Reavivados por Sua Palavra


I CORÍNTIOS 13 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
23 de dezembro de 2024, 0:40
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I CORÍNTIOS 13 – A carta de I Coríntios foi escrita a uma igreja marcada por divisões, imoralidade, disputas legais, desordem no culto e um entendimento inadequado dos dons espirituais. O objetivo de Paulo era corrigir esses problemas e conduzir os crentes a uma unidade fundamentada no evangelho.

I Coríntios 13 está inserido numa seção que trata dos dons espirituais (capítulos 12-14):

• No capítulo 12, discute-se a diversidade de dons e a unidade do corpo de Cristo, destacando que todos os dons são concedidos pelo Espírito Santo para edificação mútua.
• No capítulo 14, destaca-se o uso adequado dos dons, enfatizando a edificação da igreja.
• Entre esses dois capítulos, I Coríntios 13 apresenta o amor como o elemento que confere significado e valor a todos os dons.

Em I Coríntios 12:31, Paulo incentiva os coríntios a buscar dons mais elevados, e introduz o “caminho ainda mais excelente”, que é o amor. No capítulo 13, ele argumenta que, sem amor, mesmo os dons mais espetaculares são inúteis (vs. 1-3).

As divisões na igreja de Corinto evidenciam a falta de amor entre os membros. O amor é descrito como paciente, bondoso, não inveja, não se vangloria, não maltrata, não procura os próprios interesses, nem se ira facilmente, nem guarda rancor, etc. contrastando com o comportamento descrito nos primeiros capítulos, como orgulho, disputas e favoritismo.

No capítulo 12, os coríntios competiam e exaltavam-se por conta dos dons espirituais; no capítulo 14, Paulo exorta-os a usar os dons para edificação da igreja; e, o capítulo 13 funciona como eixo central, destacando que o amor deve ser a motivação e o propósito de todos os dons.

O amor está vinculado à maturidade espiritual. Paulo descreve o amor como eterno, contrastando com todos os outros dons, que são temporários (vs. 8-13). Isso ecoa o chamado à maturidade no capítulo 3, onde ele repreende os coríntios pela imaturidade e carnalidade.

O amor descrito neste capítulo transcende religiosidade, cultura e época. Ele é a essência do que significa ser verdadeiramente humano. Num mundo marcado por egocentrismo, divisões e vazio existencial, o amor é o único capaz de restaurar relações, dar sentido à vida e apontar para algo maior que nós mesmos.

Sem amor, as maiores realizações tornam-se insignificantes. Com ele, gestos simples tornam-se relevantes! – Heber Toth Armí.



I CORÍNTIOS 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
22 de dezembro de 2024, 0:50
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2321 palavras

Os capítulos 12-14 constituem um só argumento. Bíblia Shedd.

Quanto aos dons. Faz supor que Paulo está respondendo a outra pergunta formulada pelos coríntios na referida carta (cf. 7.1; 8.1; 16.1). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Dons espirituais. Habilidades e talentos santificados ou especialmente concedidos pelo Espírito para serem usados no ministério. Bíblia de Estudo Andrews.

Estes dons foram concedidos à igreja quando Jesus ascendeu aos céus (Ef 4:8, 11). Tinham o objetivo de levar a igreja à unidade e de prepará-la para se encontrar com o Senhor (ver Ef 4:12-15). Pode ser que os coríntios tivessem indagado sobre a grandeza relativa , e que alguns deles se orgulhassem dos dons que exerciam como se fossem mais importantes do que os concedidos a outros (ver 1Co 12:18-23). Paulo aproveitou a oportunidade para instruí-los acerca da obra do Espírito no corpo de Cristo, isto é, a igreja. … Deve-se observar que os dons do Espírito não são os mesmos que o fruto do Espírito (Gl 5:22, 23). Os primeiros compreendem atributos o poder divino aos crentes para o cumprimento do propósito de Deus na edificação da igreja. O fruto do Espírito são qualidades de caráter dos membros da igreja que se entregam à direção do Espírito Santo e são movidos pelo supremo atributo do Espírito, que é o amor (ver 1Co 13:13; Gl 5:22, 23; AA, 388; PJ, 68, 69; T5, 169; T4, 355. CBASD – Comentário Biblico Adventista, vol. 6, p. 845.

Ignorantes. A necessidade de esclarecimento com respeito ao assunto se devia ao fato dos coríntios serem cristãos recém-convertidos (v. 2). CBASD, vol. 6, p. 845.

Conduzir-vos. Esse poder que atuava sobre suas paixões e apetites para enganá-los, levando-os a crer que estava se beneficiando dos ritos idólatras, quando na verdade eram destruídos. CBASD, vol. 6, p. 846.

Mudos. Os ídolos … são chamados “mudos” em contraste com o Deus vivo, que Se revelou por meio do Verbo encarnado e que concede dons espirituais que capacitam Seus seguidores a falar em Seu nome. … quaisquer manifestações sobrenaturais ou vozes provinham de poderes demoníacos e não dos ídolos ou deuses representados por eles. CBASD, vol. 6, p. 846.

Anátema (ARA; NVI: “seja amaldiçoado”). Do gr. anathema, “devotado à destruição” (ver com. de Rm 9:3). Eis uma regra simples mediante a qual se pode saber se alguém que se diz estar sob a influência do Espírito Santo é realmente dirigido por Ele. … É impossível que alguém inspirado pelo Espírito Santo rebaixe a Jesus, em vez de exaltá-Lo. Qualquer afirmação desta natureza prova que a pessoa que o pronuncia definitivamente não é influenciada pelo Espírito Santo. O Espírito Santo sempre, e sob todas as circunstâncias, honra a Cristo e motiva qualquer pessoa sob Sua influência a amar e reverenciar o nome de Cristo (ver 1Jo 4:1-3). CBASD, vol. 6, p. 846.

A palavra grega aqui traduzida por “Senhor” é usada na tradução grega do AT (a Septuaginta) para traduzir o nome hebraico Iavé (“SENHOR”). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Que Jesus é o Senhor é convicção só daqueles que têm o Espírito. Bíblia Shedd.

Qualquer um pode afirmar falar por Deus, e o mundo está cheio de falsos ensinadores. Paulo nos fornece um teste para discernir se um mensageiro realmente provém de Deus: ele ou ela confessa a Cristo como Senhor? Não aceite ingenuamente as afirmações de todos os que afirmam falar em nome de Deus; teste suas credenciais examinando o que ele ensina a respeito de Cristo. Life Application Study Bible Kingsway.

Senhor Jesus!  A confissão genuína de que Jesus é o Senhor vem somente dos lábios de alguém dirigido pelo Espírito (cf Mt 16:16, 17). Os que verdadeiramente honram o nome e a obra de Jesus provam que são influenciados pelo Espirito Santo. Jamais alguém terá verdadeiro apreço por Cristo, nem amará Se nome ou Sua obra, a menos que seja dirigido pelo Espírito a perceber a natureza divina do Salvador. Ninguém pode mostrar seu amor pelo nome e pela obra de Cristo seguindo as inclinações do coração não regenerado. Em todos os casos em que alguém aceita a Cristo, é por meio do Espírito de Deus. A pessoa que fala de Jesus de modo leviano ou desacredita de Sua obra, ou ainda ensina doutrinas contrárias à Sua Palavra, prova com isso que não é dirigida pelo Espírito (ver DTN, 412). CBASD, vol. 6, p. 846.

4-6 Espírito … Senhor … Deus. Toda a Trindade está envolvida no exercício do dons concedidos para o benefício da igreja. Bíblia Shedd.

As referências adicionadas ao “Senhor”, que é o mesmo (v. 5), e ao “mesmo Deus”(v. 6), refletem a importância da doutrina da trindade para Paulo; e essa doutrina também presta apoio à unidade dentro da diversidade. Bíblia de Genebra.

Dons. Do gr charismata, literalmente, “dons da graça”. Neste caso, a palavra se refere aos dons extraordinários do Espírito Santo que habita e opera nos crentes. CBASD, vol. 6, p. 847.

O Espírito é o mesmo. Ninguém que receba determinado dom do Espírito deve olhar com desprezo para outro crente por não ter sido favorecido do mesmo modo. CBASD, vol. 6, p. 847.

ministérios. A palavra grega nas suas várias formas é usada para indicar serviço à comunidade cristã, como servir às mesas (At 6:2, 3). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Senhor. No NT, em geral, este termo se refere a Cristo. É um dos nomes pelos quis Ele é conhecido pelos discípulos (Jo 20:25). CBASD, vol. 6, p. 847.

Cada um. Todo cristão tem pelo menos um dom (1Pe 4.10). Bíblia Shedd.

Fim proveitoso. Os dons são distribuídos de acordo com as necessidades da igreja em cada situação. Na sabedoria de Deus, a igreja de Corinto recebeu uma generosa profusão de dons (1Co 1:7). As manifestações sobrenaturais confirmaram a fé dos crentes, que não tinham a evidência histórica que se tem hoje do poder do cristianismo. Tampouco tinha dirigentes treinados ou homens peritos e experientes na Palavra de Deus. As Bíblias, que consistiam apenas do AT, eram raras. Para satisfazer as diversas necessidades, Deus concedeu dons sobrenaturais de forma ampla. CBASD, vol. 6, p. 847.

9. Fé. Não a fé salvífica, que todos os cristãos tem, mas fé para suprir alguma necessidade espec[ifica dentro do corpo de Cristo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Esta não é a fé que todo cristão possui. É um tipo especial de fé que capacita o possuidor a fazer coisas excepcionais para Deus (ver Mt 17:20; 21:21; 1Co 13:2). CBASD, vol. 6, p. 848.

Dons de curar. Referem-se a poderes sobrenaturais como os exercidos pelos apóstolos (Mc 16:18; At 3:2-8; 14:8-10). CBASD, vol. 6, p. 848.

10 milagres. É um ato de Deus que visa a evidenciar seu poder e propósito. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Profecia. Poder para falar com autoridade como porta-voz de Deus, seja prevendo o futuro ou declarando a vontade de Deus para o presente (ver Êx 3:10, 14, 15; Dt 18:15; 2Sm 23:2; Mt 11:9, 10; 2Pe 1:21). CBASD, vol. 6, p. 848.

Discernimento de espíritos. Esta é a capacidade de  distinguir entre a inspiração divina e a contrafação (ver 1Jo 4:1-3; TM, 228, 229). Cristo advertiu a igreja de que surgiriam falsos profetas, em especial nos últimos dias, e todos deviam estar alerta para reconhecer e rejeitar os falsos mestres (ver Mt 24:4, 5, 11, 23-25). CBASD, vol. 6, p. 848.

10 línguas. O dom de falar em línguas estrangeiras sem tê-las estudado é citado por último a fim de enfatizar a falta de importância relativa desse dom. Bíblia de Estudo Andrews.

11 Como Lhe apraz. O grande objetivo de preparar a igreja para se encontrar com Cristo sem mancha e sem culpa, na segunda vinda, é o fator determinante na distribuição de dons (ver Ef 4:12, 13; 5:27; Ap 14:5). CBASD, vol. 6, p. 849.

A fonte dos dons é o Espírito concedido para a edificação do Corpo de Cristo. Portanto, não deve haver rivalidades. Bíblia Shedd.

A cada um. Da mesma forma hoje, todos os que se entregam a Cristo e se tornam membros de Sua igreja, não importando sua nacionalidade, condição social, econômica ou intelectual, têm a certeza de que o Espírito Santo os capacitará a realizar sua missão com eficácia (ver DTN, 823). CBASD, vol. 6, p. 849.

12 Os cristãos devem evitar cometer dois erros comuns: (1) serem orgulhosos de suas habilidades ou (2) pensar que não tem nada a contribuir ao corpo de crentes. Em vez de se compararem uns com os outros, devemos utilizar nossos diferentes dons, unidos, para divulgar amplamente as Boas Novas da salvação. Life Application Study Bible Kingsway.

14-20 Dirigido principalmente aos que consideram seus dons inferiores e sem importância. Segundo parece, os dons mais espetaculares (como as línguas) tinham sido exaltados na igreja de Corinto, de modo que os que não os possuíssem se sentiam inferiores. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A diversidade no Corpo não surge por acaso; é planejada por Deus e essencial. Por isso, não deve haver inveja, vanglória, timidez, preguiça ou ambição. Bíblia Shedd.

17 Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se fosse todo ouvido, onde, o olfato? Se todos os membros da igreja tivessem  os mesmos dons e fossem aptos para o mesmo serviço, fases importantes da atividade da igreja na proclamação do evangelho seriam negligenciadas e a igreja declinaria em espiritualidade e força. Cada parte deve dar sua contribuição ao bem-estar do corpo, caso contrário não é possível manter sua eficácia máxima. … Para desfrutar a vida de forma plena, não se pode prescindir de nenhum sentido corporal. O olfato pode ser considerado como menos importante do que a visão e a audição, mas facilmente se percebe que a pessoa que não tenha o olfato está exposta a certos riscos detectados por esse sentido. CBASD, vol. 6, p. 850.

18 Paulo … está dizendo que Deus designou a diferentes cristãos no corpo de Cristo o exercício de diferentes dons espirituais, não do mesmo dom. E essa diversidade visa a realizar o propósito global de Deus. O método divino emprega diversidade para gerar unidade. Bíblia de Estudo NVI Vida.

20 Há muitos membros, mas um só corpo. Unidade na diversidade, e diversidade na unidade, é a disposição que produz os melhores resultados (ver Ez 1:28; 10; T5, 751; OE, 489). CBASD, vol. 6, p. 851.

21-26 Dirigido principalmente aos que consideram seus dons superiores e mais importantes. Esses versículos oferecem outro indício de que certos dons, como s línguas, tinham sido enaltecidos como preeminentes. Bíblia de Estudo NVI Vida.

22 os membros … mais fracos são indispensáveis. Os cristãos que parecem ter funções menos importantes no corpo de Cristo são, na realidade, indispensáveis. Bíblia de Estudo NVI Vida.

23, 24 Assim como as pessoas cobrem ou protegem certas partes do corpo, deve-se dedicar atenção especial aos membros mais fracos e humildes da igreja, pois isso é importante e necessário (ver os v. 21, 22).  CBASD, vol. 6, p. 854. Bíblia de Estudo Andrews.

23 os membros que em nós são indecorosos são tratados com decoro especial. Os cristãos cujas funções talvez sejam pouco visíveis na igreja devem receber respeito especial. Bíblia de Estudo NVI Vida.

24 Deus coordenou o corpo, concedendo muito mais honra àquilo que menos tinha. A face fica descoberta e é considerada atrativa ao passo que outras partes do corpo são cobertas. Isso sugere que os membros da igreja providas de dons espirituais menos evidentes não devem ser desprezados nem tratados como inferiores. Os dons mais simples não devem ser menos estimados, mas tratados com mais consideração e cuidado, pois são indispensáveis para o corpo como um todo. CBASD, vol. 6, p. 852.

25 Igual cuidado. Porque são membros do Corpo, não porque são simpáticos. Bíblia Shedd.

26 Sofre. Quando um membro do corpo sofre, todo o corpo é afetado. É assim também com a igreja; deve haver estreita e viva ligação entre os membros, de modo que o sofrimento de um seja sentido por toda a igreja, e todos se esforcem para ajudar o sofredor. CBASD, vol. 6, p. 852.

27 Corpo de Cristo. A igreja é a soma de seus membros; cada membro, por mais insignificante que pareça, é parte vital e indispensável do corpo de Cristo. Bíblia de Estudo Andrews.

Os membros da igreja devem se sujeitar a Cristo em tudo, assim como as partes do corpo são regidas pela vontade da pessoa; … os crentes devem manter entre si a relação de membros do mesmo corpo; todos sujeitos à mesma cabeça, Cristo. CBASD, vol. 6, p. 853.

28 Apóstolos. Literalmente, “enviados”. O termo não deve ser limitado aos doze. Outros também foram chamados de apóstolos (ver 1Co 15:7; Gl 1:19). CBASD, vol. 6, p. 853.

Mestres. Aqueles dotados de habilidades especiais para expor as Escrituras. … O mestre analisa e resume a verdade com tal clareza e lógica que os que a ouvem entendem a mensagem. CBASD, vol. 6, p. 853.

Socorros. Em geral, entende-se que este dom é conferido aos que realizam o trabalho de diaconato na, igreja, particularmente nos casos em que esses cargo requer ministrar às necessidade do pobre e do doente. Esse é um trabalho de pouca publicidade, mas é parte importante da vida da igreja. Visitar os doentes e lhes estender ajuda real e solidária, física e espiritualmente, é um meio poderoso para fazer com que o coração se volte para o Salvador. CBASD, vol. 6, p. 853.

Línguas. Três vezes aparece por último nas listas por ser de menos valor para a igreja. A lista nãoestá completa. Veja Rm 12.6ss; Ef 4.11ss. Bíblia Shedd.

29, 30. São todos apóstolos … ? Os cristãos têm dons diferentes, e ninguém é obrigado a ter nenhum dom específico. Bíblia de Estudo NVI Vida.

29 Porventura, são todos apóstolos? Os v. 29 e 30 mostram que Deus não concede nenhum dom específico a todos os crentes. Eles são distribuídos de acordo com a necessidade de uma dada situação que confronta a igreja em determinado tempo e lugar. Os dons nunca são para glorificação e exaltação do ser humano, mas para o cumprimento dos planos e propósitos de Deus, que concede esses poderes a Seu povo como Lhe apraz, e não segundo ideias e opiniões humanas (ver v. 4, 5, 11). CBASD, vol. 6, p. 854.

31 Procurai, com zelo, os melhores dons. Sem dúvida, aqueles dons relacionados diretamente com o propósito da igreja, isto é, pregar o evangelho, e que contribuem mais para a edificação geral (ver 1Co 14:1), são considerados de mais importância. CBASD, vol. 6, p. 854.

Procurai. Indica dedicação ardente e cuidadosa, não para conseguir mas para usar e receber os benefícios. Os dons são dados em potencial; devem ser desenvolvidos. Bíblia Shedd.

Um caminho sobremodo excelente. Paulo agora mostra [no cap 13] o caminho certo de exercer todos os dons espirituais – o caminho do amor. Não identifica o amor como dom; pelo contrário, é fruto do Espírito (Gl 5.22). Bíblia de Estudo NVI Vida.



I CORÍNTIOS 12 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
22 de dezembro de 2024, 0:40
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I CORÍNTIOS 12 – As práticas eclesiásticas não devem ser focadas em agradar preferências pessoais, mas em glorificar a Deus e promover a edificação coletiva. Desde o capítulo anterior, Paulo mostra que, seja em questões culturais ou doutrinários, a postura cristã deve priorizar a edificação e a harmonia no corpo de Cristo.

Agora, Paulo apresenta a metáfora do corpo para ensinar sobre a unidade na diversidade dentro da igreja. Considere estes passos, baseados em I Coríntios 12:

• Reconhecer a fonte da unidade – O Espírito Santo: A unidade começa ao reconhecer que todos os dons, ministérios e operações vêm do Espírito Santo. É Ele Quem une a Igreja num propósito comum (v. 1-11).

• Valorizar a diversidade de dons: Cada membro da igreja tem um papel único. Promover a unidade significa celebrar os dons diferentes em vez de competir ou desprezar (v. 12-20).

• Reconhecer a igualdade dos membros: Para promover a unidade, todos os membros devem ser tratados respeitosamente, independentemente da função que desempenham; cada pessoa é indispensável (v. 21-25).

• Praticar empatia e cuidado mútuo: A unidade se fortalece quando há solidariedade e alegria compartilhada. É essencial promover um ambiente em que todos se sintam apoiados (vs. 26).

• Buscar o propósito comum no corpo de Cristo: A unidade só é alcançada quando todos trabalham juntos para cumprir a missão de Cristo no mundo, colocando os interesses do Reino de Deus acima dos interesses pessoais (vs. 27-31).

A unidade descrita neste capítulo resulta de uma compreensão profunda de que somos diferentes, mas interdependentes, e de que o Espírito Santo é o vínculo que nos une. Ao seguir esses passos, a igreja reflete o caráter de Cristo e se torna mais eficaz em cumprir o propósito de Deus na Terra.

“O povo de Deus é chamado para demonstrar não apenas o poder de cura e de reconciliação do evangelho, mas também o fato de que todas as nações poder ser uma em Cristo. O ensino de Paulo em I Coríntios 12 comunica a realidade que a união cristã não acontece apenas na diversidade e, sem dúvida, não ocorre apesar dela, mas por seu intermédio… todos são necessários para expressar a completude e a riqueza do corpo de Cristo. Aliás, para Paulo, não existe unidade sem diversidade” (Denis Fortin).

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



I CORÍNTIOS 11 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO
21 de dezembro de 2024, 1:00
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Texto bíblico: I CORÍNTIOS 11 – Primeiro leia a Bíblia

I CORÍNTIOS 11 – BLOG MUNDIAL

I CORÍNTIOS 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COMENTÁRIO ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



1 CORÍNTIOS 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
21 de dezembro de 2024, 0:50
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1 Como também eu sou. Todo ministro do evangelho de Cristo deve estar apto a pedir que seus ouvintes imitem seu exemplo ao seguir o Mestre. Se não pode fazê-lo, deve esquadrinhar o coração e rogar a Deus para que viva para Ele em todos os aspectos, e não para si mesmo. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 828.

Sua própria cabeça. Isto pode se referir tanto a Cristo, que é “a cabeça de todo homem” (v. 3), ou à cabeça literal do homem, que seria desonrada estando coberta. O homem que, como servo do Senhor, se recusa publicamente a demonstrar respeito por Cristo, traz desonra tanto ao Senhor quanto à sua própria cabeça. Corinto era uma cidade grega, e, por consideração ao costume grego, Paulo ensinou que ao adorar a Deus, nessa cidade, os homens deviam seguir o modo usual de mostrar respeito, removendo a cobertura da cabeça na presença de um superior. Os homens não deviam agir como mulheres. CBASD, vol. 6, p. 831.

5 Sem véu. Era costume das mulheres cobrir a cabeça com véu, como evidência de que eram casadas, e também como modéstia. CBASD, vol. 6, p. 831.

10 Autoridade. Do gr. exousia. É provável que isso se refira ao sinal da autoridade do marido, o véu, que as mulheres usavam como reconhecimento público de sua posição sob a autoridade do marido. Aceitar de boa vontade esse costume era um privilégio honrado, indicando que a mulher tinha posição de respeito na comunidade, pois ela “pertencia” a alguém, e podia reclamar apoio e proteção deste sob cuja “autoridade” vivia. CBASD, vol. 6, p. 833.

11 No Senhor. Esta relação entre homem e mulher está de acordo com o desígnio e a direção do Senhor. É intenção e ordem de Deus que dependam um do outro, vivam em mútua consideração e promovam o bem-estar e a felicidade um do outro. Cada um é necessário ao bem estar do outro, e esse fato deve ser reconhecido na relação. O homem não pode existir sem a mulher, nem a mulher sem o homem. Um é incompleto sem o outro. Isso devia ser motivo suficiente para evitar a jactância por parte do homem. CBASD, vol. 6, p. 833.

14 Natureza. Neste caso, o termo indica a ordem natural das coisas, o que em geral é aceito pelas pessoas, o costume prevalecente. Na época de Paulo, era costume para um judeu, grego e romano usar cabelo curto. Entre os israelitas se considerava vergonhoso que um homem tivesse cabelo comprido, com exceção daquele que tivesse feito voto de nazireu. CBASD, vol. 6, p. 834.

17 Não para melhor. O propósito das reuniões regulares dos crentes é o fortalecimento espiritual e o encorajamento dos participantes a enfrentar a batalha da vida com mais fé e esperança. Longe de louvar seu comportamento e a forma de observar os ritos da casa do Senhor, o apóstolo achou necessário repreendê-los. Primeiramente, declarou de forma categórica que suas reuniões não produziam bons resultados, mas ruins. Em seguida, ampliou essa afirmação e mostrou como tinham permitido que práticas errôneas privassem o serviço da comunhão de sua santidade e inspiração adequadas. CBASD, vol. 6, p. 835.

27 Indignamente. Ou, sem a devida reverência pelo Senhor, cujo sofrimento e sacrifício estão sendo lembrados. Pode-se dizer que a indignidade consiste na conduta imprópria (v. 21) ou na falta de fé vital e ativa no sacrifício expiatório de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 841.

28 Examine-se. Antes de participar da Ceia do Senhor, a pessoa deve rever sua experiência cristã e certificar-se de estar pronta para receber as bênçãos que esse rito proporciona a todos que estão em relacionamento com Deus. Deve refletir se, dia a dia, tem experimentado a morte para o pecado e o novo nascimento para o Senhor, se está ganhando a batalha contra os pecados que o afligem e se sua atitude para com o próximo está correta. Palavras, pensamentos e ações devem ser inspecionados, bem como hábitos de devoção pessoal e tudo que influencie no progresso em direção a um caráter que reflita a imagem de Jesus. CBASD, vol. 6, p. 841.

34 Fome. Isto se refere ao desejo físico por alimento, não o anseio espiritual pelo pão da vida. A Ceia do Senhor não tem o objetivo de satisfazer a fome física. Seu propósito é ser um memorial do maior e mais solene evento, e não um banquete. As instruções dadas neste capítulo, quando seguidas cuidadosamente, fazem da Ceia do Senhor um serviço cheio de consolo e santa alegria. CBASD, vol. 6, p. 843.



I CORÍNTIOS 11 – COMENTÁRIO DO PASTOR HEBER TOTH ARMÍ
21 de dezembro de 2024, 0:40
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I CORÍNTIOS 11 – Paulo é o apóstolo que enfatiza a liberdade cristã em outros textos (conferir Gálatas 5:1). Ele sugere que práticas culturais e litúrgicas devem ser adaptadas ao contexto, desde que não comprometam a essência da mensagem do evangelho.

Encontramos nos primeiros versículos questões sobre ordem e decoro no culto, especialmente relacionadas às práticas de cobrir ou descobrir a cabeça durante a oração e a profecia. Paulo estabelece argumentos baseados na criação, na relação entre homem e mulher, e na cultura da época.

• Ordem na criação: O homem é a “imagem e glória de Deus”, e, a “mulher é a glória do homem” (I Coríntios 11:7).
• Tradição cultural: Paulo demonstra a importância de respeitar os costumes de cada época e lugar, como o uso do véu para mulheres, que simbolizada respeito e modéstia.
• Natureza: O texto declara que “a própria natureza” ensina que é desonroso para o homem ter cabelo comprido, enquanto para a mulher, o cabelo é “uma glória para a mulher” (I Coríntios 11:14-15).

Mesmo fundamentados em princípios bíblicos, os cristãos devem equilibrar a teologia com a relevância cultural e a lógica prática.

O clímax do assunto do véu, e das diferentes funções de homens e mulheres está em I Coríntios 11:16. “Mas, se alguém quiser fazer polêmica a esse respeito, nós não temos esse costume nem as igrejas de Deus”.

Em suma,

• A unidade doutrinária e prática é fundamental para evitar disputas desnecessárias.
• As práticas de culto devem refletir a unidade e ordem, respeitando contextos culturais, mas sempre com base nos princípios bíblicos.
• É importante distinguir entre costumes culturais transitórios e mandamentos universais.
• A igreja deve ser sábia em manter aquilo que edifica e promove a unidade.
• As práticas de questionar as instruções divinas é prejudicial a unidade eclesiástica.

A maneira como a Ceia do Senhor é celebrada deve ser um testemunho da comunhão entre os membros e a obra redentora de Cristo. O comportamento contencioso (I Coríntios 11:16) e as divisões na Santa Ceia (I Coríntios 11:17-34) refletem um problema maior: A valorização excessiva do individualismo em detrimento da unidade.

Seja no uso do véu (autoridade/ordem) ou na Ceia (igualdade/comunhão), os valores centrais do evangelho devem moldar as práticas cristãs.

Reflita: A unidade é essencial para haver reavivamento espiritual! – Heber Toth Armí.



JEREMIAS 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS 
2 de fevereiro de 2024, 0:50
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545 palavras

Dai voltas. Esta ordem é dada para destacar a universalidade da corrupção moral que prevalecia em Jerusalém. O desafio nos lembra da antiga história do sábio grego Diógenes, fundador da escola cínica de filosofia, que caminhava pelas ruas de Atenas com uma lanterna acesa, procurando um homem honesto. … chama a atenção para a extrema escassez de pessoas justas. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 401.

Grandes. Sem dúvida, os príncipes, sacerdotes, etc. A posição social e a educação proporcionaram a eles a oportunidade de estudar a lei e aprender dela “o caminho do Senhor”. CBASD, vol. 4, p. 401.

Estes, de comum acordo. Eles eram mais culpados porque pecaram a despeito de terem recebido uma luz [conhecimento] maior. CBASD, vol. 4, p. 401.

Leão … lobo … leopardo. Os símbolos deste versículo, sem dúvida, se referem aos babilônios. CBASD, vol. 4, p. 401.

Adulteraram. Espiritual e literalmente… A associação da imoralidade com os cultos idólatras torna a figura duplamente adequada. CBASD, vol. 4, p. 402.

10 Tirai-lhes as. Os membros degenerados de Judá seriam podados da videira, mas o próprio tronco, aparentemente, sobreviveria. Deus os deserdou e os entregou às mãos dos babilônios. CBASD, vol. 4, p. 402.

Gavinhas. “Brotos” ou “folhas” da videira. CBASD, vol. 4, p. 402.

15 De longe. Possivelmente, uma alusão direta à predição de Deuteronômio 28:49. Em comparação com países como Moabe, Filístia e Edom, Babilônia era um país distante, e é assim designada em Isaías 39:3 (cf. Jr 1:15; 4:16). CBASD, vol. 4, p. 403.

Nação antiga. A grande antiguidade de Babilônia parece ter apenas ter contribuído para seu orgulho, arrogância, crueldade e habilidade na arte da destruição. CBASD, vol. 4, p. 403.

Cuja língua ignorais. A língua mencionada aqui é o aramaico, que rapidamente se tornou um meio de comunicação diplomática e comercial internacional. CBASD, vol. 4, p. 403.

16 A sua aljava. Os babilônios eram hábeis no tiro com arco (ver Jr 4:29). CBASD, vol. 4, p. 403.

Sepultura aberta. Poder consumidor dos arqueiros babilônios (ver Is 5:28; 13:18). CBASD, vol. 4, p. 403.

27 Como a gaiola cheia de pássaros, são as suas casas cheias de fraude. Aparentemente, o significado é que, como uma gaiola do passarinheiro está cheia de pássaros que ele capturou, da mesma forma, as casas das pessoas estão cheias com os bens adquiridos por meio de engano e desonestidade. Tornaram-se ricos enganando-se mutuamente nas negociações (ver Sl 73:12). CBASD, vol. 4, p. 404.

28 Engordam. Isto é, eles se tornaram prósperos (Dt 32:15;. Sl 73:7; 92:13; Pv 28:25).  CBASD, vol. 4, p. 404.

Nédios [luzidios]. Possivelmente uma referência à maciez da pele deles. CBASD, vol. 4, p. 404.

A causa dos órfãos. As pessoas eram frias e indiferentes às suas obrigações sociais para com os necessitados (ver Êx 22:22; Is 1:23; etc.). CBASD, vol. 4, p. 404.

31 Os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam de mãos dadas com eles. Os sacerdotes exerceram suas funções em subserviência a esses falsos profetas … (Jr 29:24-26). CBASD, vol. 4, p. 405.

É o que deseja Meu povo. Sem dúvida, isso explica o sucesso dos falsos profetas e sacerdotes. Eles faziam o que atraía o coração do povo. Voluntariamente, o povo se deixou induzir ao erro. CBASD, vol. 4, p. 405.

Porém, que fareis quando estas coisas chegarem ao fim? A maldade conjunta dos líderes e do povo levou a um “fim” inevitável. A nação foi desafiada a levar em consideração essa solene realidade. Enquanto os falsos profetas só pensavam no presente e na sua prosperidade imediata, Jeremias estava preocupado com o destino final da nação do futuro. CBASD, vol. 4, p. 405.



JEREMIAS 5 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ 
2 de fevereiro de 2024, 0:40
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JEREMIAS 5 – Enquanto Jeremias aborda a questão da infidelidade e a restauração num contexto imediato e histórico, as profecias apocalípticas abrangem o plano divino para o fim dos tempos. Desta forma, tanto Jeremias quanto as profecias neotestamentárias compartilham temas de juízo, restauração e reconciliação.

Note que no Apocalipse, a infidelidade espiritual é revelada de forma geral na igreja cristã. O auge dessa apostasia vinculada à hipocrisia alcança a rebelião contra Deus em escala global quebrando os Dez Mandamentos (Apocalipse 9:20-21; 13:1-18; 18:2-3). Por isso, algumas promessas apocalípticas de Cristo são pertinentes; por exemplo: “Seja fiel até a morte, e Eu lhe darei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10). Fica evidente que, somente perseverantes na religião verdadeira serão salvos (Mateus 24:12); um remanescente fiel desfrutará das recompensas dos justos, conforme Apocalipse 14:12 – “Aqui está a perseverança dos santos que obedecem aos mandamentos de Deus e permanecem fiéis a Jesus”.

O teor desta mensagem está em Jeremias. O profeta transmitiu a Palavra de Deus, a qual não falha, caduca ou perde a validade (Jeremias 1:12; 15:16; 23:29; 31:35-36).

• Considerando que desde o início do livro, nota-se um Deus compassivo que apela ao arrependimento do Seu povo ingrato, perverso, adúltero, infiel, hipócrita e rebelde, em Jeremias 5 é possível vê-lO prezando mais pelas profecias de perdão e graça do que de condenação e desgraça.

“Sodoma seria poupada se nela houvesse dez justos (Gên 18:22-23). Pois bem, Jerusalém seria perdoada se nela houvesse um homem que praticasse a justiça ou buscasse a verdade”, reflete Siegfried Schwantes. Infelizmente, Jeremias não encontrou ninguém que praticasse os princípios da verdade.

A nação de Judá estava madura para o juízo. Assim também estará o mundo quando no momento da segunda vinda de Cristo (II Timóteo 4:1-5; Apocalipse 14:14-20). Deus sendo justo, não permitirá que o pecado e a desobediência prevaleçam indefinitivamente (Jeremias 5:29-31).

• É certo que as profecias concernentes ao juízo se cumprirão, porém, o que Deus realmente almeja é cumprir Suas promessas de perdão, reconciliação e restauração.

O propósito da disciplina divina é a correção; porém, há situações em que tais disciplinas não corrigem porque os rebeldes se dispõem a endurecer o coração (Jeremias 5:1-31). Mesmo assim, Deus expõe tal situação a fim de que haja arrependimento que gere salvação. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



JEREMIAS 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
1 de fevereiro de 2024, 0:50
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440 palavras

Se jurares. Jurar pelo nome do Senhor era um reconhecimento da supremacia de Deus (ver Dt 10:20; Jr 12:16; ver com. de Dt 6:13). … Os judeus deveriam provar que Deus era supremo no pensamento deles. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 394.

Circuncidai-vos. A circuncisão devia ser um símbolo da devoção do coração a Deus e uma marca da separação da idolatria (ver com. de Gn 17:10, 11). Circuncidar o coração significava tirar toda a impureza (ver Dt 10:16; 30:6). A verdadeira circuncisão é interna, não externa (ver Rm 2:28, 29; Fp 3:3; Cl 2:11). CBASD, vol. 4, p. 395.

Não haja quem apague. O profeta comparou a ira de Deus contra o pecado ao fogo que não pode se apagar, até que tenha completado sua obra destruidora (ver Jr 7:20). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 395.

Arvorai a bandeira rumo a Sião. Um sinal deveria ser colocado sobre um mastro elevado, para direcionar os refugiados a Sião. CBASD, vol. 4, p. 395.

Do Norte. Uma clara referência aos babilônios. CBASD, vol. 4, p. 395.

Um leão. Uma figura de linguagem que retrata o irresistível poder e a ferocidade dos invasores caldeus (Jr 49:19; 50:17, 44; cf. Gn 49:9; Pv 30:30; Is 5:29; Dn 7:4; Ap 5:5). CBASD, vol. 4, p. 396.

Cingi-vos, pois, de Cilício. Um vestuário frouxo ou peça de vestuário feita de fios escuros e grossos, panos de saco (ARC), usada em luto e humilhação (ver com. de Gn 37:34). CBASD, vol. 4, p. 396.

11 Vento abrasador. Vento oriental seco e quente soprando do deserto era a maldição climática da região, devido à sua violência, calor e excessiva aridez. CBASD, vol. 4, p. 397.

15 Desde Dã. Uma designação da fronteira norte da Palestina (ver Dt 34:1), frequentemente mencionada com a fronteira sul, Berseba (Jz 20:1; 1Sm 3:20; etc.). CBASD, vol. 4, p. 397.

Região montanhosa de Efraim. A menção de Efraim logo após Dã indica a rápida propagação das notícias do invasor ou a rápida aproximação dos próprios invasores. CBASD, vol. 4, p. 397.

20 Terra. Do heb. ‘erets, que pode ser traduzida por “região” ou “mundo”. A destruição ilustrada neste capítulo tem sua aplicação primária na desolação da região de Judá pelos exércitos babilônicos, mas também descreve as condições no grande dia de Deus, no fim dos tempos (Ed 181; GC, 310 [e 659]). CBASD, vol. 4, p. 398.

22 Néscios. Literalmente, “tolos”. CBASD, vol. 4, p. 398.

30 Alarga os olhos. A referência é a um costume oriental feminino de colocar um pó mineral preto nas bordas das pálpebras (ver com. de 2Rs 9:30). esse pó preto tinha um brilho metálico e fazia com que os olhos parecessem maiores e mais brilhantes. CBASD, vol. 4, p. 399.

Os amantes. Os poderes estrangeiros os quais Jerusalém cortejava. Judá constantemente procurou segurança em alianças estrangeiras (ver com. de Jr 2:33, 36). No entanto, todos os esforços para encontrar segurança nesses “amantes” estrangeiros seriam em vão. CBASD, vol. 4, p. 399.



JEREMIAS 4 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ 
1 de fevereiro de 2024, 0:40
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JEREMIAS 4 – Jeremias é um homem consagrado que abre o coração e compartilha suas emoções de maneira mais pessoal e profunda do que outros profetas. Esse servo de Deus revela sua sensibilidade e expressa suas emoções diante do sofrimento de seu povo e das mensagens difíceis de transmitir.

Ao longo de Jeremias 4 e em outros textos do seu livro notamos o piedoso servo de Deus profundamente angustiado pelas condições da nação/igreja. Ele expressa tristeza, dor e compaixão diante do afastamento de Israel de Deus e dos consequentes julgamentos que se aproximavam. A linguagem do texto em pauta é intensa e carregada de emoção, ressaltando a preocupação e a aflição do profeta com destino ao seu povo.

• “Temos no v. 19 um fragmento autobiográfico do mais alto valor, pois nele se revela como o coração do profeta se confrangia ante o espetáculo de um povo condenado a sofrer por sua rebelião e impenitência”, observa Siegfried Schwantes.

Jeremias 4 faz parte de uma seção maior que aborda as advertências e chamados ao arrependimento dirigidos a Judá/Israel. O profeta trata do juízo iminente e da urgente necessidade de voltar-se para Deus. E então descreve vividamente a devastação que se aproximava e, por esta razão, instou o povo a mudar de rumo/caminho.

A única esperança para o povo de Deus do passado era a presença do Senhor, o que requer um rompimento com um passado de pecado, um arrependimento no presente que resultará em bênçãos em lugar de juízo, condenação e sofrimento (Jeremias 4:1-18).

• “Na parte final do capítulo”, diz Schwantes, “a visão do profeta parece transcender as calamidades que desabariam sobre Judá, num futuro próximo, para abarcar a destruição do mundo no final da história. Em sua mente, a destruição iminente de Judá torna-se um tipo de destruição que envolverá a Terra no final… Os vocábulos usados são os mesmos de Gênesis 1:2 [“sem forma e vazia”], onde se descreve o caos que reinava antes da atividade criadora e organizadora de Deus”.

No final dos mil anos (Apocalipse 20), a Terra será queimada, mas não totalmente (Jeremias 4:27). Após queimar até os ramos e raízes do mal e seus agentes (Malaquias 4:1-2), Deus recriará novos Céus e nova Terra (Apocalipse 21:1-22:5; II Pedro 3:10-13). Há esperança! – Heber Toth Armí.