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MARCOS 8 – Seguir a Jesus tem seus desafios, inclusive sofrimentos; porém, não segui-lO resulta em consequências irreversíveis. Ele é a única solução para os dilemas do coração, a única esperança sólida para o desespero causado pela morte.
Observe estes tópicos extraídos dos 38 versículos do capítulo em pauta:
• Jesus é movido de compaixão ao observar uma multidão de pecadores e Sua motivação O impulsiona a ajudar a cada uma das pessoas que carecem de auxílio. Ele fez o milagre da multiplicação de pães e peixes novamente (ver Marcos 6:32-44) e deixou Seus discípulos perplexos (vs. 1-9).
• Jesus Se preocupa com os pecadores, principalmente quando Ele investe tanto neles, mas eles teimam em suas próprias filosofias. Após ter Se afastado da Galileia, Jesus retornou; ao encontrar-Se com os líderes religiosos, estes aproveitaram para Lhe pedir um sinal (as duas multiplicações e outros milagres ainda não eram suficientes). Mas Jesus despreza a fé que depende de sinais. Os discípulos também tinham tendência para a incredulidade e hipocrisia, mas era mais fácil lidar com eles do que com os líderes eclesiásticos – evidentemente, Jesus Se preocupe com todos os hipócritas (vs. 10-21).
• Jesus curou literalmente a um cego logo após tratar com a incredulidade dos fariseus e dos discípulos. Esta história real ilustra teologicamente a cegueira espiritual que Jesus anseia curar dos pecadores cegados pelo orgulho e por Suas ideologias que impedem de ver a realidade nua e crua do pecador e de Sua necessidade de um Salvador (vs. 22-33).
• Jesus pregou que o caminho para a nossa salvação é Ele passar pela cruz; todavia, inclui uma assimilação nossa com Sua experiência. Para tornarmo-nos Seus discípulos devemos tomar também nossa cruz, assim deixamos de viver para nós mesmos a fim de entregarmo-nos inteiramente a Ele, passando a viver exclusivamente por Ele e para Ele. Embora possa haver desafios assombrosos, o resultado será glorioso (vs. 34-38).
Jesus quer nos salvar, por mais cabeça-dura que sejamos. Ele investe, e, ao ser rejeitado, Se afasta. Mas, depois volta, investe novamente, embora o resultado seja negativo de novo (vs. 11-12). Ele Se retira, e deixa-os refletindo (v. 13).
Jesus aproveita toda oportunidade para elevar os conceitos dos pecadores. Ele usa exemplos e faz uso de perguntas retóricas (vs. 14-21). Como reagiremos? Positivamente? – Heber Toth Armí.
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MARCOS 7 – Quem rejeita os ensinamentos de Jesus fundamenta sua vida em conceitos meramente humanos, pobres. É necessário rejeitar os ensinos humanos a fim de aceitar os mais nobres ensinamentos divinos; assim, nossa alma será alimentada, elevada e moldada por conceitos superiores.
Rejeitado entre Seus conterrâneos, Jesus foi mais além do território da Galileia. Contudo, os líderes eclesiásticos não deixaram de perseguir e importuná-lO. O capítulo em pauta pode ser assim sintetizado, conforme William L. Lane:
• Impureza segundo a tradição (vs. 1-8);
• Conflito entre mandamento e tradição (vs. 9-13);
• Verdadeira impureza (vs. 14-23);
• A fé dos gentios (vs. 24-30);
• Cura em Decápolis (vs. 31-37).
A tradição humana confronta a revelação divina, ainda que tal tradição seja altamente religiosa.
Por exemplo, fazer sinal da cruz, acender velas, reverenciar imagens e anjos, orar a Maria, água benta, canonização de mortos, quaresma, jejum na sexta-feira santa, confissão auricular a padres, guarda o domingo, etc. tudo isso está desprovido de fundamentação bíblica. Deus nunca pediu tais coisas; pelo contrário, elas ferem exatamente aquilo que Deus pede.
Tradições humanas interferem totalmente na prática da religião verdadeira. Muitos valorizam a tradição em detrimento da revelação, assim, a tradição é a desculpa para descumprir os mandamentos divinos.
• Fundamentados na tradição, negligenciaremos a revelação.
• Firmados na revelação, invalidaremos a tradição.
Toda religião fundamentada na tradição não passa de uma contradição com a revelação. É heresia pensar que a tradição ou a interpretação eclesiástica milenar é mais importante que a revelação de Deus. Que absurdo, não?
O profeta Isaías já alertava que seguir tradição é uma forma de ter uma religião que parece honrar a Deus com lindos discursos, mas o coração está longe dEle; assim, a adoração não passa de encenação (Isaías 29:13) e, líderes espirituais promotores da tradição ofendem a Deus (Isaías 56:11). Muitos judeus não aprenderam a lição, nós aprendemos?
Contrariando a tradição judaica, que rezava que judeus eram superiores aos gentios, Jesus valorizou e libertou a filha de uma gentia desvalorizada (vs. 24-30) e depois curou um gentio surdo e gago (vs. 31-37).
Quando conceitos humanos são valorizados, a Palavra de Deus é…
1. …Negligenciada;
2. …rejeitada;
3. …Invalidada.
O que contamina o ser humano não é a negligência da tradição, mas o desprezo à Palavra de Deus! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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MARCOS 6 – Quanto mais Jesus revelava Sua natureza pelos Seus feitos, mais suscitava a incredulidade contra Ele. Quanto mais bondade o Messias demonstrava pelos Seus atos, mais a maldade erguia-se para opor-Lhe.
“O capítulo 5 de Marcos apresenta o triunfo da fé, enquanto o capítulo 6 registra a tragédia da incredulidade. O capítulo 5 de Marcos é um marco luminoso do poder de Jesus no meio da escuridão da miséria humana. Vemos nele o triunfo de Cristo sobre o diabo, a doença e a morte. Agora, no capítulo 6, vemos a incredulidade dos nazarenos, de Herodes e dos próprios discípulos” (Hernandes Dias Lopes).
• Jesus sofreu rejeição em sua própria casa; pela incredulidade das pessoas, muitas coisas que poderiam ser feitas não foram realizadas. Contudo, Jesus treinou Seus discípulos a fim de infiltrarem na sociedade com o evangelho (vs. 1-3).
• Jesus foi rejeitado na pessoa de Seu precursor. João Batista, que preparava o caminho para Jesus, fora preso e degolado por falar a verdade num ambiente de imoralidade. Após isso, Jesus almejou passar um momento isolado visando à reflexão (vs. 14-32).
Embora Jesus precisasse descansar, muitas vezes não conseguiu. Se Ele precisava descansar, quanto mais nós que somos fracos e limitados! Visando a isso, Deus deixou a noite para descanso diário e, o sábado para descanso semanal. Além disso, creio que férias familiares são de suma importância para renovação das forças e energias.
“O cansaço físico e o esgotamento emocional sinalizam a necessidade do descanso. É nesse contexto que os discípulos saem com Jesus para um lugar deserto, com o propósito de descansarem… Ao desembarcarem, porém, uma numerosa multidão segue Jesus, porque tinham visto os sinais que ele fazia na cura dos enfermos” (Lopes).
• Por causa da busca da multidão, Jesus não conseguiu ter Seu momento de reflexão. Ele Se compadeceu e atendeu física, emocional e espiritualmente à multidão que O procurou. Após terminadas as atividades do dia e despedida à multidão, Jesus insistiu num tempo de solidão. Depois de renovado foi ter com Seus discípulos por sobre as águas e os ensinou a vencer a incredulidade (vs. 45-52).
• A multidão procurava Jesus apesar dos incrédulos (vs. 53-56).
A incredulidade ainda impera arrogantemente em nossa sociedade, aprenderemos a desenvolver fé com os ensinos de Jesus? – Heber Toth Armí.
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MARCOS 5 – O grande conflito é nítido na vida diária de qualquer pessoa.
Alguns mais outros menos, mas todos somos atacados pelo diabo. Entretanto, Cristo está disponível para ajudar-nos; e, com Ele, a vitória é certa!
“Jesus Cristo, o Servo de Deus, é Senhor sobre qualquer situação e Conquistador de qualquer inimigo. Se cremos nele e seguimos suas ordens, não precisamos ter medo” (Warren Wiersbe).
No capítulo em análise temos:
• Confronto e vitória de Jesus sobre as forças do mal (vs. 1-20)
• Jesus é desafiado pela enfermidade, mas lidou com ela melhor do que o melhor dos médicos (vs. 21-34).
• Pior do que a enfermidade, Jesus ficou frente à frente com a morte, contudo, a morte não tem maior poder que Jesus (vs. 35-43).
Jesus não está limitado a nada. O poder da sociedade não é maior que o poder de Jesus de influenciar as pessoas presas a conceitos ou preconceitos sociais. O poder dos demônios encontram limites e resistência no poder de Jesus. O poder das doenças e da morte é limitado frente ao poder ilimitado do Filho de Deus.
Deveríamos aproximar-nos mais de Jesus, ser Seu amigo. Deveríamos depender mais de Jesus, submetermos a Ele a fim de sermos libertos de tudo o que nos aflige, e com Ele poder vencer tudo o que nos limita viver uma vida de verdadeira liberdade e felicidade.
Observe algumas verdades a mais que merecem nossa atenção neste capítulo:
1. Para Jesus o diabo é real e seus demônios agem de forma literal destruindo vidas, lançando na sarjeta ou mesmo entre os sepulcros levando a sociedade a tratá-las como lixo.
2. Jesus não ignora a crueldade, o poder e a malícia de Satanás; Ele lida com seriedade reconhecendo sua realidade; contudo, Jesus é mais poderoso e vence a malignidade com bondade.
3. Satanás faz estragos em pessoas, em animais e até na economia de um município ou país; entretanto, a ignorância tem dificuldades para aceitar Jesus. Por isso, os libertos devem testemunhar.
4. Doença ou morte, homem ou mulher, judeu ou gentio, nada disso é obstáculo para os milagres de Jesus, somente a nossa incredulidade.
Como a mulher hemorrágica ou o chefe da sinagoga, devemos depositar nossa fé e confiança no poder de Jesus, o Salvador! – Heber Toth Armí.