Filed under: Sem categoria
Filed under: Sem categoria
LAMENTAÇÕES 1 – Uma visão míope da Bíblia interpreta-a como antiquada para povos não-judeus. Uma visão distorcida da Palavra de Deus corrompe o verdadeiro conceito do Criador e interpreta de forma limitada Suas revelações.
O livro de Lamentações, escrito por Jeremias, inspirado pelo Espírito Santo, complementa os 52 capítulos do livro de Jeremias. Ele é pequeno, mas tão importante quanto o livro grande. Este profetiza a destruição da cidade da paz (Jerusalém); aquele é uma demonstração dos sentimentos do profeta frente ao cumprimento das suas tristes profecias.
Cada capítulo de Lamentações “tem vinte e dois versículos, exceto o capítulo central, que tem exatamente três vezes esse número” (J. Sindlow Baxter). “O número de versículos em cada poema é divisível por 22, porque são poemas acrósticos: Cada versículo ou conjunto de versículos começa com uma letra diferente, entre as 22 consoantes do alfabeto hebraico” (Lawrence O. Richard).
A Septuaginta (LXX) oferece informações precisas do contexto do livro na introdução do texto: “E aconteceu que, depois que Israel foi feito cativo e Jerusalém desolada, Jeremias sentou chorando e lamentou com esta lamentação sobre Jerusalém, e disse…”
O Comentário Bíblico Adventista oferece-nos este esboço do primeiro capítulo para auxiliar-nos na interpretação e aplicação de seus princípios a nossa vida:
A triste condição da outrora orgulhosa Jerusalém (1:1-22):
• O lamentável estado da cidade (vs. 1-11);
• O lamento da cidade sobre sua própria condição (vs. 12-17);
• A confissão e oração da cidade (vs. 18-22).
Diz Matthew Henry que “uma vez que Salomão diz, ainda que contrarie o conceito habitual do mundo, com certeza é verdade que, ‘melhor é a tristeza do que o riso’. Que ‘melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete’. Nós devemos ler e considerar os capítulos melancólicos deste livro, não somente com a disposição, mas com a expectativa de que nos edificaremos com ele. E, para que possamos fazer isto, devemos nos investir de uma santa tristeza e devemos nos determinar a chorar com o profeta chorão”.
• As aflições devem ensinar-nos preciosas lições;
• O pecado rouba paz, alegria e saqueia bens materiais;
• Lamentos presentes são consequências de negligências espirituais no passado;
• O choro pode auxiliar-nos a compreender onde erramos;
• Situações lamentáveis devem reavivar nossas orações moribundas.
Vamos reavivar-nos? – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
Filed under: Sem categoria
JEREMIAS 52 – A profundidade da Palavra de Deus é incrível. Quando mais você se aprofunda mais você percebe o quanto tem para aprender.
Este último capítulo é um anexo histórico, uma retrospectiva da história do povo de Deus. Observe:
1. Com 21 anos Zedequias foi colocado por Nabucodonosor para reinar em Judá. Reinou 11 anos. Porém, por ser rebelde, mau, instável, e independente das mensagens proféticas, indignou-se e provocou rebelião contra o rei de Babilônia (vs. 1-3).
2. Consequentemente, Nabucodonosor ordenou seus exércitos cercarem Jerusalém – o que durou um ano e meio. Devido à falta de alimento e água, o Zedequias e seu exército fogem em direção ao Jordão (vs. 4-7).
3. Zedequias, fugindo, foi encontrado; Nabucodonosor assassinou seus filhos, depois furou os seus olhos e o levou cativo – ficando preso em Babilônia até morrer (vs. 8-11).
4. Em Jerusalém, logo em seguida, Nebuzaradã ateou fogo no templo, no palácio do rei e nas casas grandes da cidade, quebrou os muros, levaram os mais nobres ao exílio com os móveis do templo. E, os mais pobres foram estabelecidos para cuidar das plantações (vs. 12-27).
5. Os judeus foram deportados em fases (vs. 28-30):
• Em 605 a.C., no reinado de Joaquim, quando iniciou os 70 anos de exílio;
• Em 597 a.C., no reinado de Jeoaquim;
• Em 586 a.C., sob o governo de Zedequias;
• A campanha de deportação mais prolongada se deu de 581 a 582 a.C.
6. Exilado, o rei Joaquim, recebe privilégios, é liberto da prisão e come junto ao rei babilônico (vs. 31-34).
A graça de Deus suplanta a desgraça do pecado. Onde parecia que Satanás tinha vencido, Deus Se mostra no controle. As profecias referentes ao Messias não foram sufocadas com o pecado de Israel nem com a opressão de Babilônia.
(Para entender melhor a profecia dos setenta anos de cativeiro babilônico você precisa estudar o que escreveram os escritores de II Reis e II Crônicas e mais os livros de Ezequiel, Daniel, Esdras e Neemias inspirados pelo Espírito Santo).
Em Jeremias aprendemos, resumidamente, que:
• …a Palavra de Deus não caduca, ela se cumpre até quando é improvável seu cumprimento.
• …Deus permite a disciplina para educar Seu povo, mas jamais desiste de operar para salvar.
• …com Deus, sempre há esperança!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Conte-nos, o que te chamou a atenção ao passar quase dois meses estudando Jeremias:
Filed under: Sem categoria
JEREMIAS 51 – Com Deus não se brinca. A criatura precisa saber que não é Deus. Tal arrogância gera autodestruição. Babilônia sentirá isso na pele.
1. Deus está de olho em Seu povo e punirá quem intentar eliminá-lo do mapa. O megalomaníaco Império Babilônico seria destruído repentinamente, como de fato o foi em 539 a.C. pelos Medos e Persas (vs. 1-11; ver Daniel 5).
2. Deus não abandonou Seu povo, ainda que este O tenha abandonado. Deus é o Criador, Seu poder e sabedoria são esmagadoramente maiores que qualquer deus ou ídolos, ou mesmo todos juntos. Os deuses falsos e seus seguidores terão o mesmo destino (vs. 12-19).
3. William MacDonald oferece-nos os seguintes detalhes:
• Os versículos 20-23 são direcionados aos medos;
• O versículo 24 provavelmente é dirigido a Judá;
• O versículo 25 volta a falar à Babilônia até o 33;
• Os habitantes de Judá e Jerusalém falam nos versículos 34 e 35.
4. Os detalhes de como se dará a destruição de Babilônia se cumpriram exatamente como foi profetizado (compare com Daniel 5):
• Os medos e os persas secaram o rio Eufrates e entraram por baixo do muro (v. 36);
• Babilônia foi destruída pelos medos e persas como Deus previra (v. 37);
• A destruição se daria num dia de banquete, festas e bebedeiras (vs. 38-44);
• Sobre o versículo 31 John MacArthur observa: “Mensageiros trouxeram a notícia da queda da cidade. Uma vez que Belsazar fora morto dentro da cidade na noite de sua queda (Dn 5.30), a ordem era que os mais velozes corredores levassem a notícia ao corregente Nabonido, que estava longe da cidade, ou talvez para avisar Daniel, que era o terceiro regente do reino (Dn 5.29)”.
5. Deus pede a Seu povo para sair de Babilônia e retorne a Jerusalém, e expõe as razões (vs. 45-59);
6. Seraías ilustra o fim de Babilônia (vs. 59-64).
Essa profecia foi reformulada pelo profeta de Patmos (Apocalipse 18). Há uma Babilônia espiritual da qual o remanescente de Deus precisa abandonar antes da destruição. Não devemos…
• …envolver-nos com seus pecados;
• …ser cúmplices de suas doutrinas espúrias;
• …ter vínculos com suas tradições;
Deus vindicará Seu povo, não os simpatizantes de Babilônia. Não existe salvação à parte de Deus! Como Seraías, devemos proclamar a revelação divina! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.