Reavivados por Sua Palavra


SALMO 15 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
15 de novembro de 2016, 0:45
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SALMO 15 – A maior e mais nobre aspiração de um ser humano é desejar fazer parte daqueles que moram/morarão com Deus. O Salmo 15 dá o norte para que o anseio e sonho de morar com Deus torne-se realidade:

“Ande direito,
Faça o que é certo,
Fale a verdade.

Não machuque seu amigo,
Não acuse o próximo;
Menospreze o desprezível.

Mantenha sua palavra, mesmo quando tiver prejuízo,
Viva de maneira honesta,
Jamais aceite propina”.

Simples, não? Para que isso seja possível é necessário ser integralmente livre do pecado e totalmente comprometido com Deus. Aliás, a única forma de cumprir os requisitos do Salmo é morrer para o eu a fim de que Jesus viva em nosso lugar (Gálatas 2:20).

“As dez características daqueles que estão aptos a receber o convite para entrar na casa de Deus são paralelas aos dez mandamentos, com ênfase nos seis últimos mandamentos. Segundo o Talmude judaico, todos os 613 mandamentos da Torah se encontram resumidos nesta passagem” (Bíblia de Estudo Andrews).

O plano de salvação visa libertar o pecador da escravidão do pecado e torná-lo apto a servir ao Senhor livremente. Somente assim viveremos conforme orientado pelo salmo.

“O versículo 2 cita três áreas fundamentais da vida – um caráter irrepreensível, uma conduta reta e palavras verdadeiras – aplicadas de modo prático e específico nos versículos 3 a 5a. Tendo essas três virtudes básicas, procuraremos desenvolvê-las em todas as áreas de nossa vida e seremos obedientes ao Senhor. Os verbos ‘viver, praticar e falar’ encontram-se no presente do indicativo, mostrando que o cristão devoto obedece ao Senhor a todo tempo e sempre procura Lhe agradar” (Warren W. Wiersbe).

• Quem vive conforme Deus especificou no Salmo 15 não precisa viver na incerteza das preocupações da vida.

• Quem aceita aplicar os requisitos do Salmo 15 para viver na presença de Deus não será abalado nem no presente nem no futuro.

• Quem vive à altura do ideal de Deus aqui viverá nas alturas celestiais eternamente!

Apenas Jesus cumpriu satisfatoriamente cada um dos itens deste Salmo. Somente entregando-se a Ele poderemos estar junto a Deus hoje (João 14:6) e na eternidade, no Céu futuramente (João 14:1-3). Então, vamos deixar Jesus aplicar os resultados da cruz em nossa vida. Reavivemo-nos!

Compartilhe ao máximo esta boa notícia! – Heber Toth Armí.



SALMO 8 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
8 de novembro de 2016, 0:45
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SALMO 8 – Nesta vida agitada, corrida e estressante, tire tempo para observar demoradamente o céu durante uma noite sem nuvens. Se possível, vá a um lugar sem luz, para que nada ofusque o maravilhoso brilho dos astros siderais.

Ali reflita: Qual é o tamanho do universo? Quão organizado e universo é o espaço sideral? Quem fez tudo isso? Francis Bacon disse que “um pouco de filosofia leva a mente humana ao ateísmo, mas a profundidade da filosofia leva-a para a religião”.

Davi, certa vez olhou ao céu estrelado, refletiu… e, então, concluiu com uma frase que abre e fecha seu Salmo: “Eterno, majestoso Senhor, teu nome é famoso em toda a terra!” (vs. 1, 9).

Entre esses dois versículos iguais, o poeta considerou três temas:

1. As crianças de peito que abafam a fala dos inimigos e silenciam “a conversa fiada dos ateus” (v. 2);
2. Os céus que revelam a grandiosidade de Deus e Sua preocupação com criaturas insignificantes como os seres humanos (vs. 3-4);
3. Os seres humanos criados com grandes capacidades que superam aos animais, com tantas habilidades que quase se equiparam a Deus (vs. 5-8).

“Lida propriamente, a Bíblia é a força mais potente para o ateísmo jamais concebida”, declarou Isaac Asimov. O problema é que, muitos que a leem, o fazem superficialmente.

Outro problema é a leitura equivocada que muitos fazem da natureza, isso quando a observam. Pois, quantos tiram tempo para observar a beleza da natureza? Quantos meditam profunda e sinceramente na sabedoria por trás de cada detalhe natural? “O grande livro divino da natureza acha-se aberto ao nosso estudo, e dele temos de tirar ideias mais elevadas de Sua [de Deus] grandeza e Seu inexcedível amor e glória”, alerta-nos Ellen G. White.

Ao contemplar o espaço infindo o ser humano sente-se minúsculo e insignificante; contudo, ao atentar à revelação escrita, é possível concluir que Deus, sendo maior que o espaço infindo, Se importa com cada pessoa deste planeta. Isso é admirável!

O milagre da vida de um bebê que cresce, aprende falar e cantar; as inúmeras maravilhas no espaço sideral; e, a fantástica “maquinaria” do corpo humano revela que o Inventor/Criador é fantástico, ainda mais por dar atenção a pecadores como nós!

Deus é maravilhoso! Reavivemo-nos! Alegremo-nos! – Heber Toth Armí.



SALMO 7 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
7 de novembro de 2016, 0:45
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SALMO 7 – Nossas aflições denunciam nossa incapacidade. Nossas lágrimas revelam nossas limitações diante das complicadas situações da existência. Nossas preocupações evidenciam nossas parcas habilidades.

Contudo, podemos ler a Bíblia e obter a certeza que existe um Deus que é gracioso, misericordioso e compassivo. Ele não está tão ávido para julgar como está para ouvir a oração dos condenados.

Assim, ao colocarmos nossa confiança nEle, descansaremos em Sua libertação, por mais caótica que esteja nossa situação. Quando a base de nossa segurança é Deus, olharemos ao futuro com confiança. Veja o esboço do Salmo 7:

1. Davi revela que sua confiança está em Deus (vs. 1-2);
2. Davi se dispõe a ser corrigido caso tenha praticado o mal (vs. 3-5);
3. Davi espera a justiça oriunda de Deus (vs. 6-7);
a) Ele sabe que Deus julga justamente (vs. 8-9);
b) Ele conhece o cuidado de Deus (v. 10);
c) Ele crê que Deus porá fim ao mal e à injustiça do Universo (vs. 11-13);
4. Davi medita sobre as consequências do pecado (vs. 14-16);
5. Davi exalta, louva e adora a Deus por Sua justiça (v. 17).

Sigaiom, um salmo que expressa fervor intenso, revela a angústia vivida por Davi frente às supostas acusações falsas de Cuxe a Saul. A calúnia afetou a Davi, mas ele refugiou-se em Deus e superou as setas inflamadas das más línguas.

• Ainda que a libertação seja uma realidade futura, quem se dedica à oração experimentará proteção e refúgio no presente (vs. 1-2);

• Quem trata o mal com bem tem consciência tranquila. Davi havia feito o bem a Saul quando este apenas intentava o mal contra ele (vs. 3-5);

• Haverá um juízo final onde os maus serão condenados e extirpados e os bons e injustiçados serão absolvidos (vs. 6-9);

• No tribunal universal nada passará despercebido aos olhos divinos, motivando, assim, àquele que busca refúgio em Deus a uma gratidão exultante (vs. 10-17).

Quando somos injustiçados podemos recorrer a um Deus justo que fará justiça contra os injustos. Nesse dia, os injustiçados serão declarados justos pelo Deus em que buscaram proteção e vingança.

Terá consciência tranquila todo àquele que fizer o bem até mesmo a quem lhe causa o mal. Busquemos forças em Deus e vivamos em paz e felizes! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



SALMO 4 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
4 de novembro de 2016, 0:45
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SALMO 4 – Sem Deus, nossa justiça nos prejudica, nossa paz é precária, nossa vida é estressante. Por isso, precisamos dedicar tempo para comunhão com Deus, a fim de que nosso relacionamento com pessoas difíceis seja pautado pela vontade divina regendo nossa vida; visando assim, testemunhar – como cumprimento da missão.

Roberto Biagini estrutura esse Salmo de Davi da seguinte forma:

1. Falando para Deus (v. 1);
2. Falando para homens (vs. 2-5);
3. Falando dos homens (v. 6);
4. Falando de si mesmo (vs. 7-8).

Orar é falar com Deus sobre tudo, e sobre todos. A melhor forma de falar da vida dos outros é relatar a Deus, não a pessoas injustas, perversas e vingativas.

Quando você tiver um dia difícil, precisar lidar com relacionamentos complicados, enfrentar problemas complexos de diversos tipos, e por isso ficar exausto e sem vigor, ore ao chegar em casa à noite. Reúna a tua família, ou secretamente, e clame a Deus.

• Não cometa o erro de reclamar a seres humanos limitados, faça o certo, conte tudo a Deus. Ele tem recursos ilimitados para te auxiliar, restaurar e abençoar.

“Orar à noite sustenta a fé e resulta no alargamento do coração (v. 1); na garantia do auxílio divino (vs. 2-3); na fé (vs. 4-5); na aprovação divina (v. 6); na alegria (v. 7); na paz e na segurança (v. 8)” (Merrill Frederick Unger).

Em nossa lida diária temos contatos com difamadores, vaidosos e mentirosos, contudo, precisamos ser piedosos, religiosos e cristãos mesmo quando tudo conspira contra nossa fé em Deus e nos desafia a pisar nos princípios de Sua Palavra.

Não devemos…

• …descer na lama da injustiça quando somos injustiçados.
• …rebaixar nossos princípios quando somos confrontados.
• …abandonar a fé quando somos ameaçados.
• …invalidar os princípios divinos com desculpas esfarrapadas.
• …voltar a agir como pagãos, depois de convertidos a cristãos.
• …agir como porcos imundos, depois de transformados em ovelhas purificadas do rebanho do Senhor.

Para isso ser possível, é preciso confiar em Deus, buscar alívio e misericórdia na oração (v. 1) para saber falar com ousadia aos pecadores (v. 2), levá-los à reflexão (v. 3), desafiá-los a viver na justiça e confiar no Salvador (vs. 4-5); testemunhar dos efeitos da conversão e, então, dormir tranquilamente (vs. 6-8)!

Avancemos reavivando-nos, testemunhando… contentes! – Heber Toth Armí.



SALMO 3 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
3 de novembro de 2016, 0:45
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SALMO 3 – Não há situação tão complexa que Deus não possa agir para socorrer. Creia, experimente!

Este Salmo foi escrito por Davi quando fugia de seu filho. “Naquelas horas escuras daquela noite em que Davi e seus acompanhantes fugiram de Absalão, o filho traidor, ele cantou esse hino sublime de confiança em Deus” (Rosalie Haffener Lee).

• Ele descreveu o perigo;
• Relembrou a ajuda de Deus no passado;
• Expressou confiança;
• Proferiu uma oração de triunfo sobre seus inimigos.

Medite:

1. Neste mundo multiplicam-se aqueles que se opõem aos servos do Deus verdadeiro. Em um grupo de adolescentes, jovens ou adultos sempre tem aquele que insulta aos que são devotos a Deus e a Sua Palavra. Somos desafiados constantemente por sermos dependentes de Deus (vs. 1-2).

2. Apesar de todos os desafios e insultos contra os fieis, o crente sabe que Deus o protege, fortalece e anima. Pois, é certo que Deus cuida e guia aos que Lhe submetem integralmente a ponto de experimentar tranquilidade e paz em meio às tormentas da vida, mesmo quando desafiados por milhares de incrédulos que provocam a fé de várias maneiras (vs. 3-6).

3. A aflição é grande, mas o crente fiel não faz justiça aos que insultam e provocam sua religião e sua fé. Ele entrega a Deus, pois só Ele faz justiça com precisão. O importante para o cristão é que auxílio e bênção de Deus garantem sua existência (vs. 7-8).

A parte mais difícil da verdadeira religião não é crer nas doutrinas, mas ter confiança absoluta em Deus. Caso alcancemos isso pela graça de Cristo impulsionado pela direção do Espírito Santo, não haverá situação complicada que desestruture nossa paz. Nada e nem ninguém poderá tirar nosso sono, nossa tranquilidade.

• As dificuldades são inferiores à capacidade de Deus em cuidar de Seus filhos.

Você enfrenta dificuldades? Para viver bem neste mundo mal, é necessário, 1) analisar o problema, 2) meditar no poder de Deus, 3) expressar confiança nEle, e, 4) orar com confiança/fé.

Pois, quando tudo parece…

• …complicado, Deus simplifica.
• …incerto, em Deus há certeza.
• …perigoso, em Deus há segurança.
• …perdido, em Deus há salvação.

Queridos, nesta vida é preciso ter consciência de nossa carência a fim de que nossa dependência de Deus molde nossa existência. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

 



SALMO 1 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
1 de novembro de 2016, 0:45
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SALMO 1 – Pensar é um dom dado pelo Criador. Segundo Victor Hugo, “a água que não corre forma um pântano; a mente que não pensa forma um tolo”.

Diz Aristótoles que “o ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete”. Comece a meditar e refletir sobre os Salmos, eles são inspiradores. Assimile cada verso de suas poesias à tua alma, deixe elevar-se e moldar-se por suas sublimes palavras e envolva-se com suas inspiradas mensagens.

O primeiro dos 150 Salmos serve de abertura ao Saltério. Sua mensagem prepara o leitor para os grandes temas que dominam os salmos. Warren W. Wiersbe observa que “o Salmo 1 é um salmo de sabedoria e trata da Palavra de Deus, das bênçãos de Deus sobre aqueles que meditam sobre essa Palavra e lhe obedecem e do julgamento final de Deus sobre os rebeldes”. Em seguida, acrescenta, que, “apesar de esse primeiro salmo retratar dois caminhos, na verdade descreve três pessoas diferentes e como se encontram relacionadas às bênçãos do Senhor”:

1. A pessoa que recebe uma bênção de Deus (vs. 1-2):
• Devemos ser dirigidos pela Palavra;
• Devemos ter prazer na Palavra.
2. A pessoa que é uma bênção (v. 3);
3. A pessoa que precisa de uma bênção (vs. 4-6).

O segredo da vida está em meditar e ter prazer na Lei do Senhor!

Após pesquisar, Maria do Carmo Rabello concluiu que meditar é “ter um encontro diário com Deus, com total privacidade, expondo a Ele as necessidades pessoais, dúvidas e suplicando por mais entendimento, ou seja, fazer uso de nossa inteligência espiritual. É sentir Seu abraço amigo e protetor, ter a sensação de Sua bondosa mão sobre nossa cabeça e ouvir Sua voz falando-nos através da mente. É deliciar-se em Sua presença, sentar-se a Seus pés, sentir a paz e fidelidade que tanto almejamos. É permanecer em Sua presença o tempo que desejamos, da mesma maneira que gostamos de estar com nossos familiares, amigos e irmãos em Cristo”.

Feliz quem não aparece “no Bar do Pecado” nem “frequenta a Escola dos Desbocados”, mas vibra com a Palavra de Deus, medita nas Escrituras dioturnamente, se fortalece espiritualmente e age contrariamente aos perversos…

Tristes, frouxos e amargurados são os que ignoram o que realmente satisfaz o coração humano.

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



JÓ 39 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
28 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ 39 – Antes de aprofundar no texto inspirado, lembro-me de uma música, da qual destaco algumas frases:

Muitos acreditam em vãs superstições
Buscam nas estrelas respostas encontrar
Mas eu sei que a verdade brilha mais do que o sol […].

Há pessoas que acreditam que a ciência e a razão
Não precisam de um Deus para a vida explicar
Mas em toda natureza vejo o toque de tuas mãos
Tu és o meu Deus, meu Pai, meu Criador.

[…]

Mesmo que outros rejeitem as provas
De que existe um Criador
Minha vida vai mostrar
Que eu creio em Ti, Senhor…

Neste capítulo Deus, o Criador da natureza e do ser humano, faz alguns questionamentos a Jó sobre:

1. O nascimento das cabras e das corças (vs. 1-4);
2. O boi selvagem, sua força e suas habilidades (vs. 9-12);
3. O avestruz, apesar de sua simplicidade intelectual, corre mais que cavalos (vs. 13-18);
4. A capacidade de Jó na criação do cavalo com sua agilidade, coragem e habilidade (vs. 19-25);
5. A capacidade de Jó fazer o falcão e a águia voar sem esforço alcançando alturas inimagináveis (vs. 26-30).

Deus escolheu coisas estranhas, simples e loucas do mundo para envergonhar aos sábios deste mundo (ver I Coríntios 1:27). A intuição, habilidade, força e sabedoria dos animais surpreendem até aos mais entendidos dos seres humanos.

Certa vez Abraão Lincoln declarou: “Eu entendo que um homem possa olhar para baixo, para a terra, e ser um ateu; mas não posso conceber que ele olhe para os céus e diga que não existe um Deus”. Interessante que neste capítulo Deus começa falando dos animais da terra e depois eleva os olhos de Jó para o alto, falando sobre o falcão e a águia.

Ainda que na terra haja muitas coisas interessantes, Deus almeja erguer nossa cabeça a fim de que elevemos nossos olhos ao alto, assim nossa visão se amplia. Deus tem Suas estratégias para conduzir-nos ao propósito que Ele tem para nossa vida. A nós cabe permitir que Ele abra nossa mente para verdades que, de outra forma, nunca alcançaríamos.

Nossas expectativas de Deus são sempre superadas quanto mais Ele se revela a nós. Ele nos surpreende com habilidades e qualidades melhores do que imaginamos nEle. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



JÓ 38 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
27 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ 38 – Quando Deus entra em cena, nada fica igual. Deus desce do Céu até a Terra para fornecer satisfação humana, orientar as informações deficientes e repreender as teorias erradas sobre a vida, sobre o ser humano e principalmente sobre Sua pessoa.

Deus não respondeu as diversas perguntas intrigantes de Jó, pelo contrário, fez mais perguntas a Jó do que ele havia feito a Deus. O psicólogo Paul Turnier explica: “A resposta de Deus não é uma ideia, uma proposição como a conclusão de um teorema; Ele próprio é a resposta. Jó recebeu a revelação de Deus e encontrou um relacionamento pessoal com Ele”.

Deus responde por meio de perguntas. Deus não fala nada a Jó sobre seu sofrimento, muito menos aborda as razões do sofrimento. No capítulo em questão, Deus introduz Sua fala com 32 interrogações.

No capítulo anterior, “Eliú procurava defender sua compreensão religiosa, atacando a credibilidade de Jó. O sofrimento de Jó constituía um desafio à tradição teológica dos quatro amigos. E Eliú achava que, se pudesse deter o protesto de Jó contra Deus, o desafio desapareceria. Ele procurava mostrar que, sendo Jó tão insignificante diante da grandiosidade de Deus, não tinha o direito de interrogá-Lo” (Charles H. Betz).

Mas, Eliú estava equivocado em suas ideias filosóficas e teológicas. Betz continua: “O Senhor, por meio de perguntas similares [às de Eliú], queria que Jó visse que, se não conseguia compreender como Deus atua nos fenômenos naturais bem conhecidos, como poderia compreender por que Ele permite o sofrimento? Assustado, Eliú queria ver-se livre de Jó, ao passo que Deus, em Seu amor, desejava fazer com que Jó percebesse a diferença fundamental entre o Criador e a criação. O Senhor levou Jó a sério, ajudando-o a reconhecer o fato de que, mesmo que Deus explicasse todos os mistérios do sofrimento, Jó não conseguiria compreendê-los. O patriarca precisava crer simplesmente que Deus sabe o que faz”.

1. Precisamos mais de confiança em Deus do que compreensão e explicação de nossa situação.
2. Precisamos de um real encontro com Deus mais do que explicação de nossa intrigante situação.
3. Precisamos mais da atenção de Deus do que entendimento de nossa aflição.
4. Precisamos mais de Deus que de qualquer coisa.

Amigos, oremos: “Senhor, reaviva-nos sobrenaturalmente!” – Heber Toth Armí.



JÓ 37 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
26 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ 37 – Aqui encerra as discussões humanas. Fica mais que provadas que a sabedoria, filosofia e teologia sem a revelação direta de Deus são insuficientes para lidar com a verdade, a realidade e a espiritualidade.

Até agora, nenhum dos amigos sábios de Jó conseguiu dar uma resposta convincente sobre seu terrível sofrimento. Nem mesmo o jovem Eliú, com sua intrepidez, indo um pouco além dos veteranos, conseguiu colocar um ponto final na questão do sofrimento de Jó.

Abaixo estão os tópicos deste último discurso elaborado detalhadamente por John E. Hartley:

Quarto discurso de Eliú (36:1-37:24) 1. Introdução (36:1-4); 2. Métodos disciplinadores usados por Deus: a) O ensino principal (36:5-15); b) Advertência a Jó (36:16-25). 3. A grandeza de Deus: a) Glória visível de Deus na tempestade (36:26-37-13); b) Advertência a Jó (37:14-20). 4. O esplendor divino (37:21-24).

Warren W. Wiersbe destaca os seguintes tópicos da preleção de Eliú sobre o poder de Deus. Ele fala sobre o…

• Outono (36:27-37:7); • Inverno (vs. 6-10); • Primavera (vs. 11-13); • Verão (vs. 14-18).

“No entanto”, continua Wiersbe, “Eliú estava fazendo muito mais do que dar uma palestra científica sobre as quatro estações. Seu desejo era que Jó refletisse sobre a grandeza de Deus e as maravilhas da natureza e percebesse quão pouco sabia, de fato, sobre Deus e sua operação no mundo”.

Eliú enfatiza a grandeza de Deus para fazer Jó se calar. Consequentemente apresenta uma “beleza” que flui de Deus, mas essa beleza é “temível”. Por isso, ele diz: “Poderoso Deus, tão longe do nosso alcance!”

Na verdade, Deus está acessível a nós a través de Jesus (lembrando que a teologia é progressiva e Eliú possuía poucos raios da verdade, ele engatinhava no conhecimento de Deus).

Ao findar Eliú o seu discurso podemos destacar que…

• Não há descoberta da verdade independente de Deus. Deus é a fonte do conhecimento pleno, somente podemos saber o que é certo mediante Sua revelação. • As opiniões humanas diferem da revelação divina; a compreensão humana é falha diante da revelação divina, assim, os supostos sábios querem intimidar os fracos com argumentos retumbantes.

Por insuficiente informação verdadeira, atualmente muitos como Eliú veem o juízo, o encontro com Deus e o Seu agir como algo perigoso. Estude por si mesmo(a) e veja que é diferente! – Heber Toth Armí.



JÓ 35 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
24 de outubro de 2016, 0:45
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JÓ 35 – Interpretação é assunto sério. É muito fácil deturpar a realidade, as palavras humanas e também a Palavra de Deus.

O raciocínio humano contaminado com o pecado não tem discernimento apropriado para avaliar corretamente nada.

1. Eliú deturpa as colocações ditas por Jó (vs. 1-3); “Eliú não concordou com a declaração de Jó, de que uma pessoa justa poderá sofrer tanto quanto um pecador. No entanto, ao combater esse conceito (verso 3), ele insinuou que Jó estava dizendo que os justos não terão finalmente nenhuma vantagem sobre os ímpios. Isso era uma distorção do ponto de vista de Jó” (Carol Ann Mayer-Marlow).

2. Eliú deturpa a teologia (vs. 4-8); segundo Eliú, “o pecado do homem não causa dano à soberania de Deus, e a justiça do homem não Lhe serve para nada” (William MacDonald), quando, na verdade, o que acontece na Terra afeta o Céu (ver Gênesis 6:11-13; 18:16, 17, 23-32; Êxodo 2:23-25; 22:21-24; Oséias 11:8; Mateus 9:36).

3. Eliú deturpa a realidade (vs. 9-16); a filosofia de Eliú é que sofredores não são sinceros ao clamar a Deus, eles apenas estão sendo interesseiros e egoístas a fim de livrarem-se dos sofrimentos. “O ponto fraco dessa posição é que ela pressupõe que os que continuam a sofrer não clamam a Deus corretamente” (Francis D. Nichol).

Nossas pressuposições interferem em toda e qualquer interpretação; se elas não vierem da Palavra de Deus, tendemos a adulterar todo assunto em que emitimos nossa opinião. O pecado distorce nossa visão; consequentemente, só com a restauração do Espírito Santo podemos obter discernimento.

Pessoas de mente obscura, de pensamentos turvos, de visão nebulosa chegam a conclusões absurdamente terríveis sobre tudo; pior é que emitem opiniões como se fossem convicções, criticam como se fossem donas da verdade. Eliú encerrou seus argumentos desse capítulo dizendo: “Jó, você só fala bobagens – nem sabe o que diz!” quando, na verdade, era Eliú que falava bobagens distorcendo o que Jó dissera.

“Desde que Satanás deturpou a Deus para Eva no Jardim do Éden, essa tática tem sido um de seus ardis preferidos. Consegue lembrar-se de um exemplo recente da maneira pela qual Satanás usa os críticos da igreja de Deus e seus dirigentes para torcer-lhes as atitudes e afirmações?” (Mayer-Marlow).

Fuja dessas táticas ardilosas! – Heber Toth Armí.