. Não se curvou às algemas do ódio. O ódio escraviza, promove sentimentos ruins e ações impuras. Quão bom seria se toda população odiasse mortalmente o ódio e almejasse apenas o bem a todos! (vs. 29-30).

5. Não se ateve diante da hipocrisia. Jó sabia claramente que, dos pecados que seus amigos o acusaram, era inverídico; ele não temia ser investigado. Nenhuma das “carapuças” indicadas serviram nele. Que maravilha seria se fôssemos mais íntegros e menos hipócritas! (vs. 33-40).

Jó emite um documento judicial de sua integridade. “Este testamento de inestimável valor é uma conclusão apropriada ‘das palavras de Jó’ (v. 40). É um juramento de liberação na forma de uma confissão negativa. O procedimento era bem-conhecido no sistema judiciário antigo. Um crime podia ser compensado se a pessoa criminosa rogasse sobre si uma maldição […]. Jó 31 alista crimes específicos, negando-os todos. A fórmula que Jó emprega é: ‘Se fiz X, então me aconteça Y!’ X é o crime; Y é a penalidade” (Francis I. Andersen).

Contudo, ao findar seu livro, Jó muda de ideia sobre si mesmo: “Retrato-me e arrependo-me”. Só avançando em nosso estudo entenderemos tal mudança de atitude que também devemos ter! – Heber Toth Armí.



JÓ 30 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
19 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ 30 – Quando a vida vira de “cabeça para baixo” a reviravolta vivida pelo indivíduo não é nada agradável. A desgraça ofusca a graça. O sofrimento rouba o contentamento. A angústia promove a lamúria. As canções se transformam em reclamações.

Das boas recordações cheias de nostalgia do capítulo anterior, Jó mergulha fundo num mar de lamentações devido a sua situação caótica do presente (vs. 1-15):

1. Alvo de piadas de jovens arrogantes e mal-educados;
2. Considerado o excluído dos excluídos pelos pais dos jovens mal-educados, pior que cachorro velho, enxotado pelas pessoas, faminto;
3. Sua reputação foi atirada ao chão, sua honra tornou-se desprezo, insulto e zombaria;
4. O apreço que tinham por ele virou ódio, todos o desprezam.

Jó interpreta que Deus é causador dessa desgraça terrível que lhe acometera (vs. 16-19). Mesmo assim, ele ora a Deus, conta-Lhe como está sentindo, expressa com sinceridade a frustração de sua alma (vs. 20-31).

Jó…

• …recebe o mal depois de ter feito o bem;
• …foi encoberto de trevas, quando só buscava a luz;
• …planta sementes boas, e tem uma colheita de ervas daninhas;
• …viveu o amor, recebeu toneladas de dor;
• …promoveu a paz, e foi jogado no meio da tempestade;
• …ajudou aos outros quando podia, porém quando precisou ninguém o acudia.

A lei da vida estava invertida para Jó, assim como esteve para Abel, Daniel, Jesus Estevão, Paulo e todos aqueles que viveram/vivem piedosamente neste mundo injusto e deprimente (II Timóteo 3:12).

Injustiça! Na Bíblia, a pergunta “Até quando?” aparece aproximadamente 50 vezes. O Salmo 13 expressa quatro vezes:

• Até quando, ó Senhor, esquecer-te às de mim para sempre?
• Até quando esconderás de mim o teu rosto?
• Até quando consultarei com a minha alma, tendo tristeza no meu coração a cada dia?
• Até quando se exaltará sobre mim o meu inimigo?

Até quando veremos o bem encurralando o mal, a injustiça suplantando a justiça, o ódio pisando no amor… crianças/moças inocentes sendo estupradas, estranguladas…?

Em Apocalipse 6:9-10 os mártires clamam por justiça: “Até quando, ó verdadeiro e santo Soberano, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam na terra?”

Resposta: Até Jesus voltar! Ele virá fazer justiça, nenhuma injustiça será negligenciada, nenhum ato de amor desconsiderado. Jó e todo piedoso serão recompensados! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



JÓ 28 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
17 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ 28 – Ser sábio deveria ser o objetivo principal de todo mortal a fim de saber viver bem os poucos dias de vida que tem. Este capítulo mostra crescimento e maturidade em Jó que progrediu no conhecimento através do sofrimento.

“Jó nos ensina uma lição muito valiosa. Quanto maior o sofrimento, tanto melhor determinamos o que verdadeiramente importa, e isto nos faz voltar ao começo. O sofrimento no ajuda a discernir as nossas prioridades e nos concentrar nos objetivos certos” (Charles R. Swindoll).

A sabedoria é essencial em cada situação da vida, e Jó demonstra o valor dado a ela. John E. Hartley chama este capítulo de “hino da sabedoria”, dividindo-o em quatro partes:

• Habilidade humana para a mineração (vs. 1-11);
• Valor da sabedoria, não pode ser comparada (vs. 12-19);
• Deus conhece a sabedoria (vs. 20-27);
• Sabedoria para a humanidade (v. 28).

O auge da sabedoria está na conclusão do capítulo: “O temor do Senhor é a sabedoria, e o afastar-se do mal é ter entendimento”.

Compare a definição da sabedoria de Jó 28:28 com Provérbios 1:7 e 9:10. Creio ser essa a definição mais nobre de sabedoria, por conseguinte, “você pode obter quatro diplomas de doutorado e nunca alcançar sabedoria ou entendimento. Com certeza não é o estudo superior que vai fazê-lo temer ao Senhor. Mesmo as melhores universidades não oferecem um curso sobre o temor do Senhor. A fonte? Deus e só Deus. Por ‘temor do Senhor’ estou me referindo a um grande respeito por Deus, acompanhado de ódio pessoal pelo pecado” (Swindoll).

• A sabedoria verdadeira não está nas riquezas, nem nas habilidades humanas, nas escolas ou universidades deste mundo, nem na ciência e também não está na tecnologia, por mais avançada que seja (vs. 1-19).
• A sabedoria pode estar com cada pessoa apenas quando aceita a revelação de Deus (a Bíblia) com reverência e submissão para sua vida (vs. 20-28).
• Medite na introdução do livro de Provérbios que começa no capítulo 1 e termina no capítulo 9, ali terás incentivo intenso para viver sabiamente.

Jesus é a essência da sabedoria (I Coríntios 1:30; Colossenses 2:3) e o mais alto nível de sabedoria é ser sábio para a salvação (II Timóteo 3:15)! Vamos dedicar tempo para aprofundar-se visando obter verdadeira sabedoria. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



JÓ 26 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
15 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ 26 – Uma fé rasa vacila frente a qualquer vento que soprar; porém, uma fé viva resiste até aos mais fortes vendavais que solapam toda nossa estabilidade. A forma como alimentamos nossa fé determinará como lidaremos com as calamidades que assaltam este mundo corrompido pelo pecado.

Os amigos de Jó esgotaram seus depósitos de conhecimento teológico ligado ao sofrimento. Jó ergue sua voz para confrontá-los, mostrando a fragilidade dos que criam ser sábios. O teólogo Paul R. House observa que a resposta de Jó teve três partes: Jó…

• …contesta o sistema de crença dos seus amigos, argumentando que as pessoas más nem sempre sofrem (21:1-34); Deus os deixa prosperar.
• …confessa que busca saber por que a justiça parece invertida, mas que ainda não conseguiu uma resposta adequada (23:1-24:23).
• …se recusa a confessar os pecados que não cometeu (26:1-27:23).

O mesmo teólogo, após sistematizar estes pontos, analisa e conclui que até aquele momento, com todos aqueles diálogos filosóficos, ainda “os caminhos de Deus permanecem sob julgamento; o caráter divino ainda está sob escrutínio. As confissões de fé não interromperam a busca inexorável de Jó por uma completa compreensão”.

“Esta é a mensagem religiosa do livro: o homem deve persistir na fé até mesmo quando seu espírito não encontra sossego”, explica o comentário introdutório da Bíblia de Jerusalém.

Este capítulo demonstra que:

1. A filosofia e a teologia sem discernimento espiritual é deliberadamente inútil para consolar, confortar e salvar o sofredor de suas dores (vs. 1-4).
2. Às vezes é preciso ser sarcástico com aqueles que pensam serem donos da verdade, quando, na verdade, estão falando um monte de bobagens (vs. 2-4);
3. Há situações em que é necessário mostrar aos interlocutores equivocados que além de suas proposições há mais informações do que imaginam (vs. 5-14).

Os versículos 12 e 13 falam que Deus “abate o adversário” e “fere o dragão veloz [Leviatã]”. Parece que Jó tem uma ideia de que seu caso envolvia forças misteriosas do mal. A teologia do Grande Conflito ainda era embrionária na mente dos servos de Deus, mas já fazia sentido para explicar o que nenhuma outra teoria explicava satisfatoriamente.

É importante ir além da superfície teológica e ser um observador do todo, para não se apegar a ideias minúsculas! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



JÓ 19 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
8 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ 19 – A vida é marcada pela dor, mas a vida cristã é recheada de esperança. A caminhada cristã não é sem sofrimento; contudo, o cristão é motivado por elevadas expectativas. Os grandes homens do passado sofreram, tais como os patriarcas, profetas e reis, até mesmo os apóstolos no Novo Testamento – dos quais muitos se tornaram mártires por causa de sua fé.

Os grandes teólogos da igreja primitiva e também grandes reformadores enfrentaram amargos sofrimentos. Alguns foram perseguidos, como John Wycliffe; outros foram queimados vivos, como John Huss e Girolamo Savonarola; e, outros foram até esquartejados, como William Tyndale. Muitos, como Lutero, foram difamados e acusados tanto pela igreja quanto pelo estado. Contudo, todos eles resistiram porque tiveram esperança.

Jó, se não tivesse esperança, teria dado fim a sua vida ou desistido de Deus. A esperança é tão real para o cristão quanto o é o sofrimento. Jó é nosso exemplo bíblico de como o cristão enfrenta a dor; além disso, sua história revelada do ponto de vista divino ajuda-nos entender muitos mistérios sobre aquilo que incomoda nossa paz, alegria e felicidade.

No capítulo em questão, Jó se sente…

• …provocado pelas palavras cruéis de seus amigos que tinham como alvo lhe oprimir, esmagar e destruir (vs. 1-4);
• …como um animal preso em uma rede (v. 6);
• …como um réu no tribunal (v. 7);
• …como um viajante impedido de seguir seu caminho (v. 8);
• …como um rei destituído de seu trono (v. 9);
• …como uma construção devastada (v. 10);
• …como uma árvore extirpada (v. 10);
• …como uma cidade cercada (vs. 11-12);
• …isolado, solitário (vs. 13-22);
• …motivado pela esperança (vs. 23-29).

Temos que aprender com Jó, que, apesar de intensos sofrimentos, sabia que seu fim não seria trágico; sabia para onde ia e que lá chegaria, ainda que passasse pela morte. Essa esperança o manteve resoluto em sua fé. Ele não se rendeu ao pecado, não vendeu sua alma ao diabo.

Quem crê na esperança de Jó, pode gritar como ele em meio a mais terrível dor: “Eu sei que meu Redentor vive e por fim se levantará… Vê-lo ei por mim mesmo…”

Certamente, a vida cristã não é indolor, mas, verdadeiramente, temos um libertador! Essa esperança nos fortalece para avançar na trajetória cristã! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



JÓ 18 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
7 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ 18 – As acirradas acusações de mais de uma pessoa faz o acusado perverter sua autoimagem. Esse alvo tinham os amigos de Jó ao pronunciar suas preleções analíticas sobre ele.

Veja bem, Jó enfrentava as consequentes descrições que Bildade fez do ser humano perverso:

• Calamidades lhe sobrevieram famintas e a miséria estava alerta ao seu lado (v. 12);
• Ele foi arrancado de seu lar confortante e levado ao rei dos terrores (v. 13);
• Seus queridos se afastaram como se em sua casa tivesse enxofre (v. 14);
• Seus dez filhos morreram, não ficou nenhum descendente em suas moradas (v. 19);
• Os amigos que vieram de longe se espantaram e foram tomados de terror calando-se por 7 dias ao encontraram-no em sua situação caótica e deprimente (v. 20).

Bildade fez aplicação direta de seu “sermão”: “Tais são, na verdade, as moradas do perverso, e este é o paradeiro do que não conhece a Deus”. Nem precisa ser bom intérprete para sintetizar o que Bildade cria: Jó era um perverso que não conhecia a Deus.

Para provar isto, Bildade elaborou seus argumentos sobre o perverso com grande critério e sabedoria retórica e didática desde a introdução de sua fala (vs. 1-11), na qual incluiu profecias pessimistas (vs. 16-18), direcionando tudo a Jó com maestria. No final afirmou ter apresentado a verdade (v. 21).

Enquanto Bildade preparava sermões o justo Jó – classificado por ele como perverso, Jó elevava a Deus a mais sincera das orações. Observe atentamente esta citação de Jean-Nicolas Grou: “Deixemos nosso sofrimento ser carregado por Deus. Sofra com submissão e paciência em Jesus, e você terá oferecido a mais excelente oração”.

Enfim, que dizer daqueles que agem como Bildade? Esses são…

• amigos que prezam pela própria vaidade, defendem com maestria seus pontos de vistas aparentando ser possuidor de sabedoria; entretanto, são desprovidos do verdadeiro amor pelos sofredores.
• rápidos em fazer análises, comparações, poesias retóricas e profecias teóricas, baseando-se em fatos visíveis; contudo, não dão a mínima para o desabafo dos aflitos.
• temerosos em ser desmascarados em suas tolices e conceitos falhos, consequentemente, tornam-se arrogantes e ferinos em seus fortes argumentos lógicos.
• orgulhosamente religiosos, defendem a Deus e Sua intolerância à injustiça, mas suas aplicações são absolutamente equivocadas.

Deus nos livre de sermos amigos como Bildade! – Heber Toth Armí.



JÓ 17 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
6 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ 17 – Temos dificuldades em reconciliar o amor de Deus com o sofrimento de Seus filhos aqui neste mundo. Também, quando o assunto é sofrimento parece que temos dificuldades em compreender o poder de Deus. Isso porque cremos que, se Deus ama, Seus filhos não deveriam sofrer; se Deus é poderoso, deveria livrar-nos do sofrimento.

O livro de Jó quebra com nossos conceitos pré-formados sobre Deus. Ao estudar os diálogos de Jó com seus amigos considerando toda informação do contexto do livro, nossa interpretação sobre Deus alcança níveis nunca antes alcançados.

Antes de avançar, reflita no que escreveu Hernandes Dias Lopes:

“É bem verdade que ninguém compreendeu a saga de Jó. Satanás estava errado porque pensou que um homem não poderia amar a Deus mais do que o dinheiro, à família e à própria vida. A mulher de Jó estava errada porque pensou que Deus não pode ser adorado no sofrimento. Os amigos de Jó estavam errados porque pensaram que Jó estava sofrendo por algum pecado cometido. Jó estava errado porque pensou que Deus que Deus o afligira sem causa”.

Nossas interpretações serão sempre equivocadas sem a interpretação que Deus dá para toda e qualquer situação.

• O destino traçado pelo sofrimento só apresenta a sepultura como “esperança” (v. 1). Entretanto, aquele que tem comunhão com Deus será levado a procurar esperança além da sepultura, solução para o desespero e esperança além da morte (vs. 13-16).

• O sofredor acusado injustamente anseia por um auxiliador (vs. 2-3) e avança ciente da sua justiça, preservando seus princípios na caminhada da vida (v. 9).

• Emoções negativas cegam ao sofredor diante da dor; por isso, suas interpretações sobre si mesmo, sobre seu mundo e sobre Deus são confusas (vs. 4-8); porém, com oração é possível distinguir a falsa sabedoria da verdadeira sabedoria, mesmo quando se anela entender muito mais (vs. 10-12).

Jó é exemplo de pessoas transparentes na oração. Em sua época, a revelação da Bíblia estava no alvorecer, ele ansiava pela esperança que nós temos. Apesar do desespero em que se encontrava, a sepultura foi seu estímulo para procurar esperança!

Substitua poesias de morte por profecias de vida: Valorize a esperança depositada por Jesus em nosso coração!

Não temos muito que esperar deste mundo, esperemos em Deus! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



JÓ 13 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
2 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ 13 – Tem muitas coisas que sabemos, mas Jó não sabia. A revelação é gradativa. A Bíblia demorou aproximadamente 1600 anos para ser concluída. O livro de Jó foi o primeiro a ser inspirado pelo Espírito Santo neste mundo pecaminoso. Contudo, é possível que nossa fé não seja tão sólida como a de Jó. Isso é lamentável!

O que sabemos (ou deveríamos saber) que Jó não sabia? Dentre tantas coisas, observe esta reflexão oriunda da pena de Rodolfo Gorski:

“Quando aceitamos a Cristo como Salvador, não recebemos nenhuma apólice de seguro de saúde e de proteção contra os resultados do pecado neste mundo. Por isso, todos os cristãos estão sujeitos aos acidentes, às doenças e até à morte. Todavia, é gratificante notificar que, ao aceitarmos a Cristo e nEle permanecermos, Deus nos concede a apólice de vida eterna, com todas as garantias. Essa apólice vem autenticada pelo sangue do próprio autor da vida, Jesus Cristo”.

Também temos a história de Jó que nos ensina preciosas lições espirituais para fortalecer a nossa fé que ele, obviamente, não tinha. Neste capítulo, Jó continua seu discurso, do qual temos:

• Ele falando com seus amigos. Indignado, em meio à dor e aos ataques ferinos da parte deles, Jó declarou que falaria com Deus; pois, não adiantava nada falar com eles, era pior ouvir suas palavras que seu silêncio (vs. 1-5). Assim como os amigos de Jó, na hora de ajudar um amigo na dor, muitos agem como charlatões, como médicos que dão receitas erradas, ou como advogados fraudulentos (vs. 6-12).

• Ele expressa esperança antes de dirigir-se diretamente a Deus. Mesmo sofrendo, Jó tem certeza da existência de Deus . Ele não tem medo de Deus, mas confiança. Em meio a mais terrível dor, Jó se rende ao Senhor antes de falar com Ele (vs. 13-19). É lamentável que, mesmo possuindo muito mais informações reveladas, nossa fé pode nem chegar perto da confiança de Jó em Deus.

• Ao orar a Deus, Jó Lhe faz dois pedidos (vs. 20-28):

1. Tira de mim as aflições.
2. Fala comigo para que eu possa responder.

Como Jó, em meio ao sofrimento precisamos aprender a fugir para Deus, não a fugir dEle. Por que afastar-se de Deus, se Ele é nossa única esperança? – Heber Toth Armí.

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