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1 Anatote. Uma das quatro cidades de Benjamin atribuídas aos descendentes de Arão (ver Js 21:17, 18), cerca de 4 quilômetros a nordeste de Jerusalém, logo além do monte das Oliveiras. CBASD, vol. 4, p. 376.
5 Antes que Eu te formasse. Mesmo antes do nascimento de Jeremias, já havia o propósito divino de que ele fosse profeta. Deus tem designado uma ocupação e atribuído responsabilidade para cada indivíduo em Seu grande plano (ver PR, 536; PJ, 326, 327). CBASD, vol. 4, p. 376.
Profeta. Um profeta é alguém que recebe revelações diretas de Deus, que devem ser comunicadas aos outros. Ele não é primariamente um prognosticador ou alguém que faz previsões. Ao contrário, ele é um porta-voz ou intérprete de Deus. A revelação que o profeta recebe pode ou não se referir ao futuro. CBASD, vol. 4, p. 376.
10 Para arrancares e derribares, para destruíres e arruinares e também para edificares e para plantares. A obra de Jeremias seria de natureza dupla: destrutiva e construtiva. As metáforas de Jeremias 1:10 são tiradas da arquitetura. Quatro verbos expressa, o aspecto destrutivo dos juízos e dois verbos declaram o propósito de Deus de restaurar e curar. O livro de Jeremias constitui um comentário dessas declarações. CBASD, vol. 4, p. 377, 378.
11 Amendoeira. Do heb. shaqed, do radical shaqad, “estar desperto”. A amendoeira é a primeira árvore a “despertar” na primavera, fato que possivelmente marcou a grafia de seu nome. Ela floresce na Palestina logo em janeiro. CBASD, vol. 4, p. 378.
12 Velo. Do heb. shaqad…. Uma tentativa de reproduzir este discurso literário [v. 11 e 12] seria: “Vejo a vara de uma árvore vigilante. […] Viste bem, porque estou vigilante sobre a Minha palavra para cumpri-la”. CBASD, vol. 4, p. 378.
13 Panela. Esta segunda visão era um símbolo da “palavra” sobre a qual Deus vigiava para executar, e revelava o instrumento que cumpriria tal palavra. A imagem é a de uma panela colocada no fogo, .. uma panela fervendo (ver Jó 41:20). CBASD, vol. 4, p. 378.
14 Do Norte. Embora Babilônia ficasse a leste da Judeia, as estradas militares e as rotas de invasão para a Palestina chegavam a Judá pelo norte. Atravessar o deserto diretamente pelo leste da Palestina e era impraticável aos exércitos. Por isso, os hebreus frequentemente se referiam a Babilônia como se estivesse ao norte. A direção não se refere à localização do país de origem do invasor, e sim à rota que os invasores seguiriam para invadir Judá. CBASD, vol. 4, p. 378.
15 Reinos do Norte. As tribos ou clãs que faziam parte do reino invasor do norte (ver Jr 25:9). … O emprego do plural acentua a dimensão da calamidade vindoura. CBASD, vol. 4, p. 378.
17 Cinge os lombos. A metáfora é tirada do costume oriental de se unir longas vestes como preparação para viajar ou para realizar uma obra … Jeremias deveria se preparar resolutamente para sua tarefa. CBASD, vol. 4, p. 378.
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JEREMIAS 1 – É difícil ser instrumento de Deus num mundo hostil, inclusive entre o próprio povo de Deus. Por isso, ouvir o chamado divino nem sempre é recebido com alegria e empolgação; Deus precisa operar para gerar não apenas convicção, mas aceitação.
Ao ler o texto do chamado de Jeremias ao ministério profético, é possível concluir que foi uma experiência linda; Deus mostrou o quanto Ele valoriza a quem chama, que conhecia Jeremias desde antes de ser formado no ventre materno, etc.; contudo, a pessoa chamada age com relutância, pois sabe que servir à Deus exige coragem, maturidade e ousadia (Jeremias 1:1-8).
No entanto, ciente da fragilidade humana, Deus sabe como preparar as pessoas para Seu serviço. E, um destaque vai para duas visões (Jeremias 1:9-14) divinamente concedida ao tímido e relutante jovem Jeremias:
• Um ramo de amendoeira: Visando preparar Jeremias para aceitar o chamado, Deus pergunta o que ele vê; o jovem responde que vê “o ramo de uma amendoeira”. “Na Terra Santa, a amendoeira floresce em janeiro, dando a primeira indicação de que a primavera está chegando. A palavra em hebraico para amendoeira é ‘saqed’; enquanto a palavra ‘vigiar’ ou ‘acordado’ é soqed’. Deus usa esse jogo de palavras para chamar a atenção de Jeremias para o fato de que Ele sempre está acordado para velar sobre Sua Palavra e cumpri-la”, aponta Warren Wiersbe. O que Deus prometeu que faria com a desobediência e idolatria de Israel, estava a ponto de cumprir-se.
• Uma panela no fogo inclinada: Jeremias vê uma panela fervendo inclinada do norte, simbolizando a ameaça babilônica aproximando, vindo do norte.
“A amendoeira, o primeiro sinal da primavera, indicava a proximidade do cumprimento da Palavra de Deus. A panela ao fogo… era a Babilônia, pronta para transbordar em Judá porque o povo havia traído o Senhor pela idolatria (vs. 13-16)”, explica William MacDonald. Para proclamar a poderosa e verdadeira Palavra de Deus em cumprimento, Jeremias precisou de uma promessa e um cuidado sobrenatural da parte de Deus (Jeremias 1:17-19).
As lições são claras: Devemos conhecer bem a Palavra de Deus, Ele age de acordo com elas. Além disso, precisamos anunciar as ações de Deus, ainda que as pessoas nos ignorem, pois o que Deus prometeu, Ele cumprirá! Ele nos capacitará! – Heber Toth Armí.
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3 Imola um boi. Sem a devida experiência espiritual, o que oferece um boi não seria mais aceitável à vista de Deus do que um assassino. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 359. [Nota explicativa adicional da equipe Reavivados: “A religião desprovida da essência (amor) é vã. O destino daqueles que a praticam será igual ao dos ímpios. Precisamos da renovação de nossa mente para podermos experimentar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus” (Ivan Barros). Segundo o CBASD, existe outra tradução possível para este texto, que no hebraico está sem conjunções: “O que imola um boi é [também] um assassino”. Entretanto, nós a omitimos por que, na essência, ambas revelam uma religião de aparência, sem a entrega da vida a Deus, pela e para a atuação do Espírito Santo. (Jeferson)]
5 Vós, os que a temeis. Isaías deixa de falar aos ímpios hipócritas para se dirigir ao remanescente justo. Ele era desprezado e perseguido por falsos irmãos. Os arrogantes hipócritas cheios de justiça própria zombavam dele por sua piedade e devoção. Mas o profeta diz que os papéis se inverteriam, que a destruição seria a sorte dos escarnecedores, e alegria e livramento, a dos justos. CBASD, vol. 4, p. 359.
6 Voz de grande tumulto. A mente do profeta se projeta ao tempo da restauração. Isaías vislumbra a cidade e o templo restaurado e o Senhor Se levantando para retribuir os inimigos do novo estado (ver com. de Is 59:16-18). CBASD, vol. 4, p. 359.
7 Antes que estivesse de parto. Sião é personificada como uma mulher prestes a dar à luz. A terra de Israel, que havia muito estava desolada (Ez 38:8), estaria repentinamente, com o retorno da multidão de exilados, cheia de vida nova. CBASD, vol. 4, p. 359.
8 Num só dia. Era algo inaudito e incrível que uma nação pudesse voltar a existir tão depressa. Se os judeus no exílio tivessem atentado para a mensagem dos profetas, a restauração teria sido tão espetacular e gloriosa como a descrita aqui. CBASD, vol. 4, p. 359.
11 Mameis. Os v. 11 e 12 seguem descrevendo Jerusalém como a mãe de uma nação recém-nascida. Sem reservas, ela dá a seu filho todas as atenções habituais de uma mãe devota. CBASD, vol. 4, p. 359, 360.
14 Vossos ossos revigorarão. Em tempos de dificuldade, diz-se que os ossos se consomem (Sl 31:10; cf. Lm 1:13). CBASD, vol. 4, p. 360.
16 Entrará o SENHOR em juízo. A descrição do cap. 65 bem como do 65 (ver com. de Is 65:17) corresponde ao que teria acontecido se os judeus tivessem escolhido cumprir o propósito divino. Por isso as abominações mencionadas aqui são especificamente aquelas das quais os judeus apóstatas eram culpados. CBASD, vol. 4, p. 360.
17 Os que se santificam. Estes apóstatas misturavam ritos pagãos com a adoração a Yahweh, então, assumiam a atitude do “sou mais santo do que tu” (Is 65:5) em relação a seus irmãos. Os reinados de Acaz e Manassés se caracterizavam por esse tipo de culto (2Rs 16:10-16; 21:2-7). CBASD, vol. 4, p. 360.
Nos jardins. Estes jardins e bosques eram com frequência cenário de cerimônias religiosas cruéis e imorais. Os hebreus, muitas vezes, seguiam os pagãos adorando em tais lugares (Is 1:29; 65:3, 4; cf. 1Rs 14:23; 15:13; 2Rs 16:3, 4; 17:9-11; 18:4), embora tivessem recebido de Deus ordens para destruí-los. CBASD, vol. 4, p. 360.
Após a deusa. [heb. ‘achad] A referência deve ser a algum objeto de adoração abominável e ofensivo. CBASD, vol. 4, p. 360.
Que comem carne de porco. Ver com. de Is 65:4. Este povo desafiava a Deus abertamente ao participar do que era abominável. Tanto o porco como o rato são alistados entre os animais impuros que os hebreus foram proibidos de comer (Lv 11:2, 7, 29, 44). Os judeus apóstatas exultavam em quebrar todas as restrições e pretendiam se santificar por meio daquilo que Deus disse que os contaminaria e os tornaria impróprios para comunhão com Ele. Ao pretenderem uma santidade superior, tinham alcançado os níveis mais baixos de degradação. CBASD, vol. 4, p. 360.
23 De uma Festa da Lua Nova à outra. O ritual da Lua Nova durante a dispensação mosaica (ver Nm 10:10; 28:11-14; cf. Am 8:5; … Ez 46:1-3). CBASD, vol. 4, p. 361.
Um sábado a outro. O sábado é uma instituição eterna. Ele seria honrado apropriadamente no estado judeu restaurado e, na nova Terra porvir, será observado por todos (ver DTN, 283). Todos observarão o sábado em reconhecimento eterno de Cristo como o criador do Éden e o recriador dos novos céus e da nova Terra de justiça e santidade. CBASD, vol. 4, p. 361.
24 Verão os cadáveres. Este versículo deve ser compreendido à luz dos princípios esboçados nos comentários de Isaías 65:17. A linguagem é mais uma evidência de que Isaías estava descrevendo o que seriam os novos céus e a nova Terra se a nação judaica tivesse aceitado seu destino divino. Antes de a nova Terra, da qual fala João (Ap 21; 22), se tornar a morada dos justos, e antes que os adoradores viajem à nova Jerusalém, para render culto, todo vestígio de pecado terá sido removido e nenhum cadáver permanecerá para manchar a perfeição do Éden restaurado (ver 2Pe 3:10). Portanto, não se devem aplicar as palavras de Isaías de forma direta à nova Terra futura. A aplicação é secundária, em harmonia com as declarações de escritores inspirados posteriores que mostram como o propósito eterno de Deus se cumprirá por meio do Israel da nova aliança (ver p. 24, 25). Os que aplicam este versículo à punição eterna das almas num inferno que queima constantemente fariam bem em observar que ele trata de cadáveres e não almas conscientes separadas do corpo, sendo atormentadas. Essa aplicação errônea da profecia também ignora os princípios de interpretação já mencionados. CBASD, vol. 4, p. 361.
Verme. A descrição é de larvas que se alimentam dos cadáveres. CBASD, vol. 4, p. 361, 362.
Nunca morrerá. Por meio da mesma aplicação errônea já mencionada, alguns entendem que esta expressão indica vida eterna para os ímpios. Contudo, a expressão no hebraico é um imperfeito simples, um tempo verbal que indica ação incompleta e significa simplesmente que, no tempo considerado, a ação do verbo ainda não está incompleta. O tempo verbal não implica necessariamente que a ação jamais será completada. Por exemplo, em Gênesis 2:25 se emprega o imperfeito na declaração de que Adão e Eva “não se envergonhavam”. Isso não eera uma previsão de que jamais se envergonhariam. Gênesis 3:7 diz que, mais tarde, se envergonharam. A seguinte tradução expressa com mais clareza a ideia do texto hebraico: “seu verme ainda não tinha morrido”. CBASD, vol. 4, p. 362.
Nem seu fogo se apagará. CBASD, vol. 4, p. 362. A frase pode ser traduzida “o seu fogo ainda não se apagou” (ver com. sobre “nunca morrerá”). Em Jeremias 17:27, em que Jerusalém é ameaçada com este fogo, deixa-se evidente que a expressão “não se apagará” não indica um fogo que queimará para sempre. Esse fogo foi aceso (2Cr 36:19), mas se apagou há muito tempo. O fogo que não se apaga é simplesmente o que ser humano algum é capaz de apagar. Contudo, quanto tiver consumido o que deve ser consumido, naturalmente se apagará. CBASD, vol. 4, p. 362.
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ISAÍAS 66 – Deus revela que o mal terá fim; Seu plano original será restaurado, os vestígios do pecado deixarão de existir, o Jardim do Éden perdido será restaurado, inclusive a adoração verdadeira.
Observe o que o próprio Deus diz: “Assim como os novos céus e a nova terra que vou criar serão duradouros diante de mim, assim serão duradouros os descendentes de vocês e o seu nome. De uma lua nova a outra e de um sábado a outro, toda a humanidade virá e se inclinará diante de mim” (Isaías 66:22-23).
• Os pagãos, idólatras, incrédulos, arrogantes e os inimigos do bem (Isaías 66:3-6) enfrentarão a sentença do juízo divino (Isaías 66:14-16); com isso, o propósito de Deus visa trazer paz e consolo ao coração de Seu povo (Isaías 66:7-12).
• Judeus e gentios que aceitarem ao Deus verdadeiro, terão o privilégio de desfrutar plenamente dos maravilhosos planos divinos (Isaías 66:18-21). Mas “os que consagram para entrar nos jardins indo atrás do sacerdote que está no meio, comem carne de porco, ratos e outras coisas repugnantes, todos eles perecerão”; os salvos “sairão e verão os cadáveres dos que se rebelaram contra mim”, diz o Senhor, “o verme destes não morrerá, e o seu fogo não se apagará, e causarão repugnância a toda a humanidade” (Isaías 66:17, 24).
“A doutrina antibíblica de um inferno que arde para sempre é um mito satânico que faz de Deus um monstro sádico. O inferno bíblico nada mais é do que o fogo que Deus enviará sobre a superfície da Terra. Esse é o ‘lago de fogo’ mencionado em Apocalipse 20:14-15. Por meio dessa destruição após o milênio, Ele purificará o Universo e eliminará o pecado, os pecadores, Satanás e a morte (Ap 20). Depois que o fogo tiver feito seu trabalho, e os mortos forem consumidos, Deus recriará este planeta, transformando-o em nosso lar eterno e perfeito (Ap 21-22)” (Roy Gane).
Enfim, o Soberano Criador tem prazer em pessoas humildes. Ele mesmo declara:
“A este eu estimo: ao humilde e contrito de espírito, que treme diante da minha palavra” (Isaías 66:1-2).
No versículo 5, o profeta diz: “Ouçam a palavra do Senhor, vocês que tremem diante de Sua Palavra”. Deus tem planos para quem está disposto a ouvi-lO.
Reavivemo-nos: Ouçamo-lO! – Heber Toth Armí.
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1 Fui buscado. Visto que Paulo cita a passagem e a aplica aos gentios (Rm 10:20), muitos consideram sua interpretação como o objetivo principal da declaração de Isaías. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p 351.
2 Estendi as mãos. Em petição e protesto, ou, possivelmente, como convite. CBASD, vol. 4, p 351.
Segundo os seus próprios pensamentos. Os males do mundo resultam da atitude humana de colocar as próprias ideias à frente dos planos e propósitos de Deus. CBASD, vol. 4, p 351.
3 De contínuo Me irrita. Os v. 3 a 5 alistam várias provocações pelas quais os judeus causaram a própria queda. CBASD, vol. 4, p 351.
4 Entre as sepulturas …. lugares misteriosos. Provavelmente para se comunicar com os mortos (Is 8:19, 20; cf. Dt 18:10-12). … Aqui parece condenar-se a necromancia, praticada nesses lugares. CBASD, vol. 4, p 352.
6 Está escrito. Os atos de todos, bons e maus, são registrados no Céu pelos anjos, onde são testemunhas a favor ou contra eles (ver Sl 56:8; Dn 7:10; 12:1; Ml 3:16; GC, 481). CBASD, vol. 4, p 352.
Carne de porco. Era proibido comer desta carne (Lv 11:7; Dt 14:8). É provável que a referência seja a refeições sacrificais. Oferecer carne de porco fazia parte de uma cerimônia sacrílega por meio da qual um judeu renunciava solenemente sua religião no período macabeu. CBASD, vol. 4, p 352.
8 Como quando se acha vinho. A metáfora é a de uma vinha cuja produção é na maior parte de uvas bravas (ver Is 5:4). Mas os vindimadores logo encontram um cacho de uvas boas capazes de produzir bom vinho e dizem: “Não o destrua”. Isso ilustra a atitude de Deus para com Seu povo. Eles pecaram, e decretou-se juízo sobre eles, mas nem todos eram ímpios, por isso e nem todos seriam destruídos. Os justos seriam poupados e restabelecidos em seu país. CBASD, vol. 4, p 352.
9 Meus eleitos. Ou, “meus escolhidos”. Os eleitos de Deus não são feitos de forma arbitrária pelo Senhor. Incluem todos os que escolhem seguir os caminhos retos de Deus (ver Is 43:20; 45;4; Mt 24:22). CBASD, vol. 4, p 353.
10 Sarom. Uma planície fértil ao longo da costa que se estende do Carmelo até Jope. CBASD, vol. 4, p 353.
O vale de Acor. Vale da planície de Jericó. … Toda a Palestina … deva ser uma região próspera e pacifica. CBASD, vol. 4, p 353.
11 Que se apartais do SENHOR. Aqueles que se esqueciam do monte santo de Deus eram os que esqueciam do Senhor e adoravam outras divindades. CBASD, vol. 4, p 353.
17 Eu crio. Nos v. 17 a 25, Isaías descreve novos céus e nova Terra que seriam criados se Israel ouvisse as mensagens dos profetas e cumprisse o propósito divino após retornar do cativeiro. Israel falhou; por isso, como aplicação secundária, esses versículos apontam para novos céus e nova Terra no final do milênio. Porém a descrição se refere primariamente à situação de Israel, e sua aplicação secundária deve ser feita apenas à luz do que os escritores do NT e o Espírito de Profecia têm a dizer a respeito da vida futura (ver p. 21-25). Quando se segue este princípio de interpretação, a passagem não apresenta problemas. … O fracasso de Israel tornou impossível o cumprimento dessas profecias segundo o objetivo original. Contudo, os propósitos de Yahweh se cumprirão plenamente (ver PR, 705, 706). Haverá novos céus e nova Terra, mas a maneira como surgirão é um pouco diferente, visto que os propósitos de Deus, em vez de se cumprirem por meio do Israel nacional, serão cumpridos por meio do Israel da nova aliança (ver PR, 713, 714). CBASD, vol. 4, p 354.
Coisas passadas. A memória de coisas passadas não mais angustiará ou perturbará a mente nem causará algum sentimento ou remorso. CBASD, vol. 4, p 355.
20 Criança para viver poucos dias. Isto é, uma criança que morre em idade tenra … A linguagem é poética, mas o significado geral é claro. … Crianças não morreriam. CBASD, vol. 4, p 355.
Nem velho que não cumpra seus dias. Isto é, não haveria mortes prematuras. Nenhum ancião morreria até que tivesse vivido seu período designado. CBASD, vol. 4, p 355.
Jovem. Os jovens também não morreriam até terem cumprido seu período de vida. Aqui se estabelece o período de 100 anos…. Sem dúvida se trata de um número redondo, que, na época de Isaías, representava uma cifra bem acima da expectativa média de vida. CBASD, vol. 4, p 355, 356.
Amaldiçoado. Em contraste com as bênçãos que os justos desfrutariam, o pecador, mesmo que chegasse aos cem anos, seria amaldiçoado. CBASD, vol. 4, p 356.
23 Calamidade. As mulheres não terão filhos que serão levados por enfermidades, desastre ou guerra. CBASD, vol. 4, p 357.
24 Antes que clamem. No pecado e na angústia, os israelitas clamavam a Deus, mas criam que Ele estava longe, e indiferente aos clamores e necessidades (Is 40:27; 49:14; 63:15; 64:12). Deus, no entanto, lhes havia dito claramente que era por causa de seus pecados que Ele não podia ouvir suas orações (Is 1:15; 59:1-3). CBASD, vol. 4, p 357.
[Para mais comentários detalhados, recomenda-se consultar a obra referenciada.]
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ISAÍAS 65 – Antes da recriação do Novo Céu e Nova Terra, Deus erradicará ao mal. Assim, a vitória total sobre o bem implicará na aniquilação total do mal.
Visando um despertamento que leve ao arrependimento e mudança de vida, o texto deixa bem claro que Deus pune àqueles que ignoram Seus planos e apegam-se veementemente ao mal (Isaías 65:11-12). “O Soberano, o Senhor, matará vocês, mas aos Seus servos dará outro nome…” (Isaías 65:15).
• Isaías 65:1-16 trata de juízo e, Isaías 65:17-25 trata de redenção. É esse o tema geral do livro de Isaías.
• Deus é Juiz e Salvador, Ele julga para proteger Seu povo e restaurar o planeta dos efeitos destrutivos e corrosivos do mal.
“Deus assume a responsabilidade pela destruição dos ímpios. Em algumas ocasiões, Ele mesmo age, como aconteceu no Dilúvio (Gn 7), na destruição de Sodoma e Gomorra (Gn 19), no massacre dos primogênitos do Egito (Êx 12), na morte de Corá, Datã, Abirão (Nm 16), e como ocorrerá na aniquilação final após o milênio (Ap 20). Outras vezes, o Senhor usa Seus agentes, como um anjo destruidor (Is 37:36) ou os israelitas, quando os encarregou de exterminar os cananeus (Dt 7:1-2; 20:16-17; Js 6:21; 10:28; etc.)” expande Roy Gane.
Deus dará fim ao mal para que exista somente o bem, como foi seu plano originalmente. A nova criação da qual fala o profeta apontava para um plano especial que Deus intencionava para os judeus antes da vinda do Messias – como o povo de Deus não viveu o ideal divino, não se cumpriu (Isaías 65:17-25). “Embora essa profecia não possa se cumprir na era atual, ela terá um cumprimento mais grandioso após a segunda vinda de Cristo. Nesse momento, Deus literalmente recriará os céus e a terra. Todas as criaturas finalmente viverão em paz, e então não haverá mais morte”, explica Gane.
Nesse novo lugar, os que cultivaram a arrogância, comeram carnes imundas em rituais pagãos, praticaram o ocultismo, e os falsos religiosos… não terão acesso – serão exterminados por Deus, para purificar o planeta (Isaías 65:2-7; Apocalipse 21:8, 27; 22:15).
Deus tem tudo registrado (Isaías 65:6); deste modo, no dia do juízo, abrem-se os livros (Apocalipse 20:12). Nada será feito ao léu, a salvação será apenas para o fiel. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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507 palavras
1 Se fendesses os céus. Este capítulo dá continuidade à oração iniciada em Isaías 63:5. … Em nome do povo, Isaías pede ao senhor para Se manifestar em favor deles (ver com. de Is 63:19). O contexto da oração é apresentado anteriormente. O santuário está desolado, e o povo, em terra estranha (ver com. de Is 63:18). CBASD – Comentário Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 348.
2 Como quando o fogo inflama. A metáfora parece indicar que os montes não poderiam resistir à descida de Yahweh assim como os gravetos secos não podem evitar ser inflamados quando em contato com o fogo, ou como a água é incapaz de evitar a ebulição quando aquecida. CBASD, vol. 4, p. 348.
3 Coisas terríveis. Israel roga a Deus que repita os maravilhosos feitos do passado. CBASD, vol. 4, p. 348.
4 desde a antiguidade não se ouviu. Enfatiza-se a disposição de Deus para interferir em crises. CBASD, vol. 4, p. 348.
5 Sais ao encontro. Os céus não estão distantes da Terra. Deus sai ao encontro dos que estão dispostos a encontrá-Lo. … Ele mantém íntima comunhão somente com aqueles que buscam a retidão. CBASD, vol. 4, p. 349.
Que se lembram. Eles não s[o mantém Deus na memória, mas agem conforme o conhecimento de Deus e da vontade divina. CBASD, vol. 4, p. 349.
6 Imundo. Por si só, o ser humano não pode lavar a impureza do pecado. Assim, permanece imundo. CBASD, vol. 4, p. 349.
Trapo da imundícia. Literalmente, “veste de menstruação”. CBASD, vol. 4, p. 349.
Murchamos como a folha. Uma folha separada da árvore logo murcha e morre. O mesmo se dá com o ser humano sem Cristo. CBASD, vol. 4, p. 349.
Como um vento. O pecado leva o ser humano para longe de Deus e o conduz para a morte e destruição. CBASD, vol. 4, p. 349.
7 E nos consomes. Com respeito ao tempo, o profeta se refere ao cativeiro babilônico (ver v. 10; cf Is 63:18; ver com. de Is 40:1). CBASD, vol. 4, p. 349.
8 Mas agora, ó SENHOR. Este é um clamor fervoroso por misericórdia. Apesar da prevalecente indiferença para com a religião (v. 7) e o estado desesperador a que chegou a nação, Deus ainda era o Pai de Seu povo e podia ajudá-lo. CBASD,vol. 4, p. 349.
Somos o barro. Essa oração de Isaías em favor do povo indica penitência e entrega. CBASD, vol. 4, p. 349.
9 Não Te enfureças. O penitente reconhece a transgressão e o direito do Senhor de punir, mas roga que o castigo de Deus não dure tanto e que não seja severo demais (ver Sl 79:8; 103:8-10). CBASD,vol. 4, p. 350.
10 Sião, em ermo. Os vs. 10 e 11 dão mais detalhes da desolação prestes a cair sobre Judá e Jerusalém, na época das invasões babilônicas (ver 2Rs 25:2-10). Nos dias de Isaías, esse evento ainda estava no futuro, mas o profeta o descreveu como se já tivesse acontecido (ver vol. 1, p. 3; para mais informações, ver com. de Is 40:1). CBASD,vol. 4, p. 350.
12 Conter-Te-ias …? O profeta na verdade estava dizendo: “Não Te preocupas com Teu templo e com Teu povo? nenhuma dessas coisas O comove? Nossos (e Teus) inimigos prevalecerão? A justiça prevalecerá e a iniquidade triunfará? As forças do mal serão vitoriosas sobre a causa de Deus? CBASD,vol. 4, p. 350.
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ISAÍAS 64 – A oração deste capítulo inicia em Isaías 63:7. É a “oração da aliança. Assim como a oração em Dn 9, ela começa falando sobre o relacionamento de aliança entre Deus e Seu povo. A lealdade do Senhor à aliança é mencionada em primeiro lugar e, logo em seguida, os louvores a Ele devidos. A oração propriamente dita, em forma de pedidos, entra em foco” de Isaías 63:15 em diante (Bíblia Andrews).
Warren Wiersbe nota que…
• “Em Isaías 63:1-6, o profeta olha o futuro e vê Jesus Cristo voltando da Batalha do Armagedom, o auge do Dia do Senhor (Ap 19:11-21)”.
• “Em seguida, o profeta olha para trás, para o que Deus havia feito por Israel (Is 63:7-14). Glorifica a Deus por Seus ternos afetos de misericórdia e bondade, pela compaixão e o amor concedidos a Israel”.
• Então, “o profeta olha para o alto e clama ao Senhor para que mostre Sua força (Is 63:15-64:12)… O profeta pede a Deus: ‘Atenta do Céu’ (Is 63:15) e exclama ‘Oh! Se […] descesses!’ (Is 64:1). Trata-se de uma das maiores ‘orações de reavivamento’ das Escrituras”.
• Mas, “por que Deus não estava operando maravilhas? Os judeus haviam pecado (Is 64:5-6) e precisavam confessar e deixar suas transgressões… De acordo com o versículo 4, Deus havia planejado para Seu povo maravilhas além da imaginação, porém o pecado o impediu de compartilhar Suas bênçãos”.
Temos muito a refletir sobre o conteúdo de Isaías 64, especialmente quanto à nossa condição.
No versículo 6 diz que nossa justiça é como trapo de imundícia. O contexto aqui não se refere aos pagãos, incrédulos e ateus, mas ao povo de Deus. “Esta é uma provável referência aos panos usados pela mulher durante a menstruação. Observe que não são os pecados que se comparam a trapos da imundícia mas as tentativas humanas de praticar justiça” (Bíblia Andrews). “Se nossa justiça é imunda”, exclama Wiersbe, “imagine como nossos pecados são diante de Deus!”
Diante destas revelações, torna-se assustador saber que compareceremos ao tribunal de Cristo (II Coríntios 5:10). Contudo, mesmo que nossas ações sejam como trapos de imundícia, Deus nos oferece perdão e reconciliação por meio de Jesus. Por isso, é possível reconhecer nossa situação e submeter-se a Deus Pai suplicando-Lhe misericórdia (Isaías 64:8-12) – Heber Toth Armí.
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1 Edom. Neste versículo, Edom representa os inimigos de Deus e de Seu povo… Os edomitas eram descendentes de Esaú. … Adotaram atitude de persistente hostilidade para com Israel. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 344.
Bozra. Cidade importante de Edom. CBASD, vol. 4, p. 344.
3 Lagar. Antigamente colocavam-se as uvas em grande tanques, onde pessoas as pisavam para extrair o suco. CBASD, vol. 4, p. 344.
Sozinho. Quando o Messias veio, passou sozinho pela amarga agonia do Getsêmani. … Na cruz, rodeado por multidão sobrenatural, sentiu-Se ainda mais sozinho (Mt 27:46; DTN, 754). CBASD, vol. 4, p. 344.
5 Admirei-Me. Do heb shamam, traduzido por “espantava-me”, em Daniel 8:27. CBASD, vol. 4, p. 345.
6 Pisei. Os ímpios são representados como uvas a serem pisadas no lagar da ira de Deus. CBASD, vol. 4, p. 345.
Embriaguei-os. …bebendo o cálice da ira derramado pelo Senhor. CBASD, vol. 4, p. 345.
7 Celebrarei. Este versículo dá início a uma nova seção, que se estende até o fim do cap. 64. Trata-se de uma oração de louvor e gratidão. Sião se lembra do eterno amor e das misericórdias de Deus recebidos apesar da ingratidão e da rebelião. O poema se inicia com a atitude de se meditar na bondade de Deus e tornar conhecida a outras Sua misericórdia (cf. Sl 89). CBASD, vol. 4, p. 345.
8 Mentirão. Certamente Israel desejaria manter a aliança com Deus. Seria pouco provável que o povo fosse tão tolo a ponto de quebrar finalmente os termos de tal aliança, perdendo assim as bênçãos prometidas. CBASD, vol. 4, p. 345.
Salvador. Cristo é o Salvador de Seu povo tanto no AT quanto no NT (ver PP, 366). CBASD, vol. 4, p. 345.
9 O Anjo da Sua presença. Este era o anjo pelo qual se manifestava a presença de Deus [citações omitidas], e era o próprio Cristo (ver PP, 366). CBASD, vol. 4, p. 345.
10 Pelo que Se lhes tornou em inimigo. Isto é, parecia ser um inimigo. De fato, os juízos que caíram sobre o povo tinham um objetivo misericordioso. Deus tinha em mente a salvação final deles. CBASD, vol. 4, p. 346.
11 Onde está aquele … ? Moisés, Arão e outros líderes importantes. CBASD, vol. 4, p. 346.
15 Atenta para o ceú e olha. Esta é uma oração de clamor e ajuda. CBASD, vol. 4, p. 346.
16 Mas. Do heb. ki, “pois”. Visto que Deus era o Pai de Israel, o povo poderia estar certo de Sua ajuda e orientação. CBASD, vol. 4, p. 346.
17 Por que nos fazes desviar … ? Na linguagem bíblica, Deus é representado como autor daquilo que Ele não impede. … A pergunta deve ser interpretada da seguinte forma: “Senhor, por que permitistes que nos desviássemos?” CBASD, vol. 4, p. 346, 347.
18 Só por breve tempo. Deus prometeu a Abraão que a terra de Canaã seria dada a ele e à sua descendência como herança eterna (Gn 13:14, 15; 17:8). em comparação com a eternidade, o período entre Josué e Isaías não passava de “breve tempo”. CBASD, vol. 4, p. 347.
Pisaram o Teu santuário. O templo ainda estava em pé quando Isaías proferiu estas palavras. Contudo, ele vislumbrava profeticamente o dia em que o edifício não mais existiria (ver Is 64:11; ver vol. 1, p.3). … Um século depois, os babilônios, sob o comando de Nabucodonosor, puseram fim à nação de Judá e destruíram Jerusalém, bem como o templo e os muros (2Rs 25:8-16). CBASD, vol. 4, p. 347.
19 Tornamo-nos como aqueles. O clamor dos judeus se baseia no fato de que tinham se rebaixado ao nível dos pagãos, que não conheciam a Deus. … A confissão de Isaías em favor do povo (ver com. de Is 59:12, 13) alcança a mais profunda angústia. Eles se sentiam profundamente humilhados com o fato de que Deus aparentemente os tivesse rejeitado, e com humildade rogaram que não fossem de todo abandonados. É esse espírito de completo desalento e desespero que faz com que levantem os olhos aos céus com a oração que introduz o capítulo seguinte. CBASD, vol. 4, p. 347.
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ISAÍAS 63 – Em Isaías 63 temos um poema que fala sobre o ‘dia da vingança’ e menciona o Salvador que virá para redimir Seu amado povo. A figura do Salvador é descrita como Alguém cujas roupas estão manchadas de vinho, sugerindo uma imagem de juízo. O vinho nessa passagem tem uma conotação de ira de Deus vinculada ao juízo divino.
Warren Wiersbe comenta que “quando Jesus veio à Terra da primeira vez, foi para iniciar ‘o ano aceitável do Senhor’ (Is 61:2; Lc 4:19). Quando vier pela segunda vez, será para culminar no ‘dia da vingança do nosso Deus’ (Is 63:4; 61:2). O inimigo será esmagado como uvas e forçado a beber seu próprio sangue do cálice da ira de Deus (Is 51:17; Jr 25:15-16). Essas figuras podem não ser atraentes para as pessoas sofisticadas de nossos dias, mas os judeus da época entenderam bem que o elas significavam”.
Wiersbe explica: “Na antiguidade, o lagar era uma pedra na qual se fazia uma cavidade e onde as uvas eram postas para serem pisadas. O suco escorria por um buraco na pedra e era recolhido em jarros. Quando os trabalhadores pisavam as uvas, o suco espirrava em suas roupas. As vestes de nosso Senhor ficaram tingidas de sangue como resultado da grande vitória sobre seus inimigos (Ap 19:13)”.
Assim, temos:
- Do ponto de vista do povo de Deus, o Messias vem para julgar e salvar. A referência às roupas tingidas de vermelho sugere um evento de derramamento de sangue, indicado juízo contra os ímpios e redenção para os fieis (Isaías 63:1-4).
- O próprio Deus alega não encontrar ninguém no mundo que O apoiasse em Sua obra de condenação ao mal. Porém, mesmo sozinho, a vitória é alcançada pelo Seu próprio poder e ira (Isaías 63:5-6).
- Do ponto de vista do profeta, ele ora clamando e apelando a Deus, sugerindo um pedido de retorno e misericórdia (Isaías 63:7-64:12).
Hoje, nós precisamos reconhecer a importância de Cristo ser o Salvador como uma verdade crucial para os fieis dos últimos dias (Apocalipse 14:14-20). Nesses dias finais, os fieis devem confiar na capacidade de Deus de trazer salvação e justiça em meio aos desafios e tribulações. A oração é fundamental diante do juízo divino. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.