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PROVÉRBIOS 30 – A loucura repele as pessoas; entretanto, a sabedoria atrai.
Precisamos saber que nossa mente é como paraquedas, se não abrir, ela cai. Agur abriu sua mente, e o resultado foi magnífico. Talvez Agur fosse atraído a Salomão por sua sabedoria, e certamente se converteu ao princípio da verdadeira sabedoria: O temor do Senhor.
Agur era árabe, de Massá, no Oriente, um professor de renome, que enviou uma carta ao dois de seus alunos destaques: Itiel e Ucal – após sua conversão. Ele havia sido grande homem intelectual, mas desprovido do conhecimento do Deus verdadeiro.
Provavelmente, Agur ouviu falar da Sabedoria de Salomão, ou ele próprio foi visitar ao rei israelita. Ele abriu a mente, aprendeu a verdadeira sabedoria e agora compartilha com seus pupilos (e conosco também).
De seus escritos, extraio alguns princípios:
1. Quem tem contato com a verdadeira sabedoria e se rende a ela, torna-se a humildade em pessoa; despreza a arrogância, o orgulho e a vaidade e até o conhecimento que antes pensava equivocadamente ser sabedoria (vs. 1-3).
2. Quem se converte genuinamente à sabedoria divina reconhece que a Palavra de Deus é a verdade e, qualquer coisa contrária a ela não passa de ilusão, fraude e mentira (vs. 4-6).
3. Quem se converte deixa de ser ambicioso, materialista e ganancioso, passa a desejar somente o essencial para não perder-se do caminho da salvação, de sua fidelidade a Deus e, de Seus princípios morais (vs. 7-9).
“O desenvolvimento da mente é um dever que devemos a nós mesmos, à sociedade e a Deus. Nunca devemos, entretanto, planejar meios para o cultivo do intelecto à expensas da parte moral e espiritual. E é somente pelo harmonioso desenvolvimento das faculdades mentais, tanto como das morais, que se alcança a mais alta perfeição de ambos” (Ellen G. White).
Na sequência do texto bíblico, Agur, inspirado por Deus, oferece-nos máximas sapienciais:
• Não humilhe os humildes (v. 10);
• Fuja da arrogância (vs. 11-14);
• A ganância é insaciável (vs. 15-16);
• Filhos arrogantes sofrerão terrivelmente (v. 17);
• Enigmas da vida (vs. 18-20);
• Coisas intragáveis (vs. 21-23);
• Coisas pequeninas que ensinam importantes lições (vs. 24-28);
• Coisas ilustres (vs. 29-31);
• A arrogância causa desgraça, a humildade atrai graça (vs. 32-33).
Amigo(a), anima-te! Faça como Agur, converta-se e compartilhe sabedoria! – Heber Toth Armí.
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PROVÉRBIOS 27 – Alguém disse: “Chega-te aos bons, serás um deles; chega-te aos maus, serás pior do que eles”. E, Aristóteles declarou: “É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer”.
Então, escolha bem teus amigos e faça o certo, assim desenvolverás sabedoria! Passe tempo na companhia dos sábios de Provérbios e verás o que te sucederá. Aliás, passe tempo com Deus, e serás moldado pelo Autor da sabedoria. Coloque tua vida em harmonia com a vontade dEle e viverás dias de doce alegria!
Cícero observou: “Não basta adquirir sabedoria; é preciso, além disso, saber utilizá-la”; e, é exatamente a isso que cada capítulo de Provérbios intenta conduzir-nos. Atente para os 27 versículos deste capítulo. Hernandes Dias Lopes assim os sintetizam:
• O futuro não está em suas mãos (v. 1);
• O autoelogio não cai bem (v. 2);
• O peso da ira do insensato (v. 3);
• A inveja é muito perigosa (v. 4);
• Quem ama confronta (v. 5);
• As feridas do amor (v. 6);
• A alma enfastiada (v. 7);
• Cuidado, pezinho, onde pisa (v. 8);
• As bênçãos da amizade (v. 9);
• Valorize seu vizinho (v. 10);
• A sabedoria é fonte de alegria (v. 11);
• A prudência pode salvar sua pele (v. 12);
• Cuidado com os compromissos que você assume (v. 13);
• Há elogios e elogios (v. 14);
• O desconforto de viver com uma mulher ranzinza (v. 15);
• A impossibilidade de controlar uma mulher ranzinza (v. 16);
• O contato abençoador (v. 17);
• A recompensa do trabalho (v. 18);
• O poder da autoanálise (v. 19);
• Insatisfação crônica (v. 20);
• Como você reage aos elogios? (v. 21);
• A estultícia inveterada (v. 22);
• Você conhece o estado de suas ovelhas? (v. 23);
• A riqueza é passageira (v. 24);
• Um trabalho que vale a pena (vs. 25-27).
Quando indivíduos “que têm condescendido com maus hábitos e práticas pecaminosas se rendem ao poder da verdade divina, a aplicação dessa verdade ao coração faz reviver as energias morais, as quais pareciam paralisadas” (Ellen G. White).
Desta forma, se aplicarmos esses princípios de Provérbios em nossa vida…
1. Substituiremos hábitos e práticas pecaminosos por hábitos e práticas espirituais;
2. Deixaremos de viver no pecado que nos paralisa e mata, para viver os princípios que fazem-nos reviver.
Clamemos: “Senhor, reaviva-nos!” – Heber Toth Armí.
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PROVÉRBIOS 26 – Viver o dia a dia desprovido dos princípios divinos é a essência da loucura. Fazer o mal por detestar o bem caracteriza aos que não amam a Deus de todo coração ou O rejeita consciente e abertamente.
Praticar o mal é um enorme problema, pior ainda é considerar que grande maldade não significa nada. Viver alheio ao bem, indiferente à moralidade, anestesiado aos princípios espirituais, implica em andar de braços dados com o diabo como num romance prazeroso.
A sabedoria nos leva para o céu, a loucura nos leva ao inferno (ver Provérbios 9). O tolo está em evidência neste capítulo. Aprenda a não ser tolo. Matthew Henry sintetiza assim o capítulo em apreço:
• O tratamento apropriado para os tolos (vs. 1-9);
• O comportamento dos tolos (vs. 10-12);
• A desgraça da preguiça (vs. 13-16);
• Ódio e contenda (vs. 17-28).
O ignorante, tolo ou insensato é mais notório nas palavras e no comportamento do que em seu silêncio. Os princípios do texto sagrado são impactantes, deixe-se impactar com eles:
1. É absurdo um insensato ser honrado, crer que a maldição vem sem causa, responder a estupidez de um insensato, enviar recados através de um insensato, ouvir provérbios dos insensatos, dar emprego a um insensato; pois, “como o cão que come o próprio vômito, assim os insensatos reciclam a tolice” (vs. 1-11).
2. Os pensamentos que os ignorantes, tolos e insensatos possuem de si mesmos são exagerados, ilusórios e errados:
a) Quem pensa que é esperto é pior que o insensato (v. 12);
b) Preguiçosos são assombrados pelos próprios pensamentos fantasiosos (vs. 13-15);
c) Sonhadores ociosos se vangloriam considerando-se “mais sábios que o corpo docente de uma faculdade” (v. 16).
3. É insensatez intrometer-se numa discussão alheia, ignorar os efeitos destrutivos das próprias palavras, investir na fofoca, ser explosivo e briguento, ouvir críticas e calúnias, confiar num inimigo (vs. 17-26).
4. O capítulo encerra com dois provérbios que nos fazem refletir:
a) “A malícia é um tiro que sai pela culatra; o ódio sempre volta para quem o cultivou” (v. 27);
b) “O mentiroso odeia sua vítima; o bajulador sabota a confiança” (v. 28).
Abra os olhos: Atente para estas revelações sobre o tolo! Seja sábio: Não se envolva com atitudes tolas!
Busquemos sabedoria! – Heber Toth Armí
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PROVÉRBIOS 24 – Não compensa rejeitar a sabedoria, nem substituir a verdadeira (pura) sabedoria por uma genérica, ou falsificada.
Numa sociedade onde reina inveja, corrupção, imoralidade, glutonaria, perversidade, ira, revolta, injustiças, hipocrisia, falsidade, ganância, etc., precisamos ser guiados pela sabedoria divina.
Neste capítulo encontramos os últimos dos 30 provérbios dos sábios, os quais terminam no versículo 22. Os quais, segundo Jacques Doukhan, se agrupam da seguinte forma:
1. Primeiro provérbio (capítulo 22:21-23);
2. Segundo provérbio (capítulo 22:24-25);
3. Terceiro provérbio (capítulo 22:26-27);
4. Quarto provérbio (capítulo 22:28);
5. Quinto provérbio (capítulo 22:29);
6. Sexto provérbio (capítulo 23:1-3);
7. Sétimo provérbio (capítulo 23:4-5);
8. Oitavo provérbio (capítulo 23:6-8);
9. Nono provérbio (capítulo 23:9);
10. Décimo provérbio (capítulo 23:10-11);
11. Décimo primeiro provérbio (capítulo 23:12);
12. Décimo segundo provérbio (capítulo 23:13-14);
13. Décimo terceiro provérbio (capítulo 23:15-16);
14. Décimo quarto provérbio (capítulo 23:17-18);
15. Décimo quinto provérbio (capítulo 23:19-21);
16. Décimo sexto provérbio (capítulo 23:22-25);
17. Décimo sétimo provérbio (capítulo 23:26-28);
18. Décimo oitavo provérbio (capítulo 23:29-35);
19. Décimo nono provérbio (capítulo 24:1-2);
20. Vigésimo provérbio (24:3-4);
21. Vigésimo primeiro provérbio (capítulo 24:5-6);
22. Vigésimo segundo provérbio (capítulo 24:7);
23. Vigésimo terceiro provérbio (capítulo 24:8-9);
24. Vigésimo quarto provérbio (capítulo 24:10);
25. Vigésimo quinto provérbio (capítulo 24:11-12);
26. Vigésimo sexto provérbio (capítulo 24:13-14);
27. Vigésimo sétimo provérbio (capítulo 24:15-16);
28. Vigésimo oitavo provérbio (capítulo 24:17-18);
29. Vigésimo novo provérbio (capítulo 24:19-20);
30. Trigésimo provérbio (capítulo 24:21-22).
Após os 30 provérbios dos sábios, contendo diversos assuntos, há mais alguns provérbios interessantes de outros sábios (24:23-34). Sobre eles, Doukhan analisa:
“Este breve apêndice (24:23-24) […], concentra-se num aspecto específico do ensino: a necessidade de aprofundar nosso juízo e trabalho. O sábio adverte, por um lado, sobre a tentação de ser ‘parcial no julgamento’ (24:23-26) e contra as falsas testemunhas (24:28-29). Por outro lado, a tentação da superficialidade em nosso trabalho (24:27, 30-34)”.
• Precisamos combater a superficialidade nos julgamentos e no trabalho!
Deus quer o melhor para nós. Ele nos deixou um livro de sabedoria escrito por diversos sábios. Estudá-lo nos conduzirá à sabedoria dEle, e, praticar os princípios de vida ali contidos nos tornará sábios aqui na Terra e nos preparará para a Pátria Celestial.
Viver a sabedoria nos dará inúmeras vantagens relevantes no caminho ao céu. “Senhor, orienta-nos!” – Heber Toth Armí.