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EZEQUIEL 1 – Quando tudo mostra-se ruindo, quando o desespero parece aumentar e quando o povo de Deus pode ter espaço para duvidar de Sua existência e poder, o próprio Deus faz alguma coisa para auxiliar, orientar e confortar aos aflitos.
“Ezequiel datou suas profecias com precisão. A primeira (Ez 1:2) é do quinto ano de Joaquim no exílio (593 a.C.); a última profecia datada é de 571 a.C. (Ez 29:17). Seu ministério durou, portanto, 22 anos. Se, como sacerdote, Ezequiel começou seu ministério aos trinta anos, estava com mais de cinquenta quando terminou de profetizar” (William MacDonald).
O profeta “Ezequiel ministrou aos companheiros de exílio pouco antes e durante os primeiros vinte anos do cativeiro. Os judeus alimentavam a falsa esperança de voltar em breve a Jerusalém, daí Ezequiel lhes mostrar a necessidade de se voltarem, primeiramente, para o Senhor” (MacDonald).
Em meio dos cativos israelitas na Babilônia, sofrendo as consequências dos erros alheios, e experimentando o preço do pecado na pele (vs. 1-3), Ezequiel recebe visões da soberania e glória de Deus (vs. 4-28).
• Deus veio como uma tempestade com ventos assustadores para julgar o impenitente Israel que rejeitara todos os sinais de alerta e misericórdia visando privar-lhe de sofrerem no exílio (vs. 3-4);
• Os querubins, lembrando os registros em Gênesis 3:24, mostram o poder dos seres celestiais para colaborar com Deus e Seus propósitos (vs.5-14);
• Rodas gigantes, seres viventes misteriosos, fogo que se revolvia e olhos nas extremidades das rodas, mostram que Deus é Onisciente e Onipresente no Universo (vs. 15-21);
• O firmamento como cristal brilhante, sons assustadores de asas dos querubins e voz poderosa mostram a Onipotência de Deus no Universo (vs. 22-25).
• O imponente trono revela autoridade e domínio divinos acima da calamidade enfrentada pelos habitantes de Judá, exilados em Babilônia (vs. 26-28).
Diante das incertezas da vida, exausto pela situação aparentemente sem solução, e enfrentando dúvidas sobre a capacidade de Deus, o profeta Ezequiel recebe visões que transmitem segurança e esperança.
O apóstolo João precisou do mesmo conforto. Exilado na ilha de Patmos, com todos os colegas apóstolos martirizados, e, a igreja sendo perseguida e massacrada, as visões apocalípticas mostrou-lhe que Deus é soberano e está no controle na história de Seu povo.
Deus vê nossas aflições! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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LAMENTAÇÕES 5 – Creio que não damos o devido valor que merece o livro de Lamentações. Os judeus o consideram importante e o leem pelo menos uma vez ao ano. Lamentações consta na lista de livros lidos numa das festas anuais:
• Cantares de Salomão: Páscoa.
• Rute: Pentecostes.
• Eclesiastes: Festa das cabanas ou tabernáculos.
• Ester: Purim.
• Lamentações: Queda de Jerusalém e destruição do templo, festa celebrada no nono dia de Av (meados de julho).
O Dicionário Bíblico Wycliffe faz a seguinte análise sobre Lamentações: “O lamento não é simplesmente por Jerusalém estar destruída e o povo devastado. É que a catástrofe é um ato de Deus, executando um castigo merecido. Aqueles que deveriam ter sido líderes responsáveis não agiram corretamente, e o povo, voluntariamente, os seguiu. Deus está castigando Israel por seu pecado. Mas a adversidade não é apenas punitiva, é também corretiva. O amor e o propósito da aliança de Deus jamais falharam e jamais falharão”.
O capítulo final vai além do lamento. D. L. Moody declara que “este capítulo é realmente uma oração nacional feita a Jeová, a única esperança e auxílio de Sião”.
Assim, este capítulo é o auge do livro, o ápice dos lamentos, a conclusão apoteótica – a “cereja do bolo”. Então, redobre a tua atenção nestes últimos 22 versículos:
1. Reconhecimento nacional de que a terrível situação deu-se devido ao histórico carregado de pecados é uma nobre motivação para começar uma oração (vs. 1-4);
2. Embora a profecia indicasse exílio em Babilônia de 70 anos no livro de Jeremias (25:1-14), é sábio expor aflições a Deus e suplicar-Lhe misericórdia para suportar as consequências dos pecados (vs. 5-16);
3. Os caminhos seriam outros caso pecados não fossem amados. A história seria diferente se houvesse aberta rejeição à corrupção. Os pecados arruínam a sociedade, adoecem o coração e saqueiam as bênçãos de Deus (vs. 17-18).
4. Deus é a esperança exclusiva e concreta para qualquer desespero e angústia. O poema termina assim:
Contudo, ó Eterno, Tu ainda és soberano,
E teu trono eterno permanece para sempre…
Leva-nos de volta para Ti, Senhor! Estamos prontos para voltar.
Dá-nos um novo início.
A não ser que não tenha mais volta, não nos queira mais,
e a sua fúria não tenha fim (vs. 19-22).
“Senhor, reaviva-nos!” – Heber Toth Armí.
Escreva o que achou do livro de Lamentações de Jeremias:
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LAMENTAÇÕES 4 – Fazer autoavaliação espiritual baseando-se na Bíblia é uma forma de buscar explicações concretas para nossas situações complexas.
“Duas ideias distintas, mas relacionadas, ajudam a unificar o livro das Lamentações. Primeiro, embora o texto lastime claramente a condição de Jerusalém, a retidão de Deus nunca é deixada de lado. O Senhor manteve as promessas de punição (2.17) [ver Levítico 26; Deuteronômio 27-28; II Reis 17; 25]. Segundo, Deus é fiel ao povo de Israel (3.22,23), o que significa que nele permanece a esperança para o futuro. Deus não rejeitará o povo para sempre, um fato que Deuteronômio 30, Isaías 65 e 66, Jeremias 30-33, Ezequiel 36 e 37 e inúmeros outros textos já proclamaram. A retidão de Deus exige que o pecado seja castigado. A fidelidade divina exige que as promessas feitas ao crente sejam mantidas” (Paul R. House).
Sobre o capítulo 4, House afirma: “Apesar de constante esperança baseada no caráter de Deus, expressa em Lamentações 3, Israel como um todo tem ainda que voltar-se para o fiel Yahweh. Por isso, a realidade continua severa. Cada elemento da sociedade israelita foi afetado pela queda de Jerusalém. Crianças morrem (4.4), algumas cozidas pela própria mãe, que as comem devido ao sítio (4.10). Profetas (3.13) e nazireus (4.7 [na NVI: príncipes]) compartilham a miséria nacional. Em resumo, a ira de Deus ‘dividiu’, ou espalhou, o povo pelo mundo (4.16). Tão efetiva foi essa dispersão que seu efeito em Isael é comparada à destruição de Sodoma (4.6)”.
Pecadores precisam arrepender-se!
• Desvalorizar ao Senhor é armadilha fatal que leva pecadores a serem e se sentirem desvalorizados na sociedade (vs. 1-4);
• Justos não são desamparados nem sua descendência mendiga o pão (Salmo 37:25); mas, a imoralidade e a impiedade resultam em misérias inigualáveis (vs. 5-10);
• A intolerância de Deus ao pecado é visível em Suas atitudes, as quais visam corrigir e libertar Seu povo, inclusive profetas e sacerdotes, das marcas do diabo (vs. 11-16).
• A disciplina de Deus não é exclusiva para Seu povo, Ele quer restaurar Edom e o mundo. O castigo divino objetiva eliminar o mal, por isso há esperança em Deus (vs. 17-22).
Antes de irritar-se com Deus por tua situação, irrite-se com o pecado; depois, busque perdão em Deus!
“Senhor, perdoa-nos! Restaura-nos! Reaviva-nos…” – Heber Toth Armí.
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LAMENTAÇÕES 3 – Todos nós temos problemas, enfrentamos desafios e lutamos por soluções. Há momentos de bonança, mas são muitos (e intensos) os momentos tensos e angustiantes.
“Os problemas nunca vão desaparecer durante nossa existência. Problemas existem para ser resolvidos e não para perturbar-nos. Quando a ansiedade ou a angústia invadir sua alma, não se desespere, extraia lições de sua aflição. É a melhor maneira de ter dignidade na dor. Caso contrário, sofrer é inútil. E, infelizmente, a maioria das pessoas sofre inutilmente. Elas expandem a sua miséria sem enriquecer a sua sabedoria”, explica o médico, psicoterapeuta e psiquiatra Augusto Cury.
O Comentário Bíblico Adventista observa que “por 40 anos, Jeremias instou o povo de Judá a que se arrependesse; ele procurou fortalecer as mãos de Josias e de seus sucessores por meio de um governo justo e uma política externa sábia e honesta; e, acima de tudo, alertou a Judá da certeza da destruição que viria caso a nação persistisse em seus maus caminhos. As Lamentações são o clímax destas profecias. Testificam do seguro cumprimento dos juízos prometidos por Deus. Contudo, sua mensagem não é desesperadora. Em meio à mensagem de desolação corre um fio de esperança de que o Senhor perdoará e abrandará o sofrimento de Seu povo”.
Note que o remanescente sofre ao ver o povo de Deus sofrendo. Entretanto, ao voltar-se para Deus, sem ignorar a prevalência da justiça divina sobre o pecado de um povo injusto, apoia-se sobre a esperança e misericórdia divinas. Então, clama por libertação e pede justiça contra inimigos.
W. Osborne sintetiza o terceiro lamento de Jeremias da seguinte forma:
1. O homem que viu a aflição (vs. 1-21);
2. O tempo de esperar em Deus (vs. 22-39);
3. Um tempo para avaliação (vs. 40-54);
4. Um Deus pronto para responder (vs. 55-66).
Misericórdia e graça de Deus transbordam em um mundo sofredor. Elas se renovam a cada amanhecer. Quando você acorda, o saldo de misericórdia Deus está sempre positivo!
• Sábio é quem aprende tirar o foco das preocupações e colocar na oração que espera pelo Senhor.
Relembrar atos divinos na história sagrada enche-nos o coração de esperança. Na cruz aconteceu a maior demonstração da graça e misericórdia divinas. Reflita no sofrimento de Jesus por ti.
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.